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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Dois vídeos só para lembrar dos tempos de velocidade, muito bom!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Só uma perguntinha:

"dilma", Cadê o diploma de mestre e doutora em economia pela UNICAMP que consta no seu currículo e que a UNICAMP disse que você não tem?

O único DR que ela possui são as iniciais do seu nome(dilma roussef), que depois dessa dilmada(palhaçada, cagada e outras adas), deve ser escrito com minúsculas.

Já está enquadrada e rotulada como mentirosa só falta agora ser enquadrada por falsidade ideológica. Ou não pode porque é ministra e candidata a presidente?

Por acaso caga cheiroso?

E se fosse alguém do povo, um simples mortal que usasse desse expediente(apresentar currículo falso), seria processado?

Como ninguém faz nada, vai acabar virando uma prática comum, um subterfúgio para subir de cargo.

Do jeito que a coisa vai vamos acabar sendo governados(já estamos) por um jumento ou uma jumenta.

Leiam o excelente artigo do Augusto Nunes:

A fantasia em frangalhos assombra os patrulheiros

Augusto Nunes

“Por que vocês não param de falar da Dilma?”, não param de berrar, cada vez mais estridentes, as patrulhas do stalinismo farofeiro. Porque não se deve parar no meio o serviço que começou com a destruição da fantasia da superexecutiva incomparável, costurada para camuflar a gerente de microempresa de subúrbio. É preciso concluir a desmontagem da farsa forjada para instalar na presidência da República uma Dilma Rousseff que não há.

O Brasil que vê as coisas como as coisas são já enxerga com nitidez uma candidata sem brilho, sem modos, sem ideias, sem rumo. E ouviu nesta semana uma oradora bisonha despejando palavrórios indecifráveis sobre plateias sonolentas. O Brasil do faz-de-conta enxerga o que quer e transforma em tribuno até aprendiz de camelô. Na passagem de Dilma por Minas, viu o nascimento de uma estrela dos palanques.

“Uma boa estreia no debate político”, diz o título da nota publicada pelo jornalista Ilimar Franco no Globo desta quinta-feira. ”Muito comemorado no governo o discurso de Dilma Rousseff sobre a oposição e o PAC”, informa o texto. “O presidente Lula e seus assessores avaliam que ela dissipou quase todas as dúvidas existentes quanto ao traquejo e a sensibilidade da candidata do PT. (…) A reação da oposição (…) mostrou, segundo eles, que Dilma é boa de briga”.

Nesta sexta-feira, num sindicato em São Paulo, Dilma exibiu-se outra vez ao lado do padrinho. ”É preciso discutir o que será do país pós-Lula”, ensinou num trecho da discurseira. . “Isso não significa dizer que será preciso começar tudo outra vez. Será uma continuidade do processo e precisamos de vontade política para mudar o país”. Lula ouviu aquilo com cara de pai da noiva. E condecorou a afilhada. “A bichinha está palanqueira, palanqueira de primeira”, fantasiou. Ninguém ousou discordar.

Prisioneiro da formação intelectual indigente, incapaz de descobrir se alguém deve inscrever-se no Enem ou reinvidicar uma cátedra em Harvard, é possível que Lula ache mesmo que Dilma é um colosso. Mas o coro dos contentes não é feito só de lulas. Muitos sabem que nenhum campeão de popularidade tem cacife para eleger uma nulidade de alto risco. Sabem que Dilma seria pulverizada por um Jânio Quadros no primeiro minuto do primeiro debate. Sabem que José Serra é um adversário temível. Sabem, sobretudo, que a mulher que mente compulsivamente é ela própria uma mentira.

É possível que os grandes eleitores de Dilma andem mentindo a si mesmos. É possível que tenham resolvido acreditar na mentira que inventaram. Talvez acreditem que a oposição não se oporá. Talvez imaginem que eleitor engole tudo — até uma Dilma Rousseff. Seja qual for a alternativa correta, cumpre à imprensa independente impedir o assassinato da verdade e cabe à parte saudável do país extirpar o tumor. O destino da fraude dirá se o Brasil faz sentido.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

E na sua terceira semana de exibição, em circuito nacional, a freqüência media do filme, que já era baixa, caiu 70%, consolidando a derrocada.

Produto estrategicamente amparado pelo aval do Palácio do Planalto e embalado para ser visto por 20 milhões de espectadores pagantes, "Lula, o Filho do Brasil", o mais caro filme produzido até hoje no país (algo em torno de R$ 40 milhões, incluindo farta publicidade, confecção de 430 cópias e outras despesas) - fracassou miseravelmente. Ao tomar conhecimento do fato Lula ficou "desapontado", pois contava com o êxito do filme para arrebanhar votos e eleger Dilma Rousseff - ex-terrorista e assaltante de banco - à presidência da República.

Em São Paulo, principal mercado exibidor do país, o filme de Lula conseguiu pouco mais de 100 mil espectadores na sua segunda semana de exibição. (Para se ter idéia do desastre, em apenas três dias o desenho animado "Alvim e os Esquilos", produção de segunda linha americana, superou a casa dos 640 mil ingressos vendidos). E na sua terceira semana de exibição, em circuito nacional, a freqüência media do filme, que já era baixa, caiu 70%, consolidando a derrocada.

Fui ver o filme de Lula numa sala da Zona Sul do Rio, na última sessão de uma sexta-feira, horário considerado nobre para o mercado exibidor. Sua platéia, constituída por 17 incautos, mostrava-se entediada, em que pese o som áspero de uma trilha sonora sobrecarregada - em cinema, curiosamente, um fator decisivo para se anular a atenção do público. Antes do letreiro "Fim", uns cinco espectadores, mais hostis, simplesmente abandonaram a sala de projeção, entre apupos e imprecações.

Por que o filme de Lula, mesmo com a milionária campanha de marketing e massivas chamadas na televisão, além do intenso noticiário da mídia amiga e o apoio milionário das centrais sindicais, fracassou a olhos vistos?

Em primeiro lugar porque é um filme pesado, "bore" - como diria, apropriadamente, a vigorosa Pauline Kael. Seu roteiro, por elíptico, caminha aos saltos e carece de uma estrutura dramática eficiente, capaz de envolver o espectador. Seus articuladores, movidos pela insensatez, pretendendo compor um ambicioso painel da vida do "cinebiografado", estraçalharam as etapas de apresentação, desenvolvimento, clímax e desfecho da narrativa em função de uma montagem que corre em velocidade supersônica, suprimindo, com isso, a necessária integridade e clareza da narrativa.

Eis o veredicto: como se processa numa dramaturgia capenga, o filme de Lula corre por conta de situações dramáticas apenas esboçadas e, ao modo de um relatório previsível, materializa-se como peça de ilustração - ilustração chata e pouco convincente.

Mas a razão primeira pela qual o filme de Lula fracassa é porque ele navega, do início ao fim, nas águas turvas da mentira. Basicamente tudo que nele é exposto - desde os episódios da infância carente narrados em tom autocomplacente pelo ex-operário à "companheira" Denise Paraná (paga pela Fundação Perseu Abramo, instituição petista) até os relatos da sua ascendência na vida sindical - traz o selo da invencionice dissimulada e o desejo manifesto de se fabricar a imagem do herói predestinado que se fez presidente.

Como o filme não tem senso de humor, o ponto de partida objetivado é comover o espectador pela exploração emotiva do miserabilismo físico e humano da paisagem social adversa. Neste diapasão, por exemplo, a cabrinha traçada por Lula na infância, conforme seu relato à "Playboy", fica de fora. Como de fora fica o episódio marcante em que Vavá, o irmão mais velho de Lula, rouba mortadela para matar a fome da família - cena que é o ponto de partida de "Os Miseráveis", a obra perene de Victor Hugo.

Por sua vez, na ânsia de soterrar a moral de botequim que norteia o personagem, por (de)formação infenso a qualquer tipo de valor espiritual, o filme subtraí a cena em que o futuro líder sindical, depois de pedir ao patrão para fazer algumas horas extras na oficina, enfia o dinheiro pago no bolso e, fugindo do trabalho, manda o patrão "tomar no...".

Como também fica ausente da narrativa, não por acaso, o relato crucial da enfermeira Miriam Cordeiro, ex-mulher do santificado sindicalista, que o trata por consumado "canalha" em depoimento ao "Estado de São Paulo", tendo em vista a discriminação exercida por ele contra a filha Lurian, cuja vida, anos antes, "queria ver abortada".

Ademais, para enganar a audiência, os articulares da escorregadia peça publicitária sequer mencionam o papel dos cursilhos comunistas (lecionados na Alemanha Oriental) na formação ideológica do sindicalista empenhado em fomentar o ódio de classe.

Por outro lado, com o firme propósito de incensar o mito do líder carismático, pleno de virtudes, o filme esconde as relações promíscuas de Lula com Murilo Macedo, o ministro do Trabalho com quem enchia a cara de cachaça num sítio de Atibaia, interior de São Paulo, na tentativa de morder a grana fácil da "ditadura militar".

Pior: o filme esconde do espectador que a liderança de Lula no movimento sindical emerge da infiltração dos apóstatas da "teologia da libertação", aliados do terrorismo (rural e urbano) financiado por Fidel Castro, somada à ação dos ativistas radicais banidos da vida política cabocla e dos intelectuais marxistas da USP - na prática os reais fundadores do Partido dos Trabalhadores. Não parece estranho, por exemplo, que tenha sido eliminado do entrecho a figura subversiva do "Frei" Betto, o mentor ideológico do maleável líder sindical?

Por incrível que parece, há no filme de Lula dois personagens que são responsáveis pelos momentos (raros) em que o filme anda e adquire verossimilhança. São eles: Aristides (interpretado por Milhem Cortaz, na férrea composição de um sub-Zampanô caboclo), o pai alcoólatra de quem Lula reconhece ter "herdado o lado ruim", e Feitosa (Marcos Cesena, convincente), na vida real Paulo Vidal, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, hábil precursor do "sindicalismo de resultados", de quem o operário de nove dedos tudo absorveu em matéria de malandragem e, depois, já contando com o apoio e as instruções das facções vermelhas, traiu.

São personagens episódicos, mas funcionais, visto que representam de alguma forma presenças antagônicas, sem as quais não há vestígio de dramaturgia. Já a personagem de D. Lindu (Gloria Pires, uma máscara sustentada com boa porção de pancake), de quem muito se esperava, opera convencionalmente, proferindo sentenças prosaicas, como é de se esperar de uma figura materna - por sinal, segundo Frei Chico, o filho mais velho, negligenciada pela eterna ausência do amado líder sindical.

Resumo da ópera: em vez de uma cinebiografia contraditória e humana, temos no filme de Lula o engendrar da construção de um mito. Nele, o personagem é visto como um ser perfeito e predestinado - logo ele, um sujeito grosseiro e vulgar, desprovido de qualquer tipo de grandeza, a não ser a de mercadejar mentiras em função da manutenção do poder. Nem Stalin, o monstruoso fabricante de si mesmo, consentiu que se cultuasse, em vida, sob forma de obra de ficção, sua personalidade ditatorial.

O que restará ao filme de Lula? Com o apoio da grana fácil do governo, cumprir a sua missão como peça de propaganda enganosa na agenda eleitoral de 2010. No Sul do país, as centrais sindicais estão distribuindo milhões de ingressos entre os seus filiados, ao tempo em que fornecem sanduíche, refrigerantes e serviço de transporte gratuito aos eventuais companheiros que se disponham a ver a peça de louvação.

No Nordeste, fala-se na contratação de unidades móveis de exibição para percorrer centenas de cidades do interior que ainda não possuem salas de projeção. São gastos adicionais que os mentores (públicos e privados) do projeto não abrem mão na esperança de que as populações miseráveis testemunhem o florescer da Virtú. A meu ver, inutilmente. Pois, como dizia o outro (que não foi, em absoluto, o Joãozinho Trinta), quem gosta de miséria - e dela se beneficia - são os intelectuais de esquerda. Pobre - ou operário - só quer luxo e riqueza.

No que está coberto de razão.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Código de ética dos Índios Norte-Americanos


Levante com o Sol para orar.
Ore sozinho. Ore com freqüência.
O Grande Espírito o escutará, se você ao menos, falar.

Seja tolerante com aqueles que estão perdidos no caminho.
A ignorância, o convencimento, a raiva, o ciúme e a avareza,
originam-se de uma alma perdida.
Ore para que eles encontrem o caminho do Grande Espírito.

Procure conhecer-se, por si mesmo.
Não permita que outros façam seu caminho por você.
É sua estrada, e somente sua.
Outros podem andar ao seu lado, mas ninguém pode andar por você.

Trate os convidados em seu lar com muita consideração.
Sirva-os o melhor alimento, a melhor cama
e trate-os com respeito e honra.

Não tome o que não é seu.
Seja de uma pessoa, da comunidade,
da natureza, ou da cultura.
Se não lhe foi dado, não é seu.

Respeite todas as coisas que foram colocadas sobre a Terra.
Sejam elas pessoas, plantas ou animais.

Respeite os pensamentos, desejos e palavras das pessoas.

Nunca interrompa os outros nem ridicularize, nem rudemente os imite.
Permita a cada pessoa o direito da expressão pessoal.

Nunca fale dos outros de uma maneira má.
A energia negativa que você colocar para fora no universo,
voltará multiplicada a você.

Todas as pessoas cometem erros.
E todos os erros podem ser perdoados.

Pensamentos maus causam doenças da mente,
do corpo e do espírito.
Pratique o otimismo.

A natureza não é para nós, ela é uma parte de nós.
Toda a natureza faz parte da nossa família Terrenal.

As crianças são as sementes do nosso futuro.
Plante amor nos seus corações e ágüe com sabedoria e lições da vida.
Quando forem crescidos, dê-lhes espaço para que cresçam.

Evite machucar os corações das pessoas.
O veneno da dor causada a outros, retornará a você.

Seja sincero e verdadeiro em todas as situações.
A honestidade é o grande teste para a nossa herança do universo.

Mantenha-se equilibrado. Seu corpo Espiritual, seu corpo Mental,
seu corpo Emocional e seu corpo Físico:
todos necessitam ser fortes, puros e saudáveis.
Trabalhe o seu corpo Físico para fortalecer o seu corpo Mental.
Enriqueça o seu corpo Espiritual para curar o seu corpo Emocional.

Comece sendo verdadeiro consigo mesmo.
Se você não puder nutrir e ajudar a si mesmo, você não poderá nutrir e ajudar os outros.

Respeite outras crenças religiosas.
Não force suas crenças sobre os outros.

Compartilhe sua boa fortuna com os outros.
Participe com caridade.

CONSELHO INDÍGENA INTER-TRIBAL NORTE AMERICANO

Deste conselho participam as tribos : Cherokee Blackfoot, Cherokee,
Lumbee Tribe, Comanche, Mohawk, Willow Cree, Plains Cree, Tuscarora,
Sicangu Lakota Sioux, Crow (Montana), Northern Cheyenne (Montana)

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

NOTA À IMPRENSA

Dilma Rousseff mente. Mentiu no passado sobre seu currículo e mente hoje sobre seus adversários. Usa a mentira como método. Aposta na desinformação do povo e abusa da boa fé do cidadão.

Mente sobre o PAC, mente sobre sua função. Não é gerente de um programa de governo e, sim, de uma embalagem publicitária que amarra no mesmo pacote obras municipais, estaduais, federais e privadas.

Mente ao somar todos os recursos investidos por todas essas instâncias e apresentá-los como se fossem resultado da ação do governo federal. Apropria-se do que não é seu e vangloria-se do que não faz.

Dissimulada, Dilma Rousseff assegurou à Dra. Ruth Cardoso que não tinha feito um dossiê sobre ela. Mentira! Um mês antes, em jantar com 30 empresários, informara que fazia, sim, um dossiê contra Ruth Cardoso.

Durante anos, mentiu sobre seu currículo. Apresentava-se como mestre e doutora pela Unicamp. Nunca foi nem uma coisa nem outra. Além de mentir, Dilma Rousseff omite. Esconde que, em 32 meses, apenas 10% das obras listadas no PAC foram concluídas - a maioria tocada por estados e municípios. Cerca de 62% dessa lista fantasiosa do PAC - 7.715 projetos- ainda não saíram do papel.

Outra característica de Dilma Rousseff é transferir responsabilidades. A culpa do desempenho medíocre é sempre dos outros: ora o bode expiatório da incompetência gerencial são as exigências ambientais, ora a fiscalização do Tribunal de Contas da União, ora o bagre da Amazônia, ora a perereca do Rio Grande do Sul.

Assume a obra alheia que dá certo e esconde sua autoria no que dá errado. Dilma Rousseff se escondeu durante 21 horas após o apagão. Quando falou, a ex-ministra de Minas e Energia, chefe do PAC, promovida a gerente do governo, não sabia o que dizer, além de culpar a chuva e de explicar que blecaute não é apagão.

Até hoje, Dilma Rousseff também se recusou a falar sobre o Plano Nacional de Direitos Humanos, com todas as barbaridades incluídas nesse Decreto, que compromete a liberdade de imprensa, persegue as religiões, criminaliza quem é contra o aborto e liquida o direito de propriedade. Um programa do qual ela teve a responsabilidade final, na condição de ministra-chefe da Casa Civil.

Está claro, portanto, que mentir, omitir, esconder-se, dissimular e transferir responsabilidades são a base do discurso de Dilma Rousseff. Mas, ao contrário do que ela pensa, o Brasil não é um país de bobos.

Senador Sérgio Guerra
Presidente Nacional do PSDB
Brasília, 20 janeiro de 2010

Em tempo: Parece que ainda há oposição no Brasil


Urubus ideológicos


POR GMFIUZA |

O que faltava ao Haiti, depois da miséria e do terremoto? Só o vôo estiloso dos urubus de carteirinha.

Não se podia esperar nada diferente da atual política externa brasileira, essa usina de paranóia anti-americana. Amorim, Top Garcia e demais menudos bolivarianos, com o reforço de Jobim, o eterno candidato a comandante de alguma coisa, estão dando um show.

A prioridade é clara, como Lula acaba de enfatizar: gritar aos quatro ventos que o Brasil é mais importante que os Estados Unidos na ajuda ao Haiti.

O próprio presidente haitiano já está apelando. Pede por favor que as nações amigas parem de brigar pela liderança da bondade e se concentrem em ajudar – porque a ajuda está uma bagunça.

Mas vai ser difícil. O ministro Nelson Jobim, aquele que dá cotoveladas por um holofote de tragédia – como no desastre da Air France –, já chegou ao local do terremoto fazendo política. Em meio aos escombros, sua obsessão era mandar recados às autoridades americanas de que quem manda ali é o Brasil. Miséria é isso aí.

O filho do Brasil, do alto do palanque do qual nunca saiu, já tomou posse do Haiti. Se o mundo está olhando para lá, a hora é essa.

Lula diz que tem soldados lá há anos e assume a paternidade pela organização da reconstrução. Considerando o estado de coisas em Porto Príncipe e adjacências, alguns palmos abaixo do caos, dá para reconhecer o DNA.

Como sempre, o presidente brasileiro tem um slogan. O da vez é arrotar o cheque de 15 milhões de dólares entregue aos haitianos. E gritar que os outros têm que coçar os bolsos (como se estivesse todo mundo de mão fechada). Como é simples e mágico, o reino da DisneyLula.

Uma boa idéia seria pedir, com jeitinho, que o amigo Sarney devolvesse o milhão e meio que subtraiu da Petrobras, com sua bênção. Já dava para pôr de pé a igreja onde morreu Zilda Arns.

32% dos brasileiros com ensino superior não são plenamente alfabetizados
Pesquisa indica que educação básica melhorou, mas qualidade dos cursos universitários pode estar caindo
DANILO VENTICINQUE
Agência O Globo
AVANÇO
A universalização do ensino básico diminuiu o analfabetismo funcional. Agora, é preciso melhorar a qualidade da leitura















Se você consegue ler e interpretar um texto como este, você faz parte de uma elite no Brasil: o seleto grupo dos plenamente alfabetizados. Segundo a pesquisa Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), divulgada pelo Ibope nesta semana, apenas 25% da população brasileira se enquadra nesta categoria – e o número não deve crescer tão cedo.

Realizada desde 2001, a pesquisa avalia a capacidade de leitura de textos e aplicação de operações matemáticas básicas de brasileiros entre 15 e 64 anos. Neste ano, foram entrevistadas 2.000 pessoas em regiões rurais e urbanas de todo o país.

Ao contrário da alfabetização básica (capacidade de entender textos curtos), que cresceu 9% desde 2007, a alfabetização plena parece estar fora do alcance do sistema educacional brasileiro. Essa contradição aparece no estudo com um misto de boas e más notícias: por um lado, a porcentagem deanalfabetos funcionais no país chegou ao seu menor patamar da história (28%). Por outro, o número de brasileiros plenamente alfabetizados não só deixou de crescer como caiu 3% em relação a 2007. Desde o início da década, o índice permanece estagnado, apesar dos avanços em todos os outros níveis de alfabetização.

De acordo com o relatório da Inaf, o problema atinge até as universidades: 32% dos brasileiros com ensino superiorcompleto ou incompleto não podem ser considerados plenamente alfabetizados. "O número é assustador", afirma a pesquisadora Vera Masagão, uma das coordenadoras do estudo. "Ele mostra que, com a popularização do ensino superior, a qualidade pode estar caindo."

Na teoria, o ensino médio completo bastaria para que qualquer pessoa fosse capaz de compreender e interpretar textos longos. Na prática, menos da metade dos alunos comprovaram essas capacidades. "Isso tem a ver com a qualidade da escola, que é insuficiente e não garante um aprendizado mínimo", diz Vera.

Ela afirma que, caso as tendências atuais se mantenham, o analfabetismo funcional deve continuar a cair de forma acentuada – principalmente entre pessoas de baixa renda, que antes não tinham acesso nem mesmo ao ensino fundamental. Para diminuir o abismo entre a alfabetização básica e a plena, no entanto, o acesso não é o bastante: é preciso investir na qualidade.

Os quatro níveis de alfabetização, segundo o Indicador de Alfabetismo Funcional:
Analfabetismo

Não conseguem realizar tarefas simples que envolvem a leitura, embora consigam ler números familiares (telefones, preços, etc.).

Alfabetismo rudimentar

São capazes de localizar uma informação explícita em textos curtos e familiares (como um anúncio ou pequena carta), ler e escrever números usuais e realizar operações simples, como manusear dinheiro para o pagamentos. São considerados analfabetos funcionais.

Alfabetismo básico

Leem e compreendem textos de média extensão, localizam informações mesmo que seja necessário realizar pequenas inferências e resolvem problemas envolvendo uma sequência simples de operações. No entanto, mostram limitações quando as operações requeridas envolvem maior número de etapas ou relações.

Alfabetismo pleno

Conseguem compreender e interpretar textos longos, distinguem fato de opinião, realizam inferências e sínteses. Quanto à matemática, resolvem problemas que exigem maior planejamento e controle, envolvendo percentuais, proporções e cálculo de área, além de interpretar tabelas, mapas e gráficos.

Saiba mais

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

“Ih, Marisa, o filme fropou!!!”


Por Reinaldo Azevedo

Dizem-me os leitores que ontem, mais uma vez (comentários semelhantes já chegaram antes), personagens da novela Viver a Vidafizeram propaganda — na verdade, esse tipo de inserção se chama “merchandising” e costuma ser pago — do filme Lula, O Filho do Brasil

É, a coisa tá feia! O filme, como diz a moçada, “FLOPOU” .As forças vivas do petismo estão tentando dar um jeito de maquiar o desastre, mas está difícil. Já se fala até em sessões gratuitas para quem quiser ver, com ou sem filiação a sindicatos. Fiquei sabendo que, também no mercado pirata, o DVD é um micão. A frustração tem mais ou menos o tamanho da expectativa.

Já disse: quando eu vir o filme, farei uma análise mais acurada. De imediato, o que me parece é que não há Lula de mentira que consiga concorrer com o… Lula de mentira, entenderam? Nos trailers na TV, aquele ator forçando uma voz rascante, com a língua presa, remete à chanchada e ao humor, embora seja nítida a intenção dramática. Jamais haverá, por exemplo, um Lula como o saudoso Bussunda! A fala nesse trailer é qualquer coisa assim: “Marisa, eu só tenho medo de te perder”. Ah, convenham: é uma espécie de Fome Zero do cinema no grau zero do apuro artístico.

A própria novela de Manoel Carlos, que costuma ser um craque, certamente é muito superior a isso. A TV Globo deixou os brasileiros mal acostumados com o seu padrão de qualidade, jamais igualado, em seu gênero, nem pelo bom cinema. Imaginem quando se trata de mera hagiografia…

Vamos ver… Se o filme fosse o estouro que os petistas esperavam e prometiam, não acho que seria sintoma da possível vitória de Dilma. Do mesmo modo, não creio que a “flopada” seja um sinal de que ela vai perder. É só um sinal de que Lula não consegue transferir espectadores para Lula. Será que transfere os votos necessários para Dilma? Vamos ver. Há que se considerar que, nesse caso, o carisma dela também conta, né?

A família Barretão deveria ter imaginado que não há ficção de ficção que consiga superar a realidade de ficção. O filme teria estourado se o ator que finge ser Lula fosse o próprio Lula. Assim como, na vida real, Lula faz de conta que é Lula, entenderam?

sábado, 9 de janeiro de 2010

Resposta do Gal.Torres de Melo à carta da jornalista MIRIAM LEITÃO.

Senhora Jornalista Miriam Leitão.

Li o seu artigo "ENQUANTO ISSO", com todo cuidado possível.
Senti, em suas linhas, que a senhora procura mostrar que os MILITARES
BRASILEIROS de HOJE são bem diferentes dos MILITARES BRASILEIROS de
ONTEM. Penso que esse é o ponto central de sua tese. Para criar
credibilidade nas suas afirmativas, a senhora escreveu: "houve um
tempo em que a interpretação dos militares brasileiros sobre LEI E
ORDEM era rasgar as leis e ferir a ordem. Hoje em dia, eles demonstram
com convicção terem aprendido o que não podem fazer". Permita-me
discordar dessa afirmativa de vez que vejo nela uma injustiça, pois
fiz parte dos MILITARES DE ONTEM e nunca vi os meus camaradas
militares rasgarem leis e ferir a ordem. Nem ontem nem hoje. Vou
demonstrar a minha tese.

No Império, as LEIS E A ORDEM foram rasgadas no Pará,
Ceará, Minas, Rio, São Paulo e Rio Grande do Sul pelas paixões
políticas da época. AS LEIS E A ORDEM foram restabelecidas pelo
Grande Pacificador do Império, um Militar de Ontem, o Duque de
Caxias, que com sua ação manteve a Unidade Nacional. Não rasgamos as
leis nem ferimos a ordem. Pelo contrário. Vem a queda do Império e
a República. Pelo que sei, e a História registra, foram políticos que
acabaram envolvendo os velhos Marechais Deodoro e Floriano nas lides
políticas. A política dos governadores criando as oligarquias
regionais, não foi obra dos Militares de Ontem, quando as leis e a
ordem foram rasgadas e feridas pelos donos do Poder, razão maior das
revoltas dos tenentes da década de 20, que sonhavam com um Brasil
mais democrático e justo. Os Militares de Ontem ficaram ao lado da
lei e da Ordem. Lembro à nobre jornalista que foram os civis
políticos que fizeram a revolução de 30, apoiados, contudo, pelos
tenentes revolucionários, menos Prestes, que abraçou o comunismo
russo.

Veio a época getuliana, que, aos poucos, foi afastando os
tenentes das decisões políticas. A revolução Paulista não foi feita
pelos Militares de Ontem e sim pelos políticos paulistas que não
aceitavam a ditadura de Vargas. Não foram os Militares de Ontem que
fizeram a revolução de 35 (senão alguns, levados por civis a se
converterem para a ideologia vermelha, mas logo combatidos e
derrotados pelos verdadeiros Militares de Ontem); nem fizeram a
revolta de 38; nem deram o golpe de 37. Penso que a senhora, dentro de
seu espírito de justiça, há de concordar comigo que foram as velhas
raposas GETÚLIO - CHICO CAMPOS - OSWALDO ARANHA e os chefetes que
estavam nos governos dos Estados, que aceitaram o golpe de 37. Não
coloque a culpa nos militares de Ontem.

Veio a segunda guerra mundial. O Nazismo e o Fascismo tentam
dominar o mundo. Assistimos ao primeiro choque da hipocrisia da
esquerda. A senhora deve ter lido - pois àquela época não seria
nascida -, sobre o acordo da Alemanha e a URSS para dividirem a pobre
Polônia e os sindicatos comunistas do mundo ocidental, fazendo greves
contra os seus próprios países a favor da Alemanha por imposição da
URSS e a mudança de posição quando a "Santa URSS" foi invadida por
Hitler. O Brasil ficou em cima de muro até que nossos navios (35)
foram afundados. Era a guerra, a proteção ao tráfego marítimo, a FEB e
seu término. Getúlio - o ditador - caiu e vieram as eleições. As
Forças Armadas foram chamadas a intervir para evitar o pior. Foram os
políticos que pressionaram os Militares de Ontem para manter a ordem.
Não rasgamos as leis nem ferimos a ordem. Chamou-se o Presidente do
Supremo Tribunal Federal para, como Presidente, governar a transição.
Não se impôs MILITAR algum.

O mundo dividiu-se em dois. O lado democrático, chamado
pelos comunistas de imperialistas, e o lado comunista com as suas
ditaduras cruéis e seus celebres julgamentos "democráticos". Prefiro o
primeiro e tenho certeza de que a senhora, também. No lado ocidental
não se tinham os GULAGs. O período Dutra (ESCOLHIDO PELOS CIVIS E
ELEITO PELO VOTO DIRETO DO POVO) teve seus erros - NUNCA CONTRA A LEI
E A ORDEM - e virtudes como toda obra humana. A colocação do Partido
Comunista na ilegalidade foi uma obra do Congresso Nacional por
inabilidade do próprio Carlos Prestes, que declarou ficar ao lado da
URSS e não do Brasil em caso de guerra entre os dois países. Dutra
vivia com o "livrinho" (a Constituição) na mão, pois os políticos, nas
suas ambições, queriam intervenções em alguns Estados, inclusive em
São Paulo. A senhora deve ter lido isso, pois há vasta literatura
sobre a História daqueles idos.

Novo período de Getúlio Vargas. Ele já não tinha mais o
vigor dos anos trinta. Quem leu CHATÔ, SAMUEL WEINER (a senhora leu?)
sente que os falsos amigos de Getúlio o levaram à desgraça. Os
Militares de Ontem não se envolveram no caso, senão para investigar os
crimes que vinham sendo cometidos sem apuração pela Polícia; nem
rasgaram leis nem feriram a ordem.

Eram os políticos que se digladiavam e procuravam nos
colocar como fiéis da balança. O seu suicídio foi uma tragédia
nacional, mas não foram os Militares de Ontem os responsáveis pela
grande desgraça.

A senhora permita-me ir resumindo para não ficar longo. Veio
Juscelino e as Forças Armadas garantiram a posse, mesmo com pequenas
divergências. Eram os políticos que queriam rasgar as leis e ferir a
ordem e não os Militares de Ontem. Nessa época, há o segundo grande
choque da esquerda. No XX Congresso do Partido Comunista da URSS
(1956) Kruchov coloca a nu a desgraça do stalinismo na URSS. Os
intelectuais esquerdistas ficam sem rumo.

Juscelino chega ao fim e seu candidato perde para o senhor
Jânio Quadros. Esperança da vassoura. Desastre total. Não foram os
Militares de Ontem que rasgaram a lei e feriram a ordem. Quem declarou
vago o cargo de Presidente foi o Congresso Nacional. A Nação ficou ao
Deus dará. Ameaça de guerra civil e os políticos tocando fogo no País
e as Forças Armadas divididas pelas paixões políticas, disseminadas
pelas "vivandeiras dos quartéis" como muito bem alcunhou Castello.

Parlamentarismo, volta ao presidencialismo, aumento das
paixões políticas, Prestes indo até Moscou afirmando que já estavam no
governo, faltando-lhes apenas o Poder. Os militares calados e o chefe
do Estado Maior do Exército (Castello) recomendando que a cadeia de
comando deveria ser mantida de qualquer maneira. A indisciplina
chegando e incentivada dentro dos Quartéis, não pelos Militares de
Ontem e sim pelos políticos de esquerda; e as vivandeiras tentando
colocar o Exército na luta política.

Revoltas de Polícias Militares, revolta de sargentos em
Brasília, indisciplina na Marinha, comícios da Central e do Automóvel
Clube representavam a desordem e o caos contra a LEI e a ORDEM.
Lacerda, Ademar de Barros, Magalhães Pinto e outros governadores e
políticos (todos civis)incentivavam o povo à revolta. As marchas com
Deus, pela Família e pela Liberdade (promovidas por mulheres)
representavam a angústia do País. Todo esse clima não foi produzido
pelos MILITARES DE ONTEM. Eles, contudo, sempre à escuta dos apelos do
povo, pois ELES são o povo em armas, para garantir as Leis e a Ordem.
Minas desce. Liderança primeira de civil; era Magalhães Pinto. Era a
contra-revolução que se impunha para evitar que o Brasil soçobrasse ao
comunismo. O governador Miguel Arraes declarava em Recife, nas
vésperas de 31 de março: haverá golpe. Não sabemos se deles ou nosso.

Não vamos ser hipócritas. A senhora, inteligente como é,
deve ter lido muitos livros que reportam a luta política daquela época
(exemplos: A Revolução Impossível de Luis Mir - Combates nas Trevas de
Jacob Gorender - Camaradas de William Waack - etc) sabe que a esquerda
desejava implantar uma ditadura de esquerda. Quem afirma é Jacob
Gorender. Diz ele no seu livro: "a luta armada começou a ser tentada
pela esquerda em 1965 e desfechada em definitiva a partir de 1968".
Não há, em nenhuma parte do mundo, luta armada em que se vão plantar
rosas e é por essa razão que GORENDER afirma: "se quiser compreendê-la
na perspectiva da sua história, A ESQUERDA deve assumir a violência
que praticou". Violência gera violência.

Castello, Costa e Silva, Médici, Geisel e João Figueiredo,
com seus erros e virtudes, desenvolveram o País. Não vamos perder
tempo com isso. A senhora é uma economista e sabe bem disso. Veio a
ANISTIA. João Figueiredo dando murro na mesa e clamando que era para
todos; e Ulisses não desejando que Brizolla, Arraes e outros pudessem
tomar parte no novo processo eleitoral, para não lhe disputarem as
chances de Poder. João bateu o pé e todos tiveram direito, pois "lugar
de Brasileiro é no Brasil", como dizia. Não esquecer o terceiro choque
sofrido pela a esquerda: Queda do Muro de Berlim, que até hoje a nossa
esquerda não sabe desse fato histórico..

Diretas já. Sarney, Collor com seu desastre, Itamar, FHC,
LULA e chegamos aos dias atuais. Os Militares de Hoje, silentes, que
não são responsáveis pelas desgraças que vivemos agora, mas sempre
aguardando a voz do Povo. Não houve no passado, nem há, nos dias de
hoje, nenhum militar metido em roubo, compra de voto, CPI, dólar em
cueca, mensalões ou mensalinhos. Não há nenhum Delúbio, Zé Dirceu,
José Genoíno, e que tais. O que já se ouve, o que se escuta é o povo
dizendo: SÓ OS MILITARES PODERÃO SALVAR A NAÇÃO. Pois àquela época da
"ditadura" era que se era feliz e não se sabia... Mas os Militares de
Hoje, como os de Ontem, não querem ditadura, pois são formados
democratas. E irão garantir a Lei e a Ordem, sempre que preciso. Os
militares não irão às ruas sem o povo ao seu lado. OS MILITARES DE
HOJE SÃO OS MESMOS QUE OS MILITARES DE ONTEM. A nossa desgraça é que
políticos de hoje (olhe os PICARETAS do Lula!) - as exceções
justificando a regra - são ainda piores do que os de ontem. São sem
ética e sem moral, mas também despudorados. E o Brasil sofrendo, não
por conta dos MILITARES, mas de ALGUNS POLÍTICOS - uma corja de
canalhas, que rasgam as leis e criam as desordens.

Como sei que a senhora é uma democrata, espero que publique
esta carta no local onde a senhora escreve os seus artigos, que os
leio atenta e religiosamente, como se fossem uma Bíblia. Perfeitos no
campo econômico, mas não muito católicos ou evangélicos no campo
político por uma razão muito simples: parece que a senhora tem o
vírus de uma reacionária de esquerda.

Atenciosa e respeitosamente,

GENERAL DE DIVISÃO REFORMADO DO EXÉRCITO FRANCISCO BATISTA TORRES DE
MELO.


(Um militar de ontem, que respeita os militares de hoje, que
pugnam pela Lei e a Ordem).


"A adversidade desperta em nós capacidades que em circunstâncias
favoráveis, teriam ficado adormecidas." (Horácio)


quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

NÃO VI E NÃO GOSTEI.


Leonardo
Attuch

Na semana passada, a alta corte se reuniu em
Brasília. Mais de 1,4 mil pessoas lotaram o
Teatro Nacional para assistir à pré-estréia do
filme "Lula, o Filho do Brasil". Nos círculos
do poder, onde o puxa-saquismo faz parte da
etiqueta social e é instrumento de ascensão
profissional, compreende-se que algumas pessoas
tenham sentado nas escadarias e se dependurado
nos lustres do teatro. Mas quando a produção
chegar às salas de cinema, dificilmente terá a
mesma recepção. E talvez entre para a história
como o filme de expectativas mais infladas já
rodado no País - e também o que menos
correspondeu a elas.

Por mais que Lula seja "o cara" e mereça a
popularidade que tem, existem razões
filosóficas, estéticas e morais para não se
assistir ao filme. A principal: é simplesmente
indecoroso que o produtor Luiz Carlos Barreto
tenha rodado sua sacolinha no auge do poder
petista. Com cerca de R$ 16 milhões arrecadados,
ele conseguiu produzir a película mais cara da
história do cinema nacional. Eike Batista,
aquele que queria um empurrão do Planalto para
ficar com a Vale, deu R$ 1 milhão. A Camargo
Corrêa, que depois de uma operação da Polícia
Federal foi socorrida pelo advogado Márcio
Thomaz Bastos, por sugestão direta do
presidente, também entrou no consórcio, assim
como duas outras empreiteiras. E a Oi, que
ganhou uma lei sob medida na telefonia, também
está no time dos patrocinadores. Por isso, é até
risivel o comentário do ministro do
Planejamento, Paulo Bernardo, que, na
pré-estréia, indagou: "Por que a oposição não
arruma alguém para fazer um filme também?" Ora,
simplesmente porque não tem a chave do cofre,
nem a chave da cadeia - e talvez porque tenha
algum decoro.

Se isso não bastasse, o principal ingrediente
do filme parece ser o sentimentalismo barato
daquelas produções "feitas para chorar". A
história de um herói improvável que supera
dificuldades e chega ao cume da glória,
carregado pelo povo. Na linha do indiano "Quem
quer ser um milionário?", o nosso poderia se
chamar "Quem quer ser um presidente?". Só que
a arte de Lula sempre foi o de transformar
adversidades, como a origem humilde e a falta
de diploma, em vantagens comparativas no jogo
da competição política. Numa sociedade tão
desigual e culpada como a brasileira, nada
disso foi obstáculo ao seu sucesso - e talvez
tenha até ajudado. Por tudo isso, e pelo
simples fato de que teria sido mais decente
esperar o fim da era Lula para rodar o filme,
a produção da família Barreto não vale o
ingresso, nem a pipoca.


Leonardo
Attuch