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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Mário de Miranda Quintana foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro. Nasceu em Alegrete na noite de 30 de julho de 1906 e faleceu em Porto Alegre, em 5 de maio de 1994.

O Tempo
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.
Mário Quintana

sábado, 27 de novembro de 2010

CADÊ A "dilma", ela não é especialista em armas e terror? Vai lá, pega as armas e sobe o morro. Chama o "zé dirceu" companheiro de armas treinado em Cuba e mostrem o que sabem. Não sabem nada, estão todos na toca.


Leiam o texto do Augusto Nunes:O exército fantasma do Planalto só sabe entrar em combate na guerra eleitoral

Ao longo da campanha eleitoral, Dilma Rousseff recitou a cada comício, debate ou entrevista que faltava pouco para que o sistema de segurança pública, a exemplo do que ocorreu na área da saúde, chegasse à perfeição. Graças ao padrinho, garantiu a afilhada, nem teria muita coisa a fazer depois de eleita. Nos últimos oito anos, a violência dos tempos de FHC foi progressivamente substituída pela paz da Era Lula. Ponto para o estadista que encarou a herança maldita.
No meio da discurseira, aparecia inevitavelmente o exemplo do Rio. Com a disseminação das Unidades de Polícia Pacificadora, as miraculosas UPPs, o companheiro Sérgio Cabral concluíra a façanha histórica iniciada pelo PAC e consolidada pela popularidade de Lula. Nem o mais insensato comandante do narcotráfico ousaria enfrentar os 80% do maior dos governantes desde Tomé de Souza.
Dado o aviso, Dilma sacava do coldre imaginário o trabuco com a bala de prata: se alguma facção do crime organizado tentasse conflagrar os morros cariocas, o Mestre não hesitaria em mobilizar a temível Força Nacional de Segurança Pública. Por que o exército medonho até hoje não foi visto em ação? “Porque o governo de São Paulo não quis”, repete Lula desde 2006, quando a capital do Estado administrado pelo PSDB foi convulsionada por sangrentos ataques simultâneos do PCC.
Em campanha pela reeleição, Lula e Tarso Genro, ministro da Justiça e marechal da Força Nacional, baixaram em São Paulo para informar que poderiam sufocar a rebelião em quatro ou cinco horas. Bastava uma solicitação formal do governador. Pena que os tucanos paulistas tenham teimado em ignorar o bom exemplo dos companheiros cariocas, suspirava Lula antes que a violência no Rio recrudescesse com dimensões apavorantes. O segredo é a aliança entre os governos federal e estadual.
Até o começo da semana, o presidente e a sucessora sustentaram que o entendimento fraternal com o governador Cabral (sem contar a guarda pessoal do prefeito Eduardo Paes) era mais que suficiente para matar no nascedouro qualquer atrevimento esboçado pelos bandidos do narcotráfico. Nesta quinta-feira, dois telefonemas reduziram a farrapos outra fantasia do Brasil do faz-de-conta.
Depois de alguns dias de silêncio, Lula e Dilma ligaram para conversar com Sérgio Cabral sobre o drama que apavora o Rio e assombra o país. Nem o atual nem a futura presidente ofereceram a ajuda da Força Nacional. Ofereceram votos de solidariedade. O país inteiro descobriu que o exército fantasma do Planalto só entra em combate na guerra eleitoral.
Uma última interrogação intriga milhões de habitantes da zona conflagrada. O presidente autopromovido a Pacificador do Universo já se ofereceu para resolver a crise do Oriente Médio e para reaproximar o Irâ atômico do resto do mundo. O que é que há com Lula que não se oferece para acabar com a batalha do Rio?

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Significa o quê, ser blogueiro progressista? Ficar de boca aberta babando na frente do molusco cefalópode?


Sobre progressistas, cabritas desavisadas e viuvinhas. Ou: o papador da reputação alheia e da história

Lula concedeu uma entrevista a blogueiros que se classificam como “progressistas”. Entendo! Os “regressistas” não estavam presentes. Alguns desses amantes do progresso são, na prática, pagos por vocês, embora o patrão dos entrevistadores, para todos os efeitos, seja o entrevistado. Ainda que eu quisesse, creio que ele não falaria ao meu blog não-progressista. Ocorre que eu não quero. “Ah, tá com inveja!?” Exatamente de quê? Lula finge muito.
A sua melhor e mais sincera entrevista ainda é aquela concedida à Playboy em 1979, onde afirma que, na direção do sindicato, cuidando da área de Previdência, ficava de olho nas “viuvinhas ajeitadas” dos “companheiros” mortos. Quando conheceu o sogro de Marisa Letícia, cujo marido havia morrido, ele pensou com sua ética costumeira: “Ainda vou papar a nora desse velho”. Papou, mas ela deu sorte, né? Um dia, olhou para Brizola e Arraes e pensou: “Ainda vou papar a base política deles”. No governo, olhou para FHC e pensou: “Ainda vou papar o Plano Real dele”. Lula é assim: vai papando o que encontra pela frente: as viúvas, as biografias alheias, a história… Na entrevista à Playboy, ele também aborda folguedos sexuais com animais — mas não me alongo a respeito porque este, não sendo um blog progressista, também é de família, editado por um rapaz católico… Adiante.
Blogueiros progressistas não têm leitores. Assim, a repercussão da entrevista fica por conta dos grandes portais, dos jornais e, bem…, deste blog,  hehe.  Há pelo menos três coisas a destacar neste texto (a quarta, que é o nefando, fica para post específico) sobre a  fala do valente — que, vocês sabem, foi inquirido com grande energia…
SerraLula começou a fazer campanha eleitoral em 1980 e não parou mais. Já são 30 anos. E continua. Referindo-se à agressão de que o então candidato tucano, José Serra, foi vítima no dia 20 de outubro, afirmou: “Foi uma desfaçatez. Eu perdi três eleições [...], e jamais teria coragem de fazer uma mentira daquela. Fiquei decepcionado porque tentaram inventar uma outra história, um objeto invisível. [...] O Serra tem que pedir desculpa ao povo brasileiro”.
Como se nota, está insistindo na versão inicialmente apresentada pelo SBT, segundo a qual o tucano teria sido agredido apenas por uma bolinha de papel. A própria emissora já se redimiu da mentira, diante das evidências. Mas e daí? O SBT, cumPre lembrar, pertence ao grupo Silvio Santos, o mesmo que detém o controle do Banco Panamericano, onde a CEF enfiou R$ 700 milhões, embora o banco estivesse quebrado. Silvio e Lula haviam se encontrado no dia 22 de setembro, quando o BC já sabia que o banco estava podre.
Os promotores da confusão em Campo Grande, no Rio, que resultou na agressão a Serra,  são ligados ao PT. Abaixo, nós os vemos em ação naquele dia e ao lado do Babalorixá de Banânia. Uma entrevista feita a sério teria de abordar essas imagens. Eis Lula, já em campanha para 2014. Ninguém deve se iludir: seu objetivo é destruir a oposição, e a isso vai se dedicar mesmo fora do poder — e um dos instrumentos possíveis será a reforma política. Mas falo sobre isso em outro texto.
agressor_021
agressor_04agressor_01CopaContra todas as evidências e contra o testemunho do próprio ministro dos Esportes, Lula assegurou, sem contestação, que as obras da Copa do Mundo estão no prazo, que tudo corre às mil maravilhas. E, acreditem!, criticou o governo de São Paulo por causa das dificuldades encontradas com o estádio do Morumbi. Toda essa negociação foi conduzida pelo governo federal e pela CBF — o governo do Estado não tem nada com isso. Limitou-se a dar uma declaração correta: não iria pôr dinheiro público no empreendimento, o que faz muito bem. Mas esse é o papador de viuvinhas distraídas: conta a história conforme lhe dá na veneta.
Imprensa
Estimulado pelos “blogueiros progressistas”, que têm mais ódio da “mídia” do que o próprio patrão que entrevistavam, Lula se disse fruto da liberdade de imprensa, mas largou o porrete na… imprensa!!! Eu também acho que ele deve muito ao jornalismo, sempre tão bonzinho. É seu lado “marxista” — o marxismo “groucho”, naturalmente: ele não respeita clube que o aceite como sócio.
Sobre a imprensa, fez um, vá lá, raciocínio curioso: “Sou resultado da liberdade de imprensa no Brasil. O que eles [imprensa] se enganam é que o povo não é mais massa de manobra, o povo está mais inteligente e vamos trabalhar cada vez mais para democratizar a mídia eletrônica. (…) Parte do noticiário da imprensa brasileira, se você ler, não sabe o que acontece no Brasil. Quando sai pesquisa com 80% aprovação, eles não sabem que o tempo todo trabalharam contra isso. O povo brasileiro já não se deixa mais levar por revista que, muitas vezes, está com menos interesse de contar o fato em si do que mostrar sua visão sobre assunto.”
Interessante! Lula se tornou um líder justamente no tempo em que, segundo ele, próprio a imprensa enganava as pessoas. É, talvez faça sentido, não é mesmo? Quanto ao resto, dizer o quê? O Apedeuta realmente acredita que os 80% de aprovação — segundo os institutos de pesquisa ao menos — significam carta branca. E as urnas deixaram claro que não. Lula pode torcer o verbo o quanto quiser e não conseguirá mudar uma evidência: o eleitor corrigiu a valor de mercado, que é o valor REAL, a  bolha especulativa da sua popularidade. Dos 135 milhões de eleitores, apenas 41% votaram na candidata do PT. Os outros 59% ficaram com a oposição, anularam ou votaram em branco ou, ainda, arrumaram coisa mais interessante para fazer naquele dia.
Lula não se conforma que haja aqueles que não aceitam se comportar como cabritas ou viuvinhas desavisadas? Pois é… Não vai nos “papar” como “papa” os “blogueiros progressistas”… E, acreditem,  esse não foi o seu pior momento.
Por Reinaldo Azevedo

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O que ela diz o PT não pensa

- O Estado de S.Paulo
Espera-se que, com o tempo, arrefeça o interesse da imprensa pelo "lado humano" da presidente eleita, Dilma Rousseff, e cresça, na mesma proporção, o interesse pela substância de seus atos e manifestações de ideias. A curiosidade em torno da sua figura é compreensível. Não só é a primeira mulher chefe de Estado nos 112 anos da República brasileira, como ainda era uma ilustre desconhecida, no sentido literal do termo, para a imensa maioria da população, antes de ser pinçada pelo presidente Lula para disputar a sucessão em seu nome.
Além disso, ela chegou ao proscênio portando uma imagem carrancuda e cercada de histórias de rispidez ou severidade, como se queira, no relacionamento com os seus interlocutores, primeiro no Ministério de Minas e Energia, depois na Casa Civil. O seu estilo cortante no trato com os jornalistas nas preliminares da campanha apenas deu motivo adicional para que a considerassem uma versão nativa da Dama de Ferro, a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher.
Daí por que uma tirada de humor ou um brotar de lágrimas em público chamam a atenção da mídia tanto ou mais do que as palavras da presidente eleita sobre as suas eventuais inclinações em matéria de conduta política. Foi o caso dos relatos de sua participação no primeiro encontro de congraçamento com o diretório nacional do PT depois das eleições, no último fim de semana.
Dela ficaram, sobretudo, a sua referência aos "três porquinhos" - apelido dado aos coordenadores de sua campanha, o presidente da sigla, José Eduardo Dutra, o ex-ministro Antonio Palocci e o deputado José Eduardo Martins Cardozo - a quem Dilma elogiou como "companheiros de todas as horas", e o seu choro ao mencionar a "imensa solidariedade" dos militantes. A mesma emoção ela expressou na noite da vitória, ao saudar o seu patrono Lula.
Daquela vez, no que pareceu um condensado da Carta ao Povo Brasileiro do então candidato em 2002, Dilma reafirmou os seus compromissos com a estabilidade macroeconômica e o respeito aos contratos. Já diante da cúpula petista, reiterou a sua profissão de fé democrática, compondo os seus argumentos aos companheiros de forma tal a lhes dar um sabor de advertência ou, quem sabe, de chamada à ordem - o que não foi suficientemente destacado no noticiário.
Não foi, evidentemente, para afagar a audiência pela vitoriosa trajetória petista que ela comparou o passado da legenda com as circunstâncias do presente. A "oposição fazendo oposição com propostas às vezes imaturas, dada a inexperiência", lembrou, "foi depurando progressivamente as propostas, aprendendo e sendo capaz de mudar". Uma parte da alocução se destinou a consumo imediato - a partilha, em curso, do poder federal. Foi quando louvou o partido por perceber, presumivelmente, "que tinha que construir uma aliança para governar, tinha que se coligar e estabelecer regras de convivência política, de multiplicidade e diversidade".
Nisso, a rigor, ela repetiu o que o seu mentor pregava no esboço do quadro eleitoral para 2010. Era imperioso, dizia, que o PT desistisse de sair com candidatos próprios nos Estados em que os de outras siglas, notadamente do PMDB, despontavam com chances reais de êxito, em nome do seu engajamento na candidatura Dilma. Agora, para um partido instalado em 17 dos 37 Ministérios - e que quer mais - a menção à convivência política e à diversidade se explica por si só. Numa coisa, pelo menos, ela não apenas se distinguiu de Lula, como ainda manifestou uma intenção flagrantemente oposta à sua retórica divisionista.
O presidente, de fato, não perdia ocasião de separar a população em ricos e pobres, nortistas e sulistas, "nós e eles", pouco lhe importando se a prática fomentaria antagonismos entre os brasileiros. Já a presidente eleita declarou estar imbuída da compreensão de que "temos de governar para aqueles que nos apoiaram e que não apoiaram". Mas o que Dilma diz não é propriamente o que pensam os seus companheiros. Depois que ela deixou o recinto, os hierarcas do PT aprovaram uma resolução que prega a "democratização da comunicação" e um debate sobre "o conservadorismo que se incrustou em setores da sociedade". 

Chegou mentindo e sai mentindo e deixa em seu lugar uma...,


A longevidade da moeda criada em 1994 é a prova mais contundente de que Lula mente

Em 28 de fevereiro de 1986, acuado pela escalada da inflação, o governo do presidente José Sarney não se limitou a cortar três zeros do cruzeiro, como fizeram quase todos os antecessores desde os anos 50. Também aposentou a velha moeda e criou o cruzado.
Três anos depois, ainda no governo Sarney, novamente sumiram três zeros e o cruzado foi substituído pelo cruzado novo.
Em 1990, dois meses depois da posse, o presidente Fernando Collor repetiu o truque da troca de nome com zeros a menos, aposentou o cruzado novo e ressuscitou o cruzeiro.
Em agosto de 1993, já com Itamar Franco no lugar de Collor, o governo amputou três zeros do cruzeiro e criou o cruzeiro real.
Em julho de 1994, último ano do governo Itamar, o real nasceu no bojo do plano com o mesmo nome concebido por uma equipe de economistas sob o comando do ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso. Em circulação há 16 anos, a moeda continua exibindo a saúde que faltou às versões anteriores, todas fulminadas pela inflação selvagem.
Instados a lidar com a maldição cinquentenária, Itamar Franco e FHC dispensaram-se de lamúrias, derrotaram o inimigo aparentemente invencível e enjaularam a inflação que parecia indomável. Herdeiro de um país financeiramente estabilizado, Lula foi o único presidente, além do antecessor, que não precisou encomendar à Casa da Moeda cédulas com outro nome, zeros a menos ou zeros a mais. Desde 1994, da menor fração à cédula de 100 reais, nada mudou.
“Recebi um país em péssima situação”, vive mentindo Lula. “Nós assumimos um país com a inflação descontrolada”, vive mentindo Dilma Rousseff A permanência, a longevidade e a solidez da moeda são a prova mais contundente de que Lula, beneficiário da herança bendita, segue espancando os fatos para expropriar de FHC a paternidade do histórico ponto de inflexão: quem tem menos de 25 anos nem faz ideia do que é inflação.
Em paragens menos embrutecidas, pais-da-pátria que assassinam a verdade em público se arriscam a ter a discurseira interrompida por chuvas de dinheiro metálico. Graças a FHC, Lula e Dilma estão livres desse perigo: há 16 anos, os brasileiros não jogam fora sequer moedas de 5 centavos. A julgar por seu desempenho na campanha eleitoral de 2010, a oposição oficial nunca soube disso.

Dizer o que? E vai piorar...,


Chávez explica que estatizou a Cervejaria Polar para combater um inimigo que engorda, enlouquece e mata a serviço do capitalismo

Enquanto chora a perda das estatais privatizadas por Fernando Henrique Cardoso, que impediu o presidente Lula de doar mais empresas da União aos companheiros do PT ou aos parceiros da base alugada, o governo federal aplaude as sucessivas expropriações consumadas por Hugo Chávez. No vídeo de 2:47, o chefe da revolução bolivariana tenta explicar a estatização da Cervejaria Polar. Numa discurseira delirante, acusa a cerveja de matar, ferir, provocar acidentes automobilísticos e brigas de rua, engordar, aumentar a taxa de colesterol, enlouquecer e, tudo somado, deixar o povo exposto à exploração capitalista. Se Lula e Dilma Rousseff acham que FHC é o passado, a Venezuela chavista é o futuro, certo? Só em cabeças desprovidas de neurônios, responde o vídeo. Confiram:

terça-feira, 23 de novembro de 2010

"A educação de um povo pode ser julgada, antes de mais nada, pelo comportamento que ele mostra na rua. Onde encontrares falta de educação nas ruas, encontrarás o mesmo nas casas."
*Honoré de Balzac

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Quem votou no instrumento, logo, logo vai chorar é de raiva...,

Apedreja e chora

Por Guilherme Fiúza
Foi bonito. Foi comovente. Lula no Rio, Dilma em Brasília. As lágrimas do criador e da criatura resolveram brotar no mesmo dia, em público, numa sintonia impressionante.
É um bom sinal. O brasileiro adora ser liderado por gente que chora. A plataforma coitada será mantida. Em time que está ganhando não se mexe.
Já era hora mesmo de uma choradinha. O governo Lula começou com o Fome Zero. O governo Dilma se prepara para começar com o Idéia Zero. A paisagem desértica da partilha de cargos e da falta de planos, ornamentada pela assombração da CPMF, assusta qualquer um. É mesmo de chorar.
Mas o choro redime. É fórmula testada e aprovada. Tem sido assim desde o primeiro mandato do PT: se mantém o Banco Central governando, escala-se um ministro Mantega na Fazenda para fingir que faz oposição ao neoliberalismo, e o presidente(a) chora. Não tem erro.
Assim o governo bonzinho pode fazer quase tudo. Até aprovar as pedradas de Ahmadinejad.
Ao se abster de condenar o apedrejamento no Irã, o Brasil mostrou ao mundo sua coerência. Um país que defende a escalada atômica do ditador iraniano não poderia mesmo se preocupar com umas pedrinhas.
O argumento da diplomacia brasileira é cristalino: o país não assinou a resolução da ONU contra as barbaridades de Ahmadinejad porque os direitos humanos devem ser discutidos de maneira holística.
Perfeito. A tortura cubana aos presos políticos também não era holística, por isso o filho do Brasil ficou na dele. Essas coisas que não são holísticas não têm mesmo a menor importância.
Já o choro sincronizado de Lula e Dilma é totalmente holístico. Acontece quase simultaneamente a centenas de quilômetros de distância, em sintonia com as lágrimas dos crocodilos da Austrália, do outro lado do planeta.
É assim que a bondade tem que ser. Holística. Às favas com as pedradas na adúltera do Irã, às favas com a fome de poder e a preguiça de governar, às favas com a gula de arrecadar e a cara-de-pau de ressuscitar a CPMF – nada disso tem importância diante de um governo que chora.
O Brasil não resiste a essa cena: o ex-operário, a mulher e as lágrimas dos oprimidos – caminhando para 12 anos no poder. Coitados.

domingo, 21 de novembro de 2010

sábado, 20 de novembro de 2010

Um dia uma criança chegou diante de um pensador e perguntou-lhe:”Que tamanho tem o universo?”Acariciando a cabeça da criança,ele olhou para o infinito e respondeu:”O universo tem o tamanho do seu mundo.”Perturbada,ela novamente indagou:”Que tamanho tem meu mundo?”O pensador respondeu:”Tem o tamanho dos seus sonhos.”Se seus sonhos são pequenos,sua visão será pequena,suas metas serão limitadas,seus alvos serão diminutos,sua estrada será estreita,sua capacidade de suportar as tormentas será frágil.Os sonhos regam a existência com sentido.Se seus sonhos são frágeis,sua comida não terá sabor,suas primaveras não terão flores,suas manhãs não terão orvalho,sua emoção não terá romances.A presença dos sonhos transforma os miseráveis em reis,faz dos idosos,jovens,e a ausência deles transforma milionários em mendigos faz dos jovens idosos.Os sonhos trazem saúde para a emoção, equipam o frágil para ser autor da sua história,fazem os tímidos terem golpes de ousadia e os derrotados serem construtores de oportunidades.Sonhe!"
*Augusto Cury

Pra onde estamos indo?

BONECAS REAGEM
Por Janer Cristaldo


Quem me acompanha talvez estranhe o título, já que sempre tive respeito pelos homossexuais. Convivi serenamente com eles – e ainda convivo – desde meus tempos de ginásio. Acontece que homossexualismo está virando religião, cujos dogmas não podem ser contestados. Ativistas estão querendo passar no Congresso a tal de Lei da Homofobia, que tipifica como crime qualquer crítica ao homossexualismo. Você pode criticar qualquer comportamento sexual, menos o dos homossexuais. Anátema seja.


Leio que a Universidade Presbiteriana Mackenzie divulgou em seu site, na última semana, uma nota em que se dizia contra a Lei da Homofobia. De acordo com o comunicado, assinado pelo chanceler [reitor] Augustus Nicodemus Lopes, “ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos.” A lei torna crime manifestações contrárias aos homossexuais. O texto do reitor segue abaixo.


Pra quê, meu Deus! A nota indignou grupos de defesa de direitos dos homossexuais e especialistas na área. Para o presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB Jayme Asfora, a postura do Mackenzie lembra tempos da Idade Média. A universidade está formando seus alunos na base do preconceito, da discriminação, indo de encontro à Constituição Federal. Ela prega, como um dos seus maiores princípios, a isonomia, a igualdade. Todos são iguais perante a lei”, afirma.


Ora, o reitor está seguindo estritamente a religião que professa. O cristianismo proíbe o homossexualismo masculino. Moisés, ou quem quer que tenha escrito o Levítico, é claro: “Não te deitarás com varão, como se fosse mulher; é abominação”. Será que os advogados da OAB vão dizer que a Bíblia está formando seus leitores na base do preconceito, da discriminação, indo de encontro à Constituição Federal?


O reitor do Mackenzie está tecendo críticas a tal de lei de homofobia, direito de qualquer cidadão neste país. Projetos de lei existem para ser discutidos, ou alguém pretende que qualquer projeto apresentado ao Legislativo tem de ser automaticamente aprovado? Se eu nada tenho contra o comportamento homossexual, conheço um monte de gente que tem. Por razões religiosas, educacionais ou mesmo psicológicas. O advogado da OAB lembra a Inquisição. Mas não é também inquisitorial a postura de quem proíbe criticar uma prática sexual? Sem falar que o reitor não está pedindo a fogueira para ninguém. Está apenas defendendo sua fé.


O reitor, intimidado com as reações dos ativistas homossexuais, acabou retirando o texto do site. É uma pena. Abdicou de sua independência intelectual e da liberdade de expressão para ceder à histeria das bonecas. Sim, bonecas. Porque tal censura não é atitude de pessoa que respeite a opinião alheia.


Para o presidente do GGB (Grupo Gay da Bahia), Marcelo Cerqueira, essa é uma postura “esperada” do Mackenzie. “É uma questão de consciência. O que move essa questão do Mackenzie é uma posição reacionária”, afirma. No comunicado, a universidade utiliza o termo “homossexualismo”, que deixou de ser usado por se referir à homossexualidade como doença.


Negro já não se pode chamar de negro, nem bugre de bugre. Agora, pretende-se proibir uma palavra que desde um século atrás define as pessoas que preferem relacionar-se com outras do mesmo sexo. (Segundo o Larrousse, foi cunhada em 19067). No ritmo em que vão as coisas, qualquer dia será proibido chamar comunista de comunista, roqueiro de roqueiro, maconheiro de maconheiro.


Este impasse, eu o vinha anunciando desde há muito. Aprovada a tal de lei, ler a Bíblia em uma escola ou templo passará a ser crime de homofobia. Quem vai ganhar este cabo-de-guerra? De minha parte, duvido que os ditos gays, por mais aguerridos que sejam. Seja como for, a eles resta uma brecha.


A Bíblia não diz nada contra o homossexualismo feminino.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

"Os homens distinguem-se entre si também neste caso: alguns primeiro pensam, depois falam e, em seguida, agem; outros, ao contrário, primeiro falam, depois agem e, por fim, pensam."
Leon Tolstoi

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Homenagem as meninas do vôlei. Parabéns à elas e ao Augusto!...,


O chanceler de Lula é só um áulico a caminho da lata de lixo da História

Se mesmo potências esportivas festejam o segundo lugar num campeonato mundial de qualquer modalidade, manda o bom senso que até a conquista da medalha de prata em taekwondo por um anão olímpico como o Brasil vire notícia de primeira página, certo? Errado, ensinou nesta segunda-feira a Folha de S. Paulo. A façanha da seleção feminina de vôlei no Japão não mereceu um único centímetro, uma só vírgula na página mais nobre do jornal.
Derrotadas pelo ótimo time da Rússia no fim de uma campanha empolgante, as bravas e talentosas lutadoras das quadras não  conseguiram mais que a submanchete do caderno de esportes. Sob a foto da líbero Fabi em lágrimas, uma única palavra — VICE — bastou para traduzir a decepção dos editores: nestes trêfegos trópicos, como ensinou Nelson Picquet, o segundo colocado é o primeiro dos últimos. Coerentemente, o noticiário comprimido em menos de duas páginas internas em formato tabloide evocava uma misteriosa “síndrome da Rússia” para atribuir o resultado do jogo não aos acertos das adversárias, mas aos erros das brasileiras.
Nada sobre a medalha de ouro conquistada nos Jogos de 2008, nada sobre as aulas práticas ministradas durante a competição por José Roberto Guimarães, único técnico do planeta a vencer uma Olimpíada com a seleção masculina e outra com a feminina. O texto reiterou que o Brasil trata genuínos vencedores com a arrogância de quem nunca soube o que é perder, embora ganhe só de vez em quando. Em contrapartida, como atestou a mesma edição da Folha, reverencia campeões de araque com os minuetos e salamaleques de subalterno vocacional.
O espaço que faltou para a valentia e o talento da seleção de vôlei sobrou para o palavrório triunfalista do chanceler Celso Amorim. A entrevista de uma página foi destacada na capa com uma chamada de 10 linhas e o título que, inspirado numa das passagens do hino à vassalagem, reverberou a cretinice de antologia: “Para ministro, Pelé só teve um, e igual a Lula não vai ter”.  A Folha achou pouco subestimar a medalha de prata da seleção de vôlei. Fez questão de também encampar a afronta ao rei do País do Futebol: se o presidente é igual ao maior jogador de futebol de todos os tempos, então o homem que Amorim chama de “Nosso Guia” é o maior governante desde o Dia da Criação.
Ministro das Relações Exteriores de Itamar Franco e de Lula, o diplomata que há oito anos desonra o Itamaraty é sobretudo um áulico a serviço de qualquer presidente, regime ou ideologia. É apenas um duplo equívoco à caça de emprego. Mas quem canta as maravilhas do país do faz-de-conta rouba espaço de gente que melhora o país real. No pódio em Tóquio, as vice-campeãs do mundo choraram a derrota e pediram desculpas aos brasileiros — como se devessem alguma. Na entrevista, Amorim nem pediu licença para protagonizar o espetáculo da desfaçatez.
“Com o governo acabando, posso falar tranquilamente que o Lula é uma figura excepcional, você vai contar três ou quatro líderes políticos como ele no século”, delirou numa das respostas a Eliane Cantanhêde. “É quase da dimensão do Nelson Mandela, e só não é igual porque a situação lá na África do Sul era mais dramática”. Depois de ouvi-lo desdenhar dos direitos humanos, zombar dos presos políticos cubanos, louvar feitos imaginários consumados pelo governante incomparável e qualificar a política externa brasileira de “ativa e altiva”, a entrevistadora perguntou-lhe o que faria diferente caso pudesse voltar atrás. Resposta: “Vou falar como a Edith Piaf: ‘Je ne regrette rien’”. Ele não lamenta nada.
O problema do Brasil, já se disse aqui mais de uma vez, não é o complexo de vira-lata. Essa disfunção, diagnosticada por Nelson Rodrigues, cingiu-se ao País do Futebol — e só deu as caras entre 1950, quando a derrota na final contra o Uruguai transformou o brasileiro no último dos torcedores, e 1958, quando a Seleção triunfou na Copa da Suécia. O verdadeiro problema nacional é o contrário do complexo de vira-lata: é a síndrome de com-o-Brasil-ninguém-pode.
Ouve-se ainda no útero que a nossa bandeira é a mais bonita do mundo, embora ninguém se atreva a sair por aí trajando camisa azul, calça verde e paletó amarelo. Ouve-se já no berço que o nosso hino é o mais bonito do mundo, muitos sustenidos e bemóis à frente da Marselhesa. E ouve-se há oito anos que o país com quem ninguém pode é presidido por um governante que pode tudo. Até trazer a Olímpiada para o Rio e ganhar, se preciso vestindo ele próprio o uniforme verde e amarelo, todas as medalhas de ouro.
A Era da Mediocridade aposentou valores, subverteu critérios e colocou o país do avesso. Em tempos assim, um Celso Amorim parece valer mais que a seleção de vôlei. O consolo é saber que isso passa. Daqui a muitos anos, as jovens campeãs olímpicas serão lembradas com carinho e admiração. Mas ninguém terá a menor ideia de quem foi Amorim. O chanceler de Lula é só um nada a caminho da lata de lixo da História.