Invasor da USP


Em três linhas escritas por um “invasor” da USP, o retrato da miséria educacional brasileira

Eu juro! Essas coisas acontecem.
O “Vinicius” — a mensagem vem até com sobrenome e e-mail, mas eu vou poupá-lo de si mesmo — me envia o seguinte comentário. Volto depois.
Reinaldo,
Vc so fala BOSTA.
Qdo vc for na USP e saber como as coisas funcionam vc vai saber emetir opinião. Se vc quizer que eu mostre a realidade para vc, terei o maior prazer.
Voltei
Não sei que tipo de prazer ele sonha ter comigo. Não vejo como, física ou espiritualmente. Que mundo este! Quando eu “SABER” (!!!) como as coisas funcionam, então poderei “EMETIR” opinião, entenderam??? Isso se eu“QUIZER”, é claro! O “SO” é o mais novo monossílabo átono da língua, forjado no calor da batalha…
Entendi, Vinicius! Você pretende obter “prazer” me botando na cadeira do dragão da língua portuguesa, no torniquete da Inculta & Bela, no pau de arara da “Última Flor do Lácio”. Ele se oferece para ser o meu Virgílio nos círculos do inferno, a minha Beatriz do Paraíso! O que eu faço com ele? Já sei! Vou lhe dar um chute no traseiro.
Vá se instruir um pouco, animal!
Eis aí o resultado de nove anos de militância em favor da ignorância. Enquanto o Apedeuta acumula títulos “honoris causa” concedidos por cretinos deslumbrados, a marcha da ignorância progride, com os analfabetos, também morais, de diploma na mão. Esse é o resultado do “Enem” patrulheiro e ideologicamente orientado de Fernando Gugu-dadá Haddad, que não consegue nem manter o sigilo das provas. Já comento a entrevista indecorosa que este senhor concedeu ao Estadão de hoje.
Daqui a pouco, aparecem os petralhas para me acusar de enroscar com a gramática do moço porque fiquei com medo da agudeza de suas idéias…
Por Reinaldo Azevedo

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