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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Vovó chinesa de 94 anos protege vizinhos com técnicas de kung Fu

Os vídeos e fotos da nonagenária que protege seus vizinhos e continua participando de lutas locais, se tornaram virais durante os últimos dias.

Apesar de já ter 94 anos, ninguém se atreve a brigar com Zhang Hexian, a avó chinesa que se transformou em uma sensação nas redes sociais do país, graças a suas ágeis e precisas técnicas de kung fu. Os vídeos e fotos desta nonagenária que, segundo a imprensa local, protege seus vizinhos e continua participando de lutas locais, se tornaram virais durante os últimos dias e foram várias as pessoas que expressaram o desejo de serem seus discípulos.
A agência Xinhua publicou nesta segunda-feira uma entrevista com Feng Chuanyin, filho da idosa que vive no município de Ninghai County, na província de Zhejiang, na qual explica que ela pratica artes marciais desde que aos quatro anos seu pai começou a ensiná-la. Feng disse que todos os dias ela se levanta às 5 da manhã, pratica movimentos de kung fu e come macarrão chinês ou sopa de arroz. Desde que seu marido morreu há vários anos cultiva suas hortaliças, corta madeira e cozinha.
“Minha mãe nunca esteve em um hospital e se recupera de resfriados ocasionais após dormir um pouco”, explicou Feng, assegurando que ela não toma nenhum tipo de vitamina ou suplemento. Zhang ensinou a seus filhos, netos e bisnetos esta arte marcial “por razões de saúde e autodefesa”, explicou seu filho, contando que sua mãe lhes diz sempre que “atacar os outros é absolutamente inaceitável”.
Como lembrança de sua vida, Feng conta a história de quando sua mãe encontrou três ladrões em uma montanha e, após lutar e derrubar dois deles, o terceiro fugiu rapidamente do local.

(Com agência EFE)

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Governo finaliza plano que libera venda de terras a estrangeiros

A intenção do governo é que o texto seja votado pelo Congresso já após o Carnaval.

O governo trabalha nos últimos detalhes de um projeto de lei para liberar a venda de terras do país a empresas e investidores estrangeiros. O tema, que era considerado fora de questão no governo da ex-presidente Dilma Rousseff, tem sido tratado diretamente pelo ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. A intenção do governo é que o texto seja votado pelo Congresso já após o Carnaval.
A venda de terras a estrangeiros vem provocando polêmicas há algum tempo. Até 1998, uma lei de 1971 permitia que empresas estrangeiras com sede no Brasil comprassem terras no país. Naquele ano, a Advocacia-Geral da União (AGU) interpretou que empresas nacionais e estrangeiras não poderiam ser tratadas de maneira diferente, e, por isso, liberou a compra.
Isso, porém, elevou o temor dos críticos à medida sobre uma “invasão estrangeira” no país, que se acentuou a partir de meados dos anos 2000, com o aumento do apetite chinês por aquisições. Em 2010, por exemplo, o Chongqing Grain Group, da China, anunciou a disposição de aplicar US$ 300 milhões na compra de 100 mil hectares no oeste da Bahia, para produzir soja. Em alguns setores, a crítica era de que negócios desse tipo envolvem o controle de grandes áreas por grupos subordinados à estratégia de uma potência estrangeira, que poderia nem sempre seguir a lógica do Estado brasileiro.
Diante dessa pressão sobre as terras, um novo parecer da AGU, exatamente em 2010, restabeleceu as restrições para esse tipo de propriedade, proibindo que grupos internacionais obtenham o controle de propriedades agrícolas no país. Em 2012, um projeto de lei foi apresentado no Congresso modificando a restrição, mas está com a tramitação parada.
Agora, o deputado Newton Cardoso Júnior (PMDB-MG), relator da nova proposta, já está com uma minuta do projeto de lei em suas mãos. O texto prevê que o investidor estrangeiro poderá comprar até 100 mil hectares de terra (cerca de 1 mil km², ou três vezes a área de uma cidade como Belo Horizonte) para produção, podendo ainda arrendar outros 100 mil hectares. Dessa forma, o investidor internacional teria 200 mil hectares de terra à disposição. Ele acredita que o fim das restrições pode destravar investimentos da ordem de R$ 50 bilhões.
O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, no entanto, defende que haja restrições no caso das chamadas “culturas anuais”, como a soja e o milho, dois dos principais produtos de exportação do Brasil.
Cardoso afirma que o projeto de lei não afeta as terras da região amazônica, além de áreas em regiões de fronteira com outros países. Mas a proposta tem sido duramente criticada por organizações socioambientais e entidades de direitos humanos.
(Com Estadão Conteúdo)

Governo Temer: venda de terras a estrangeiros virá acompanhada de reforma agrária.


POR LAURO JARDIM
Givaldo Barbosa
O governo Temer já tem o pulo do gato para afastar qualquer arroubo nacionalista que queira barrar o projeto de lei destinado a liberar a venda de grandes lotes de terras a estrangeiros: vai obrigar quem comprar os lotes a doar 10% da área total para a reforma agrária.
O Planalto avalia que pode, assim, em dois anos, fazer mais pela reforma agrária do que Dilma Rousseff fez em cinco anos. Dilma assentou 140 mil famílias em seu período de governo (FH assentou 540 mil e Lula, 614 mil).  
A venda de terras para estrangeiros está proibida desde 2011, primeiro ano da era Dilma, sob o argumento de "assegurar a soberania nacional em área estratégica da economia e do desenvolvimento".
O projeto de lei que está na Câmara deve será votado ainda este ano.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

“Para os pobres, é dura lex, sed lex. A lei é dura, mas é a lei. Para os ricos, é dura lex, sed latex. A lei é dura, mas estica” *Fernando Sabino

Plenário do STF
Plenário do STF (STF)

Apenas 1% dos réus com foro são condenados, diz levantamento.

De janeiro de 2011 a março de 2016, apenas 5,8% das decisões em inquéritos no Supremo Tribunal Federal tiveram abertura da ação penal.

Levantamento do projeto Supremo em Números, da FGV Direito Rio, mostra que, de janeiro de 2011 a março de 2016, apenas 5,8% das decisões em inquéritos no Supremo Tribunal Federal foram desfavoráveis aos investigados – com a abertura da ação penal. Ainda segundo a pesquisa, o índice de condenação de réus na Corte é inferior a 1%.
No Supremo são julgados políticos – deputados, senadores e ministros de Estado – que detêm foro privilegiado. O tema votou ao debate com a nomeação, pelo presidente Michel Temer, de Moreira Franco como ministro da Secretaria-Geral da Presidência. A nomeação, contestada, teria por objetivo conferir foro a Moreira, citado em delação da Odebrecht, e evitar eventual investigação na primeira instância. Anteontem, o ministro do STF Celso de Mello manteve a nomeação.
No ano passado, a Corte barrou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Casa Civil de Dilma Rousseff. A nomeação do petista – alvo da Lava Jato – também foi questionada na época.
Para o coordenador do Supremo em Números, Ivar Hartmann, na prática, o foro representa uma “vantagem”. “É uma forma de escolher o juiz. Quando Dilma e Temer decidiram nomear Lula e Moreira, optaram por um processo mais longo e com grandes chances de não dar em nada”, disse Hartmann.
No período analisado pelo Supremo em Números, em 404 ações penais, apenas três resultaram em vitória da acusação; em 71 delas o sucesso foi da defesa; 276 prescreveram ou foram enviadas a instâncias inferiores (68% do total); em 34 houve decisões favoráveis em fase de recurso; e 20 permaneceram em segredo de Justiça.
Em relação a inquéritos, foram 987 no mesmo período. Deste total, 57 resultaram em vitória da acusação; em 413 o sucesso foi da defesa; 379 prescreveram ou foram remetidos a instâncias inferiores (38% do total); houve oito decisões favoráveis em fase de recurso e 130 ficaram em segredo de Justiça.
“Existe um princípio básico no Direito de que uma pessoa não pode escolher quem vai julgá-la. Então, esse princípio está sendo violado. A única forma de corrigir esse desvio seria o fim do foro”, afirmou Hartmann.
Moreira Franco
Um dia após manter Moreira Franco ministro, Celso de Mello afirmou nesta quarta-feira, que levará a discussão ao plenário da Corte se houver pedido de recurso dos autores dos mandados de segurança contra a nomeação do peemedebista – os partidos PSOL e Rede. O PSOL já informou que vai recorrer.
(com  Estadão Conteúdo)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

José Nêumanne: Na casa de Noca



O facínora de faroeste anistia-se a si mesmo e o coco de Mussolini troca carnificina na rua por champanhota na chalana.

O facínora de faroeste anistia-se a si mesmo e o coco de Mussolini troca carnificina na rua por champanhota na chalana.

“Eu quero dizer que é constitucional a figura da anistia, qualquer que ela seja”, disse o mais novo Ruy Barbosa da praça. Trocando em miúdos essa frase cretina, pode-se chegar à conclusão de que, se todos os autores de crimes hediondos forem anistiados por uma benemerência de seus coleguinhas parlamentares, a decisão será fiel à Constituição da República? Não o leve a mal, caro leitor. O entrevistado de sábado no Estadão quer apenas anistiar os partidos políticos que cometerem crimes fiscais em campanhas eleitorais. “Delação só deve ser admitida com delator solto”. Será que o distinto cavalheiro, que, por enquanto, está solto, se candidata à delação? Qual o quê! Quer apenas desmoralizar delações de criminosos confessos presos para livrar-se das acusações que pesam sobre seus ombros. A que a Operação Lava Jato poderá levar o Brasil, se não for contida sua natureza de “inquérito universal”? A resposta do distinto foi magnânima: “Não acho que deva ser extinta, mas conduzir ao ponto que (sic) estamos chegando da criminalização da vida pública, é o que nos envia para a tirania”. Ou seja, como já disse o padim Lula, político corrupto que ganha eleição deveria gozar de impunidade. E Papai Sarney fez tanto pelo Brasil que não deveria participar dessa tolice de igualdade de todos perante a lei. Com direito a estender a prerrogativa a seus apaniguados?

O autor dessas frases lapidares (são verdadeiras pedradas!) não tem autoridade nenhuma para proferi-las. Mas tem poder. Ah, isso, tem, sim! Pode crer, preclaro leitor. O cidadão chama-se Edison Lobão, tem 81 anos e é maranhense de Mirador. Adquiriu o conhecimento jurídico com que nos tenta impingir as pérolas reproduzidas no Estadão de sábado em entrevista que deu a Julia Lindner e Caio Junqueira, quando era jornalista (medíocre) de província ou carregando pasta de José Sarney, mercê de quem foi governador do Maranhão de 1991 a 1994, é senador e fez o filho suplente e também titular, enquanto era ministro de Minas e Energia (de 21 de janeiro de 2008 a 31 de março de 2010), no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, depois, durante o primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff. No Senado, atuou no chamado “baixo clero” e, no Ministério, desempenhou o papel atribuído pela sabedoria popular a quadro de Cristo em prostíbulo: “a tudo assiste e nada fala”. Pois, sob sua carantonha de facínora de faroeste passou despercebido o maior escândalo de corrupção da História da humanidade: o propinoduto da Petrobrás. Por conta dessa distração, coitado, é investigado pela Polícia Federal (PF) e pela força-tarefa da Operação Lava Jato. É que é acusado de prática de corrupção passiva por delatores premiados, alguns dos quais, por sinal, estão soltos. Embora cumpram pena no conforto do lar, sem carregar as bolotas de ferro dos Irmãos Metralha de Walt Disney, mas tornozeleiras bem menos incômodas. Justiça seja feita a Lobão: ele não podia perceber a roubalheira da Petrobrás mesmo, pois, afinal, ocupava-se em não deixar pedra sobre pedra do setor mineral e energético nacional. Nisso, aliás, funcionou com perícia e astúcia.

O poder fica por conta do grupo do PMDB que, sob a liderança de Renan Calheiros, dá as ordens no Senado da República. A ponto de fazê-lo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), com prerrogativa de pautar projetos que só serão votados em plenário após passarem por seu crivo. Seu saber jurídico, adquirido na condição de suspeito e acusado, determinará o destino de projetos dos sonhos dele e de mais uma dezena de coleguinhas que frequentam a referida comissão. Tais como a anistia para caixa 2 de partidos e políticos que desconhecem as leis fiscais que as instituições a que pertencem aprovaram por maioria, e o destino dos investigadores que, por ironia do destino, pisam nos seus calos.

A fotografia de André Dusek que ilustra a entrevista do indigitado Grão-Senhor do Norte poderia ser reproduzida e emoldurada na parede da CCJ e também servir de símbolo para a Casa de Noca na qual todos moramos neste país, cuja bandeira clama por “ordem e progresso”, mas onde os políticos preferem anistia só pra eles e instituições policiais e judiciárias amordaçadas e algemadas. Não se trata de uma exclusividade do Poder Legislativo, que tem a agravante de se dizer “representante da cidadania”. No Executivo, chefiado por jurista celebrado, o constitucionalista Michel Miguel Elias Lulia Temer, professor da PUC-SP, exerce-se a mesma caradura com idêntica sem-cerimônia.

Durante nove dias, 147 pessoas (os dados não são oficiais, ou seja, o Estado não os conhece, mas do Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo) morreram na Grande Vitória, desde que as esposas dos policiais militares, reivindicando aumento dos salários dos provedores de seus lares, passaram a ocupar calçadas à frente dos quartéis da PM para evitar que seus consortes saíssem para trabalhar. Desde então, a população capixaba teve interrompidas atividades comezinhas, como frequentar escolas, andar em transporte público e fazer compras. Nesse ínterim, Sua Excelência o constitucionalista-mor se preocupa em censurar veículos de comunicação que noticiam chantagem de hackers que invadiram a intimidade do WhatsApp da primeira-dama, Marcela Temer. E, principalmente, em liberar da enfadonha rotina do serviço o titular do Ministério da Justiça, o também constitucionalista Alexandre de Moraes, para simular sabatina na CCJ do compadre Lobão em madrugadas regadas à “champanhota” de Ibrahim Sued em luxuosas chalanas a deslizarem na superfície do Lago Paranoá.

O excelentíssimo causídico, com seu glabro crâneo à Mussolini, portanto, licenciou-se do cargo e não teve de viajar para cuidar da vida em risco de quem mora em Vitória ou das famílias de cariocas que tentaram assistir ao clássico entre Flamengo e Botafogo no Estádio Nilton Santos, no subúrbio do Rio, domingo à noitinha. Oito torcedores foram baleados (um morreu, outro está em estado gravíssimo) à porta do Engenhão, porque a polícia só foi para as redondezas da praça de esportes depois que o sol sumiu no horizonte e as praias não exigiam mais sua presença.

No lugar do ilustrado Cuca Lustrada, foi a Vitória, em nome do governo, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, que falou grosso, mas nada resolveu. O professor de Direito Modesto Carvalhosa até hoje não entendeu por que tantos constitucionalistas não percebem que, em vez de patrulhar ruas ou transportar meganhas de helicóptero para seus quartéis, o Exército, por ordem do comandante-chefe, poderia ocupar os quartéis, prender os amotinados e assumir o comando da situação. Acrescento que os praças poderiam aproveitar a viagem e retirar, se necessário for no colo, da frente dos portões as senhoras desocupadas que protagonizam um espetáculo grotesco e injustificável, que de tão mambembe nem sequer pode ser comparado ao circo, nobre atividade artística em que brilham bons e honestos palhaços profissionais e temerários e ágeis trapezistas.

Aliás, por falar em espetáculo, o que fazia o casal em prisão domiciliar portando tornozeleiras João Santana e Mônica Moura na noite de sábado no show dos Novos Baianos na concha acústica do Tca, em Salvador? Será que a PF soteropolitana, responsável por seu isolamento da sociedade, estava cuidando de exigir do presidente a substituição do chefe, num dos maiores acintes corporativistas desde que o primeiro ministério, o da Justiça sem Cidadania nem Segurança Pública, foi criado?

Santo Deus! No fim deste conto de terror, o Lobão Mau vai matar o caçador antes que ele retire a vovozinha de sua pança empazinada?



O mundo (não) vai acabar nesta quinta-feira, garantem astrônomos

A Sociedade Brasileira de Astronomia desmentiu os boatos sobre um suposto asteroide gigante que vai colidir com a Terra.

Desde janeiro deste ano, quando o jornal britânico Daily Mail publicou uma polêmica entrevista com o suposto astrônomo russo Dyomin Damir Zakharovich, boatos de que um asteroide gigante pudesse colidir com a Terra no dia 16 de fevereiro – esta quinta-feira – vêm se espalhando por todas as partes do globo. A dimensão que a história tomou foi tanta que a Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) divulgou nesta terça-feira uma nota para desmentir o rumor.
Segundo a SAB, “não há fundamento científico para a notícia sobre o fim do mundo em 16 de fevereiro devido à colisão do asteroide 2016 WF9 com a Terra”. Na entrevista concedida ao tabloide britânico, Zakharovich teria contestado as informações da Nasa sobre o tamanho e a rota do objeto, afirmando que ele atingiria nosso planeta e provocaria gigantes tsunamis, extinguindo a vida na Terra.
Na nota, a SAB esclarece que o asteroide – que pode ser, na verdade, um cometa escuro e sem cauda – passará em seu ponto mais próximo da Terra em 25 de fevereiro, a cerca de 51 milhões de quilômetros. Para se ter uma ideia, isso equivale a um terço da distância entre a Terra e o Sol – longe o suficiente para não representar nenhuma ameaça, segundo os cientistas.
O objeto foi descoberto em 27 de novembro de 2016. De acordo com as medições da Nasa, ele possui um diâmetro estimado entre 0,5 e 1 quilômetro e completa uma volta em torno do Sol a cada 4,9 anos. “A trajetória do 2016 WF9 é bem conhecida, e o objeto não é uma ameaça à Terra em um futuro previsível”, escreve a agência espacial americana ao anunciar a descoberta.
A SAB também afirma que informações atualizadas a cada segundo e a imagem interativa da projeção da órbita do objeto em 3D podem ser acompanhadas neste link.
Segundo informações do Near Earth Object Program, da Nasa, só até o fim de fevereiro, 36 asteroides vão passar perto da Terra – nenhum deles oferece risco de colidir com nosso planeta. O que vai passar mais perto é o 2017 BY93, que se aproximará em 23 de fevereiro, chegando a uma distância de 921.600 quilômetros. Apesar desse valor corresponder a apenas 2,4 vezes a distância entre a Lua e a Terra, o objeto é considerado pequeno e não preocupa os cientistas – possui um diâmetro entre 65 e 150 metros.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Beethoven Frieze

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Autor: Gustav Klimt, pintor austríaco.

Data: 1901

Klimt pintou a obra Beethoven Frieze para a 14ª Secessão de Viena em comemoração ao compositor Beethoven, ocorrida no ano de 1901. A pintura retrata o sentimento humano da felicidade em um mundo de sofrimento, onde a humanidade precisa lidar não só com o mal externo, como também com as fraquezas internas.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

O império das ilusões

Relançado no ensejo dos 100 anos da Revolução Russa, “O Túmulo de Lênin”, de 1993, disseca a agonia da União Soviética em uma crônica precisa de um dos regimes mais cruéis e mentirosos da história

O império das ilusões
MITO Lênin, embalsamado desde 1924 em Moscou: última esperança de manter o socialismo vivo
David Remnick assistia à CNN na casa dos sogros, no subúrbio de Nova York, em 19 de agosto de 1991, quando viu tanques de guerra soviéticos passarem pela rua de Moscou na qual ele viveu durante os quatro anos anteriores. Correspondente do “Washignton Post”, ele havia acompanhado de perto os desdobramentos da perestroika, movimento de abertura iniciado em 1985 por Mikhail Gorbatchóv (segundo a grafia usada por Remnick), e decidira regressar aos Estados Unidos após ter publicado uma difícil entrevista com um confidente do então homem forte do Kremlin. Apesar de sua fonte afirmar que o Partido Comunista e a KGB orquestravam um golpe de Estado, o jornalista tinha razões para acreditar que aquilo era apenas paranoia. Ao ver o Exército Vermelho em marcha, Remnick voltou a Moscou. Chegou a tempo de presenciar os últimos suspiros do “putch”, como foi chamada a tentativa de destituir Gorbatchóv — antes do desfecho, ele chegou a ser feito refém em sua casa de praia na Criméia. Apesar do fracasso do golpe, Remnick permaneceu ali tempo suficiente para ver a antes poderosa e temida União Soviética “se dissolver como cubinhos de açúcar em chá fervente”.
DO KREMLIN À CASA BRANCA Vencedor do Prêmio Pulitzer em 1994 por “O Túmulo de Lênin”, David Romnick é desde 1998 editor da revista “Thje New Yorker”. Em 2010, publicou “A Ponte — Vida e Ascensão de Barack Obama”
DO KREMLIN À CASA BRANCA Vencedor do Prêmio Pulitzer em 1994 por “O Túmulo de Lênin”, David Romnick é desde 1998 editor da revista “Thje New Yorker”. Em 2010, publicou “A Ponte — Vida e Ascensão de Barack Obama”
A imagem é um exemplo da prosa elegante que o autor emprega nas 730 páginas de “O Túmulo de Lênin”, livro publicado em 1993 e relançado no ensejo dos 100 anos da Revolução Russa pela Companhia das Letras, com tradução de José Geraldo Couto. Escrito por um jornalista com talento incomum para perseguir e contar boas histórias, é provavelmente a obra mais importante até hoje sobre a construção, o declínio e o colapso de um gigante que ameaçou o mundo por várias décadas. Mais que a história da União Soviética e a derrocada de seu império feito de ilusões, o livro retrata com precisão os bastidores do poder desde a revolução de outubro de 1917 até o inexorável fim do comunismo.
Neto de judeus russos que conseguiram fugir para a América, Remnick voltou à terra de seus ancestrais dois meses depois de um discurso histórico em que Gorbatchóv celebrava os 70 anos do regime socialista e, ao mesmo tempo, admitia as arbitrariedades e crimes baseados no abuso do poder durante o governo de Joseph Stálin — o que ele chamou de “amarga verdade”. A fala oficializou a glasnost, palavra russa para transparência, e parecia conduzir a URSS à democracia. Remnick logo percebeu que a “demokratia” que emergiu na Rússia da década de 1990 logo daria origem à “dermokratia” (em bom português, “merdocracia”). Explicar por que a Rússia e suas 14 outras ex-repúblicas soviéticas não conseguiram fazer sua sonhada transição para a liberdade é um dos méritos do livro. Dividido em cinco partes, ele torna ainda mais didática a compreensão do que o autor chama de “o mais colossal e duradouro equívoco do mundo”, e de que forma esse Estado sobreviveu cambaleante após a morte de Stálin, em 1953.
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OBRA DEFINITIVA O livro que explica os bastidores do poder na URSS: história bem contada
“Homo sovieticus”
Manipulador totalitário capaz de reescrever a história a seu gosto, Stálin foi um assassino brutal que deixou um rastro de dezenas de milhões de cadáveres e criou uma ordem social perversa. “Em 1934, o Comitê Geral do Partido Comunista emitiu um decreto determinando que uma versão ideológica estrita da história se tornasse doutrina em todos os livros didáticos, escolas, universidades e institutos. O próprio Stálin supervisionou pessoalmente a escrita”, afirma Remnick. “Em seu primeiro ano do curso de medicina, os estudantes eram informados de que havia duas espécies de seres humanos: Homo sapiens e Homo sovieticus”.
Quando decidiu substituir essa “história oficial” odiosa por outra que contasse a verdade, Gorbatchóv estava imbuído do nobre ideal de “reformar o socialismo”. Para isso, recorreu a outro mito, Vladimir Lênin (1870-1924), cujo corpo permanece embalsamado na Praça Vermelha. Se a tentativa de ressuscitar o pai da revolução serviu para confortar a consciência de uma nação que cometeu as maiores atrocidades em nome de um sonho impossível, seus desdobramentos históricos mostraram que
ela fracassou em seu objetivo maior: preservar o império soviético.
Uma queda anunciada
“Nos anos que se seguiram à morte de Stálin, o Estado era um velho tirano cambaleando pelas esquinas, com catarata e pedras nos rins, os músculos flácidos”
“Quando Gorbatchóv chegou ao Kremlin viu que a placa com seu nome já tinha sido arrancada da parede. ‘Yeltin, B. N.’ reluzia metalicamente em seu lugar”

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Tirulipa fica atolado na BR-163 e mostra descaso do poder público com a rodovia

Rodovias


Tirulipa, filho do humorista e deputado Tiririca, viajava entre as cidades de Santarém e Itaituba no Pará no dia 04/02, quando acabou preso no atoleiro da rodovia, comum na época de chuvas na região. A BR-163 é uma importante rota de tráfego da região, e não é pavimentada.
Na época de seca, o trajeto é até rápido de se fazer, cerca de 4 a 5 horas, mas com as chuvas o tempo de viagem triplica. O trecho é muito usado por caminhoneiros para levar a produção até o porto de Santarém.
Tirulipa usou as redes sociais para reclamar da situação da rodovia e pedir uma solução ao problema. O humorista viajava em um micro-ônibus para fazer um show em Itaituba. Depois de mais de 10 horas de viagem, o humorista e sua equipe chegaram ao destino.

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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Moro é o mais votado em lista de candidatos para o lugar de Teori

Relação elaborada por associação de juízes federais inclui ainda Fausto de Sanctis, que atuou na Satiagraha e Castelo de Areia, e Reynaldo Fonseca, do STJ.

Juiz Sergio Moro lidera lista tríplice para ministro do STF da Associação dos Juízes Federais (Ajufe). O magistrado à frente da Operação Lava Jato, em primeira instância recebeu 319 votos

A Associação de Juízes Federais (Ajufe) concluiu nesta quarta-feira a votação da lista tríplice que será encaminhada ao presidente Michel Temer com sugestões de magistrados para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) do ministro Teori Zavascki, morto no dia 19 de janeiro em desastre aéreo em Paraty, no litoral do Rio de Janeiro.
Sergio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato em primeira instância, lidera a lista com 319 votos, apenas um voto a mais que o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Reynaldo Soares da Fonseca – este já foi juiz da 1ª Vara da Seção Judiciária do Maranhão, foi promovido em 2009 a desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) e atua como ministro do STJ desde 2015.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

O motivo do sumiço das câmeras do Planalto tem nome: Lina Vieira

A entrevista do general Etchegoyen informa que o governo lulopetista ocultou provas e obstruiu a Justiça.

As incontáveis abjeções produzidas pela usina fora-da-lei que funcionou no Planalto por mais de 13 anos não cabem no noticiário jornalístico, tampouco na memória dos brasileiros. O escândalo da vez não fica na vitrine mais que algumas horas. É muita bandalheira para pouco espaço. É muita pauta para pouco repórter. É delinquência demais para um país só. É tanta obscenidade que, nesta segunda década do século 21, o que houve na primeira parece anterior ao Velho Testamento. Isso ajuda a explicar a curta escala nas manchetes feitas pelo sumiço das câmeras de vigilância do Planalto, assombro divulgado em entrevista a VEJA pelo general Sérgio Etchegoyen, chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.
A remoção dos aparelhos ocorreu no segundo semestre de 2009, informou Etchegoyen. Se tivesse consultado os jornais da época, teria descoberto que o motivo da remoção dos aparelhos teve (e tem) nome e sobrenome: Lina Vieira, secretária da Receita Federal afastada do cargo em agosto daquele ano. Entre a história protagonizada por ela e a entrevista do chefe do GSI passaram-se apenas sete anos ─ e no entanto o resgate do caso parece coisa de arqueologista. Aos fatos. Em 9 de agosto de 2009, numa entrevista à Folha, Lina Vieira fez revelações que escancaram a causa da sua substituição. Fora demitida por honestidade.
Estava marcada para morrer desde o fim de 2008, quando fez de conta que não entendeu a ordem transmitida por Dilma Rousseff, então chefe da Casa Civil, numa reunião clandestina ocorrida no Planalto: “agilizar”a auditoria em curso nas empresas da família do ex-presidente José Sarney. Em linguagem de gente, deveria encerrar o quanto antes as investigações, engavetar a encrenca e deixar em paz os poderosos pilantras. Dilma poderia alegar que não dissera o que disse. Como serial killers da verdade primeiro mentem para só depois pensarem em álibis menos mambembes, resolveu afirmar que a conversa nunca existiu.
Lina pulverizou a opção pelo cinismo com uma saraivada de minúcias contundentes. Contou que o convite para a reunião foi feito pessoalmente por Erenice Guerra, braço-direito, melhor amiga de Dilma e gatuna ainda sem ficha policial. Como confirmou Iraneth Weiler, chefe de gabinete da secretária da Receita, Erenice apareceu por lá para combinar a data e o horário da reunião. Também queria deixar claro que, por ser sigiloso, o encontro não deveria constar das agendas oficiais. ” Em depoimento no Senado, descreveu a cena do crime, detalhou o figurino usado pela protetora da Famiglia Sarney e reproduziu o diálogo constrangedor.
“Foi uma conversa muito rápida, não durou dez minutos”, resumiu. “Falamos sobre algumas amenidades e, então, Dilma me perguntou se eu podia agilizar a fiscalização do filho de Sarney”. No fecho do depoimento, repetiu a frase com que o abrira: “A mentira não faz parte da minha biografia”. As informações que fornecera permitiriam a qualquer investigador de chanchada esclarecer a delinquência em poucas horas. Mas Franklin Martins, ministro da Propaganda de Lula, achou pouco. “O ônus da prova cabe ao acusador”, declamou. “Cadê as provas?”.
Estão no Palácio do Planalto, reiterou Lina. Como dissera durante a inquisição dos senadores, ela chegou sozinha para o encontro noturno, teve a placa do carro anotada ao entrar pela garagem, passou pelo detector de metais, deixou o nome na portaria, subiu pelo elevador, esperou na sala ao lado de duas pessoas e caminhou pelo andar. “É só requisitar as filmagens”, sugeriu. “Não sou invisível. Não sou fantasma”. Logo se soube que, no sistema de segurança instalado no coração do poder, todo mundo virava fantasma um mês depois de capturada por alguma câmera. Numa espantosa nota oficial, o bando fantasiado de governo confessou que as imagens eram guardadas por 31 dias.
Haviam sido destruídas, portanto, as cenas do entra-e-sai de outubro e novembro de 2008, entre as quais as que documentaram as andanças de Lina Vieira. E os registros na garagem? Esses nunca existiram. Como o serviço de segurança à brasileira confia na palavra dos visitantes, tanto as placas dos carros oficiais quanto a identidade de quem zanza por ali não são registradas em papéis ou computadores. O porteiro limita-se a perguntar ao motorista se há uma autoridade a bordo. Assim, o governo não tinha como atender às interpelações de parlamentares oposicionistas.
Conversa de 171. Acobertados pela mentira, os sherloques a serviço da bandidagem destruíram as gravações. A ex-presidente fantasiada de mulher honrada enquadrou-se, sempre em parceria com Lula, nos crimes de ocultação de provas e obstrução da Justiça. As câmeras foram escondidas em lugar incerto e não sabido. Nunca mais deram as caras no palácio. Nos sete anos seguintes, os quadrilheiros com direito a foro privilegiado agiram com a desenvoltura de quem se livrara até daquele simulacro de esquema de vigilância. Deu no que deu.