"A seca não é uma maldição", explica Dilma Rousseff aos sedentos miseráveis


Alexandre Zorzetti
Para a excelentíssima senhora, a Presidente Dilma Rousseff, a seca Histórica da região nordestina é de 'simples' solução. Como disse nessa terça-feira, 18, no estado do Piaui, na capital Teresina.
Como comparação lembrou dos rigorosos invernos ocorridos no hemisfério norte. "A seca não é uma maldição, é uma ocorrência, assim como os países do Norte passam por invernos rigorosos, que duram seis, sete meses, todo ano. Eles têm um inverno forte, que acaba com toda a produção, a neve mata tudo o que cresce, e eles sobrevivem, muito bem obrigado, e fortes. Nós também podemos enfrentar a seca assim", disse a climatologista e líder do Brasil.
Segundo nossa presidente, a seca "não deve ser combatida". "Nós temos de olhar a melhor forma para conviver com a seca - e essa melhor foma é simples. Quando ela vier pesada, promoveremos ações emergenciais para dar suporte à população, junto com ações estruturantes, com sistemas de barragens, adutoras e canais, que garantam segurança hídrica para a população".
Para Dilma Rousseff, o nordestino deve conviver com a seca, porém com o assistencialismo governamental para amenizar o sofrimento no semi-árido.
O governo Federal faz alardeia que o Plano Safra do Semiárido, com investimento na ordem dos R$ 7 bilhões, para o desenvolvimento da produção naquele ecossistema. Se acredita que será de extrema importância para o desenvolvimento do semi-árido, uma preocupação que remonta o governo do Imperador Pedro II. Que procurava meios de levar água e desenvolvimento à região.
"Acabou esta seca, nós vamos recompor tudo. Vamos tomar todas as medidas para garantir que nós possamos conviver com a seca não só de cabeça erguida, mas garantindo para nossos filhos e netos uma estabilidade que nunca foi dada nesta região", conta a presidente Dilma Rousseff, que ainda não entregou as obras da transposição do Rio São Francisco, projeto que consumiu dos cofres públicos mais de R$ 8 bilhões, e ficará pronto apenas em 2016, segundo os projetistas petistas.
O projeto inicial custaria aproximadamente R$ 4 bilhões, com obras concluídas em 2012. Com 51% das estruturas iniciadas. Era julho de 2007, quando o eixo leste era iniciado. Com canalizações que passam pelos estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte. Entretanto, se a velocidade das obras continuarem tão vagarosa, provavelmente teremos a conclusão das obras em 2020.
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