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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

O alegre rolezinho dos hipócritas

A ministra Maria do Rosário deve trocar seus óculos num shopping ocupado pelo rolezinho

Os brasileiros, esses crédulos, achavam que o governo popular parasitário do PT jamais alcançaria os padrões de cara de pau do chavismo. Quando o governo venezuelano explicou que estava faltando papel higiênico no país porque o povo estava comendo mais, os brasileiros pensaram: não, a esse nível de ofensa à inteligência nacional os petistas não vão chegar. Mas o Brasil subestimou a capacidade de empulhação do consórcio Lula-Dilma. E o fenômeno dos rolezinhos veio mostrar que o céu é o limite para a demagogia dos oprimidos profissionais.

A parte não anestesiada do Brasil está brincando de achar que o populismo vampiresco do PT não faz tão mal assim. E dessa forma permite que a presidente da República passe o ano inteiro convocando cadeia obrigatória de rádio e TV. Como no mais tosco chavismo, Dilma governa lendo teleprompter. Fala diretamente ao povo, recitando os contos de fadas que o Estado-Maior do marketing petista redige para ela. Propaganda populista na veia, e gratuita, sem precisar incomodar Marcos Valério nenhum para pagar a conta.

Só mesmo numa república de bananas inteiramente subjugada é possível um escárnio desses. O recurso dos pronunciamentos oficiais do chefe da nação existe para situações especiais, nas quais haja uma comunicação de Estado de alta relevância (ou urgência) a fazer. Dilma aparece na televisão até para se despedir do ano velho e saudar o ano novo – ou melhor, usa esse pretexto para desovar as verdades de laboratório de seus tutores. Mas agora, com a epidemia dos rolezinhos, o canal oficial da demagogia está ligado 24 horas.

Eles não se importam de proclamar na telinha que a economia está indo de vento em popa, com os números da inflação de 2013 estourando a previsão e gargalhando por trás da TV. Mas a carona nos rolezinhos é muito mais simples. Basta escalar meia dúzia de plantonistas da bondade para dizer que as minorias têm direito à inclusão no mundo capitalista – e correr para o abraço. Não se pode esquecer que o esquema petista vive das fábulas dos coitados. Delúbio Soares, hoje condenado e preso por corrupção, disse que o mensalão era “uma conspiração da direita contra o governo popular”.

O rolezinho é um ato de justiça social, assim como o papel higiênico acabou porque os venezuelanos comeram muito. E a desenvoltura dos hipócritas do governo popular no caso das invasões de shoppings está blindada, porque a burguesia covarde e culpada é presa fácil para o sofisma politicamente correto. Os comerciantes dos shoppings, lesados pela queda do consumo e até por furtos dos jovens justiceiros sociais, estão falando fininho. Estão sendo aviltados por uma brutalidade em pele de cordeiro, por uma arruaça fantasiada de expressão democrática, e têm medo de fazer cumprir a lei.

A ministra dos Direitos Humanos, como sempre, apareceu como destaque no desfile da demagogia petista. Maria do Rosário defendeu os rolezinhos nos shoppings e “o direito de ir e vir dessa juventude”.

A ministra está convidada a passear num shopping onde esteja acontecendo o ir e vir de 3 mil integrantes dessa juventude. Para provar que suas convicções não são oportunismo ideológico, Maria do Rosário deverá marcar sua próxima sessão de cinema ou seu próximo lanche com a família num shopping center invadido por milhares de revolucionários do Facebook, protegidos seus. Se precisar trocar as lentes de seus óculos, Maria do Rosário está convidada a se dirigir à ótica num shopping que esteja socialmente ocupado por um rolezinho.

Se a multidão não permitir que a ministra chegue até a ótica, ou se a ótica estiver fechada por causa do risco de assalto, depredação ou pela falta de clientes, a ministra deverá voltar para casa com as lentes velhas mesmo. E feliz da vida, por não ter de enxergar seu próprio cinismo socialista.

Shoppings fechados em São Paulo e no Rio por causa dos rolezinhos são a apoteose da igualdade (na versão dos companheiros): todos igualmente privados do lazer, todos juntos impedidos de consumir cultura, bens e serviços num espaço destinado a isso. É a maravilhosa utopia do nivelamento por baixo. O jeito será importar shoppings cubanos – que vêm sem nada dentro, portanto são perfeitos para rolezinhos.
http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/guilherme-fiuza/noticia/2014/02/o-alegre-rolezinho-bdos-hipocritasb.html

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Suprema-Cortesia...,Fiquem tranquilos, são apenas corruptos!

O PT está eufórico com a grande notícia: os companheiros presidiários não são quadrilheiros. São apenas corruptos

“O PT não róba nem dexa robá”, recitava José Dirceu antes da descoberta do mensalão. Hoje, como resumiu Joelmir Betting, o partido dos ex-presos políticos se tornou um partido de políticos presos.
Antes do julgamento do mensalão, Dirceu reinava na Casa Civil, governava o PT e sonhava com a presidência da República. Hoje só reina na cela S13 da Papuda e sonha com a vida fora da cadeia.
Antes do mensalão, a seita que tem como único Deus um palanque ambulante posava de detentora do monopólio da ética. Nesta quinta-feira, a notícia de que os companheiros presidiários escaparam do regime fechado foi suficiente para antecipar o Carnaval dos devotos de Lula.
O PT, quem diria, está grávido de felicidade com a decisão que anulou a condenação de Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares pelo crime de formação de quadrilha. Graças à bancada dos ministros da defesa, o STF resolveu que os três delinquentes não devem ser qualificados de quadrilheiros. Vão continuar engaiolados porque são apenas corruptos.
http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/direto-ao-ponto/o-pt-esta-euforico-com-a-grande-noticia-os-companheiros-presidiarios-nao-sao-quadrilheiros-sao-apenas-corruptos/

Uma vida melhor para os diabéticos

Isso será possível graças às novidades que acabam de chegar ao Brasil - e às que estão por vir. Entre elas estão remédios que controlam a glicemia, emagrecem e ajudam a baixar a pressão arterial e uma insulina com efeito de até 40 horas

Cilene Pereira (cilene@istoe.com.br)
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 Acompanhe uma entrevista com o endocrinologista Walmir Coutin
Um robusto conjunto de novidades que começam a chegar ao Brasil irá mudar para muito melhor a vida dos 12 milhões de diabéticos do País. Entre elas estão remédios que controlam a doença, ajudam a perder peso e ainda contribuem para baixar a pressão arterial, a primeira insulina com ação de até 40 horas e aparelhos que permitem acompanhar a evolução da enfermidade com maior precisão. Somados aos outros avanços que estão por vir, esses recursos representam a maior virada até agora na luta contra a doença. “Estamos vivendo uma era de ouro em relação ao tratamento da diabetes”, afirma o endocrinologista Walter Minicucci, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes. “E o panorama do futuro também é bastante promissor”, acredita.
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A diabetes é uma doença crônica que se tornou um dos maiores problemas de saúde pública mundial. Caracterizada pelo excesso de glicose na corrente sanguínea, a enfermidade traz prejuízos terríveis quando não controlada. Está, por exemplo, diretamente associada ao aumento do risco de eventos cardiovasculares, como o infarto e o acidente vascular cerebral, e figura como uma das principais causas de cegueira no mundo. Por isso, a urgência em se encontrar maneiras mais eficazes de combatê-la, antes que seja tarde demais.
Felizmente, algumas dessas estratégias começaram a desembarcar no País nas últimas semanas. Na segunda-feira 17, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou para comercialização no Brasil a primeira insulina com efeito de até 40 horas. Trata-se da Tresiba (degludeca), fabricada pelo laboratório Novo Nordisk. A insulina é o hormônio que permite a entrada, nas células, da glicose que está circulando no sangue. Quando há algum problema na sua fabricação ou no seu funcionamento, há o acúmulo de açúcar na corrente sanguínea que tanto estraga o organismo. Os portadores do tipo 1 da doença não conseguem fabricar insulina, já que as células que a produzem são destruídas pelo próprio corpo. Por essa razão, são obrigados a recorrer a uma solução externa: injeções diárias de insulina – às vezes mais de uma – para conseguir manter o nível adequado de glicose.

Até hoje, o tempo mais longo de efeito de uma insulina injetável era de 24 horas. Ou seja, o paciente não podia ficar mais de um dia sem reaplicar o remédio, sob risco de sofrer novamente com o excesso de açúcar no sangue. Com a Tresiba, ganha um tempo extra de janela, caso seja necessário. “Recomendamos que os pacientes tomem uma dose por dia, mas os benefícios da insulina se mantêm por até 40 horas”, explica a endocrinologista Mariana Narbot, gerente médica do Novo Nordisk no Brasil. Isso significa que o diabético terá maior flexibilidade para os intervalos entre as aplicações. Se tomou uma dose às dez da manhã de um dia, não precisará injetar a próxima dose impreterivelmente às dez da manhã do dia seguinte. “Ele ficará com uma melhor qualidade de vida”, diz Mariana.
Espera-se também para os próximos meses a entrada no mercado das duas primeiras medicações que atuam nos rins – o Forxiga, do Laboratório AstraZeneca, e o Invokana, da Janssen. Os órgãos têm papel importante para o equilíbrio das taxas de glicose no sangue, ao permitirem a reabsorção de parte do açúcar por eles filtrada. A nova classe de drogas – de uso oral – impede justamente esse processo. O resultado é que o açúcar é eliminado pela urina, assim como o sódio. “Há uma queda importante na concentração de glicose”, explica o endocrinologista Walmir Coutinho, presidente eleito da Associação Internacional para o Estudo da Obesidade.
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Na conta final, o paciente acaba com a glicemia controlada e ainda pode sofrer perda de peso e queda na pressão arterial. Em estudos realizados com o Forxiga, por exemplo, a média de perda de peso, após um ano de uso, foi de três a quatro quilos. E houve diminuição de cinco milímetros de mercúrio na pressão arterial sistólica (máxima). Por exemplo, um indivíduo cuja pressão era de 150 mmHg x 80 mmHg pode ter experimentado uma diminuição para 145 mmHg x 80 mmHg. “São vantagens importantíssimas em se tratando de diabéticos, já que a combinação da doença com obesidade e hipertensão arterial é algo perigoso, elevando brutalmente o risco para doenças cardiovasculares”, diz o endocrinologista João Eduardo Nunes Salles, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. O efeito colateral mais importante observado foi infecção genital causada por fungos (a eliminação de muito açúcar pela urina muda a flora bacteriana da região, deixando a área mais propensa à ­proliferação desses micro-organismos). O Laboratório Pfizer também está desenvolvendo uma droga do gênero (ertugliflozin), sob análise em estudo clínico.
Essas medicações reforçam um arsenal já encorpado depois da chegada de remédios que atuam sobre as incretinas, hormônios produzidos pelo intestino e que desempenham papel importante para o equilíbrio dos níveis glicêmicos. “Eles são muito eficientes”, assegura a endocrinologista Maria Fernanda Barca, de São Paulo. A médica Sophia Caldas, 27 anos, faz uso do remédio e está conseguindo controlar a doença. “Também parei de comer pão, macarrão e doce. E meço a glicose todos os dias”, conta.
O monitoramento da doença será outro aspecto ainda mais facilitado.  Deve chegar nos próximos meses ao Brasil uma nova geração de monitores de glicemia. Fabricado pela Sanofi Diabetes em parceria com a Agamatrix, o IBGStar ™ é capaz, por exemplo, de medir as taxas de açúcar, enviar as informações para iPhone ou iPod Touch e  compartilhar os dados com médicos e familiares. O paciente pode criar uma espécie de diário digital da evolução do tratamento, armazenando informações sobre as oscilações nos níveis glicêmicos, entre outras.

Para aqueles que usam bombas de insulina (infundem o hormônio), a novidade é a chegada do sistema de infusão Paradigm VEO, da Medtronic. É o mais moderno do gênero. Seu diferencial é sua capacidade de interromper o fornecimento de insulina caso os níveis de açúcar no sangue atinjam patamares perigosamente baixos. Trata-se de uma medida de segurança, para evitar que o indivíduo continue a receber insulina mesmo quando não for necessário, correndo o risco de sofrer uma crise de hipoglicemia (falta de glicose na corrente sanguínea). O aparelho acabou de receber autorização da Anvisa para ser vendido no Brasil.
Na Universidade de São Paulo, prossegue uma experiência usando células-tronco para tratar o tipo 1 da enfermidade. O raciocínio é simples. Como esse gênero da doença é causado pelo ataque do sistema de defesa do corpo às células fabricantes de insulina, a ideia é criar um novo sistema imunológico, desta vez sem o defeito que o leva a atacar o próprio organismo. Para isso, primeiro células-tronco são extraídas da medula óssea dos pacientes – é na medula óssea que são fabricadas as células do sistema imunológico. Essas células-tronco, com potencial para dar origem a novas células de defesa, são preservadas. Em seguida, o paciente é submetido a uma quimioterapia intensa, destinada a destruir toda a medula ­defeituosa. Depois, as células-tronco que haviam sido guardadas são reinjetadas, formando uma nova medula óssea. Até agora, 25 diabéticos foram submetidos ao procedimento. Três estão livres da dependência de insulina.
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O estudante de medicina Renato Fernandes Silveira, 25 anos, de São Paulo, não toma mais o remédio há nove anos. “Levo uma vida normal”, conta. “Controlo a ingestão de carboidratos e me exercito. Nunca mais usei insulina.” Neste momento, os pesquisadores se dedicam a entender por que participantes que também haviam interrompido o uso do hormônio foram obrigados a voltar a injetá-lo. “Quatro pacientes já integram essa nova pesquisa. O estudo será realizado em colaboração com cientistas americanos e franceses”, informa o endocrinologista Carlos ­Eduardo Couri, coordenador da Equipe de Transplante de Células-Tronco do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, campus de Ribeirão Preto (SP).
Uma ajuda extra está disponível para diabéticos que necessitem da colocação de stent (dispositivo que desobstrui as artérias coronarianas, que irrigam o coração). Um desses stents, fabricado pela Medtronic, recebeu indicação para ser usado por portadores da doença. Normalmente, eles apresentam vasos sanguíneos com calibre reduzido, tortuosos, calcificados. E esse stent é mais fácil de ser colocado nessas condições. Dessa maneira, a artéria é menos agredida durante a colocação do dispositivo. Isso reduz a possibilidade de ocorrer hiperproliferação das células que revestem o vaso, processo que pode levar a uma reobstrução do local. “Avaliações bem documentadas fundamentaram a liberação e a indicação para que esses stents sejam usados em diabéticos”, afirma o médico Décio Salvadori, chefe de equipe do Hospital Beneficência Portuguesa, de São Paulo. O advogado paulistano Nicola Abisati teve um desses stents implantados. Está recuperado e já voltou à rotina de trabalho.
O futuro também promete boas estratégias. Nos laboratórios ao redor do mundo estão sendo desenvolvidos diversos recursos promissores. Um deles é o chamado pâncreas artificial. Em linhas gerais, é um sistema bem parecido com os aparelhos de infusão de insulina disponíveis atualmente. Mas o pâncreas artificial seria implantado no abdome, ao contrário das bombas de insulina. Ele também é dotado de um esquema inteligente de medição de glicemia e interrompimento do fornecimento de insulina quando necessário. Na Inglaterra, o grupo de Joan Taylor, da De Montfort University, está testando um equipamento do gênero.  “Ele poderá ajudar principalmente os pacientes com o tipo 1 da doença”, disse a pesquisadora à ISTOÉ.

Uma estratégia igualmente interessante em estudo são as vacinas contra o tipo 1 da enfermidade. Há duas linhas de trabalho. A primeira é a adotada pelos cientistas da Universidade de Standford, nos Estados Unidos. Eles já testaram em 80 pacientes um imunizante que impediu o ataque de um tipo de célula do sistema de defesa às células fabricantes de insulina. “Agora vamos expandir os testes, desta vez com 200 indivíduos”, disse à ISTOÉ Lawrence Steinman, coordenador do trabalho. A segunda aposta vem sendo pesquisada na Universidade de Tampere, na Finlândia. Lá, os pesquisadores querem criar uma vacina contra vírus (enterovírus) associados ao desencadeamento da enfermidade, de acordo com estudos. Um protótipo de imunizante já foi testado em cobaias. “Sabemos que foi efetivo em ratos”, disse o pesquisador Heikki Hyöty, líder da experiência.
Em outra linha de frente estão os pesquisadores que procuram maneiras mais eficazes de prevenir a doença, especialmente o tipo 2. Estudos recentes apontaram, por exemplo, indivíduos com mais risco para a enfermidade. O trabalho executado na Universidade de Groningen, na Noruega, identificou que pessoas com depressão e distúrbios de compulsão alimentar estão nesse grupo. “Os médicos devem ficar atentos a isso”, disse à ISTOÉ Peter de Jonge, coordenador do trabalho. Já os pesquisadores da Universidade Johns Hopkins (Eua) concluíram que também estão sob maior ameaça bebês prematuros. Isso acontece porque, na infância, eles tendem a produzir muita insulina. Depois, na idade adulta, as células podem desenvolver resistência à atuação do hormônio, desencadeando a diabetes tipo 2. 
Cientistas da Universidade de Tel Aviv, em Israel, estão dando uma contribuição igualmente importante nessa seara. Eles verificaram que um teste já disponível, o HbA1c, também serve para indicar a chance de uma pessoa desenvolver o tipo 2 da enfermidade entre os cinco e oito anos seguintes. Hoje, o exame é usado para dar uma medida das oscilações de glicemia em períodos prolongados. Por isso, é considerado um dos melhores indicadores de como a doença está sendo manejada. “Mas descobrimos que ele também aponta o risco futuro de ter o problema”, informou à ISTOÉ Nataly Lerner, responsável pela pesquisa. “Ele é indicado principalmente para pessoas com sobrepeso, sedentárias ou com pressão arterial elevada.”

Fotos: Kelsen Fermandes, Rafael Hupsel, Bruno Fernandes, FELIPE GABRIEL – Ag. Istoé, Jason Senior REDPIX; Steve Fisch
http://www.istoe.com.br/reportagens/349185_UMA+VIDA+MELHOR+PARA+OS+DIABETICOS

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

"O Brasil é o único país do mundo em que ser comunista ainda é sinal de idéias avançadas." *Mario Quintana, poeta Gaúcho

Paródia de A Banda ironiza os professores que tentam transformar alunos em idiotas com a versão stalinista da História

Esta é uma peça de humor. A música que originou essa paródia chama-se “A Banda” e é de autoria de Chico Buarque de Holanda. O autor ou sua família não têm nenhuma relação com a letra da paródia que foi feita por Filipe Trielli. O autor da paródia se isenta de qualquer remuneração sobre os direitos autorais da mesma.
O BANDO, de Filipe Trielli
Estava à toa na classe o professor me chamou
Pra me lobotomizar, me transformar num robô
Me encheu de frase de efeito destilando rancor
Pra me lobotomizar, me transformar num robô
O mensaleiro que contava dinheiro parou
E o blogueiro que levava vantagens pirou
A Namorada que gostava de Beagle
Parou para retocar a maquiagem
O Sakamoto que odiava o sistema curtiu
A Marilena que andava sumida Chauiu
A esquerdalha toda se assanhou
Pra me lobotomizar, me transformar num robô
Estava à toa na classe o professor me chamou
Pra me lobotomizar, me transformar num robô
Me encheu de frase de efeito destilando rancor
Pra me lobotomizar, me transformar num robô
Não tive saco pra encarar Bakunin nem Foucault
Gosto do Chico e acho que ele é um grande cantor
O Professor falou que a coisa mais bela
Era explodir bomba feito o Marighella
A Marcha rubra se espalhou e a direita dormiu
O Paulo Freire virou santo e f***** com o Brasil
A Faculdade toda se enfeitou
Pra me lobotomizar, me transformar num robô
Eu vi que o capitalismo era feio e cruel
Eu vi que em Cuba era bom e que eu amava o Fidel
Anotei tudo no iPad e pus no computador
Depois eu vou te ensinar porque eu virei professor

http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/feira-livre/parodia-de-a-banda-ironiza-os-professores-que-difundem-a-versao-stalinista-da-historia/#more-822260

domingo, 23 de fevereiro de 2014

OS LADOS DA HISTÓRIA

*Percival Puggina
Há poucos dias, em Petrópolis/RJ, com a presença da ministra dos Direitos Humanos, realizou-se evento para assinalar a desapropriação de um prédio identificado como centro de tortura. No final da cerimônia, um coral cantou - adivinhe o quê? nosso Hino Nacional? - não, o hino da Internacional Comunista, peça musical de fervor revolucionário que chegou a ser hino oficial da URSS durante décadas. Cumprindo a tradição, a performance foi acompanhada e aplaudida por uma plateia de punhos cerrados e erguidos. Ninguém desafinou. Nem vaiou. 

Dizer-se democrata e cantar o hino de uma ditadura comunista é desinformar. A propósito, nenhum dos três livros que acabo de importar chamou a atenção das editoras nacionais, apesar de sua cronométrica e milimétrica aproximação à atualidade brasileira, inclusive com o ocorrido em Petrópolis. São eles: Desinformation, que trata das técnicas para construir imagens e versões, e solapar as liberdades; The Killing of History, a propósito de como certas teorias sociais e críticas literárias estão matando os fatos; e The Tyranny of Clichés, sobre como as esquerdas trapaceiam no conflito das ideias. Não seria fantasioso, de modo algum, considerar que o mutismo a respeito dessas e de outras obras seja uma evidência da realidade abordada nos três livros. Pergunto: não seria, também, por desejo de desinformar, de matar a História e de vencer o debate trapaceando que não se traduzem esses livros? A hipótese explicaria muito bem, por exemplo, a ocultação pela mídia nacional de "Camaradas", obra de William Waack, escrita após minuciosa pesquisa nos Arquivos de Moscou, com foco na estratégia e na influência da URSS sobre a atuação dos comunistas no Brasil durante a primeira parte do século passado. Tanto se desinforma, se vandaliza a História e se trapaceia no debate de ideias que hoje ninguém duvida da influência e da participação da CIA nos atos e fatos de 1964. Ao mesmo tempo, sequer entra em cogitação a óbvia consequência disso: que tenha havido simétrica influência e participação soviética na América e no Brasil. 


Entre 1945 e 1991, a Guerra Fria, sabemos todos, campeou solta no mundo inteiro. Luta estratégica, de vida ou morte, que não poupou a Lua e o espaço sideral. Surpreendentemente, segundo a história que nos é contada, só a CIA se interessava pelo Brasil. A URSS, que estendia malhas, a ferro e fogo, no leste europeu, na África, na Ásia, na América Central, no Caribe e na América do Sul, mediante movimentos guerrilheiros e forças de ocupação, ignoraria solenemente as terrinhas descobertas por Cabral! Se já ouvira falar no Brasil, não prestara atenção. Aqui só xeretariam os gananciosos ianques, difundindo a paranoia de um tal de comunismo que nos humilhava com seu desprezo. 


Nas primeiras páginas do The Tyranny of Clichés, o autor Jonah Goldberg cita uma frase que cai como roupa de bom alfaiate sobre o que está em curso no Brasil: "A História não tem lados, mas os historiadores têm". Foi esse ensinamento que não pude deixar de associar ao fato narrado na abertura deste texto - a reunião da Comissão Nacional da Verdade ocorrida em Petrópolis. Aí está o pecado original de uma Comissão cujo símbolo deveria ser um Saci-Pererê maneta. Com membros apenas do lado esquerdo, essa Comissão não inspira confiança alguma em quem tenha apreço pela verdade. Saberiam cantar o Hino Nacional, com igual fervor e sem desafinar? 



ZERO HORA, 23 de fevereiro de 2014 

http://www.puggina.org/

Ruy Barbosa


"A pior democracia é preferível à melhor das ditaduras."

"O povo não tem representante porque as maiorias partidárias, reunidas nas duas casas do Congresso, distribuem a seu bel-prazer as cadeiras de uma e de outra casa, conforme os interesses das facções a que pertencem. O povo sabe que não tem justiça; o povo tem certeza de que não pode contar com os tribunais; o povo vê que todas as leis lhe falham como abrigo no momento em que delas precise, porque os governos seduzem os magistrados, os governos os corrompem, e, quando não podem dominar e seduzir, os desrespeitam, zombam das suas sentenças, e as mandam declarar inaplicáveis, constituindo-se desta arte no juiz supremo, no tribunal da última instância, na última corte de revisão das decisões da justiça brasileira."

*Ruy Barbosa de Oliveira, Baiano, 1849 - 1923
Foi um polímata(pessoa que detém um grande conhecimento em todas as áreas), tendo se destacado principalmente como jurista, político, diplomata, escritor, filólogo, tradutor e orador. Um dos intelectuais mais brilhantes do seu tempo, foi um dos organizadores da República e coautor da constituição da Primeira República juntamente com Prudente de Morais. Ruy Barbosa atuou na defesa do federalismo, do abolicionismo e na promoção dos direitos e garantias individuais. Primeiro Ministro da Fazenda do novo regime, sua breve e discutida gestão foi marcada pela crise do encilhamento sob a proposição de reformas modernizadoras da economia. Destacou-se, também, como jornalista e advogado.
Foi deputado, senador, ministro. Em duas ocasiões, foi candidato à Presidência da República. Empreendeu a Campanha Civilista contra o candidato militar Hermes da Fonseca. Notável orador e estudioso da língua portuguesa, foi membro fundador da Academia Brasileira de Letras, sendo presidente entre 1908 e 1919.
Como delegado do Brasil na II Conferência da Paz, em Haia (1907), notabilizou-se pela defesa do princípio da igualdade dos estados. Sua atuação nessa conferência lhe rendeu o apelido de "A Águia de Haia". Teve papel decisivo na entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial. Já no final de sua vida, foi indicado para ser juiz da Corte Internacional de Haia, um cargo de enorme prestígio, que recusou.

"A liberdade não é um luxo dos tempos de bonança; é o maior elemento da estabilidade."

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ruy_Barbosa

E era apenas um bagre...,

Pizzolato, que era só um peixe médio do mensalão, um pau-mandado, comprou três imóveis no litoral da Espanha; dois deles avaliados em R$ 3 milhões

Henrique Pizzolato é uma fonte permanente de desmoralização da mitologia inventada pelos petistas sobre o mensalão. Fico imaginando como devem se sentir os bananas que eventualmente tenham colaborado para a vaquinha dos mensaleiros… Por que digo isso? Reportagem da Folha informa que Pizzolato comprou três imóveis na Espanha: dois apartamentos de luxo e um de classe média.
Dois deles ficam no condomínio Urbanización Costa Quebrada, na cidade de Benalmádena, coladinhos ao mar. Foram unidos num só para o conforto de Pizzolato e Andrea, sua mulher. Cada apartamento padrão tem 140 metros quadrados e está estimado em 450 mil euros — R$ 1,5 milhão. Vale dizer: só nessa operação, o mensaleiro foragido gastou R$ 3 milhões. E pensar que José Dirceu, que era o chefe político dele, precisa pedir esmola paga pagar multa! Dá uma peninha, né?
O casal consta na lista de estrangeiros residentes na cidade desde 2010, mas o endereço fica num terceiro apartamento.
Uma coisa ao menos a gente sabe: se for extraditado para o país, ele não precisará fazer vaquinha, né?

sábado, 22 de fevereiro de 2014

E aí pessoal, quem se habilita?

Roberto Jefferson inicia campanha para pagar multa de R$ 720 mil

Agência O Globo
O ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ) inicia nesta sexta-feira (21) a campanha de arrecadação de dinheiro dentro do partido para pagar a multa de R$ 720 mil determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista na noite de quinta-feira, Jefferson, delator do mensalão, revelou que a filha Cristiane Brasil, secretária municipal de Envelhecimento e Qualidade de Vida no governo Eduardo Paes (PMDB), foi a primeira pessoa a doar, mas não soube dizer quanto.
"Vou começar sexta-feira. Será na minha conta do Banco do Brasil quando eu recebia na época que era presidente do PTB. Reativei (a conta) na quarta-feira. Vamos ver. Começou pela família e, depois, vem os amigos. Vamos ver em quanto vamos chegar", contou ele.
Além do dinheiro arrecadado, Jefferson pôs à venda seu escritório de advocacia no Centro do Rio. O senador Fernando Collor, ex-presidente, estará entre os doadores. Ao contrário dos condenados no processo do PT, Jefferson não fará campanha na internet. As doações ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, por exemplo, já ultrapassaram os R$ 800 mil.
Roberto Jefferson passou a quinta-feira em seu apartamento na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. O ex-deputado tinha a expectativa de ser preso na quinta-feira, no mesmo dia da sessão em que o STF iniciou o julgamento dos embargos infringentes de outros condenados no mensalão.
O petebista almoçou com a mulher Ana Lúcia, a filha Cristiane Brasil, o atual presidente do PTB, Benito Gama; o ex-prefeito de Cuiabá, Francisco Galindo; e o genro e deputado estadual pelo Rio, Marcus Vinícius. No fim da tarde, Roberto Jefferson seguiu para sua casa em Levy Gasparian, no interior do estado, onde mora com a família.
Roberto Jefferson admitiu estar incomodado com a demora do presidente do STF, Joaquim Barbosa, em expedir o mandato de prisão. "A expectativa é um sofrimento. Não vou dizer que isso não me estressa. Me cansa! Mas estou confiante que eu possa ter, no final, uma prisão domiciliar. Claro que me angustia. Toda noite eu penso nisso: vai ser amanhã ou depois de amanhã? Passei o dia com isso na cabeça. Todo dia é uma expectativa. Eu não projeto minha vida para médio e para longo prazos. É tudo a curto prazo", disse.
O ex-deputado comparou a situação com os Alcoólicos Anônimos. "Parece com os Alcoólicos Anônimos, né? 24 horas pensando. É isso", disse.
A defesa de Roberto Jefferson tenta fazer com que o ex-deputado cumpra a pena de sete anos e 14 dias por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em prisão domiciliar. Segundo a denúncia, o ex-deputado recebeu R$ 4,5 milhões de petistas quando fazia parte da base de apoio do governo Lula.
Jefferson foi diagnosticado com um tumor no pâncreas. Em dezembro do ano passado, ele enviou ao STF cópia da dieta recomendada por uma médica nutróloga, com itens como salmão defumado, geleia real e suco batido com água de coco. Acompanhando o cardápio, uma petição argumenta de que dificilmente uma penitenciária terá esses ingredientes na dispensa. Portanto, Jefferson deveria cumprir pena em casa.
http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=154857

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

O novo maior iate do mundo

Desde 2010, o maior iate do mundo era o Eclipse, de Roman Abramovich, com 162,5 metros (533 pés). Mas a partir do dia 05 de abril de 2013, o iate Eclipse perdeu sua posição com o lançamento do Super iate Azzam na Alemanha construído pelo estaleiro Lurssen.
Seu valor é estimado em 1,2 bilhões de reais, o Azzan que tem 180 metros (590 pés) não é só o maior iate privado do mundo, mas também, um dos mais rápidos. Possui 4 turbinas gerando 94.000 cv de potencia, com previsão de atingir mais que 30 nós. Para que isso seja possível, seu tanque de combustível suporta 1 milhão de litros.
Para poder navegar, o super iate Azzam precisará de uma tripulação de aproximadamente 50 pessoas. Seu interior ainda não foi revelado. Projetado pelo francês Christophe Leoni, que recebeu a missão de fazer algo que definiram como estilo imperial da virada do século, mas ainda não divulgado. Bastante fechado, o barco tem estimadas 50 suítes, mas proporcionalmente pouca área externa para festas e lazer, o que eleva as suspeitas sobre seu proprietário ser do Oriente Médio.
Na matéria da revista Forbes em 2011, verificou-se que o capitão de um super iate custa em torno de US$ 1.000/pé. Considerando ainda custos operacionais com marinas e manutenção, pode-se estimar facilmente um custo anual em torno de US$ 5.000.000 (5 milhões de dólares), somente para ter o barco.
Durante os próximos meses o iate passará pelos testes de mar e ajustes, além de receber seus últimos equipamentos quando finalmente será entregue ao seu dono.

http://thebestoffseas.blogspot.com.br/2013/05/o-novo-maior-iate-do-mundo.html

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

"A seca não é uma maldição", explica Dilma Rousseff aos sedentos miseráveis


Alexandre Zorzetti
Para a excelentíssima senhora, a Presidente Dilma Rousseff, a seca Histórica da região nordestina é de 'simples' solução. Como disse nessa terça-feira, 18, no estado do Piaui, na capital Teresina.
Como comparação lembrou dos rigorosos invernos ocorridos no hemisfério norte. "A seca não é uma maldição, é uma ocorrência, assim como os países do Norte passam por invernos rigorosos, que duram seis, sete meses, todo ano. Eles têm um inverno forte, que acaba com toda a produção, a neve mata tudo o que cresce, e eles sobrevivem, muito bem obrigado, e fortes. Nós também podemos enfrentar a seca assim", disse a climatologista e líder do Brasil.
Segundo nossa presidente, a seca "não deve ser combatida". "Nós temos de olhar a melhor forma para conviver com a seca - e essa melhor foma é simples. Quando ela vier pesada, promoveremos ações emergenciais para dar suporte à população, junto com ações estruturantes, com sistemas de barragens, adutoras e canais, que garantam segurança hídrica para a população".
Para Dilma Rousseff, o nordestino deve conviver com a seca, porém com o assistencialismo governamental para amenizar o sofrimento no semi-árido.
O governo Federal faz alardeia que o Plano Safra do Semiárido, com investimento na ordem dos R$ 7 bilhões, para o desenvolvimento da produção naquele ecossistema. Se acredita que será de extrema importância para o desenvolvimento do semi-árido, uma preocupação que remonta o governo do Imperador Pedro II. Que procurava meios de levar água e desenvolvimento à região.
"Acabou esta seca, nós vamos recompor tudo. Vamos tomar todas as medidas para garantir que nós possamos conviver com a seca não só de cabeça erguida, mas garantindo para nossos filhos e netos uma estabilidade que nunca foi dada nesta região", conta a presidente Dilma Rousseff, que ainda não entregou as obras da transposição do Rio São Francisco, projeto que consumiu dos cofres públicos mais de R$ 8 bilhões, e ficará pronto apenas em 2016, segundo os projetistas petistas.
O projeto inicial custaria aproximadamente R$ 4 bilhões, com obras concluídas em 2012. Com 51% das estruturas iniciadas. Era julho de 2007, quando o eixo leste era iniciado. Com canalizações que passam pelos estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte. Entretanto, se a velocidade das obras continuarem tão vagarosa, provavelmente teremos a conclusão das obras em 2020.
http://www.portali9.com.br/noticias/politica/a-seca-nao-e-uma-maldicao-explica-dilma-rousseff-aos-sedentos-miseraveis

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

O Ministério da Saúde recorre aos truques da “contabilidade criativa” para maquiar a debandada dos escravos de jaleco

Nas contas do governo federal, o exército cubano importado pelo programa Mais Médicos já sofreu 27 baixas. Os estragos são muito maiores, informa a reportagem publicada pelo site de VEJA. A diferença entre os números oficiais e os apurados pela imprensa sugere que o ministro da Saúde, Artur Chioro, tem tudo para tornar-se o melhor aluno do Cursinho de Contabilidade Criativa do Professor Guido Mantega. Mas logo aprenderá que maquiar a inflação, roubar no peso da balança comercial ou fingir que o pibinho engordou é bem menos complicado que esconder com algarismos procissões de desertores.
“É apenas o começo; é só o primeiro grito que vem das gargantas sufocadas”, avisou há uma semana o post sobre a opção pela liberdade feita pela médica Ramona Rodriguez. Mais de 5 mil cubanos recrutados pelo programa venezuelano que serviu de modelo para o Mais Médicos mandaram às favas a ilha-presídio, viraram as costas à caricatura bolivariana e se instalaram em paragens democráticas. Preocupado com a reprise da debandada, o governo brasileiro encomendou aos Irmãos Castro um segundo lote de doutores. A ditadura caribenha terá de duplicar a produção das fábricas de diplomados em medicina para atender à demanda por peças de reposição.
Dilma Rousseff e Alexandre Padilha imaginavam que passariam a temporada eleitoral aplaudidos por multidões de pacientes dispostos a pagar com o voto a doação de um médico estrangeiro. Podem acabar caçando álibis para provar que não são culpados pelo sumiço dos escravos de jaleco.
http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/direto-ao-ponto/o-ministerio-da-saude-recorre-a-contabilidade-criativa-para-maquiar-a-debandada-dos-escravos-de-jaleco/

O adiamento da reunião do Mercosul na Venezuela avisa que Dilma Rousseff começou a pagar a conta da política externa da canalhice

dilma-mercosul
O engajamento na aliança golpista que tentou manter na presidência do Paraguai o reprodutor de batina Fernando Lugo, o apoio militante  ao governo em decomposição de Nicolás Maduro, os donativos bilionários (e secretos) do BNDES à ditadura cubana, a importação de escravos de jaleco que rende à ilha-presídio mais de 23 milhões de dólares por mês e tantas outras iniquidades enterraram a esperança de que Dilma Rousseff ao menos retocasse a política externa da canalhice inaugurada em janeiro de 2003. O repulsivo comportamento do Planalto no caso do senador boliviano Roger Molina informa que a afilhada fez mais que preservar a herança maldita. Conseguiu torná-la mais repulsiva, provou a descoberta do plano forjado para entregar ao algoz Evo Morales o homem enclausurado na embaixada brasileira em La Paz.
Até dezembro de 2002, o Brasil liderou a América do Sul sem bravatas nem bazófias. Hugo Chávez, por exemplo, tratou de comportar-se desde o dia da posse em 1998: não provocou nenhum país nem embarcou em delírios beligerantes. Ao fim de complicadas negociações conduzidas pessoalmente por Fernando Henrique Cardoso, o acordo entre o Equador e o Peru encerrou um dos mais antigos conflitos de fronteira do subcontinente. O Paraguai abrandou a choradeira pela revisão do Tratado de Itaipu. A Bolívia entendeu que o preço do gás vendido ao vizinho tinha de levar em conta que o comprador havia bancado sozinho a construção do gasoduto bilionário. Até a Argentina pareceu criar juízo, e o Brasil não foi desafiado por ninguém.
As coisas começaram a mudar em janeiro de 2003, com o parto da política externa da canalhice. Fruto do cruzamento de stalinistas farofeiros que controlam o PT com terceiromundistas de galinheiro que infestam o Itamaraty, nasceu com 200 anos de idade. O aleijão teria morrido de velhice na primeira semana se não fossem os cuidados que lhe dispensaram o padrinho que imagina que o Oriente Próximo tem esse nome por ficar logo ali e a dupla de babás formada por Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia. Não teria chegado aos 211 anos sem a permanência de Garcia, sempre disfarçado de Assessor Especial para Assuntos Internacionais, no cargo de chanceler.
Nos oito anos de Lula, o Brasil fez concessões vergonhosas ao Paraguai e ao Equador, suportou com passividade bovina as bofetadas desferidas pela Argentina e pela Bolívia, hostilizou a Colômbia democrática enquanto afagava os narcoterroristas das FARC, curvou-se à vontade e aos caprichos da Venezuela chavista, deixou de ser sinuelo para virar mais um no rebanho. Simultaneamente, fantasiou-se de “potência emergente” para intrometer-se nos assuntos internos de outras nações. Reduzido a braço internacional da seita lulopetista, o Itamaraty decidiu aposentar valores morais e princípios éticos irrevogáveis. E não perdeu nenhuma chance de escolher o lado errado.
Entre os Estados Unidos e qualquer obscenidade que se opusesse ao imperialismo ianque, preferiu invariavelmente a segunda opção. Subordinado aos napoleões de hospício que proliferam nos grotões sul-americanos, Lula rebaixou a embaixada em Honduras a Pensão do Companheiro Manuel Zelaya. Para prestar vassalagem a Fidel Castro, comparou os que discordam dos donos da ilha-presídio aos bandidos encarcerados em São Paulo e aprovou a deportação dos pugilistas Erislandy Lara e Guillermo Rigondeaux.
Entre a civilização e a barbárie, o fundador do Brasil Maravilha afrontou o país que presta ao bajular, com derramamentos de galã mexicano, o faraó de opereta Hosni Mubarak, o psicopata líbio Muammar Kadafi, o genocida africano Omar al-Bashir ou o iraniano atômico Mahmoud Ahmadinejad. Coerentemente, o último ato de um  presidente que se achava capaz de resolver os conflitos do Oriente Médio com meia dúzia de conversas de botequim foi promover a asilado político o assassino italiano Cesare Battisti.
As punições aplicadas à médica cubana Ramona Rodriguez, agora proibida de exercer a profissão, e a demora na concessão do status de refugiado a Roger Molina atestam que, com o mandato de Dilma perto do fim, continua em vigor a política externa da canalhice. Pior para a presidente: a conta acumulada nos últimos 11 anos começou a chegar. Como a decisão sobre o caso do senador boliviano, também a reunião do Mercosul acaba de ser adiada pela terceira vez em dois meses. Motivo: o encontro tem de ocorrer na Venezuela, e a ideia de passar algumas horas na terra conflagrada apavora os parceiros que premiaram Hugo Chávez com a carteirinha de sócio do clube. A turma prefere esperar que Caracas pareça mais acolhedora.
Convém esperar sentada.

Dilma e Haddad dizem repudiar todo tipo de violência, menos a do MST

ImagemEm locais distintos dentro do território brasileiro, a presidente Dilma Rousseff e o prefeito de São Paulo Fernando Haddad, proferiram declarações sincronizadas a respeito da polêmica que tem ocupado a ordem do dia: a violência dos Black Blocs, que na semana passada, como todos sabem, mataram um cinegrafista.
“Não apoio esse tipo de violência. Na verdade, sou contra a violência”, declarou a presidente em coletiva à imprensa.
A presidente na ocasião usava um boné do MST, sendo informado por um assessor que tal acessório era usado em razão da mesma não ter tido tempo de ir ao cabeleireiro naquele dia.
Questionada por nossa reportagem o motivo pelo qual não fazia auto-crítica da luta armada, Dilma fingiu não escutar a pergunta, dando a vez a outro jornalista presente, que por sua vez indagou: “Por que não responde a pergunta dele?”, se referindo ao autor da presente matéria.
Antes da resposta, porém, ambos os repórteres foram postos para fora pelos seguranças, que ao darem bobeira permitiram a sorrateira fuga deste que vos escreve, que prontamente retornou ao local da entrevista.
Dilma, na ocasião, concluía uma resposta com a seguinte frase, cujo conteúdo só foi ouvido parcialmente: “…podemos fazer o diabo em ano de eleição”.
Se dando conta da presença do destemido jornalista signatário desta matéria, Dilma mexeu no microfone em que falava, e acreditando tê-lo desligado, perguntou a um assessor “o que esse filho da puta tá fazendo aqui?”, dando ordem para que os seguranças me quebrassem na porrada, para que não atrapalhasse o discurso em repúdio à violência da mandatária da nação.

ENQUANTO ISSO EM SÃO PAULO

ImagemNossa reportagem se fez presente na coletiva convocada pelo prefeito de São Paulo, Fernado Haddad, que junto com João Pedro Stédile, repudiou a violência dos Black Blocs.
“Quase me fudi durante as manifestações contra o aumento da passagem de ônibus, tanto que tive que revogá-lo”, declarou o prefeito. “Sou contra quase todo tipo de violência”, afirmou.
Questionado se não era incoerência condenar a violência dos Black Blocs, ao mesmo tempo que exalta o MST, que só nesta semana deixou trinta policiais feridos num protesto “pacífico” em Brasília, Haddad declarou que “o conceito de violência varia conforme a ótica de classe social com que se enxerga o problema. Ou seja, se for uma violência reacionária, ou que repercuta mal e tire votos, não presta. Mas se for uma violência progressista, aí beleza.”
http://joselitomuller.wordpress.com/2014/02/13/dilma-e-haddad-dizem-repudiar-todo-tipo-de-violencia-menos-a-do-mst/

O Socialismo é impraticável!

‘É difícil dar certo’

─ Alguns milhares de manifestantes do Movimento dos Trabalhadores sem Terra, MST, ocuparam na quarta-feira a Praça dos Três Poderes, em Brasília. Ameaçaram invadir o Supremo Tribunal Federal e o Congresso; pouparam, sabe-se lá por que, o Palácio do Planalto. Entraram em confronto com a PM e feriram 30 soldados. Serão processados? Nada disso! Na quinta, a presidente Dilma fez questão de recebê-los em palácio, na companhia, claro, de seu ministro Gilberto Carvalho, e ainda ganhou um presente: uma cestinha de produtos agrícolas.
─ O jornal O Estado de S.Paulo teve acesso à sindicância do Itamaraty para “investigar a conduta” do diplomata Eduardo Sabóia, que libertou o asilado boliviano Roger Pinto Molina, confinado havia 15 meses na nossa Embaixada em La Paz, e o trouxe ao Brasil. As informações da sindicância são tão vergonhosas, tão inacreditáveis, que o Estado as confirmou com quatro fontes diferentes, antes de publicá-las: o Brasil articulou com o presidente boliviano Evo Morales e seus aliados do continente um jeitinho de tirar Roger Pinto da Embaixada e levá-lo num avião venezuelano para Caracas ou Nicarágua. O asilado se comprometeria a aceitar a retirada sem ser informado do local para onde iria. Como não é maluco, recusou a proposta indecente. E logo Chávez morreu, fazendo gorar o plano.
3 ─ Voltando ao ministro Gilberto Carvalho: em 9 de dezembro último, prometeu processar o delegado Romeu Tuma Jr. pelo livro Assassinato de Reputações. Tuma Jr. prometeu provar as acusações. E até hoje o processo não saiu.
É difícil dar certo ─ Petrobras
A notícia acaba de ser divulgada pelo Ministério Público holandês: em depoimento oficial, um ex-funcionário da SBM Offshore, locadora de plataformas petrolíferas, disse que a empresa pagou US$ 139 milhões, entre 2005 e 2011, a intermediários e funcionários da Petrobras, para obter encomendas (hoje, segundo o jornal Valor, os contratos somam US$ 23 bilhões). A SBM é investigada não só na Holanda, mas também no Reino Unido e nos EUA, sempre por suborno. No período citado, o presidente da Petrobras era José Sérgio Gabrielli (2005 a 2012). Hoje, Gabrielli é secretário do Planejamento da Bahia, no Governo do petista Jaques Wagner.
A Petrobras informou que não vai comentar o assunto
É difícil dar certo ─ inexplicável
José Guilherme da Silva, 20 anos, foi preso por assalto em Limeira, SP. Antes de ser colocado no camburão, foi revistado e algemado com as mãos para trás. Entrou desarmado e imobilizado no carro policial, sob as vistas de umas 30 testemunhas. Morreu com um tiro na cabeça, disparado de cima para baixo. Segundo os PMs que o conduziam, o rapaz algemado com as mãos nas costas arrumou em algum lugar um revólver calibre 38 e atirou na própria cabeça. O cano da arma, revelam os exames de balística, estava 50 cm acima de sua cabeça. Segundo o perito, “é sabido nos meios policiais tanto sobre a habilidade de movimento de alguns detidos, bem como sua condição pessoal de burlar a revista”. Só faltou acusarem o detento de ter dado também algumas punhaladas nas próprias costas.
Se era culpado ou não, não importa: estava preso, imobilizado, indefeso. Imagina-se que os PMs que o prenderam saibam revistar uma pessoa. E saibam impedir que um preso algemado com as mãos nas costas consiga mover-se com toda a liberdade. Mas, por incrível que pareça, há ainda algo pior nesta notícia: a morte ocorreu em 14 de setembro de 2013.
Até hoje o inquérito não está pronto.
O caminho das pedras
Identificar e prender os dois acusados do assassínio do repórter Santiago Ilídio Andrade foi rápido: bastou examinar gravações e fotos de ambos quando manipulavam o rojão que atingiu a vítima. Mas abriu-se, agora, um caminho promissor, no sentido de encontrar a raiz da violência e seus articuladores: tanto o advogado dos dois acusados quanto a porta-voz informal de ambos, Elisa Quadros Sanzi, Sininho (ou, como ela se assina, Cininho), mencionam pagamentos aos jovens dispostos a promover quebra-quebras. Como dizia Garganta Profunda, fonte principal dos repórteres Carl Bernstein e Bob Woodward, que expuseram o escândalo Watergate, “follow the money” ─ sigam o dinheiro.
Não há grande segredo a desvendar: em suas páginas no Facebook, os cavalheiros falam abertamente de pagamentos. E já existem (embora ainda sem confirmação) listas de contribuintes dos black blocs, que envolvem de políticos a um juiz de Direito.
Seguindo as pistas 
E, além de seguir o dinheiro, há dois outros caminhos abertos à investigação:
1 ─ Responder “a quem aproveita o crime”. Quem ganha com os black blocs nas ruas ─ e ganha tanto que investe recursos para que destruam bens dos outros?
2 ─ Seguir as pistas da reveladora reportagem Por dentro da máscara dos black blocs, de Leonel Rocha, revista Época, capa de 15 de novembro de 2013.
O repórter esteve no sítio de treinamento do grupo, a 50 km de São Paulo, e conversou amplamente sobre pessoas e entidades que financiam o vandalismo.
É difícil dar certo ─ Brasília
O estudo é da Cornell University, EUA: o Brasil tinha 21 ministérios em 2002. Em 2013, já estava com 39. Os Estados Unidos têm 15 ministérios.
http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/opiniao-2/e-dificil-dar-certo-por-carlos-brickmann/
Reparem no fotógrafo