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segunda-feira, 31 de março de 2014

Os 20 países mais verdes do mundo em 2014


Ranking bienal feito pelas Universidades de Columbia e Yale mostra quem tem melhor desempenho ambiental entre 178 países avaliados; Brasil é 77º na lista

Eles dão exemplo de cuidado com o ambiente e as pessoas
São Paulo - Quais países dão exemplo de sustentabilidade? Que melhor cuidam de seus recursos naturais, garantindo a vitalidade dos ecossistemas, além de saúde e bem estar para a população? A resposta está no Environmental Performance Index (EPI), ranking bienal elaborado por uma equipe de especialistas das universidades americanas de Yale e de Columbia.
Em sua mais recente edição, lançada esta semana durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, o ranking classificou 178 países com base em 20 indicadores distribuídos por 9 categorias: critérios de saúde ambiental; poluição do ar; recursos hídricos; biodiversidade e habitat; recursos naturais; florestas; energia e clima, entre outros. E cada categoria possui pesos diferentes.
Brasil
O Brasil ocupa o 77º lugar no ranking. O país somou 52.97 pontos de 100, bem distante da líder Suíça, que fez 87.67 pontos. Na análise por categoria, o país apresentou melhor desempenho no quesito qualidade do ar, com 97.67 pontos. Mas se saiu pior na preservação de recursos florestais, levando um vexatório 10 de 100 pontos, o que coloca o Brasil como o 115º país que melhor cuida de suas florestas.
http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/os-20-paises-mais-verdes-do-mundo-em-2014

As 50 melhores cidades do Brasil para viver, segundo a ONU

8ª Joaçaba (SC) - IDHM 0,827
Educação: 0,771 Expectativa de vida: 0,891 (78,44 anos) Renda: 0,823 (1.338,50) IDHM Final: 0,827
Posição (2000): 19º lugar 


Pela 3º vez, São Caetano do Sul (SP) aparece como a líder no seleto grupo de cidades brasileiras com nível de desenvolvimento muito alto, segundo o IDH da ONU dos municípios do país

Desenvolvimento
São Paulo - As cidades a seguir, concorde-se ou discorde-se, são o que o Brasil tem de melhor nas áreas de educação, renda e expectativa de vida, segundo a ONU. Elas integram o seleto grupo dos municípios com grau de desenvolvimento considerado "muito alto" no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), divulgado hoje pelo Pnud, órgão das Nações Unidas, em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Fundação João Pinheiro.
Para tanto, elas têm IDHM superior a 0,8. A média do Brasil hoje é 0,727, considerado alto (mas não muito alto).
O indicador, que vai de 0 a 1 - e quanto mais próximo de 1, melhor - é semelhante ao famoso IDH calculado para os países do globo, mas algumas adaptações metodológicas tupiniquins foram feitas. Por isso, segundo o Pnud, não é possível comparar os números de países inteiros às cidades brasileiras.
O IDHM não mede exatamente qualidade de vida. Embora, claro, municípios com elevados índices de educação, longeva expectativa de vida e renda alta tendam a ser bons lugares para se viver.
Entre as capitais, venceu Florianópolis (SC), seguida de Vitória (ES). O levantamento é feito pela ONU a cada 10 anos, com base nos dados do Censo, do IBGE.
Clique nas fotos e confira as cidades que estão na dianteira do país. Além do valor de cada subíndice do IDHM, estão incluídas em cada cidade a expectativa de vida, em anos, e a renda, em reais.
EXAME - Pesquisa segundo a ONU
EXAME - Pesquisa segundo a FIRJAN

domingo, 30 de março de 2014

Passa, passa, Pasadena

Fernando Gabeira* - O Estado de S.Paulo
Água era o meu foco. Revisitava o Rio Piracicaba castigado pela seca. No passado fui a algumas reuniões do Comitê de Bacia. Já havia na época uma preocupação com o futuro do rio, tão solicitado: abastece uma região em crescimento e mais 8,8 milhões de pessoas em São Paulo.
Lembrei, à beira do Piracicaba, alguns autores no fim do século passado afirmando que a água seria o petróleo do século 21, com potencial de provocar conflitos e até guerras. Mas ao falar no petróleo como algo do passado constatei que está na ordem do dia. Enterraram uma fortuna em Pasadena, no Texas. Outra Pasadena, na Califórnia, é a cidade cenário da sitecom The Big Bang Theory.
Pois é, nossa Pasadena começou com um singular ponto que se expande de forma vertiginosa. Foi uma espécie de Big Bang na consciência dos que ainda duvidavam que a Petrobrás estivesse indo para o buraco nas mãos dos aliados PT e PMDB. Diante dos fatos, vão-se enrolar de novo na Bandeira Nacional, sobretudo num momento de Copa do Mundo, fulgurante de verde e amarelo.
Os críticos da Petrobrás não são bons brasileiros. Bons são os que se apossaram dela e a fizeram perder R$ 200 bilhões nestes anos e despencar no ranking das grandes empresas do mundo.
O líder do governo, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), disse que a perda desse dinheiro faz parte do jogo capitalista de perde e ganha. Se fosse numa empresa privada, dificilmente seus diretores resistiriam no cargo. Em Pasadena enterrou-se dinheiro público. O que deveria ser mais grave em termos políticos.
Pasadena é uma boa versão com sotaque latino para Waterloo. Dilma Rousseff afirma que assinou a compra da refinaria no Texas sem conhecer as cláusulas. Depois disso conheceu. Ela lançou uma nota para explicar o momento em que não sabia. E se esqueceu de explicar todos os anos de silêncio e inação.
Os diretores que teriam omitido as cláusulas que enterram mais de US$ 1 bilhão em Pasadena continuaram no cargo. Até a coisa explodir mesmo. Tenho a impressão de que tentaram sentar-se em cima da refinaria de Pasadena. Sentaram-se numa baioneta, porque não se esconde um negócio desastroso de mais de US$ 1 bilhão.
Os fatos começam a se desdobrar agora que os olhares se voltam para esse refúgio dos nacionalistas, defensores da Pátria enriquecidos.
Uma empresa holandesa cobrou US$ 17 milhões da Petrobrás por serviços que não constavam do contrato. A primeira parcela da compra em Pasadena foi declarada como US$ 360 milhões, mas no documento americano ela foi registrada como uma compra de US$ 420 milhões. Refinarias compradas no Japão têm as mesmas cláusulas do contrato desastroso de Pasadena.
Um amigo de Brasília me disse ao telefone: "Se esse Paulo Roberto Costa, diretor da Petrobrás, abrir a boca, a República vai estremecer". Conversa de Brasília. Quantas vezes não se falou o mesmo de Marco Valério?! O que pode trazer revelações são os computadores, pen drives e documentos encontrados na casa dele. A Polícia Federal não acreditava que ele iria falar, tanto que o prendeu com o argumento de que estava destruindo provas.
Passa, passa, Pasadena, quero ver passar. A Petrobrás da nossa juventude, dos gritos de "o petróleo é nosso", se tornou o reduto preferido dos dois grandes partidos que nos governam. O petróleo é deles, do PT e do PMDB. Levaram o slogan ao pé da letra e suas pegadas na maior empresa do País demonstram que devoram até aquilo que dizem amar.
De certa forma, isso já era evidente para mim nas discussões dos contratos do pré-sal. Eles impuseram uma cláusula que obriga a Petrobrás a participar de todos os projetos de exploração. Não deram a chance à empresa de recusar o que não lhe interessava.
Tudo isso é para fortalecer a Petrobrás, isto é, fortalecer-se com ela, com uma base de grandes negócios, influência eleitoral e, de vez em quando, uma presepada nacionalista, tapas imundos de óleo nas costas uns dos outros, garrafas de champanhe quebradas em cascos de navios.
Lá, no Texas, os magnatas do petróleo usavam aqueles chapéus de cowboy. Lá, em Pasadena. Aqui, os nossos magnatas em verde e amarelo estão com poucas opções no momento. Ou reconhecem o tremendo fracasso que é a passagem dos "muy amigos" da Petrobrás pela direção da empresa ou se enrolam na Bandeira e acusam todos de estarem querendo vender a Petrobrás. Diante das eleições e da Copa do Mundo, devem optar por uma alternativa mais carnavalesca.
Mas os fatos ainda não são de todo conhecidos. Deverá haver uma intensa guerra de bastidores para que não o sejam, especialmente os documentos nas mãos da Polícia Federal.
Pasadena. Certos nomes me intrigam. O mensalão não seria o que foi se não houvesse esse nome tão popular inventado por Roberto Jefferson, que no passado apresentava programas populares de TV. Pasadena soa como algo esperto, dessas saidinhas em que você vai e volta em cinco minutos, leve e faceiro. Mas pode ser que Pasadena não passe e fique ressoando por muito tempo, como o mensalão. E se tornar uma saidinha para comprar cigarros, dessas sem volta, para nunca mais.
Criada uma comissão no Congresso Nacional, envolvidos Ministério Público e Polícia Federal, podem sair informações que, somadas às de fontes independentes, deem ao País a clara visão do que é a Petrobrás no período petista. Não tenho esperança de que depois disso todos se convençam de que a Petrobrás foi devastada. Mas será divertido vê-los brigando com os fatos, com as mãos empapadas de óleo.
Diante do Rio Piracicaba meu foco é a água. Na semana passada, vi como na Venezuela o uso político do petróleo deformou o país. No Brasil o alvo da voracidade aliada é a Petrobrás.
E se a água é o petróleo do século 21, daqui a pouco vão descobri-la, quando vierem lavar as mãos nas margens dos nossos rios.
*Fernando Gabeira é jornalista. 
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,passa-passa-pasadena,1146057,0.htm

O velho viajante

João Ubaldo Ribeiro - O Estado de S.Paulo
Acordei cedo e me deu um branco total. Não é a primeira vez em que isto me acontece. Pelo contrário, quanto mais velho vou ficando, mais acontece. Onde estou, de que me trato, que horas são, que cama é esta, que cortinas são estas, que quarto é este, aonde eu fui ontem à noite, bebi alguma coisa estranha? Calma, respirar fundo, deve haver uma explicação, sempre há, não entrar em pânico. E, vagarosamente, as respostas me vão chegando. Não estou em casa, estou num quarto de hotel. Começo a fazer uma ideia vaga de meu paradeiro e a confirmo olhando pela janela. No edifício em frente, um cartaz anuncia em francês escritórios para alugar. Claro, estou em Paris e, pouco a pouco, os acontecimentos se encaixam.
O Salão do Livro deste ano está sendo realizado agora e vim como convidado, apresso-me em esclarecer que não à custa de vocês, como é tão frequente entre nós. O Salão é dedicado à literatura argentina, mas, minoritariamente, representantes de outros países também participam, o que é meu caso. Não sei se um Felipão das letras me selecionaria, mas, de qualquer forma, eis-me representando nossas cores novamente e novamente alimentando a esperança de não envergonhar vocês ou a pátria. Como diria um jogador de futebol, respeito os adversários e o alçapão da Sorbonne, mas darei tudo de mim para não decepcionar nossa grande torcida e trazer para casa o caneco.
Bem, não há concentração, treinamento, preleção, coletivas para a imprensa. Cabe apenas esperar a hora e mandar notícias ou comentários. Mas quais? Volta a assaltar-me a nostalgia dos velhos tempos, quando havia realmente novidades no exterior, desconhecidas pela maior parte dos brasileiros, e se podia mentir com desenvoltura, na secular e venerável tradição dos viajantes mais notáveis, desde Heródoto e Marco Polo, sem deixar de incluir o insuperável parente nosso Fernão Mendes Pinto. Sempre me queixo desta situação. Eu certamente não estaria à altura de meus grandes antecessores, mas sem dúvida seria capaz de engendrar algumas patranhas dignas de interesse, que pelo menos dessem para o gasto. Em Itaparica, a gente sempre aprendeu com os mais antigos a contar lorotas da melhor qualidade, Mas, hoje em dia, logo alguém na internet desmascararia a mentira e eu não teria como sustentá-la.
Num departamento semelhante, o dos segredos e pequenas histórias reveladores de estreita intimidade com Paris, o panorama tampouco é encorajador. Não acerto a discorrer sobre o tempo em que eu frequentava os mesmos cafés que os existencialistas e minhas discussões com Sartre às vezes levavam tardes inteiras, enquanto tomávamos o mesmo café a tarde inteira e experimentávamos drogas exóticas. Minhas reminiscências da Rive Gauche, alusões à minha grande familiaridade com a obra de Verlaine ou Baudelaire, o dia em que me enturmei com Juliette Greco, ou a ocasião em que Salvador Dalí me deu de presente um guardanapo usado e autografado que eu, depois de um porre de absinto na companhia de umas coristas do Crazy Horse, perdi não sei como. Tenho colegas capazes de fazer esse tipo de coisa com perfeição, mas eu mesmo não tenho jeito.
O hotel onde estou, bastante antigo, já hospedou brasileiros ilustres, como o mestre Villa-Lobos (que, por sinal, segundo me revelam, gostava de contar as suas historinhas também, envolvendo às vezes as diversas oportunidades em que, na companhia de outros canibais brasileiros, comeu carne de gente) e, principalmente, d. Pedro II. No começo, me animei um bocadinho e pensei em como talvez fosse possível avistar o fantasma de Sua Majestade Imperial, aqui no fim do corredor, e até fazer uma pequena entrevista com ele, mas também não consegui, em parte por causa do vexame que tem sido a república que o depôs. "E o Deodoro, hein?", perguntaria ele, e eu não acertaria a responder.
E, lembrando os velhos tempos de viagem, como sou antigo, meu Deus, um dia destes acordo múmia. As senhoras mais elegantes compareciam ao Galeão às vezes de chapéu de viagem e invariavelmente elegantíssimas, desfilando para cima e para baixo de passaporte discretamente em punho. Na classe econômica, havia menu, talheres de metal e drinques de todo tipo, antes, durante e depois das refeições. E o passageiro não passava todo o percurso com os joelhos de um sueco enfiados nas costas da poltrona, pois cabia decentemente todo mundo e até dava para dormir deitado, quando sobravam alguns assentos vazios. No embarque, o viajante recebia de presente uma caixinha com quatro cigarros especialmente embalados para a companhia aérea, assim como capas especiais para canetas-tinteiro, que do contrário vazariam por causa da pressão do ar e manchariam a roupa.
No começo da viagem, as comissárias de bordo (aeromoças), todas lindas, indagavam se o passageiro já tinha feito aquele percurso antes. Se não tinha, era preparado o diploma de passagem pelo equador, conferido pelo deus Netuno e entregue ao felizardo sob aplausos dos circunstantes. E, depois de uma ou mais escalas em aeroportos exóticos que nunca mais seriam vistos, chegava-se finalmente à terra remota do destino, realmente longe e estrangeira. Era a hora de se acomodar no hotel e providenciar o indispensável telegrama de "cheguei bem", que a família exigia. Telefonar, nem pensar, porque é mais fácil telefonar hoje para Marte do que então para o Brasil. É, não há mais emoções para o velho viajante. Mas, num último esforço de reportagem, talvez eu possa tentar falar com a dupla Montesquieu e Monet, recentemente lembrada pela presidente. Deve ser a zaga do Paris Saint Germain e vai ver que eles me dão umas declarações sobre a Copa, para eu enrolar mais os leitores.


Esquerda tinha ditaduras como modelo

Marco Antonio Villa
Durante a ditadura, a oposição de esquerda transformou a experiência dos países socialistas em referência de democracia. A ditadura do proletariado foi exaltada como o ápice da liberdade humana e serviu como contraponto ao regime militar. A falácia tinha uma longa história. Desde os anos 1930 brasileiros escreveram libelos em defesa do sistema que libertava o homem da opressão capitalista.
Tudo começou com URSS, Um Novo Mundo, de Caio Prado Júnior, publicado em 1934, resultado de uma viagem de dois meses do autor pela União Soviética. Resolveu escrevê-lo, segundo informa na apresentação, devido ao sucesso das palestras que teria feito em São Paulo descrevendo a viagem. À época já se sabia do massacre de milhões de camponeses (a coletivização forçada do campo, 1929-1933) e a repressão a todas os não bolcheviques.
Prado Júnior justificou a violência, que segundo ele "está nas mãos das classes mais democráticas, a começar pelo proletariado, que delas precisam para destruir a sociedade burguesa e construir a sociedade socialista". A feroz ditadura foi assim retratada: "O regime soviético representa a mais perfeita comunhão de governados e governantes". O autor regressou à União Soviética 27 anos depois. Publicou seu relato com o título O Mundo do Socialismo. Logo de início escreveu que estava "convencido dessa transformação (socialista), e que a humanidade toda marcha para ela".
Em 1960, Caio Prado não poderia ignorar a repressão soviética. A invasão da Hungria e os campos de concentração stalinistas estavam na memória. Mas o historiador exaltava "o que ocorre no terreno da liberdade de expressão do pensamento, oral e escrito", acrescentando: "Nada há nos países capitalistas que mesmo de longe se compare com o que a respeito ocorre na União Soviética". E continua escamoteando a ditadura: "Os aparelhos especiais de repressão interna desapareceram por completo. Tem-se neles a mais total liberdade de movimentos, e não há sinais de restrições além das ordinárias e normais que se encontram em qualquer outro lugar."
Seguindo pelo mesmo caminho está Jorge Amado, Prêmio Stalin da Paz de 1951. Isso mesmo: o tirano que ordenou o massacre de milhões de soviéticos dava seu nome a um prêmio "da paz". Antes de visitar a União Soviética e publicar um livro relatando as maravilhas do socialismo - o que ocorreu em 1951 -, Amado escreveu uma laudatória biografia de Luís Carlos Prestes. A União Soviética foi retratada da seguinte forma: "Pátria dos trabalhadores do mundo, pátria da ciência, da arte, da cultura, da beleza e da liberdade. Pátria da justiça humana, sonho dos poetas que os operários e os camponeses fizeram realidade magnífica".
A partir dos anos 1970, o foco foi saindo da União Soviética e se dirigindo a outros países socialistas. Em parte devido aos diversos rachas na esquerda brasileira. Cada agrupamento foi escolhendo a sua "referência", o país-modelo. O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) optou pela Albânia. O país mais atrasado da Europa virou a meca dos antigos maoistas, como pode ser visto no livro O Socialismo na Albânia, de Jaime Sautchuk. O jornalista visitou o país e não viu nenhuma repressão. Apresentou um retrato róseo. Ao visitar um apartamento escolhido pelo governo, notou que não havia gás de cozinha. O fogão funcionava graças à lenha ou ao carvão. Isso foi registrado como algo absolutamente natural.
O culto da personalidade de Enver Hoxha, o tirano albanês, segundo Sautchuk, não era incentivado pelo governo. Era de forma natural que a divinização do líder começava nos jardins de infância onde era chamado de "titio Enver". As condenações à morte de dirigentes que se opuseram ao ditador foram justificadas por razões de Estado. Assim como a censura à imprensa.
Com o desgaste dos modelos soviético, chinês e albanês, Cuba passou a ocupar o lugar. Teve papel central neste processo o livro A Ilha, do jornalista Fernando Morais, que visitou o país em 1977. Quando perguntado sobre os presos políticos, o ditador Fidel Castro respondeu que "deve haver uns 2 mil ou 3 mil". Tudo isso foi dito naturalmente - e aceito pelo entrevistador.
Um dos piores momentos do livro é quando Morais perguntou para um jornalista se em Cuba existia liberdade de imprensa. A resposta foi uma gargalhada: "Claro que não. Liberdade de imprensa é apenas um eufemismo burguês". Outro jornalista completou: "Liberdade de imprensa para atacar um governo voltado para o proletariado? Isso nós não temos. E nos orgulhamos muito de não ter". O silêncio de Morais, para o leitor, é sinal de concordância. O pior é que vivíamos sob o tacão da censura.
O mais estranho é que essa literatura era consumida como um instrumento de combate do regime militar. Causa perplexidade como os valores democráticos resistiram aos golpes do poder (a direita) e de seus opositores (a esquerda).
HISTORIADOR, É AUTOR, ENTRE OUTROS LIVROS, DE 'DITADURA À BRASILEIRA. 1964-1985. A DEMOCRACIA GOLPEADA À ESQUERDA E À DIREITA' (LEYA). 


sábado, 29 de março de 2014

29/03 - Aniversário de Curitiba - 321 anos "Curitiba é uma palavra de origem Guarani: kur yt yba quer dizer "grande quantidade de pinheiros, pinheiral", na linguagem dos índios, primeiros habitantes do território. Nos primórdios da ocupação humana, as terras onde hoje está Curitiba apresentavam grande quantidade de Araucaria angustifolia, o pinheiro-do-Paraná." A árvore adulta tem a forma de uma taça. Sua semente é o pinhão, fonte de proteína e alimento de grande consumo, in natura ou como ingrediente da culinária regional paranaense. O pinhão servia de alimento a um pássaro também encontrado em grande quantidade no começo da ocupação do território: a gralha-azul (Cyanocorax caeruleus). De corpo azulado e cabeça preta, a gralha-azul, diz uma lenda, colhia o pinhão com o bico e o enterrava no solo para consumo posterior. Desses pinhões enterrados acabavam nascendo novos pinheiros."

Curitiba é um município brasileirocapital do estado do Paraná, localizada a 934 metros de altitude no primeiro planalto paranaense,7 a aproximadamente 110 quilômetros do Oceano Atlântico.11 É a oitava cidade mais populosa do Brasil e amaior do sul do país, com uma população de 1.848.943 habitantes.6 É a cidade principal da Região Metropolitana de Curitiba, formada por 29 municípios e que possui 3 400 357 habitantes12 13 sobre uma área de 15 447 km²,14 o que a torna aoitava região metropolitana mais populosa do Brasil15 , e a segunda maior daRegião Sul, ficando somente atrás da Região Metropolitana de Porto Alegre. A capital do Paraná ao longo dos últimos anos tem se consolidado como a cidade mais rica do Sul do país e a 4ª em nível nacional.
Fundada em 1693, a partir de um pequeno povoado bandeirante, Curitiba se tornou uma importante parada comercial com a abertura da estrada tropeira entreSorocaba e Viamão.16 Em 1853 tornou-se a capital da recém-emancipadaprovíncia do Paraná e desde então a cidade, conhecida pelas suas ruas largas,17manteve um ritmo de crescimento urbano fortalecido pela chegada de uma grande quantidade de imigrantes europeus ao longo do século XIX, na maioria alemães,polonesesucranianos e italianos,18 que contribuíram para a diversidade cultural que permanece até hoje.
Para saber mais:

Pasadenagate...,

É claro que Pasadena é um caso de política, mas é inegável que é, sobretudo, um caso de polícia. Ou: A resposta de Gabrielli a este blog há um ano e três meses

Gabrielli: há pouco mais de um ano, em respostra a este blog, ele afirmou que Petrobras havia conseguido desconto (!!!) na compra da refinaria de Pasadena
Gabrielli: há pouco mais de um ano, em resposta ao blog, afirmou que a Petrobras havia conseguido desconto  na compra de refinaria
Não tem jeito: a cada enxadada, uma minhoca. Raia o dia, e lá vem uma nova informação sobre a compra da refinaria de Pasadena que empurra mais e mais o caso para a esfera da polícia — embora, é evidente, ele seja também um caso de política. Ora, se é assim que a Petrobras executa as suas aquisições, e dado que um de seus mais importantes ex-diretores está na cadeia, a gente imagina o padrão de governança da empresa. Salvem a Petrobras antes que acabe! R$ 200 bilhões em valor de mercado já foram para o ralo da irresponsabilidade petista. O que sobrou é menos da metade do que havia há três anos. A Petrobras tem de ser devolvida a seus legítimos donos: o povo brasileiro, representado pelo Estado, e os acionistas minoritários, que estão sendo logrados.
Como já se sabe, os próprios belgas da Astra, ao vender a primeira metade da refinaria à Petrobras, saudaram o negócio excepcional e o ganho acima de qualquer expectativa. Na Folha deste sábado, há uma reportagem sobre os desentendimentos entre a Astra e a Petrobras. Reproduzo trecho (em vermelho) do texto de Isabel Fleck, Raquel Landim e David Friedlander. Volto em seguida.Os executivos da Petrobras faziam muita “besteira”, eram “extravagantes” nos gastos e qualquer decisão levava “10 vezes mais tempo que o necessário”. Era assim que os belgas da Astra se referiam aos seus sócios brasileiros na refinaria de Pasadena, no Texas (EUA).
Os comentários pejorativos de Mike Winget, presidente da Astra, e seu diretor de operações, Terry Hammer, aparecem numa troca de e-mails com outras cinco pessoas da equipe, datada de 2 de novembro de 2007 e obtida pela Folha na Justiça do Texas.
Retomo
O clima era beligerante, havia desentendimento entre os sócios, e os belgas decidiram, então, fazer valer a cláusula que obrigava a Petrobras comprar a outra metade. Até aí, bem. Num dos e-mails obtidos pela Folha, Winget escreve, referindo-se aos negociadores com os quais dialogava, que “não ficaria surpreso se a Petrobras já tiver se dado conta de que a refinaria não vale os US$ 650 milhões que eles [os negociadores brasileiros] sinalizaram”.
Entenderam? Eles mesmos sabiam que a refinaria não valia aquilo tudo. Ao Congresso, no entanto, Graça Foster afirmou que as condições do mercado à época justificavam aquele preço. Nem os donos originais achavam isso!
Multa e passivo ambiental
Reportagem levada ao ar na noite desta sexta pelo Jornal Nacional evidencia que Pasadena ainda não parou de sangrar o cofre do Brasil. O Condado de Harrys acionou a refinaria na Justiça para receber uma multa US$ 6 milhões, soma de tudo o que ela deixou de recolher em impostos desde 2005, sem contar que, em 2012, o condado fechou com a Petrobras um acordo para o pagamento de uma multa de US$ 750 mil por causa da poluição do ar em anos anteriores. Rock Owens, que é advogado da área ambiental de Harrys, diz que o valor da venda da refinaria  chamou a atenção na época. Ele explica por quê: “Era a venda de uma refinaria velha a um preço premium que não deveria ter sido pago. E sem os reparos que recomendamos desde os anos 80, que não foram feitos”.
Os sócios da Astra sabiam que a empresa não valia tudo aquilo; o advogado do Condado de Harrys sabia que a refinaria não valia tudo. Intuo que os diretores que realizaram a operação também soubessem, não é? O conselho, no entanto, foi levado no bico — e Dilma decidiu ignorar o assunto depois, como conselheira da Petrobras, como ministra e como presidente da República.
Mas a Petrobras não contratou consultoria? Pois é. Aí é preciso lembrar areportagem do Globo que mostra que a avaliação foi feita às pressas, em apenas 20 dias. Os avaliadores contratados, da BDO Seidman, deixaram claro que não tiveram tempo de fazer o trabalho adequado e se eximem de eventuais problemas posteriores. Recomendam à Petrobras que faça, então, ela própria a avaliação. E a Petrobras fez. Sabem quem a ajudou? A então diretora financeira da Astra, Kari Burke. É do balacobaco!
Não por acaso, informa outra reportagem da Folha, “a análise [sobre o preço da refinaria] contemplava três cenários, com cinco situações em cada, nas condições em que se apresentava a refinaria na época. A mais conservadora estabelecia que Pasadena inteira custava US$ 582 milhões. A mais otimista atingia US$ 1,54 bilhão. Com o estudo na mão, Nestor Cerveró decidiu oferecer US$ 700 milhões por 50% do ativo. O fato de a oferta não corresponder à metade de nenhuma das cifras apresentadas no estudo chamou atenção da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que questionou a escolha de valores “aleatoriamente, sem comprovação, entre todos os cenários possíveis”
Entenderam? Foi Cerveró que ofereceu os US$ 700 milhões pela segunda metade — que depois acabaram se transformando em R$ 820,5 milhões. Aí, sim, a operação foi vetada pelo Conselho e teve início a disputa judicial. Dilma pode até explicar como foi enganada na condição de membro do conselho. A sua omissão posterior é que é inexplicável, com Cerveró assumindo a direção financeira da poderosa BR Distribuidora. Curiosamente, a presidente mandou demiti-lo antes de qualquer investigação.
Dá para entender por que o mercado se animou quando a oposição conseguiu o número de assinaturas no Senado para fazer a CPI da Petrobras. É a esperança de que uma comissão de inquérito contribua para botar ordem na bagunça. Como se nota, mais de uma vez, os próprios belgas se mostraram espantados — e até incrédulos — com a, por assim dizer, generosidade da Petrobras.
Durante um bom tempo, como sabem, este blog foi o único veículo a manter Pasadena na pauta. No dia 17 de dezembro de 2012,  informei aqui, o site Bahia Notícias publicava o seguinte (em vermelho):
O secretário de Planejamento e ex-presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli,esclareceu por meio de nota as afirmações feitas pelo colunista da revista Veja, Reinaldo Azevedo. Por meio de nota, a assessoria do titular da Seplan informa que a pauta “é requentada”.
“Em novembro 2005, a Petrobras assinou um Memorando de Entendimento com a Astra Oil Company (Astra). Em setembro de 2006, a Companhia concluiu a aquisição através de sua subsidiária Petrobras America Inc. (PAI).Desentendimentos entre os sócios levaram a Astra a requerer o direito de vender seus 50%”.
Segundo o documento, o valor foi acrescido de juros e outras atribuições durante o processo arbitral. “A Petrobras empenhou seus melhores esforços e obteve uma redução significativa no montante pleiteado pela Astra. Em junho de 2012, um acordo extrajudicial totalizou US$ 820 milhões. Parte desse montante, US$ 750 milhões, já vinha sendo provisionado, restando o complemento de provisão de US$ 70 milhões”, diz a nota. “O acordo tornou a refinaria [de Passadena] um ativo negociável, ainda que não haja uma obrigatoriedade nem urgência em se desfazer da mesma”, finaliza o comunicado.
Encerro
Até aquela data, Gabrielli achava que bastava arrogância para matar o assunto. Vejam quanta notícia tem rendido o “assunto requentado”. Mais: segundo sustentou então, a Petrobras ainda havia conseguido uma “redução” (!!!) no valor da compra.
Um caso de política. Um caso de polícia.
Por Reinaldo Azevedo
VEJA

sexta-feira, 28 de março de 2014

Imagem do absurdo, da estupidez..., como já disse Nietzsche: "Insanidade em indivíduos é algo raro - mas em grupos, festas, nações e épocas, ela é uma regra."

Bandeira vermelha é colocada no mastro da bandeira nacional em frente à reitoria da UFSC


Na manhã de quarta-feira, estudantes que participam da ocupação da Reitoria da UFSC, em Florianópolis, colocaram uma bandeira vermelha que diz "Reitoria ocupada" no mastro onde ficava a bandeira nacional.

 
Gabriel Rosa/Agência RBS
O mastro estava vazio, já que toda noite as bandeiras do Brasil, de Santa Catarina e da UFSC são guardadas dentro da reitoria.

Já os estudantes do Centro Tecnológico (CTC) da universidade hastearam uma bandaeira do Brasil, no alto de um dos prédios do centro. A bandeira se encontra a meio mastro em forma de protesto contra a reitoria e a ocupação.
 
Foto: Divulgação

A reitoria da UFSC, por meio da assessoria de imprensa, disse que a prioridade no momento é o diálogo com os estudantes e a desocupação da reitoria, para que a universidade volte à normalidade. Para evitar qualquer nova tensão com os estudantes, não providenciou a retirada da bandeira vermelha. 

Petrobras, Eletrobras...,

Eletrobras tem prejuízo líquido de R$ 6,287 bi em 2013

O dado representa um recuo de 8,6% sobre o resultado negativo de 6,879 bilhões de reais reportado em 2012

A receita operacional líquida da Eletrobras no ano passado foi de 23,836 bilhões de reais, recuo de 14,9% na comparação com o ano anterior (28,014 bilhões de reais).
A receita operacional líquida da Eletrobras no ano passado foi de 23,836 bilhões de reais, recuo de 14,9% na comparação com o ano anterior (28,014 bilhões de reais).   (Jorge Luis Coelho/Divulgação)
A Eletrobras registrou prejuízo líquido de 6,287 bilhões de reais em 2013, um recuo de 8,6% sobre o resultado negativo de 6,879 bilhões de reais reportado em 2012. Segundo a estatal, o prejuízo verificado no ano passado reflete as novas tarifas de geração e transmissão dos ativos cujas concessões foram renovadas.
Ainda segundo o relatório da Eletrobras sobre o balanço de 2013, o prejuízo do ano passado "foi decisivamente influenciado por diversas variáveis, dentre as quais impairment (baixa contábil) no valor de 2,462 bilhões de reais; despesa de 1,726 bilhão de reais com o Plano de Incentivo ao Desligamento (PID); e provisão para contingências no valor de 1,399 bilhão de reais".
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia ficou negativo em 3,690 bilhões de reais em 2013, o que representa uma queda de 50,2% sobre o Ebitda negativo de 2012, que somou 7,412 bilhões de reais. A receita operacional líquida da Eletrobras no ano passado foi de 23,836 bilhões de reais, recuo de 14,9% na comparação com o ano anterior (28,014 bilhões de reais).
(com Estadão Conteúdo)

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Publicação by Marcos Lourenço Vanz Wanz.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Refinaria de Pasadena tinha comitê secreto, diz presidente da Petrobras

Segundo Graça Foster, comitê tinha mais poderes que o Conselho de Administração da estatal; entre os integrantes estava o ex-diretor Paulo Roberto Costa, que foi preso pela PF na semana passada

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Matéria do Estadão:
A Petrobrás instalou na última segunda-feira, uma comissão interna que terá 45 dias para apurar possíveis irregularidades no processo de compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, que custou US$ 1,18 bilhão à estatal brasileira num negócio cercado por suspeitas de superfaturamento, pareceres “falhos” e polêmicas envolvendo a presidente da República, Dilma Rousseff.
A decisão de investigar a compra da refinaria foi tomada pela atual presidente da Petrobrás, Graça Foster, conforme revelou O Globo na quarta. Em entrevista ao jornal, ela afirmou que pesou na decisão o fato de ter descoberto só agora que havia um “comitê de proprietários” da refinaria de Pasadena cujo representante da estatal brasileira era o então diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, que atualmente está preso pela Operação Lava Jato da Polícia Federal. Esse comitê, disse Graça Foster, tinha mais poderes que o Conselho de Administração da Petrobrás após o negócio ser fechado, em 2006. “Fui surpreendida pela informação”, disse.
No fim da tarde de quarta, a assessoria do ex-presidente da Petrobrás José Sérgio Gabrielli disse à reportagem que o comitê “não era desconhecido”, atribuindo essa frase ao hoje secretário de Planejamento da Bahia. Após a divulgação dessa informação pelo portal estadao.com.br, a equipe de Gabrielli divulgou uma nota em que o ex-presidente da Petrobrás nega ter feito tal declaração.
A sócia da Petrobrás no negócio era a Astra Oil, empresa belga que recorreu a uma cláusula do contrato para conseguir vender sua parte para a Petrobrás.
‘Resumo falho’. Também pesou para a abertura da investigação o fato de Dilma ter afirmado na semana passada ao Estado que, quando aprovou a compra de 50% da refinaria, não sabia da existência da cláusula que obrigaria a estatal a ficar com toda a planta em caso de desentendimento com a sócia. A presidente, que era chefe da Casa Civil do governo Lula e comandava o Conselho de Administração da Petrobrás naquela época, afirmou que recebeu um resumo técnico “falho” e “incompleto” sobre a negociação de Pasadena.
A suspeita de existência de um comitê paralelo sugere a existência de superpoderes dos diretores da estatal. Representante do Brasil nesse comitê, Costa, o então diretor de Abastecimento da Petrobrás, atuava junto com o então diretor da área internacional, Nestor Cerveró, na articulação para compra da refinaria. Cerveró foi exonerado da diretoria da BR Distribuidora na sexta-feira. Foi ele o autor do parecer classificado como “falho” por Dilma.
Valores. A Astra Oil, que tinha um representante no “comitê de proprietários”, adquiriu a refinaria de Pasadena em 2005 por US$ 42,5 milhões. Um ano depois, vendeu metade da planta para a Petrobrás por US$ 360 milhões. Em 2012, após quatro anos de processos judiciais, a estatal foi obrigada a comprar a outra metade, totalizando os US$ 1,18 bilhão.
O caso está sendo investigado pela Polícia Federal, pelo Ministério Público Federal, pelo Tribunal de Contas da União e pela Corregedoria-Geral da União. As primeiras suspeitas sobre o negócio bilionário foram reveladas em 12 de julho de 2012 pelo Broadcast,serviço de informação em tempo real da Agência Estado.
Apuração interna. Segundo a Petrobrás, em 45 dias serão apresentados à diretoria os primeiros resultados da investigação interna. Em nota, a companhia informa que “vem colaborando com todos os órgãos públicos, fornecendo informações sobre o processo de compra da refinaria de Pasadena, a fim de contribuir com as respectivas apurações”.
A empresa havia aberto, até então, apenas uma apuração administrativa, sem caráter punitivo. “Não fica pedra sobre pedra”, disse Graça Foster na entrevista ao jornal O Globo.
A declaração de Graça sobre o órgão paralelo amenizaria a responsabilidade do Conselho de Administração pelo aval à compra da refinaria sob o comando de Dilma. A providência, porém, é tomada seis anos após os integrantes do conselho tomarem conhecimento das cláusulas que não haviam sido explicitadas no “resumo técnico” elaborado por Cerveró.
São duas cláusulas em questão: Put Option, que obrigava uma das sócias a comprar a parte da outra em caso de desentendimento – esse desentendimento ocorreu por discordâncias de investimento – e Marlim, que garantia um lucro mínimo de 6,9% aos belgas, mesmo que a refinaria estivesse dando prejuízo.
Dilma afirma que somente em março de 2008 esses detalhes foram levados ao Conselho de Administração, ainda sob seu comando. O colegiado, então, decidiu questionar o negócio em uma arbitragem internacional. Segundo Graça Foster, o comitê paralelo no qual Costa era o representante da Petrobrás deixou de existir naquele ano.
Funcionária de carreira da Petrobrás, Graça foi indicada à presidência da estatal por Dilma em 2012 para substituir Gabrielli, que ocupava o cargo desde 2005, ainda no governo Lula. Logo após Graça Foster assumir o cargo, Costa deixou a estatal. Outros diretores da Petrobrás também foram afastados e parte dos negócios, revista.


Doutrinação Comunista nas escolas de Santa Catarina

PROFESSORA ANE CAROLINE QUE DENUNCIOU DOUTRINAÇÃO COMUNISTA NAS ESCOLAS DE SANTA CATARINA DETONA EM VÍDEO ARGUMENTOS DA DEPUTADA DO PT


A professora catarinense Ana Caroline Campagnolo, que recentemente denunciou a doutrinação comunistas nas escolas públicas do Estado de Santa Catarina, em vídeo postado no YouTube, surpreendeu-se pelo fato de que pais de alunos encaminharam o vídeo ao deputado Kennedy Nunes. Por sua vez o parlamentar, ao ver o vídeo, considerou a denúncia tão importante que resolveu levar ao conhecimento de seus pares na Assembléia Legislativa.

Isto foi o bastante para deixar irados os esquerdistas com assento na Assembléia catarinense. A denúncia da professora Ana Caroline Campagnolo, muito bem fundamentada, explodiu como uma bomba quando o deputado projetou o vídeo em plenário. Pôs a nu a trágica realidade do ensino público catarinense, cuja base teórica se assenta nas pregações de três vigaristas psicopatas históricos: Karl Marx, Antonio Gramsci e Paulo Freire, ou seja, o pai do comunismo, seu filhote italiano e um embusteiro brasileiro, aliás responsável pelo tremendo atraso da educação brasileira. 

O fato suscitou um discurso de viés tipicamente histérico por parte da deputada Luciane Carminati do PT. Como a professora Ana Caroline Campagnolo até hoje não foi convidada pela Assembléia para de viva voz apresentar seus argumentos, ela mesma resolveu fazer uma réplica em vídeo que acaba de ser postado no YouTube, conforme pode ser visto aí acima.

Endosso as advertências e o candente apelo formulado pela professora Ana Caroline, aos pais das crianças: não abandonem seus filhos nas mãos desses tarados ideológicos do PT. Não são professores, são doutrinadores comunistas cuja missão é transformar as crianças em robôs do PT, fazendo delas seres idiotizados pela lavagem cerebral comunista. Hoje mesmo procure ver os cadernos de seus filhos e o que eles estão escrevendo!, conforme salienta a professora

Ainda está em tempo do deputado Kennedy Nunes abrir espaço na Assembléia Legislativa de Santa Catarina para uma palestra da professora Ana Caroline Campagnolo. Eu estou sugerindo - que fique muito claro - uma palestra e não um debate com militantes histéricos do PT.

Seja como for, a réplica da professora Ana Caroline no vídeo acima já está excelente e o debate sobre a doutrinação comunista nas escolas de Santa Catarina e do Brasil, está apenas começando. E acreditem: não irá parar. Não irá parar porque os brasileiros de bem e que prezam a democracia e a liberdade não se curvarão de jeito nenhuma ante o ataque comunista do Foro de São Paulo, chefiado por Lula e seus sequazes. Deixaram correr solto na Venezuela, deu no que deu: mortes, tortura, prisões, escassez de alimentos, sofrimento, desgraça, tristeza e o fim da democracia e da liberdade!

Lá na Venezuela tudo começou de mansinho, devagar, com a doutrinação das crianças nas escolas, como está ocorrendo no Brasil agora! Pensem nisso!

E para comprovar o que acabei de afirmar sobre a Venezuela, aqui está um exemplo neste vídeo e foto abaixo, que mostra a doutrinação das criancinhas do pré-escolar em escola pública venezuelana: