Seguidores

sábado, 29 de outubro de 2011

Crônica de um amor louco


CRÔNICA DE UM AMOR LOUCO

“Perto dessas histórias rudes e ríspidas de hoje dos chamados “vendagens garantidas”, os contos e poemas de outros autores parecem narrativas de colegiais, que nada têm a ver com o mundo desse grande autor que nos envolve e sufoca, mas ao mesmo tempo é lírico e romântico.”
Por Elenilson Nascimento
O livro original foi lançado nos EUA sob o título de“Erections, Ejaculations, Exibitions and general tales of ordinary madness” do genial escritor Charles Bukowski (1920-1994) e chegou ao Brasil, através daL&PM, dividido em dois volumes: “Crônica de um amor louco” (1984) e “Fabulário geral do delírio cotidiano”(1986).
Mas, na verdade, esse livro é uma coletânea de contos dentre os quais destacam-se os clássicos “A mulher mais linda da cidade” e “Política é o mesmo que fuder cu de gato”. A vadiagem transformada em arte. As bebedeiras como poesia. Ridículas brigas em bares. Bukowski fez literatura com tudo o que encontrou na história da sua própria vida: angústias, bobagens, dramas, gafes, drogas e fodas. E acabou tornando-se umescritor único. Escatológico, melodramático, cínico, marginal(izado), antiacadêmico, anti-grupos literários, lírico, alcoólatra, machista, politicamente incorreto, anarquista e um grande escritor. Tudo o que eu admiro e sinto falta nas porras que se dizem acadêmicos e o pior, se dizem autores.
"Cartas na rua", "Mulheres", "Misto Quente", "Hollywood" são apenas alguns dos romances de Bukowski, que também era poeta e trabalhou em diversos empregos medíocres durante a vida inteira até ser consagrado como escritor e ter seu espaço na literatura americana contemporânea. Mas alguns críticos ainda teimam, mesmo nos dias de hoje, em colocá-lo lado a lado com a turma dos beatniks, mas Bukowski nada tem a ver com a turma de Kerouac e/ou Ginsberg.
Os beats são filhos do surrealismo francês, gostavam de jazz e eram liberais sexualmente. Estavam à margem do sistema, e talvez apenas aí haja uma comparação entre eles. Já o velho Buk, "the old dirty man" (além de adorar Mozart eSchoppenhauer) era um escritor solitário, era uma gangue sozinho, era um beberrão sensível.
Este primeiro volume leva o título do filme que o italiano Marco Ferreri realizou baseado nos textos de Buk e cuja linha mestra é exatamente o primeiro conto do livro, “A mulher mais linda da cidade”. Ao narrar a história de Cass, uma bela mestiça que passara a adolescência em um convento, Buk mergulha na excitação frenética, na insanidade corrosiva das noites mormacentas e manhãs de névoa poluída da sua amada Los Angeles.
Os contos parecem brotar do seu estômago ulcerado, são jogados ao papel entre espasmos e fantasias alcoólicas disformes. Perto dessas histórias rudes e ríspidas de hoje dos chamados “vendagens garantidas”, os contos e poemas de outros autores parecem narrativas de colegiais, que nada têm a ver com o mundo desse grande autor que nos envolve e sufoca, mas ao mesmo tempo é lírico e romântico.
Seus contos sempre terminam bruscamente, mas deixam uma pequena suspensa no ar uma sensação de dignidade e esperança na raça humana. Coisa que eu mesmo ando perdendo. O livro é uma verdadeira jornada pelo universo infernal e onírico do velho e safado Buk. Seus personagens são desvalidos, alucinados e perdidos em quartos imundos de hotéis baratos.
Seus bares enfumaçados nas longas e loucas noites de neon: o sonho americano reduzido a trapos nas ruas desertas da madrugada voraz de Los Angeles, a cidade que Bukowski amava acima de todas as coisas. Bukowski é muito melhor do que 100 autores jutos que infestam as livrarias e academias atualmente. (“CRÔNICA DE UM AMOR LOUCO” de Charles Bukowski, crônica, 312 pág., L&PM - 1984)
+ O filme “Crônica de um amor louco” (1981) é baseado em alguns dos contos publicados originalmente no já citado livro“Erections, Ejaculatios, Exibitions...” publicado no Brasil em dois volumes. O filme, dirigido por Marco Ferreri, conta com a belaOrnella Muti no papel de Cass, a protagonista do conto “A mulher mais linda da cidade”, é um dos mais elogiados cult-movies dos anos 80. Inspirando-se na vida e na obra de Bukowski, Ferreri (de “A Comilança”) criou um filme ousado repleto de erotismo e lirismo. Charles Serking (Ben Gazarra) é um poeta anárquico e beberrão que vive no submundo de Los Angeles, entre prostitutas e marginais. Seus textos estão repletos de sexo e degradação. Um dia, ele conhece uma prostituta linda e autodestrutiva chamada Cass, e os dois iniciam um romance de proporções trágicas. Numa de suas maratonas pelos bares, conhece a linda prostituta Cass, com quem inicia um tórrido e trágico romance. Filme massa! Áudio: italiano, legendas: português, duração: 101 min., qualidade: DVDRip, tamanho: 329 MB e servidor: Rapidshare (3 partes):

>>> Parte 1 <<<
>>> 
Parte 2 <<<
>>> 
Parte 3 <<<

Ou você pode baixá-lo aqui (2 partes) por outro provedor:

>>> Parte 1 <<<
>>> 
Parte 2 <<< 

Só é legítimo quando vencem...,


Como as esquerdas perderam na UnB, agora há gente querendo “segundo turno”, contra as regras!

Atenção! Há vagabundos na UnB que estão pregando que se realize um segundo turno na eleição para o DCE, o que está fora das regras. Uma chapa de estudantes de verdade, não-alinhados com a esquerda e contrários à partidarização do movimento estudantil, bateu sete chapas de esquerda e venceu as eleições para o DCE.
Esquerdistas são assim: consideram legítimas só as eleições que eles vencem. Se perdem, o que custa mandar até a lei às favas?
Por Reinaldo Azevedo

Invasor da USP


Em três linhas escritas por um “invasor” da USP, o retrato da miséria educacional brasileira

Eu juro! Essas coisas acontecem.
O “Vinicius” — a mensagem vem até com sobrenome e e-mail, mas eu vou poupá-lo de si mesmo — me envia o seguinte comentário. Volto depois.
Reinaldo,
Vc so fala BOSTA.
Qdo vc for na USP e saber como as coisas funcionam vc vai saber emetir opinião. Se vc quizer que eu mostre a realidade para vc, terei o maior prazer.
Voltei
Não sei que tipo de prazer ele sonha ter comigo. Não vejo como, física ou espiritualmente. Que mundo este! Quando eu “SABER” (!!!) como as coisas funcionam, então poderei “EMETIR” opinião, entenderam??? Isso se eu“QUIZER”, é claro! O “SO” é o mais novo monossílabo átono da língua, forjado no calor da batalha…
Entendi, Vinicius! Você pretende obter “prazer” me botando na cadeira do dragão da língua portuguesa, no torniquete da Inculta & Bela, no pau de arara da “Última Flor do Lácio”. Ele se oferece para ser o meu Virgílio nos círculos do inferno, a minha Beatriz do Paraíso! O que eu faço com ele? Já sei! Vou lhe dar um chute no traseiro.
Vá se instruir um pouco, animal!
Eis aí o resultado de nove anos de militância em favor da ignorância. Enquanto o Apedeuta acumula títulos “honoris causa” concedidos por cretinos deslumbrados, a marcha da ignorância progride, com os analfabetos, também morais, de diploma na mão. Esse é o resultado do “Enem” patrulheiro e ideologicamente orientado de Fernando Gugu-dadá Haddad, que não consegue nem manter o sigilo das provas. Já comento a entrevista indecorosa que este senhor concedeu ao Estadão de hoje.
Daqui a pouco, aparecem os petralhas para me acusar de enroscar com a gramática do moço porque fiquei com medo da agudeza de suas idéias…
Por Reinaldo Azevedo

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O malandro pisou na bola...,


O despejo do ministro não basta. É preciso desativar a Casa da Moeda do PCdoB

Consumado neste fim de tarde, o despejo de Orlando Silva não basta. Se o companheiro que compra até tapioca com cartão corporativo for substituído por outro comunista do Brasil, será preservado o esquema que transformou o Ministério do Esporte na Casa da Moeda do PCdoB.  Ele é só o rosto mais conhecido na multidão de militantes envolvidos em patifarias que começaram com Agnelo Queiroz e assumiram dimensões delirantes com o demolidor do Segundo Tempo. Prosseguirão, com diferentes truques e formatos, caso a vaga no primeiro escalão seja preenchida por outro camarada.
Os Estados Unidos não têm um Ministério do Esporte. A maior potência olímpica do planeta tem uma política esportiva definida e consistente, que se fundamenta na descoberta e formação de atletas em colégios e universidades. O Brasil tem um Ministério do Esporte que só tem um partido e jamais esboçou uma política esportiva que mereça tal nome. A única diretriz conhecida é que confere prioridade absoluta ao esporte de alto rendimento. Nesse campo, os patrocínios são muito mais generosos e as parcerias, bastante lucrativas. Coerentemente, o secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento é Ricardo Leyser.
Coordenador da comissão organizadora dos Jogos Pan-Americanos de 2007, foi ele o principal arquiteto do monumento à gastança contemplado pela medalha de ouro em salto do orçamento, superfaturamento de notas fiscais, licitações fraudulentas e convênios bandalhos. Estava em Guadalajara ao lado do ministro quando chegou a notícia de que a edição de VEJA reafirmaria que, para os farsantes, sábado costuma ser o mais cruel dos dias. Na segunda-feira, depois de qualificado de “bandido” por Orlando Silva, o PM João Dias Ferreira devolveu o insulto com uma nota que acabou por ampliar o prontuário de Leyser.
“E se tu não deves nada”, perguntou João Dias a Orlando Silva num trecho, “por que mandou seu secretário nacional Ricardo Leiser tentar me localizar na sexta-feira, quando soube da matéria, o que ele queria comigo? Fazer mais um daqueles acordos não cumpridos?” O único erro é o i no lugar do y de Leyser, que tentou escapar do flagrante com uma réplica irônica: “Como eu o procurei se estou em Guadalajara? Por teletransporte?”  A frase lhe custou uma internação no Sanatório Geral, justificada pela suspeita de que Leyser ainda não foi apresentado a um invento batizado de telefone.
Os leitores da coluna conhecem a figura desde outubro de 2009, recorda o post reproduzido na seção Vale Reprise com o título “O prefeito que governa de joelhos e o ‘senhor executivo” descoberto por Orlando Silva”. O “senhor executivo”, com aspas, é Ricardo Leyser. Um senhor delinquente, sem aspas.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

2014, a Copa do governo bêbado

Por Guilherme Fiúza
Dilma foi à Fifa e acabou com as dúvidas sobre a Copa do Mundo: chova ou faça sol, está garantida ao Brasil uma boa ressaca em 2014.
Essa perspectiva segura foi muito bem recebida pelos brasileiros, um povo cordial que jamais renuncia à alegria e ao oba-oba, mesmo quando está sendo assaltado.
A preparação do país para a Copa vai muito bem, obrigado. As obras faraônicas para os estádios seguem as regras mais estritas das negociatas, devidamente avalizadas pelo dinheiro do contribuinte.
A grande novidade é que o torcedor brazuca, ao entrar no Maracanã ou no Itaquerão, vai poder encher a cara – e esquecer os quase 2 bilhões de reais que esses novos templos da esperteza lhes custaram.
Foi mesmo providencial o anúncio do ministro dos Esportes, Orlando Silva, sobre a revogação da Lei Seca nos estádios brasileiros durante a Copa. Ninguém suportaria assistir careta a tanto gol contra.
Tome mais uma dose e alcance a lógica do ministro:
A proibição de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol, determinada pelo Estatuto do Torcedor contra a epidemia de violência nas arquibancadas e nas ruas, pode ser suspensa porque “a Copa é especial”.
Orlando Silva explicou que essa regra de civilidade e segurança, há anos em vigor no Brasil, pode ser revista por causa dos “compromissos da FIFA com os patrocinadores”.
O ministro tem razão. O direito brasileiro termina onde começa o faturamento da Fifa.
Esse papo de soberania nacional soa bem em época de eleição – mas em época de Copa do Mundo não tem nada a ver. A Copa é especial.
Os que acham absurdo sujeitar as leis do país a uma marca de cerveja estão reclamando de barriga cheia. Se o patrocinador da Fifa fosse a Taurus, o ministro Orlando Silva também examinaria “com cuidado e naturalidade” a entrada de torcedores armados nos estádios.
E que não venham os estudantes protestar contra o roubo de seu direito à meia entrada na Copa. O governo brasileiro pode ser frouxo, mas felizmente também é incompetente: na falta de um sistema de transportes decente, decretará feriado nos dias dos jogos.
Os estudantes não têm do que reclamar.
Dilma e Orlando Silva poderiam estar matando, poderiam estar roubando, mas estão só rasgando as leis. Viva o governo ébrio.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Lula e o bando...,


Lula foi chefe de governo e de um bando. Em janeiro, só deixou de chefiar o governo

Foi Lula quem propôs a Dilma Rousseff a permanência de Orlando Silva e Wagner Rossi, a nomeação de Antonio Palocci, a recondução de Alfredo Nascimento e a anexação do Ministério do Turismo ao latifúndio de José Sarney, um Homem Incomum. Dilma conhecia todos muito bem. (“Melhor que eu”, disse Lula mais de uma vez). Apesar disso, ou por isso mesmo, a sucessora convocou os cinco prontuários para o primeiro escalão. Proposta de chefe é ordem.
Quando se descobriu que o estuprador de contas bancárias também é traficante de influência, o ex-presidente baixou em Brasília para assumir o comando da contra-ofensiva dos pecadores. Como a mão estendida a Palocci acabou num abraço de afogado, foi para o exterior ganhar dinheiro com o ofício que inaugurou: é o único palestrante do mundo que cobra 100 mil dólares para repetir durante 40 minutos o que sempre disse de graça.
Escaldado pelo fiasco, o protetor de bandidos de estimação passou a agir sem dar as caras na cena do crime. Se dependesse dele, Alfredo Nascimento, Wagner Rossi e Pedro Novais ainda estariam infiltrados na Esplanada dos Ministérios. Nesta terça-feira, numa conversa por telefone com Orlando Silva, Lula disse ao ministro pilhado em flagrante que os quatro despejados continuariam no emprego se tivessem seguido à risca as prescrições da Teoria do Casco Duro. E recomendou ao companheiro que resista no cargo ao aluvião de provas e evidências.
O Código Penal, normas éticas, valores morais, o sentimento da honra, pudores, vergonha ─ nada disso tem importância para o inventor do Brasil Maravilha. Lula só consegue enxergar duas espécies de viventes: os integrantes da seita que conduz e o resto. Os primeiros são absolvidos liminarmente de todos os crimes que cometem e das abjeções que protagonizam. Os outros são inimigos ─ e como tal devem ser tratados.
O informante do Caso Watergate que ficou famoso como Deep Throatavisou que a dupla de repórteres do Washington Post chegaria à verdade caso seguisse o dinheiro. Para chegar-se à fonte da impunidade que afronta o Brasil decente, basta seguir os afilhados em apuros. Todos levam ao mesmo padrinho. Durante oito anos, Lula acumulou a chefia do governo e a chefia de um bando. Em janeiro, só deixou de chefiar o governo.
Por Augusto Nunes

Pisoteando o amigo, irmão e ícone do "lula", mau sinal...,



Nova Líbia - Crianças pisoteiam a imagem do morto

Vi ontem no Jornal Nacional a comemoração pela morte de Kadafi na embaixada da Líbia no Brasil, que já representa o novo governo. Adultos e, especialmente, crianças pisoteavam um retrato do ex-ditador. Fiquei em dúvida se ele estava no armário como evidência de esperança ou precaução. Esperança: “Um dia ele morre, e a gente sapateia”. Ou: “Vai que ele dê a volta por cima, melhor deixar a coisa aqui”.
Crianças sendo convocadas a pisotear a imagem de alguém que acabara de ser assassinado sem julgamento, mesmo sendo um facínora asqueroso??? Péssimo sinal!  Tomara que a população da Líbia não tenha de sentir saudade do seu tirano!
Por Reinaldo Azevedo

domingo, 16 de outubro de 2011

Paraíso de bandidos...,

AÇÃO DO MPF PEDE DEPORTAÇÃO DE CESARE BATTISTI QUE VIVE EM PRAIA DO LITORAL PAULISTA COM TODOS OS DIREITOS DE CIDADÃO BRASILEIRO



O VÍDEO ACIMA, DO PORTAL UOL, MOSTRA COMO VIVE O TERRORISTA BATTISTI, NUMA PRAIA DO LITORAL DE SP, GOZANDO OS MESMOS DIREITOS DE UM CIDADÃO BRASILEIRO. GRAÇAS AO LULA E O PT.
Ministério Público Federal quer que a Justiça determine a deportação do italiano Cesare Battisti, ex-integrante do movimento de extrema esquerda Proletários Armados pelo Comunismo (PAC). Condenado na Itália à prisão perpétua em processos nos quais foi acusado de envolvimento com quatro assassinatos durante a década de 70, Battisti vive livre atualmente no Brasil.
Em seu último dia de governo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu não extraditá-lo para a Itália. Em seguida, Battisti conseguiu um visto de permanência definitiva no País. Antes, o Supremo Tribunal Federal (STF) tinha autorizado a extradição, mas deixado claro que caberia ao chefe do Executivo entregar ou não o estrangeiro.
Na ação protocolada hoje na 20ª. Vara Federal de Brasília, o procurador da República Hélio Ferreira Heringer Junior pede que Battisti seja deportado para outro país com exceção da Itália. Mandá-lo para sua terra natal poderia ser interpretado como uma violação à decisão da Presidência da República de não entregá-lo ao governo italiano. As opções indicadas por Heringer Junior são França ou México, onde Battisti morou antes de vir para o Brasil, ou outro país que concorde em recebê-lo.
De acordo com o procurador, a concessão do visto no Brasil foi ilegal. Na ação, o procurador sustenta que um dispositivo do Estatuto do Estrangeiro determina que não será concedido visto a estrangeiro condenado ou processado em outro país por crime doloso passível de extradição segundo a lei brasileira.
"O fato de o chefe do Poder Executivo ter optado, em ato político, pela negativa da extradição, não significa que os crimes cometidos por Cesare Battisti não sejam passíveis de extradição", afirmou. O procurador ressaltou que ao julgar o pedido de extradição o STF concluiu que os crimes imputados a Battisti eram comuns e, portanto, passíveis de extradição. Do portal do Estadão

Enquanto a bola rola...,


COMUNISTA QUE INVOCA DEUS QUANDO O EMPREGO ESTÁ EM PERIGO É TÃO CONFIÁVEL QUANTO UM MINISTRO QUE COMPRA TAPIOCA COM CARTÃO CORPORATIVO

Vale a pena ler o texto de Augusto Nunes, sobre o escândalo do Ministério do Esporte. Seguem os dois parágrafos iniciais com link para leitura completa. Recomendo:
Pilhado em flagrante de novo, agora chapinhando no pântano do programa Segundo Tempo, o ministro Orlando Silva tentou trocar a pose de cartola a serviço da nação em Guadalajara pela fantasia de voluntário da pátria gravemente ofendido. “Confesso que eu estou chocado”, caprichou o canastrão vocacional ao saber das denúncias publicadas na edição de VEJA que acaba de chegar às bancas. “Estou estupefato, perplexo. Um bandido fala e eu que tenho que provar que não fiz, meu Deus?”. A fala decorada às pressas foi desmentida pela voz de quem deve, pela cara de culpa e pelas duas palavras finais: um comunista que invoca Deus quando o emprego está em perigo é tão confiável quanto um ministro que compra tapioca com cartão corporativo.
De todo modo, é compreensível que qualifique de bandido o companheiro do PCdoB que até recentemente era contemplado por verbas milionárias e audiências no Ministério do Esporte. Orlando Silva sabe que, no momento, cavalga o quinto andar da procissão dos condenados ao despejo. Não por vontade de Dilma Rousseff, que é só um codinome de Lula. Vai perder a boca no primeiro escalão por exigência dos milhões de brasileiros fartos de tanta ladroagem impune. Há limites para tudo. Continue lendo AQUI

O embuste...


Doutor Lula

PUBLICADO NO ESTADÃO DESTA SEGUNDA-FEIRA
Ricardo Veléz Rodríguez
Lula, como Brizola, é um grande comunicador. Mas, como Brizola também, é um grande populista.
A característica fundamental desse tipo de líder é, como escreve o professor Pierre-André Taguieff (A Ilusão Populista – Ensaio sobre as Demagogias da era Democrática, Paris, Flammarion, 2002), que se trata de um demagogo cínico. Demagogo – no sentido aristotélico do termo – porque chefia uma versão de democracia deformada, aquela em que as massas seguem o líder em razão de seu carisma, em que pese o fato de essa liderança conduzir o povo à sua destruição. O cinismo do líder populista já fica por conta da duplicidade que ele vive, entre uma promessa de esperança (e como Lula sabe fazer isso: “Os jovens devem ter esperança porque são o futuro da Nação”, “o pré-sal é a salvação do brasileiro”, e por aí vai), de um lado, e, de outro, a nua e crua realidade que ele ajudou a construir, ou melhor, a desconstruir, com a falência das instituições que garantiriam a esse povo chegar lá, à utopia prometida…
Lula acelerou o processo de desconstrução das instituições que balizam o Estado brasileiro. Desconstruiu acintosamente a representação, mediante a deslavada compra sistemática de votos, alegando ulteriormente que se tratava de mais uma prática de “caixa 2″ exercida por todos os partidos (seguindo, nessa alegação, “parecer” do jurista Márcio Thomas Bastos) e proclamando, em alto e bom som, que o “mensalão nunca existiu”. Sob a sua influência, acelerou-se o processo de subserviência do Judiciário aos ditames do Executivo (fator que nos ciclos autoritários da História republicana se acirrou, mas que sob o PT voltou a ter uma periclitante revivescência, haja vista a dificuldade que a Suprema Corte brasileira tem para julgar os responsáveis pelo mensalão ou a censura odiosa que pesa sobre importante jornal há mais de dois anos, para salvar um membro de conhecido clã favorável ao ex-mandatário petista).
Lula desconstruiu, de forma sistemática, a tradição de seriedade da diplomacia brasileira, aliando-se a tudo quanto é ditador e patife pelo mundo afora, com a finalidade de mostrar novidades nessa empreitada, brandindo a consigna de um “Brasil grande” que é independente dos odiados norte-americanos, mas, certamente, está nos causando mais prejuízos do que benefícios no complicado xadrez global: o País não conseguiu emplacar, com essa maluca diplomacia de palanque, nem a direção da Unesco, nem a presidência da Organização Mundial do Comércio (OMC), nem a entrada permanente do Brasil no Conselho de Segurança da ONU.
Lula, com a desfaçatez em que é mestre, conseguiu derrubar a Lei de Responsabilidade Fiscal, abrindo as torneiras do Orçamento da União para municípios governados por aliados que não fizeram o dever de casa, fenômeno que se repete no governo Dilma. De outro lado, isentou da vigilância dos órgãos competentes (Tribunal de Contas da União, notadamente) as organizações sindicais, que passaram a chafurdar nas águas do Orçamento sem fiscalização de ninguém. Esse mesmo “liberou geral” valeu também para os ditos “movimentos sociais” (MST e quejandos), que receberam luz verde para continuar pleiteando de forma truculenta mais recursos da Nação para suas finalidades políticas de clã. Os desmandos do seu governo foram, para o ex-líder sindical, invenções da imprensa marrom a serviço dos poderosos.
A política social do programa Bolsa-Família converteu-se numa faca de dois gumes, que, se bem distribuiu renda entre os mais pobres, levou à dependência do favor estatal milhões de brasileiros, que largaram os seus empregos para ganhar os benefícios concedidos sem contrapartida nem fiscalização. Enquanto ocorria isso, o Fisco, sob o consulado lulista, tornou-se mais rigoroso com os produtores de riqueza, os empresários. “Nunca antes na História deste país” se tributou tanto como sob os mandatos petistas, impedindo, assim, que a livre-iniciativa fizesse crescer o mercado de trabalho em bases firmes, não inflacionárias.
Isso sem falar nas trapalhadas educacionais, com universidades abertas do norte ao sul do País, sem provisão de mestres e sem contar com os recursos suficientes para funcionarem. Nem lembrar as inépcias do Inep, que frustraram milhões de jovens em concursos vestibulares que não funcionaram a contento. Nem trazer à tona as desgraças da saúde, com uma administração estupidamente centralizada em Brasília, que ignora o que se passa nos municípios onde os cidadãos morrem na fila do SUS.
Diante de tudo isso, e levando em consideração que o Brasil cresceu na última década menos que seus vizinhos latino-americanos, o título de doutor honoris causa concedido a Lula, recentemente, pela prestigiosa casa de estudos Sciences Po, em Paris, é ou uma boa piada ou fruto de tremenda ignorância do que se passa no nosso país. Os doutores franceses deveriam olhar para a nossa inflação crescente, para a corrupção desenfreada, fruto da era lulista, para o desmonte das instituições republicanas promovido pelo líder carismático e para as nuvens que, ameaçadoras, se desenham no horizonte de um agravamento da crise financeira mundial, que certamente nos encontrará com menos recursos do que outrora. Ao que tudo indica, os docentes da Sciences Po ficaram encantados com essa flor de “la pensée sauvage”, o filho de dona Lindu que conseguiu fazer tamanho estrago sem perder a pose. Sempre o mito do “bon sauvage” a encantar os franceses!
O líder prestigiado pelo centro de estudos falou, no final do seu discurso, uma verdade: a homenagem ele entendia ter sido feita ao povo brasileiro – que paga agora, com acréscimos, a conta da festança demagógica de Lula e enfrenta com minguada esperança a luta de cada dia.

” Precisa-se de Matéria-Prima para construir um País"


A crença geral anterior era que Collor não servia, bem como Itamar e Fernando Henrique. Agora dizemos que Lula não serve. E o que vier depois de Lula também não servirá para nada.
Por isso estou começando a suspeitar que o problema não está no ladrão corrupto que foi Collor, ou na farsa que é o Lula. O problema está em nós. Nós como POVO. Nós como matéria-prima de um país.
Porque pertenço a um país onde a “ESPERTEZA” é a moeda que sempre é valorizada, tanto ou mais do que o dólar. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família, baseada em valores e respeito aos demais. Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nas calçadas onde se paga por um só jornal, E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as “EMPRESAS PRIVADAS” são papelarias particulares de seus empregados desonestos, que levam para casa, como se fosse correto, folhas de papel, lápis, canetas, clipes e tudo o que possa ser útil para o trabalho dos filhos… E para eles mesmos.
Pertenço a um país onde a gente se sente o máximo porque conseguiu “puxar” a tevê a cabo do vizinho, onde a gente frauda a declaração de imposto de renda para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país onde a falta de pontualidade é um hábito. Onde os diretores das empresas não valorizam o capital humano. Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos. Onde nossos congressistas trabalham dois dias por semana para aprovar projetos e leis  que só servem para afundar o que não tem, encher o saco do que tem pouco e beneficiar só a alguns.
Pertenço a um país onde as carteiras de motorista e os certificados médicos podem ser “comprados”, sem fazer nenhum exame.
Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no ônibus, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar o lugar.
Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o pedestre.
Um país onde fazemos um monte de coisa errada, mas nos esbaldamos em criticar nossos governantes.
Como “Matéria-Prima” de um país, temos muitas coisas boas, mas nos falta muito para sermos os homens e mulheres de que nosso País precisa.
Esses defeitos, essa “ESPERTEZA BRASILEIRA” congênita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos de escândalo, essa falta de qualidade humana, mais do que Collor, Itamar, Fernando Henrique ou Lula, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são brasileiros como nós, ELEITOS POR NÓS.
Nascidos aqui, não em outra parte. Entristeço-me. Porque, ainda que Lula renunciasse hoje mesmo, o próximo presidente que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria-prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada! Não tenho nenhuma garantia de que alguém o possa fazer melhor. Mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
Nem serviu Collor, nem serviu Itamar, não serviu Fernando Henrique, e nem serve Lula, nem servirá o que vier.
Qual é a alternativa? Precisamos de mais um ditador, para
que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror?
Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa “outra coisa” não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados… Igualmente sacaneados!
 É muito gostoso ser brasileiro! Mas quando essa “brasilinidade” autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, aí a coisa muda…
Não esperemos acender uma vela a todos os Santos, a ver se nos mandam um Messias. Nós temos que mudar! Um novo governante com os mesmos brasileiros não poderá fazer nada!! Está muito claro… Somos nós os que temos que mudar!
Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de surdo, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.
“O GOVERNO SOMOS NÓS, OS POLÍTICOS, NEM TANTO ASSIM.” (Paulo Busko). MEDITE!!! E eu acrescento: o que nos falta é EDUCAÇÃO!
Obrigado pela audiência! Até a próxima!
*João Ubaldo Ribeiro