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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Os Chineses estão tomando conta do Brasil...,


Estão se apossando do Brasil, construindo fábricas de veículos, máquinas, equipamentos, construções, eletrônicos, etc..., nós não somos capazes de produzir um veículo de passeio, quanto mais um caminhão, um trator, uma colheitadeira, uma locomotiva. Vão levar grãos, madeira, minério e voltar com trilhos, carrinhos, chaveiros, espelhos..., 

Leiam a reportagem:

China quer construir ferrovia de R$ 10 bi de Cuiabá a Santarém

Linha férrea ajudará a escoar soja do Mato Grosso para a Ásia e trará importados para o centro-sul do País

Danilo Fariello, iG Brasília
Chega neste sábado a Cuiabá, capital de Mato Grosso, uma comitiva de engenheiros, geólogos e economistas da companhia estatal China National Machinery Corporation (CMC). Eles querem levantar informações em campo para, após esse reconhecimento, instalar uma nova ferrovia entre Cuiabá (MT) a Santarém (PA). A obra, uma continuação da Ferronorte, tem valor estimado em R$ 10 bilhões. 
Foto: Arte iGAmpliar
Confira acima algumas cidades por onde a ferrovia passará
Uma intenção do grupo chinês é construir a linha férrea para tornar mais ágil e eficiente o escoamento da soja - entre outros produtos - de cidades como Lucas do Rio Verde, Sorriso e Sinop, no norte do Mato Grosso. Hoje esse trajeto é feito pela rodovia BR-163, que passa pelas mesmas cidades.

De Santarém, a produção parte de navio direto para a China, explica o secretário-extraordinário de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes de Mato Grosso, Francisco Vuolo.

Outra intenção dos chineses seria também usar a ferrovia como um canal de acesso mais barato para trazer importados aos mercados do Centro-Sul do país. Compõem a comitiva chinesa também funcionários da agência de promoção de exportações e investimentos do país, a Asian Trade & Investments (ATI).

Linha de 2 mil quilômetros

De acordo com Vuolo, a obra terá uma extensão de quase 2 mil quilômetros, o que, pelo custo médio das últimas ferrovias feitas no Brasil, poderia ter um orçamento estimado em até R$ 10 bilhões. Mas o valor vai variar muito conforme o estudo do relevo, que será feito pelos chineses durante a viagem – a construção de pontes ou túneis encarece muito a obra.
Esse trecho da Ferronorte, entre outros, era concedido à América Latina Logística (ALL) até o ano passado, mas a concessão foi devolvida ao governo federal por falta de interesse da companhia. Por isso, já existem estudos preliminares para a instalação do empreendimento. 

Segundo Vuolo, os chineses da CMC poderão vir a construir esse ramal da Ferronorte em forma de Parceria Público-Privada (PPP) ou algum outro modelo de concessão. A estatal, que já assinou protocolo de intenções para fazer a obra, possui mais de 90 mil quilômetros de ferrovias já instalados na China e em outros países, diz Vuolo.

Vuolo explica que, inicialmente, os chineses tendem a construir a ferrovia nas proximidades da BR-163, porque a construção nesses arredores – a chamada “faixa de domínio” – ofereceria maior facilidade para conseguir licenças ambientais.

Governo deve ser chamado a dar apoio

A expedição foi acertada pelo governador do Estado, Silval Barbosa, em viagem à China no início deste ano. Até cem pessoas – entre elas 14 chineses – vão sair de Cuiabá no sábado para uma viagem de três dias. Entre os passageiros, estarão também profissionais da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

O projeto da ferrovia não está no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal e, a princípio, poderia ser um projeto 100% privado. No entanto, espera-se que os chineses queiram apoio financeiro do governo brasileiro para instalar a ferrovia, como ocorre no caso da fábrica da Foxconn, no Estado de São Paulo.

Futuramente, o governo do Estado de Mato Grosso espera que a ferrovia criada pelos chineses também possa se conectar à Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico) em Sorriso (MT) e que o ramal da Ferronorte ainda concedido, que vai de Rondonópolis (MT) a Cuiabá, seja concluído. Essas duas linhas se conectam à ferrovia Norte-Sul, que corta o País e, em breve, chegará aos portos mais relevantes do Brasil.

Prá cassar(caçar) essa gente só se for de espingarda...,


Em votação secreta, 357 comparsas decidem que Jaqueline Roriz merece continuar no clube dos cafajestes

A coluna afirmou há 13 dias que a deputada federal Jaqueline Roriz seria absolvida por mais de 400 colegas. Errou por pouco: somados os 265 parlamentares que votaram contra a cassação, os 20 que se abstiveram e os 62 foragidos, a bancada da bandidagem juntou 357 comparsas.
O Conselho de Ética, em votação aberta, aprovou a cassação do mandato da filha de Joaquim. Protegida pelo voto secreto, a maioria delinquente concordou com a explicação oferecida por Jaqueline: quando foi filmada tungando dinheiro público, ela ainda não era integrante do clube dos cafajestes com imunidades parlamentares.
Mais um motivo para que os brasileiros honestos engrossem asmanifestações de protesto marcadas para o 7 de Setembro No Congresso, o câncer da corrupção já atingiu o estágio de metástase. Só poderá ser curado pela aplicação conjugada de dois remédios poderosos: medo de eleitor e medo de cadeia.

Lembram da UNE? Já foi motivo de orgulho, hoje é uma vergonha para os estudantes...,


Picaretas da UNE deveriam aprender com os estudantes do Chile

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Estudantes chilenos protestam em frente ao palácio presidencial por melhoras na educação
Amigos, há semanas as diversas entidades estudantis do Chile, em boa parte apoiadas por sindicatos de professores, estão realizando uma série de manifestações, numa dura queda de braço com o presidente Sebastián Piñera. O impasse está próximo de ser resolvido.
Eles querem meia entrada para jogos de futebol, como os dirigentes sem-voto da UNE no Brasil?
Querem gordas verbas dos cofres do Estado, como os donos do feudo do PC do B que é a UNE?
Querem farto patrocínio de algum equivalente chileno da Petrobras para seus encontros e regabofes, como faz a UNE?
Não, meus amigos. Eles querem uma série de mudanças na EDUCAÇÃO do Chile.
Ou seja, nada que preocupe e mobilize os picaretas que dirigem a entidade que meu querido Augusto Nunes chama de UNEA — União Nacional dos Estudantes Amestrados, tal é a vassalagem que prestam ao lulo-petismo, recebendo “boquinhas” em troca, como o monopólio sobre a emissão de carteiras de estudante, que conferem direito a meia entrada em espetáculos.
Leiam reportagem sobre a mobilização dos estudantes chilenos em prol de uma melhor educação na Agência Brasil.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Manifestações contra a corrupção...,


Manifestações contra a corrupção mobilizam internautas no Facebook

Fernanda Nascimento
No início de maio, uma brincadeira no Facebook reuniu mais de 50 mil adeptos e se transformou no “Churrascão da Gente Diferenciada”, que reuniu centenas de paulistanos para protestar contra a desistência do governo de construir um metrô na Avenida Angélica, em Higienópolis. Desde então, a ideia de promover eventos com o amparo da rede social se disseminou. Há um mês, um grupo de cariocas criou o movimento “Todos juntos contra a corrupção”, que pretende transformar a mítica Cinelândia, no dia 20 de setembro, em palco da primeira grande manifestação contra a safra de escândalos envolvendo figuras de governo — como os ex-ministros Antonio Palocci, da Casa Civil, Alfredo Nascimento, dos Transportes, e Wagner Rossi, da Agricultura. Segundo os organizadores, cerca de 17 mil pessoas já garantiram presença.
nspirados no exemplo carioca, grupos de brasileiros inconformados com a corrupção endêmica começam a movimentar-se em mais de 20 capitais. Os atos de protesto estão marcados para 7 de setembro, Dia da Independência. Só em São Paulo, são previstos quatro eventos no MASP, na Avenida Paulista. Um deles é o desfile da escola de samba “Unidos contra a corrupção”. Por enquanto, prevê-se o comparecimento de 18 mil convidados.
Somados, os internautas que traduzem sua indignação no Facebook passam de 100 mil. Alguns prometem participar das manifestações vestidos de preto, outroa optaram pelo verde e amarelo. Os líderes dos movimentos se declaram apartidários. Acham apenas que chegou a hora de levar às ruas a indignação de boa parte dos brasileiros contra a corrupção impune.
Confira aqui os eventos já programados.

Guerrilheiro de festim...,


O tiro no pé do guerrilheiro de araque

Transformar um quarto de hotel em aparelho clandestino é sinal de pouca inteligência. Transformar um endereço no centro de Brasília em esconderijo para tramoias políticas e/ou comerciais envolvendo figurões do governo e do Congresso é prova de indigência mental. Fazer essas coisas simultaneamente só pode ser coisa do companheiro José Dirceu. Como comprova a reportagem de capa da edição de VEJA, ele nunca perde a chance de engrossar a colossal coleção de ideias de jerico inaugurada já nos tempos de líder estudantil.
Em 1968, Dirceu conseguiu namorar a única espiã da ditadura militar. Se quisesse prendê-lo, a polícia poderia dispensar-se arrombar a porta: Heloísa Helena, a “Maçã Dourada”, faria a gentileza de abri-la. Ainda convalescia do fiasco amoroso quando resolveu que o congresso clandestino da UNE, com mais de mil participantes, seria realizado em Ibiúna, com menos de 10.000 moradores. Até os cegos do lugarejo enxergaram a procissão de forasteiros.
No primeiro dia, mandou encomendar 1.200 pães por manhã ao padeiro que nunca passara dos 300 por dia. O comerciante procurou o delegado, o doutor ligou para a Polícia Militar e a turma toda acabou na cadeia. Ninguém reclamou: enquanto o congresso durou, todos haviam tentado dormir sob a chuva por falta de tetos suficientes. Incluído no grupo dos resgatados pelos sequestradores do embaixador americano, Dirceu avisou que lutaria de armas na mão contra a ditadura e foi descansar na França.
O lutador exilado empunhou taças de vinho num bistrô em Paris até trocar a Rive Gauche pelo cursinho de guerrilheiro em Cuba. Com o codinome Daniel, aprendeu a fazer barulho com fuzis de segunda mão e balas de festim, submeteu-se a uma cirurgia para deixar o nariz adunco, declarou-se pronto para derrubar a bala o regime militar e, na primeira metade dos anos 70, voltou ao Brasil. Percebeu que a coisa andava feia assim que cruzou a fronteira e, em vez de trocar chumbo no campo, foi trocar alianças na cidade.
Fantasiado de Carlos Henrique Gouveia de Mello, negociante de gado, baixou em Cruzeiro do Oeste, no interior do Paraná, casou-se com a dona da melhor butique do lugar e entrincheirou-se balcão do Magazine do Homem, de onde só saía para dar pancadas em bolas de sinuca no bar da esquina. Em 1979, quando a anistia foi decretada, Carlos Henrique, apelidado de “Pedro Caroço” pelos parceiros de botequim, abandonou a frente de combate municipal, o filho de cinco anos e a mulher, que só então descobriu que vivera ao lado do revolucionário comunista menos belicoso de todos os tempos.
Livre de perigos, afilou o nariz com outra cirurgia plástica, ajudou a fundar o PT e não demorou a virar dirigente. Ao tornar-se presidente, escolheu Delúbio Soares para cuidar da tesouraria. Depois da campanha vitoriosa de Lula, não se contentou com a chefia da Casa Civil: promoveu-se a superministro e monitorou o preenchimento dos milhares de cargos de confiança.
Nomeado capitão do time do Planalto, mandou e desmandou até a explosão do escândalo protagonizado por Valdomiro Diniz, o amigo vigarista com quem dividira um apartamento em Brasília. E então o país descobriu que o herói de Passa Quatro transformara um extorsionário trapalhão em Assessor para Assuntos Parlamentares. Atirado à planície pelo escândalo do mensalão, conseguiu ser cassado por uma Câmara dos Deputados que não pune sequer os integrantes da bancada do  PCC.
Sem mandato, com os direitos políticos suspensos e desempregado, descobriu que estava pronto para prosperar com o tráfico de influência. Desde 2005 junta dinheiro como facilitador de negócios feitos por capitalistas selvagens. E hoje é chamado de Jay Dee por patrões que, na hora de tratar os detalhes do acerto, mandam a criançada sair da sala e vão à janela para saber se algum camburão estacionou por perto.
Quem se dedica a tal ofício tem de ser discreto. Dirceu acha possível seguir embolsando boladas de bom tamanho como “consultor” sem abandonar a discurseira contra a elite golpista e a mídia reacionária, sem renunciar à luta pelo controle do PT, sem arquivar a saudade dos tempos de primeiro-ministro, sem despir o uniforme de guerrilheiro de araque. A reportagem de VEJA contou a última dessa flor de esquizofrenia. Logo será a penúltima.
No momento, Dirceu jura que houve uma tentativa de invasão do aparelho clandestino montado em Brasília. Ele também vive jurando que o mensalão não existiu. “Tenho uma biografia a preservar”, recitou mais uma vez o chefe do que o procurador-geral da República qualificou de “organização criminosa sofisticada”. Aos 65 anos, enquanto o Brasil decente espera que o Supremo Tribunal Federal cumpra o seu dever, o que tem José Dirceu é um prontuário a esconder.
Por Augusto Nunes

sábado, 27 de agosto de 2011

Ganha uma viagem à Cuba quem decifrar o palavreado...,

Discurso sobre o Nada: o neurônio e a crise

Jornais e revistas nunca publicam o que disse a presidente em dilmês ─ arcaico, rústico ou castiço. Publicam a versão em português do que acham que a presidente quis dizer no estranho subdialeto que inventou. Essa preciosidade linguística só pode ser encontrada em dois lugares: nesta coluna (sobretudo nos grandes textos de Celso Arnaldo) e no Blog do Planalto. Talvez por temerem um pito, talvez por não entenderem nada, os redatores federais não ousam mexer no palavrório da chefe. Transcrevem o que ouvem nas gravações, reimplantam os erres amputados dos verbos no infinitivo e ponto final.
Contemplado em sua inteireza, o dilmês em estado bruto escancara os labirintos percorridos pelo neurônio solitário quando acionado para discorrer sobre qualquer tema. Na entrevista coletiva desta semana, por exemplo, um repórter quis saber o que a presidente tem a dizer sobre a crise econômica internacional. O que saiu na imprensa não tem nada a ver com o que saiu da cabeça da entrevistada. Conforme a assustadora transcrição feita pelo Blog do Planalto, foi o seguinte:
“A crise internacional deve nos preocupar sempre, mas a gente tem sempre de ter consciência de uma coisa. Sabe qual é? Nós, hoje, estamos em muito, mas em muito melhores condições para enfrentar. Ela é uma crise de outra característica, é a mesma crise, começou lá atrás. Na verdade, começou no final de 2007, inicio de 2008. Ela é uma crise financeira profunda do sistema financeiro dos países envolvidos. É uma crise de confiança porque não se recupera o consumo, nem o investimento. O dinheiro está empossado, ela pode durar mais tempo do que se espera. Agora, o Brasil nessas condições deu vários passos. Hoje, nós demos mais um passo. Qual é o passo? É contar com a imensa força dos 190 milhões para investir, para consumir, para trabalhar e para empreender. Além disso, nós temos 350 bilhões de reserva, da última vez que eu vi, e temos quase 420 bilhões de depósitos compulsórios”.
Oremos
Por Augusto Nunes.


Estamos sendo governados por quadrilhas...,

O GOVERNO PARALELO DE DIRCEU. E DILMA SABE DE TUDO!

Dá pra entender o estresse de ontem de José Dirceu. A reportagem de capa da revista VEJA revela que membros do primeiro escalão do governo, dirigentes de estatais e parlamentares - INCLUSIVE UM DA OPOSIÇÃO - se ajoelham aos pés do cassado, a quem ainda chamam de “ministro” e prestam reverências. É isto mesmo: o deputado defenestrado, o homem processado pelo STF e acusado de ser chefe de quadrilha é tratado por figurões de Brasília como um chefão — o Poderoso Chefão. Dirceu está bravo porque a reportagem é devastadora para a reputação da República e deveria ser também para ele e para aqueles que fazem a genuflexão. Vamos ver. Uma coisa é certa: a presidente Dilma sabe de tudo; tem plena consciência de que seu governo é assombrado e monitorado — às vezes com tinturas claras de conspiração  — por um ficha-suja.
A reportagem de Daniel Pereira e Gustavo Ribeiro está entre as mais importantes e contundentes publicadas nos últimos anos pela imprensa brasileira. Ela desvenda o modo de funcionamento de uma parte importante do PT e os métodos a que essa gente recorre. E traz detalhes saborosos: podemos ver as imagens das “autoridades” que vão até o “gabinete” de Dirceu, montado no Naoum, um hotel de luxo de Brasília, onde se produz, nesse caso, o lixo moral da República. VEJA conseguiu penetrar no cafofo do  Muammar Kadafi da institucionalidade brasileira. Eis alguns flagrantes.

Anotem alguns nomes, cargos e dia do encontro:
- Fernando Pimentel, Ministro da Indústria e Comércio (8/6);
- José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras (6/6);
- Walter Pinheiro, senador (PT-BA) - (7/6);
- Lindberg Farias, senador (PT-RJ) - (7/6);
- Delcídio Amaral, senador (PT-MS) - (7/6);
- Eduardo Braga, senador (PMDB-AM) - (8/6);
- Devanir Ribeiro, deputado (PT-SP) - (7/6);
- Candido Vaccarezza, líder do governo na Câmara (PT-SP) - (8/6);
- Eduardo Gomes, deputado (PSDB-TO) - (8/6);
- Eduardo Siqueira Campos, ex-senador (PSDB-TO) - (8/6)
Esses são alguns dos convivas de Dirceu, recebidos, atenção!, em apenas 3 dias — entre 6 e 8 de junho deste ano. Leiam a reportagem porque há eventos importantes nesse período. É o auge da crise que colheu Antonio Palocci. Ele caiu, é verdade, por seus próprios méritos — não conseguiu explicar de modo convincente o seu meteórico enriquecimento. Mas, agora, dá para saber que também havia a mão que balançava o berço. Uma parte da bancada de senadores do PT tentou redigir uma espécie de manifesto em defesa do ministro, mas encontrou uma forte resistência de um trio: Delcídio Amaral, Walter Pinheiro e Lindbergh Farias - os três que foram ao encontro de Dirceu no tarde no dia 7. À noite, Palocci pediu demissão.
Dirceu, então, mobilizou a turma para tentar emplacar o nome de Cândido Vaccarezza para a Casa Civil. O próprio deputado foi ao hotel no dia 8, às 11h07. Naquela manhã, às 8h58, Fernando Pimentel já havia comparecido para o beija-mão. A mobilização, no entanto, se revelou inútil. Dilma já havia decidido nomear Gleisi Hoffmann. 
VEJA conversou com todos esses ilustres. Afinal de contas, qual era a sua agenda com Dirceu? Gabrielli, o presidente da Petrobras, naquele seu estilo “sou bruto mesmo, e daí?”, respondeu: “Sou amigo dele há muito tempo e não tenho de comentar isso”. Não teria não fosse a Petrobras uma empresa mista, gerida como estatal, e não exercesse ele um cargo que é, de fato, político. Não teria não fosse Zé Dirceu consultor de empresas de petróleo e gás. Dilma não tem a menor simpatia por ele, e Palocci já o havia colocado na marca do pênalti. Mais um pouco de interiores?


Não está na lista de hóspedes. E a máfia
O governo paralelo de Dirceu ocupa um quarto no hotel Naoum. Seu nome não consta da lista de hóspedes. A razão é simples. Quem paga as diárias (R$ 500) é um escritório de advocacia chamado Tessele & Madalena, que também responde pelo salário de Alexandre Simas de Oliveira, um cabo da Aeronáutica que faz as vezes, assim, de ajudante de ordens do petista. Um dos sócios da empresa, Hélio Madalena, a exemplo de Oliveira, já foi assessor de Dirceu. O seu trabalho mais notável foi fazer lobby para que o Brasil desse asilo ao mafioso russo Boris Berenzovski. Essa gente sempre está em boa companhia. Foi de Madalena a idéia de instar a segurança do Hotel Naoum a acusar o repórter de VEJA de ter tentado invadir o quarto alugado pela empresa, mera manobra diversionista para tentar tirar o foco do descalabro: um deputado cassado, com os direitos políticos suspensos, acusado de chefiar uma quadrilha, montou um “governo paralelo”. A revista já está nas bancas. Leia a reportagem, fartamente ilustrada, na íntegra.
Abaixo, segue um quadro com todas as áreas de “atuação” do “consultor de empresas privadas” e “chefe de quadrilha”, segundo a Procuradoria Geral da República. Se Dilma não agir, será engolida. Poderia começar por demitir Pimentel e Gabrielli. Ou manda a presidente, ou manda José Dirceu.
Por Reinaldo Azevedo



quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A comparação repetida pelo palanqueiro é um insulto à memória de Getúlio Vargas

Entre uma palestra patrocinada por empreiteiros amigos e uma cobrança a algum ministro de Dilma Rousseff, Lula repetiu a comparação que agride a verdade e insulta a memória de um dos raros estadistas nascidos no deserto de homens e de ideias: “Querem fazer comigo o que fizeram com Getúlio Vargas”, acaba de recitar, mais uma vez, o palanque ambulante. Tradução: a sucessão de escândalos produzidos por abjeções que assaltam cofres públicos há oito anos e meio é apenas uma invencionice dos netos da UDN golpista, que se valem de estandartes moralistas para impedir que o pai dos pobres se mantenha no poder.
A conversa fiada identifica o ignorante que não hesita em estuprar os fatos para fabricar vigarices eleitoreiras. Não há qualquer parentesco entre os dois Brasis. Sobretudo, não há nenhuma semelhança entre os personagens históricos. Em agosto de 1954, Getúlio Vargas era sistematicamente hostilizado por adversários que lhe negavam até cumprimentos protocolares. Não há uma única foto do presidente ao lado de Carlos Lacerda. Passados 66 anos, os partidos antigovernistas fizeram a opção preferencial pela pusilanimidade e inventaram a oposição a favor. Merecem uma carteirinha de sócio do Clube dos Amigos do Lula, dirigido por velhos antagonistas convertidos em amigos de infância.
Há exatamente 57 anos, surpreendido por ilegalidades praticadas à sua revelia, acuado pela feroz oposição parlamentar, desafiado por militares rebeldes, traído por ministros militares e abalado pela covardia de muitos aliados, Getúlio preferiu a morte à capitulação humilhante. Neste agosto, Lula contempla com o olhar entediado de quem não tem nada com isso o cortejo dos bandidos de estimação capturados pela Polícia Federal ou atropelados por denúncias da imprensa.
O suicídio foi um ato de coragem protagonizado pelo político que errou muito e cometeu pecados graves, mas nunca transigiu com roubalheiras, nunca barganhou nem se acumpliciou com ladrões. Lula fez da corrupção endêmica um estilo de governo e um instrumento de poder. O tiro disparado na manhã de 24 de agosto de 1954 atingiu o coração de um homem honrado. Getúlio matou-se por ter vergonha na cara. Lula morrerá sem saber o que é isso.
Por Augusto Nunes

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Que faxina?

 

Faxina ‘diet’


A faxina chegou ao ponto que os corruptos ansiosamente aguardavam: foi criada uma Frente de Combate à Corrupção, liderada pelo senador Pedro Simon.
É uma frente suprapartidária, com apoio da OAB, ABI e Cia. Simon disse que o movimento será liderado pela sociedade civil.
Aos que ainda não entenderam o que isso significa, vai aqui a explicação:
À luz da atual conjuntura, considerando a dinâmica da política nacional e ressalvadas as disposições em contrário, isso significa, rigorosamente, nada.
Ou melhor: significa muito para os que querem continuar parasitando o Estado brasileiro.
O bom parasita sabe que quando surge o “basta”, aquele grito difuso contra “tudo isso que aí está”, as coisas se acalmam para o lado dele.
O “basta” enche de orgulho os indignados de plantão, espalha adjetivos justiceiros, entope as seções de cartas com manifestos envaidecidos.
E o parasita respira aliviado: sabe que enquanto o pessoal estiver ocupado com “tudo isso que aí está”, suas negociatas estarão a salvo.
“Tudo isso” e “nada disso” é a mesma coisa. Pedro Simon e os gladiadores do bem tiveram a chance de lutar pela CPI do Dnit. Trocaram-na por uma “frente contra a corrupção”.
Basta de tanta bondade.
A imprensa tirou leite de pedra. Mostrou a farra orçamentária do Dnit, a pirataria do Turismo regida pelos afilhados de Sarney, os negócios privados no Ministério da Agricultura – tudo muito bem embrulhado pelo projeto político que elegeu e sustenta Dilma Rousseff.
Para que? Para tudo se acabar na quarta-feira – ou numa “frente anticorrupção” em apoio à “faxina da Dilma”.
No Brasil, até a indignação virou caso de polícia.
E o que será que farão Pedro Simon, OAB, ABI e simpatizantes “liderados pela sociedade civil”?
Vai aqui uma sugestão: peçam a Dilma para aumentar a mesada da UNE. Quem sabe os estudantes de aluguel não aderem ao movimento contra tudo isso que aí está?
Enquanto segue a pantomima ética para felicidade dos corruptos, a faxineira torra o dinheiro do contribuinte com a companheirada e joga gasolina na inflação.
Eis o paradoxo brasileiro: pelo visto, só o estouro da crise econômica para quebrar o conto de fadas populista. Aí o país entenderá o quanto custa uma faxina de verdade.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Justiça eficaz, célere, mais sóbria e democrática. Com certeza a frase não é dela.


“Tenho o dever de afirmar que farei tudo o que estiver ao meu alcance para coibir abusos, excessos e afrontas à dignidade de qualquer cidadão que venha a ser investigado”, recitou a presidente, ainda inconformada com as algemas e as fotos de topless que tanto constrangeram os Boys do Ministério do Turismo. “O meu governo quer uma Justiça eficaz, célere, mas sóbria e democrática, senhora da razão”, fantasiou.

Se a Justiça fosse célere e eficaz, Dilma já estaria visitando a melhor amiga Erenice Guerra só aos domingos. A conversa fiada sobre tais “excessos, abusos e afrontas” é uma tentativa de inibir o Ministério Público e a Polícia Federal. Zelar pela imagem da gatunagem vip num Brasil reduzido a paraíso dos impunes é outro tapa na cara do país que presta. A faxina acabou antes de começar.
Neste domingo, todos os quadrilheiros estavam livres. É provável que Valdemar Costa Neto tenha voltado da viagem para desfrutar em casa do Dia dos Pais. Acha que já está fora de perigo.

A íntegra aqui:Se a Justiça fosse ágil e eficaz, Dilma já estaria visitando Erenice só aos domingos

Perdidos no meio dos incontáveis defeitos de fabricação e vícios adquiridos, é possível enxergar em  Valdemar Costa Neto, vulgo Boy, vestígios da prudência que falta a 999 entre 1.000 delinquentes da classe executiva: antes que a polícia apareça, o deputado que ficou multimilionário com a exploração de partidos de aluguel trata de afastar-se do local do crime, para gastar em segurança parte do que acumulou. Agora, foi a descoberta dos quadrilheiros do PR em ação no Ministério dos Transportes que o aconselhou a sair de cena e reprisar a tática do sumiço provisório, inaugurada com sucesso no escândalo do mensalão.
Enquanto o ex-ministro Alfredo Nascimento garantia que não é lixo, enquanto o senador Blairo Maggi tentava barganhar a mágoa provocada pela demissão do afilhado por alguns alqueires de soja na Amazônia (ou nos Andes), Boy já aproveitava a vida em praias estrangeiras.  Entre todos os figurões colhidos na formidável safra de bandalheiras que Dilma plantou em parceria com Lula, Boy é o único foragido do noticiário político-policial. Só depois que a poeira baixar o dono do PR voltará a rondar cofres desprotegidos ou usinas de licitações fraudadas.
Foi o que fez em meados de 2005, depois do depoimento da ex-mulher Maria Christina Mendes Caldeira no Conselho de Ética da Câmara. Desde junho, Valdemar Costa Neto respirava soterrado pela montanha de provas e evidências que identificavam um dos fundadores do esquema do mensalão (e um dos maiores beneficiários da roubalheira). E continuava negando que a organização criminosa começou a ser parida em 2002, na reunião em que vendeu ao PT, por R$ 10 milhões  o apoio do PL à candidatura de Lula e o passe do vice José Alencar.
Caprichou na pose de vítima dos ressentimentos do deputado Roberto Jefferson até que Maria Christina resolveu falar. Confiram os dois vídeos publicados na seção História em Imagens. A depoente revelou que a quantia combinada com José Dirceu foi apenas a primeira de muitas parcelas, que o deputado protagonizou falcatruas até em Taiwan, que o dinheiro viajava a bordo de malas ou descansava “num cofrão”, fora o resto. Boy achou melhor pedir para sair. Renunciou ao mandato antes que a cassação dos direitos políticos o impedisse de voltar ao Congresso na eleição seguinte. Em 2006, recuperou as imunidades parlamentares e o direito de tungar sem sobressaltos o Ministério dos Transportes.
O depoimento de Maria Christina desenhou o tipo de parceiro que Lula escolheu para “garantir a governabilidade” ─ expressão da novilíngua companheira que quer dizer “transformar a ladroagem generalizada em plataforma política”. Em pouco tempo, antigos companheiros ficaram muito parecidos com novos aliados. O PMDB é um PR com obesidade mórbida. O PT é um PMDB com menos tintura no cabelo.
Foi com essa gente que o padrinho simulou a construção do Brasil Maravilha. Foi com essa gente que a afilhada conviveu quando ministra e trocou beijos, abraços e elogios quando candidata. É com essa gente que divide o poder há mais de sete meses. E vai continuar dividindo, avisa a discurseira na solenidade que oficializou a permanência de Roberto Gurgel no cargo de procurador-geral da República.
“Tenho o dever de afirmar que farei tudo o que estiver ao meu alcance para coibir abusos, excessos e afrontas à dignidade de qualquer cidadão que venha a ser investigado”, recitou a presidente, ainda inconformada com as algemas e as fotos de topless que tanto constrangeram os Boys do Ministério do Turismo. “O meu governo quer uma Justiça eficaz, célere, mas sóbria e democrática, senhora da razão”, fantasiou.
Se a Justiça fosse célere e eficaz, Dilma já estaria visitando a melhor amiga Erenice Guerra só aos domingos. A conversa fiada sobre tais “excessos, abusos e afrontas” é uma tentativa de inibir o Ministério Público e a Polícia Federal. Zelar pela imagem da gatunagem vip num Brasil reduzido a paraíso dos impunes é outro tapa na cara do país que presta. A faxina acabou antes de começar.
Neste domingo, todos os quadrilheiros estavam livres. É provável que Valdemar Costa Neto tenha voltado da viagem para desfrutar em casa do Dia dos Pais. Acha que já está fora de perigo.