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O herói sem caráter

Há inegáveis pontos comuns entre Lula e Macunaíma, personagem de Mário de Andrade: ambos saem dos grotões do Brasil, conquistam poder e glória até se lambuzar na máquina da corrupção. Em 1928, o escritor Mário de Andrade lançou o romance “Macunaíma — o herói sem nenhum caráter”. Ele criou o personagem que sintetizava a alma mestiça e malandra do brasileiro. O livro antecipou em literatura os estudos acadêmicos que, dali a poucos anos, ofereceriam interpretações sobre a sociedade do Brasil, como “Casagrande e Senzala” (1933), de Gilberto Freyre, e “Raízes do Brasil” (1936), de Sérgio Buarque de Holanda. Macunaíma — ao lado da tela “Abaporu”, o antropófago de Tarsila do Amaral, também de 1928 — é o símbolo modernista do Brasil que nunca chega a uma síntese perfeita. O mestiço que se identifica com o senhor da Casa Grande; o brasileiro que vive de trambiques e prefigura o homem cordial de Sérgio Buarque de Holanda. Macunaíma nasce na selva “preto retinto e filho da noite”, parido por ín…

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