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terça-feira, 29 de novembro de 2011

O pai e a mãe das mentiras e da corrupção

PT e Dilma são o pai e a mãe das mentiras e da corrupção
No dia 22 de outubro de 2010, escrevemos que O PT é o Partido da Mentira e da Morte” .  Escrevemos isso porque o PT mentiu no TSE para obter a apreensão dos documentos, apelidados pejorativamente de “panfletos”, que são legítimos, legais e verdadeiros, e porque o PT defende o assassinato de crianças inocentes, no útero de suas mães, através da a liberação do aborto.
Como fizemos em 2006 e 2008, antes das eleições presidenciais de 2010,  escrevemos um documento denominado Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”, publicado em 01.07.2010, para orientar o voto dos fiéis de Guarulhos contra os candidatos contrários aos princípios cristãos, entre eles a candidata à presidência Dilma Rousseff, favorável à liberação do aborto.
Posteriormente, a seção regional de São Paulo da CNBB, denominada CNBB-Regional Sul-1, que representa e compreende as 41 Dioceses do estado de São Paulo, produziu o documento denominado Apelo a Todos os Brasileiros e Brasileiras”, assinado por três Bispos, no qual orientou o voto contra os candidatos partidários da liberação do aborto. A CNBB-Regional Sul-1 liberou a impressão do documento para todas as Dioceses, pastorais e organizações que defendem os princípios cristãos, para que o distribuíssem a quem quisessem.
A candidata Dilma Rousseff e seu grupo político pediram,  ao Tribunal Superior Eleitoral, a apreensão dos documentos – “panfletos” – impressos, que ainda estavam na gráfica, sob duas alegações mentirosas:  que o documento era falso e que havia crime contra o PT e contra a candidata Dilma, porque o documento dizia que o PT sempre defendeu a liberação do aborto.
A propagação contínua da mentira pelo PT e seus aliados nas eleições de 2010 – os partidos comunistas seguem a máxima do líder propagandista de Hitler, Joseph Goebbels, segundo a qual  “uma mentira dita cem vezes torna-se verdade”,  foi tão forte que até utilizou o Bispo de Jales, Dom Demétrio Valentini, para conceder entrevista a jornal  de Guarulhos e dizer que nós tínhamos cometido ”crime eleitoral”.
Provamos, no TSE, que o documento assinado pelos três Bispos é verdadeiro e provamos que o PT e a candidata Dilma defendem, sim, a liberação do aborto. E o Ministério Público Federal garantiu que não praticamos crime eleitoral e pediu a devolução do material para a Diocese de Guarulhos.  O TSE mandou a Polícia Federal devolver o material apreendido.   A documentação está todinha em nosso blog,www.domluizbergonzini.com.br. A Igreja Católica tem o direito legítimo de defender o Evangelho e seus princípios, em qualquer época.
Naquele momento e de repente,  a candidata Dilma Rousseff, para enganar os católicos e cristãos, se declarou “devota” de Nossa Senhora Aparecida e até foi ao Santuário da Padroeira do Brasil.  Se católica ou cristã fosse, ela deveria ter promovido uma missa antes de sua posse como presidente.  Quem é católico, não precisa se envergonhar de sê-lo.
Se devota de Nossa Senhora Aparecida fosse, teria, como todos os devotos têm, uma imagem da Mãe de Jesus Cristo em seu gabinete de trabalho. Em vez disso, no seu primeiro dia de trabalho, ela mandou retirar Jesus Cristo Crucificado e a Bíblia do seu gabinete.
Aguardamos, ansiosamente, que ela comparecesse em Aparecida, no dia 12 de outubro de 2011, para demonstrar sua devoção a Nossa Senhora Aparecida e mostrar para todos os brasileiros e para o mundo que ela não havia enganado os cristãos brasileiros para obter votos em 2010. E que, pelo menos, confessasse e comungasse.  Porém, nada disso aconteceu.
O povo brasileiro está enredado por mentiras. Já vimos acima o caso da apreensão ilegal dos documentos da Igreja, nas eleições de 2010. No caso das mortes maternas dizem, mentirosa e preconceituosamente, que as mulheres morrem por serem negras ou pobres; na verdade elas morrem pela precariedade do SUS e do sistema de  saúde  que lhes é oferecido (Brasil recebe condenação inédita da ONU por morte materna).
A mentira gera ou tenta esconder a corrupção e interesses escusos. Lula apresentou Dilma como “gerentona”  do governo, que sabia de tudo e conhecia todos os ministros.  Nunca antes na história deste país houve tantos ministros, nomeados pelo presidente da república, afastados por denúncias de corrupção (AQUI).
O povo brasileiro está tentando lutar contra as mentiras e a corrupção. Os brasileiros somente conseguirão combatê-las se começarem, como digo sempre, a “dar nomes aos bois”, ou dar os nomes dos pais e da mães das mentiras e da corrupção.
Lembram-se como antigamente davam nomes aos bois ?  Era assim: Fora Ditadura, Fora Collor,  Fora FHC, e tantos outros “foras”.  Agora, os brasileiros precisam fazer o mesmo. No caso do governo federal, os nomes do pai e da mãe das mentiras e da corrupção, ou maracutaias, como diziam antigamente, ou malfeitos, como dizem agora, são o PT e Dilma.  No caso dos governos estaduais, os nomes são os dos governadores. E no caso dos governos municipais, os nomes são os dos prefeitos.
As pessoas estão com medo de dar os nomes dos responsáveis. Não tenham medo de dizer:  Fora PT,  Fora Dilma, Fora (Fulano de Tal),  seja governador, prefeito, deputado, vereador, enfim,  fora todos os que consomem até 69 bilhões de reais em atos de corrupção,  sugados dos impostos pagos com muito sacrifício pelos brasileiros. Fora aos que querem afastar o povo dos princípios morais cristãos e  mantê-lo sem educação, sem segurança e, principalmente,  sem atendimento de saúde suficiente para garantir uma vida digna para cada brasileiro – a vida é uma dádiva divina-, desde o momento da fecundação até a morte natural na velhice.


“NÃO LEVANTARÁS FALSO TESTEMUNHO CONTRA TEU PRÓXIMO”.(Ex 20,16) é o mandamento.  Levantar falso testemunho é mentir, como mentiram na época das eleições e continuam mentindo.
Chega de mentiras! Chega de corrupção!
Não tenham medo!  Vamos, juntos, restaurar os princípios morais cristãos e Mudar o Brasil.
22.11.2011
Dom Luiz Bergonzini
Bispo Diocesano de Guarulhos

domingo, 27 de novembro de 2011

O animador de palanque, o animador de TV, o Pai dos Pobres e a Mãe dos Ricos





Um post de11/11/2010 para complementar o anterior

O presidente Lula alega que não há como melhorar a saúde dos brasileiros sem os R$ 40 bilhões anuais da CPMF.  Falta o dinheiro que sempre aparece quando um amigo do governo precisa. Para tirar da UTI o Banco Panamericano, por exemplo, o animador de palanque ajudou o animador de auditório Sílvio Santos a conseguir um empréstimo de bom tamanho: R$ 2,5 bilhões. São 4,9 milhões de salários mínimos.
Tal quantia teria permitido ao Pai dos Pobres a construção de 41.667 mil casas populares, ou a distribuição de 12,5 milhões de bolsas-família. A Mãe dos Ricos não viu nenhum exagero no socorro financeiro que contemplou Sílvio Santos. O Pai e a Mãe, claro, juram que nem tocaram no assunto no recente encontro com o homem do baú. Os colegas devem ter-se limitado à troca de ideias sobre a arte de lidar com plateias amestradas. Ou sobre o truque que reduz agressões ao adversário político a um arremesso de bolinha de papel.
O dinheiro é de outros bancos, recita o presidente que nunca tem nada com isso. Faz de conta que Lula só entrou na história como fiador simbólico, interessado em apressar o final feliz do negócio. Já é mais que suficiente para garantir a gratidão do dono de outra emissora de grosso calibre. O SBT tem pelo menos dois bilhões e quinhentos milhões de motivos para incorporar-se à grande rede verde e amarela controlada pelo Palácio do Planalto.
*Augusto Nunes

Valeu, "Teletontos"!


A farra bilionária do Banco Panamericano foi uma obra conjunta de Lula e Sílvio Santos

O que houve entre o governo federal e o Banco Panamericano não foi um negócio. Foi um cortejo de  negociatas envolvendo pequenos trapaceiros e figurões do Banco Central, do BNDES, da Caixa Econômica Federal, do PT e do Palácio do Planalto, além de auditores cafajestes, todos em perfeita afinação com punguistas disfarçados de executivos de uma instituição privada. A queima de bilhões de reais tungados dos pagadores de impostos não foi uma solução de emergência. Foi uma operação criminosa premeditada para livrar da falência o dono de uma rede de TV especialmente útil a caçadores de votos que, para ganhar a eleição, vendem até a mãe. Em fatias, se o freguês preferir.
Todos os personagens da peça político-policial merecem espaço no palco, desde que não encubram a visão da dupla que concebeu e conduziu a trama bandida. Como atesta o post de 11 de novembro de 2010 reproduzido na seção Vale Reprise, o buraco negro do Banco Panamericano foi escavado em parceria por Lula e Sílvio Santos. O animador de comício e o animador de auditório planejaram a farra bilionária e mandaram a conta para a plateia. O elenco inclui numerosos coajuvantes. Mas os protagonistas são dois.

sábado, 26 de novembro de 2011

Mentira e Politicagem


PUBLICADO NO GLOBO DESTA QUARTA-FEIRA


Roberto DaMatta
Seria mentira uma realidade da política brasileira? Sobretudo neste momento em que o governo de dona Dilma constitui uma Comissão da Verdade, mas um dos seus ministros – justamente o do Trabalho que é o apanágio do seu partido (o dos trabalhadores) – mente de modo claro, aberto, insofismável e – mais que isso – com uma verve e um nervo dignos de um astro de novela das 8?
Fiquei deveras assombrado por sua ousadia e desenvoltura de ator, quando – perante o Congresso – ele diz não conhecer o empresário com quem jantou, andou de avião e contemplou – com um olhar digno de um Anthony Hopkins – um pedaço de papel com o nome da questionada figura, numa simulação dramática que era a maior prova de que mentia descaradamente.
Ou seja, para o governo é mais fácil resgatar o passado fabricado pelo autoritarismo do regime militar – um momento no qual opiniões conflitantes eram proibidas e que engendrou oposições à sua altura e igualmente fechadas; passando por alto pela Lei da Anistia – do que demitir um ministro mentiroso. Continuamos a refazer o que não deveria ter sido feito, e a não fazer o que o bom senso exige que se faça.
* * * *
Viver em sociedade demanda mentir. Como exige comer, confiar e beber – mas dentro de certos limites. Os americanos distinguem as “white lies” (mentiras brancas ou brandas) – falsidades sem maiores consequências – das mentiras sujeitas a sanções penais e éticas.
Pois como todo mundo sabe, a América não mente. Ela está convencida – apesar de todas as bolhas e Bushes – de que até hoje segue o exemplo de George Washington, seu primeiro presidente; um menino obviamente neurótico que nunca mentiu. Na América há todo um sistema jurídico que dá prêmios à verdade muito embora, num lugar chamado Estados Unidos, minta-se à americana. Ou seja, com a certeza de que se diz a verdade, somente a verdade, nada mais do que a verdade. E que Deus me ajude! Foi o que fez, entre outros, Bill Clinton, quando negou ter tido sexo com a dragonarde Monica Lewinsky, porque o que eles fizeram no Salão Oval não estava na Bíblia.
* * * *
No Brasil não acreditamos ser possível existir sem mentir. Basta pensar no modo como fomos criados para entendermos a mentira como “boa educação” ou gentileza, pois como cumprir a norma de não discutir com os mais velhos sem enganar? Como não mentir quando a mulher amada chega do salão de beleza com o cabelo pintado de burro quando foge e pergunta: querido, o que é que você acha do meu novo penteado? Ou quando você confessa ao padre aquele pecado que você comete diariamente e dele se arrepende também cotidianamente, só para a ele voltar com uma volúpia apenas compreendida pelo velho e bom catolicismo romano? Como não mentir diante do seu professor, um Burro Doutor, que diz que sabe tudo, mas não conhece coisa nenhuma? Ou do amigo que escreve um livro de merda, mas acha que obrou coisa jamais lida? Ou para o netinho que questiona, intuindo Descartes: se existe presente, onde está Papai Noel?
Como não mentir se o governo mente todo o tempo, seja não realizando o que prometeu nas eleições, seja “blindando” os malfeitos inocentes dos seus aliados, seja dizendo que nada sabe ou tem a ver com o que ocorre debaixo dos seu nariz de Pinóquio?
* * * *
Numa sociedade que teve escravos, entende-se a malandragem de um Pedro Malasartes como um modo legítimo de burlar senhores cruéis. Mas não se pode viver democraticamente aceitando, como tem ocorrido no lulo-petismo, pessoas com o direito de mentir e roubar publicamente. Mentir para vender um tolete de merda como um passarinho raro ao coronelão que se pensa dono do mundo é coisa de “vingança social” à Pedro Malasartes.
No velho marxismo no qual eu fui formado, tratava-se de uma forma de “resistência” ao poder. Mas será que podemos chamar de “malfeitos” o terrorismo e o tráfico? Seria razoável aceitar a mentira como rotina da vida política nacional porque, afinal de contas, o “Estado (e a tal governabilidade com suas alianças) tem razões que a sociedade não conhece” ou, pior que isso, que o nosso partido tem planos que tanto o Estado quanto a sociedade podem ser dispensados de conhecer?
* * * *
No Brasil das éticas múltiplas (uma mentira e uma verdade para cada pessoa, situação, tempo e lugar), temos a cultura do segredo competindo ferozmente com a das inúmeras versões que, normalmente, só quem sabe a mais “verdadeira” é quem conhece alguém mais próximo do poder. Entre nós, a verdade tem gradações e lembranças. No antigo Brasil do “você sabe com quem está falando?”, dizia-se: aos amigos, tudo; aos inimigos, a lei! Hoje, nos vem à mente uma velha trova mineira: “Tu fingiste que me enganaste, eu fingi que te acreditei; foste tu que me enganaste ou fui eu quem te enganei?”
Com a palavra, os eleitos e os nomeados.

Ladrões de carteirinha..., até quando vamos permitir?


O funcionário fantasma escapou da prisão por vadiagem e virou ministro do Trabalho

Folha de S. Paulo piorou o sábado dos pecadores com a notícia pinçada nas catacumbas do Congresso: durante seis anos, Carlos Lupi foi funcionário fantasma da Câmara dos Deputados. Até virar ministro do Trabalho por decisão de Lula, embolsou mais de R$12 mil por mês para não fazer nada.
Há quase um mês, o Brasil que pensa é afrontado pela permanência no emprego de um ministro comprovadamente corrupto. Coisa de Dilma Rousseff. Acaba de saber que o Ministério do Trabalho é chefiado desde março de 2007 por um vigarista que merecia ter sido preso por vadiagem. Coisa de Lula.
*Augusto Nunes

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Radicalóides do sucrilho e do toddynho...,


É POR ISTO QUE “ELES” ESTÃO COM MEDO: CHAPA DE NÃO-ESQUERDISTAS DA UFMG VENCE ELEIÇÃO PARA O DCE PELA PRIMEIRA VEZ

A Universidade de Brasília já se libertou. Agora chegou a vez da Universidade Federal de Minas Gerais. Pela primeira vez na história, uma chapa formada por não-esquerdistas, por “estudantes que realmente estudam”, venceu a eleição para o DCE. A “Onda” derrotou cinco chapas esquerdistas, todas elas meras procuradoras de partidos de esquerda: Há Quem Sambe Diferente, Reinventar, Tempos Modernos e a Voz Ativa.
É por isso que a esquerdalha está com medo. Na USP, deu um golpe para evitar a derrota certa para a chapa “Reação”.
O movimento contra a partidarização dos DCEs ganha corpo no Brasil inteiro. A maioria silenciosa está com o saco cheio de ser massa de manobra desses radicalóides do sucrilho e do toddynho, cujo furor revolucionário é financiado pela conta bancária de pais abastados.
“Estudantes que estudam” de todo o Brasil, uni-vos! É possível derrotá-los!
Por Reinaldo Azevedo

O mendigo e o filósofo


José Pio Martins
A responsabilidade pessoal tem alguma ligação com a teoria que os economistas chamam de “risco moral”

Imagine que você está passando pela calçada e um mendigo estende a mão, pedindo uma esmola. A seu lado, caminha um filósofo, e você resolve consultá-lo: “Se eu deixar o coração e a religião de lado, devo dar a esmola ou não?”. O filósofo talvez lhe diria que sua decisão depende de sua crença doutrinária sobre liberdade e responsabilidade individual.

Conforme sua convicção, você será definido como um conservador ou um coletivista, e é em função disso que deve decidir se saca a carteira ou não. Quando um coletivista vê um mendigo pedindo esmola, a tendência é ele dar o dinheiro e não fazer perguntas porque, para ele, a miséria é culpa da sociedade e do modelo econômico. Já um conservador perguntaria: “Como esse homem ficou assim?” ou “Por que é minha responsabilidade, e não dele, pagar por seu jantar?”.

Os conservadores acreditam na doutrina da responsabilidade pessoal, segundo a qual todos devem ser chamados à consciência e assumir a responsabilidade por suas escolhas. Para um conservador, a pessoa que joga sobre o governo a obrigação de sustentá-la tira as coisas do domínio da responsabilidade pessoal e as transfere para os outros (o governo somos todos nós), e a certeza de que a sociedade prestará socorro acaba incentivando as pessoas a se comportarem mal.

Um conservador admite a ação do governo para reduzir as desigualdades, desde que isso seja feito por meio de políticas públicas de caráter coletivo, como a educação, a saúde, o fomento do emprego e a proteção aos deficientes e incapazes. O conservadorismo crê que a tentativa de ajudar quem não quer e não se esforça é inútil e um desperdício de recursos.

O exemplo do mendigo pode não ser bom, pois é possível demonstrar que a sociedade tem sua dose de culpa, ao não educá-lo nem lhe dar trabalho. Admitamos, porém, que o mendigo seja alguém vindo da classe média, que se tornou usuário de drogas e fica nas ruas pedindo esmolas. A pergunta é: “A sociedade deve arcar com os custos de tratar e sustentar alguém que escolheu se drogar e viver pelas ruas?”.

A responsabilidade pessoal tem alguma ligação com a teoria que os economistas chamam de “risco moral”, cujas origens remontam ao ramo de seguros. A tese é que a proteção contra o “azar” leva as pessoas a sofrerem com mais frequência os efeitos do “azar”. Um exemplo: por causa da proteção, os donos de veículos com seguro total contra roubo tendem a se preocupar menos em trancar as portas e levar as chaves.

Os economistas (que gostam de expressões robustas) chamam isso de “externalizar os custos de seu comportamento”, tema sobre o qual há vastos estudos, que são levados em conta na formulação de políticas públicas. Há alguns anos, na Alemanha, houve intenso debate sobre o seguro-desemprego, que os conservadores diziam ter se tornado um incentivo para que os desempregados ficassem em casa, em vez de levantar cedo e correr atrás de um emprego.

Outro ponto é o seguinte: imagine uma mulher de rua, pobre e com duas crianças no colo que, indagada porque teve filhos, justifica falando da beleza de ser mãe. Um coletivista diria que a miséria dela e das crianças é culpa da sociedade, logo, o governo (isso é, nós) deve protegê-las. Um conservador diria: “Mas, se é assim, não teria a sociedade o direito de regular o comportamento dessa mulher? Talvez proibindo-a de ter filhos ou limitando o número de filhos como fizeram Cuba e China?”.

Os conservadores afirmam que ao direito de escolha deve corresponder a responsabilidade individual; ou seja, a obrigação de o indivíduo arcar com as consequências de seus atos livremente praticados. Isso nos remete a duas questões: a) qual é a real dimensão do risco moral? b) quanto da miséria é culpa do indivíduo e quanto é culpa da sociedade?

No plano individual, geralmente sacamos a carteira por pena, solidariedade ou ética cristã. No caso das políticas públicas, todavia, as soluções devem se pautar sobretudo por eficiência. A razão é simples: a caridade individual salva uma vida, mas só a eficiência salva milhões.

A respeito dessa questão, a prefeitura de Curitiba desenvolveu ampla campanha e colocou placas nas ruas dizendo para não dar esmolas nos semáforos, mas doar ao fundo municipal. Só que, diante de uma criança maltrapilha que bate na janela de seu carro e a orientação da prefeitura, fica o dilema: “O que fazer?”.

José Pio Martins, economista, é reitor da Universidade Positivo.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

SUS no olho ou no fiofó dos outros não arde...,

Recebi por e-mail da amiga Alice Figueiredo

Depoimento Dra. Liziane Anzanelo - Oncologista de Blumenau - SC

Meus amigos, como oncologista digo que ninguém está desejando mal ao Lula ou aos pacientes sofredores de câncer, mas sabemos que quando um governante passa na pele o que um paciente passa para ter o direito a um tratamento digno e justo, ou mesmo morre na fila esperando um medicamento, uma cirurgia ou simplesmente pela ineficiência do sistema, temos que nos revoltar!!!

Porque todos não tem o... direito de ter um diagnóstico no sábado e iniciar o tratamento na segunda, me digam um paciente que conseguiu essa presteza, ou que tratou linfoma com a droga de ponta que a Dilma usou, ou vai fazer infusão contínua com cateter e bomba de infusão de uso domiciliar???

Por que não nos exasperarmos por nem todos terem os mesmos direitos???

Somos diferentes porque não temos convênios, ou mesmo cargos importantes???

E a Constituição Federal não diz que temos todos os direitos e somos iguais???

Temos sim que aproveitar essa situação e mostrar que há diferenças nos tratamentos e lutar pelos direitos dos mais fracos. Não é justo que um paciente espere 30-40 dias para ter um diagnóstico patológico, ou aguarde na fila de cirurgias, simplesmente porque não há mais médicos se submetendo aos salários de fome que o SUS paga!

Pagar de 10 - 17 reais de honorários de quimioterapia por paciente/mês é simplesmente um achaque!

Pagar 1.200 reais por Mês para médicos da rede pública por 20 horas de trabalho, e fazê-los atender 18 pacientes ou mais em 04 horas é um abuso!

Eu quero sim que ele se cure e tenha um excelente tratamento, que com certeza já está tendo, mas e o paciente que atendi hoje não teve a mesma sorte
e está morrendo no hospital com menos de 30 anos...

E as mulheres com câncer de mama que não conseguem usar o tratamento mais moderno?

E a fila da reconstrução mamária das mulheres mastectomizadas?

E as filas imensas da radioterapia, que só não são maiores pela abnegação de radioterapeutas que tratam os pacientes SUS em suas clínicas privadas,
muitas vezes arcando com os custos do tratamento para verem seus pacientes melhor atendidos?


Temos sim que falar, temos que mostrar à população que não é assim que ocorre no dia a dia de pacientes oncológicos, que ficam sentados dentro de ambulâncias o dia todo aguardando para voltarem para suas casas após terem feito seus tratamentos ou seus exames cedo pela manhã, aguardando aqueles que fazem exames e tratamentos á tarde.

Se vocês não sabem, o câncer é uma doença que mais mata, somente vindo atrás das doenças coronarianas.

Quase um problema de saúde pública!

E seus custos são altos sim, mas não justificam que para custeá-los temos que sacrificar pacientes que teriam chances reais de cura, pois hoje, mesmo se encontrando em estágios avançados, chegam aos índices de 50 % de cura.

Sinto muito se o Lula está passando por isso, mas com certeza não está lutando para ter seu medicamento e passando por um grave estresse para ver quando vai começar ou quando vão lhe chamar para iniciar seu tratamento!

Queria que todos os pacientes oncológicos tivesem o direito ao tratamento de ponta oferecido no Sírio ou no Einstein!! 

Somente nós médicos sabemos o dilema ético ao dizer ao paciente que terá que fazer um tratamento, mas que talvez não tenha acesso no sistema, por exemplo a hormonioterapia extendida para câncer de mama após uso de Tamoxifeno, não é disponibilizada ao pacientes do SUS, porque não tem código para esse tratamento, haja visto que a tabela está desatualizada.

O SUS diz que paga tudo, as tabelas realmente não dizem qual tratamento o médico deve fazer, o médico pode prescrever o que quiser, entretanto, 
o valor pago pelo código da doença é ínfimo e não cobre os novos tratamentos, quem paga a conta???

Os hospitais filantrópicos??? Os hospitais públicos já tão sucateados...

Ou deixamos assim, e não nos indignamos, afinal eu não tenho nada a ver com isso, na minha família niguém tem câncer, e eu tenho convênio de saúde, para que vou me preocupar????

Quando a água bater naquele lugar, quero ver....
Sorry pelo desabafo!

Mas é irritante escutar tanta coisa de quem não tem a mínima noção do que seja a saúde nesse país, 
e isso que aqui em Blumenau, como em todo do Sul do Brasil vivemos num paraíso, comparado com o resto do país!

*Dra. Liziane Anzanelo
Oncologista - Blumenau - SC