Metade do PIB está concentrada em 57 municípios

Metade do PIB está concentrada em 57 municípios

Dentro desse universo, apenas seis capitais produzem, juntas, 25% da riqueza gerada no país em 2012, informou o IBGE

São Paulo gerou 11,4% do PIB nacional em 2012, informou o IBGE
São Paulo gerou 11,4% do PIB nacional em 2012, informou o IBGE (Antônio Milena/AE/VEJA)
A renda de 57 munícipios, de um total de 5.565, concentrava cerca de metade de toda a riqueza gerada no país em 2012, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quinta-feira. Dentro desse universo, apenas seis capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Belo Horizonte e Manaus) produziam, juntas, 25% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro naquele ano.
São Paulo se manteve como o município que gerou mais renda no país, com participação de 11,4% do PIB nacional. Em seguida, vem o Rio de Janeiro (5%), Brasília, (3,9%), Curitiba (1,3%), Belo Horizonte (1,3%) e Manaus (1,1%). Com 25% da renda, estes municípios representavam 13,6% da população. 
Considerando todas as 27 capitais brasileiras, a participação no PIB foi de 33,4%, a menor de toda a série histórica, que começou em 1999. Santa Catarina foi o único estado a mostrar independência na geração de riqueza em relação à capital: Florianópolis gerou 7,1% da renda estadual, atrás de Itajaí (11,1%) e Joinville (10,3%).
Em 2012, as regiões Norte e Nordeste continuaram se caracterizando por uma dependência dos estados em relação às capitais, sendo a principal verificada no Amazonas: Manaus contribuiu com 77,7% do PIB estadual. 


Excluindo-se as capitais, onze municípios destacaram-se por gerarem mais de 0,5% do PIB, agregando 8,7% da renda do país. Essas cidades com grande integração entre indústria e serviços eram: Campos dos Goytacazes (RJ), 1,0%; Guarulhos (SP), 1,0%; Campinas (SP), 1,0%; Osasco (SP), 0,9%; Santos (SP), 0,9%; São Bernardo do Campo (SP), 0,8%; Barueri (SP), 0,8%; Betim (MG), 0,6%; São José dos Campos (SP), 0,6%; Duque de Caxias (RJ), 0,6%, e Jundiaí (SP), 0,5%.

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