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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Palavras "do vice-presidento" Michel Temer, O Temeroso!

"Não houve tropeço na economia. Enquanto o cidadão puder ir ao supermercado, botar o filho na escola, comprar um carro, a economia do cotidiano não mudou".

Michel Temer, em entrevista ao Estadão, ensinando que um brasileiro só pode achar que a economia vai mal depois de proibir-se de fazer comprar, tirar o filho da escola por falta de dinheiro e vender o carro para não morrer de fome.  
*A. Nunes

domingo, 29 de setembro de 2013

Atenção à espionagem

JOÃO UBALDO RIBEIRO - O Estado de S.Paulo
Enganam-se os que acham que, assim como nos faltam natais nevados, ondas havaianas, uma língua mais moderna e tantas outras benesses que a Natureza e a História nos negaram, também somos pobres em episódios de espionagem. Manda a honestidade reconhecer que não temos nenhum James Bond, embora advirta a verdade, irmã da honestidade, que os ingleses também não, ainda mais com aquela estampa de Sean Connery e saindo do mar numa roupa de mergulho que, despida, revela por baixo um smoking impecável. É, não temos, do mesmo jeito que não temos filmes com Jeffrey Hunter, em que ele, armado apenas de um fuzil-metralhadora (que só tinha a vantagem de nunca precisar ser recarregado), tomava sozinho uma ilha do Pacífico, mais cheia de japoneses que a fila do Louvre. Ou Audie Murphy, encarapitado na torre de um tanque Sherman, destroçando oito divisões Panzer da Wehrmacht e tomando de volta a Ucrânia, ou a Polônia, ou ambas, bons tempos.
Mas, perdão, digressiono, são coisas de velho, é a nostalgia. Referia-me à espionagem, que agora tanta discussão provoca e fez com que a presidente da República cancelasse uma visita oficial ao presidente do país espião. Eu não sabia que esse problema da espionagem, suscitado pela revelação (recuso-me a usar a palavra "descoberta", neste caso) de que agências americanas nos espionam, era tão importante para o destino brasileiro, a ponto de receber atenção prioritária. Pensei que outras coisas eram bem mais relevantes, como o abandono de obras públicas que todo dia é noticiado, os leilões e licitações fracassados ou semifracassados, o descalabro da infraestrutura, a violência, a corrupção, a ineficiência - enfim, a problemática toda que está aí, até hoje à espera de solucionática e não de propagandática.
Não posso crer que essa atenção toda à espionagem se deva, como já vi sugerido por maldosos, a um esforço para desviar a atenção da mencionada problemática. Governo não é Estado, nem Estado é Governo e, como sabemos, tanto o povo quanto o próprio governo agem de acordo com esta sagrada e fundamental distinção. Deve ser alguma coisa mais funda, a requerer uma abordagem histórica, com toques antropológicos e sociológicos. Pode ser ainda alguma coisa relacionada com o nosso inconsciente coletivo, que, num desses mistérios só acessíveis aos cientistas da mente, lembra a ocorrência de certos eventos cruciais, mas reprime essa lembrança sabe-se lá por quê.
A verdade é que, na época da Segunda Guerra, pelo menos, a espionagem comeu solta no Brasil. Suspeito eu que envolveu tanta gente que é por isso que o inconsciente coletivo não quer saber dela, embora não lhe seja indiferente. Os mais velhos falavam sempre em Salustiano, que teve de se foragir de Itaparica devido a um episódio de espionagem, sucedido quando morava na ilha um casal muito louro e branco, desses que parecem ter sido vítimas de descascamento. Depois se descobriu que não era um casal de alemães, mas de um tipo de gringo que só se parecia com eles pelo descascamento e pela fala, que dava a entender que estavam sempre com vontade de cuspir. Mas, na ocasião, por falta de nacionalidade mais conhecida, eles viraram alemães.
Eram gente boa e dona Alemoa, como ela ficou conhecida, vivia sorridentezinha, tinha as carninhas rechonchudinhas, as maçãzinhas do rostinho rosadinhas, as pernoquinhas bem torneadinhas e o traseirinho ajeitadinho, o que todo mundo notava, mas ninguém comentava, por uma questão de respeito. Nunca deixava a ilha, o que apenas o marido fazia, mais ou menos a cada duas semanas, para pegar correspondência, cuidar dos negócios e recarregar as baterias que alimentavam o rádio em que escutava notícias da terra dele.
A perdição foi justamente esse rádio. O Brasil tinha entrado na guerra e, em Salvador, a coisa estava séria, faziam-se blecautes e mantinha-se a guarda contra o inimigo teutão. Todo mundo na ilha sabia que seu Alemão e dona Alemoa não eram alemães de verdade, mas gringo é gringo e branco descascado é branco descascado, de forma que aquele aparelho radiofônico bem que podia ser espionagem, se bem que o alemão e a alemoa sempre convidassem a todos para ouvir também, só que ninguém ia, porque não se entendia a língua. Coincidiu isso com o grande patriotismo que surgiu no peito de Salustiano, quando ele ouviu essa história, uma coisa bonita de se ver mesmo. Ele resolveu se sacrificar pela pátria e espionar o espião. E, dito e feito, era o alemão viajar, era Salustiano ir para a casa dele, ver se a alemoa não estava espionando. Virou costume, Salustiano sempre foi muito aplicado e estava mesmo muito patriótico. E a alemoa todo mundo sabia que era uma pessoa hospitaleira.
Ia a coisa nesse pé, com Salustiano, sempre que o alemão viajava, se sacrificando pela pátria e praticando a contraespionagem com a alemoa toda noite, até que, certa feita, o alemão chegou no meio da noite e o que se ouviu dentro da casa dele foi um barulhão, uma gritaria e Salustiano, arrepanhando as fraldas da camisa e segurando o suspensório com o queixo, pulou o murinho do jardim e gritou: "É o espião! Peguei ele espionando! Segura o espião!" .
Nessa hora, alguns seguraram por levarem em conta que se tratava de um compatriota contra um estrangeiro, naqueles tempos duros de guerra, outros não entenderam direito e seguraram por via das dúvidas. No final, Salustiano, que muitos anos depois, cinicamente, admitiu que a única coisa que o alemão espionou foi aquele flagra, conseguiu escapar da ira marital para foragir-se com uns parentes em Alagoinhas. Por aí vocês veem como a espionagem pode render, e tem rendido, graves problemas em nossa história. Vamos torcer para que nosso governo continue a agir com firmeza, ponha o governo americano contra a parede e o obrigue a ter transparência na atividade de espionagem.

sábado, 28 de setembro de 2013

A beleza da música

Não se preocupe, seja feliz!
♪♪♪♪♪...,
"Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música
não começaria com partituras, notas e pautas.
Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe contaria
sobre os instrumentos que fazem a música.
Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria
que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas.
Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas
para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes".
*Rubem Alves



sexta-feira, 27 de setembro de 2013

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Comportamento Geral

                                  

Luiz Gonzaga Jr., o notável moleque


Roberto Gomes


O leitor terá, tal como esse cronista desatento, certas lembranças que se fixam em sua mente de uma forma definitiva. Podem desaparecer por uns tempos, mas retornam. São frases, situações, rostos ou imagens que, por algum motivo, ficam presentes em nossa memória para sempre. São às vezes coisas que pertencem a uma época, a uma geração e, outras, apenas a um indivíduo.
Escrevo tudo isso para dizer que tenho sido perseguido por uma lembrança desse tipo. Assisti na televisão, que é onde há décadas vemos o que se passa no mundo. Umberto Eco tem uma observação genial a respeito. Diz ele que situou a ação do romance O nome da Rosa na Idade Média porque dessa época ele – professor de filosofia medieval – tinha um conhecimento direto, enquanto que, do século XX, apenas através da televisão.
O ano era 1973. Luiz Gonzaga Júnior, o Gonzaguinha, até então um cantor e compositor quase desconhecido, participou do programa Flávio Cavalcanti para apresentar a canção Comportamento Geral.
O programa tinha grande audiência e Flávio o usava para decretar que mundo lhe parecia melhor, auxiliado por um grupo de desfrutáveis que ocupavam o lugar de jurados, ali colocados como se fossem entendidos em música popular. Nesse dia, do qual lembro muito bem, se apresentou o Gonzaguinha.
Ele era um tipo magro – na verdade, magérrimo, pois nunca essa palavra se ajustou tão bem a um tipo físico – e um crítico feroz da burrice geral da época e da ditadura militar então em vigor. Acusavam-no de ser mal humorado, chato, impertinente. Volta e meia alguém procurava falar dele como sendo um sujeito ingrato que tinha problemas com o pai – o semi-deus Luiz Gonzaga, músico e sanfoneiro magistral – como se ter problemas com o pai fosse uma exclusividade dele ou dos então chamados “subversivos”.
Gonzaguinha cantou Comportamento Geral, canção na qual arrolava várias das misérias nacionais da época. A letra dizia: “Você merece, você merece / Tudo vai bem, tudo legal / Cerveja, samba e amanhã, seu Zé / Se acabarem com o teu Carnaval?
Os olhares do histriônico Flávio Cavalcanti faiscavam em fúria. Seus jurados se retorciam indignados. Era possível prever que algo ia acontecer, até os holofotes do auditório ameaçavam explodir em chamas.
Terminada a apresentação, Flávio e seus asseclas massacraram a canção com os piores adjetivos que conheciam e que podiam colocar no ar: ruim, feia, pessimista, chata, monótona. Gonzaguinha só ouvia. E a pancadaria continuava: rancoroso, do contra, pessimista.
Foi quando Gonzaguinha se aproximou do microfone. Calmo, frio e impessoal como só um magro consegue ser, olhou para o Flávio, para os membros do júri e, antes de se retirar tranquilamente, disse:
- Vocês merecem.
Até então um compositor pouco conhecido, a partir da participação no programa de Flávio Cavalcanti – que virou notícia em função de sua tirada cirúrgica e cruel – tornou-se um sucesso de venda e seu compacto, que andava encalhado nas lojas, esgotou em poucos dias. Não demorou a ser convidado a lançar novo disco.
Como era de se esperar para a época, o DOPS – órgão governamental dedicado a bisbilhotar a vida de todo mundo e que decidia o que se podia publicar, gravar, levar ao teatro ou falar em sala de aula – apressou-se em chamá-lo para depor e passou a censurar suas músicas, entre elas a própria Comportamento Geral, que foi proibida. Para selecionar dezoito músicas para disco seguinte, Gonzaguinha precisou apresentar setenta e duas à censura. Flávio Cavalcanti e sua trupe de jurados por certo se sentiram vitoriosos nesse momento, mas para sempre ficou no ar a tirada apocalíptica e moleque de Gonzaguinha:
- Vocês merecem.

Justiça para todos

Há quem pense que isto que temos hoje é justiça e que o direito não pode ser atropelado, que é preciso ter legítima defesa e coisa e tal. Tudo bem, é justo! O que não é justo é o que percebemos no processo do Mensalão pela TV e pela Web e só não viu quem não quis ver! As artimanhas são muitas e no fim das contas os ricos e poderosos, manipulam o poder por pagarem os melhores advogados para questionar com base nas brechas da lei, até que o processo se esgote em tempo ou se torne fraco o suficiente para permitir punição branda, como prisão domiciliar ou pena alternativa para réu primário, promovendo assim a impunidade por crimes contra toda uma nação.
Isto é de fato justiça? Ter quase oitenta por cento dos Ministros da Justiça indicados por um só partido não interfere realmente na decisão deles, de modo algum? Isto é de fato isonomia? Isto é de fato celeridade? Para aqueles que acham que não é correto se posicionar diante disto e que não é correto clamar por justiça diante destes recentes resultados do STF sobre o caso mensalão, informo que sim, podemos questionar democraticamente, podemos discordar das decisões sim, o artigo quinto da Constituição Federal assegura a liberdade de expressão e opinião e não é faltar com respeito mostrar a verdade!
Mesmo que eles fiquem impunes, o nosso voto pode mudar tudo isto, pois com a alternância de poder pode haver alternância de representação e com ela a mudança de Ministros e das suas posturas no STF. Hoje o STF é aparelhado ideologicamente, ficou claro isto ao povo brasileiro, aos que querem ver ao menos, isto fere o princípio da divisão dos três poderes, isto fere o princípio democrático real. É hora de renovação na política nacional, é hora de alternância de poder, pela saúde da democracia brasileira!

O que é ISONOMIA?

Isonomia é a condição daqueles que são conduzidos pelas mesmas normas ou leis, ou seja, tudo igual para todos, sem privilégios. Este é um princípio legal democrático, onde não deve haver diferença ou preferência alguma que destaque um ser de outros.
Agora decida, temos isto hoje em nossa Justiça Federal? O que se tem visto, na prática, é que brechas legais estão permitindo que grupos de interesse fiquem impunes, beneficiando condenados a redução de penas ou extinção destas por protelamento jurídico, o que acaba por levar a impunidade. Isto aconteceria com todos os cidadãos ou só ocorre com poderosos? Está havendo Isonomia no caso do julgamento do Mensalão?
tb2
Leiam mais no endereço abaixo, leitura longa mas que vale a pena, para saber um pouco mais:
http://fuieleitoeagora.com.br/2013/09/26/justica-para-todos/



O negócio é pedalar...,

Não é um moinho de vento, é um gigante que atende pelo nome de ExxonMobil
Hoje vivi um dos episódios pessoais mais recompensadores desde que iniciei minha quixotesca batalha em favor de cidades mais amigas das bicicletas. Encarei não apenas um moinho de vento, mas o maior dos gigantes que um cicloativista pode enfrentar: um gigante que atende pelo nome de ExxonMobil.
A ExxonMobil é nada mais nada menos que a maior companhia de petróleo do mundo, com receita anual de mais de US$ 430 bilhões – o que equivale ao PIB da Argentina e é maior que a economia individual de mais de 160 países do planeta.
Convidado pelos diretores da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa), fui à empresa para dar uma palestra para 60 funcionários sobre o uso seguro da bicicleta como meio de transporte. É pouco? Para mudar o mundo, pode até ser. Mas ajudar a criar uma cultura mais sustentável e estimular o uso da bicicleta dentro da maior das Big Oil é algo muito significativo. É mais do que derrotar o gigante. É ensiná-lo a pedalar.
Menos petróleo, mais bicicletas
Bicicleta em uma das sedes da ExxonMobil nos EUA. No Brasil a empresa também começa a pedalarBicicleta em uma das sedes da ExxonMobil nos EUA. No Brasil a empresa também começa a pedalar. (Foto: Reprodução)
A palestra foi voltada aos funcionários do centro de apoio a negócios de Curitiba, unidade que provê serviços centralizados para filiais da empresa ao redor do mundo. Há cerca de dois anos, houve por parte dos funcionários da ExxonMobil uma tentativa de criar condições para estimular o uso da bicicleta. Mas a ideia sofreu forte rejeição da gerência e foi abortada.
Agora ela ressurge diante de uma constatação: a empresa não pode impedir que cada um decida livremente sua forma de se locomover. E, com um número cada vez maior de pessoas indo e vindo de bicicleta, não é mais possível tapar o sol com a peneira.
Por isso, ainda que não estimule institucionalmente, a preocupação com a segurança de seus colaboradores– valor número 1 da empresa – demandou a palestra sobre segurança no uso das bicicletas.
Uma provocação. Sim, o petróleo é importante. Mas fica a provocação para estimular uma reflexão.
Paralemente, os funcionários vêm trabalhando internamente para criar mais condições para quem usa a bike no dia a dia. No próximo mês, será inaugurado um bicicletário — após negociação com o condomínio, quatro vagas de veículos serão eliminadas e passarão a ser destinadas exclusivamente às bicicletas. Também houve um acordo com um hotel vizinho, que vai ceder um vestiário e armário para quem vai ao trabalho pedalando.
Um grupo também organiza pedaladas noturnas às quintas-feiras após o expediente, como forma de atrair novos adeptos ao transporte sustentável.
Segundo os diretores da Cipa, hoje já são dezenas de funcionários que pedalam para o trabalho todos os dias. “Mas a tendência é de que o grupo cresça cada vez mais. O plano é atingir a massa crítica dentro da empresa, para que ela abrace a causa e crie programas institucionais de estímulo ao uso da bicicleta de forma segura”, diz um deles. Pedalando, eles certamente vão chegar lá.

*O valor do cachê da palestra foi doado à campanha de financiamento coletivo do III Fórum Mundial da Bicicleta, evento que será realizado em fevereiro de 2014, em Curitiba. Você também pode ajudar a financiar o Fórum clicando aqui.Gazeta do Povo

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Mais perdida do que cego em tiroteio...,

Servidores do Itamaraty vão ao desespero com as trapalhadas de Dilma Rousseff em Nova York

Chave de hospício – O que a presidente Dilma Rousseff fala tem prazo de validade curto, de poucas horas no máximo. A situação piora quando o palavrório é balbuciado de plateia de importantes, ou quase isso. Durante o discurso que proferiu na ONU, na abertura da 68ª Assembleia-Geral, Dilma fez uma sugestão com viés de exigência: a criação de regras para a utilização da internet e o fim da espionagem. Ou seja, a presidente do Brasil continua acreditando que é dona do mundo.
Nesta quarta-feira (25), ainda em Nova York, Dilma mudou o discurso e disse que, para eliminar eventuais dúvidas, a situação não pode ficar como está. O que a petista tentou, mas não conseguiu, foi ter o apoio da ONU para um eventual controle da rede mundial de computadores, sonho de qualquer comunista obcecado pelo totalitarismo, mesmo de maneira disfarçada.
Ciente da besteira que representou a primeira parte de seu discurso na ONU, ocasião em que mandou recados ao presidente Barack Obama, a petista Dilma destacou que a parceria com os Estados Unidos é estratégia para ambos os países. Mesmo assim, ela insiste em um pedido de desculpas por parta da Casa Branca, o que não acontecerá, pois o assunto da espionagem continua no campo das denúncias, por conseguinte sem comprovação alguma.
Quando muitas pessoas comparam a presidente Dilma Rousseff à figura da Mônica, a personagem dentuça e mal humorada das histórias em quadrinho de Maurício de Souza, não o fazem sem pensar. Assim é a presidente, dificílima no trato e avessa a qualquer opinião alheira. Em suma, ou prevalece o seu desejo ou nada feito. É por essas e por outras que o Brasil continua no atoleiro da crise econômica, porque é de Dilma a última palavra sobre o tema.
Enquanto Dilma protagonizava mais um fiasco, desta vez no plenário da ONU, integrantes do Ministério das Relações Exteriores iam ao desespero diante dos televisores. Em São Paulo, um grupo de servidores de carreira da diplomacia brasileira passou boa parte do tempo de cabelo em pé durante reunião na região da Avenida Paulista. Um dos servidores da pasta não suportou o fiasco e rasgou o verbo: “Demoramos tanto tempo para estreitar as relações com os Estados Unidos e essa mulher coloca tudo a perder”. A informação foi passada ao ucho.info por um dos participantes do encontro.
Estabanada conhecida, Dilma só encontra guarida na plateia da esquerda latino-americana, que sem saber a razão já se acostumou com o ofício de bater palma para maluco dançar. Para essas pessoas que rezam pela cartilha chicaneira de Havana, enfrentar o inimigo maior, os Estados Unidos, é a senha para o orgasmo ideológico.
Desse episódio vergonhoso que teve lugar na ONU chega-se à conclusão, mais uma vez, que a política de relações internacionais do governo petista de Dilma Rousseff é absolutamente equivocada. Dilma fala grosso com o norte-americano Barack Obama, de quem exige a confissão de culpa por um crime sem comprovação e que continua na seara das denúncias, mas fala fino com o boliviano Evo Morales, uma marionete do cadáver de Hugo Chávez que surrupiou uma instalação industrial da Petrobras e submete o Brasil a vexames diplomáticos sem precedentes.
Mas os brasileiros nada podem esperar em termos de diplomacia de um governo que tem como chanceler genérico o trotskista arrogante Marco Aurélio Garcia, que horas depois do maior acidente da aviação brasileira comemorou o resultado de um laudo de encomenda com gestos obscenos, em claro desrespeito às vítimas fatais e suas respectivas famílias.
Eis o Brasil, que tão bem cabe naquela profética declaração de um conhecido comunista de boteco, “nunca antes na história deste país”.

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Embargos Infringentes o mais novo primo do Habeas Corpus...,



Durante mais de duas horas, o ministro Celso de Mello ensinou, com a expressão superior de melhor da classe, que os embargos infringentes teriam de ser examinados pelo Supremo Tribunal Federal porque “ninguém, absolutamente ninguém pode ser privado do direito de defesa”. Se prevalecesse a tese defendida por Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Marco Aurélio, “estar-se-ia a negar a acusados o direito fundamental a um julgamento justo”, caprichou na mesóclise o decano do STF.
Quem acreditou no latinório do ministro decerto imagina que o escândalo do mensalão foi descoberto há oito dias, não há oito anos. Ou que os advogados dos quadrilheiros, contratados por alguns milhões de reais, foram impedidos de manter em funcionamento desde 2007 a usina de álibis, chicanas, manobras protelatórias, espertezas legais,  pressões criminosas e notícias plantadas na imprensa, fora o resto. Pelo que disse Celso de Mello, pode-se concluir que o processo que se arrasta há seis anos teria de ser anulado caso rejeitasse o recurso com nome de produto de limpeza.
Para desmontar a conversa fiada, bastam duas constatações. Primeira: de acordo com a Constituição, todos são iguais perante a lei. Segunda: desde o Descobrimento, não se sabe de um único e escasso condenado pobre, sem dinheiro para bacharéis dolarizados, que conseguiu com embargos infringentes ser julgado de novo pelo mesmo tribunal e livrar-se da cadeia.

Atrações do CIRCO BRASIL!


A mais nova atração do CIRCO BRASIL(Só falta a lona para cobrir); 
31° partido político: O PROS( Partido Republicano da Ordem Social), se intitula como uma agremiação de centro. 
“Eu sou PROS, não posso ser do contra”, diz o hino da sigla. Para se filiar, não é necessário ser ficha limpa.
Trinta e um partidos políticos e vem mais um por aí.., tem como dar certo um negócio desses? Acho que estamos à passos largos rumo ao abismo!

A racionalidade do cidadão não consegue compreender o porquê e o como de tantos casos de corrupção não resultarem em nenhuma prisão dos principais envolvidos.

Leiam sem pressa os quatro parágrafos, transcritos em negrito, extraídos de um artigo publicado pelo Estadão sob o título “A corrupção e morte da cidadania”. Volto em seguida com o nome do autor e a data da publicação.
A corrupção representa uma violação das relações de convivência civil, social, econômica e política, fundadas na equidade, na justiça, na transparência e na legalidade. A corrupção fere de morte a cidadania. Num país tomado pela corrupção, como o Brasil, o cidadão se sente desmoralizado porque se sabe roubado e impotente. Sabe-se impotente porque não tem a quem recorrer. Descobre que os representantes traem a confiabilidade do seu voto, que as autoridades ou são corruptas ou omissas e indiferentes à corrupção, que os próprios políticos honestos são impotentes e que a estrutura do poder é inerentemente corruptora.
Dessa impotência se firmam as noções de que “nada adianta” e de que no fundo “são todos iguais”. A fixação desses sentimentos representa o fim da cidadania, pois ela se baseia na participação ativa do indivíduo na luta por direitos e na cobrança e fiscalização do poder. Quanto mais agonizante a cidadania, mais ativa se torna a corrupção. O corrupto sente-se à vontade para se justificar e até para solicitar o aval eleitoral para continuar na vida política.
O poder no Brasil protege os corruptos. A estrutura do poder público é corruptora. Em paralelo, a estrutura fiscalizadora favorece a impunidade. Mas se a corrupção, sua proteção e a impunidade se tornaram estruturais, há uma vontade explícita de manter intacta a estrutura corruptora. Essa vontade se manifesta de várias formas. A principal é a falta de iniciativa das autoridades constituídas. Outra ocorre pelo bloqueio das mudanças institucionais e legais que visam a ampliar e aperfeiçoar os instrumentos de combate à corrupção. No Congresso, medidas de combate à corrupção e mudanças moralizadoras da Lei Eleitoral foram sistematicamente derrotadas pela maioria governista, com o apoio de chefes dos poderes superiores.
A sociedade já percebeu que a corrupção estrutural está albergada na falta de vontade de mudar e de punir e na vontade explícita de proteger. A racionalidade do cidadão não consegue compreender o porquê e o como de tantos casos de corrupção não resultarem em nenhuma prisão dos principais envolvidos. E porque a razão não consegue compreender essa medonha impunidade, o cidadão sente-se desmoralizado. A corrupção assume a condição de normalidade da vida política do país. A degradação e a ineficiência do poder público atingiram tão elevado grau que não se pode mais acreditar que, apesar de lentas, as mudanças virão.
O autor só pode ser algum falso moralista enfurecido com a transformação do embargo infringente em primo do habeas corpus, certo? E o texto só pode ser coisa da elite golpista ainda inconformada com a derrota decidida pelo voto do ministro Celso de Mello, certo? Errou duplamente quem embarcou nessas deduções. O artigo saiu na edição de 29 de abril de 2000. E foi escrito por José Genoino, então ─ como agora ─ deputado federal do PT paulista. Parece mentira, mas é isso mesmo.
Também parece mentira que há menos de 14 anos, quando já ia longe o ataque aos cofres estaduais e municipais controlados pelo partido, as vestais de araque ainda reivindicassem aos berros o monopólio da ética. Na virada do século, embora Delúbio Soares já ocupasse o posto de tesoureiro da quadrilha em formação, José Dirceu seguia recitando de meia em meia hora, com sotaque de Passa Quatro, o mantra hoje reduzido a refrão do hino do grande clube dos cafajestes: “O PT não róba nem dêxa robá”.
É compreensível que o deputado federal José Genoino, sem ficar ruborizado, ousasse exigir cadeia para quem fazia o que ele faria na presidência do partido que, ao alcançar o poder federal, acabou transformando o assalto ao dinheiro público em programa de governo. O artigo publicado pelo Estadão sugere que são até brandas as penas aplicadas pelo STF aos companheiros condenados por corrupção ativa: 7 anos e 11 meses para José Dirceu, 6 anos e 8 meses para Delúbio Soares e 4 anos e 8 meses para Genoino.
Não há embargo infringente que dê jeito nisso. Para recorrer à esperteza que justificou um novo julgamento e provavelmente os livrará  da punição por formação de quadrilha, os três mensaleiros precisariam de quatro ministros dispostos a não enxergar o que eles são: corruptos ativos.  Dirceu, condenado por 8 a 2, teve o apoio de Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Genoino (9 a 1) só foi socorrido por Lewandowski. Delúbio (10 a 0) não comoveu sequer o ministro da defesa dos pecadores.
A seita que prometia acabar com a ladroagem, quem diria, agora luta para conseguir que três sacerdotes corruptos se safem da pena adicional por formação de quadrilha, que submeteria a trinca à prisão em regime fechado. Eufóricos com o adiamento do embarque no camburão, os devotos já preparam um carnaval temporão para festejar a conquista do regime semiaberto. O desfile da Unidos do Mensalão, de qualquer forma, não poderá ultrapassar o fim da tarde.
No começo da noite, os três destaques terão de recolher-se à cadeia. É lá que os companheiros presidiários vão dormir por centenas de noites.

Eleições 2014 - ACORDA BRASIL!!!

Cristiano festeja aumento salarial com Ferrari de R$ 3,8 mi O craque português é um dos 499 proprietários do modelo de produção limitada


O atacante português Cristiano Ronaldo renovou seu contrato com o Real Madrid e ganhou um reajuste salarial generoso - agora, é o jogador mais bem pago do planeta. Para comemorar, o craque arrumou espaço em sua já recheada garagem para um dos carros mais cobiçados do planeta: a nova LaFerrari, um modelo de produção limitada lançado recentemente pela fábrica italiana. O automóvel sai por 1,3 milhão de euros, o equivalente a 3,8 milhões de reais. Com seu novo contrato, que se estende até 2018, Cristiano Ronaldo vai receber cerca de 17 milhões de euros por temporada - ou seja, teria dinheiro para comprar uma LaFerrari por mês. O que tornou a compra tão especial para o atleta é o fato de o modelo ser disputadíssimo: apenas 499 carros serão fabricados. O craque já tinha alguns dos carros dos sonhos dos fanáticos por automóveis, como o Bugatti Veyron, o Lamborghini Aventador, o Rolls-Royce Phantom e o McLaren MP4-12C. Ele já teve mais de uma Ferrari 599 GTB Fiorano, e destruiu uma delas num acidente em Manchester, em 2009. Que o craque cuide melhor da raríssima LaFerrari - afinal, será difícil conseguir comprar outra, ainda que sobre dinheiro na conta do português.
http://veja.abril.com.br/noticia/esporte/cristiano-comemora-novo-contrato-com-ferrari-de-r-38-mi


terça-feira, 24 de setembro de 2013

Enchentes no Sul, tornados em SP, urubus do governo sobrevoando SC e SP, corruptos desviando dinheiro do Ministério do Trabalho, da CONAB.., etc..., e a "presidenta competenta" falando bobagens na assembléia da ONU..., VAMOS BIEN, como diz o Fidel!

Imagem Coluna
A Indústria da Enchente em SC

No Nordeste brasileiro não é  segredo para ninguém que  a chamada Indústria da  Seca funciona a todo vapor. Basicamente ela consiste em não realizar obras estruturais que possibilitem o acesso das pessoas a água, protocolando, depois, projetos em Brasília para que estas mesmas pessoas sejam atendidas por programas sociais em virtude da miséria em que estão inseridas. Em Santa Catarina nosso problema não é a seca, e sim o excesso de água. A Indústria da Enchente, no entanto, não é muito diferente daquela que enaltece a pobreza do semiárido. A diferença crucial entre a nossa problemática e a do Nordeste é que por aqui as pessoas são deixadas debaixo d'água não para que ganhem cestas básicas, mas para que políticos apareçam na televisão e em páginas de jornais sobrevoando locais alagados de helicóptero. Aliás, enchente em Santa Catarina é período de festa para a politicarada. Agendas canceladas, ministros visitando 'locais de costume', governo mobilizado. E dê-lhe helicóptero passando sobre as cabeças dos naufragados.Passada a enchente cada qual continua a sua vida e dali para adiante nada é feito para que a mazela não volte a acontecer. Reuniões, discussões, seminários, e nada mais. Fica por isto mesmo. Nada de barragens para segurar as águas, nada de contenção de encostas, nada de diques, nada de desassoreamento ou retificação de rios, tão pouco de construção de barras em foz de rio. Até porque, se isto for feito, como ficam os fãs dos helicópteros? Sem enchente não tem mídia e sem mídia não tem como patrocinar a famosa hipocrisia política. E assim seguimos a vida, esperando pela próxima enchente.
http://www.grupocorreiodosul.com.br/jornal/colunistas/rolandochristiancoelho/aind-striadaenchenteemsc/

Brasil varonil...,

‘Chatice crônica’, por Nelson Motta

Publicado no Globo desta sexta-feira
NELSON MOTTA
“Parei minha moto no shopping, roubaram a tampa da válvula do pneu. Tinha uma ótima tesoura Tramontina para tosar meus cachorros, mas alguém a trocou por uma de pior qualidade. O médico me mandou tirar radiografia desnecessária só para gastar dinheiro do plano de saúde. Minha revista semanal sumiu na portaria do prédio…”
A prosaica semana de um leitor carioca de um bairro de classe média, tão banal e parecida com a de milhões de brasileiros, mostra como o roubo e a sem-vergonhice estão arraigados na nossa cultura, atrasando o crescimento do nosso IDH, por mais que se invista em educação, tecnologia e infraestrutura. Mas não estamos condenados a essa cultura que privilegia a mentira e a fraude, que aos poucos vai cedendo aqui e ali por força da lei, da policia e da Justiça, e aos trancos e barrancos o Brasil vai melhorando.
Há quem acredite que o Brasil está rico, poderoso, soberano, solidário, mas 43% dos alfabetizados não sabem ler, mais da metade das cidades não tem esgoto tratado, 1/3 das Câmaras Municipais, Assembleias Estaduais e Congresso Nacional estão nas mãos de processados ou condenados pela Justiça. O que esperar dessa gente ?
Ao contrário da cultura legal anglo-saxônica ─ baseada no pressuposto que o cidadão está dizendo a verdade e sabe que vai sofrer graves consequências se não estiver ─, no Brasil a ideia básica é que, em principio, todos podem, e devem, estar mentindo, daí a necessidade de tantas exigências de provas e documentos e assinaturas e autorizações e controles e fiscalizações, que aumentam a burocracia e, com ela, a corrupção. Somos o país do “minto, logo, existo”.
Só aqui há documentos que precisam de “firma reconhecida” e outros que exigem a presença física no cartório, como se umas fossem “sérias” e outras não, mas as fraudes não diminuem. Por essas e outras abrir uma empresa no Brasil leva vinte vezes mais tempo do que nos Estados Unidos ou no Chile.
A verdade, caros leitores, é que são vícios crônicos inspirando uma crônica chata, resultado de muito trabalho vão e de um grande esforço para não falar do mensalão. Paciência, semana que vem melhora.

Estamos muito bem representados...,

Política

De 594 parlamentares em exercício, 190 foram condenados

Mapeamento da ONG Transparência Brasil mostra que praticamente um terço dos deputados e senadores em exercício recebeu sentenças condenatórias da Justiça ou de tribunais de contas

Daniel Jelin
Nuvens carregadas sobre o prédio do Congresso Nacional, em Brasília
"Condenações confirmam uma avaliação muito negativa da composição do Congresso", diz o diretor executivo da ONG Transparência Brasil, Claudio Weber Abramo (Dida Sampaio/Agência Estado)
Levantamento inédito feito pela ONG Transparência Brasil aponta que 190 dos 594 deputados e senadores em exercício já foram condenados pela Justiça ou tribunais de conta. São 36 parlamentares do PMDB (35% da bancada), 28 do PT (28%), 22 do PSDB (37%), 16 do PR (37%), 14 do PP (32%), 14 do DEM (44%), 12 do PSB (41%), 10 do PDT (32%), 9 do PTB (36%) e 29 das demais siglas.
Sentenças dos tribunais de contas por irregularidades em convênios, contratos e licitações são as mais recorrentes, atingindo 66 parlamentares (11% do Congresso). Em segundo lugar aparecem as condenações da Justiça Eleitoral por irregularidades em contas de campanha, com 57 deputados e senadores encrencados (9,6% do Congresso). Em terceiro estão os atos de improbidade administrativa (como enriquecimento ilícito e dano ao erário), que levaram à condenação de 41 congressistas (7,1% do Congresso), de acordo com dados extraídos do projeto Excelências (http://www.excelencias.org.br/), recém relançado pela ONG, com apoio de VEJA.
Prisões – Para catorze parlamentares em exercício foram emitidas sentenças de prisão. É o caso, no Senado, de Ivo Cassol (PP-RO). Por unanimidade, ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos, oito meses e 26 dias de prisão, em regime semiaberto, por fraude em licitações. O caso foi julgado em agosto de 2013 mas ainda não teve decretado o trânsito em julgado, a partir do que se dá o cumprimento da pena.
Na Câmara, são treze os deputados federais que receberam penas de reclusão, em alguns casos convertida em prestação de serviços e pagamento de multas, conforme o mapeamento da ONG. Anthony Garotinho (PR-RJ), condenado em 2010 a dois anos e meio por formação de quadrilha, teve a pena de prisão substituída por prestação de serviços e suspensão de direitos políticos, recorreu e aguarda tramitação do caso no STF; o deputado Asdrúbal Bentes(PMDB-PA), por prática irregular de cirurgias de esterilização em troca de votos, foi sentenciado em 2011 a três anos em regime aberto e também recorreu (por meio do famigerado embargo infringente); Carlos Roberto (PSDB-SP) foi punido com três anos de prisão e multa, por apropriação indébita e crimes contra o patrimônio, mas, passando de suplente a titular, a decisão foi anulada em 2013, e o caso, remetido ao STF; Celso Jacob (PMDB-RJ), por falsificar documento público e infringir a Lei de Licitações, foi condenado em primeira instância e também recorreu; João Arruda (PMDB-PR), sentenciado por homicídio culposo em acidente de trânsito, teve a pena convertida em indenização e serviço comunitário; Abelardo Camarinha (PSB-SP), por crime de responsabilidade, foi condenado em 2012 a quatro meses de detenção, pena que foi convertida em multa e prescreveu; Dr. Luiz Fernando (PSD-AM) teve a pena de três anos de prisão por estelionato convertida em prestação de serviços e aguarda recurso; Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) foi sentenciado em 2010 pela Justiça Federal a três anos e quatro meses de prisão por violação de sigilo funcional e fraude processual, pena substituída por prestação de serviços comunitários e restrições de direitos, e também entrou com recurso; Marco Tebaldi (PSDB-SC) foi condenado em primeira instância a pagamento de multa e prisão, teve a pena substituída por prestação de serviços, recorreu e aguarda a tramitação do caso no STF.
Mensalão – Há ainda o caso dos quatro deputados condenados em 2012 no processo do mensalão: João Paulo Cunha (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP), Pedro Henry (PP-MT) e José Genoino (PT-SP). Os quatro foram condenados, respectivamente, a nove anos e quatro meses, sete anos e onze meses, sete anos e dois meses e seis anos e onze meses de prisão, mas todos aguardam em liberdade o desfecho do processo, adiado indefinidamente desde a admissão dos embargos infringentes. Ao contrário de Cassol, para os mensaleiros foi decidida, além da reclusão, a perda de mandato. Outros oito parlamentares atualmente em exercício também já tiveram sua cassação determinada pela Justiça para algum cargo anteriormente ocupado (prefeito, deputado estadual ou vereador).
Negativo – "Essas condenações confirmam uma avaliação muito negativa da composição do Congresso. É mais um elemento de decepção", diz o diretor executivo da Transparência Brasil, Claudio Weber Abramo. "Mas não surpreendem: mais da metade dos parlamentares tem algum problema na Justiça ou nos tribunais de contas." Conforme o Excelências, citações nas cortes do país alcançam 54,2% dos deputados e 54,3% dos senadores.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Minha Casa Minha Dívida

Governo

Dívida sufoca famílias do Minha Casa, Minha Vida

Vitrine do governo Dilma para 2014, programa que pretende entregar moradias populares a 3 milhões de famílias até o fim do ano tem recorde de inadimplência

Alana Rizzo
Cortesia eleitoral: Rudileia de Aragão engrossa a fila de inadimplentes do programa habitacional, mas não corre o risco de perder a casa. O governo, que não quis saber antes se ela poderia pagar, agora também não vai cobrá-la
Cortesia eleitoral: Rudileia de Aragão engrossa a fila de inadimplentes do programa habitacional, mas não corre o risco de perder a casa. O governo, que não quis saber antes se ela poderia pagar, agora também não vai cobrá-la (Fernando Cavalcanti)
Ele foi planejado para ser a mais vistosa vitrine eleitoral da gestão Dilma Rousseff - a resposta do governo para o sonho da casa própria. Lançado em 2009, o programa Minha Casa Minha Vida consumiu 134,5 bilhões de reais para fazer 2,1 milhões de casas populares. O primeiro milhão já foi distribuído. A presidente Dilma percorreu seis estados brasileiros neste ano para providenciar ela mesma a entrega. O potencial de dividendos eleitorais da iniciativa é tamanho que ela é tratada como uma espécie de Bolsa Família da área urbana.
Programa subsidiado, o Minha Casa Minha Vida prevê que o governo arque com uma parte das prestações e o beneficiado banque o restante. O valor das parcelas é calculado com base na renda de cada família. No papel, tudo certo. Na realidade, tudo mais ou menos. Dados obtidos por VEJA revelam que o índice de inadimplência na faixa de financiamento que inclui participantes com renda mensal mais baixa, até 1 600 reais, está em 20%. É um número dez vezes maior que a média dos financiamentos imobiliários no Brasil e 4 pontos mais alto que a porcentagem de atrasos em pagamento de hipoteca nos Estados Unidos em 2007, quando se acentuou a crise que serviu de gatilho para a pior recessão desde o fim da II Guerra Mundial.
Colaborou Natália Cacioli
Para ler a continuação dessa reportagem compre a edição desta semana de VEJA no IBA, no tablet ou nas bancas.
Outros destaques de VEJA desta semana

domingo, 22 de setembro de 2013

Explicando o processo do mensalão: “são apenas bolodório vaselinório para o enfiatório de mais um sesquipedal supositório no sofrido subilatório dos simplórios”

Embargando cá, embargando lá

João Ubaldo Ribeiro
Não tenho completa certeza, mas acredito que a maioria de nós ainda não se esqueceu do julgamento do mensalão, um processo iniciado há aproximadamente dez anos que vinha dando muito o que falar e, superado apenas pela derrota do Botafogo e pelo início da recuperação do São Paulo, deve ter sido o assunto mais comentado na semana passada, pois não é que Seedorf perdeu um pênalti crucial e Murici Ramalho volta a mostrar sua estrela? Sei que alguns de vocês, os que não se esqueceram, pensam que faço chiste, mas não é verdade, pois há também o vastíssimo contingente de nossos patrícios que não entende nada do que está acontecendo. Uma vez ou outra, lá em Itaparica, à porta de sua casa, o hoje finado seu Manuel Joaquim esperava sorridente minha passagem, para me cumprimentar e revelar seu orgulho conterrâneo por ter ouvido falarem em meu nome no rádio, um menino que ele vira nascer, parecia que tinha sido ontem. Ah, muito obrigado, e o que foi que disseram, seu Manuel Joaquim? Bom, isso ele não sabia informar direito, mas o homem tinha falado bastante tempo em mim, uma coisa muito especial mesmo, ele estava seguro de que me tinham elogiado.
Entre os frequentadores do Bar de Espanha, a situação não é muito diversa. Logo depois da decisão do Supremo, Zecamunista deslocou-se para local ignorado, na companhia de duas correligionárias, para realizar um tal retiro dialético-espiritual, em que, segundo ele, uma companheira faz a tese, a outra faz a antítese e ele faz a síntese das duas, não conheço bem os detalhes. Mas, num esforço de reportagem que envolveu telefonemas para, entre outros, Xepa, Jacob Branco e Toinho Sabacu, pude ter uma ideia de como está a nossa atual conjuntura. Xepa recusou-se a fazer comentários, porque a aposentadoria dele finalmente está para sair e ele não é besta de se arriscar a falar qualquer coisa que possa melindrar os homens, não se joga fora assim uma vida de trabalho. Jacob Branco fez um discurso inflamado, em que afirmou que as belas palavras usadas para explicar o processo “são apenas bolodório vaselinório para o enfiatório de mais um sesquipedal supositório no sofrido subilatório dos simplórios”, mas não se estendeu na costumeira eloquência, pois ainda está lapidando o discurso, cuja versão definitiva será pronunciada na porta da Câmara de Vereadores, em data ainda não marcada. E Sabacu, como já se esperava, deu uma resposta filosófica e criou mais um neologismo.
- Eu não tive decepção nenhuma - disse ele. - Só quem pode ter decepção é quem primeiro teve a cepção. Como eu nunca tive cepção nenhuma quanto a esse pessoal, não ocorreu decepção. A única decepção que eu sofro às vezes é com o Flamengo, mas isso porque já tenho a cepção rubro-negra desde o tempo de Servílio, Dequinha e Jordan, não vai se comparar a esse povo. Minha posição continua eles lá e eu cá. Ficando eles lá e eu cá, já dá para botar as mãos para o céu todo dia, Deus é mais.
Pensei no assunto e cheguei à conclusão de que também não tinha muita cepção, de forma que só me decepcionei no primeiro minuto e logo caí de volta na realidade. Não importa o que se ache da decisão da quarta passada, ela confirma que nossa estrutura judiciária e processual é pervertida e que não é mesmo de nossa tradição levar a julgamento e muito menos condenar os poderosos e bem situados. Todo o sistema reage automaticamente, como se estivesse tendo uma intolerância alimentar. Ele não foi feito para isso, foi feito para privilegiar mesmo, para dar vantagem a quem tem influência, para só punir os pequenos, para permitir o prolongamento indecente das demandas, para tudo o que a gente tem visto - do que o julgamento do mensalão é mais uma manifestação e talvez sua única originalidade esteja em que, pela primeira vez, tantos figurões foram alvo de um processo tão rumoroso. Na hora em que se busca usar todo esse complexo sistema com o objetivo de obter algo para o qual ele não foi construído, dá nisso, numa justiça que se engasga, em permanente loop e decisões ioiôs, que vão e voltam infinitamente, entre óbvias e deslavadas manobras meramente protelatórias e chicanas que não cessam de produzir-se, num festim processual extravagante e descomedido.
É possível que evoluamos e, em passos relutantes e pouco decididos, consigamos deixar esse estado de coisas, mas é também possível que o sistema se reconfigure, para preservar a proteção aos que lhe são caros e para uso dos quais ele foi montado e aprimorado, numa história que se desenrola há séculos. Uma das reações do sistema, por exemplo, pode ser a criação dos embargos rotacionais, os quais, para usar o latinzinho adornativo de costume, serão chamados de embargos propter rotationem. Esses poderão ser apresentados pelos condenados em última instância, se, antes da execução da sentença, qualquer juiz vier a ser substituído, por qualquer motivo. Num passo adiante, poderemos instituir o embargo reviratório, que derroga todas as condenações, se mudarem quatro ministros, no mesmo prazo que o exemplo anterior. E, para dar um toque mais democrático, teremos o embargo divergente, que é quando o condenado, através de seu advogado, comunica ao tribunal que diverge frontalmente da sentença, ao fim do que recebe um prazo, com efeito suspensivo, de seis meses, prorrogáveis por mais seis, para coletar assinaturas em apoio da divergência. Claro que, para não vulgarizar a justiça, caberá recurso também dessa decisão, porque é para não resolver nada mesmo, a ideia é esta. Durante uma das últimas sessões do Supremo, um dos ministros comentou que, desse jeito, a justiça não fecha. Vejam como a percepção é afetada pela posição do observador. Do lado de cá, a impressão que muitas vezes se tem é de que ela já fechou há muito tempo.