Não aceito nem patrulha vermelha nem azul. Nem censura vermelha nem azul. Nem difamadores vermelhos nem azuis. Ou: Aprendam com Santo Agostinho, não comigo!

Políticos, em regra, não leem Santo Agostinho. Ou melhor: políticos, em regra, se lessem, não leriam Santo Agostinho. É pena! “Prefiro os que me criticam porque me corrigem aos que me elogiam porque me corrompem.” Antes que o entendimento saia torto, é bom chamar a atenção para o fato de que se trata de um emprego bastante antigo, fora de uso, da conjunção “porque”, que introduz orações finais: “Prefiro os que me criticam com a finalidade, com o objetivo, com o fito de me corrigir aos que me elogiam com a finalidade, com o objetivo, com o fito de me corromper”. E o verbo “corromper”, no caso, não remete ao sentido corriqueiro da corrupção, da falcatrua. O elogio que corrompe é aquele que faz com a pessoa permaneça no erro.
Assim, também nesse sentido específico, a política é terreno propício à corrupção. Os políticos poderosos costumam ouvir poucas críticas e muitos elogios; não são nada suscetíveis à correção de rumos e, por isso, bastante tendentes à corrupção da vontade. Vaidosos, precisam daquilo que, no ambiente interno ao menos, deveriam prescindir: aplauso.
A íntegra aqui:

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