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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

AEROPORTOS

Qual é o maior aeroporto do mundo, do tamanho de Nova York? E o mais movimentado? E o mais alto? Quanto voa em sua vida útil um avião comercial? Quantas pessoas viajam de avião por ano? Confiram esta compilação imperdível de estatísticas sobre a indústria da aviação
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O Aeroporto de Damman, Arábia Saudita: maior do mundo (Foto: Divulgação)
Vocês sabem onde fica o aeroporto mais alto do mundo? E o mais isolado? Alguma ideia, por acaso, de quanto dinheiro movimenta a indústria da aviação em âmbito mundial?
Estas e outras várias perguntas hipotéticas sobre o universo composto por aviões, aeroportos, companhias aéreas e, claro, passageiros sugerem surpreendentes respostas. O site da rede norte-americana de notícias CNN compilou várias delas e as publicou em recente reportagem.
Confiram abaixo uma seleção com curiosas informações e estatísticas reunidas na matéria. A dica partiu do queridíssimo leitor do blog Hugo Sterman Filho.
INDÚSTRIA
-A aviação movimenta aproximadamente 2,2 trilhões de dólares por ano, o que corresponde a 3,5% do Produto Mundial Bruto e equivale ao PIB da Itália, a quarta maior economia da União Europeia e a oitava do mundo. Emprega direta ou indiretamente 56,6 milhões de pessoas.
AEROPORTOS
-Existem 3.846 aeroportos comerciais no mundo.
-O aeroporto de maior movimento internacional no mundo é o Heathrow, em Londres: em 2011, a principal porta de entrada da capital do Reino Unido gerenciou o trânsito de 64,7 milhões de usuários em voos internacionais.
No dia 13 deste mês, auge do verão na Europa, Heathrow registrou movimento recorde em sua história: 137 mil passageiros.
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Check-in massivo em Heathrow: imbatível em fluxo internacional (Foto: Getty Images)
-O aeroporto de maior movimento no mundo (contando voos nacionais e internacionais) é o Hartsfield Jackson, em Atlanta, EUA:92 milhões de pessoas o utilizaram em 2011.
Aeroporto de Hartsfield Jackson, em Atlanta: o mais movimentado (Foto: Getty Images)
Aeroporto de Hartsfield Jackson, em Atlanta: o mais movimentado (Foto: Getty Images)
-O maior aeroporto do mundo é o King Fahd, em Dammam, Arábia Saudita (foto de abertura do post): ocupando área de 780 quilômetros quadrados, tem praticamente o tamanho da cidade de Nova York.
Já o maior terminal é o 3 do Aeroporto Internacional de Dubai, nos Emirados Árabes (388 quilômetros quadrados).
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O gigantesco Terminal 3, do Aeroporto de Dubai, aberto em 2008 (Foto: Dubai International Airport)
-Os aeroportos mais próximos entre si são os das ilhas vizinhas Papa Westray e Westray, na Escócia: apenas 2,83 quilômetros os separam, distância que pode ser percorrida por uma aeronave em 96 segundos.
Os aeroportos "vizinhos" das ilhas de Westray e Papa Westray, na Escócia (Imagem: Google Maps)
Os aeroportos "vizinhos" das ilhas de Westray e Papa Westray, na Escócia (Imagem: Google Maps)
- A menor pista de aeroporto comercial do planeta é a do Juancho E.Yrausquin, em Saba, uma das Antilhas Holandesas: 396 metros de comprimento.
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A menor pista de pouso e decolagem do mundo, em Saba, nas Antilhas Holandesas (Foto: Fentener Van Vilssingen)
-O aeroporto mais alto do mundo é o Qamdo Bangda, no Tibete: 4.333 metros de altura. Com mais de 4 quilômetros de extensão, sua pista de pouso e decolagem é bem mais longa do que a média, porque as aeronaves custam mais a parar por causa da baixa resistência do ar, mais rarefeito a esta altitude.
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Qamdo Bangda, no Tibete: aeroporto mais alto do mundo (Foto: Eric Finalyson)
-O aeroporto mais isolado do mundo é o Mataveri, na Ilha de Páscoa, que dista 3.759 quilômetros da cidade mais próxima (Santiago, Chile).
COMPANHIAS AÉREAS E AVIÕES
-Até o final de 2010, haviam em operação no mundo 1.700 companhias aéreas.
Naquele ano, lucraram um total de 7,9 bilhões de dólares. As empresas gastam cerca de 26% de seu orçamento em combustível, o que em 2011 representou um total de 177 bilhões de dólares em2011.
-A vida útil de um avião comercial geralmente se estende por 20 a 25 anos, voando 40.274.144 quilômetros, o suficiente para dar 1.000 voltas completas na Terra.
PASSAGEIROS
-2,6 bilhões de passageiros viajam de avião anualmente.
Em média, os voos decolam com 77% de sua capacidade preenchida(índice bastante superior a todos os outros meios de transporte).
A superporvoada zona Ásia-Pacífico lidera o volume de tráfego (34%),seguida por América do Norte e Europa (27% cada).

Soberba, arrogância...,


J. R. Guzzo: Os ministros do Supremo e o governo deveriam se lembrar sempre do Zé Linguiça

Patriota - só falta um oficial da chancelaria a lhe sussurrar, de tempos em tempos: "Lembre-se de sua mortalidade, e do Zé Linguiça" (Foto: Cristiano Mariz / VEJA)
Patriota - só falta um oficial da chancelaria a lhe sussurrar, de tempos em tempos: "Lembre-se de sua mortalidade, e do Zé Linguiça" (Foto: Cristiano Mariz / VEJA)
Artigo publicado na edição impressa de VEJA que está nas bancas

ZÉ LINGUIÇA
J. R. Guzzo
J. R. Guzzo
Pode até não ser uma verdade comprovada pela história, mas ninguém discute que se trata de uma belíssima ideia. Na Roma antiga, quando um grande general voltava de uma campanha vitoriosa no estrangeiro, fazia-se uma fabulosa procissão triunfal pelas ruas da cidade, o “triunfo”, para exibir diante do mundo a glória do comandante vencedor, e homenagear a grandeza que ele trazia à pátria.
Era a honra máxima que um cidadão romano podia obter, e dava um trabalho danado chegar lá.
Ele tinha de ter matado em combate pelo menos 5.000 soldados inimigos.
Tinha de mostrar, presos, os chefes derrotados.
Tinha de ter enfrentado um exército pelo menos equivalente ao seu.
Tinha, sobretudo, de trazer sua tropa de volta para casa.
O problema, nisso tudo, é que os romanos da Antiguidade eram gente que tinha em altíssima conta a modéstia pessoal — e, em consequência, fechava a cara para qualquer demonstração de soberba. O que fazer, então, na hora em que o general vitorioso desfilava perante a multidão como se fosse um rei? É aí que aparece a ideia mencionada acima.
Logo atrás do “triunfador”, no mesmo carro puxado por quatro cavalos que ele conduzia, ficava um escravo que, de tanto em tanto tempo, lhe dizia baixinho ao ouvido: “Memento mori” (em tradução livre, “lembre-se de que você vai morrer”). Nada melhor, provavelmente, para baixar o facho de qualquer alta autoridade que começa a se achar.
Esse procedimento poderia ser o tipo da coisa útil no governo brasileiro de hoje. Seria uma beleza, por exemplo, se o chanceler Antonio Patriota, ao desfilar pelo planeta com a sua bela pasta de couro, distribuindo em nome da presidente Dilma Rousseff as advertências do Brasil para os grandes, médios e pequenos deste mundo, tivesse algum recurso parecido — naturalmente, com as adaptações necessárias às nossas realidades atuais.
Um oficial de chancelaria, digamos, andaria sempre atrás dele; só que, em vez do severo aviso romano, ficaria repetindo ao seu ouvido: “Lembre-se do Zé Linguiça”. Deveria ser o suficiente para o dr. Patriota cair bem depressa na real.
Ele se lembraria imediatamente de que vem do país do Zé Linguiça — e ninguém, nem a presidente Dilma, consegue transformar em potência mundial um país que chega a ter no centro do maior espetáculo jurídico da sua história, mesmo por um momento fugaz, um cidadão chamado Zé Linguiça.
Quem acompanha o julgamento do mensalão pode estar lembrado desse Zé Linguiça — o elo perdido entre um dos réus e a mala preta do professor Delúbio Soares, o tesoureiro do PT. Mas falar dele justo nesta hora, na suprema corte da nossa terra, em seus dias de solenidade máxima?
Bem no momento em que cada ministro quer ser, no mínimo, um Cícero, e outros são capazes de escrever mais de 1.000 páginas para dizer se um cidadão é culpado ou inocente? Pois é — aí vem o Zé Linguiça, e com um personagem desses não há pose que resista. Some, na hora, o Brasil Grande. Aparece o Brasil de verdade.

A presidente precisava mesmo de alguém que lhe lembrasse: “Todo ano há 50000 homicídios no Brasil” ou “O ensino médio brasileiro, pelos dados oficiais de 2011, tem nota 3,7, numa escala que vai de zero a 10” (Foto: Valter Campanato / ABr)
A presidente precisava mesmo de alguém que lhe lembrasse: “Todo ano há 50 mil homicídios no Brasil” ou “o ensino médio brasileiro, pelos dados oficiais de 2011, tem nota 3,7, numa escala que vai de zero a 10” (Foto: Valter Campanato / ABr)
Falou-se do ministro Patriota, mas o aviso ao pé do ouvido vale para qualquer grão-duque do poder público brasileiro, e para a própria presidente da República, quando começam a imaginar que são o rei Luís XV de França. Quanto à mensagem dos lembretes, então, há uma infinidade de coisas a dizer além do Zé Linguiça.
A voz poderia lhes recordar, por exemplo: “Todo ano há 50.000 homicídios no Brasil”. Em três anos, com 150.000 cadáveres, é o equivalente a uma bomba de Hiroshima. Ou: “O ensino médio brasileiro, pelos dados oficiais de 2011, tem nota 3,7, numa escala que vai de zero a 10”.
Seria possível lembrar que as dez entradas de São Paulo, a cidade mais rica e possante do Brasil, formam uma das mais pavorosas sucessões de favelas de todo o mundo; nosso desenvolvimento, em qualquer lugar do país, tem o dom de atrair miséria.
Também seria útil que nossas autoridades, em seus acessos de grandeza, lembrassem que a população brasileira está proibida de frequentar áreas inteiras das grandes cidades, tomadas por bandidos, vadios e predadores diversos, como se vivesse sob o toque de recolher imposto por um exército de ocupação.
Como essa gente que está no governo pode dormir em paz num país assim?
Esse pesadelo não foi criado pelo governo da presidente Dilma, nem será resolvido por ela. Mas então, como o rei da Espanha recomendou tempos atrás ao coronel Hugo Chávez, por que não se calam?
Por que se metem na vida do Paraguai ou dão palpites na economia da Europa?
Por uma questão de decência comum, e em nome do senso de ridículo, todos deveriam fazer, já, um voto de silêncio.

"Revolução da Alma"

Aristóteles, filósofo grego, escreveu este texto "Revolução da Alma" no ano 360 a.C., e é eterno.

Ninguém é dono da sua felicidade, por isso não entregue sua alegria, sua paz sua vida nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém. Somos livres

, não pertencemos a ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos, da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja.

A razão da sua vida é você mesmo. A tua paz interior é a tua meta de vida, quando sentires um vazio na alma, quando acreditares que ainda está faltando algo, mesmo tendo tudo, remete teu pensamento para os teus desejos mais íntimos e busque a divindade que existe em você. Pare de colocar sua felicidade cada dia mais distante de você.




Não coloque o objetivo longe demais de suas mãos, abrace os que estão ao seu alcance hoje. Se andas desesperado por problemas financeiros, amorosos, ou de relacionamentos familiares, 
busca em teu interior a resposta para acalmar-te, você é reflexo do que pensas diariamente. Pare de pensar mal de você mesmo, e seja seu melhor amigo sempre. 

Sorrir significa aprovar, aceitar, felicitar. Então abra um sorriso para aprovar o mundo que te quer oferecer o melhor.

Com um sorriso no rosto as pessoas terão as melhores impressões de você, e você estará afirmando para você mesmo que está "pronto para ser feliz.

Trabalhe, trabalhe muito a seu favor. Pare de esperar a felicidade sem esforços. Pare de exigir das pessoas aquilo que nem você conquistou ainda.

Critique menos, trabalhe mais. E, não se esqueça nunca de agradecer.

Agradeça tudo que está em sua vida nesse momento, inclusive a dor. Nossa compreensão do universo, ainda é muito pequena para julgar o que quer que seja na nossa vida.

A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las.



Seu cliente tem curso superior?


Julgamento avança
Com a onda de condenações anunciada no julgamento do mensalão, as penas de prisão dominaram as rodas de conversa no plenário do STF pouco antes do início da sessão de hoje.
Um dos exemplos foi o de Arnaldo Malheiros Filho, advogado de Delúbio Soares. Ao entrar no plenário foi questionado por jornalistas se seu cliente possuía curso superior. A reposta foi positiva.
Malheiros, no entanto, disse acreditar na possibilidade de seu cliente ser inocentado e lembrou que, com a condenação final dada pelo STF, independentemente de curso superior, quem for condenado à prisão vai para a ala comum da cadeia, junto de todos os presos.
Ele disse que cela especial só seria possível no caso de uma prisão preventiva ou provisória, não em condenações definitivas.
Por Lauro Jardim

Para qual prisão vão os réus do mensalão?


Muros da Papuda, em Brasília
A propósito das perguntas sobre a pena de prisão para os mensaleiros (Leia mais em Seu cliente tem curso superior?), um advogado que esteve no plenário do STF explicou como será o recolhimento de cada um dos réus que forem condenados à prisão
Apesar da ação penal ter origem em Minas Gerais, e parte dos crimes ter sido cometida em Brasília, cada condenado será encaminhado para a prisão mais próxima do local onde ele for encontrado para ser preso.
Assim, quem for detido em Brasília, deve ir para a Papuda, por exemplo.
Uma vez preso, o detento poderá pedir sua transferência para um presídio próximo da residência de sua família – para facilitar as visitas.
Por Lauro Jardim

Trajes Gaúchos


COMO O GAÚCHO SE TRAJOU DESDE O INÍCIO - da esquerda para a direita: 1-chiripá indígena, dito tipo saia; 2 - chiripá tipo saia com acrescimos de elementos ibéricos e indígenas, e o uso do cinturão com bolsos; 3- chiripá tipo fralda com cinturão com rastra, quando na fronteira com o Uruguai e a Argentina; 4-o traje MAIS ELEGANTE do gaúcho, reservado às grandes ocasiões: paletó e colete com bombacha
s e botas altas - quando em ambientes fechados esse gaúcho joga seu chapéu nas costas ou o leva na mão, por respeito aos demais; 5- bombachas em traje de descontração e descanso, com cinto de duas fivelas e alpargatas; 6- conjunto de bombachas e jaqueta com favos de abelha usado com botas sanfonadas (da serra) ou botas altas (inicía-se o uso intenso de cinturão com rastra no RS, de influência argentina e uruguaia); 7- bombachas na lida campeira ou em rodeios usadas com botas altas e cinturão com rastra. Desenhos exclusivos para a pesquisa Véra Stedile Zattera: Vasco Machado. (RESSALVA: as fisionomias são apenas sugeridas, algumas foram homenagens que fizemos, outras obra do próprio desenhista. Não há documentos que comprovem sua historiedade, até os anos 1900).



quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Ver para crer..., rasgando dinheiro...,


FOTOS DE VER PARA CRER: novo blog mostra jovens mimados e milionários torrando dinheiro e exibindo luxo alucinante

Uma conta de restaurante em St Tropez, na França, de mais de 100 mil euros!!!!!
Uma conta de restaurante em St Tropez, na França: quase 300 mil reaizinhos
Amigas e amigos do blog, o que vocês estão vendo na foto acima não é invenção, nem nada: é uma conta de restaurante no valor de espantosos 107.524 euros — algo perto de 270 mil reais. A turma de 16 jovens que foi ao caríssimo Nikki Beach de Saint-Tropez, na Côte d’Azur francesa, se espalhou mesmo: só de caviar russo, mais de 36 mil reais; uma unica garrafa de champanhe Dom Pérignon certamente de exclusivíssima safra, 125 mil reais, quase a metade da conta. E por aí vai.
Essas e outras loucuras extravagantes, de jovens que torram dinheiro de forma alucinada — e, em plena crise econômica que afeta centenas de milhões de pessoas, mostram sem qualquer pudor o que possuem e o que gastam –, estão num blog recém-iniciado, que á uma das últimas febres da web, e está dando o que falar: o Rich Kids of Instagram.
Percorram-no, passem da home page e vejam com seus próprios olhos. Nem preciso comentar mais nada.
Confiram algumas das fotos de exibição de luxo e riqueza:
Para os amigos do blog que lêem inglês, é interessante ver pelo menos uma das matérias que vêm sendo publicadas sobre o fenômeno — esta, da CNN.
A dica deste post é do amigão do blog Hugo Sterman Filho, de São Paulo.
Festinha na piscina
Festinha na piscina da mansão
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Até a metralhadora é de ouro
Este exibicionista revestiu de ouro até um fuzil -- e postou no Instagram
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Farra na Ferrari
Farra na Ferrari conversível
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Lazer no iate
A dona do iate postou no Instagram seu roteiro -- todinho ele na Côte d'Azur
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Pulseirinhas da Hermès
Pulseirinhas da Hermès: seu valor, somado, daria para comprar um bom apartamento
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Voo exclusivo
Esses vão passear no jato particular de um deles
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Um pequeno closet, com milhares de peças
O closet da ricaça, com milhares de peças, é tão grande que, dentro dele, cabem até um sofá, cadeiras e puffs
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Vidão
O tatuado mostra a mãnsão em que leva uma vida mansa
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Continência, sim senhor
O Rolls-Royce é baratinho: por que não pisar no capô do carrão para a foto?
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Ostentação
Uma fotinha para postar no Instagram antes de embarcar no iate
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Quando chega o tédio
Na casa desse garoto não falta nada, nem a cabeça de um elefante africano empalhada -- mas que tédio, não?
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Leia também

A Realidade do MENSALÃO...,


A “farsa do mensalão” de Lula vira realidade dura para o PT: João Paulo Cunha, ex-garoto de ouro do partido, deve ir para a cadeia. Luz no fim do túnel que leva ao final da impunidade

João Paulo Cunha: de futuro brilhante na política pelo PT a réu perto da cadeia (Foto: veja.abril.com.br)
Amigas e amigos do blog, vocês, que eventualmente estão seguindo ao vivo a transmissão do julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal, perceberam que, pelo que já disse até agora em seu voto, o ministro Gilmar Mendes vai condenar o deputado João Paulo Cunha.
Concretizada a condenação por maioria dos 11 ministros do Supremo, será um golpe colossal para o PT — ver aquele que foi uma estrela em ascensão no partido, um político jovem, preparado, oriundo da área sindical, bem visto durante sua primeira etapa como deputado até pelos adversários, com o futuro aberto à sua frente depois de ter sido um dos mais jovens presidentes da Câmara da história transformado em réu de um processo criminal e, agora, pelo visto, em réu condenado a perder o mandato e a ir para a cadeia.
Se é péssimo para o PT, é fantástico para o Estado de Direito e para as instituições.
João Paulo rodando por julgamento do mais alto tribunal do país mostra aos descrentes que as instituições podem funcionar, e que há, sim, luz no fim do túnel que leva ao final da impunidade dos poderosos.
*Ricardo Setti

Novo disco de Bob Dylan


Novo disco de Bob Dylan trará canção que imita clássico absoluto do blues; escutem e comparem

Bob-Dylan
Bob Dylan: novo, "pero no mucho" (Foto: divulgação)
Na tradição da música folk norte-americana, fonte principal de inspiração dos primeiros álbuns de Bob Dylan, um artista “tomar emprestado” de outro melodias, acordes ou riffs (frases marcantes de algum instrumento) é algo relativamente normal. O próprio cantor e compositor já admitiu ser adepto da prática do “plágio aceitável” em mais de uma ocasião.
Mesmo assim, pode parecer chocante a ouvintes do século 21 o fato de que Dylan, 71 anos de idade e uma monstruosa obra de valor incalculável, tenha copiado a base de um clássico do blues em “Early Roman Kings”, primeira faixa divulgada de seu novo 33º álbum de estúdio, Tempest, que chega às lojas em 11 de setembro. Ouçam abaixo (áudio sobre reprodução da capa do CD):
É fácil reconhecer a sequência de notas, o ritmo shuffle e até o uso idêntico das marcas como efeito percussivo da canção de Dylan em “Hoochie Coochie Man”, composição de alto teor sexual de Willie Dixon (1915-1992) gravada por Muddy Waters (1913-1983) em 1954. Escutem a original e comparem:
Curiosamente, a trajetória de ”Hoochie Coochie Man” como música inspiradora para outros “clones” sonoros teve início já no ano seguinte a seu lançamento, quando o não menos grandioso Bo Diddley (1928-2008) empregou quase os mesmos arranjo e melodia, em sua também clássica (e também carregada em testosterona) “I’m a Man”. Confiram:
Apropriar-se de pérolas de Willie Dixon tem sido, na verdade, uma obsessão recente de Dylan. Em seu disco anterior, Together Through Life (2009), ele já pusera nova letra em outra música do míticobluesman, “I Just Want To Make Love to You”, dando-lhe o devido crédito. O resultado da combinação é a faixa “My Wife’s Home Town”.

toffolis e lewandowskis...,


Os toffolis e lewandowskis ainda não estão no controle do Poder Judiciário. Ainda

O desfecho do julgamento do mensalão não se limitará a determinar o destino dos 37 réus, constata Marco Antonio Villa no artigoreproduzido na seção Feira Livre. O Supremo Tribunal Federal está decidindo a própria sorte e, por consequência, a sorte de uma democracia ainda na infância. O epílogo do escândalo escancarado em meados de 2005 dirá se o tumor da corrupção impune foi enfim lancetado ou se a metástase seguirá seu curso ─ com o endosso do único dos três Poderes que ainda resiste à ofensiva dos inimigos do  Estado de Direito.
Forjado para financiar a captura das instituições pelo governo do PT, o esquema do mensalão consolidou com malas de dinheiro a base alugada (e, com donativos de emergência, manteve no curral descontentes circunstanciais). A descoberta do Pântano do Planalto só mudou o instrumento do amestrador: agora domados pela distribuição de ministérios (cofres incluídos), os partidos governistas reduziram o Poder Legislativo a um clube dos cafajestes dependente do Executivo. Apressada pelo processo que começou a ser julgado em 2 de agosto, a última etapa do projeto bolivariano prevê o aparelhamento do Judiciário e a rendição incondicional do Supremo Tribunal Federal.
A trama bandida ainda não foi consumada, atesta o saldo alentador da mais recente sessão do Supremo Tribunal Federal reservada ao julgamento do mensalão. Condenados por seis dos 11 ministros, já não há salvação para  quatro acusados: Marcos Valério,  Cristiano Paz, Ramon Hollerbach e Henrique Pizzolato. O diretor-executivo da quadrilha, dois de seus sócios e o companheiro vigarista infiltrado pelo PT na direção do Banco do Brasil. Nem Ricardo Lewandowski e Dias Tóffoli tentaram salvá-los. Nem a dupla disposta a tudo para executar o serviço encomendado pelos padrinhos se animou a instalar o quarteto na boia onde o deputado João Paulo Cunha  espera o resgate que não virá.
Faltam apenas dois votos para que o candidato do PT à prefeitura de Osasco seja transferido do palanque para a fila do cadafalso. Baseados na abundância de provas, evidências e indícios veementes, quatro ministros condenaram João Paulo. Fizeram um julgamento técnico. O julgamento político ficou por conta de Lewandowski e Toffoli, que mandaram às favas os autos do processo, a lei, a lógica e a honra ─ e se juntaram na patética tentativa de promover a inocente injustiçado um pecador sem remédio. As togas companheiras gostam de frequentar restaurantes da moda. Logo saberão o que os espectadores da TV Justiça acharam do desempenho dos parceiros.
Quando o julgamento começou, o Datafolha constatou que só 5% dos brasileiros acreditavam na inocência dos acusados. Mereciam cadeia para 73%. Neste universo amplamente majoritário, contudo, só 11% apostavam na punição dos culpados. A altíssima taxa de descrença na Justiça foi certamente reduzida pelas primeiras condenações. O país descobriu que ainda há juízes na Praça dos Três Poderes. Na sessão desta quarta-feira, os ministros mais antigos começarão a votar. Deles depende a ressurreição da esperança.
A seita lulopetista já se movimenta para preencher as próximas vagas no STF com gente como José Eduardo Cardozo e Luiz Inácio Adams. A resistência democrática acaba de descobrir que os toffolis e lewandowskis ainda não estão no controle do Judiciário. Ainda não. Ainda há tempo para impedir-se que a multiplicação dessa subespécie anexe o Supremo à rede de templos da seita dos liberticidas.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Merdandante...,


Reynaldo-BH: ‘Mercadante é a pena de morte da Educação no Brasil’

REYNALDO ROCHA
Dizia-se, no passado, que quando em um ponto comercial nada prosperava, havia ali uma caveira de burro enterrada.
Sempre acreditei que o cemitério dos burros da Era da Mediocridade era a Casa Vil.
Enganei-me. É o MEC. Ministério da Erradicação da Cultura.
A cegueira derivada da adoração de ídolos de pés-de-barro não deixam os analfabetos (funcionais ou políticos) enxergarem que, depois de Paulo Renato, o PT nos oferece Haddad e Mercadante. Mesmo Cristovão Buarque foi demitido por telefone pelo presidente que se orgulha de não ler.
Não se conserta um erro com outro maior. Já são dez anos de desgoverno petista. Sem nenhuma melhoria nos índices educacionais do Brasil.
A receita em uso na falta de ética destes usurpadores do poder – embora eleitos – é usada sem cerimônia em qualquer área.
Eu ao menos sei me defender. Sei ler.
O crime maior é com quem não sabe. Crianças abandonadas no direito básico de cidadania – Educação! – filhas de pais iludidos com as promessas messiânicas de doutores falsificados.
Mudar o curriculum escolar para facilitar a obtenção de índices que sirvam de propaganda. A eles nada importa que esta pretensa mudança seja somente a assinatura de um atestado final de incompetência. Aliada ao desprezo pelo ensino, conhecimento e cultura.
Esta é – digo mais uma vez – a verdadeira herança maldita. Que levaremos anos para reverter. Ou consertar.
O novo curriculum imaginado por Mercadante vai considerar um avanço a existência de alunos da sexta série aprendendo a ler, e a ler errado? E sem sequer saber escrever? A nova gramática petista – do “nós vai”, publicada em livros oficiais – seria a base desta reforma curricular?
Na doutrina do pensamento único, meritocracia é palavrão. Coisa de elitista, mania de gente que não entende os desníveis sociais. Cotas? O princípio do Bolsa-Família extrapolado ao limite do absurdo? Se no bolsa-família ainda se tem a defesa da sobrevivência – para os poucos que realmente estão em estado de risco extremo, e que devem ser socorridos com ajudas antes mesmo de garantir um emprego! – neste caso sequer há tal ilação.
É somente a declaração de incompetência. De desistência. De abandono.
Não se fala em reformular as escolas públicas (onde estudei durante boa parte de minha vida) de modo a que o fosso cultural que separa pobres de remediados possa ser extinto ou reduzido. Prefere-se assumir esta distância como eterna. E criar cotas para colocar nos bancos universitários quem o poder público não conseguiu preparar para lá estar.
São criadas em um ritmo “nuncaantesnestepaíz” faculdades de fim de semana. As Universidades Federais são pátios de estacionamento de carros de luxo. Em vez atacar a causa desta distorção, o governo prefere perpetuá-la. Agora com o ingresso – via cotas – de profissionais que passarão toda a vida justificando por que tomaram o lugar de quem teve melhor aproveitamento ou reuniu mais conhecimento específico.
No Sul do Brasil existem estudantes pobres que também não conseguem – via escola pública – alcançar o grau de aprendizado ofertado pelas escolas particulares. Mas são brancos. E não são índios. Embora pobres. Terão dificuldades para serem contemplados com a benesse populista que destrói o futuro do país.
A novidade é não termos novidade. Na área da saúde o incentivo é termos planos de saúde privados. No setor de transportes, que compremos carros ditos populares em 160 prestações mensais. Se o problema é habitação, fiquemos na fila do Minha Casa Minha Vida. Nenhum planejamento para reforma no sistema de saúde, construção de metros ou fim da especulação imobiliária.
Sempre fui contrário à pena de morte. Quando condena um criminoso a morrer, o Estado está confessando a incapacidade de cuidar dos cidadãos. É a falência. Moral, ética e política.
Mercadante é a pena de morte da Educação no Brasil.
Preciso dizer mais?

Estatal e Privado - ‘Conversa fiada’, por Ferreira Gullar

PUBLICADO NA FOLHA DE S. PAULO DESTE DOMINGO
FERREIRA GULLAR
Sabe a razão pela qual a empresa estatal dificilmente alcança alto rendimento? Porque o dono dela ─que é o povo ─ está ausente, não manda nela, não decide nada. Claro que não pode dar certo.
Já a empresa privada, não. Quem manda nela é o dono, quem decide o que deve ser feito ─quais salários pagar, que preço dar pela matéria-prima, por quanto vender o que produz─, tudo é decidido pelo dono.
E mais que isso: é a grana dele que está investida ali. Se a empresa der lucro, ele ganha, fica mais rico e a amplia; se der prejuízo, ele perde, pode até ir à falência.
Por tudo isso e por muitas outras razões mais, a empresa privada tem muito maior chance de dar certo do que uma empresa dirigida por alguém que nada (ou quase nada) ganhará se ela der lucro, e nada (ou quase nada) perderá se ela der prejuízo.
Sem dúvida, pode haver, e já houve, casos em que o dirigente de uma empresa estatal se revelou competente e dedicado, logrando com isso dirigi-la com êxito. Mas é exceção. Na maioria dos casos, indicam-se para dirigir essas empresas pessoas que atendem antes a interesses políticos que empresariais.
Isso sem falar nos casos ─atualmente muito frequentes─ de gerentes que estão ali para atender a demandas partidárias.
Tais coisas dificilmente ocorrem nas empresas privadas, onde cada um que ali está sabe que sua permanência depende fundamentalmente da qualidade de seu desempenho. Ao contrário da empresa estatal que, por razões óbvias, tende a se tornar cabide de empregos, a empresa privada busca o menor gasto em tudo, seja em pessoal, seja em equipamentos ou publicidade.
E não é por que na empresa privada reine a ética e a probidade. Nada disso, é só porque o capitalista quer sempre despender menos e lucrar mais. Não é por ética, é por ganância.
A empresa pública, por não ser de ninguém ‼─já que o dono está ausente─ é “nossa”, isto é, de quem a dirige, e muitas vezes ali se forma uma casta que passa a sugá-la em tudo o que pode.
A Petrobras pagava a funcionários seus, se não me engano, 17 salários por ano e o Banco do Brasil, 15. Os funcionários da Petrobras gozavam também de um fundo de pensão (afora a aposentadoria do INSS), instituído da seguinte maneira: cada funcionário contribuía com uma parte e a empresa, com quatro partes.
Conheci um desses funcionários que, depois que se aposentou, passou a ganhar mais do que quando estava na ativa. Numa empresa privada, isso jamais acontece, não é? No governo Fernando Henrique aquelas mamatas acabaram, mas outras continuam.
Não obstante, o PT sempre foi contra a privatização de empresas estatais, “et pour cause”. Lembram-se da privatização da telefonia? Os petistas foram para a rua denunciar o crime que o governo praticava contra o patrimônio público.
Naquela época, telefone era um bem tão precioso que se declarava no Imposto de Renda. Hoje, graças àquele “crime”, todo mundo tem telefone, e a preço de banana.
Mas o preconceito ideológico se mantém. Os governos petistas nada fizeram para resolver os graves problemas estruturais que comprometem a competitividade do produto brasileiro e impedem o crescimento econômico, já que teriam de recorrer à privatização de rodovias e ferrovias.
Dilma fez o que pôde para adiá-la, lançando mão de medidas paliativas que estimulassem o consumo, mas chegou a um ponto em que não dava mais.
O PIB vem caindo a cada mês, o que a levou à hilária afirmação de que, mais importante, era o amparo a crianças e jovens… Disse isso mas, ao mesmo tempo, mandou que seu pessoal preparasse às pressas ─já que as eleições estão chegando─ um plano para a recuperação da infraestrutura: investimentos que somarão R$ 133 bilhões em 25 anos. Ótimo.
Como privatização é “crime”, pôs o nome de “concessão” e impôs uma série de exigências que limitam o lucro dos que investirem nos projetos e, devido a isso, podem comprometê-los.
Nessa mesma linha de atitude, afirmou que não está, como outros, alienando o patrimônio público. Conversa fiada. A Vale do Rio Doce, depois de privatizada, tornou-se a maior empresa de minério do mundo e das que mais contribuem para o PIB nacional. Uma coisa, porém, é verdade: cabe ao Estado trazer a empresa privada em rédea curta.