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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

No ano passado...

No ano passado...Já repararam como é bom dizer "o ano passado"? É como quem já tivesse atravessado um rio, deixando tudo na outra margem...Tudo sim, tudo mesmo! Porque, embora nesse "tudo" se incluam algumas ilusões, a alma está leve, livre, numa extraodinária sensação de alívio, como só se poderiam sentir as almas desencarnadas. Mas no ano passado, como eu ia dizendo, ou mais precisamente, no último dia do ano passado deparei com um despacho da Associeted Press em que, depois de anunciado como se comemoraria nos diversos países da Europa a chegada do Ano Novo, informava-se o seguinte, que bem merece um parágrafo à parte:"Na Itália, quando soarem os sinos à meia-noite, todo mundo atirará pelas janelas as panelas velhas e os vasos rachados".Ótimo! O meu ímpeto, modesto mas sincero, foi atirar-me eu próprio pela janela, tendo apenas no bolso, à guisa de explicação para as autoridades, um recorte do referido despacho. Mas seria levar muito longe uma simples metáfora, aliás praticamente irrealizável, porque resido num andar térreo. E, por outro lado, metáforas a gente não faz para a Polícia, que só quer saber de coisas concretas. Metáforas são para aproveitar em versos...Atirei-me, pois, metaforicamente, pela janela do tricentésimo-sexagésimo-quinto andar do ano passado.Morri? Não. Ressuscitei. Que isto da passagem de um ano para outro é um corriqueiro fenômeno de morte e ressurreição - morte do ano velho e sua ressurreição como ano novo, morte da nossa vida velha para uma vida nova.Mário Quintana

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

LEI SECA

Taí, vigente a tal de lei que faltando imaginação chama de Lei Seca. O que, também copiando os Estados Unidos, os burocratas do legislativo-jucidiário a chamam de Tolerância Zero. Mais propriamente Intolerância 100. A Lei é estúpida como são todas, desde que se inventaram as leis. E, em nome de punir alguns malfeitores não punem e acabam com a liberdade de todos. Mas não quero discutir isso (as estatísticas provam logo no dia seguinte que os acidentes diminuíram 73%, os atropelamentos 66% e os adultérios 98%. E as pessoas continuam se afogando em rios que têm em média 50 cms de profundidade.
Millôr

Viver...

"Desconfie do destino e acredite em você.
Gaste mais horas realizando que sonhando,
Fazendo que planejando,
Vivendo que esperando,
Porque embora quem quase morre esteja vivo,
Quem quase vive já morreu"

*Tatânia(minha querida filha)

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

SINTO VERGONHA DE MIM

Rui Barbosa

Sinto vergonha de mim
por ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdadee por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o "eu" feliz a qualquer custo,
buscando a tal "felicidade"
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos "floreios" para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre "contestar",
voltar atrás
e mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer...

Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.

Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro!

"De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem- se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
A rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto"

Rui Barbosa, advogado, jornalista, jurista, político, diplomata, ensaísta e orador, nasceu em Salvador, BA, em 5 de novembro de 1849, e faleceu em Petrópolis, RJ, em 1o de março de 1923.
O Analista de Bagé
Luis Fernando Verissimo

Certas cidades não conseguem se livrar da reputação injusta que, por alguma razão, possuem. Algumas das pessoas mais sensíveis e menos grossas que eu conheço vem de Bagé, assim como algumas das menos afetadas são de Pelotas. Mas não adianta. Estas histórias do psicanalista de Bagé são provavelmente apócrifas (como diria o próprio analista de Bagé, história apócrifa é mentira bem educada) mas, pensando bem, ele não poderia vir de outro lugar.
Pues, diz que o divã no consultório do analista de Bagé é forrado com um pelego. Ele recebe os pacientes de bombacha e pé no chão.
— Buenas. Vá entrando e se abanque, índio velho.
— O senhor quer que eu deite logo no divã?
— Bom, se o amigo quiser dançar uma marca, antes, esteja a gosto. Mas eu prefiro ver o vivente estendido e charlando que nem china da fronteira, pra não perder tempo nem dinheiro.
— Certo, certo. Eu...
— Aceita um mate?
— Um quê? Ah, não. Obrigado.
— Pos desembucha.
— Antes, eu queria saber. O senhor é freudiano?
— Sou e sustento. Mais ortodoxo que reclame de xarope.
— Certo. Bem. Acho que o meu problema é com a minha mãe
— Outro.
— Outro?
— Complexo de Édipo. Dá mais que pereba em moleque.
— E o senhor acha...
— Eu acho uma pôca vergonha.
— Mas...
— Vai te metê na zona e deixa a velha em paz, tchê!
~//~
Contam que outra vez um casal pediu para consultar, juntos, o analista de Bagé. Ele, a princípio, não achou muito ortodoxo.
— Quem gosta de aglomeramento é mosca em bicheira... Mas acabou concordando.
— Se abanquem, se abanquem no más. Mas que parelha buenacha, tchê! . Qual é o causo?
— Bem
— disse o home
— é que nós tivemos um desentendimento...
— Mas tu também é um bagual. Tu não sabe que em mulher e cavalo novo não se mete a espora?
— Eu não meti a espora. Não é, meu bem?
- Não fala comigo!
— Mas essa aí tá mais nervosa que gato em dia de faxina.
— Ela tem um problema de carência afetiva...
— Eu não sou de muita frescura. Lá de onde eu venho, carência afetiva é falta de homem.
— Nós estamos justamente atravessando uma crise de relacionamento porque ela tem procurado experiências extraconjugais e...
— Epa. Opa. Quer dizer que a negra velha é que nem luva de maquinista? Tão folgada que qualquer um bota a mão?
— Nós somos pessoas modernas. Ela está tentando encontrar o verdadeiro eu, entende?
— Ela tá procurando o verdadeiro tu nos outros?
— O verdadeiro eu, não. O verdadeiro eu dela.
— Mas isto tá ficando mais enrolado que lingüiça de venda. Te deita no pelego.
— Eu?
— Ela. Tu espera na salinha.


Luis Fernando Verissimo
"Um escritor que passasse a respeitar a intimidade gramatical das suas palavras seria tão ineficiente quanto um gigolô que se apaixonasse pelo seu plantel. Acabaria tratando-as com a deferência de um namorado ou com a tediosa formalidade de um marido. A palavra seria sua patroa! Com que cuidados, com que temores e obséquios ele consentiria em sair com elas em público, alvo da impiedosa atenção de lexicógrafos, etimologistas e colegas. Acabaria impotente, incapaz de uma conjunção. A Gramática precisa apanhar todos os dias para saber quem é que manda." (O Gigolô das palavras).
Luis Fernando Verissimo nasceu em 26 de setembro 1936, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Filho do grande escritor Érico Veríssimo
Cecília Meireles
"...Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda..."

(...) Em toda a vida, nunca me esforcei por ganhar nem me espantei por perder. A noção ou o sentimento da transitoriedade de tudo é o fundamento mesmo da minha personalidade.

Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu em 7 de novembro de 1901, na Tijuca, Rio de Janeiro.

Autopsicografia

O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não tem.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

27/11/1930
Uma visão breve sobre a vida e a obra do maior poeta da língua portuguesa: - 1888: Nasce Fernando Antônio Nogueira Pessoa, em Lisboa.
Uísque e mulher ranzinza

Eu tinha doze garrafas de uísque na minha adega e minha mulher me disse para despejar todas na pia, porque se não...- Assim seja! Seja feita a vossa vontade, disse eu, humildemente. E comecei a desempenhar, com religiosa obediência, a minha ingrata tarefa.Tirei a rolha da primeira garrafa è despejei o seu conteúdo na pia, com exceção de um copo, que bebi.Extraí a rolha da segunda garrafa e procedi da mesma maneira, com exceção de um copo, que virei.Arranquei a rolha da terceira garrafa e despejei o uísque na pia, com exceção de um copo, que empinei.Puxei a pia da quarta rolha e despejei o copo na garrafa, que bebi.Apanhei a quinta rolha da pia, despejei o copo no resto e bebi a garrafa, por exceção.Agarrei o copo da sexta pia, puxei o uísque e bebi a garrafa, com exceção da rolha.Tirei a rolha seguinte, despejei a pia dentro da gar­rafa, arrolhei o copo e bebi por exceção.Quando esvaziei todas as garrafas, menos duas, que escondi atrás do banheiro, para lavar a boca amanhã cedo, resolvi conferir o serviço que tinha feito, de acordo com as ordens da minha mulher, a quem não gosto de contrariar, pelo mau gênio que tem.Segurei então a casa com uma mão e com a outra contei direitinho as garrafas, rolhas, copos e pias, que eram exatamente trinta e nove. Quando a casa passou mais uma vez pela minha frente, aproveitei para recontar tudo e deu noventa e três, o que confere, já que todas as coisas no momento estão ao contrário.Para maior segurança, vou conferir tudo mais uma vez, contando todas as pias, rolhas, banheiros, copos, casas e garrafas, menos aquelas duas que escondi e acho que não vão chegar até amanhã, porque estou com uma sede louca ...

Apparício Torelli, Barão de Itararé, o Brando, (1895/1971), "campeão olímpico da paz", "marechal-almirante e brigadeiro do ar condicionado", "cantor lírico", "andarilho da liberdade", "cientista emérito", "político inquieto", "artista matemático, diplomata, poeta, pintor, romancista e bookmaker", como se definia, era gaúcho e é um dos maiores humoristas de todos os tempos. Dele disse Jorge Amado: "Mais que um pseudônimo, o Barão de Itararé foi um personagem vivo e atuante, uma espécie de Dom Quixote nacional, malandro, generoso, e gozador, a lutar contra as mazelas e os malfeitos".
Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, o Barão de Itararé, nasceu na cidade de Rio Grande, no interior do Estado do Rio Grande do Sul, um local próximo à fronteira com o Uruguai, no dia 29 de janeiro de 1895.
"QUAL É O POVO MAIS SÁBIO?
O QUE DERRUBA O REI OU
O QUE LHE DÁ 8O% DE APOIO?"
MILLÕR

O Caminho da Vida

O Caminho da Vida

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.A cobiça envenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódios... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria.Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.(O Último discurso, do filme O Grande Ditador)Charles Chaplin

Pessoas que passam...

Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, é porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra! Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha e não nos deixa só porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso.Charles Chaplin

Falando da vida...

A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?Charles Chaplin
"Se tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando, falei muitas vezes como um palhaço mas jamais duvidei da sinceridade da platéia que sorria."Charles Chaplin
"Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos." NELSON RODRIGUES

Conselho Médico

Conselho Médico(Como devemos tomar nossos remédios)
Barão de Itararé

Quando estamos doentes, afinal não temos outro remédio senão tomar remédio.
O remédio, aliás, sempre faz bem. Ou faz bem ao doente que o toma com muita fé; ou ao droguista que o fabrica com muito carinho; ou ao comerciante que o vende com um pequeno lucro de 300 por cento.
Mas apesar do bem que fazem, devemos convir que há remédios verdadeiramente repugnantes, que provocam engulhos e violentas reações de repulsa do estômago.
Como devemos tomar esses remédios repugnantes? Aí está o problema que procuraremos resolver para orientar os nossos dignos e anêmicos leitores.
O melhor meio de vencer as náuseas, quando temos que ingerir um remédio repelente, consiste em recorrer à lógica dos rodeios, adotando os métodos indiretos, até chegar à auto-sugestão, transformando assim o remédio repugnante numa coisa que seja agradável ao paladar. Numa palavra, devemos tomar o remédio com cerveja, por exemplo.
Como devemos proceder para chegarmos a esse magnífico resultado?
É indispensável comprar, antes do remédio, uma garrafa de cerveja. Depois, é necessário bebê-la devagar, saboreando-a, para sentir-lhe bem o gosto. Liquidada a primeira garrafa, pedimos outra cerveja. Esta vamos tomá-la de outra forma, também devagar, mas com a idéia posta no remédio, cuja lembrança naturalmente nos provocará asco. Para voltarmos ao normal, encomendamos uma terceira garrafa, com a qual, lembrando-nos sempre do remédio, iremos dominando e vencendo a repugnância. Na altura da quinta ou undécima garrafa, nós já estaremos convencidos de que o gosto do remédio deve ser muito semelhante ao da cerveja e, assim, já poderíamos beber calmamente o remédio como cerveja. Mas, como não temos o remédio no momento e já não temos muita força nas pernas para ir à farmácia, então continuamos a beber a infusão de lúpulo e cevada, até chegarmos a esta notável conclusão: se é possível chegar a se tomar um remédio tão repugnante como cerveja, muito mais lógico será que passemos a tomar cerveja como remédio, porque a ordem dos fatores não altera o produto, quando está convenientemente engarrafado.

A desgutaçon ao alcance di todos

Caxias do Sul, 19.01.2009
A desgutaçon ao alcance di todos
Non se pode freqüentar un ristorrante e pedir vinho sem que un entendido pule sobre seu copo e comece a discursar sobre as qualidades e defeitos do vinho. O entendido é un suzeito que diz que sabe mais que tu e pode colocar no cinelo un vinho que tu tá gostando ou entón, pode ficar horas divagando sobre una bosta dun vinho que é una tinta braba ou cosa pior. Para se protezer desse indivíduo desqualificado é que vomo screver un breve guia da apreciaçon do vinho.
Em primeiro passo, non complique o que é simples. Bebê vinho é una cosa simples e non deve ser un ato solene. Moltos países adiantados chegam a misturrar gelo ou água na horra di bebê pra matar a sede. Se realmente quiser apreciar un vinho, reserve un momento e non encha o saco de tutto mondo. Qual é o melhor vino? O melhor vinho - segundo o mestre Adolfo Lona - é aquele que nos dá prazer ao bebê-lo, caro ou barato, tinto ou branco, nacional ou estrangeiro. A questa bella frase, acrescento un adendo: se tu me gostar di vinho doce tu está fora! Vinho doce é o fim!
Para iniciar una apreciaçon mais ou menos séria, temos que ter em mente algunas cosas. O melhor momento di degustar un vinho é antes das refeições, aí pelas 11 da matina. Non só por causa da luz do sol, ma também perché tuo paladar estará limpo. Non adianta querê degustá vinho dopo una feizoada ou bacalhoada. Doces, charrutos, cigaros e altras cosas que tu (TU!) me põe na boca, podem alterrar tuo paladar.
Basicamente, devemos fazer tre avaliaziones pra vê se un vinho presta: Análise Visual, Olfativa e Gustativa. A visual é molto importante. Una taça di cristal é fundamental. Pegue pela haste. Non me bote questos dedon engraxado na taça, porco zio! Observa a cor, a intensidade e a tonalidade. Un vinho di cor intensa é aquele que a luz non passa ton facilmente como um vinho com pouca intensidade. Os tintos bons normalmente tem corres intensas e os brancos, ao contrárrio, devem ser transparrentes. A tonalidade da cor é un indicativo da idade do vinho. Os tintos jovens tem corres vermelho e violetas e com o passar do tempo von mudando suas tonalidades para rubi e por fim tons larranzas e atizolados quando véchios. Un tinto molto larranza pode significar un vinho vencido, broxon ou mal conservado. Cuidado! Vinhos tintos maduros son vermelho-rubi. Zá os brancos, quando mais claros, límpidos, melhor. Vinho branco deve ser guardado na memórria e se for ficando molto
amrrelon... hunnnmm, sai fora. A viscosidade é altro dado importantíssimo. Ali se observa o teor di álcool e glicerrina na formaçon dos arcos que gotezam. Quanto mais grossos e consistentes esses arco, mais melhor di bão.
A análise olfativa é, nada mais nada menos, que enfiá o naso na taça. Devagar, narrigudo! Primeiro una narina e dopo altra. Dê una chacoalhada (na taça, imbecile!) e cheire di novo. A fineza do aroma deve ser julgada. O conzunto de aromas deve ser agradável, fresco e delicado nos vinhos brancos e complexo nos tintos. O olfato é un sentido spetacolare. Non se constranja de cheirar aquilo que vai pôr na boca. Un tinto nos traz aromas e fragâncias di cheirros vegetais, animais, florais e altras coisas como tera molhada, rosas, maçã verde, pimenton, chocolate, madeira, etc.... A intensidade é un predicado do aroma. Vinho com pouca intensidade aromática, normalmente non é grande cosa.
A análise gustativa é per fine, a gran finale. Non é tomá un golón e deu! Tome un golzinho e deissi cair pelas papilas da tua língua. Sin, senhor. Tua língua!! Que órgão extraordinárrio é a língua! É ali que estón todas as células da sua sensibilidade gustativa. É aí que tu vai ver se o vinho é ácido, doce, seco. Una sensaçon singular é a da adstrinzência. Ela é resultante, nos tintos, da presença di taninos, que fazem com que tua boca perca momentaneamente a viscosidade. Un bom tinto deve ter suos taninos amaciados - non na porrada - ma com alguns anos di descanso. A análise gustativa é um exercício di imazinaçon e livre pensar. Cada um imazina e sente gostos que von do carvalho, chocolate, baunilha, frutas vermelhas, temperos, carnes e altras cosas nos tintos. os brancos son mais herbáceos e frutados. Pra encerrá tem o retrogosto. É una sensaçon que aparrece dopo ter engolido. É por ali que se pode dar una presson de equilíbrio e harmonia ou non.
Para entender melhor questo complexo e incrível universo, nada melhor do que a prática. E principalmente, faça o que io digo e non faça o que io faço: Beba com moderaçon!!!
radicci
...Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem. Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela... Um dia nós percebemos que as mulheres têm instinto "caçador" e fazem qualquer homem sofrer ... Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável... Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples... Um dia percebemos que o comum não nos atrai...Um dia saberemos que ser classificado como "bonzinho" não é bom... Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você... Um dia saberemos a importância da frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..." Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso... Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais... Enfim... Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer o que tem de ser dito... O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras...Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.Mário Quintana