segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Aeroportos...,

                                       
                                           Aeroporto Galeão/Antonio Carlos Jobim: governo quer 4,828 bilhões de reais para a empresa que for administrar e ampliar o aeroporto por 25 anos (Foto: infraero.gov.br)

O governo lulopetista sabe desde 2007 que o Brasil será a sede da Copa do Mundo de 2014.
Sempre soube que, para tanto, precisaria ampliar e modernizar os principais aeroportos do país.
Por fatores a que não esteve alheio o preconceito ideológico, demorou em admitir que a estatal Infraero, atual responsável pelos aeroportos — pequenos, defasados tecnologicamente e mal administrados em relação a equivalentes até de países pobres da África –, não daria conta da tarefa.
Ruminou estudos e concessões e executou intermináveis idas e vindas que passaram do governo Lula para o governo Dilma.
Decidiu por um modelo que concessão que conseguiu enfiar a Infraero em todos os futuros consórcios e em parte da gestão dos respectivos aeroportos, detendo 49% do capital — uma privatização a meia-boca, portanto.
Vencendo muxoxos de brigadeiros aposentados da Infraero e pressões de dentro do próprio governo, acabou conseguindo fazer leilões de concessão para o principal aeroporto do país, o Aeroporto Internacional Franco Montoro, em Guarulhos (SP), para o que é quarto em movimento de passageiros (já quase alcançando o do Galeão/Antonio Carlos Jobim, no Rio) – o Aeroporto Internacional Presidente Juscelino Kubitschek, em Brasília –, e também o de Viracopos, em Campinas (SP).
Sem surpresas, para uma privatização envergonhada em que a Infraero estará no meio da história, nenhum dos consórcios vencedores está entre os que administram os principais aeroportos do mundo.
Do buquê de aeroportos necessitados de urgente modernização, acabaram ficando para o final dois dos mais importantes — o Galeão/Antonio Carlos Jobim, que durante décadas foi o principal portão de entrada e saída do país por via aérea, e o de Confins, em Belo Horizonte.
Resolveu-se pela privatização em dezembro de 2012.
Só hoje, porém, nove biológicos meses depois, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou em seu site o edital do leilão de concessão dos dois aeroportos. O governo quer um mínimo de 4,828 bilhões de reais do consórcio que for administrar o Galeão/Tom Jobim por 25 anos, e 1,096 bilhão da empresa ou grupo de empresas que se encarregará de Confins pelo mesmo período.
As propostas das empresas interessadas serão apresentadas mais adiante — no dia 18 de novembro, na sede da Bovespa/BM&F, em São Paulo.
O leilão propriamente dito ocorrerá no dia 22 de novembro.
Segue-se uma interminável série de providências burocráticas e comerciais que irão devorar o restante deste ano e o ano de 2014 inteiro.
Com isso, as empresas assumirão os dois aeroportos no início de 2015 — seis meses depois de terminada a Copa do Mundo de 2014.
Estamos no governo da “gerente” Dilma Rousseff.

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