PF deflagra 9ª fase da Lava Jato: tesoureiro do PT é alvo

Foram expedidos mandados de condução coercitiva e busca e apreensão contra João Vaccari Neto. Agentes cumprem 62 mandados em SP, RJ, SC e BA

Daniel Haidar
O tesoureiro do PT João Vaccari Neto: alvo da 9ª da Lava Jato
O tesoureiro do PT João Vaccari Neto: alvo da 9ª fase da Lava Jato (Sérgio Lima/Folha Imagem/Folhapress)
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira a nona fase da Operação Lava Jato. Os alvos desta vez são operadores do esquema do petrolão na Diretoria de Serviços da Petrobras. Foram expedidos 62 mandados para São Paulo, Bahia, Santa Catarina e Rio de Janeiro: 1 de prisão preventiva, 3 de prisão temporária, 18 conduções coercitivas e 40 de busca e apreensão. Entre os alvos está o tesoureiro do PT João Vaccari Neto, contra quem foram expedidos mandados de busca e condução coercitiva – ele será, portanto, conduzido obrigatoriamente para prestar depoimento. Vaccari será ouvido em São Paulo.
Esta fase da Lava Jato foi batizada de My Way, em referência ao codinome que Pedro Barusco, ex-gerente de Serviços da estatal, usava para se referir em suas planilhas de controle a Renato Duque, indicado pelo ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e apontado como o interlocutor do PT no esquema de corrupção. A ação desta quinta foi motivada por informações passadas por Barusco em acordo de delação premiada.
Em São Paulo, os agentes cumprem 10 mandados de busca e apreensão e 2 de condução coercitiva, todos na capital. No Rio de Janeiro, são 12 de busca e apreensão, 8 de condução coercitiva e 1 de prisão preventiva, também na capital. Na Bahia, são 2 mandados de busca e apreensão e 1 de condução coercitiva, cumpridos em Salvador. Já em Santa Catarina os agentes cumprem 16 mandados de busca, 7 de condução coercitiva e 3 de prisão temporária nas cidades de Itajaí, Balneário Camboriú, Navegantes, Palmitos, Penha e Seara.
A PF mira nesta operação aqueles que providenciavam os pagamentos de propina efetuados pelas empreiteiras que integravam o clube do bilhão – e não apenas no esquema da Petrobras, mas em vários outros segmentos do governo.

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