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domingo, 30 de outubro de 2016

2° Turno confirma a derrocada do PT

7 derrotas em 7 cidades: 2º turno confirma derrocada do PT

A partir de 2017, maior cidade do país comandada pelo partido será a capital do Acre, Rio Branco.

*O ex-presidente Lula não foi nem sequer votar em São Bernardo.

O resultado do segundo turno das eleições municipais confirmou o pior desempenho do PT desde 1985. Das sete grandes cidades em que o partido concorria (Anápolis, Recife, Santa Maria, Santo André, Juiz de Fora, Mauá e Vitória da Conquista), não levou nenhuma, segundo indicam os resultados da apuração.

A legenda conquistou apenas uma capital, Rio Branco (Acre), ainda no primeiro turno, e ainda perdeu o controle do chamado “cinturão vermelho” — as cidades no entorno de São Paulo onde o partido era forte desde os anos 1980.

Na única capital onde o partido ainda tinha chance no segundo turno, Recife, o petista João Paulo foi derrotado por Geraldo Júlio (PSB), que conseguiu a reeleição.

No chamado “cinturão vermelho”, o partido também perdeu nas duas cidades em que disputava o segundo turno: Mauá e Santo André. Com isso, não vai comandar nenhuma das cidades — até este ano, tinha seis prefeitos na região, entre eles o de São Bernardo, Luiz Marinho; Lula, que vive lá, não foi nem sequer votar no segundo turno.

Com isso, a maior cidade sob controle do PT no país a partir de 2017 passará a ser Rio Branco, com pouco mais de 300 000 habitantes.

Em São Paulo, a maior cidade comandada pelo petista será Araraquara, com cerca de 150 000 habitantes, onde o ex-ministro de Dilma Edinho Silva foi eleito no primeiro turno.


sábado, 29 de outubro de 2016

Modesto Carvalhosa: A milícia de Calheiros e o abuso de poder

Nenhum outro corpo policial pode existir na República. Se não fosse assim, cada órgão de poder criaria a sua “polícia” própria, como a que existe no Senado

A prisão, no recinto do Senado Federal, do chefe da sua milícia – o Pedrão – e três de seus companheiros põe à mostra até que ponto os donos daquela Casa, nas últimas décadas, a tornaram um feudo para a prática de grandes crimes e de refúgio de notórios corruptos. Para tanto os sucessivos presidentes do outrora respeitável Senado da República formaram uma milícia, totalmete à margem do sistema constitucional, a que, pomposamente, denominaram “Polícia Legislativa”, também alcunhada de “Polícia do Senado”.
Não se podem negar a esse agora notório exército particular relevantes trabalhos de inteligência – do tipo CIA, KGB –, como a célebre violação do painel de votações daquele augusto cenáculo, ao tempo do saudoso Antônio Carlos Magalhães e do lendário José Roberto Arruda, então senador e depois impoluto governador do Distrito Federal. E nessa mesma linha de sofisticação tecnológica a serviço do crime – agora de obstrução de Justiça – a milícia daquela Casa de Leis promove “varreduras”, nos gabinetes e nos solares e magníficos apartamentos onde vivem esses varões da República, a fim de destruir qualquer prova de áudio que porventura possa a Polícia Federal obter no âmbito das investigações instauradas pelo STF.
Acontece que o poder de polícia só pode ser exercido pelos órgãos instituídos na Carta de 1988, no seu artigo 144, e refletidos nos artigos 21, 22 e 42, dentro do princípio constitucional de assegurar as liberdades públicas. Assim, somente podem compor o organograma da segurança pública constitucional a Polícia Federal (incluindo a Rodoviária e a Ferroviária) e as Polícias Civis e Militares dos Estados (incluindo o Corpo de Bombeiros).
Nenhum outro corpo policial pode existir na República. Se não fosse assim, cada órgão de poder criaria a sua “polícia” própria, como a que existe no Senado. Também seriam criadas tais forças marginais nos tribunais superiores e nos Tribunais de Justiça dos Estados, nas Assembleias Legislativas, nos Tribunais de Contas, nas Câmaras Municipais, cada um com seu exército particular voltado para contrastar e a se opor aos órgãos policiais que compõem o estrito e limitado quadro de segurança pública estabelecido na Constituição.
Cabe, a propósito, ressaltar que todos os órgãos policiais criados na Carta Magna de 1988 estão submetidos à severa jurisdição administrativa do Poder Executivo, da União e dos Estados, sob o fundamento crucial de que nenhum ente público armado pode ser autônomo, sob pena de se tornar uma milícia. Nem as Forças Armadas – Exército, Marinha e Aeronáutica – fogem a essa regra de submissão absoluta ao Ministério da Defesa, pelo mesmo fundamento.
E não é que vem agora o atual chefe da nossa Câmara Alta declarar textualmente que a “polícia legislativa exerce atividades dentro do que preceitua a Constituição, as normas legais e o regulamento do Senado”? Vai mais longe o ousado presidente do Congresso Nacional, ao afirmar que o Poder Legislativo foi “ultrajado” pela presença, naquele templo sagrado, da Polícia Federal, autorizada pelo Poder Judiciário. Afinal, para o senhor Renan, o território do Senado é defendido pela chamada polícia legislativa. Ali não pode entrar a Polícia Federal, ainda mais para prender o próprio chefe da milícia – o Pedrão.
E com esse gesto heroico o preclaro chefe do Congresso Nacional proclama mais uma aberração: o da extraterritorialidade interna.
Como se sabe, a extraterritorialidade é concedida às embaixadas estrangeiras que se credenciam num país e ali têm instalada a sua representação diplomática. Trata-se, no caso, da extraterritorialidade externa, que garante a inviolabilidade da embaixada e a imunidade de jurisdição de seus membros, em tempos de paz e de guerra.
Mas não para aí a extraterritorialidade interna proclamada pelo grande caudilho do Senado. As palacianas residências e os apartamentos dos senadores e senadoras tampouco podem ser violadas pela Polícia Federal. Trata-se de um novo conceito de Direito Internacional Público inventado pelo grande estadista pátrio: a noção de extraterritorialidade estendida. Ou seja, o domicílio de um representante do povo é incólume às incursões da Polícia Federal autorizadas pelo Poder Judiciário.
Foi o que ocorreu em agosto, quando o ilustre marido de uma senadora do Paraná foi preso na residência do casal e dali foram retirados documentos comprometedores. A reação foi imediata: marido de senadora, estando na casa onde com ela coabita, não pode ser ali preso, pois se trata de espaço extraterritorial interno estendido!
E assim vai o nosso país, que não para de andar de lado em matéria de instituições republicanas. E o fenômeno é impressionante. Basta o sr. Calheiros declarar que o território do Senado é inviolável para que a tese seja acolhida por um ministro do Supremo, numa desmoralização do próprio Poder Judiciário, que se autodesautoriza, na pessoa do ilustre magistrado de primeiro grau que acolheu as providências da Polícia Federal no território livre do Senado Federal.
E, last but not least, o senhor das Alagoas, não contente com o reconhecimento da legitimidade de sua milícia e da extraterritorialidade interna, por força do despacho do ministro Teori Zavascki, propõe-se, com o maior rompante, próprio dos destemidos senhores medievais, a cercear as atividades da Polícia Federal, do Ministério Público e do Poder Judiciário, sob a égide do abuso do poder, para, assim, livrar-se, ele próprio, e liberar dezenas de representantes do povo no Congresso do vexame das “perseguições políticas” que se escondem nos processos por crime de corrupção, que nunca praticaram, imagine!
E vivam o foro privilegiado, a futura Lei de Abuso de Autoridade e os demais instrumentos e interpretações, omissões e postergações do STF, que, cada vez mais, garante a impunidade desses monstros que dominam o nosso Congresso Nacional, sob o manto de lídimos representantes do povo brasileiro.
Que vexame, que vergonha!

Lava Jato: a delação do fim do mundo

O PRÍNCIPE - Marcelo Odebrecht: os segredos da relação entre o poder e o dinheiro (Heuler Andrey/AFP)

VEJA desta semana mostra as dimensões superlativas e o potencial explosivo da delação premiada de 75 executivos da empreiteira Odebrecht, incluindo seu ex-presidente Marcelo Odebrecht. Distribuído em mais de 300 anexos – 300 novas histórias sobre a corrupção no Brasil –, o acordo a ser assinado com o Ministério Público envolve os ex-presidentes Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, o atual, Michel Temer, tucanos de alta plumagem, como José Serra, Aécio Neves e Geraldo Alckmin, peemedebistas fortemente ligados a Temer, como o senador Romero Jucá e o ministro Geddel Vieira Lima, e os dois principais nomes do PMDB no Rio de Janeiro: o prefeito Eduardo Paes e o ex-governador Sérgio Cabral. As revelações na delação da empreiteira, que faturou 125 bilhões de reais em 2015 e reuniu 400 advogados para costurar o acordo, levam procuradores da força-tarefa da Lava Jato a constatar que “se os executivos comprovarem tudo o que dizem, a política será definida como a.O. e d.O. — antes e depois da Odebrecht”. O sempre comedido juiz federal Sergio Moro também dá dimensão da turbulência que se aproxima ao comentar: “Espero que o Brasil sobreviva”.
Para ler a reportagem, compre a edição desta semana de VEJA no iOSAndroidou nas bancas. E aproveite: todas as edições de VEJA Digital por 1 mês grátis no iba clube.

ACA. A Associação de Corruptos Anônimos

Com passos acelerados, homens de terno descem a rampa da garagem de um hotel famoso junto ao Eixo Monumental em Brasília.
Rumam para uma discreta salinha no subsolo.
A reunião acontece todas as terças, logo após as sessões do Congresso, para não atrapalhar ninguém.
O hotel cedeu o espaço como retribuição à fama que adquiriu durante a Lava-Jato.
Em seus quartos, no passado, inúmeras malas de dinheiro trocaram de mãos.
Hoje você pode escolher o quarto não pelo número, mas pelo nome das respectivas operações da Polícia Federal.
A Suite Acrônimo, por exemplo, não sai por menos de US$ 600 por noite.
O Studio Zelotes é ainda mais caro, US$ 900.
Os políticos não estão ali para se hospedar.
Ao contrário, precisam manter seus encontros secretos.
No canto da sala, sobre a mesa improvisada, uma térmica com café e alguns biscoitos.
No centro, sob uma lâmpada pendente, cadeiras de plástico estão distribuídas em círculo.
O encontro é conduzido pelo famoso juiz.
Um trabalho que começou informalmente, com alguns vereadores e prefeitos, após o fim da Lava-Jato.
A notícia se espalhou e políticos mais graúdos demonstraram interesse.
Hoje a procura é tão grande que a fila de espera é de meses.
Os encontros são gratuitos, quinze participantes no máximo.
Mais que isso vira bagunça… agora, se oferecem mais de um milhão dou um jeitinho de encaixar, porque o caso é grave – explica o juiz S.
Hoje a sessão começa com um novato que não precisaria de apresentação.
Mesmo assim, humilde, segue o ritual:
Boa noite. Meu nome é L. e não recebo propina há mais
de 6 meses!
Boa noite L.! – os participantes aplaudem sinceros.
Bem… essa é minha primeira vez aqui… não sei muito por onde começar…
Por onde quiser L. Que tal contar como tudo começou? – sugere o juiz.
Ah… muito difícil dizer. Acho que começou quando eu era jovem… dei um dinheirinho para o motorista do pau de arara que me levou para São Paulo… uns 20 cruzeiros.
Os participantes reagiram saudosos das propinas em cruzeiros.
Um deles deixou escapar “eita tempo bom…”.
O juiz pediu silencio.
L. continuou seu depoimento.
De lá para cá só piorou.
Contou toda sua carreira. Detalhes sórdidos que todos os que estavam na sala já o haviam visto desmentir inúmeras vezes na mídia.
Um depoimento chocante.
Alguns não aguentaram e saíram para vomitar.
Em prantos, L. revelou seus mais secretos estratagemas de recebimento de propina.
O juiz fez uma pausa, abismado com o que ouviu.
Tomou fôlego e continuou:
Mas L., você tem que estar orgulhoso. Você já está há mais de 6 meses limpo! Isso é muito importante.
Eu sei Seu juiz…mas é difícil.
Sim! Mas é um dia após o outro – os participantes gritaram.
Inconformado, o juiz que tantas vezes tentou condená-lo infrutiferamente, pergunta:
Mas L., me diga uma coisa… por que você nos procurou justo agora!?
A eleição, seu juiz. A eleição… pensa. Está aí e eu sei que não vou aguentar – explodiu num choro de alma.
Os participantes, um a um, levantaram e consolaram L. num bonito abraço coletivo.
Melhor do que ninguém, eles sabem como é difícil.
Boa noite. Meu nome é L. e não recebo propina há mais de 6 meses!
Boa noite L.! – os participantes aplaudem sinceros

Ronaldinho Globetrotter




Malabarismo: O jogador em uma de sua exibições: farra mundo a fora

Jogo de futsal na Índia, balada em Las Vegas, partida de exibição no Equador. A vida louca de um dos maiores jogadores da história depois da aposentadoria dos gramados

Malabarismo: O jogador em uma de sua exibições: farra mundo a fora

Nas décadas de 1970 e 1980, o time americano de basquete Harlem Globetrotters fez apresentações performáticas que encantaram gerações de torcedores do mundo inteiro com jogadas espetaculares e aparentemente impossíveis. Em 2016, embora em um esporte distinto, o espírito dos Globetrotters parece ter encarnado no brasileiro Ronaldinho Gaúcho, um dos maiores jogadores da história do futebol. Sem um clube de verdade para exibir seu colossal talento, Ronaldinho tem perambulado mundo afora para, tal qual os americanos do basquete, fazer traquinagens com a bola. No lugar das mãos, entram os pés. Nas últimas semanas, ele esteve em lugares como Marrocos, México, Emirados Árabes Unidos, Singapura, Guatemala, Kuwait, Equador, Estados Unidos e Inglaterra. Em algumas dessas ocasiões, participou de partidas beneficentes. Em outras, fez ações publicitárias. Quase sempre, bastavam dois requisitos: uma bola e a genialidade do craque para subjugá-la. Às vezes, as aparições nem precisam ser nos gramados. Recentemente, Ronaldinho se aventurou no futsal ao lado do astro brasileiro da modalidade Falcão. O encontro foi realizado na Índia. Especula-se que, por um período de nove dias, Ronaldinho tenha embolsado R$ 2 milhões para driblar, fazer embaixadas e, claro, colocar a bola na rede.
Passado glorioso
Ronaldinho parece ter nascido para o papel de Globetrotter. Poucos jogadores na história são tão habilidosos com a bola nos pés. Se você duvida, basta dar uma olhada no YouTube para se deslumbrar com as jogadas improváveis do craque, especialmente quando ele jogava no Barcelona.O ex-camisa 10 foi eleito duas vezes o melhor jogador do mundo (2004 e 2005) pela Fifa, Rei da América em 2013 pelo Diário El País, do Uruguai, e o maior símbolo de fantasia no futebol, segundo o jornal O Globo. Entre os especialistas, é consenso que ele poderia ter sido muito mais, não fosse por um obstáculo intransponível: a vocação para farrear.
O Brasil é pródigo em formar jogadores tão extraordinários quanto baladeiros. Craques como Renato Gaúcho, Ronaldo Fenômeno e Romário fizeram fama dentro (graças aos gols e jogadas espetaculares) e fora dos gramados (devido às noitadas intermináveis e ao desejo irrefreável de se divertir e fazer muito sexo). Poucas vezes, porém, uma combinação de talento e boemia foi tão explosiva quanto em Ronaldinho Gaúcho. Sem atuar como profissional desde setembro de 2015, quando deixou o Fluminense, Ronaldinho quer agora, aos 36 anos, aproveitar a vida ao máximo, seja numa balada em Las Vegas ou batendo uma bola nos gramados empoeirados de uma cidade qualquer do Equador.
Embora seja um ex-jogador, Ronaldinho parece não estar convencido disso: acaba de lançar um reality show na internet no qual se colocará à disposição dos clubes para contratá-lo. Ele também lançou, na segunda-feira 24, o aplicativo “Zoome”, que funciona como uma rede social voltada a vídeos. “Ronaldinho está se divertindo e ganhando dinheiro”, diz Batista, ex-jogador da Seleção e comentarista do SporTV. “No final da carreira, pular de galho em galho em clube menores denigre a imagem do jogador, que fica desgastada. Daqui para frente, seria um erro se ele voltasse a competir profissionalmente.”
O Brasil é pródigo em formar jogadores tão extraordinários
quanto baladeiros. Ronaldinho é a melhor tradução dessa combinação
Um craque dos escândalos
O craque se envolveu em diversas polêmicas. Confira algumas
Em 2010, depois de deixar o Barcelona (ESP) e ingressar no Milan (ITA), ele alugou uma suíte em um hotel de luxo por três dias e gastou mais de 75 mil euros com amigos e modelos. Fez isso antes de participar de um clássico contra a Inter

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Em 2011, um vídeo impróprio do craque vazou na internet. Nas imagens, ele aparecia fazendo caras e bocas e direcionava a câmera para as partes íntimas


Em 2014, Ronaldinho publicou uma foto nas redes sociais em que aparece em uma piscina, cercado por cinco mulheres. As moças reclamaram da exposição

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Na festa de réveillon de 2014 para 2015, o jogador publicou uma foto em que está acompanhado de 13 mulheres



Longe da pressão e da disciplina exigida pelos grandes clubes, o craque conseguiu unir as duas coisas que mais gosta de fazer: jogar bola e participar de festas. Nos últimos anos, ele esteve envolvido em diversas polêmicas, principalmente com bebida e mulheres (leia quadro). Em 2011, quando vestiu a camisa do Flamengo, um vídeo em que aparecia fazendo caras e bocas e direcionava a câmera para as partes íntimas vazou na internet. No mesmo ano, vizinhos do jogador, que adora pagode e funk, reclamaram das nada íntimas festas promovidas por ele na sua mansão em um condomínio na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Eles acionaram a polícia, o Ministério Público e fizeram abaixo assinado para expulsar craque e convidados. Ronaldinho também apareceu em fotos com – várias – mulheres em situação constrangedora e era conhecido por não ter muita disciplina na hora de se reapresentar aos clubes após folgas e férias. Em 2014, apareceu em um clipe, cantando e dançando, ao lado de João Lucas & Marcelo em uma música cujo refrão diz: “Joga o copo pro alto. Vamos beber.” A farra só aumentou desde que o jogador virou “Globetrotter”. Há alguns dias, ele apareceu completamente embriagado durante uma entrevista para o canal Fox Sports.
Ronaldinho Gaúcho viveu seu auge durante três anos (2004 a 2006), quando conquistou por duas temporadas o Campeonato Espanhol pelo Barcelona, da Espanha. Segundo especialistas, o que lhe sobrava em talento, faltava em disciplina. “Se Ronaldinho tivesse jogado 10 anos como jogou naqueles três, estaria para sempre na lista dos 10 melhores jogadores da história do futebol”, afirma o comentarista Tostão, ex-jogador e um dos heróis da conquista da Copa de 1970. “Infelizmente, ele não vai ficar. O esplendor durou pouquíssimo tempo.” Ronaldinho não parece dar bola para isso. Enquanto houver farra, sexo e mulheres, vai continuar tudo bem.
A equipe de basquete mais famosa do mundo
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O termo Globetrotter surgiu a partir de uma equipe norte-americana de basquete que se chamava Harlem Globetrotters e foi criada em 1927 tendo como base três jogadores da equipe semi-profissional Savoy Five, de Chicago, nos Estados Unidos, que havia sido dissolvida naquele ano. Eles ficaram famosos por misturar entretenimento e habilidades durante suas partidas de exibição, repletas de brincadeiras. Os Globetrotters adotaram uma versão da música “Sweet Georgia Brown” para os seus shows, realizaram dois filmes e viajaram o mundo com mais de 25 mil apresentações em 118 países. O sucesso dos jogadores de camisas azuis com estrelas vermelhas e brancas e shorts listrados vermelho e branco foi tão grande que eles se transformaram em desenho e ganharam a alcunha de “a equipe de basquete mais famosa do mundo”.
Fotos: Divulgação; Reprodução; Tamas Kovacs/MTI via AP; Ethan Miller/Getty Images
http://istoe.com.br/ronaldinho-globetrotter/

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Lula, o vampiro irresponsável de 71 anos, agora quer o sangue novo dos adolescentes para ver se sobrevive.

Presidente telefona para uma jovem de 16 anos, líder de uma escola invadida no Paraná, para fazer baixo proselitismo.

A situação política de Luiz Inácio Lula da Silva, que fez 71 anos nesta quinta-feira, é tão miserável que ele resolveu agora molestar politicamente os adolescentes. Está pedindo socorro a garotas e garotos de 16 anos que integram grupos que invadiram escolas públicas, movimento obviamente liderado pelo PT e seus satélites de extrema esquerda.
Setores da imprensa decidiram transformar em heroína a estudante Ana Júlia Pires Ribeiro, que integra o grupelho de invasores de uma escola pública no Paraná. Num discurso na Assembleia, essa garota acusou os deputados de estarem “com as mãos sujas de sangue”. Foi interrompida, e com razão, pelo presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB), que afirmou que não toleraria ofensa aos deputados.
É chato ter de afirmar que uma jovem de 16 anos disse uma mentira e uma bobagem. Mas foi o que ela fez. Já chego lá. Rápida no gatilho, a moça replicou com outra besteira: “Eu peço desculpas, mas o Estatuto da Criança e do Adolescente nos diz que a responsabilidade pelos nossos adolescentes e estudantes é da sociedade, da família e do Estado”.
Foi ovacionada, como se tivesse dito coisa com coisa e está sendo tratada como uma espécie de Schopenhauer da fase pós-aleitamento materno.
Vamos ver. Ao falar em mãos sujas se sangue, ela se referia à morte de Lucas Eduardo Araújo Mota, morto a facadas na escola Santa Felicidade por um outro estudante. Os dois eram invasores. Aqueles que passam a se considerar os donos do patrimônio público não permitem a entrada da polícia ou de pais nas áreas invadidas porque consideram que a sua assembleia é soberana — como, aliás, esta nova Kant das invasões deixa claro em entrevista à Folha.
De fato, o ECA atribui a esses entes a tarefa de proteger a criança e o adolescente, mas supor que o responsável pela morte de Lucas é a sociedade, a família ou o Estado é uma pérola da militância mais estúpida. Dentro da Santa Felicidade, quando o rapaz foi assassinado, não havia representação da sociedade, não havia família, não havia Estado. Só havia invasores.
A resposta dessa garota é coisa de militante política. Se ela é ou não, pouco importa. Não me interessa saber se ela está convicta do que diz ou só repete os chavões dos militantes de esquerda que comandam o ato. Na entrevista à Folha, diz coisas espantosas como:
“A legalidade do movimento é bem clara para mim. A escola é nossa. E, se a gente está lutando por algo que é nosso, a gente pode ocupar”.
Alguém poderia dizer: “Pô, Reinaldo, vai agora contestar uma menina de 16 anos?”. Em primeiro lugar, sim! Ela tem o direito de aprender. Ela tem o direito de saber que está falando uma besteira. Em segundo lugar, não sou eu quem está fazendo de Ana Júlia uma pensadora… Considero, na verdade, suas respostas fracas mesmo para uma adolescente da sua idade. Quem, a esta altura, não sabe que o bem público é aquilo que a todos pertence — e não ao grupelho que dele decide se apoderar — não vai aprender tão cedo. Tende a falar bobagem por muitos anos.
Embora a mocinha negue a doutrinação, esta se evidencia de forma solar nesta resposta:
“Eu não acho que a ocupação afronta a Constituição, até porque ela também tem o apoio da Constituição. Sim, eles têm direito à educação, mas a ocupação foi decidida no coletivo. A gente vive num estado democrático”.
Como a gente nota, se ela acha que não afronta, então “não”. Ela reconhece o direito à educação dos demais estudantes, que ela chama de “eles”, mas ora vejam, alega que a ocupação foi decidida pelo “coletivo”. O tal coletivo, que é o grupelho que ela integra, impõe, então, na marra, a sua vontade aos outros. É o que ela entende por “estado democrático”. Se o governo do Paraná, que foi eleito, resolver entrar na escola e tirar de lá a minoria de invasores, que impede a maioria de estudar, é certo que Ana Júlia vai achar que isso é coisa de ditadura.
De volta a Lula
Mas e Lula? Pois é… A Folha informa que, depois da performance da moça, respondendo heroicamente a um deputado com uma questão falsa como nota de R$ 3, recebeu um telefonema de Lula. Sim, ele se disse emocionado com o discurso da menina. É evidente que o ex-presidente sabia que isso seria noticiado na imprensa. Está mais do que claro que o Apedeuta pretende, com esse gesto, ver se consegue fazer com que o movimento, que está em declínio do Paraná, retome a sua força.
Lula está na lona. Isso nada tem a ver com seus 71 anos. A sua fantasia política é que foi nocauteada. Como um Nosferatu desesperado, ele está em busca de sangue novo. Está pedindo socorro a jovens militantes para ver se consegue sobreviver.
Os brasileiros, como as eleições deixaram claro, não querem mais saber dele e de seu partido.
O telefonema, dada a motivação tornada pública, é só a contribuição que um velho político, no seu ocaso, dá à irresponsabilidade.

Assassinato na escola invadida

Valentina de Botas: Assassinato na escola invadida

Foi necessário haver um cadáver solitário na escola em Curitiba para finalmente se iniciar o fim da invasão que não precisava ter começado

Parece mesmo que o Brasil se especializou na desoladora modalidade de poucos infelicitarem muitos. “Os demais não têm o direito de estudar?”, Edilaine Triani, diretora do colégio Pedro Macedo, no bairro Portão, em Curitiba, pergunta entre a indignação e o desalento, depois de dizer que a escola que dirige tem 3,3 mil alunos e somente uns 30 estão na invasão.
Na sexta-feira, dia 21, alguns professores que queriam trabalhar e alguns pais preocupados tentaram entrar numa escola em Londrina e foram impedidos pelo Conselho Tutelar, que tal? A entidade alegou que a assembleia dos invasores era “soberana”, eliminando de uma só vez o pátrio poder, a Constituição, o bom senso e a vida de Lucas Eduardo de Araújo. A inacreditável atitude do Conselho repercutiu tragicamente a 300 quilômetros de distância, em Curitiba.
Com o ano letivo praticamente perdido e os alunos perdendo conteúdo importante para o vestibular, se o Conselho Tutelar tutelasse os direitos de todos – o de estudar -, e não somente os interesses difusos de pouquíssimos estudantes cooptados pela militância primitiva que, com a vida ganha, o faz de peões e álibi para a própria farsa revolucionária, Lucas, de apenas 16 anos, talvez não tivesse sido assassinado nesta segunda-feira, dentro do Colégio Santa Felicidade, uma das escolas invadidas em Curitiba.
A estupidez do Conselho Tutelar, a omissão das demais instituições, a hesitação de Beto Richa e a imprensa boçal que enaltece em tom condoreiro a “resistência” dos estudantes e todos os babacas-tipo-assim-descolados que ainda acham tipo-assim-bacana essa pose nefasta de esquerdismo-totalitário-do-bem são cúmplices dos radicais que poderiam ter procurado canais democráticos para encaminhar objeções à PEC 241 e MP 746, mas democracia é grego para a choldra extremista.
Um cadáver só não faz verão, um cadáver só é pouco para a esquerda revolucionária que historicamente se impõe e reina somente do cume alto de pilhas de milhões de cadáveres. Foi necessário haver o cadáver solitário de Lucas para finalmente se iniciar o fim da invasão que não precisava ter começado e não teria havido se os tarados ideológicos que a perpetraram não fossem o que são e nem bajulados por cretinos de toda espécie, cuja larga maioria jamais estudou em escola pública, e encontram nessas invasões alívio para a culpa-de-boutique de suas consciências retrogradamente progressistas. Minhas orações serão para que a família de Lucas Eduardo encontre algum consolo.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

“Amigo é coisa pra se ganhar” e outras seis notas de Carlos Brickmann

Na belíssima área rural, o sinal do celular era fraco. E surgiu, magicamente, uma torre de celular, que outros amigos cuidaram de instalar.

E onde se guarda um amigo? “No lado esquerdo do peito”, ensinam Milton Nascimento e Fernando Brant na esplêndida Canção da América. No mesmo lado do peito em que se guardam as recheadas, generosas, dadivosas (ou, conforme o caso, receptivas e gulosas) carteiras.
O pensamento voou, e ele disse que gostaria de ter um sítio para passar alguns fins de semana. Amigos compraram o sítio e o puseram à sua disposição. Outros amigos o reformaram para receber o ilustre hóspede. Na belíssima área rural, o sinal do celular era fraco. E surgiu, magicamente, uma torre de celular, que outros amigos cuidaram de instalar. Mas por mais belo que seja, um sítio pode tornar-se monótono. E os amigos apareceram com um triplex à beira-mar, com piscina exclusiva, cozinha top e elevador.
O que importa é ouvir a voz do coração, e estender a bênção da amizade aos próximos. Amigos providenciaram o apartamento em que mora o filho, tranquilo, livre de aluguel. Os sócios do garotão, com 50% da empresa, nunca fizeram questão de receber sua parte nos lucros. Num ano, o filho recebeu 100% dos lucros; em outro, 96%; em outro, 62%.
Pois o que importa, entre amigos, não é dinheiro, é ouvir a voz que vem do coração. Amizade gera amizade: só um dos bons amigos multiplicou seu faturamento por nove, em oito anos. Boa parte por baixo de sete chaves.
Alguém pode reclamar quando dizem que seu apelido era “Amigo”?

Todo mundo…
É preciso cortar despesas, diz o presidente Michel Temer aos parlamentares aliados, defendendo em lauto banquete, pago com dinheiro público, uma tese correta: limitar os gastos federais pelos próximos 20 anos. É preciso cortar despesas, diz o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para que os juros possam baixar e a economia volte a crescer.

…menos eu
Mas, antes mesmo que a limitação das despesas federais seja votada, já existe quem defenda economia só para os outros. Na comissão da Câmara sobre reforma política, a primeira proposta trata de um bom aumento de despesas. O tucano mineiro Marcus Pestana quer criar o Fundo de Defesa da Democracia, com verba de R$ 3 bilhões anuais, para bancar as despesas dos partidos com manutenção e campanhas. A verba multiplica por pouco mais de quatro os gastos com o Fundo Partidário e atende a uma ideia originalmente petista, de pagamento de campanhas com dinheiro público.

Me dá um dinheiro aí
O caro eleitor não tem vontade de pagar a conta da campanha de ninguém? Bem-vindo ao clube! A desculpa da nova ordenha é que, sem as doações de pessoas jurídicas, não há dinheiro para as campanhas (o PT acrescenta que doadores privados tendem a beneficiar partidos que lhes retribuirão o favor). Só que não é assim: na rigorosa Alemanha, onde o financiamento de campanhas é exclusivamente público, o primeiro-ministro Helmut Kohl perdeu o posto quando descobriram que reforçava seu caixa eleitoral com doações privadas. Imagine no Brasil.

Um dia frio
Sim, ainda há gente bem-humorada na Capital Federal. Diziam que, se frio na barriga fosse transmissível, Brasília nesses dias seria uma nova Sibéria. Foi aceita a delação premiada de Marcelo Odebrecht e dezenas de seus executivos. Tudo certo, organizado, arquivado nos computadores, com nome de quem entregou e de quem recebeu, quantia, local, horário. Começa a temporada de verificações – e vazamentos, talvez seletivos.

Quem é?
As informações são de O Globo: os executivos da Odebrecht delataram 130 deputados, senadores e ministros; 20 governadores ou ex-governadores. São citados o presidente Michel Temer, os ministros Eliseu Padilha (seu auxiliar mais próximo, da Casa Civil), Geddel Vieira Lima (Governo) e José Serra (Relações Exteriores); e os ex-poderosos Guido Mantega, Eduardo Cunha e Antônio Palocci.

É vendaval
O caso Pasadena (uma refinaria de petróleo apelidada de Ruivinha, de tão enferrujada) demonstrou que a direção a Petrobras, nos governos Lula-Dilma, não sabia comprar instalações no Exterior — ou, o que é muito pior, sabia, sim. Mas essa falha era compensada: segundo ação popular aceita pela juíza Maria Amélia de Carvalho, da 23ª Vara de Justiça Federal do Rio, a empresa também não sabia vender instalações no Exterior. Diz a ação popular que a venda dos ativos da Petrobras na Argentina à Pampa, no finzinho do Governo Dilma, deu prejuízo de U$ 1 bilhão. No Japão, a Petrobras comprou refinaria em Okinawa, há oito anos, por US$ 350 milhões. Neste ano, Dilma cuidando só do impeachment, a refinaria ficou quase parada desde março. A Petrobras vendeu-a por US$ 129 milhões.

Editorial do Estadão: Lula, o intocável

O ex-presidente quer ser visto não como um cidadão com direitos e deveres como todos os demais brasileiros, e sim como a encarnação dos pobres em geral

O ex-presidente Lula da Silva não aceita ser julgado pelas cortes do Judiciário, mas somente pelo tribunal da história. Diante da iminência de ter de esclarecer, sob juramento, por que recebeu tantos favores de amigos empreiteiros e por que, sob seu governo, nasceu e floresceu o maior esquema de corrupção da história do País, o chefão petista, na falta de uma resposta plausível a essas questões, pretende convencer o País de que seu caso é parte de um ataque generalizado às “conquistas sociais” que o período petista supostamente protagonizou. Ou seja, Lula quer ser visto não como um cidadão com direitos e deveres como todos os demais brasileiros, e sim como a encarnação dos pobres em geral, de modo que obrigá-lo a prestar contas à Justiça seria o equivalente a criminalizar os menos favorecidos.
Nem é preciso enfatizar o quanto de autoritário há nesse pensamento. Os piores ditadores da história contemporânea tinham como estratégia confundir-se com o povo, transformando todos aqueles que pretendiam fazê-los responder por seus crimes em “inimigos do povo”. Além disso, colocavam-se acima e além das instituições. Houve época em que até se faziam adorar como deuses. Mais modesto, Lula tem-se limitado a exaltar a pureza cristalina de sua alma. Ele, que nunca foi exatamente um democrata, parece ter decidido enveredar de vez por esse caminho autoritário, que ofende as instituições democráticas, como se estas estivessem a serviço de conspiradores hostis aos pobres e desvalidos.
Talvez desesperado ante a perspectiva cada vez mais real de ser preso e enfrentar o frio da carceragem de Curitiba, do qual se queixou o deputado cassado Eduardo Cunha, Lula mandou seus amigos criarem um movimento nacional para defendê-lo. Conforme reportagem do Valor, os petistas acreditam que não basta responder aos processos nos tribunais – Lula é réu em três ações penais. Para eles, é preciso defender também seu “legado”, por meio de uma campanha que inclui a criação de comitês estaduais pró-Lula.
Nem mesmo a reconstrução do PT – que depois de ter sido massacrado nas eleições municipais corre o risco de sofrer uma debandada de parlamentares e enfrenta uma feroz luta interna de chefetes que disputam seus caquinhos – tem precedência sobre o mister de salvar Lula da cadeia. Gilberto Carvalho, boneco de ventríloquo do chefão petista, mandou avisar: “Antes de nos preocuparmos com a sucessão no PT, temos de nos mobilizar em defesa do Lula”.
Nessa mobilização, Lula, como sempre faz quando se sente acuado, prometeu percorrer o País, “mas não em sua defesa pessoal, e sim na dos direitos que ajudou a conquistar e que o atual governo quer extinguir”, explicou o ex-ministro Gilberto Carvalho, que articula a campanha. “Além do processo de criminalização do Lula e do PT, há um movimento para retirar direitos da população”, disse Carvalho.
Com isso, está dada a senha para ligar a defesa de Lula à defesa dos pobres, como se aquele e estes fossem uma coisa só. A estratégia é dizer, na forma de slogans, que “justiça para Lula” é o mesmo que “justiça para todos”. Na mesma linha, segundo planejam os marqueteiros, os simpatizantes do chefão petista sairão às ruas bradando, ao mesmo tempo, “tirem as mãos dos nossos direitos” e “tirem as mãos de Lula”.
Pode-se esperar, portanto, um recrudescimento do desrespeito de Lula e dos petistas ao Judiciário. Anda a pleno vapor sua campanha de desmoralização do Brasil no exterior, por meio de petições e denúncias esdrúxulas em que seus advogados questionam a lisura dos magistrados de todas as instâncias, com o indisfarçável propósito de criar um clima para, na undécima hora, se não houver alternativa, conseguir que algum regime amigo lhe dê asilo.
No front interno, Lula gravou um vídeo em que diz que os procuradores que o denunciaram são “reféns da imprensa” e os convidou a refletir sobre isso. Já o também denunciado Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, pediu ao juiz Sergio Moro, em sua defesa prévia, que “supere a imagem mental já construída sobre os fatos”. Ou seja: para essa gente, só quem está sob influência da imprensa ou se deixa levar por preconceitos é capaz de apontar o dedo para a “viva alma mais honesta deste país”.