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sábado, 31 de agosto de 2013

Do jeito que vai, muito em breve vão criar a "BANCADA da PENITENCIÁRIA"

30/08/2013
 às 13:57 \ Direto ao Ponto

O deputado presidiário é uma aberração que tem mãe, pai, padrinhos e madrinhas

ATUALIZADO ÀS 13H57
Natan Donadon sai algemado da Câmara dos Deputados depois da sessão que o poupou da perda do mandato
A votação que impediu a cassação do mandato de Natan Donadon, preso desde junho no presídio da Papuda, transformou a Câmara na mãe do primeiro deputado presidiário da história. O pai é o Supremo Tribunal Federal. Os padrinhos são Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Roberto Barroso e Teori Zavascki. As madrinhas são Rosa Weber e Carmen Lúcia. Eles garantiram a duvidosa honraria na sessão em que, depois da condenação do senador Ivo Cassol a uma temporada na cadeia, ficou decidido por 6 togas contra 4 que só o Congresso pode deliberar sobre cassação de mandatos.
Em dezembro, durante o julgamento do mensalão, o Supremo havia resolvido por 5 a 4 que o confisco da vaga no Senado ou na Câmara deve ocorrer automaticamente em dois casos: quando a condenação superior a um ano envolver improbidade administrativa ou quando a pena for superior a quatro anos. “Nessas duas hipóteses, a perda de mandato é uma consequência direta e imediata causada pela condenação criminal transitada em julgado”, ensinou o decano da Corte, Celso de Mello, que acompanhou os votos de Joaquim Barbosa, Marco Aurélio, Gilmar Mendes e Luiz Fux.
Na sessão que aprovou o retrocesso, Fux declarou-se impedido. Sobraram quatro. Os derrotados em dezembro viraram seis graças à adesão de Theori Zavascki, que substituiu Cezar Peluso, e Roberto Barroso, que assumiu o lugar de Ayres Britto. ”Não posso produzir a decisão que gostaria, porque a Constituição não permite”, recitou Barroso, pendurado no parágrafo 2º do artigo 55 da Constituição, que estabelece a perda do cargo “por voto secreto e maioria absoluta, mediante provocação da respectiva Mesa ou de partido político representado no Congresso Nacional, assegurada ampla defesa”.
Se tivesse optado pelo caminho da sensatez, o caçula do Supremo compreenderia que acabara de chancelar o que Gilmar Mendes batizou de “fórmula-jabuticaba”, por existir apenas no Brasil.”Não é possível um sujeito detentor do mandato cumprindo pena de cinco ou dez anos”, espantou-se Mendes. “Vossa Excelência sabe que consequência dará condenar a cinco anos e deixar a decisão final para a Congresso”, advertiu Joaquim Barbosa. “Esta Corte tem de decretar a perda do mandato, sob pena de nossa decisão daqui a pouco ser colocada em xeque”. Deu no que deu.
“Agora temos essa situação de alguém com direitos políticos suspensos, mas deputado com mandato”, ironizou nesta quinta-feira o ministro Marco Aurélio. “A Papuda está homenageada. Vai causar inveja muito grande aos demais reeducandos”. Não foi por falta de aviso. Em fevereiro de 2009, ao ser eleito corregedor da Casa dos Horrores, o deputado mineiro Edmar Moreira sucumbiu a um surto de sinceridade e contou numa frase como as coisas funcionam por lá: “No Legislativo, temos o vício insanável da amizade”. Como toda mãe, a Câmara protege também filhotes delinquentes. Por que haveria de negar socorro a Donadon?
O primeiro deputado presidiário foi parido pela Câmara. Mas a aberração só viu a luz graças à ajuda militante do pai, dos padrinhos e das madrinhas.


sexta-feira, 30 de agosto de 2013

MENSALÃO: Parece que não vai virar piada de salão...,

Apontado como "chefe de quadrilha", Dirceu tem pena mantida pelo STF

O único ponto em que houve divergência entre os ministros foi levantado pelo ministro Dias Toffoli

Estadão Conteúdo
O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou, por maioria, os recursos apresentados no processo do mensalão pelo ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, considerado pelo Ministério Público Federal como “chefe de quadrilha”. O petista foi condenado a 10 anos e 10 meses de prisão, mais multa de R$ 676 mil por corrupção ativa e formação de quadrilha no processo do mensalão.
O único ponto em que houve divergência entre os ministros foi levantado pelo ministro Dias Toffoli que acolheu o argumento dos advogados do petista de que houve bis in idem (dupla incriminação pela mesma circunstância) na aplicação da pena por formação de quadrilha. Para Toffoli, o agravante de proeminência de Dirceu no esquema do mensalão teria sido usado tanto no cálculo de crime de formação de quadrilha quanto no de corrupção ativa.
Toffoli sugeriu então que a pena por formação de quadrilha fosse reduzida de 2 anos e 11 meses para 2 anos e 5 meses. Seguindo o entendimento do ministro, Ricardo Lewandowski chegou a defender a possibilidade de o STF conceder um habeas corpus de ofício para sanar suposta irregularidade na aplicação de pena de formação de quadrilha contra Dirceu.
Segundo Lewandowski, a dosimetria (cálculo das penas) imposta ao petista “é imprestável” e não poderia ser usada pela Corte. “Essa desproporção fica mais evidente quando comparamos a pena base de José Dirceu pela prática de corrupção ativa”, disse. A divergência apresentada pelos dois ministros também foi seguida por Marco Aurélio.
Os demais ministros, entretanto, seguiram o voto do presidente do STF e relator do processo, Joaquim Barbosa, pela manutenção das penas mais rígidas. “Essa questão, me lembro bem, foi debate não só com relação a esse réu como dos demais”, afirmou Celso Mello em defesa do voto de Joaquim. “O que o embargante busca é algo que extrapola os limites dos embargos de declaração”, acrescentou.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Deputado presidiário, deve ser o único caso no mundo, exclusividade nossa, como a jabuticaba!

29 DE AGOSTO DE 2013

O que NÃO teve de secreto na votação que NÃO cassou o mandato de Donadon

É possível descobrir os nomes dos 50 deputados que estiveram presentes e não votaram, além dos 40 deputados que faltaram sem qualquer justificativa

Conforme estampam as manchetes de todos os grandes portais de notícias nessa noite de quarta (que já virou madrugada de quinta), o plenário manteve o mandato do deputado Natan Donadon (PMDB-RO), condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por crime de peculato e formação de quadrilha. Josias de Sousa informa que “dos 513 deputados, 470 registraram presença ao longo do dia. Desse total, apenas 405 levaram o voto ao plenário“. Já o UOL acrescenta que “459 informaram que estavam na sessão que manteve o mandato de Donadon“. Este número bate com o que qualquer cidadão brasileiro obtém caso faça uma breve pesquisa no próprio site da câmara.
Seriam necessários 257 votos para cassar o mandato de Donadon. No entanto, os 459 deputados que assinalaram presença no painel eletrônico só somaram 233 votos pela cassação. Ou seja: por 24 votos, o Brasil agora possui a bizarrice de um deputado que cumpre pena de 13 anos de prisão em Brasília enquanto, em tese, representa seu eleitorado.
O presidente da câmara decidiu pelo afastamento e a posse do suplente, parlamentares foram à tribuna pedir o fim do voto secreto, mas os números já estavam fechados e o estrago feito:
  • 470 deputados estiveram presentes no plenários da câmara ao longo do dia.
  • Destes, 459 deputados assinaram presença na sessão que votou a cassação do mandato de Donadon.
  • Destes, 405 chegaram a votar:
    • 233 a favor
    • 131 contra
    • 41 abstenções
  • 4 deputados estavam obstruídos e não podiam votar
  • 50 deputados estiveram na sessão e simplesmente não votaram.
  • 14 deputados faltaram à sessão e justificaram tais faltas.
  • 40 deputados, no entanto, também faltaram, mas não justificaram.
  • 24 votos separaram a cassação da suposta vitória de Donadon.
Direta ou indiretamente, quem se absteve, “votou contra” ou “faltou sem justificativa” findou por colaborar com a já citada bizarrice. Pelo fato de a votação ter sido secreta, a maioria deles continuará para sempre no anonimato. Contudo, nem tudo foi possível esconder. Cruzando os nomes dos que assinaram presença com os nomes dos que votaram, é fácil descobrir quem esteve presente na votação e simplesmente não votou. São eles:
  • DEM
    1. Claudio Cajado – BA
    2. Lira Maia - PA
    3. Eli Correa Filho - SP
    4. Jorge Tadeu Mudalen – SP
  • PCdoB
    1. Jandira Feghali – RJ
  • PDT
    1. Giovanni Queiroz – PA
    2. Enio Bacci – RS
    3. Giovani Cherini – RS
  • PMDB
    1. Genecias Noronha – CE
    2. Leonardo Quintão – MG
    3. Newton Cardoso – MG
    4. José Priante – PA
    5. André Zacharow – PR
    6. Eliseu Padilha – RS
    7. Gabriel Chalita – SP
  • PMN
    1. Jaqueline Roriz – DF
  • PP
    1. José Linhares – CE
    2. Luiz Fernando Faria – MG
    3. Renzo Braz – MG
    4. Toninho Pinheiro – MG
    5. José Otávio Germano – RS
    6. Vilson Covatti – RS
    7. Beto Mansur – SP
    8. Paulo Maluf – SP
  • PPS
    1. Arnaldo Jardim – SP
  • PR
    1. Vicente Arruda – CE
    2. Valdemar Costa Neto – SP
  • PSB
    1. Paulo Foletto – ES
    2. Abelardo Camarinha – SP
  • PSC
    1. Nelson Padovani – PR
    2. Pastor Marco Feliciano – SP
  • PSD
    1. Edson Pimenta – BA
    2. José Carlos Araújo – BA
    3. Sérgio Brito – BA
    4. Eliene Lima – MT
    5. Eduardo Sciarra – PR
  • PSDB
    1. Marco Tebaldi – SC
    2. Carlos Roberto – SP
  • PT
    1. Iriny Lopes – ES
    2. Marina Santanna – GO
    3. Miguel Corrêa – MG
    4. Odair Cunha – MG
    5. Biffi – MS
    6. Beto Faro – PA
    7. Pedro Eugênio – PE
    8. Angelo Vanhoni – PR
    9. Pedro Uczai – SC
    10. João Paulo Cunha – SP
    11. Vicentinho – SP
  • PV
    1. Eurico Júnior – RJ
Assim como é possível saber os nomes daqueles que faltaram à sessão por razões desconhecidas. São eles:
  • DEM
    1. Abelardo Lupion – PR
    2. Betinho Rosado – RN
  • PMDB
    1. Renan Filho – AL
    2. Mário Feitoza – CE
    3. Carlos Bezerra – MT
    4. Asdrubal Bentes – PA
    5. Alceu Moreira – RS
    6. Darcísio Perondi – RS
    7. Júnior Coimbra – TO
  • PP
    1. Pedro Henry – MT
    2. Afonso Hamm – RS
    3. Renato Molling – RS
    4. Guilherme Mussi – SP
  • PPS
    1. Almeida Lima – SE
  • PR
    1. Zé Vieira – MA
    2. Bernardo Santana de Vasconcellos – MG
    3. Inocêncio Oliveira – PE
    4. Manuel Rosa Neca – RJ
    5. Zoinho – RJ
  • PRB
    1. Vilalba – PE
  • PSB
    1. Antonio Balhmann – CE
    2. Sandra Rosado – RN
  • PSD
    1. João Lyra – AL
    2. Dr. Luiz Fernando – AM
    3. Fernando Torres – BA
    4. Manoel Salviano – CE
    5. Heuler Cruvinel – GO
    6. Marcos Montes – MG
  • PSDB
    1. Pinto Itamaraty – MA
    2. Marcus Pestana – MG
    3. Sergio Guerra – PE
  • PT
    1. Josias Gomes – BA
    2. Artur Bruno – CE
    3. Anselmo de Jesus – RO
    4. Bohn Gass – RS
    5. Marcon – RS
    6. Rogério Carvalho – SE
  • PTB
    1. Sabino Castelo Branco – AM
    2. Jovair Arantes – GO
  • PTdoBR
    1. Rosinha da Adefal – AL
Espera-se que os eleitores dos mesmos cobrem justificativas para a ausência de representatividade em uma votação tão importante e – infelizmente – de resultado tão vergonhoso para a nação.

Não aceito nem patrulha vermelha nem azul. Nem censura vermelha nem azul. Nem difamadores vermelhos nem azuis. Ou: Aprendam com Santo Agostinho, não comigo!

Políticos, em regra, não leem Santo Agostinho. Ou melhor: políticos, em regra, se lessem, não leriam Santo Agostinho. É pena! “Prefiro os que me criticam porque me corrigem aos que me elogiam porque me corrompem.” Antes que o entendimento saia torto, é bom chamar a atenção para o fato de que se trata de um emprego bastante antigo, fora de uso, da conjunção “porque”, que introduz orações finais: “Prefiro os que me criticam com a finalidade, com o objetivo, com o fito de me corrigir aos que me elogiam com a finalidade, com o objetivo, com o fito de me corromper”. E o verbo “corromper”, no caso, não remete ao sentido corriqueiro da corrupção, da falcatrua. O elogio que corrompe é aquele que faz com a pessoa permaneça no erro.
Assim, também nesse sentido específico, a política é terreno propício à corrupção. Os políticos poderosos costumam ouvir poucas críticas e muitos elogios; não são nada suscetíveis à correção de rumos e, por isso, bastante tendentes à corrupção da vontade. Vaidosos, precisam daquilo que, no ambiente interno ao menos, deveriam prescindir: aplauso.
A íntegra aqui:

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Luís Inácio Adams, advogado-geral da União...,“Mais assanhado que lambari na sanga”,

27/08/2013
 às 21:21

Oba! Dilma deu um golpe de estado, nomeou Adams, da família Luiz Inácio, para executor, e a gente nem ficou sabendo. Ou: Dilma ameaça os médicos

Luís Inácio Adams, advogado-geral da União, está “mais assanhado que lambari na sanga”, como se diz lá nos pampas, “mais metido que dedo em nariz de piá”, “mais nervoso que gato em dia de faxina”… O homem agora decidiu demonstrar serviço. Quem dera tivesse sido tão diligente antes, não é? Talvez o seu ex-segundo na AGU, que chegou a ser seu fiador, não tivesse sido indiciado naquela operação que desbaratou uma quadrilha operando no seio da Presidência da República…
Há dias, o doutor afirmou que, se algum cubano pedir asilo ao Brasil, será imediatamente extraditado para a ilha-presídio dos Irmãos Castro. Adams, da Família Luiz (com Z) Inácio, assim, arrogava para si funções que cabem ao Comitê Nacional de Refugiados, ao Ministério da Justiça, à Justiça propriamente dita e à Presidência da República.
Nesta terça, ele resolveu mostrar que pode ser “mais duro que salame de colônia”. Ameaçou os dirigentes de associações médicas. Isto mesmo. Informa Eduardo Bresciani no Estadão:
O governo federal prepara uma ofensiva na Justiça contra dirigentes de conselhos regionais de medicina que se recusarem a dar registro profissional provisório aos integrantes do programa Mais Médicos formados no exterior. O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, afirmou que o governo poderá entrar com ações para obrigar a concessão dos registros e ainda processos contra os dirigentes dos conselhos que se recusarem a atender as regras do programa. O ministro falou sobre o tema após participar da abertura na Câmara do 4º Seminário Nacional de Fiscalização e Controle dos Recursos Públicos, nesta terça-feira, 27.
“Estamos examinando tanto a ação judicial para garantir, para obrigar (a concessão do registro provisório), mas acho mais grave a própria autoridade, o próprio agente que ocupa uma função, associada à função estatal que tem um ônus público, deixar de cumprir o que a lei determina”, disse Adams. “Me parece que, nesse caso, se pode falar de improbidade, de descumprimento por alguém que está com ônus público e não pode deixar de aplicar a lei. Existe uma lei que quem entrar no programa tem direito ao registro provisório”, ressaltou.
Comento
Se não me engano, ilegais, segundo as leis vigentes no Brasil, são as condições em que se trouxeram para o país os médicos estrangeiros. Doutor Adams tem uma noção estranha de direito. Ninguém é obrigado a fazer nada, a não ser por força de lei — ocorre que, se essa lei viola outras, o que se tem, quando menos, é um caso jurídico.
O governo está determinado a demonizar os médicos brasileiros para fazer embaixadinha para a torcida. Pretende jogar a população contra a categoria, tentando acusá-la de ser contra a chegada de profissionais da saúde para os pobres. A questão, obviamente, é de natureza política — e também eleitoral. Vejam aí: toda a energia que Dilma jamais conseguiu usar com os políticos, por exemplo, que lhe dão uma baile, ela decidiu aplicar contra os médicos.
Eu achei que Adams, da Família Luiz Inácio, iria sossegar um pouquinho depois daquela fala indecorosa em que ameaçou os rebeldes com a extradição — ou “devolução”, para ficar em sua linguagem, se me permitem, “reificante”. Que nada! O Adams, como diria Pablo Capilé, está a fim de ganhar “lastro” junto à Família Luiz Inácio. Emenda, assim, uma fala vergonhosa a outra.
Por Reinaldo Azevedo

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Médicos cubanos...,

Salvador tem 'apartheid' entre cubanos e demais médicos estrangeiros

NELSON BARROS NETO
DE SALVADOR
A segregação entre os profissionais de Cuba e das demais nacionalidades no programa Mais Médicos, do governo federal, não se resume ao salário na capital baiana.
Em Salvador, além de só receberem uma parte da bolsa de R$ 10 mil (como acontece em todo o restante do Brasil), os cubanos são os únicos instalados em um alojamento militar.
Médicos de outras nacionalidade recém-chegados ao país se hospedaram em um hotel numa região nobre da cidade, com diárias pagas pelo governo, ou mesmo na casa de familiares.

Uma outra desvantagem para os cubanos envolverá o benefício de trazer parentes ao Brasil, exclusivo aos demais.
O valor varia de acordo com a região onde ele trabalhará: até R$ 30 mil na região Norte, até R$ 20 mil no Nordeste e até R$ 10 mil nas capitais.
Segundo o secretário de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde, Odorico Monteiro, há uma diferença porque a contratação dos cubanos é através do governo de Cuba.
"Eles são funcionários do governo cubano, não são médicos desempregados. São funcionários do governo cubano cedidos pela cooperação multilateral", afirmou.
O médico cubano Juan Hernandez, 47, que faz o curso preparatório para o Mais Médicos em Fortaleza, afirmou não saber quando conseguirá trazer seus parentes para lhe visitar. "Temos que arrumar uma graninha para pagar a passagem", disse.

Poesia...,

24/08/2013
 às 15:02 \ Feira Livre

Imagens em Movimento: Vinte minutos de pura poesia


SYLVIO ROCHA
Sombras que se tocam e caminham de mãos dadas. Close de dedos que acarinham. A pele. Imagens subjetivas. Delicadamente, a câmera sai detrás da cabeça de Vera, exibe seu perfil e mostra um beijo. E outro beijo. É o prenúncio da narrativa. Vamos entrar no universo desse casal e conhecer uma história de cumplicidade. O documentário é sobre o amor, sobre duas vidas que se entrelaçam e que não podem mais separar-se (ou nunca puderam). A diretora do filme, Petra Costa, filma seus avós, Vera e Gabriel Andrade, juntos há mais de seis décadas.
Apimentando a calorosa discussão da relação entre documentário e ficção, Olhos de Ressaca conta como foi a construção deste casamento que deu certo – uma raridade nos tempos modernos. O filme permite entrar numa intimidade onde conversas eram ditas em código pelo rádio para não soprar para o mundo seu real significado, um olhar expressa mais sentimentos do que uma novela inteira e a saudade de um abraço fala tão alto quanto a palavra que pede para sair e não tem força para deixar a boca. Com a maturidade também vem uma percepção maior da vida e das pessoas, e os momentos de cumplicidade com o parceiro são ainda mais especiais.
O filme é construído com a voz do casal lendo poesia e contando a sua história. Em nenhum momento vemos a entrevista. A relação entre o entrevistador e o entrevistado é camuflada. As imagens são montadas a partir de um garimpo no acervo da família, de cenas posadas e de figuras poéticas abstratas. O resultado é uma fusão do mundo real com o dos sonhos. A mistura nos leva, de maneira não explícita, ao caminho da memória. As imagens se juntam com a narração e o que vemos é o sentimento. Sentimento de uma neta que admira e respeita os avós e que escolhe dividir um olhar sobre um pedaço de suas vidas. Um filme pessoal e poderoso.
São vinte minutos de pura poesia. Um documentário plástico e autoral que caminha no melhor sentido do cinema de linguagem e de sensação. A direção de fotografia é assinada por Eryk Rocha e a montagem por sua irmã, Ava Gaitán Rocha, que seguramente influenciaram a obra. Na trilha sonora vale destacar a peça de Vitor Araujo, Valsa para Lua, que também será usada no primeiro longa da diretora, Elena.

Conexão Bolívia...,

Eduardo Saboia
CELSO ARNALDO ARAÚJO
Ressalvadas as devidas proporções geopolíticas, a operação que culminou com a libertação do senador Roger Pinto Molina de seu intolerável cativeiro de 455 dias num cubículo da Embaixada do Brasil na Bolívia tem notáveis semelhanças com a história real que inspirou Argo ─ Oscar 2013 de melhor filme. Com o jovem ministro-conselheiro Eduardo Saboia no papel do agente de inteligência interpretado por Ben Affleck, que comandou o resgate de seis americanos escondidos na Embaixada canadense em Teerã, em 1979. Evo Morales como o desprezível lhama-aiatolá que assinou a sentença de morte do perseguido político. E os homúnculos que hoje comandam o Itamaraty no figurino dos beleguins iranianos feitos de pateta na fuga.
O “rigoroso inquérito” anunciado pelo atual ministro das Relações Exteriores, bravata em diplomatiquês de boteco de Brasília, contrasta com a entrevista serena, em português de gente decente, do ministro Saboia ao Fantástico ─ que, a começar pela presidente Dilma, sempre se jactando de seu inventário de lutas pelas melhores causas, deveria ser exibida repetidamente, como lição de casa, aos altos funcionários públicos que se dizem servidores da pátria e dos grandes propósitos humanos.
Eduardo Saboia arriscou sua vida numa perigosíssima jornada por terra até Corumbá; sua carreira, que provavelmente será ceifada depois do episódio; e a própria família, que ficou em La Paz, a metros do malandro que se faz de chola ─ para solucionar, radicalmente, um impasse interminável que o governo brasileiro não dava a menor mostra de querer resolver. Escoltou o senador Roger ao Brasil, para o asilo a que tem direito.
Disse o diplomata, ao chegar a Brasília:
─ Eu escolhi a porta estreita e lutei o bom combate. Eu não me omiti. Eu optei pela vida e salvei a honra do meu país, que eu defendo sempre.
Mais:
─ Eu escolhi a vida. Eu escolhi proteger uma pessoa, um perseguido político, como a presidente Dilma foi perseguida.
É bastante duvidoso que Dilma avalize com esse mesmo sentido o resgate cinematográfico engendrado pelo ministro Saboia. Não é sua especialidade colocar em prática o que diz que pensa, em termos de valores humanos superiores. O mais provável é que Patriota faça sua cabeça, culminando com a punição de Saboia por alta traição.
No fim de semana, de qualquer forma, Dilma estava muito ocupada lendo a nota de pesar que o pessoal da Secretaria de Comunicação preparou para ela lamentar a morte, quase simultânea, de dois campeões de 58, De Sordi e Gylmar. Uma maria-mole para quem adivinhar a abertura da nota. Na mosca:
─ O futebol brasileiro está de luto.
O Ministério das Relações Exteriores também. Ou nós com relação a eles.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

BLOG DO ALUIZIO AMORIM: ENTREVISTA DE ROBERTO CAMPOS DE 1997 SERVE PARA CO...

BLOG DO ALUIZIO AMORIM: ENTREVISTA DE ROBERTO CAMPOS DE 1997 SERVE PARA CO...: Vale a pena ver esta entrevista do economista Roberto Campos, já falecido. Esse Roda Viva, da TV Cultura de São Paulo, foi realizado em 199...

domingo, 25 de agosto de 2013

Perguntar não ofende...,

25/08/2013
 às 8:43 \ Feira Livre

‘Presidenta, explique para nós’, por Carlos Brickmann

Há pouco mais de um mês, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que o Governo tinha desistido da importação de médicos cubanos. De repente, não mais que de repente, arranjou quatro mil para pronta entrega. Será Padilha tão bom assim de negociação? Ou antes estaria, perdoe-nos a ousadia, mentindo? 
Cuba, comunista há mais de 50 anos, tem no planejamento centralizado a base de sua estrutura governamental. Como é que, de repente, aparecem quatro mil médicos disponíveis? Estará Cuba, em nome da solidariedade ao governo brasileiro tão amigo, disposta a sacrificar o atendimento médico à sua população? 
O PT condena a gestão da Saúde por organizações sociais, a seu ver uma inaceitável terceirização. Saúde não deve dar lucro. Pagar um governo estrangeiro para que envie profissionais de sua escolha e os remunere com parte do que recebe não é terceirização? O que sobra para o Governo cubano não é lucro? 
Grandes empresas do país já foram enquadradas na Lei do Trabalho Escravo porque terceirizaram parte de sua produção para outras, que pagavam abaixo do mínimo, obrigavam seus empregados a morar onde mandavam e aproveitavam-se de sua situação para explorá-los ─ ou aceitavam ou eram enviados de volta a seus países. Em que diferem os médicos cubanos, obrigados a morar onde Havana mandar, impedidos de optar por outra vida e ganhando aquilo que lhes for determinado pelo Governo cubano, dos imigrantes escravizados? 
São dúvidas razoáveis. E a presidenta com certeza dará respostas excelentas.
Lula-láDo presidente Lula, em 19 de abril de 2006, ao inaugurar o setor de emergência do Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre (fonte, Agência Brasil): “Eu acho que não está longe da gente atingir a perfeição no tratamento de saúde neste país”. Seriam os médicos cubanos o toque que faltava para atingir a perfeição? Se eram, por que o Governo demorou tanto para trazê-los? 
Pensando no futuroTanta gente chegando ao Brasil, em tão pouco tempo, faz surgir outra dúvida: imaginemos que alguns dos cubanos resolvam mudar de vida e pedir asilo político ao Brasil. Os pugilistas cubanos que se atreveram a isso foram presos e enviados de volta a Cuba num avião venezuelano. Já Césare Battisti recebeu asilo político. Qual dos exemplos será seguido se algum médico não quiser voltar? 
Dúvida finalPor que os médicos cubanos não podem a trazer a família para o Brasil? 
Mate e ganheNa folha de pagamentos do Tribunal de Justiça de São Paulo, a que esta coluna teve acesso, constam diversos desembargadores com vencimentos superiores ao teto constitucional, que equivale ao salário de ministro do Supremo Tribunal Federal.
Mas há algo ainda mais intrigante: Marcos Antônio Tavares, condenado em decisão definitiva a 13 anos de reclusão pelo assassínio de sua esposa, consta na folha do TJ paulista como Juiz de Direito de Entrância Extraordinária, Fórum da Comarca de Jacareí. Seus vencimentos são de R$ 21.766,15 mensais. Tavares cumpriu quatro anos de sua pena de prisão em regime fechado e o restante em casa. Até 2009 recebeu aposentadoria por invalidez – anulada quando se comprovou, por suas atividades e por perícia médica, que a invalidez não existia.
O Tribunal de Justiça de São Paulo com certeza poderá esclarecer como um assassino condenado continua recebendo rigorosamente em dia.
Sem sobressaltosApós a desocupação da Câmara dos Vereadores do Rio, a situação voltou ao normal. Os vereadores já podem não trabalhar como sempre.
Questão de idiomaMandar que a Câmara de Vereadores seja desocupada não será redundante?
Achando os culpadosNa verdade, ninguém pode se queixar. As últimas pesquisas para o Governo de Brasília indicam Joaquim Roriz na frente, com folga, seguido de José Roberto Arruda. Roriz renunciou ao Senado para não ser cassado por corrupção. Não pode se candidatar, pois é ficha-suja. Arruda, depois cassado pela Justiça, foi o primeiro governador do país preso por corrupção no exercício do mandato.
Explique também, deputadoO deputado federal Carlos Roberto, presidente do PSDB de Guarulhos, SP, quer ser candidato a prefeito em 2016. Já disputou em 1996, 2008 e 2012, sempre sem êxito. Mas antes de partir para a quarta candidatura majoritária ─ persistente, não desistirá até aprender ─ precisa resolver um problema na Justiça: o Supremo Tribunal Federal abriu inquérito para apurar a movimentação de R$ 21 milhões em sua conta bancária, entre janeiro de 2011 e outubro de 2012. Carlos Roberto é empresário, tem dinheiro, mas a Receita Federal considera que o valor mesmo assim é alto demais, incompatível com a receita de Sua Excelência. Um exemplo: em 2012, o parlamentar tucano declarou rendimentos de pouco mais de R$ 200 mil e movimentou pouco menos de R$ 15 milhões.
Carlos Roberto, com certeza, explicará a distância entre o que diz que ganhou e o que movimentou.