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domingo, 29 de novembro de 2009

Alguém cometeu um crime. O país quer saber quem é o criminoso

27 de novembro de 2009

A biografia do sociólogo César Benjamin proíbe que se tente enquadrá-lo em qualquer dos figurinos impostos a quem não se submete ao presidente Lula. Não é louro, nem tem olhos azuis. Não é paulista, e portanto jamais será um granfino quatrocentão. E a trajetória desenhada desde a adolescência passou a distâncias cósmicas das paragens onde conspiram, segundo o serviço de desinteligência do PT, reacionários de alta periculosidade a serviço da elite golpista.

César Benjamin filiou-se a um grupo clandestino de extrema-esquerda aos 15 anos, atravessou os dois seguintes metido na luta armada, foi preso aos 17, torturado durante meses e expulso do país aos 22. Voltou do exílio aos 24, ajudou a fundar o PT aos 26 e foi um dos coordenadores das duas primeiras campanhas presidenciais de Lula. Rompeu com o partido em 1995, transferiu-se mais tarde para o PSOL e figurou como candidato a vice-presidente na chapa de Heloísa Helena.

Aos 55 anos, as semelhanças entre o editor da Contraponto e um direitista ortodoxo são tantas quanto as existentes entre a Amazônia e o sertão do Piauí. Mas também há a separá-lo da esquerda governista o fosso que começou a ser escavado em 1994 e aprofundou-se dramaticamente em 2005, quando César revelou, num programa da TV Bandeirantes, que deixara o PT por ter testemunhado a origem (e ter fracassado na tentativa de neutralizá-la) do escândalo do mensalão.

Em 1993, contou, Lula dispensou-se de consultas e conversas para indicar o representante da CUT no Conselho do Fundo de Assistência ao Trabalhador, o FAT. Cabe aos conselheiros decidirem onde, quando e como serão investidos os muitos milhões movimentados mensalmente pela entidade. O chefe resolveu deslocar do semianonimato para o empregão um companheiro goiano que dava aulas de aritmética a crianças do curso primário e lições de greve a marmanjos inexperientes. Chamava-se Delúbio Soares.

Ainda no início da campanha de 1994, César descobriu que Delúbio, com truques e artifícios ilegais, vinha transferindo do FAT para o PT quantias com dígitos suficientes para deixar excitado um banqueiro americano. Confiante na discurseira sobre valores éticos, relatou o que sabia aos mandarins do partido. Terminada a narrativa, espantou-se com a serenidade dos ouvintes. Ficou mais espantado ao ouvir de Lula e José Dirceu que, “em nome do partido”, deveria esquecer o assunto.

Ignorou a recomendação até render-se às evidências de que denunciara um delinquente aos mandantes do crime. Em 1995, despediu-se de Lula com um aperto de mãos e uma advertência: ”Isso aí é o ovo da serpente”. Era mesmo, soube-se dez anos mais tarde. A trama exposta por César nunca foi desmentida ou retocada pelos acusados. Todos submergiram no silêncio que consente, endossa ou autoriza.

Nesta sexta-feira, num longo artigo publicado na Folha, César Benjamin surpreendeu o país com dois parágrafos extraordinariamente mais explosivos que a grave revelação sobre as primeiras anotações no prontuário de Delúbio. O cenário é uma sala na sede do PT em São Paulo:

Na mesa, estávamos eu, o americano ao meu lado, Lula e o publicitário Paulo de Tarso em frente e, nas cabeceiras, Espinoza (segurança de Lula) e outro publicitário brasileiro que trabalhava conosco, cujo nome também esqueci. Lula puxou conversa: “Você esteve preso, não é Cesinha?” “Estive.” “Quanto tempo?” “Alguns anos…”, desconversei (raramente falo nesse assunto). Lula continuou: “Eu não aguentaria. Não vivo sem boceta”.

Para comprovar essa afirmação, passou a narrar com fluência como havia tentado subjugar outro preso nos 30 dias em que ficara detido. Chamava-o “menino do MEP”, em referência a uma organização de esquerda que já deixou de existir. Ficara surpreso com a resistência do “menino”, que frustrara a investida com cotoveladas e socos.

O artigo merece ser lido na íntegra, mas os dois parágrafos resumem a ópera assombrosa. “Coisa de psicopata”, revidou Gilberto Carvalho, secretário da Presidência. Quem o conhece não tem motivos para duvidar da sanidade mental do articulista. Mentira!, berraram incontáveis devotos de Lula. O publicitário Paulo de Tarso, numa carta pouco afirmativa, confirmou o encontro, mas avisa, numa linguagem torturada, que não se recorda de ter visto César entre os presentes.

Em 2004, o correspondente do jornal The New York Times, Larry Rohter, quase foi expulso do Brasil por ter registrado que o presidente gosta de beber. Confrontados com as linhas publicadas pela Folha, 99 em 100 leitores previram que César, pela altíssima voltagem do relato, não se livraria de retaliações muito mais severas que as planejadas contra o repórter americano.

Erraram: até agora, Lula não emitiu qualquer sinal de quem pretende ao menos acionar judicialmente o acusador. Para Gilberto Carvalho, fazer isso seria “sujar-se”. É certo que, com ou sem processo, o autor do artigo está obrigado a provar o que afirmou. Mas ninguém se suja lavando a honra. E não há como varrer para baixo do tapete uma interrogação de tais dimensões. O Brasil ─ e com mais ênfase o Brasil que presta ─ vai exercer o direito de conhecer a verdade.

Sabe-se que houve um crime. Falta saber quem é o criminoso. Se o acusador mentiu, é César. Se não mentiu, é Lula. Seja quem for o culpado, não pode escapar do castigo.

sábado, 14 de novembro de 2009

Quanta inteligência! É de dar medo.

“Se o mundo fosse quadrado ou retangular e a gente soubesse que o nosso território está 14 mil quilômetros de distância dos centros mais poluidores, torce pra ficar só lá. Mas o mundo gira e a gente também passa lá embaixo onde está mais poluído”.

Lula, pronto para incluir no PAC a escavação, com as sondas do pré-sal, de um túnel na vertical que ligue o Brasil ao Japão lá embaixo, e levantando uma hipótese que permitiria a instalação de grades redondas nas celas das cadeias, o que livraria a companheirada do medo de ver o sol nascer quadrado.

“Tem uma coisa que nós humanos temos um problema imenso: não controlamos chuva, vento e raio. Talvez um dia, né?”.

Dilma Rousseff, avisando que está em fase de montagem o PAC do Tempo, que já incluiu a garoa da caatinga, a neve do semiárido, a transposição para a Venezuela da um afluente transposto do São Francisco e a proibição de raios, relâmpagos e trovões na região de Itaipu.

Tempestade na cabeça (2)




“A gente não sabe o tamanho do vento, o tamanho da chuva. Sabe que, quando vem, tudo que a gente bolou, escafedeu-se”.

Lula, que não sabe o tamanho da tempestade que continua a castigar-lhe a cabeça e, por isso mesmo, não sabe que é hora de escafeder-se por alguns dias.



Tempestade na cabeça




“Eu já disse várias vezes: Freud dizia que tem algumas coisas que a humanidade não controlaria. Uma delas eram as intempéries. Dá um terremoto, o Japão faz casa de borracha, faz casa de papel, aqui no Brasil faz piscinão, piscininha”.

Lula, depois do almoço desta quinta-feira, mostrando que a tempestade que provocou o apagão deslocou-se para Brasília e, no momento, afeta fortemente a cabeça do chefe de governo.

Augusto Nunes

domingo, 8 de novembro de 2009

Dilma e o analfabetismo “conecto”

Reinaldo Azevedo

Houve revolta entre os artistas que ainda restam no PT — quantos com patrocínio oficial, não sei — porque Caetano Veloso chamou Lula de “analfabeto”, “cafona” e “grosseiro” em entrevista ao Estadão. “Preconceito!”, gritaram alguns.

No encontro do PC do B ontem, Lula, uma vez mais, comparando-se a FHC, orgulhou-se de não ter diploma, mas de ser mais inteligente. Sei…

Dilma também discursou. Chamou a oposição de “patética e esdrúxula”, provando que, em matéria de grosseria, caso o projeto do PT prospere, ninguém sentirá falta do passado. E saiu-se com um outro adjetivo. Afirmou que a oposição é “desconecta”.

“Desconecta” é a versão analfabeto-chique de “desconectada”.

Lula já ensinou Tarso Genro a conjugar o verbo “intervir”. Agora precisa ajudar Dilma com os adjetivos formados com o particípio passado dos verbos.

PS — Acreditem: se Dilma for eleita, ainda que ela conseguisse melhorar tudo, uma coisa pioraria fatalmente: o português falado no Palácio do Planalto. Lula, perto de Dilma, é um verdadeiro Padre Vieira! Enquanto os jornalistas estivessem soltos, seria uma verdadeira farra!


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Elemento malacara ou camaleão, sei lá que bicho é esse...,

video

Buenas indiada,
Pra quem não sabe, no linguajar Gaúcho, MALACARA é o sujeito que tem duas caras.
E pensar que esse instrumento recebeu mais de 50 milhões de votos.
Acorda Brasil!!!


domingo, 1 de novembro de 2009

Vendo as charges, faço um breve comentário,
Andar de braço-dado com o Collor e o Sarney e afins, vá lá!
Lamber as botas do morto-vivo Fidel, vá lá!
Mas juntar a merda do palhaço-bananão Chavez é humilhante demais.
Humilhante para o Brasil ter um boneco-de-ventríluquo na presidência.
ACORDA BRASIL!!!



Primores de ternura - 1Olavo de Carvalho

Leio no site da Previdência Social: "O auxílio-reclusão é um benefício devido aos dependentes do segurado recolhido à prisão, durante o período em que estiver preso sob regime fechado ou semi-aberto." Ou seja: no Brasil você pode matar, roubar, sequestrar ou estuprar, seguro de que, se for preso, sua família não passará necessidade. O governo garante. Se, porém, como membro efetivo da maioria otária, você não faz mal a ninguém e em vez disso prefere acabar levando dois tiros na cuca, quatro no estômago ou três no peito, ou então uma facada no fígado, esticando as canelas in loco ou no hospital, aí o governo não garante mais nada: sua viúva e seus filhos podem chorar à vontade na porta do Palácio do Planalto, que o coração fraterno da República solidária não lhes concederá nem uma gota da ternura estatal que derrama generosamente sobre os bandidos.

É, as coisas são assim. Se elas o escandalizam, é porque você está muito desatualizado. Afagar delinqüentes, estimular o banditismo, é uma das mais antigas e veneráveis tradições do movimento revolucionário, que o nosso partido governante personifica orgulhosamente.

Veja o que pensavam alguns dos mentores revolucionários mais célebres:
Mikhail Bakunin, líder anarquista: "Para a nossa revolução, será preciso atiçar no povo as paixões mais vis."

Serge Netchaiev, terrorista que Lênin adotou como um de seus gurus: "A causa pela qual lutamos é a completa, universal destruição. Temos de nos unir ao mundo selvagem, criminoso."

Willi Münzenberg, o gênio organizador da propaganda comunista na Europa Ocidental e nos EUA: "Vamos corromper o Ocidente em tal medida, que ele acabará fedendo."

Louis Aragon, poeta oficial do Partido Comunista Francês: "Despertaremos por toda parte os germes da confusão e do malestar. Que os traficantes de drogas se atirem sobre as nossas nações aterrorizadas!"

V. I. Lênin: "O melhor revolucionário é um jovem desprovido de toda moral."

De tal modo a paixão pelo crime se impregnou na mente revolucionária, que acabou até produzindo fenômenos paranormais. Em 8 de março de 1855, o poeta Victor Hugo, um ídolo dos revolucionários, recebeu numa sessão espírita, para satisfação aliás de suas próprias expectativas, esta mensagem do além: "A verdadeira religião proclama o novo evangelho: é uma imensa ternura pelos ferozes, pelos infames, pelos bandidos."

Os exemplos poderiam multiplicar-se indefinidamente. E nada disso ficou no papel, é claro. Nem se limitaram aquelas almas cândidas a cantar em prosa, verso e filme as virtudes excelsas da criminalidade (v. meu artigo "Bandidos e Letrados", de 26 de dezembro de 1994, em www.olavodecarvalho.org/livros/bandlet.htm). Já em 1789 os revolucionários franceses abriram as portas das prisões, libertando indiscriminadamente milhares de assassinos, ladrões e estupradores que em poucos dias espalharam o caos nas ruas de Paris (mesmo na célebre Bastilha não havia um só prisioneiro político: só delinqüentes). Logo após a tomada do poder pelos comunistas na Rússia, a política oficial era fomentar o sexo livre, criando assim uma geração de jovens sem família para incentivar a criminalidade juvenil e liquidar pela confusão o que restasse da "ordem burguesa". A idéia foi de Karl Radek (o chefe de Willi Münzenberg), que, ironia cruel, ao cair em desgraça perante Stalin acabou sendo assassinado a murros e pontapés por jovens delinqüentes numa prisão.

O voto de Louis Aragon foi cumprido à risca a partir dos anos 50, quando a URSS começou a treinar agentes para que se infiltrassem nas então incipientes redes de tráfico de drogas - especialmente na América Latina - e as dominassem por dentro, criando uma futura fonte local de subsídios para o movimento revolucionário, que estava saindo caro demais para o bolso soviético. Essa foi a origem remota das Farc, Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, que hoje dominam o narcotráfico no continente. A história é contada em detalhes pelo general tcheco Jan Sejna, que participou pessoalmente da operação (v. Joseph D. Douglass, Red Cocaine. The Drugging of America and the West, London, Harle, 1999).



A mentira como rotina tenta camuflar a grande fraude

1 de novembro de 2009
Augusto Nunes

O perfil não autorizado de Dilma Rousseff, que será publicado no começo da semana, prova que entre a candidata à Presidência e as encarnações anteriores - a guerrilheira, a secretária municipal, a secretária estadual, a ministra de Minas e Energia e a chefe da Casa Civil - há uma única diferença relevante: as outras Dilmas não falavam. Depois que desandou na discurseira, o monumento à eficiência começou a escancarar perturbadoras rachaduras. E o Brasil que pensa vai descobrindo que a cria de Lula é um Pacheco de terninho que passou a vida conversando com o Conselheiro Acácio e mente compulsivamente para ocultar a grande fraude: a maior gerente-de-país desde o Descobrimento não existe. Nunca existiu.

Estava na primeira linha do perfil quando chegou este comentário do excelente jornalista Celso Arnaldo. Tudo a ver. Confiram. Volto no fim do texto.

Diante de uma fala gravada de Dilma, qualquer jornalista, mesmo completamente despreparado, se sente compelido a reescrevê-la, para não martirizar seu leitor com a tortura iletrada do pensamento da ministra.

Engano meu, pois há uma exceção: a tropa de choque do pessoal que cuida do site da Casa Civil… Já na primeira página, além do áudio da entrevista dela ao programa Bom dia Ministro, há a transcrição na íntegra da gravação. Eles não mudaram uma vírgula, uma respiração, erros de concordância e raciocínio que, enfileirados, iriam daqui a Brasília. Obrigado, Casa Civil! Vocês não sabem o que fazem.

Vejam o que ela responde a uma crítica sobre o Minha Casa, Minha Vida:
“Olha, não é isso que nós estamos vendo. Não é isso que a gente tá vendo e eu vou te falar a partir do que. Hoje, já tem mais de 400 projetos apresentados para a Caixa, “dominantemente” naquela distribuição em que zero a três é o pessoal que faz a moradia para renda de zero a três salários mínimos é a grande maioria. Lá dentro da Caixa já tem aprovado mais de 100 mil contratações. A gente não esperava que tivesse nenhuma casa pronta a não ser que essa casa tivesse começado a ser construída antes da gente lançar o programa, o que seria impossível porque, em média, você reduzindo o máximo que você puder toda burocracia que envolve a construção de casa, o nosso objetivo é chegar 11 meses, ou seja, dada a escolha do terreno até a hora que a chave foi entregue na mão da pessoa que vai morar, o mínimo é 11 meses. No Brasil nós estamos tentando reduzir isso porque era 22, nós estamos tentando chegar nessa meta de 11″.

Sobre um tal “anel de Belo Horizonte”:
“A boa notícia é o seguinte. O anel nós estamos agora com ele em fase final de aprovação. O Ministério dos Transportes já avaliou, nós consideramos que o projeto está bom, então ele entra no PAC, a gente considerando aquilo que ele vai ser licitado imediatamente, não vai ficar parado nem nada. Então, acho que essa é uma boa notícia”.

De novo sobre o Minha Casa:
“Porque nós não vamos ter de dar conta de resolver o problema de seis milhões de habitações. São seis milhões de lares, de moradias, de casas que falta no Brasil. Daqui para frente o que nós estamos fazendo é o seguinte: nós vamos provar para esse um milhão que é possível fazer. E vamos, eu acho, a partir do final desse programa, nós teremos de estar em perfeitas condições para iniciar já fazendo os outros seis milhões sem o que o déficit habitacional brasileiro não vai ser resolvido”.

Dispensa comentários, mas me permito um já pensou se, na hora de defender a tese que nunca defendeu para o doutorado que nunca fez, a Dilma falasse desse jeito para a banca examinadora?

Não seria pau direto até na Uniban?

Dilma é isso aí. Sempre foi. Prisioneiro da formação intelectual indigente, Lula não sabe se alguém está pronto para lecionar em Harvard ou naufragar no Enem. É compreensível que tenha resolvido transformar em sucessora a companheira de cabeça confusa. Deve achar bonito o que Dilma diz. Deve achar que só uma sumidade consegue pilotar um projetor enquanto fala do PAC. Mas muitos espertalhões da base alugada montam frases com começo, meio e fim, e distinguem um cérebro em bom estado de outro severamente avariado. Essa gente anda suspeitando de que estão a bordo do barco errado. Nenhuma outra espécie de rato desembarca com tanta ligeireza.