Luís Inácio Adams, advogado-geral da União...,“Mais assanhado que lambari na sanga”,

27/08/2013
 às 21:21

Oba! Dilma deu um golpe de estado, nomeou Adams, da família Luiz Inácio, para executor, e a gente nem ficou sabendo. Ou: Dilma ameaça os médicos

Luís Inácio Adams, advogado-geral da União, está “mais assanhado que lambari na sanga”, como se diz lá nos pampas, “mais metido que dedo em nariz de piá”, “mais nervoso que gato em dia de faxina”… O homem agora decidiu demonstrar serviço. Quem dera tivesse sido tão diligente antes, não é? Talvez o seu ex-segundo na AGU, que chegou a ser seu fiador, não tivesse sido indiciado naquela operação que desbaratou uma quadrilha operando no seio da Presidência da República…
Há dias, o doutor afirmou que, se algum cubano pedir asilo ao Brasil, será imediatamente extraditado para a ilha-presídio dos Irmãos Castro. Adams, da Família Luiz (com Z) Inácio, assim, arrogava para si funções que cabem ao Comitê Nacional de Refugiados, ao Ministério da Justiça, à Justiça propriamente dita e à Presidência da República.
Nesta terça, ele resolveu mostrar que pode ser “mais duro que salame de colônia”. Ameaçou os dirigentes de associações médicas. Isto mesmo. Informa Eduardo Bresciani no Estadão:
O governo federal prepara uma ofensiva na Justiça contra dirigentes de conselhos regionais de medicina que se recusarem a dar registro profissional provisório aos integrantes do programa Mais Médicos formados no exterior. O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, afirmou que o governo poderá entrar com ações para obrigar a concessão dos registros e ainda processos contra os dirigentes dos conselhos que se recusarem a atender as regras do programa. O ministro falou sobre o tema após participar da abertura na Câmara do 4º Seminário Nacional de Fiscalização e Controle dos Recursos Públicos, nesta terça-feira, 27.
“Estamos examinando tanto a ação judicial para garantir, para obrigar (a concessão do registro provisório), mas acho mais grave a própria autoridade, o próprio agente que ocupa uma função, associada à função estatal que tem um ônus público, deixar de cumprir o que a lei determina”, disse Adams. “Me parece que, nesse caso, se pode falar de improbidade, de descumprimento por alguém que está com ônus público e não pode deixar de aplicar a lei. Existe uma lei que quem entrar no programa tem direito ao registro provisório”, ressaltou.
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Se não me engano, ilegais, segundo as leis vigentes no Brasil, são as condições em que se trouxeram para o país os médicos estrangeiros. Doutor Adams tem uma noção estranha de direito. Ninguém é obrigado a fazer nada, a não ser por força de lei — ocorre que, se essa lei viola outras, o que se tem, quando menos, é um caso jurídico.
O governo está determinado a demonizar os médicos brasileiros para fazer embaixadinha para a torcida. Pretende jogar a população contra a categoria, tentando acusá-la de ser contra a chegada de profissionais da saúde para os pobres. A questão, obviamente, é de natureza política — e também eleitoral. Vejam aí: toda a energia que Dilma jamais conseguiu usar com os políticos, por exemplo, que lhe dão uma baile, ela decidiu aplicar contra os médicos.
Eu achei que Adams, da Família Luiz Inácio, iria sossegar um pouquinho depois daquela fala indecorosa em que ameaçou os rebeldes com a extradição — ou “devolução”, para ficar em sua linguagem, se me permitem, “reificante”. Que nada! O Adams, como diria Pablo Capilé, está a fim de ganhar “lastro” junto à Família Luiz Inácio. Emenda, assim, uma fala vergonhosa a outra.
Por Reinaldo Azevedo

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