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domingo, 27 de setembro de 2009


Que coisa linda!
Olha só o trio, "chavez, garcia e lula", o bobo alegre ao fundo não sei quem é.
Dá uma vergonha, né?
Tão rindo do que? Deve ser de quem votou neles.


Apesar de gente desse tipo, o Brasil continua andando...,
Leiam a matéria;

Soja chinesa virou brasileira e Cerrado se tornou celeiro do País

Epopeia científica dos pesquisadores da Embrapa permitiu a introdução da planta, originária da China, no bioma

Herton Escobar, enviado especial-Estadão





Plantio experimental da Embrapa para a soja resistente a altas temperaturas. Foto: Celso Junior/AE

As árvores de casca grossa, caules retorcidos, e o chão de terra poeirenta não deixam dúvidas: o cerrado não é lugar para qualquer plantinha. Durante seis meses do ano, entre maio e setembro, não cai uma gota de chuva nesse interiorzão brasileiro. E mesmo quando chove, o solo nativo é imprestável para a agricultura: ácido, cheio de alumínio tóxico e pobre em quase todos os nutrientes essenciais.

especialEspecial: Devastação avança sobre a savana brasileira

Só mesmo um louco - ou um bando de cientistas destemidos - para achar que esse ambiente de biodiversidade riquíssima, porém aparentemente inóspito e improdutivo, poderia se tornar um dos canteiros mais férteis da agricultura mundial. Mas aconteceu. Foi obra da Embrapa. Trinta anos atrás, a recém-criada Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária lançou sua maior "insanidade" científica: pegou uma planta de origem chinesa, típica de climas temperados, e fez dela a rainha da agricultura tropical.

A soja, que até os anos 70 só podia ser plantada do Paraná para baixo, onde o clima era mais parecido com o da China, virou-se para o norte e tomou conta do cerrado. Invadiu Mato Grosso do Sul, avançou pelas bordas do Sudeste, conquistou Goiás, criou raízes em Mato Grosso, subiu pelo Tocantins, embrenhou-se no Maranhão e foi bater na porta da Amazônia. "Hoje temos tecnologia para cultivar soja em qualquer lugar do País, em qualquer época do ano", diz o pesquisador Plínio Souza, da Embrapa Cerrados, um dos principais responsáveis pela invenção da soja tropical. "É uma tecnologia 100% brasileira."

Em pouco mais de três décadas, turbinada pela nova genética verde-e-amarela, a oleaginosa chinesa transformou-se no maior produto do agronegócio brasileiro. Em 2007, a indústria da soja movimentou R$ 41,3 bilhões em grãos, máquinas, sementes, fertilizantes, pesticidas, logistica, mão-de-obra, refino de óleo, produção de ração animal e outros componentes da cadeia produtiva. Isso equivale a 6,4% do PIB agrícola e 1,6% do PIB total do País. Os cálculos foram feitos pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), a pedido do Estado. Só as exportações do complexo soja (grão, farelo e óleo) renderam R$ 26,2 bilhões no ano passado, e a expectativa é que passem dos R$ 32 bilhões em 2008.

Apesar não ser vista tradicionalmente como um "alimento" - a exemplo do arroz, do feijão e do milho, que são consumidos diretamente no prato -, a soja está embutida, direta ou indiretamente, em boa parte da dieta brasileira. É ingrediente básico de muitos alimentos industrializados no supermercado, na forma de lecitina ou óleo, e principal fonte de proteína na ração de suínos e aves, na forma de farelo. Só fica fora do menu do boi, que come principalmente pastagem. "Quando você come frango e porco, está comendo proteína de soja", diz o secretário-geral da Abiove, Fabio Trigueirinho. Segundo ele, seria impossível o Brasil abrir mão dessa cultura. "Se deixássemos de produzir soja, teríamos de importar."

No rastro da soja no cerrado vieram o milho, o feijão, o arroz, as máquinas, os fertilizantes, as estradas, a construção civil e os vilarejos transformados em metrópoles da noite para o dia com a riqueza do agronegócio. "Falar de soja é falar de muita coisa. Os benefícios sociais e econômicos, diretos e indiretos, são enormes", diz o ex-presidente da Embrapa, Silvio Crestana.

De mera periferia agrícola, o cerrado virou o celeiro de quase metade dos alimentos brasileiros. Hoje, 40% dos 200 milhões de hectares do bioma estão ocupados com 61 milhões de hectares de pastagens e 17,5 milhões de hectares de plantações. Segundo cálculos da Embrapa e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), é desse território que saem 47% dos grãos (soja, milho, arroz, feijão, sorgo e algodão caroço), 40% da carne bovina e 36% do leite produzidos no País. "A incorporação do cerrado à agricultura foi a maior conquista do Brasil", afirma José Garcia Gasques, coordenador-geral de Planejamento Estratégico do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

No caso da soja, a contribuição do cerrado cresceu dez vezes entre as décadas de 70 e 80, passando de 2% para 20% da produção nacional do grão. No ano passado, chegou a 68,5%. De fato, a soja foi tão bem adaptada ao cerrado que hoje ela é muito mais produtiva no Centro-Oeste do que no Sul, onde foi originalmente introduzida. Em Mato Grosso, os melhores produtores chegam a ensacar 4,6 toneladas de soja por hectare (a maior produtividade do mundo), enquanto no Rio Grande do Sul a produtividade média é de 2 toneladas por hectare (a menor do Brasil).

UMA QUESTÃO DE LUZ

A soja que brota hoje no cerrado é muito diferente da que foi levada da China para os Estados Unidos, 200 anos atrás, e de lá trazida para o Brasil, no fim do século 19 - sempre restrita a regiões de clima temperado, próximo ou acima dos 30 graus de latitude. O pacote completo de conversão tecnológica inclui sementes, solo, microrganismos fixadores de nitrogênio e práticas adequadas de manejo - todos fatores essenciais para a produtividade da lavoura. Mas a diferença crucial está mesmo no DNA da planta, que os cientistas brasileiros retemperaram para adaptá-la ao cardápio climático tropical.

Curiosamente, a principal adaptação que os pesquisadores tiveram de fazer não foi para altas temperaturas nem para escassez de água (que é abundante nos meses de primavera e verão), mas para o chamado fotoperíodo - o tempo de luz ao qual a planta precisa ficar exposta para se desenvolver.

A soja é uma leguminosa que gosta de dias longos, com mais de 12 horas de radiação solar. Nas regiões temperadas de alta latitude, onde ela se originou, isso é fácil: no verão, por causa da inclinação da Terra, os dias passam facilmente das14 horas de luz. Já nas regiões tropicais, próximas ao Equador, como é o caso do cerrado, os dias e as noites são menores e mais constantes. Na altura do paralelo 16, onde fica Brasília, o fotoperíodo máximo no verão é de 13 horas e meia. E para uma planta, meia hora a mais ou a menos de luz por dia faz muita diferença.

Em condições de menor período de luz, a soja floresce precocemente e pára de crescer. Sem o melhoramento genético feito pela Embrapa, a soja plantada no cerrado floresceria mais cedo e não cresceria mais do que 30 centímetros, o que seria impraticável do ponto de vista econômico. A pesquisa permitiu retardar o florescimento e, com isso, aumentar a chamada fase vegetativa (ou pré-reprodutiva) da planta de 30 dias para 45 dias, anulando o efeito do fotoperíodo sobre o florescimento. "É como se a gente retardasse o início da puberdade na espécie humana para termos indivíduos maiores", compara Souza.

Hoje, a altura média da soja no cerrado é de 80 cm e os produtores podem optar por variedades de ciclo reprodutivo curto, médio ou longo, dependendo das condições de cada região.

SELEÇÃO ARTIFICIAL

O melhoramento genético na agricultura obedece aos mesmos princípios da evolução por seleção natural, segundo os quais os indivíduos mais adaptados ao ambiente são naturalmente selecionados para sobreviver e passar seus genes para as próximas gerações. A diferença é que a seleção nesse caso não é feita pelo homem, em vez da natureza.

Assim como cada pessoa é um pouco diferente da outra, cada pé de soja é um pouco diferente do outro. Uns crescem mais rápido, outros produzem mais grãos, outros resistem melhor a uma determinada doença ou precisam de menos água para sobreviver. O que os cientistas "melhoristas" fazem é selecionar anualmente as melhores plantas de cada lavoura de pesquisa, que são então usadas como matrizes para a produção de novas variedades.

É um processo lento, trabalhoso, que tipicamente passa por milhares de cruzamentos. A cada safra, pesquisadores da Embrapa selecionam 50 mil linhagens de soja e estabelecem 300 experimentos de campo, com 30 linhagens cada um. Cada nova variedade leva de oito a dez anos de pesquisa para ficar pronta.

Plinio Souza leva a reportagem do Estado até um galpão da Embrapa Cerrados onde estão armazenados milhares de saquinhos com amostras de soja selecionadas de várias regiões. Do lado de fora, técnicos debruçados sobre uma mesa passam as mãos por uma pilha de grãos, catando e eliminado aqueles que têm algum defeito, da mesma forma como uma dona de casa "cata feijão" antes do jantar. Só os melhores grãos permanecem no páreo para virar uma nova variedade. "É daqui que vai sair a soja que estará no campo em dez anos", profetiza o pesquisador.

Souza sabe do que está falando. Foi ele quem selecionou, no início da década de 80, a primeira variedade lucrativa de soja para o cerrado, chamada Doko. Extremamente rústica e ao mesmo tempo produtiva, ela podia ser plantada em áreas recém-abertas (desmatadas), com bons retornos logo na primeira safra. Outras variedades precisavam de pelos menos três anos de cultivo de alguma outra cultura para dar o mesmo resultado, o que tornava o investimento inicial de abertura e correção do solo muito arriscado. "A Doko abriu de vez o cerrado para a soja", afirma Souza. O resto da agricultura veio no embalo.

Enquanto Souza selecionava as linhagens mais promissoras no campo, os cruzamentos genéticos eram feitos nos laboratório da Embrapa Soja, em Londrina, pelo melhorista Romeu Kiihl. A Doko, segundo ele, nasceu de uma mistura de variedades americanas e indonésias. "Pegamos o que tinha de bom em cada uma delas e juntamos", conta. Ele calcula que 50% dos ganho de produtividade da soja nas últimas três décadas deve-se ao melhoramento genético. A média nacional, que era de 1.700 kg/hectare na década de 80 saltou para 2.800 kg/hec, em 2006.

SOLOS E NITROGÊNIO

Juntos, Souza e Kiihl plantaram as sementes tecnológicas de boa parte do PIB agrícola brasileiro. Nem mesmo a melhor soja, com a melhor das genéticas, porém, teria tido qualquer chance de sucesso no cerrado se não fosse por duas outras frentes de pesquisa: o melhoramento de solos e a fixação biológica de nitrogênio.

O solo nativo do cerrado é extremamente ácido (pH 4) e carente de nutrientes básicos, como cálcio, fósforo e potássio. "Não dá para produzir nada", resume o agrônomo José Roberto Peres, hoje chefe de gabinete da presidência da Embrapa. Foram necessários muitos anos de pesquisa para chegar a uma receita eficiente de corretivos minerais e fertilizantes capazes de compensar essa deficiência. Especialistas calculam que, sem essa "correção", a produtividade da soja no solo nativo do bioma não passaria de 0,3 tonelada/hectare. Ou seja: seria impraticável.

O ingrediente mais importante dessa receita, porém, não é um fertilizante químico, mas uma bactéria. Seu nome é Bradirhizobium japonicum, ou simplesmente rizóbio. Ela vive uma relação de simbiose com a soja, retirando nitrogênio do ar e transferindo-o para a planta em troca de carboidratos metabólicos. Sem essa parceria, os produtores teriam de adicionar 360 quilos de adubo nitrogenado (uréia) por hectare de solo para que a soja rendesse alguma coisa no cerrado. "Seria economicamente impossível", afirma Peres. "Em vez disso, a bactéria tira todo o nitrogênio do ar. Não precisamos adicionar nada."

Toda a soja cultivada no Brasil utiliza o nitrogênio do rizóbio inoculado na semente. A medida que a planta se desenvolve, a bactéria se multiplica e forma nódulos nas raízes, que funcionam como usinas biológicas de nitrogênio. A tecnologia foi desenvolvida pela lendária bióloga Johanna Döbereiner, da Embrapa, morta em 2000. Peres foi um de seus alunos.

FERRUGEM

O melhoramento genético não termina nunca, pois sempre há novas dificuldades a serem superadas. A principal ameaça à produção de soja no País hoje é a ferrugem, uma doença também de origem asiática que chegou ao Brasil em 2001. O fungo entrou pelo Paraná e rapidamente se espalhou por todo o País, causando prejuízos de US$ 125 milhões logo no primeiro ano e de US$ 2,4 bilhões, na safra 2007/08, segundo cálculos do Consórcio Antiferrugem, criado em 2004 para combater a epidemia.

Há várias fungicidas disponíveis no mercado, mas o controle é difícil. E caro: cada aplicação custa o equivalente a três sacas de soja por hectare. Desde 2007, o Ministério da Agricultura estabeleceu um regime nacional de "vazio sanitário", um período de 90 dias na entressafra durante o qual é proibido ter soja verde no campo, como forma de cortar a propagação do fungo.

Empresas do setor público e privado prometem plantas resistentes para o mercado em 2009. "Não vamos eliminar a necessidade de fungicidas, mas acho que vai ajudar bastante", avalia Romeu Kiihl, que há cinco anos trocou a Embrapa (onde estava há 25) pelo setor privado. Hoje é diretor científico da TMG Tropical Melhoramento e Genética, uma empresa nos arredores de Londrina que também desenvolve variedades de soja resistentes à ferrugem.

Tanto a Embrapa Cerrados quanto a TMG lançaram suas primeiras variedades resistente à ferrugem em maio deste ano, no Congresso Brasileiro de Soja.

sábado, 26 de setembro de 2009

Especial

O pesadelo é nosso

Na contramão da tradição diplomática nacional, o Brasil se
intromete na política interna de outro país e o faz da pior
maneira possível: como coadjuvante de Hugo Chávez


Otávio Cabral e Duda Teixeira

Edgard Garrido/Reuters
À vontade
Zelaya dorme na embaixada brasileira em Tegucigalpa: ele se diz torturado por "mercenários de Israel" com "radiação de alta frequência"

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Lula tem na política o instinto matador que caracteriza os grandes artilheiros do futebol tão admirados por ele. Na semana passada, essa habilidade abandonou o presidente da República. Ele esteve em Nova York para discursar na abertura da 64ª Assembleia-Geral da ONU, palco privilegiado para fazer aquilo de que mais gosta e que faz como poucos: enaltecer o Brasil aos olhos do mundo. Em sua fala, Lula assinalou os avanços no uso de energias limpas no Brasil e mesmerizou os burocratas internacionais com ataques à caricatura do mercado onipotente. Ficou nisso. A maior parte do tempo passado sob os holofotes foi dedicada por Lula a falar de um país estrangeiro, Honduras, uma nação paupérrima sem nenhuma relação especial com o Brasil. Politicamente instável, Honduras vem de ejetar do posto e exilar um presidente, Manuel Zelaya, pela tentativa de desrespeitar a Constituição e, por meio da convocação de um plebiscito, perpetuar-se no poder.

Caso típico da contaminação ideológica patrocinada pelo venezuelano Hugo Chávez, Zelaya vendeu a Caracas seu pouco valorizado passado de latifundiário direitista. De repente, começou a se pautar pela cartilha populista chavista de miséria moral e material, supressão de liberdades individuais, desrespeito às leis, aos costumes civilizados, associação com o narcotráfico e, claro, eternização no poder – receita que estranhamente passou a ser chamada de esquerda na América Latina. Em uma operação comandada por Chávez, Zelaya foi conduzido de volta a Honduras e se materializou com numerosa comitiva na casa onde funciona a Embaixada do Brasil em Tegucigalpa. Esse hóspede incômodo, de aparência bizarra e com sinais evidentes de distúrbios mentais – ele se diz vítima de ataques por radiação de alta frequência e gases tóxicos que ninguém mais percebe –, foi o grande assunto de Lula em Nova York. O Brasil pode esperar outra oportunidade.

Zelaya é um problema dos hondurenhos que encurtaram seu mandato antes que ele o espichasse indefinidamente. É um problema também de Chávez, que não se conforma em perder o investimento feito na conversão dele ao seu credo. É um problema dos Estados Unidos pela proximidade geográfica e por estar na sua esfera de influência histórica. Pois a semana acabou com Zelaya sendo um problema e constrangimento para o Brasil. Golpe de mestre de Chávez, que evitou alojar Zelaya na Embaixada da Venezuela, ordenando a seus amigos na paradiplomacia brasileira chefiada por Marco Aurélio Garcia que o acolhessem na representação brasileira. "Hoje, o Brasil tem um problema em Honduras e Chávez, que o produziu, não tem nenhum", diz Maristela Basso, professora de direito internacional da Universidade de São Paulo. Chávez age como o líder do subcontinente americano. Faz troça dos Estados Unidos e ignora Lula.

Edgard Garrido/Reuters
SINTAM-SE EM CASA
Partidários de Zelaya sob proteção brasileira: a embaixada em Honduras foi convertida em palanque eleitoral


Com as eleições marcadas para o próximo dia 29 de novembro, o governo interino que derrubou Zelaya se preparava para reconduzir o país à normalidade democrática. O candidato ligado a Manuel Zelaya aparecia até bem colocado nas pesquisas de intenção de voto. Seria uma saída rápida e democrática para um golpe, coisa inédita na América Latina. Seria. Agora o desfecho da crise é imprevisível. O mais lógico seria deixar o retornado sob os cuidados dos amigos brasileiros até depois das eleições, que, se legítimas, convenceriam a comunidade internacional das intenções democráticas dos golpistas. E, claro, com-binar isso com os apoiadores e detratores de Zelaya nas ruas (veja a reportagem da enviada especial de VEJA, Thaís Oyama), já que elas costumam ter sua própria e volátil dinâmica. O Brasil, que poderia ser parte da solução da crise de Honduras, tornou-se, graças a Chávez, o problema. A embaixada brasileira agora tem um hóspede que ouve vozes e uma paradiplomacia que ouve ditadores estrangeiros.

"O Brasil passou à condição de refém de Zelaya. Ele jamais quis nossa proteção, tudo o que quer é usar a embaixada como palanque eleitoral", definiu na sexta-feira passada o embaixador Marcos Azambuja, expoente do passado de diplomacia profissional de padrão mundial que um dia prevaleceu no Itamaraty. O ministro-conselheiro Francisco Catunda Resende, único diplomata brasileiro em Honduras, foi quem recebeu Zelaya, acompanhado da mulher, Xiomara, filhos e bagagem, às 11 horas da manhã de segunda-feira. Catunda Resende já tinha sido informado, em termos misteriosos, da iminente chegada de um visitante ilustre, conforme VEJA apurou no Itamaraty. O que não estava combinado era que Zelaya transformaria a embaixada em comitê de campanha, com centenas de correligionários acampados dentro do prédio. Ele deu entrevistas dentro da embaixada e proferiu um discurso da varanda do 2º andar. Disse que lutaria pelo cargo até a morte e conclamou a população a resistir. Tomou conta do lugar com tal desfaçatez que seu pessoal se recusou a dividir com os funcionários brasileiros a comida enviada pela ONU. A situação é inédita nas relações internacionais (veja o quadro). Em geral, um país dá asilo em sua embaixada a alguém que é perseguido e corre risco no país. Não é o caso de Zelaya, que estava em segurança na Nicarágua e resolveu voltar para Honduras, onde há um mandado de prisão contra ele. A versão oficial do Itamaraty é que está "abrigando o presidente Zelaya numa situação peculiar, na qual ele corre risco" e que ele "não é um asilado". "Se eu estivesse lá, deixaria o presidente deposto entrar na embaixada e o manteria lá. O que não tem cabimento é a chegada de 300 aliados políticos, que passaram a utilizar a embaixada como um comitê", diz Roberto Abdenur, que foi embaixador em Washington.

Fotos Henry Romero/Reuters e Franklin Rivera/AFP
PAÍS TUMULTUADO
Hondurenhos protestam contra Chávez e, ao lado, partidário de Zelaya: o incrível latifundiário que virou ícone esquerdista


A ajuda a Zelaya é a confirmação da primazia da ideologia sobre o interesse nacional no governo Lula. Honduras só tem importância na retórica e nos planos de Chávez, que procura ampliar sua influência entre os pequenos países centro-americanos. Honduras não está na agenda diplomática do Brasil – aliás, de nenhum país exceto seus vizinhos e a Venezuela – porque não tem importância política ou econômica. É um exportador de bananas e, com sua instabilidade crônica, serviu de modelo para a criação da expressão "república bananeira". Praticamente, só conta com um parceiro comercial, os Estados Unidos. A crise é um daqueles casos em que os dois lados envolvidos não têm razão. Incentivado por Chávez, Zelaya tentou modificar uma cláusula pétrea da Constituição e instituir a reeleição. O Congresso e o Judiciário proibiram um plebiscito sobre o tema, que foi mantido por Zelaya. A Suprema Corte, então, decretou sua prisão. Em vez de prendê-lo, porém, um comando militar invadiu sua casa durante a madrugada e o expulsou do país, ainda de pijama. Em seu lugar foi empossado Roberto Micheletti, presidente do Congresso e membro do mesmo partido de Zelaya.

Houve um golpe de estado? Sim. País pequeno e pobre, Honduras foi transformada num caso exemplar do repúdio da comunidade internacional aos golpes de estado. Foi castigada com sanções econômicas e congelamento nas relações diplomáticas. Exceto por isso, o problema não era tão grande. A medida de força foi, até certo ponto, justificável pelas leis do país. Até o momento do golpe, o maior perigo para a democracia era o presidente Manuel Zelaya. Ele seguia os passos de Hugo Chávez, Rafael Correa e Evo Morales, e queria reescrever a Constituição para ampliar o próprio mandato. Não foi um golpe revolucionário, que rasga a Constituição, militariza o Poder Executivo e elimina a liberdade de expressão. Ao contrário, o objetivo era preservar as instituições. As eleições foram mantidas, com a presença da oposição, em 29 de novembro. Havia calma nas ruas, apesar de o país sentir o peso das sanções econômicas. A situação em Honduras só tinha importância para Zelaya. Se as eleições fossem realizadas, um novo presidente assumiria e o deposto cairia no anonimato. Em entrevista a VEJA, o americano Peter Hakim, do Diálogo Inter-Americano, um centro de estudos em Washington, colocou a questão em termos realistas: "Honduras pode ter cometido um pecado, mas não é a Sérvia ou Darfur. A comunidade internacional deveria focar no retorno da melhor democracia que eles possam ter". O governo Lula preferiu apoiar os planos de continuísmo de Zelaya. Essa intervenção jogou lenha na fogueira e pôs Honduras à beira da anarquia.

Rodrigo Abd/AP
CAOS E TEMOR
O país estava em paz, mas a volta do presidente deposto esquentou os ânimos: supermercado saqueado


Manuel Zelaya é o mais improvável dos ícones adotados pela esquerda pró-Chávez. Um homem rico, dono de fazendas e madeireiras, anda sempre de botas, guayabera (a camisa típica da América Central) e chapéu branco, de abas largas. Com quase 2 metros de altura, bigodão de mexicano em filme americano, ele cultiva a imagem de um homem do campo honesto e trabalhador. Gosta de ser chamado de "Comandante Vaqueiro". Filho de uma família tradicional de fazendeiros, Zelaya filiou-se ao Partido Liberal, o mais à direita de Honduras, em 1970. Seu pai tinha sido do mesmo partido, mas teve suas ambições políticas frustradas quando passou sete anos na cadeia. Foi condenado como mandante do assassinato de dois padres e treze agricultores sem-terra que haviam invadido sua propriedade. A aproximação com Chávez ocorreu em 2008 e contou, no início, com apoio no Congresso. Em troca de 130 milhões de dólares, 4 milhões de lâmpadas e 100 tratores, Honduras entrou para a Alba, a associação de amigos de Chávez.

Os hondurenhos desconheciam então que o presidente também recebera de Chávez conselhos perversos sobre como se utilizar de mecanismos democráticos, como eleições e plebiscitos, para aniquilar a democracia e se perpetuar no poder. Um comunista diria que faltaram ao chavista neófito as condições objetivas para aplicar o modelo bolivariano de tomada do poder. Em fim de mandato, com popularidade baixa (30%), andava às turras com os companheiros liberais e, quando não conseguiu cooptar o chefe das Forças Armadas para a realização do plebiscito, ele fez a besteira de demiti-lo sumariamente. É um mistério como ele pretendia ser aceito como caudilho sem ter o apoio do Judiciário, do Legislativo, das Forças Armadas e da população. É difícil deduzir se Zelaya se atrapalhou por esperteza ou ingenuidade. Não se deve descartar a hipótese de que o homem seja um lunático. Como sugere sua queixa, na semana passada, de que "um grupo de mercenários israelenses" estava perturbando seu cérebro com "radiações de alta frequência". A paranoia dos raios mentais é um sintoma clássico de esquizofrenia. O certo é que Zelaya não cabe no figurino de um mártir da democracia.

Oswaldo Ribas/Reuters
SEQUELAS DO GOLPE
Roberto Micheletti, presidente interino de Honduras: sanções econômicas já causaram uma queda de 6% no PIB hondurenho


Desde que foi deposto e expulso do país, em 28 de junho, Zelaya conta com a ajuda do Brasil. O presidente Lula e o senador José Sarney o receberam em Brasília com honras de chefe de estado. Um exagero, mas ainda dentro do razoável. Lula é obcecado por fazer do Brasil um protagonista no cenário mundial. Daí a mania de dar palpite em temas sobre os quais seria melhor ser discreto. O Brasil está bem equipado para desempenhar um papel mais ativo. Uma das dez maiores economias do mundo, o país é uma democracia de dimensões continentais. Seu presidente, por sua vez, é festejado e bem-vindo no exterior. Pode-se contar também com o apoio dos Estados Unidos, que veem o fortalecimento do Brasil como uma boa forma de conter a influência de Chávez no continente. Se o país é humilhado pelos vizinhos, tem suas riquezas roubadas impunemente e acumula derrotas nos organismos internacionais, é porque o presidente e seus diplomatas escolheram o caminho da ideologização da diplomacia nacional (veja o quadro). Qualquer regime minimamente antiamericano conta com o apoio tático do governo brasileiro – ainda que esteja envolvido em genocídio, como o do Sudão, ou seja tratado como pária mundial, como o do Irã. As estripulias dos governantes de esquerda da região – mesmo que eles estejam agindo contra os interesses brasileiros – são toleradas em silêncio pelo presidente Lula. "Por causa dessa política externa, estamos sempre a reboque dos acontecimentos", disse a VEJA Rubens Barbosa, que foi embaixador brasileiro em Washington. O Brasil poderia ser protagonista de uma solução pacífica em Honduras, cujo formato foi definido por Oscar Arias, Prêmio Nobel da Paz e presidente da Costa Rica, com o apoio dos Estados Unidos e da Organização dos Estados Americanos. Chávez foi mais convincente. Na Assembleia-Geral da ONU, em rompante, Lula chegou a dar ultimato ao governo de Honduras. Vai mandar os fuzileiros navais? Seria a suprema vitória de Chávez na armadilha que armou para Lula.

Com reportagem de Thomaz Favaro

domingo, 20 de setembro de 2009

Será que não estão vendo que ambos são aliados no cerco sul aos EUA através do Foro de São Paulo? Chávez vai às compras em Moscou e às vendas (de material físsil) em Teerã sendo bem sucedido em ambos e alguém acredita que, se até os jornalistas de esquerda falam disto, a Casa Branca nem desconfia?

yes_we_canOntem, o atual morador da Casa Branca, Barack Hussein, o Obaminável, destruiu a rede de defesa antimíssil que seria instalada na Polônia (mísseis interceptadores) e na República Tcheca (radares de alerta antecipado). Num discurso cheio de floreios e uma obra prima de desfaçatez, anunciou "uma nova arquitetura" de defesa para o território americano. Rendeu-se às ameaças de Putin e fez ouvidos moucos aos tradicionais aliados na Europa do Leste que conhecem muito bem os russos. Quem primeiro deu o alarme foi o Primeiro Ministro Tcheco, pois sabe que deixar as mãos do KGB livres significará em pouco tempo a "nova arquitetura" da velha Cortina de Ferro.

Barack Hussein anunciou que o novo inimigo passa a ser o Irã e, dizem alguns comentaristas provavelmente contratados pela Casa Branca ou idiotas úteis, procura conquistar o apoio de Putin contra Ahmadinejad. Será que não estão vendo que ambos são aliados no cerco sul aos EUA através do Foro de São Paulo? Chávez vai às compras em Moscou e às vendas (de material físsil) em Teerã sendo bem sucedido em ambos e alguém acredita que, se até os jornalistas de esquerda falam disto, a Casa Branca nem desconfia? E será que ninguém desconfia que Barack foi eleito exatamente para completar o suicídio da águia, que venho anunciando há anos através dos artigos com este título no site Mídia Sem Máscara?

O Obaminável é o "Manchurian Candidate": o robô do "shadow party" e da rede de organizações da elite de esquerda americana que, fundada e comandada por George Soros, vem tentando tomar de assalto a Casa Branca para levar a cabo a destruição final dos EUA. Esta rede inclui, entre outras, o Open Society Institute, o Center for American Progress Democrats, a Apollo Alliance, a ACORN, a MoveOn.org. A Apollo Alliance conta entre seus quadros com Van Jones, o nomeado "Green Jobs" Czar, comunista confesso e ex-integrante da STORM (Stand Together to Organize a Revolutionary Movement).

Soros e seus associados vão assim completando a tarefa que se impuseram quando Soros disse que os Estados Unidos da América constituíam o pior mal da humanidade. Vai conseguir extirpar o mal através de seu marionete instalado na Casa Branca.

A tática para atacar quem se opõe ao Obaminável é primária e rasteira: racismo, como os milhões de manifestantes em Washington D.C. foram chamados por Carter. Esta oposição, lá como fora, tem a ver com cor sim, não a externa, negra, mas com a interna, vermelha. Um dos maiores oposicionistas é o ex-candidato a Presidente Alan Keyes, também negro.

Quem se opõe a Soros também é chamado de anti-semita porque a maioria desconhece a verdadeira identidade e história horripilante deste gajo. Seu nome verdadeiro é György Schwartz. Quando em 1944 Eichman chegou à Hungria para apressar a "solução final" do problema judaico, o pai de György, Tivadar, conseguiu documentos falsos para todos os filhos e os distribuiu entre famílias cristãs de Budapest. György, então com 14 anos, foi para a casa de um homem cujo trabalho era confiscar as propriedades dos judeus e György o acompanhava e adorava a tarefa. Naquele ano 70% dos judeus húngaros, aproximadamente 1 milhão, foram exterminados. Para ele foi "o melhor ano de sua vida".

E esta bondosa criatura está com os olhos voltados para o Brasil. Desde FHC tem uma enorme influência sobre a economia brasileira através de seu ex-funcionário (?) Armínio Fraga que se associou recentemente, através de sua firma de gestão econômica Gávea, a David Neeleman e Julio Bozano para fundar a companhia aérea AZUL. Além disto, pouco antes de Barack mandar milhões de dólares para a PETROSSAURO, György comprou uma grande fatia da empresa. Inside information? Who knows?

Ontem nosso Abominável brasileiro mandou abrir o capital do Banco do Brasil até 20%. Terá o dedo de György, que comprará uma grande parte? Devemos ficar atentos. Se for verdade, brasileiros apertem o cinto: o piloto ASSUMIU!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

No quarto escuro




No quarto escuro

J.R. GUZZO

"SERIA PROVAVELMENTE UM POUCO MAIS FÁCIL COMPREENDEr
PARA ONDE O BRASIL ESTÁ INDO SE FOSSE POSSÍVEL CONHECER
UM POUCO MAIS DA FICHA PSICOLÓGICA DO PRESIDENTE"

Raramente, ou nunca, se ouve falar de presidentes da República, primeiros-ministros ou outros tops de linha da vida pública que vão regularmente ao psicanalista – ou ao psiquiatra, psicólogo, psicoterapeuta, como se queira. Por que será? Não haveria nada de mau se fossem. Afinal, são seres humanos como quaisquer outros; como quaisquer outros, têm uma cabeça e os problemas que vêm dentro dela. O fato de ocuparem o topo da cadeia alimentar do mundo político, em suma, não os livra da sentença que o compositor Caetano Veloso tornou célebre: "De perto, ninguém é normal". Pensando bem, deveriam recorrer a esse tipo de assistência até mais que os cidadãos comuns, pois faz parte de sua atividade tomar decisões que podem afetar todo mundo, e muitas vezes o que decidem é o resultado do que têm lá no fundo de sua personalidade.

Basta olhar um pouco mais o comportamento dessa gente toda para constatar que o assunto deveria merecer atenção maior do que a que geralmente recebe. O ex-presidente George W. Bush, por exemplo, dava a impressão de ser uma pessoa claramente necessitada de algum tipo de ajuda psicológica profissional. O presidente da França, Nicolas Sarkozy, cuja hiperatividade é tão comentada, parece ser outro caso interessante. Ninguém acharia estranho, também, se cruzasse na antessala do analista com Hugo Chávez, Silvio Berlusconi ou Muamar Kadafi. E esse cidadão que era presidente de Honduras e vive perturbando a paciência de meio mundo para recuperar o emprego que perdeu? O homem não aparece, nunca, sem aquele chapéu; é esquisito.

E por aqui? Por aqui temos o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua própria personalidade. Cada caso é um caso, claro. Ninguém está dizendo, pelo amor de Deus, que os nomes citados se equivalem, ou têm os mesmos problemas. Trata-se, simplesmente, de observar que o presidente da República também está sujeito às diversas complicações que povoam o quarto escuro onde funciona a mente dos homens. Ou seja, não dá para entender apenas através da política o que ele diz e faz; certas coisas só mesmo o psicanalista pode explicar, e ainda assim não é sempre que consegue. O fato é que seria provavelmente um pouco mais fácil compreender para onde o Brasil está indo se fosse possível conhecer um pouco mais da ficha psicológica do presidente. Que problema poderia haver nisso? Psicanálise, é verdade, é vista como coisa de classe média alta; mas Lula é da classe média alta, pelo menos. Também é certo que custa caro, mas isso não seria problema para quem já tem direito a Airbus particular, cartão de crédito corporativo e plano médico pago pelo Erário; duas boas sessões de cinquenta minutos por semana não iriam destruir o orçamento da União. Falta de tempo para deitar no divã? Não seria por aí, certamente.

Os ganhos, em compensação, poderiam ser bem interessantes. Um profissional das ciências ligadas à mente talvez ajudasse a entender, por exemplo, por que o presidente praticamente não consegue dizer um "bom dia" sem falar mal de seus opositores, reais ou imaginários, sobretudo se fizeram parte do governo que o antecedeu. De onde vem tanto rancor? Não é normal. Mesmo quando está comemorando alguma coisa boa, real ou imaginária, Lula sempre encontra um jeito de sair de pau para cima de alguém; dá a impressão de que só fica satisfeito, mesmo, quando agride, critica ou faz pouco de quem coloca na sua lista de adversários. É um problema, porque esse tipo de distúrbio, quando vem de cima, parece transmissível; ministros de estado, principalmente se são candidatos à sucessão presidencial, aliados e bajuladores em geral adquirem com facilidade os mesmos sintomas. E a soberba, então? Seria difícil encontrar, na vida pública brasileira, alguém tão convencido quanto Lula da sua própria superioridade; acha que cabe a ele ou a seu governo, sem a menor dúvida, tudo o que existe ou pode existir de bom neste mundo, da descoberta do pré-sal à invenção do ovo frito. Como já observou o poeta Ferreira Gullar, é um dos grandes mistérios da nossa história saber como o Brasil conseguiu sobreviver sem Lula durante os primeiros 502 anos de sua existência. Os psicanalistas também teriam um trabalhão para determinar por que o presidente fica tão bravo, o tempo todo, com os que têm ideias diferentes das dele em questões de governo; são acusados de ser inimigos do Brasil, dos pobres, da justiça, do progresso e dos Dez Mandamentos. Na melhor das hipóteses, como ocorreu há pouco, são chamados por Lula de "imbecis".

Cabeça a estudar, sem dúvida.

sábado, 12 de setembro de 2009

Aspirante a ditador

Buenas,
Mais uma enrabada no molusco, não leva uma o coitado.
Volta pro torno.
E ainda acha que é capaz de decicidir alguma coisa.
Virou o bobo alegre do mundo, aliás, como nunca na história desse mundo.

Leiam a matéria do blog do Coronel:


Evo decidiu: seu avião será um Antonov.
Evo Morales foi Evo Morales, novamente. Depois de prometer a Lula que compraria um avião presidencial da Embraer,comprou um Antonov, da Rússia, que também vai equipar a aviação civil do país. Lógico que deu a notícia apenas agora, depois que Lula deixou quase U$ 332 milhões em investimentos do BNDES na "transcocalera", há alguns dias atrás. Bem feito.
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O Sarkozy do Evo é Dimitri Medvedev. “ Já decidimos no gabinete a compra de um avião presidencial, será um avião da Rússia, tudo porque seu embaixador na Bolívia me traz uma mensagem do presidente da Rússia e me disse: se compramos o avião da Rússia, eles vão implementar na Bolívia um centro de manutenção de aviões russos", afirmou Evo Morales. Sobre o Lula e a Embraer, o índio cocalero nada falou. O que dirá o nosso diplomata bolivariano Marco Aurélio Garcia depois de mais esta "cornada" do irmão mais pobrecito do Lula?
"Não tenho obrigação de decidir isso amanhã, depois da manhã ou no ano que vem. Eu decido quando quiser. É isso."
Que tal a petulância do aspirante a ditador, ta se achando o dono do Brasil.Deve achar que o Brasil é a área de serviço do apartamento dele.Leiam a matéria do blog do Coronel:
Negócio de compadres.

Ontem, Lula declarou que a compra de caças, um negócio da ordem de U$ 4 bilhões, vai ser feito em cima de um acordo de compadres, de uma promessa política em encontro de menos de 24 horas, assinada em guardanapo egípcio, em oposição aos resultados de um profundo estudo feito pela Aeronáutica:
"Não existe proposta até agora, fora a do Sarkozy, dita a mim pessoalmente, de flexibilizar".
Ontem, Lula declarou que, além de ser uma ação entre amigos, o negócio não era tão urgente assim, que justificasse o açodamento do anúncio que fez, definindo, de forma altamente suspeita, uma concorrência internacional em pleno andamento, depois de algumas taças de vinho:
"Não tenho obrigação de decidir isso amanhã, depois da manhã ou no ano que vem. Eu decido quando quiser. É isso."
Ontem, Lula, além de deixar claro que o negócio é entre compadres e que ele só vai decidir o dia que acordar invocado e ligar para o Sarkozy, mandou a Aeronáutica calar a boca e fazer o seu reles trabalhinho técnico:
"A FAB tem o conhecimento tecnológico para fazer avaliação e vai fazer, eu preciso que ela faça. Agora, a decisão é política e estratégica. E essa é do presidente da República e de ninguém mais."
Agora só falta, por parte dos militares, a suprema covardia e submissão: mudar o relatório e indicar que o Rafale, cujo nome lembra a falência que estava prestes a arrasar a Dassault, foi o vencedor da concorrência. Se o atual Ministro da Defesa, Nelson Jobim, ficou famoso por mudar a Constituição na calada da noite, durante a Constituinte, é mais do que uma possibilidade.