Mercado já prevê inflação acima de 10% em 2015

Para o ano que vem, economistas ouvidos pela pesquisa Focus projetam IPCA de 6,5%, no teto da meta perseguida pelo Banco Central


Sindicalistas da Força Sindical fazem protesto em frente a sede do Banco Central contra a alta dos juros, inflação e desemprego na a avenida Paulista, nesta terça-feira (20)
Sindicalistas da Força Sindical fazem protesto em frente a sede do Banco Central contra a alta dos juros, inflação e desemprego na a avenida Paulista, nesta terça-feira (20)(Gabriel Soares/ Brazil Photo Press/Folhapress)
A inflação de 2015 deve passar de 10%, segundo a nova projeção dos economistas ouvidos na pesquisa Focus, realizada semanalmente pelo Banco Central. Para 2016, a previsão é de IPCA de 6,5%, no limite do teto da meta de inflação perseguida pelo BC.
A pesquisa semanal mostrou que a expectativa para a alta do inflação neste ano é de 10,04%. Na semana passada, a projeção era de 9,9%. A projeção para 2016 havia sido de 6,2% na última semana. O centro da meta de inflação no Brasil é de 4,5%, com tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
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O BC mudou recentemente seu discurso e passou a destacar que fará o que for preciso para levar a inflação ao centro da meta em 2017. Antes, dizia que esse nível seria atingindo ao final de 2016.
A expectativa para a alta dos preços administrados no ano que vem piorou pela nona semana seguida e chegou a 7% - há uma semana, havia sido de 6,95%. Para este ano, permanece em 17%.
Apesar da maior pressão inflacionária, o levantamento com uma centena de especialistas não mostrou desta vez alteração na perspectiva para a taxa básica de juros no final do ano que vem. A previsão segue sendo de taxa Selic de 13,25%. Também foi mantida a previsão de Selic de 14,25% no fim de 2015.
A perspectiva para a economia em 2015 parou de se deteriorar no Focus após dezessete semanas seguidas de piora. Segundo a nova previsão, o produto interno bruto (PIB) de 2015 deve recuar 3,1%. Mas os economistas ouvidos pelo BC pioraram sua previsão para o ano que vem, e agora projeta que da de 2% do PIB. Na semana passada, a previsão era de contração de 1,9%.
(Com Reuters)

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