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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Sidarta, o Buda de Hermann Hesse


Buda inspirou o escritor Hermann Hesse em seu livro "Sidarta"
Foto: Getty Images
Hermann Hesse (1877-1962), um dos maiores prosadores da língua alemã do século XX, goza de um lugar especial na história da moderna literatura ocidental. Teria sido ele o último representante do romantismo por enfocar acima de tudo, em ambientes imaginários, rarefeitos, a exaltação da sensibilidade do personagem e não a sua racionalidade.

*Por Voltaire Schilling
Um narrador dos Livros Vedas
Mesmo a organização dos seus livros não se enquadraria nos conceitos tradicionais do que se chama um romance ou uma novela. Os críticos alemães entendem ser Hesse um Dichter, um escritor com alma de poeta, uma categoria um tanto acima de um Schrifsteller, isto é, um romancista (ver Anatol Rosenfeld - Letras germânicas, SP, Perspectiva, 1993, pág. 99)
Ele, em seu entendimento, preferia apresentar-se como um contador de histórias, igual aqueles tantos que ele encontrou pelas ruas da Índia, terra que ele conheceu em 1911. Tipos de turbantes coloridos e longas barbas que, cobertos com panos simples e de aparência faminta, acocorados num canto de um portão ou sentados no chão das feiras-livres e praças, tendo à mão apenas uma pequena vasilha d água, repetiam sem cessar aqueles contos mágicos que diziam respeito ao homem em eterna busca do mistério e da salvação. Era assim que Hesse se via, como um narrador dos Livros dos Vedas, um difusor de poemas hindus.
Sidarta Gautama
A fonte imediata que o inspirou a escrever "Sidarta", lançado com grande sucesso junto ao público alemão no ano de 1922, foi naturalmente a vida do grande líder espiritual dos povos da Ásia - Buda (Siddhärtha Gautama) -, o príncipe de Sakyas que se tornou Buda, "o iluminado", e que viveu entre 563-483 a.C.). Um homem extraordinário que, quando adulto, rebelado contra a hierarquia bramanista, largou todos os confortos materiais que dispunha no Palácio do seu pai, o rei, para ir em busca do real sentido da existência, ganhando fama imorredoura em todo o Oriente como Gautama, o Sublime, o Saquia-Muni.
Pode-se dizer que o "Sidarta" de Hesse é uma epopéia esotérica, um livro para iniciados, um roteiro para um andarilho que, rompido com os valores em que fora criado, põe-se na estrada do mundo atrás de uma nova vida. A geografia da busca daquele que rompeu com a casa paterna ou com a religião em que fora batizado, compõe-se de uma necessária passagem pelo vale das tentações (ligação dele com a cortesã Kamala e com o comerciante Kamasvami) até que, transposto o rio da purificação, (onde Sidarta ajuda o balseiro Vasudeva), o peregrino, liberto das coisas carnais e materiais, alcança o cume final da redenção e da libertação total. A pedra fundamental da doutrina budista é o domínio ou a rejeição do desejo (a existência é sofrimento/ ela é causada pela ignorância provocada pelo desejo/ o sofrimento poder ser superado pela eliminação do desejo/ o desejo pode ser eliminado pela meditação).
Na trajetória da Ätman, o Supremo Espírito que mora em cada um dos homens, deve ser rejeitado o esplêndido mundo das aparências de Maya. Despindo-se de tudo, numa fase posterior, ultrapassadas as diversas fases do microcosmo, a alma atinge Brahma, o Todo. Meditando, esperando e jejuando, sofrendo tormentos, ela chega por fim à transparência no Absoluto, dissolvendo-se no Akasa (éter). Reencontrado por fim por Govinda, o seu ex-companheiro de vida ascética, Sidarta termina os seus dias como balseiro do mesmo rio que cruzara ainda jovem.
Alcançando a purificação
Na concepção indiana, bem antes de alcançar a pureza - totalmente contrária à cristã -, de rejeitarem-se os prazeres da vida, a sensualidade, a luxúria ou a gula, o homem precisa prová-las. Como poderia alguém valorizar as delícias de ter pouco se anteriormente nunca teve nada? Como afastar-se dos temperos fortes se nunca sentiu o seu gosto, como saber dos males da bebida se dela nunca provou? Nisso tudo "a sociedade real" está ausente da obra de Hesse. Os enredos das suas narrativas transcorrem em circunstâncias especiais, em círculos esotéricos e em ordens de iniciados que existiam no passado, na Europa Medieval ou na Índia dos Maratas.
O sucesso dele junto ao público jovem ocidental pode até ser medido por uma espécie de termômetro. Quando, em certas circunstâncias historico-sociais, aumenta a descrença nos valores morais que nos cercam, na ética cristã e na racionalidade e justeza das autoridades, é certo que os livros dele entram em alta. Assim, logo no após-Primeira Guerra Mundial, em vista da matança e da destruição em que o Ocidente mergulhara, sua obra de exaltação a cultura oriental teve uma irradiação impressionante (*)
O Guru dos hippies
Outro surto hessiano, talvez ainda mais espetacular pelo volume extraordinário das tiragens dos seus livros, ocorreu ao longo dos turbulentos e irreverentes anos 60, década contemporânea à Guerra do Vietnã. Ocasião em que o Movimento Hippie, enojado com os exageros da materialidade, do consumismo e da violência em que os americanos viviam naquele momento, adotou-o como guia espiritual, como guru do "Paz e Amor". Hesse, com seus heróis orientais que desprezavam o desejo e materialidade, foi um antídoto ético e psicológico aos bombardeios insanos lançados sobre Hanói e o Camboja pelo governo dos Estados Unidos. Portanto, toda vez que o desencanto turva a paisagem do Ocidente, é para o Oriente que a esperança dos jovens eleva os seus olhos.
Se essa literatura foi apontada como "escapista" ou "alienada", por entenderem-na uma fuga dos problemas e desafios que nos cercam Hermann Hesse a contradisse. Ativista e engajado, sempre lutou contra os exageros do nacionalismo e do militarismo alemão, sendo obrigado por isso a manter-se abrigado na neutra Suíça, desde 1912.
Recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1946 exatamente por sua histórica postura pacifista, vindo a falecer nas proximidades de Berna, na Suíça, em 1962.
(*) Somerset Maugham (1874-1965), um dos mais bem sucedidos escritores britânicos do século XX, que dominava o alemão com perfeição, claramente inspirou-se no "Sidarta" para compor o personagem central do seu famoso livro "O Fio da Navalha" (The Razor's Edge, de 1944), o jovem Larry Darrell, que, traumatizado pela guerra, abandona a alta sociedade americana para, depois de uma peregrinação ao Ganges e a Benares, levar uma vida simples, tranquila e digna.


quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Em 15 anos, número de cargos comissionados no governo cresceu 40%


País tem hoje mais de 23 mil postos de livre nomeação - mas nem todos são ocupados por pessoas de fora do funcionalismo público, segundo estudo do Ipea
Governo tem o desafio de concretizar a promessa de "fazer mais com menos" (na foto, a Esplanada dos Ministérios)
As funções comissionadas são divididas em seis níveis, sendo o nível 6 o mais relevante política e administrativamente(Ricardo Stuckert/VEJA/VEJA)
O número de cargos comissionados na administração pública federal cresceu 39,7% nos últimos 15 anos, segundo estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Ampliada (Ipea) nesta quinta-feira. Os postos de livre nomeação passaram de 16 644 comissionados em 1999 para 23 256 em 2014.
As funções comissionadas, conhecidas no governo genericamente como DAS - sigla de direção e assessoramento superior -, são divididas em seis níveis. Os níveis 4, 5 e 6, os mais altos, representam pouco mais de 20% do total - e são as que concentram o maior número de ocupações por indicação política.
O estudo do Ipea atesta não apenas o crescimento do número de cargos comissionados, mas também a existência das indicações feitas por conveniência partidária. Ainda assim, segundo o Ipea, o fato de existirem 23 256 comissionados não significa que todos eles são preenchidos por indicação feitas por partidos ou padrinhos políticos.
Entre os DAS 4, que somam 15,85% do total de comissionados, 60% são pessoas que já integram o funcionalismo público. No grupo dos DAS 5, entre os quais estão 4,87% dos mais de 23 000 comissionados, 57% dos integrantes são funcionários públicos concursados. O DAS 6, posto mais alto ocupado pelos comissionados, é o que tem o maior número de indicações de fora do funcionalismo. Do total desse grupo, 58% são nomes indicados de fora do funcionalismo federal. O DAS 6 representa 0,93% do total de comissionados no governo.
http://veja.abril.com.br/noticia/economia/em-15-anos-numero-de-cargos-comissionados-no-governo-cresceu-40

terça-feira, 27 de outubro de 2015

"Aos amigos petistas"

"Aos amigos petistas", por Nelson Motta

O Globo

PETISTAS INTELIGENTES SABEM QUE O SONHO ACABOU, ‘GAME OVER’, ZÉ FINI, PELO BAIXO NÍVEL E ALTA VORACIDADE DOS SEUS QUADROS


Nunca perdi um amigo por causa de política. Tenho vários amigos petistas que merecem meu afeto e respeito, alguns até minha admiração, e convivemos bem porque quase nunca falamos de política, talvez por termos assuntos mais interessantes a conversar. Mas agora o assunto é inevitável. E eles estão mais decepcionados do que eu.

Também tenho amigos tucanos, comunistas, conservadores, não meço a qualidade das pessoas pelo seu time, religião ou suas crenças políticas, em que sonhos, idealismo e equívocos se misturam com ambição, desonestidade e incompetência para provocar monstruosas perdas de vidas, dignidade e dinheiro ao coitado do povo que todos eles dizem amar.

O PT está caindo aos pedaços, depois de 13 anos no poder, com grandes conquistas e imensos desastres, mas a perspectiva de ser governado pelo PMDB ou pelo PSDB não é animadora. Claro que há gente decente e competente nos dois partidos, mas a maioria de seus quadros e dirigentes não é melhor do que os piores petistas, e vice-versa.

Chegamos finalmente ao “nós contra eles” que Lula tanto queria ... quando era maioria ... e agora se volta contra ele, perseguido como os judeus pelos nazistas e os cristãos pelos romanos ... rsrs.

Se não fosse tão arrogante e autoritária, Dilma mereceria pena, porque não é desonesta, mas é mentirosa e sua incompetência nos dá mais prejuízos do que a corrupção. Suas falas tortuosas são a expressão da sua confusão mental.

E se Lula não fosse tão vaidoso e ambicioso, tão irresponsável e inescrupuloso, não teria jogado a sua história na lama por achar que está acima do bem e do mal e que nunca descobririam que ele sempre soube de tudo.

Petistas inteligentes e informados sabem que o sonho acabou, game over, zé fini, não por uma conspiração da CIA, dos coxinhas ou da imprensa golpista, mas pelos seus próprios erros, pelo baixo nível e alta voracidade dos seus quadros, pela ganância e incompetência que nos levaram ao lodaçal onde chafurdamos.

É triste, amigos petistas, o sonho virou pesadelo, mas não foi a direita que venceu, foi o partido que se perdeu. O medo está dando de 7 a 1 na esperança.


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

'Tiririca da Guatemala' é eleito presidente do país

O comediante que nunca exerceu um cargo público teve mais de 67% dos votos
Jimmy Morales
Jimmy Morales: comediante que nunca teve cargo público será presidente do país(YouTube/Reprodução)
O comediante evangélico Jimmy Morales ganhou as eleições para a Presidência da Guatemala com um resultado histórico: ele conquistou o dobro de votos de sua rival, Sandra Torres. Com 100% das urnas contabilizadas, Morales, de 46 anos, somou um número inédito de votos na nação centro-americana, 2.749.634, totalizando 67,43% dos eleitores.
Sua rival, a ex-primeira-dama Sandra Torres, da União Nacional da Esperança (UNE), conseguiu 1.327.976 votos, totalizando 32,57%. Morales, um novato no mundo da política, surgiu após as manifestações contra a corrupção dos últimos meses. "Não fui eu que me declarei vencedor, mas o povo que o fez", disse Morales, acrescentando que irá trabalhar com uma equipe de transição para estudar os problemas econômicos do país.
Segundo os dados atualizados do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) em seu site, dos mais de 7,5 milhões de guatemaltecos convocados às urnas no domingo, um total de 4.253.417 eleitores votaram, o que representa uma participação do 56,29%, com abstenção de 43,71%. Morales, que se tornou o décimo presidente da era democrática da Guatemala, tomará posse do cargo no próximo dia 14 de janeiro para um mandato de quatro anos.
O ator Jimmy Morales durante votação na Guatemala
O ator Jimmy Morales durante votação na Guatemala(O ator Jimmy Morales durante votação na Guatemala/AFP)
http://veja.abril.com.br/noticia/mundo/tiririca-da-guatemala-e-eleito-presidente-do-pais

PF prende lobista e faz buscas em escritório do filho de Lula

Operação Zelotes cumpre 6 mandados de prisão preventiva, 9 de condução coercitiva e 18 de busca e apreensão nesta segunda-feira

Luiz Claudio Lula da Silva: negócios com seguros
Luis Claudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula (Reprodução/VEJA)
A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira a quarta fase da Operação Zelotes, que investiga fraudes em julgamentos do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, ligado ao Ministério da Fazenda. Em comunicado, a PF informou que 33 mandados judiciais estão sendo cumpridos nesta manhã, sendo 6 de prisão preventiva, 9 de condução coercitiva e 18 de busca e apreensão.
Segundo reportagem do jornal o Estado de S. Paulo, os policiais fizeram buscas no escritório de Luís Claudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula. Ele é dono da empresa LFT Marketing Esportivo, suspeita de receber pagamentos de uma das consultorias investigadas por lobby na "compra" da MP 471, que prorrogou benefícios fiscais de empresas do setor automobilístico. De acordo com as investigações, a Marcondes & Mautoni Empreendimentos repassou à LFT 2,4 milhões de reais - o valor foi transferido em parcelas de 400.000 reais. A empresa foi aberta por Luís Claudio em 2011, mesmo ano em que a MP começou a vigorar.
Entre os presos está o lobista Alexandre Paes dos Santos, conhecido como 'APS', suspeito de participar do esquema de negociação da MP, e o ex-conselheiro do Carf José Ricardo da Silva. O dono da Caoa, Carlos Alberto Oliveira Andrade, foi alvo de condução coercitiva. A PF também faz busca e apreensã na casa de Fernando César Mesquita, que já foi porta-voz da Presidência e secretário de comunicação do Senado.
"Esta nova etapa da operação aponta que um consórcio de empresas, além de promover a manipulação de processos e julgamentos dentro do Carf, também negociava incentivos fiscais a favor de empresas do setor automobilístico", informou a PF, em nota. A operação encontrou provas que indicam "provável ocorrência" de tráfico de influência, extorsão e corrupção de agentes públicos para que "uma legislação benéfica a essas empresas fosse elaborada e posteriormente aprovada". Cerca de 100 agentes participaram da operação deflagrada no Distrito Federal, São Paulo, Piauí e Maranhão.

sábado, 24 de outubro de 2015

J. R. Guzzo: Com Dilma à frente, o Brasil segue em queda livre. E rápida

Publicado na revista EXAME

J. R. GUZZO
Eis aí o Brasil, mais de três anos antes do dia previsto para o tão esperado encerramento do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, empenhado num vigoroso sprint ladeira abaixo. A corrida já começou faz tempo, como todo mundo sabe, e ainda tem muito chão pela frente até a linha da chegada, mas provavelmente está num dos seus melhores momentos ─ ganhou aquele impulso natural e crescente que a força da gravidade, esta velha conhecida de todos nós, impõe às coisas que estão caindo. Se subiu tem de descer, anotava Raul Seixas em suas observações gerais sobre o funcionamento da vida, e é isso, precisamente, o que está acontecendo neste 2015 que entra em sua reta final.
Com uma particularidade: o presente governo, reeleito um ano atrás, começou a cair antes mesmo de concluir a subida. Teria chegado ao fundo do poço? Ninguém é louco para se arriscar com palpites assim, não nesta revista; não dá para saber a profundidade exata do poço, e a Redação está formalmente instruída a não se meter com equações que só têm a incógnita. O certo, pelo registro dos fatos, é que a economia e a politica estão em pleno acordo para se manter em queda ampla, livre e rápida. Esperar qualquer outra coisa é perda de tempo.
A mensagem que o governo Lula-Dilma-PT está passando aos cidadãos brasileiros, junto com o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal, os partidos e quem mais consegue mandar em alguma coisa neste país, é a seguinte: “Não esperem nada daqui. Não vamos ajudar ninguém em coisa nenhuma. Governar, então, nem pensar. Estamos cuidando exclusivamente de nós mesmos. O Brasil que vá para o diabo que o carregue. Virem-se”. A presidente da República não governa, pois não trabalha – dedica 100% do tempo à atividade de não ser deposta, mesmo porque a última coisa de que precisa é tornar-se uma ex-presidente e, portanto uma cidadã igual aos demais brasileiros, nestes momentos de trovoada que se formam a partir da legislação penal.
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha – que virou de fevereiro para cá o grande inimigo do governo e do PT, depois de passar a carreira toda na mais perfeita paz com ambos, e talvez esteja a caminho de tornar-se um grande amigo de novo – concentra todos os seus esforços em salvar o próprio couro. O PT só pensa em grudar-se em seus empregos, acesso a verbas públicas e oportunidades de negócio com a máquina do Estado. Lula está plenamente empenhado em safar-se da maré enchente de denúncias contra dois filhos, um sobrinho, uma nora e sua própria atuação como lobista de empreiteiras. Os líderes da oposição têm como prioridade eliminar-se uns aos outros. Os tribunais de justiça querem mandar na vida política. A única proposta concreta que o governo tem para oferecer à população é criar de novo o imposto do cheque. Os ministros, sem exceção, dizem que é impossível lidar com um único problema urgente porque não têm dinheiro – e o pior é que não têm mesmo. Enfim: põe ladeira abaixo nisso.
Todos os personagens responsáveis por esse angu têm em comum, entre si mesmos, a perfeita convicção de que não são responsáveis por absolutamente nada, o que torna inútil qualquer tentativa de apresentar-lhes os fatos – é como dar um espelho a um cego. Dilma quebrou o Brasil com uma inépcia jamais atingida antes dela, mas acha que não tem nada a ver com nenhum dos desastres que criou; diz que “a sociedade” tem de resolver os problemas e, enquanto isso, revela-se desapontada com as dificuldades que existem para estocar o vento. Lula declara que receber dinheiro de empresas comprovadamente culpadas de atos de corrupção é um atividade “patriótica”, e da qual tem “orgulho”. A solução que ele e seu partido têm para a crise politica é comprar aliados através da privatização do aparelho do Estado; para a crise econômica recomendam dobrar os erros já testados por Dilma nos últimos cinco anos.
É tempo de murici, como dizia o coronel Tamarindo em sua retirada na Guerra de Canudos. Cada um que cuide de si.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Albert Einstein

Alemanha - Inicio do século 20 Durante uma conferência com vários universitários, um professor da Universidade de...

Posted by Marcos Lourenço Vanz Wanz on Sexta, 25 de abril de 2014

Em busca de custo menor, 42 indústrias brasileiras se instalam no Paraguai

paraguai.jpg
Dona da rede de varejo Riachuelo, a Guararapes instalou sua primeira confecção no Recife (PE) em 1951, tornou-se uma gigante do setor têxtil nacional e sempre concentrou sua produção no país. Até agosto deste ano, quando associou-se à Texcin, no projeto de um centro de confecção de US$ 5 milhões, e passou a produzir parte das coleções femininas no Paraguai. Outros US$ 5 milhões serão aplicados numa segunda etapa, quando a empresa deve empregar duas mil pessoas. As informações são d’O Globo.
A Guararapes é apenas uma entre muitas empresas brasileiras que estão se instalando no Paraguai. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), no momento em que o setor alerta para o risco de desindustrialização no Brasil, pelo menos 42 companhias cruzaram a fronteira e montaram operações no país vizinho. A Vale, por exemplo, adquiriu lá recentemente empresa de logística fluvial, enquanto que a catarinense Buddemeyer, fabricante de artigos de cama, mesa e banho, está instalando uma unidade têxtil. O mesmo ocorre com a InterCement, a cimenteira do grupo Camargo Corrêa, que também ergue nova fábrica em Yguazú.
— Mandamos para lá parte do maquinário da fábrica de Fortaleza. E enviamos tecidos e moldes. Nosso parceiro costura as roupas e fornece para nossas lojas no Brasil. O Paraguai tem o custo chinês, com o transit time (tempo de chegada no país) de Santa Catarina. Uma peça demora seis meses para chegar da China até aqui, do Paraguai chega em um dia — disse Flávio Rocha, presidente da Guararapes.
CUSTOS 39% MENORES
Já neste ano, conta o empresário, as peças feitas no Paraguai devem representar até 2% das vendas no Brasil. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil (ABIT), outras cinco empresas já estão tocando projetos para produzir fiação e tecido no país vizinho.
— No futuro, pela proximidade, a produção paraguaia deve ocupar o espaço da China (de onde hoje vêm 40% das coleções da Riachuelo) — afirmou Rocha.
Além de incentivos fiscais, energia e mão de obra mais baratas — no caso da indústria têxtil, o custo de produção com energia e mão de obra é 39% menor que no Brasil —, as empresas procuram menos burocracia e acesso a outros mercados. O Paraguai tem acesso especial a mercados como o da União Europeia, por ser beneficiário do Sistema Geral de Preferências (SGP).
Wagner Weber, sócio-diretor da consultoria Braspar (Centro de Negócios Brasil-Paraguai), lembra ainda que as empresas que se instalam lá podem importar matéria-prima e bens de capital com isenção de impostos. E, na hora de exportar, graças a uma lei chamada Maquila, o fabricante paga apenas 1% em tributos.
— O governo paraguaio quer tornar o país em um grande polo têxtil e de autopeças da América Latina — explicou Weber.
Para o consultor fiscal e professor de direito tributário pela USP Fernando Zilvetti, essas vantagens tributárias caracterizam uma “guerra fiscal permitida”, já que no Paraguai há um único imposto sobre consumo (IVA), enquanto que no Brasil paga-se IPI, ICMS, PIS e Confins sobre os produtos.
— Dos países do Mercosul, só o Brasil não tem imposto único sobre consumo, e com os incentivos e isenções às importações, é muito mais barato produzir lá.
Além disso, observa Zilvetti, nos últimos anos aumentou a segurança nas estradas do país, o que significou redução nos preços dos fretes. A posse do novo presidente, o conservador Horacio Cartes, em 2013, acrescenta Zilvetti, trouxe mais segurança jurídica e despertou a atenção dos brasileiros:
— O atual governo trouxe maior estabilidade, criou polos de desenvolvimento e aumentou a segurança para quem transporta produtos. Sem os altos riscos do frete, e num ambiente jurídico mais estável, o Paraguai passou a ser a melhor opção, porque é como produzir no Paraná em termos de distância dos grandes centros de consumo do Sul e do Sudeste (do Brasil). O Uruguai e a Argentina têm custo logístico muito maior.
Para o Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio (MDIC), o deslocamento de parte da produção nacional e a geração de empregos no Paraguai “não significam que unidades serão fechadas” e postos de trabalho serão cortados aqui. A “integração produtiva”, segundo a pasta, estimula a maior competitividade das empresas brasileiras, o que lhes permite “preservar os níveis de produção” e “asseguram os empregos no Brasil”.
MISSÕES DE EMPRESÁRIOS
Em agosto, junto com a CNI, o ministério participou da quinta missão de empresários brasileiros ao Paraguai, tendo o próprio ministro, Armando Monteiro Neto, liderado um grupo de executivos de 79 empresas nacionais de diferentes setores. Foi a quinta missão organizada pela CNI desde 2012. Ao todo, 700 empresários participaram dessas missões.
— Nas cinco missões da CNI desde 2012, cerca de 700 empresários participaram e 42 empresas decidiram se instalar no país — contou Sarah Saldanha, gerente de internacionalização da CNI.
(foto: O Globo)

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Deserto do Neguebe - Israel


O deserto do Neguebe (ou Negueve) compreende metade do território de Israel, ao Sul do país. Nele, Abraão ergueu o lar de sua família (em Berseba), os nabateus fizeram dele uma importante rota comercial. Hoje, a vasta região tem um importante complexo de estudos nucleares, um dos mais completos centros de treinamento militar do mundo, abriga várias cidades e é largamente visitada por turistas de todo o mundo.

O grande deserto já foi o lar de diversos povos: canaanitas, filisteus, nabateus, bizantinos, otomanos e israelitas. Embora não haja fartura de água (índice pluviométrico de menos de 200mm ao ano), a região é utilizada para a agricultura irrigada e, desde os tempos bíblicos, o pastoreio de caprinos e ovinos é forte. Grande parte dos alimentos de origem agropecuária de Israel sai dali.

Mar Vermelho: Deus abre as águas ao povo de Moisés Os nabateus souberam aproveitar muito bem a área, estabelecendo um importante caminho pra o comércio da época bíblica, a Rota do Incenso, por onde passavam especiarias, joias, tecidos, perfumes e outras mercadorias rumo à cidade portuária de Gaza. Vários pontos de hospedagem e descanso foram erguidos ao longo da rota, alguns deles presentes até hoje em forma de ruínas e outros tendo originado povoados.

A ocupação moderna do Negueve começou há cerca de um século. Quando o Estado de Israel foi instituído nos anos 40 do século passado, o governo promoveu a ocupação do local, antes pouco habitado e explorado. Cidades foram reorganizadas e urbanizadas, com estrutura ímpar.

Por ser uma área enorme, o Neguebe é dividido em várias regiões: a Fenda Arad de Berseba ao norte, uma ampla cordilheira no centro, seguida pela área de Arava e, mais ao sul, Eilat, um dos maiores pólos turísticos israelenses, às margens do Mar Vermelho.

O deserto também tem um dos campos de treinamento militar mais completo do planeta, que serve tanto às forças armadas israelenses quanto às de outros países, além de organizações de segurança como polícias e agências de várias procedências.

As crateras

Onde hoje há um dos maiores desertos do planeta, já houve mares há milhões de anos. Os espaços que as águas ocupavam outrora hoje são imensas depressões, crateras de erosão, também formadas por rios antes existentes por ali. As grandes crateras são cinco, sendo a maior e mais conhecida a de Ramon, com 40 quilômetros de extensão e profundidade que chega a 400 metros em alguns pontos. Hoje, a Cratera de Ramon é lar de várias espécies animais e vegetais. A região das crateras hoje é área de proteção ambiental, mas recebe visitantes do mundo todo em expedições científicas ou a passeio.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

A Escolha de Sofia

Excelente texto de Fernando Gabeira publicado no Globo de domingo passado.


A escolha de Sofia

Quem cai primeiro: Dilma ou Eduardo Cunha? Essa, para mim, é uma escolha de Sofia, a personagem que teve de decidir qual dos dois filhos seria sacrificado. Sofia queria que ambos sobrevivessem, daí a angústia de sua escolha. No caso brasileiro, gostaria que os dois caíssem e, se possível, levassem também o Renan Calheiros.

Para o ex-ministro Joaquim Barbosa, o impeachment de Dilma é uma bomba atômica. Mesmo discordando de sua conclusão, acho que a imagem é útil e nos remete ao período da Guerra Fria, no qual a ameaça de uma hecatombe nuclear se tornou um fator de equilíbrio.

Eduardo Cunha tem contas na Suíça e foi detonado por quatro delatores. Hoje, conta com a simpatia da oposição. O líder do PSDB fez um discurso nauseante de apoio a Cunha na CPI. Fiquei tão chocado que escrevi mensagem de protesto para seu gabinete.

Mas Cunha floresceu no período do PT. Era líder de seu partido, o PMDB, comandava votações e nas questões econômicas fechava com o governo. O processo de degradação que o PT favoreceu acabou levando a uma consequência lógica na Câmara: o mais hábil e experimentado bandido acabaria ocupando a presidência.

A imagem de Barbosa serve, no entanto, para descrever o quadro. O impeachment tem valor para Cunha apenas como ameaça. Ele sabe que o impeachment de Dilma, imediatamente, levaria à sua própria queda. Dilma e Cunha necessitam um do outro e talvez evitem a guerra até que um deles caia por si próprio, derrubado pelos cupins que os consomem. Só existe um fator capaz de trazer alguma esperança: a participação popular. Sem ela, o Congresso fica perdido, os dramas vão se arrastar e reduziremos as chances de prosperidade das novas gerações.

Lula, por exemplo, escolheu um caminho de defesa: os fins justificam os meios. As pedaladas fiscais aconteceram para financiar o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida. É um argumento tenebroso porque engana os mais ingênuos e continua dando à quebra das regras do jogo um certo charme de Robin Hood. Acontece que o governo não pedalou apenas com os gastos sociais. Fez inúmeras despesas, em torno de R$ 26 bilhões, sem consulta ao Congresso. Em qualquer democracia do mundo, isso é crime bem mais grave do que comer um bombom na mesa do delegado da PF.

Não importam Teoris e Rosas e outros juristas vestidos de preto, com uma linguagem empolada. Nessa semana fizeram o que condenamos nos juízes de futebol: apitaram perigo de gol. O governo acentuou seus erros num ano eleitoral precisamente para dizer agora: esqueçam o passado, não sou responsável por ele. E, com esse argumento, pedalou até em 2015.

Enquanto potencialmente puder acenar com o impeachment de Dilma, Cunha ficará vivo. E enquanto tiver Cunha como seu grande oponente, o governo vai propor a ele um acordo de sobrevivência. É uma dádiva para o PT que ele tenha encarnado a oposição.

Dizer que nada vai se resolver enquanto for decidido por cima não é, necessariamente, pessimismo. Milhões de pessoas rejeitam Dilma e Cunha. Mas não podem apenas esperar que um destrua o outro. Ou supor que as instituições, por si próprias, encontrem a saída. O Brasil está vivendo, de novo, aquele dilema do personagem de Kafka que esperou anos diante da porta do castelo, para descobrir que ela sempre esteve aberta.

Nossa oposição é medíocre, o Supremo aparelhado pelo PT, que se gaba de ter pelo menos cinco ministros na mão. Os principais personagens, Dilma e Cunha se equilibram pelo terror.

Milhões de pessoas querem mudança. Mas esperam que aconteça num universo petrificado de Brasília. As coisas se parecem um pouco como aquele poema de John Donne sobre sinos dobrando. Não pergunte por quem dobram, pois dobram por você. De uma certa maneira, não será o Cunha, Congresso ou Supremo que resolverão essa parada. Ela depende de cada um.

Enquanto os atores institucionais e seus cronistas nos reduzirem apenas a expectadores, esse filme de quinta categoria não acaba nunca. Não quero dizer com isso que precisamos fazer manifestações cada vez maiores, para os jornalistas medirem, fita métrica na mão, o nosso avanço.

Com mais de meio século de experiência nas ruas, cheguei à conclusão de que nelas, como em outros lugares, não é só a quantidade que conta. Há um grande espaço para a qualidade e invenção. Mesmo sem nenhuma garantia de que esse caminho dê certo, ele tem, pelo menos, a vantagem de estar nas nossas mãos.

Da anistia às diretas, passando pela queda de Collor, as conquistas populares foram notáveis. Mas, assim como na profissão de jornalista, o passado é muito bom mas não serve de consolo para os desafios do momento. O foco é sempre a próxima tarefa.

E o Brasil parece ter empacado na próxima tarefa. Ela não se resume na troca no poder, mas também na busca de um crescimento sustentável em todos os sentidos. Não podemos mais voar como galinha nem seguir, desvairadamente, destruindo recursos naturais.

Alguns amigos sonham com a garotada que vem aí. Mas os ombros dos jovens não precisam suportar o mundo. O futuro interessa também aos que não estarão vivos para presenciá-lo.

Marty McFly chega hoje do passado. Que economia ele vai encontrar?

Personagem do filme 'De Volta para o Futuro 2' viajou no tempo há 30 anos para o dia 21 de outubro de 2015; conheças as diferenças entre o cenário econômico que ele deixou para trás e o que ele vai encontrar - nos EUA e no Brasil

Marty McFly, personagem de 'De Volta para o Futuro 2'
Marty McFly flagrado assim que chegou a 21 de outubro de 2015 no filme 'De Volta para o Futuro 2'(Reprodução/VEJA)
Se tudo correr como previu o roteiro, Marty McFly chega ao futuro nesta quarta-feira. O personagem central do filme "De Volta para o Futuro 2" deixou outubro de 1985 para um 2015 com carros e skates voadores para tentar mudar seu destino. O desembarque foi exatamente em 21 de outubro de 2015.
O filme, lançado em 1989, fez algumas previsões certeiras sobre avanços da tecnologia, como o uso de tablets, a disseminaçõs dos drones e a morte dos CDs - mas também errou, como nos já citados carros voadores, que hoje existem apenas em forma de protótipos.
O personagem vivido pelo ator Michael J. Fox deixou a chamada década perdida, em um mundo sob a guerra fria. Para além das curiosidades científicas, conheça as diferenças entre as economias americana e brasileira que ele deixou no passado e a que ele encontrará ao chegar ao dia de hoje.
PIB:
EUA 1985: US$ 4,3 trilhões (1º) O país que Marty McFly deixou para trás tinha uma economia cerca de 20 vezes maior que a brasileira e já ostentava havia décadas o título de maior potência econômica mundial. O crescimento da economia foi de 4,2% naquele ano.
EUA 2015: US$ 18 trilhões (1º) Segundo previsão do FMI, os EUA chegarão ao fim de 2015 com PIB de cerca de 18 trilhões de dólares - dez vez maior que o do Brasil. Ainda há distância considerável para a China, segunda no ranking, mas a diferença caiu em quase um terço em um intervalo de cinco anos: passou de 9 trilhões em 2010 para 6,5 trilhões de dólares neste ano. Previsão de crescimento: 2,6%.
Brasil 1985: US$ 223 bilhões (11º) No primeiro ano de governo civil depois de mais de duas décadas de ditadura militar, o Brasil não aparecia nem entre as dez maiores economias do mundo. Em uma década problemática, o PIB brasileiro cresceu 7,9% naquele ano.
Brasil 2015: US$ 1,8 trilhão (9º) Após anos de crescimento puxado pela explosão do consumo e pela disparada dos preços internacionais de commodities como soja e minério de ferro, o Brasil, que chegou a ser a sexta maior economia do mundo em 2011, vive uma retração. A economia do país deve encolher até 3% no ano, o que pode derrubá-lo até para nono lugar no ranking das maiores economias. Índia e, possivelmente, Itália devem ultrapassar o Brasil.
PIB per capita:
EUA 1985: US$ 18.269 (5º) Marty McFly viajou para o futuro partindo do ano em que os americanos tiveram a quinta maior renda per capita do mundo.
EUA 2015: US$ 54.629 (8º) Os Estados Unidos perderam algumas posições no ranking de renda per capita, mas seguem entre os países mais bem colocados nesse quesito.
Brasil 1985: US$ 1.629 (69º) O Brasil estava apenas em 69º no ranking global de renda per capita, atrás de países como Panamá e Suriname. Os Estados Unidos tinham renda 11 vezes maior que a brasileira.
Brasil 2015: US$ 11.384 (56º) A posição do Brasil no ranking mundial da renda per capita ainda é apenas mediana, mas a melhora do país fica evidente quando comparada com a renda americana, que é agora 4,7 vezes maior que a brasileira. De qualquer forma, com a retração da economia, a renda per capita do país vai cair em 2015 - e a distância para os EUA voltará a crescer.
Inflação:
EUA 1985: 3,6% Os Estados Unidos conviveram com inflação de dois dígitos durante parte da década de 70 até os primeiros anos da década de 80, mas, quando Marty McFly embarcou para o futuro, em 1985, a alta dos preços já havia sido controlada. O país fechou o ano com inflação de 3,6%.
EUA 2015: 0,1% A baixíssima inflação tem sido um problema a ser contornado pela Federal Reserve, o banco central do país. O Fed tem mantido a taxa básica de juros próxima de zero desde 2008, o que deixa a autoridade monetária com pouca margem de manobra para tentar levar a inflação para a meta perseguida pelo país, de 2% ao ano. O FMI prevê inflação de apenas 0,1% nos EUA em 2015.
Brasil 1985: 226% A hiperinflação foi uma das características mais marcantes da economia brasileira durante toda a década de 80. Em 1985, o índice de preços atingiu 226%. Isso fez do Brasil o país com a terceira maior inflação no mundo naquele ano, segundo o Banco Mundial. Apenas Bolívia e Israel tiveram inflação mais alta.
Brasil 2015: 9,3% Em uma eventual visita ao Brasil, Marty McFly já não veria mais um cenário de hiperinflação, que deixou de ser sinônimo de economia brasileira com o surgimento do Plano Real. Ainda assim, o IPCA, indicador de referência, está bem acima da meta perseguida pelo Banco Central, de 4,5%. O FMI prevê inflação de 9,3% para o país em 2015. É uma das 25 maiores altas previstas pelo Fundo para este ano em todo o mundo.
Destaque da bolsa:
Mc Donald's e Apple
(Daniel Acker/Bloomberg e David Mareuil/Anadolu Agency/Getty Images)
EUA 1985: McDonald's A rede de fast food foi uma das três estreantes na lista de 30 empresas que compõem o índice Dow Jones, indicador de referência da Bolsa de Nova York - e a única das três a ter permanecido no índice de forma ininterrupta ao longo dessas três décadas.
EUA 2015: Apple A maior empresa do mundo em valor de mercado fez sua estreia no índice Dow Jones em março de 2015, na primeira mudança de composição do indicador desde 2013 - a AT&T foi a companhia substituída. Em 1985, ano da viagem de Marty McFly para o futuro, a Apple viveu outro marco importante: aquele foi o ano em que Steve Jobs deixou a empresa, criada por ele. Jobs só retornaria em 1997.
Brasil 1985: Paranapanema A mineradora Paranapanema era um colosso da Bovespa. Em meados da década de 80, ela chegou a representar 25% do principal índice da bolsa paulista.
Brasil 2015: Ambev O protagonista da trilogia "De Volta para o Futuro 2" tem 17 anos. Nessa idade, não é permitido comprar bebidas alcoólicas nos EUA - e, no Brasil, alguns estados consideram crime a venda de álcool para menores de 18 anos. Mas, ao chegar ao futuro, Marty McFly, mesmo que pudesse, não conseguiria comprar uma bebida - ou mesmo ações - da maior empresa da Bovespa. A Ambev só surgiu em 1999, a partir da união entre as cervejarias Antarctica e Brahma.
Fortunas:
Bill Gates e Sam Walton
Bill Gates e Sam Walton(JP Yim e Diana Walker/Time Life Pictures/Getty Images)
EUA 1985: Sam Walton (US$ 2,8 bilhões) O patriarca da família Walton e fundador da rede varejista Walmart era o homem mais rico dos Estados Unidos. Ele apareceu na lista dos bilionários americanos de 1985 da revista Forbes com uma fortuna estimada em 2,8 bilhões de dólares.
EUA 2015: Bill Gates (US$ 79,2 bilhões) Na edição de 2015 da lista de bilionários da Forbes, o fundador da Microsoft apareceu não apenas como o maior rico dos Estados Unidos, mas também do mundo.
Mundo 1987: Yoshiaki Tsutsumi Apenas para ilustrar a diferença entre o mundo de Marty McFly em 1985 e o que ele viajou para visitar em 2015: os japoneses foram os grandes bilionários do planeta a partir de meados da década de 80, segundo a revista Forbes. Na primeira lista global de bilionários, publicada em 1987, Yoshiaki Tsutsumi, investidor do setor imobiliário, apareceu com uma fortuna de 20 bilhões de dólares - montante sete vezes maior que a fortuna de Sam Walton em 1985
Brasil 1987: Antônio Ermírio de Moraes (US$ 1 bilhão) A revista Forbes só começou a publicar a relação de bilionários do mundo todo em 1987. Antes disso, ela fazia apenas a lista com nomes americanos. Na primeira versão global do ranking, o industrial Antônio Ermirio de Moraes foi um dos três brasileiros relacionados. Ao lado dele apareceram Sebastião Camargo, representante da construção civil, e Roberto Marinho, do setor de comunicação.
Brasil 2015: Jorge Paulo Lemann (25 bilhões de dólares) O empresário brasileiro, um dos controladores da AB InBev, a maior cervejaria do mundo, tornou-se referência não apenas no Brasil, mas também no exterior - o megainvestidor Warren Buffett é um confesso admirador de Lemann.
Assistam o vídeo:

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

LULA, O MEGACAFAJESTE

O ex-presidente e sempre cafajeste Luiz Inácio Lula da Silva continua na SUA missão de levar a mentira e o descaramento às fronteiras infinitas do espaço sideral.

O ex-presidente e sempre cafajeste Luiz Inácio Lula da Silva continua na SUA missão de levar a mentira e o descaramento às fronteiras infinitas do espaço sideral. Na terça-feira, dia 13 de outubro, bateu ponto no I Congresso Nacional do Movimento dos Pequenos Agricultores, realizado em São Bernardo do Campo. Como todo mundo sabe, São Bernardo Campo é o principal centro da pequena agricultura brasileira. Abrigado na cidadela petista, em evento fechado onde todos usavam o bonezinho vermelho do MST, Lula da Silva mais uma vez cometeu um atentado contra a verdade e a democracia. E, claro, tudo pago com recursos públicos.
Como sempre distorcendo os fatos, Lula justificou as “pedaladas” fiscais da presidente Dilma Rousseff (pelas quais teve as suas contas rejeitadas por unanimidade do TCU) como último recurso para pagar o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida, joias da coroa da demagogia lulopetista. Ora, todo mundo sabe que isso não passa de uma deslavada mentira. O rombo imenso das contas públicas brasileiras vai muito além do que é gasto nos “programas sociais”. É fruto de irresponsabilidade fiscal, incompetência na gestão de recursos públicos e, last but not least, corrupção desenfreada. O inacreditável é que ainda tem gente instruída que acredita numa potoca dessas.
Realmente a cafajestagem é um poço sem fundo…
E tenho dito.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

6 Fatos que seu Professor Esquerdista não te Contou

1. O comunismo falhou miseravelmente





Estima-se que os regimes comunistas ao longo do século XX tenham matado pelo menos 100 milhões de pessoas em todo mundo. Alguns podem até contestar esse número, mas precisam admitir que é impossível esconder tantas mortes varrendo tudo pra debaixo do tapete. Crimes de tamanhas proporções deixam rastros visíveis demais para serem ignorados.

Este número inclui não só as pessoas que foram mortas pela repressão típica destes regimes totalitários mas também em consequência de suas políticas econômicas desastrosas, tais como os confiscos que resultaram na fome russa de 1921 e no Holodomor ou a coletivização forçada do campo, implementada por Mao Tse Tung que resultou na Grande Fome Chinesa e por sua vez matou cerca de 20 milhões de pessoas.



Alguns regimes foram letais ao extremo. É o caso do Khmer Vermelho no Camboja que conseguiu exterminar nada mais, nada menos que um terço da população do país. 

O pior de tudo é que o comunismo acabou desmoronando em todos estes países e seu modelo teve que ser abandonado. Todas estas pessoas morreram em vão. Em nome de um ideal fracassado. O muro de Berlim caiu. A União Soviética não existe mais e a China mergulha de cabeça no capitalismo.

Mas não só o velho comunismo falhou. Os novos modelos de socialismo parecem fadados ao mesmo destino. O assim chamado "socialismo do século XXI" praticado na vizinha Venezuela dá claros sinais de que não poderá se sustentar por muito tempo. O país, mesmo tendo uma das maiores reservas de petróleo do mundo é assolado hoje por escassez de todo tipo de bem imaginável, de energia elétrica à papel higiênico, passando por frango, leite e outros produtos essenciais. Tem uma das taxas de inflação mais altas do mundo e uma taxa de homicídios também entre as mais altas do mundo.


2. A teoria de Marx foi refutada



Karl Marx construiu toda a sua teoria em cima de uma idéia errada herdada dos economistas clássicos: A teoria do Valor Trabalho. Segundo a teoria do Valor Trabalho, o valor real de  uma mercadoria era definido pela quantidade de trabalho investido na sua produção.

Com base nisso, Marx arroga ter descoberto o conceito da Mais Valia que dizia o seguinte: Se a mercadoria vale a quantidade de trabalho investida na sua produção, para que o patrão, que não trabalha diretamente, tenha lucro, ele precisa pagar aos funcionários, um valor menor do que o trabalho que eles investiram na produção da mercadoria. Dessa forma os patrões exploram o proletariado.

Porém Marx estava errado em vários pontos, desde o diagnóstico do problema, até a sua solução. A Teoria do Valor Trabalho foi refutada pela teoria da Utilidade Marginal, desenvolvida simultaneamente por três economistas: Stanley Jevons na Inglaterra, Leon Walras na França e Carl Menger na Áustria. Os três, ao mesmo tempo, em países diferentes e praticamente sem entrar em contato um com o outro, perceberam que o que confere valor a uma mercadoria não é o trabalho, mas a sua utilidade. 
Uma mercadoria que exigiu muito trabalho pra ser produzida não terá nenhum valor se não for útil. Portanto, é a utilidade que as pessoas conferem às mercadorias que determina seu valor. Os custos de produção, entre eles o do trabalho, é que precisa se ajustar aos preços de mercado.

Especula-se que este desmascaramento esteja por trás da atitude de Marx de adiar a publicação dos volumes seguintes da sua obra máxima: O Capital, que só foram publicados após sua morte, por Engels. 

Outros economistas posteriores como Ludwig von Mises e Friedrich A. Hayek dariam mais detalhes sobre a inviabilidade do socialismo, explicando que dessa forma, a única maneira de medir a utilidade de um produto é através do mecanismo de oferta e demanda do livre mercado. 
Se o livre mercado é suprimido, não há o mecanismo de oferta e demanda, se não há livre equilíbrio entre oferta e demanda, a economia se torna um caos. Por isso, abolir o mercado e concentrar as decisões econômicas no estado que tenta calcular o preço das mercadorias com base no trabalho é impossível e tende ao fracasso.


3. As previsões de Marx não se cumpriram até o presente momento



Com base na sua ideia de Mais Valia e de exploração do proletariado, Marx previu que a situação dos trabalhadores iria se deteriorar cada vez mais. Como, segundo Marx, para garantir o lucro do patrão, o valor das mercadorias é vendido sempre acima daquilo que os trabalhadores recebem para produzi-las, o custo de vida destes aumentaria cada vez mais.
Isso iria gerar ciclos econômicos e crises frequentes, com cada nova crise sendo pior que a anterior, até que chegaria o momento em que o capitalismo entraria em total colapso, os trabalhadores se revoltariam, fariam uma revolução e implantariam o socialismo.

Só que nada disso aconteceu. Na verdade aconteceu o exato inverso.

O capitalismo é marcado por crises constantes sim, mas ele sai mais forte de cada uma delas.
A Grande Depressão foi com certeza a maior de todas as crises do capitalismo, mas isso já foi há mais de 80 anos. O capitalismo jamais passou por outra crise semelhante. Desde então é inegável que a qualidade de vida e a economia prosperaram enormemente nos países capitalistas.
Ao contrário do que Marx previra, a qualidade de vida das classes menos favorecidas aumentou e a pobreza extrema está sendo reduzida gradualmente em todo mundo. 

Para entender a velocidade desse progresso considere as Metas do Milênio apresentadas em 2000 pela ONU. O objetivo era reduzir pela metade o número de pessoas vivendo com 1 dólar por dia até 2015. Essa meta foi atingida cinco anos mais cedo.


4. A maioria dos países mais pobres do mundo tiveram regimes de inspiração socialista por longos anos



Você já deve ter ouvido falar que a culpa pela fome e pela miséria no mundo é do capitalismo.
Mas o que seu professor esquerdista não te contou é que o socialismo já foi e continua sendo, uma força extremamente influente no mundo. As idéias socialistas não vão contra o Status Quo, ela é parte do Status Quo. Ela é a parte ruim dele diga-se de passagem.

Muitos países que você imagina serem vitimas do capitalismo já tiveram regimes de inspiração socialista. Só no continente africano: Angola, Moçambique, Benin, República do Congo, Etiópia e Somália tiveram suas economias destruídas por regimes comunistas que duraram vários anos e quase todos continuaram tendo economias bastante controladas pelo estado mesmo depois disso.

Seu professor esquerdista também deve ter falado pouco sobre regimes de inspiração socialista na Líbia e no Iêmen. Sobre o partido Baath no Iraque e na Síria. Que países que fizeram parte da União Soviética e que mantiveram um modelo parecido, mesmo com o fim do comunismo, como é o caso do Uzbequistão, tem a maioria da sua população na miséria.

Também não deve ter falado nada sobre como políticas socialistas devastaram o Zimbábue. Nem que a Índia, país que concentra a maioria dos miseráveis do mundo, por quase 40 anos teve uma sucessão de governos populistas, paternalistas, intervencionistas e que se inspiravam na economia soviética. Durante todo este período o país esteve completamente estagnado e só começou a crescer nos anos 90, justamente depois que o governo promoveu amplas reformas liberais, que apesar de tímidas, já conseguiram reduzir drasticamente a miséria no pais.


5. Os países mais liberais estão entre os mais desenvolvidos ou entre os que mais rápido se desenvolvem



Outra coisa que seu professor esquerdista não deve ter te contado, é que todos os países com IDH considerado "muito alto" são, de uma forma ou de outra, capitalistas. Aposto que você não sabia que a Nova Zelândia estava completamente quebrada nos anos 80, mas que depois de uma reforma liberal radical, conseguiu se reerguer e chegar ao posto de 6º melhor IDH do mundo. Que a Alemanha saiu dos destroços da II Guerra Mundial seguindo uma doutrina econômica chamada "ordoliberalismo". Que os Estados Unidos, 3º melhor IDH do mundo, maior economia do mundo e país mais inovador do mundo em número de patentes, tem a liberdade de mercado e a propriedade privada como parte inseparável da sua história, da sua cultura, das suas instituições e da sua própria identidade nacional.

Não deve saber que a carga tributária da Austrália (2º melhor país pra se viver do mundo) é de apenas 33,2% do PIB, que o Canadá foi considerado o 2º melhor país para se fazer negócios pelo Fórum Econômico Mundial, nem que Hong Kong e Singapura (13º e 18º melhores IDHs respectivamente) eram países miseráveis até bem pouco tempo atrás. Conseguiram chegar ao posto em que estão hoje em menos de 30 anos e são justamente, os dois países mais liberais do mundo.


Nem todo país liberal é desenvolvido, mas com certeza todos eles estão no caminho. Um exemplo é o Panamá, o país da América Central que teve o 8º maior crescimento do PIB em 2012 e que está entre os que mais reduziram a pobreza nos últimos anos, ou o Peru, que apesar de ainda ser bastante pobre, também vem conseguindo reduzir drasticamente a pobreza e teve o maior crescimento do PIB da América do Sul em 2012.


6. Distribuição de Renda pode não servir pra nada


Os socialistas dão a entender, através de seu discurso, que a desigualdade é o grande mal do mundo. Para descreditar as políticas liberais, apontam para um "aumento da desigualdade" como se isso fosse sempre um mal e como se igualdade fosse sempre um bem.

São incapazes de perceber que desigualdade não significa pobreza e que igualdade não significa riqueza. Um povo pode ter igualdade, mas serem todos iguais na pobreza. Da mesma forma, outro povo pode, apesar da desigualdade, garantir um nível de vida satisfatório para os mais pobres.

A prova disso é que a desigualdade medida pelo Coeficiente GINI, revela algumas coisas bem interessantes:

- A Etiópia é um dos países mais igualitários do mundo. É inclusive mais igualitária que a média dos países da União Européia. Outro que também está entre os mais igualitários é o Paquistão.
Mas onde é que existe mais pobreza? No Paquistão e na Etiópia ou na União Européia?

- O Timor Leste é mais igualitário que Espanha, Canadá e França

- O Bangladesh, outro país que concentra massas de miseráveis é mais igualitário que Irlanda e Nova Zelândia.

- A Índia é mais igualitária que o Japão.

- O Malawi é mais igualitário que o Reino Unido.


E a lista segue adiante. Os exemplos são inúmeros mas todos eles levam a uma conclusão inequívoca: Igualdade não serve pra porcaria nenhuma.


Fontes:

Ranking de Países por IDH (qualidade de vida)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_pa%C3%ADses_por_%C3%8Dndice_de_Desenvolvimento_Humano

Ranking de Países por Distribuição de Renda (Índice GINI)
https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/rankorder/2172rank.html

Ranking de Países por Índice de Homicídios
http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_pa%C3%ADses_por_taxa_de_homic%C3%ADdio_intencional

Países onde é mais fácil fazer negócios:
http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200902031523_RED_77804209

Ranking de Países por tamanho da Carga Tributária
https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/rankorder/2221rank.html

Ranking de Países por crescimento do PIB em 2012
https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/rankorder/2003rank.html

Sobre os governos socialistas na Índia e sua posterior reforma liberal:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Economia_da_%C3%8Dndia

Sobre as reformas liberais na Nova Zelândia:
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=692

Países que já foram socialistas:
Angola - http://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica_Popular_de_Angola
Benim - http://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica_Popular_do_Benim
Congo - http://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica_Popular_do_Congo
Etiópia - http://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica_Democr%C3%A1tica_Popular_da_Eti%C3%B3pia
Moçambique - http://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica_Popular_de_Mo%C3%A7ambique
Somália - http://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica_Democr%C3%A1tica_da_Som%C3%A1lia
Iêmen - http://pt.wikipedia.org/wiki/I%C3%A9men_do_Sul

Sobre o partido socialista Baath que governou Iraque e Síria
http://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_Baath

Sobre os 100 milhões de mortos deixados pelo comunismo
http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Livro_Negro_do_Comunismo

Sobre o regime socialista que exterminou um terço da população do Camboja
http://pt.wikipedia.org/wiki/Khmer_vermelho

Sobre a teoria da Utilidade Marginal que refutou as teorias de Marx
http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_marginalista

Gráficos mostrando a redução da miséria absoluta em todo o Mundo e quais países foram mais eficientes nisso:
http://povertydata.worldbank.org/poverty/home
http://www.porcocapitalista.com.br/2014/01/6-fatos-que-seu-professor-esquerdista.html