Mercado eleva projeção para inflação em 2014 a 6,29%

Segundo economistas ouvidos pelo Banco Central, economia brasileira também está piorando e só deve crescer 0,48% neste ano

Mercado acredita em inflação perto do teto da meta nesta ano, de 6,5%
Mercado acredita em inflação perto do teto da meta nesta ano, de 6,5% (Germando Luders /VEJA)
Economistas de instituições financeiras elevaram a projeção de alta do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano de 6,27% para 6,29%, de acordo com a pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira. Eles também estão menos confiante com o crescimento econômico do ano e diminuíram a estimativa de 0,52% para 0,48%. Esta é a 15ª semana seguida de diminuição da expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB). Para 2015, o mercado manteve a projeção de 1,10% para a alta do PIB e de 6,29% para a inflação.
Na sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA acelerou 0,25% em agosto, depois de ficar estável em julho, e estourou o teto da meta em 12 meses, de 6,5%. Essa é a segunda vez no ano que o indicador de alta de preços ultrapassa o limite considerável "saudável".
A economia brasileira também não está nem um pouco animadora. Há duas semanas, o IBGE divulgou queda de 0,6% do PIB, o que levou o Brasil para a recessão técnica, caracterizada por dois trimestres consecutivos de recuo. Entre janeiro e março, a economia retrocedeu 0,2%, na revisão anunciada no mesmo dia.
Juros - O BC mostrou ainda, nesta segunda, que o mercado espera que a Selic feche o ano no atual patamar de 11%, enquanto para 2015 a estimativa média passou a 11,63%, contra 11,75% na pesquisa anterior.
Na quarta-feira passada o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa básica de juros em 11% ao ano. A ata da reunião sairá nesta quinta-feira e deve orientar o mercado sobre o futuro dos juros e como o governo vai lidar com a inflação

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