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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Do incansável Sponholz, dispensam qualquer texto...,

Paraíso aqui? Tá mais pra paraíso de terroristas. O Bin Laden tá chegando por aí, isto é, se já não está por aqui...,

Um time feminino de ex-terroristas terá lugar de honra na posse de Dilma.

A informação é do jornal espanhol El País. Segundo o períódico, Dilma terá a companhia, em lugar de honra, de onze colegas de prisão, acusadas dos mais diversos crimes, tais como assaltos, atentados, sequestros, roubo a bancos, que dividiriam a Torre das Donzelas no presídio Tiradentes. Leia aqui, espanhol.

Será que estão recebendo dinheiro do governo? Quer dizer, de nós! Acorda Brasil!

Globo chama condenado pelo assassinato de quatro pessoas de ativista. O criminoso é o Totó, a vítima é a Clara.

É ou não é uma vergonha? A Globo, aquela mesma Globo que fatura em cima da imigração italiana com Passione, a sua novela das oito, chama um assassino condenado pela Justiça da Itália de ativista. É este jornalismo que construiu este ser ignóbil e desprezível chamado Lula. Não nos surpreendemos se, na novela, a Globo condenar o falecido Totó e absolver a Clara.

Lembram do primeiro ato -da primeira "primeira dama estátua" da história do Brasil- Pediu a cidadania Italiana para sua família, segundo ela, para que tivessem um futuro melhor...,

Para proteger um terrorista assassino, Lula ofende a Justiça de um país que tem 25 milhões de descendentes no Brasil. Inclusive a sua mulher e seus filhos.

Com informações da Folha Poder:
Políticos e jornais italianos manifestaram indignação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, antes mesmo do anúncio nesta quinta-feira (30) que decidirá o futuro do ex-militante de extrema-esquerda Cesare Battisti. Lula revelará hoje se o país status de refugiado político ao italiano, condenado à prisão perpétua por homicídio em seu país natal. "Battisti fica livre para assassinar a justiça", afirma na primeira página o jornal conservador "Il Giornale", que pertence à família do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi. "A não extradição de Battisti é uma ofensa grave às instituições italianas", completa o jornal. A publicação dá como certa a concessão de refúgio político ao ex-ativista, acusado de quatro assassinatos nos anos 70 e condenado à revelia à prisão perpétua. Battisti nega os crimes. Lula e sua camarilha preferem acreditar no assassino.  Veja cronologia do caso Battisti  

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Proteção para quem caga cheiroso...,

Depois dizem que o povo é quem tem o poder.
Quer dizer, então, que os comuns, o povo, não tem honra nem intimidade para preservar?
Só tem o dever de votar e abanar o rabo voltado para o planalto.
Um dia essa gente acorda!  

domingo, 26 de dezembro de 2010

Cesar Passarinho - Guri

NEGRO DA GAITA -Cesar Passarinho

"Entre Aspas" - O ministério de "dilma", na minha opinião o pior da história, já começou com o velhinho pagando festa em motel, com dinheiro público. Pode dar certo um "trem" desse?

Dá-lhe professora...,

Parabéns à professora pela presença de espírito. Aconteceu na PUC-RS:
Uma professora universitária estava acabando de dar as últimas orientações para os alunos acerca da prova final que ocorreria no dia seguinte. Finalizou alertando que não haveria desculpas para a falta de nenhum aluno, com exceção de um grave ferimento, doença ou a morte de algum parente próximo. Um engraçadinho que sentava no fundo da classe, perguntou com aquele velho ar de cinismo:
- Dentre esses motivos justificados, podemos incluir o de extremo cansaço por atividade sexual??
A classe explodiu em gargalhadas, com a professora aguardando pacientemente que o silêncio fosse restabelecido. Tão logo isso ocorreu, ela olhou para o palhaço e respondeu:
- Isto não é um motivo justificado. Como a prova será em forma de múltipla escolha, você pode vir para a classe e escrever com a outra mão... ou, se não puder sentar-se, pode respondê-la em pé. 

(Fato Verídico)

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Boa essa...,

Paradigma

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula. No centro dela puseram uma escada e, sobre esta, um cacho de bananas. Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jato de água fria nos que estavam no chão.
Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros o enchiam de pancadas. Passado mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas.
Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que o surraram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não mais subia a escada. Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituído participado, com entusiasmo, da surra ao novato. Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o fato. Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído.
Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse chegar as bananas.

MORAL DA HISTÒRIA: Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir à escada, com certeza a resposta seria: “Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui…”

Viva La Vida

Buenas...,

Meu neto nasceu ontem, dia 23/12/2010, FORTE e RIJO!
Estamos todos rindo à toa.
"Mais faceiro que ganso novo em taipa de açude."
Quero desejar à todos um FELIZ NATAL e um ANO NOVO maravilhoso, repleto de conquistas!
Salute, feliccità e buona fortuna a tutti!


Para refletir, curtir e relembrar, vejam o vídeo:

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Faltam nove dias...,

Trecho de "Os sertões" de Euclides da Cunha

O sertanejo
O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral.
A aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a plástica impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das organizações atléticas.
É desgracioso, desengonçado, torto. Hércules-Quasímodo, reflete no aspecto a fealdade típica dos fracos. O andar sem firmeza, sem aprumo, quase gingante e sinuoso, aparenta a translação de membros desarticulados. Agrava-o a postura normalmente abatida, num manifestar-se de displicência que lhe dá um caráter de humildade deprimente. A pé, quando parado, recosta-se invariavelmente ao primeiro umbral ou parede que encontra; a cavalo, se sofreia o animal para trocar duas palavras com um conhecido, cai logo sobre  os estribos, descansando sobre a espenda da sela. Caminhando, mesmo a passo rápido, não traça trajetória retilínea e firme. Avança celeremente, num bambolear característico, de que parecem ser o traço geométrico os meandros das trilhas sertanejas. E se na marcha estaca pelo motivo mais vulgar, para enrolar um cigarro, bater o isqueiro, ou travar ligeira conversa com um amigo, cai logo - cai é o termo - de cócoras, atravessando largo tempo numa posição de equilíbrio instável, em que todo o seu corpo fica suspenso pelos dedos grandes dos pés, sentado sobre os calcanhares, com uma simplicidade a um tempo ridícula e adorável.”
(Os Sertões – O Homem ) 

Textos impecáveis..., gente que sabe escrever...,

Canudos e o Exército ( ARIANO SUASSUNA )

Folha de São Paulo, 30 de Novembro de 1999
O que houve em Canudos e continua a acontecer hoje, no campo como nas grandes
cidades brasileiras, foi o choque do Brasil "oficial e mais claro" contra o
Brasil "real e mais escuro". Ao Brasil oficial e mais claro que não é somente
"caricato e burlesco", como afirmou um Machado de Assis, momentaneamente
perturbado por sua justa indignação, pertenciam algumas das melhores figuras do
patriciado do tempo de Euclydes da Cunha: civis e políticos como Prudente de
Moraes, ou militares como o general Machado Bittencourt.
Bem-intencionados mas cegos, honestos mas equivocados, estavam convencidos de
que o Brasil real de Antônio Conselheiro era um país inimigo que era necessário
invadir, assolar e destruir. O civil que começou a reparar esse erro doloroso
foi Euclydes da Cunha. O militar foi o major Henrique Severiano, grande herói de
Canudos, do lado do Exército. Através de sua bela morte, acendeu ele uma chama
que, juntamente com a de Euclydes da Cunha, temos todos nós -intelectuais,
políticos, padres, soldados- o dever de levar fraternalmente adiante. Conta-se,
em "Os Sertões", sobre o incêndio dos últimos dias de Canudos: "O comandante do
25º batalhão, major Henrique Severiano, era uma alma belíssima, de valente. Viu
em plena refrega uma criança a debater-se entre as chamas. Afrontou-se com o
incêndio. Tomou-a nos braços; aconchegou-a do peito criando, com um belo gesto
carinhoso, o único traço de heroísmo que houve naquela jornada feroz e salvou-a.
Mas expusera-se. Baqueou mal ferido, falecendo poucas horas depois
A meu ver, tal seria o militar simbólico, emblema do verdadeiro soldado
brasileiro, capaz de apoiar um movimento em favor do povo, também simbolicamente
representado aí por essa criança, iluminada entre as chamas do seu martírio.
Euclydes da Cunha, formado, como todos nós, pelo Brasil oficial, falsificado e
superposto, saiu de São Paulo como seu fiel adepto positivista, urbano e
"modernizante". E, de repente, ao chegar ao sertão, viu-se encandeado e ofuscado
pelo Brasil real de Antônio Conselheiro e seus seguidores. Sua intuição de
escritor de gênio e seu nobre caráter de homem de bem colocaram-no imediatamente
ao lado dele, para honra e glória sua. Mas a revelação era recente demais, dura
demais, espantosa demais. De modo que, entre outros erros e contradições, só lhe
ocorreu, além da corajosa denúncia contra o crime, pregar uma "modernização" que
consistiria, finalmente, em conformar o Brasil real pelos moldes da rua do
Ouvidor e do Brasil oficial. Isto é, uma modernização falsificadora e falsa, e
que, como a que estão tentando fazer agora, é talvez pior do que uma invasão
declarada. Esta apenas destrói e assola, enquanto a falsa modernização, no campo
como na cidade, descaracteriza, assola, destrói e avilta o povo do Brasil real.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Meu Neto está chegando dia 23/12/2010 - É um privilégio ser um jovem Avô ou um Nôno jovem..., gostaria de compartilhar com todos esta alegria. Existem momentos que valem mais do que uma vida, este é um deles. Parabéns minha filha querida!

Aproveitando..., leiam:


"Vossos filhos não são vossos filhos. 
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma. 
Vêm através de vós, mas não de vós. 
E embora vivam convosco, não vos pertencem. 
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos, 
Porque eles têm seus próprios pensamentos. 
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas; 
Pois suas almas moram na mansão do amanhã, 
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho. 
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós, 
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados. 
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas. 
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força 
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe."

 *Gibran Khalil Gibran

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Do http://www.midiasemmascara.org/

O deputado federal Jair Bolsonaro mostra o que o PT e sua militância gayzista oferecem para uma nação majoritariamente cristã: a doutrinação escolar das crianças incentivando-as à prática do homossexualismo. Um crime grotesco realizado em escala nacional, pois, sabendo-se que crianças ainda não estão maduras sexualmente, e com uma formação normal, e uma vida psicológica sem traumas e desprovida de influências nefastas, logicamente se tornarão adultos heterossexuais. Mas os progressistas não querem saber nada disso: pretendem redesenhar a moralidade e o comportamento humano de acordo com suas premissas totalitárias, passando por cima da família e desdenhando os fatos mais elementares da natureza humana.

domingo, 19 de dezembro de 2010

"Qual a solução, então?", perguntou-me um amigo com quem falava sobre esse tema. E eu: quem pensa, meu caro, que todos os problemas sociais tem solução não conhece a humanidade.
Os recentes episódios do Rio de Janeiro trouxeram à tona um debate recorrente - a liberação ou não do comércio de drogas ilícitas. Os argumentos pela liberação, ou pela descriminação, obedecem à lógica que descrevo a seguir. Se o consumo e o comércio forem liberados, a maconha, a cocaína, a heroína e os produtos afins serão disponibilizados aos seus infelizes consumidores, inviabilizando a atividade do traficante, cujos lucros fabulosos alimentam o crime organizado e a corrupção. Tal providência, dizem, determinaria um efeito em cascata benéfico para o conjunto da segurança pública. Alegam mais, os defensores dessa tese.
Sustentam que a repressão agride o livre arbítrio, que os indivíduos deveriam ter a liberdade de consumir o que bem entendessem, pagando por isso, e que os valores correspondentes a tal consumo, a exemplo de quaisquer outros, deveriam ser tributados para gerar recursos ao setor público e não ao mundo do crime. Há quem se deixe convencer por esses argumentos.
No entanto, quando se pensa em levar a teoria à prática, surgem questões que não podem deixar de ser consideradas. Quem vai vender a droga? As farmácias? As mesmas que exigem receita para um antibiótico passarão a vender cocaína sem receita? Haverá receita? Haverá postos de saúde para esse fim? Os usuários terão atendimento médico público e serão cadastrados para recebimento de suas autorizações de compra? O Brasil passará a produzir drogas? Haverá uma cadeia produtiva da cocaína? Uma Câmara Setorial do Pó e da Pedra? Ou haverá importação? De quem? De algum cartel colombiano? O consumidor cadastrado e autorizado será obrigado a buscar atendimento especializado para vencer sua dependência? E os que não o desejarem, ou que ocultam essa dependência, vão buscar suprimento onde? Tais clientes não restabelecerão a demanda que vai gerar o tráfico? A liberação não vai aumentar o consumo? Onde o dependente de poucos recursos vai arrumar dinheiro para sustentar seu vício? No crime organizado ou no desorganizado?

A Holanda, a Dinamarca e a cidade de Zurich, na Suíça, adotaram políticas liberais em relação ao consumo e à descriminação do tráfico. Decorridos vários anos dessas experiências, estão regredindo em suas posições porque a experiência mostrou que o consumo aumentou e que regiões inteiras de seus centros urbanos se converteram em áreas de convergência de fornecedores e consumidores, e polos de um indesejável turismo da droga e da prostituição.

Por outro lado, o uso da droga, todos sabem, não afeta apenas o usuário. O dependente químico danifica sua família inteira e afeta todo o seu círculo de relações. Ao seu redor muitos adoecem dos mais variados males físicos e psicológicos. A droga é socialmente destrutiva e o Estado não pode assumir atitude passiva em relação a algo com tais características sem grave renúncia a suas responsabilidades morais.

"Qual a solução, então?", perguntou-me um amigo com quem falava sobre esse tema. E eu: quem pensa, meu caro, que todos os problemas sociais tem solução não conhece a humanidade. O máximo que se pode fazer em relação às drogas é ampliar o que já se faz. Ou seja, mais rigor legal e penal contra o tráfico, mais campanhas de dissuasão ao consumo, menos discurso em favor da maconha, menos propaganda de bebidas alcoólicas, e mais atenção aos dependentes e às suas famílias.

Faltam 12 dias, ninguém aguenta mais...,


Lula nem faz ideia de quem foi JK

O presidente Juscelino Kubitschek foi o que o brasileiro gostaria de ser. O presidente Lula é o que a maioria dos brasileiros é. Incapaz de folhear biografias, sem paciência nem disposição para estudar a História do Brasil, Lula não faz ideia de quem foi o antecessor. Mas gosta de comparar-se a JK. Primeiro, apresentou-o como exemplo a seguir. Não demorou a descobrir-se, como reiterou no fim de semana, bem superior ao modelo (e infinitamente melhor que todos os outros).
Sedutor, inventivo, culto, cosmopolita, generoso, amante do convívio dos contrários, Juscelino não gostaria de ser comparado a um chefe de governo falastrão, gabola, provinciano, que odeia leituras, inclemente com adversários, a quem culpa por tudo, e misericordioso com bandidos de estimação, a quem tudo perdoa. Ambos nasceram em famílias pobres, ultrapassaram as fronteiras impostas ao gueto dos humildes e alcançaram o coração do poder. Esse traço comum abre a diminuta lista de semelhanças, completada pela simpatia pessoal, pelo riso fácil e pela paixão por viagens aéreas. Bem mais extensa é a relação das diferenças, todas profundas, algumas abissais.
O pernambucano de Garanhuns é essencialmente um político: só pensa nas próximas eleições. O mineiro de Diamantina foi um genuíno estadista: pensava nas próximas gerações. Lula ama ser presidente, mas viveria em êxtase se pudesse ser dispensado de administrar o país. Bom de conversa e ruim de serviço, detesta reuniões de trabalho ou audiências com ministros das áreas técnicas e escapa sempre que pode do tedioso expediente no Palácio do Planalto. JK amava exercer a Presidência, administrava o país com volúpia e paixão ─ e a chama dos visionários lhe incendiava o olhar ao contemplar canteiros de obras que Lula visita para palavrórios eleitoreiros. Lula só trata com prazer de política. JK tratava também de política com prazer.
O país primitivo dos anos 50 pareceu moderno já no dia da posse de JK. Cinco anos depois, ficara mesmo. O otimista incontrolável inventou Brasília, rasgou estradas onde nem trilhas havia, implantou a indústria automobilística, antecipou o futuro. Cometeu erros evidentes. Compôs parcerias condenáveis, fechou os olhos à cupidez das empreiteiras, não enxergou o dragão inflacionário. Mas o conjunto da obra é amplamente favorável. Com JK, o Brasil viveu a Era da Esperança.
O país moderno deste começo de milênio pareceu primitivo no momento em que Lula ganhou a eleição. Seis anos e meio depois, ficou mesmo. As grandezas prometidas em 2002 seguem estacionadas no PAC. As estradas federais estão em frangalhos. A educação se encontra em estado pré-falimentar. O sistema de saúde é lastimável. A roubalheira federal atingiu dimensões amazônicas. Mas Lula está bem no retrato, reiteram os institutos de pesquisa.
Talvez esteja. Primeiro, porque milhões de brasileiros inscritos no Bolsa-Família são gratos ao gerente do programa que os reduziu a dependentes da esmola federal. Depois, e sobretudo, porque o advento da Era da Mediocridade tornou o país mais jeca, mais brega, muito menos exigente, muito menos altivo.
Nos anos 50, o governo e a oposição eram conduzidos pelos melhores e mais brilhantes. O povo que sabia sonhar sabia também escolher melhor. Mereceu um presidente como JK. No Brasil de Lula, mandam os medíocres. O grande rebanho dos conformados tem o pastor que merece.

Do blog do Augusto Nunes, leitura que vale a pena...,


Leia o texto completo da crônica ‘Assim é um líder’, do grande Nelson Rodrigues

Íntegra da crônica Assim é um líder, de Nelson Rodrigues, publicado no jornal O Globo em 9 de janeiro de 1968
Nelson Rodrigues
O líder é um canalha. Dirá alguém que estou generalizando. Exato: estou generalizando. Vejam, por exemplo, Stalin. Ninguém mais líder. Lenin pode ser esquecido, Stalin, não. Um dia, os camponeses insinuaram uma resistência. Stalin não teve nem dúvida, nem pena. Matou, de forma punitiva, 12 milhões de camponeses. Nem mais, nem menos: – 12 milhões. Era um maravilhoso canalha e, portanto, o líder puro.
E não foi traído. Aí está o mistério que, realmente, não é mistério. É uma verdade historicamente demonstrada: – o canalha, quando investido de liderança, faz, inventa, aglutina e dinamiza as massas de canalhas. Façam a seguinte experiência: – ponham um santo na primeira esquina. Trepado num caixote, ele fala ao povo. Mas não convencerá ninguém, e repito: – ninguém o seguirá. Invertam a experiência e coloquem na mesma esquina, e em cima do mesmo caixote, um pulha indubitável. Instantaneamente, outros pulhas, legiões de pulhas, sairão atrás do chefe abjeto.
Mas, dizia eu que Stalin não foi traído, nem Hitler. O Führer, para morrer, teve de se matar. (Nem me falem do atentado dos generais grã-finos. Há uma só verdade: – nem o soldado alemão, nem o operário, nem o jovem, nem o velho, traíram Hitler.) E, quanto a Stalin, ninguém mais amado. Só Hitler foi tão amado. Aqui mesmo, no Brasil. Bem me lembro, durante a guerra, dos nossos stalinistas. Na queda de Paris, um deles veio-me dizer, de olho rútilo e lábio trêmulo: – “Hitler é muito mais revolucionário que a Inglaterra”.
Sim, o que se sentia, aqui, por Stalin, era uma dessas admirações hediondas. Eu via homens de voz grossa, barba cerrada, ênfase viril. Em cada um dos seus gestos, a masculinidade explodia. E, quando falavam de Stalin, eles se tornavam melífluos, como qualquer “travesti” do João Caetano ou do Teatro República. O que se sentia, por trás desse arrebatamento stalinista, era um amor quase físico, uma espécie de pederastia idealizada, utópica, sagrada. Com as mandíbulas trêmulas, uma salivação efervescente, os fanáticos chamavam o Guia de “o Velho”. E essa paixão era de um sublime ignóbil.
Já o Czar foi o antilíder. Há um quadro russo da matança da Família Imperial. (A pintura de lá, tanto a czarista, como a soviética, é puro Osvaldo Teixeira.) Eis o que nos mostra a tela: empilhados, numa bacanal de defuntos, o Czar, a Czarina, as princesinhas, etc., etc. Uns por cima dos outros, e cravejados de bala. Os soldados receberam a ordem e estouraram a cara dos velhos, das mocinhas, dos meninos. Mas não vamos assumir, aqui, nenhuma postura sentimental. Eis o que importa dizer.
Na véspera de morrer, o nosso Nicolau entretinha-se na redação do seu diário. Fazia diário como qualquer heroína da Coleção das Moças. Reparem no antilíder, no anti-rei, no antitudo. No dia seguinte estariam à mostra os intestinos dele mesmo, as tripas da mulher, dos filhos, dos sobrinhos, dos netos. Mas ele não teve nenhum sentimento da morte. No jardim havia um “lago azul” como o da nossa canção naval. E, lá, dois ou três cisnes deslizavam mansamente. Um mundo já morria e outro ia nascer. E o Czar estava fascinado pelos cisnes, e a última página do diário era a eles dedicada. Um homem assim teria de ser exterminado a bala ou a pauladas, como uma ratazana.
Alguém lembrará a figura de Kennedy. Era um líder que preservava um mínimo de humanidade. Mas não era líder. Lembro-me da babá portuguesa da minha garotinha. Ao ver o retrato de Kennedy, gemeu com sotaque: – “Bonito como uma virgem”. Era um líder de luxo, isto é, um antilíder. Ao entrar na política, o pai, outro aristocrata, deu-lhe um cheque de um milhão de dólares. E mais: – Johnny casou-se com Jacqueline. E a mulher bonita é própria do falso líder. Nem Stalin, nem Hitler, fariam essa dupla concessão ao sentimento e ao sexo. Reexaminem toda a vida de Kennedy: – não foi, em momento nenhum de sua história e de sua lenda, um canalha. E não soube fazer pulhas para juntá-los em torno de sua liderança.
Pensem no pacto germano-soviético. Todos os que o aceitaram ou que ainda hoje o justificam eram e são perfeitos, irretocáveis canalhas. De um só lance, Stalin e Hitler degradaram toda uma época. Eis o que desejo ressaltar: – faltava a Kannedy essa capacidade de aviltar um povo. Ao passo que Stalin fez seu povo à imagem e semelhança da própria abjeção. Mas foi na morte que Kennedy demonstrou a ineficácia e falsidade de sua liderança.
O líder não morre antes, nem depois. O derrame escolheu a hora certa para matar Stalin. Hitler meteu uma bala na cabeça no momento justo em que precisava estourar os miolos. Waterloo aconteceu quando se esgotou a vitalidade histórica da era napoleônica. Se Lenin vivesse mais quinze dias, seria outro Trotski. E Kennedy caiu antes do tempo, morreu quando não tinha que morrer. Imaginem um cristo morto de coqueloche aos três anos. Não seria Cristo, não seria nada. Kennedy morreu ao lado da mulher bonita. E, de repente, veio a bala e arrancou-lhe o queixo, forte, crispado, vital. Restava tudo por fazer; o horizonte da reeleição abria-se diante dele. Esta morte antes do tempo mostrou que Kennedy não era Kennedy. O amor que lhe consagramos é um equívoco.
Falo, falo, e não sei bem por que estou dizendo tudo isso. Agora me lembro, Eu disse algo parecido ontem, num sarau de grã-finos. Não achem graça. Aprende-se muito no grã-finismo, e repito: certos grã-finos têm um sutil faro histórico, diria melhor, profético. Sentem, por vezes, antes dos outros, o que eu chamaria “odor da História”. E um desses estava-me dizendo, num canto, com uma convicção forte: – “Vai haver o diabo neste país”. Disse e fez um “suspense”. Instiguei-o: – “O diabo, como?” E ele, misterioso: – “Você não sente que vem por aí não sei o quê?” Esse “não sei o quê” era pouco para a minha fome. O grã-fino punha mais gelo no copo. Insinuou: – “”Há muita insatisfação”. Ainda era pouco. E eu queria saber, concretamente, o que vinha por aí. Perguntei: – “Sangue?” E o outro: cara a cara comigo e um ar de quem promete hemorragia nacional inédita: – “Sangue”.
Todavia, o “suspense” continuava. “Sangue”, dissera ele. Mas, quem ia derramar o sangue, e que sangue? Ainda olhei para os lados, como a procurar, entre os convidados, um possível Drácula. Quando, porém, o grã-fino falou em “esquerda”, a minha perplexidade não teve mais tamanho. Recuei dois passos avancei outros tantos e perguntei: – “Você acredita na nossa esquerda? Nessa que está aí?”
Ele acreditava. Então perdi a paciência e falei sem parar, Quem ia mudar qualquer coisa neste País? A esquerda tem um canalha para exercer uma liderança concreta e proveitosa? Senhoras entraram no debate. Fez-se, ali, uma alegre pesquisa de pulhas. Mas os canalhas lembrados eram, ao mesmo tempo, imbecis. E o que a história pedia era um crápula com seu toque de gênio. Em suma: não ocorria aos presentes um nome válido. A última palavra foi minha. Disse eu mais ou menos o seguinte: – enquanto a esquerda que aí está não for substituída até seu último idiota, não vai acontecer nada, rigorosamente nada.

Direto do blog do Coronel..., falando sem medo. Quem vai contestar? É a mais pura verdade!

Licença para roubar.

Fica cada vez mais claro que, para uma grande maioria do Parlamento, com raríssimas exceções, obter um mandato de vereador, deputado ou senador é adquirir, por um baixíssimo custo, uma licença  oficial para roubar. No país da impunidade, passou a ser um investimento de ponta para marginais de todas as matizes: estelionatários, ladrões, achacadores, corruptos em geral. Em pouco tempo é fácil recuperar o que foi gasto na campanha eleitoral para comprar o mandato. Um deputado federal vai ganhar R$ 1,6 milhão por ano ou R$ 6,4 milhões em 4 anos. Não há como não sobrar R$ 2 milhões líquidos ao final do período. Isso que não estamos falando do principal: as emendas parlamentares que, como estamos vendo, enchem os bolsos de deputados com outros tantos milhões, no truque simples de trocar entre si, independente de legendas, as liberações, botando "laranjas" lá na ponta que recebem a grana, sacam em dinheiro vivo e, obviamente, devolvem grande parte para os políticos. Tem empresa de fachada que chega a ser pluripartidária para não chamar atenção.Tem petista, tucano, comunista, direitista, tem todo o tipo de marca e modelo de político fazendo este tipo de safadeza. Quase no fim da cadeia alimentar da corrupção, chegamos à venda do voto, fruto do trabalho competente dos lobistas de todas as indústrias. Quanto será que o Paulinho da Força dos Bingos cobrou adiantado para trazer o assunto da legalização dos jogos de volta? Ou alguém acha que, mesmo perdendo no plenário, o bandido de colarinho branco não embolsou uma bolada? Se ganhasse, seriam dezenas de milhões no bolso de um dos piores bandidos políticos da história deste país.  Finalmente, chegamos à venda do voto da bancada, quando um grupo de políticos é comprado em bloco por grupos empresariais ou por setores da economia. Aí a coisa vira um jogo sem limites em termos de  achaque aos cofres públicos. Por isso, não há melhor investimento para um corrupto do que virar político. A lucratividade é enorme, sob a proteção da imunidade parlamentar. No Brasil de hoje, ser diplomado como político, é receber uma licença para roubar.

Melhor amigo...,

Esperavam o que?



Em novembro de 2009, a Câmara dos Deputados e o Senado aprovaram uma emenda à Constituição que obriga os pais a entregar os filhos de quatro anos à escola (atualmente o MEC exige a guarda intelectual dos brasileirinhos aos seis anos). O leitor esquerdista dirá: "Certíssimo. O Estado tem a obrigação de garantir educação e quanto mais cedo melhor". A educação estatal é um direito, recitará o esquerdista. Mas eu não tenho a liberdade de rejeitar esse direito e educar meus filhos em casa, longe da fábrica de burros que é a escola, pública ou privada, pois posso ir para a cadeia por tal gesto antipatriótico.

No fim do mês passado, a comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 134/07 aprovou a ampliação da jornada escolar da rede pública para, no mínimo, sete horas. Pobres crianças. Conforme o substitutivo da relatora, deputada Professora Raquel Teixeira (PSDB-GO), a medida valerá para a educação infantil e os ensinos fundamental e médio regulares. Portanto, pobres crianças e adolescentes.

As escolas terão até 2020 para adotar a nova jornada. Segundo a deputada, o prazo de dez anos levou em conta as diferenças da realidade educacional entre os diversos estados. Dentro de uma década, pelo visto, os estudantes brasileiros terão o mesmo nível de ignorância nos mais diversos assuntos, independentemente da unidade federativa onde vivam. Conforme Raquel Teixeira, com R$ 20 bilhões seria possível adotar hoje a jornada de sete horas em todos os colégios. "Esse dinheiro não é nada perto do retorno que a medida traz para a sociedade. Uma hora a mais na jornada aumenta em 66% o aprendizado do aluno".

Um pai antiquado louvaria a intenção dos nossos parlamentares. "Meu filho vai ficar mais tempo na escola e aprender mais". Não é bem assim. Como nos ensinou Paulo Freire, educar é um ato político. É ridícula a noção de que a escola deve apenas ensinar português e matemática, tornando o aluno capaz de ler e contar. Não. O que será do nosso país se as crianças deixarem de aprender a usar camisinha e gel lubrificante, a ter consciência crítica e votar nos socialistas? Devemos seguir no caminho da educação como ferramenta de "transformação social", pois o clichê diz que não se mexe em time que está ganhando, e nosso fenomenal desempenho foi atestado mais uma vez e nos enche de orgulho e esperança.

Saíram os
 resultados de 2009 do Programa Internacional de Avaliação de Alunos, o Pisa. Dos 65 países examinados, o Brasil ficou em 53º lugar em leitura e 57% em matemática. Nossa colocação no levantamento pode parecer frustrante, mas veja o lado bom da coisa: se os estudantes brasileiros continuarem nessa progressão intelectual, em poucos anos alcançarão os estudantes de países desenvolvidos como Trinidad e Tobago, Cazaquistão e Azerbaijão.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence o vencedor,
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade;
Se tão contrário a si é o mesmo amor?

*Luís de Camões

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Feliz 2014

Guilherme Fiúza
Estima-se que a legalização dos bingos renderá ao governo o equivalente a 14 AeroDilmas. A decolagem da presidenta estará garantida pela propina não contabilizada do lobby da jogatina.
Mas, como se sabe, a boca é grande. Por isso o cassino precisa também da CPMF, para fazer girar a roleta da saúde – aquela que cura todos os males da burocracia companheira.
Mesmo assim, a arrecadação mais do que recorde não será suficiente. Afinal, para o governo popular, as eleições de 2014 começam agora. E é preciso engordar a mágica da bondade.
A idéia é dar uma subida na linha da pobreza, deixando entrar mais gente na festa do Bolsa Tudo.
Em termos da batalha ideológica, está tudo dominado. Hoje, quem ousa dizer que o assistencialismo petista não é a vanguarda da civilização está perdido. A opinião pública parece ter sido seqüestrada pelos robespierres do Ipea.
Este é o Brasil moderno: dinheiro de graça para os pobres, e final feliz garantido no Oscar.
O novo conceito de prosperidade, que abençoa um exército de afilhados do Brasil pendurados nas bolsas do lulismo – o Baú da Felicidade do século 21 – é a base do projeto Dilma 2014. Se tudo der certo, a hegemonia neopopulista ficará a três anos de igualar o reinado de Getúlio Vargas.
É essa modernidade que vem encantando os bem pensantes, incluindo uma parcela que nem está na folha do PT.
O sucesso formidável da transformação do Bolsa Tudo em votos, que consagrou a presidenta pára-quedista, é um poderoso formador de convicções intelectuais. O desfile de teorias para justificação sociológica do novo Baú da Felicidade está só começando.
O Brasil vai erradicar a pobreza distribuindo dinheiro a fundo perdido. Como ninguém pensou nisso antes?
Vamos esperar para ver esse final feliz: uma população vivendo de mesada de um Estado que vende o almoço para pagar o jantar.
Que os bingos abençoem o país do futuro.

E pensar que tem gente que acredita no sujeito...,


A mulher que se achava filha de Getúlio e o homem que se acha pai do Brasil Maravilha

“Vim buscar a chave do Banco do Brasil”, comunicava a mulher negra e miserável que aparecia de vez em quando na minha casa em Taquaritinga. Eu tinha menos de 10 anos e era filho do prefeito. Ela tinha pouco mais de 40 e decidira que era filha de Getúlio Vargas, de quem havia herdado o banco estatal. Só fiquei intrigado na primeira visita. Nas seguintes, até tentei esticar a conversa com a doce maluca antes de fazer o que minha mãe ordenara: devia recomendar-lhe que resolvesse o problema com meu irmão mais velho, funcionário da agência local. Pacientemente, Flávio explicava que não podia entregar a chave sem conferir a certidão de nascimento. A órfã do presidente prometia buscá-la no cartório. Três ou quatro meses mais tarde, lá estava ela no portão para a reprise do ritual.
Lembrei-me da doida mansa com quem contracenei na infância ao saber que o presidente Lula registrou em cartório um Brasil imaginário. É uma Pasargada retocada pelo traço de Oscar Niemeyer. Tem trem-bala, aviões pontuais como a rainha da Inglaterra, rodovias federais de humilhar alemão, casa e luz para todos, três refeições por dia para a nova classe média, formada pelos pobres de antigamente. Quem quiser ver mendigo de perto deve voar até Paris e sair à caça de algumclochard. A transposição das águas do São Francisco erradicou a seca e transformou o Nordeste numa formidável constelação de lagos, represas e piscinas. Os morros do Rio vivem em paz e quem mora nas favelas do Alemão não troca o barraco por nenhum apartamento de cobertura no Leblon.
No país do cartório, o governo não rouba nem deixa roubar, o mensalão é coisa de Fernando Henrique Cardoso, os delinquentes engravatados foram presos pela Polícia Federal, os ministros são honestos, os parlamentares servem à nação em tempo integral e o presidente da República cumpre e manda cumprir cada um dos Dez Mandamentos. Lula fez em oito anos o que os demais governantes não fizeram em 500.  A superexecutiva Dilma Rousseff precisa acautelar-se para não exagerar na eficiência: se melhorar, estraga.
Daqui a alguns anos, é possível que um filho do prefeito de São Bernardo do Campo tenha de lidar com um homem gordo, de barba grisalha, voz roufenha e o olhar brilhante dos doidos de pedra, querendo que a paisagem real seja substituída pela maravilha registrada no cartório. A cobrança da filha de Getúlio tropeçava na falta da certidão de nascimento que o pai do novo Brasil acaba de providenciar. Depois de repetir que governou a República, ele vai reclamar o que lhe pertence sobraçando um calhamaço cheio de selos, carimbos, rubricas e assinaturas.
“Nada é impossível neste país”, deu de repetir Lula ultimamente. Nada mesmo. É possível até um ex-presidente acabar trepado num caixote, na praça principal de São Bernardo, exigindo aos berros a existência de um Brasil que inventou.