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sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Brasília se livrou de Dilma. E Lula não escapará de Curitiba.

Duas ótimas notícias iluminaram o Sete de Setembro do Brasil que pensa: a Assombração do Alvorada se foi e a Lava Jato continua pelo menos por mais um ano.


Duas notícias especialmente bem-vindas tornaram mais luminoso o Sete de Setembro do Brasil que pensa. A primeira: Dilma Rousseff enfim caiu fora do Palácio da Alvorada. Na véspera do Dia da Independência, despachou seus pertences para Porto Alegre em cinco caminhões de mudança e, na última viagem gratuita como freguesa da FABTur, decolou rumo à capital gaúcha, que dividirá com o Rio o duvidoso privilégio de hospedar a ex-presidente.
Lá, terá todo o tempo do mundo para retribuir as manifestações de apoio dos companheiros. Poderá, por exemplo, enfeitar o palanque de Raul Pont e, com duas ou três aparições, dinamitar as esperanças eleitorais do candidato do PT à prefeitura. Também estará disponível para consolar os nostálgicos da governante desgovernada com discurseiras de improviso  em atos de protesto contra golpistas em geral, festanças de casamento ou festinhas de batizado. Há espaços na agenda para tudo.
A segunda notícia é ainda mais animadora para o país que presta: por decisão do Conselho Superior do Ministério Público Federal, foi estendido até 8 de setembro de 2017 o prazo de validade da Operação Lava Jato, que deveria vencer nesta semana. Os bandidos que sonhavam com o fim da insônia provocada pelo medo de cadeia ficarão sem dormir pelo menos mais um ano. Lula, por exemplo, continuará a ser atormentado, com os olhos abertos, por pesadelos em meio aos quais ouve batidas na porta às seis da manhã ou a voz de Sérgio Moro formulando perguntas sem respostas.
Não é o atual presidente da República o verdadeiro Grande Satã da seita que, despejada do poder, ordenou a seus devotos que atravessem os dias berrando “Fora Temer”. Quem o Mestre e seus discípulos querem ver pelas costas (e fora dos tribunais) é Sérgio Moro, e com ele todos os procuradores e policiais engajados na Lava Jato. Lula e sua turma sabem que a fonte de suas angústias não está em Brasília. Funciona em Curitiba.

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