GM paralisa toda a produção de veículos no Brasil

Cerca de 6.200 metalúrgicos foram colocados em férias coletivas nesta segunda nas fábricas de Gravataí e São José dos Campos

Linha de montagem na fábrica da General Motors em Glórinha, no Rio Grande do Sul
Linha de montagem na unidade da General Motors no Rio Grande do Sul(Jefferson Bernardes/VEJA)
A General Motors, segunda maior montadora do país, paralisou toda a produção de carros no Brasil nesta segunda-feira. Segundo sindicatos locais, a companhia que controla a marca Chevrolet colocou, hoje, 6.200 metalúrgicos em férias coletivas nas linhas de montagem de São José dos Campos (SP) e de Gravataí (RS). A sede localizada em São Caetano do Sul (SP) já estava com as atividades interrompidas desde o início do mês. Outras duas unidades, uma em Joinville (SC) e outra em Mogi das Cruzes (SP), que fabricam motores e componentes de carros, também colocaram os funcionários em férias coletivas ou em lay off. As informações foram confirmadas pela assessoria de imprensa da GM.
Na fábrica em Gravataí, cerca de 900 empregados já haviam sido afastados de seus postos desde o início do ano. Agora, o sindicato informou que mais 4.500 foram dispensados temporariamente. "Calculamos que, por conta das férias na GM, outros 5,5 mil sistemistas de produção tenham sido afetados e paralisaram suas atividades", afirmou a secretária executiva do sindicato dos metalúrgicos de Gravataí, Taciê Dias.
Na planta de São José dos Campos, mais 1.700 empregados entraram em férias coletivas, segundo o sindicato. Além desses, há cerca de 780 metalúrgicos com os contratos de trabalho suspensos (em regime de lay off). A unidade mantém cerca de 5.200 trabalhadores, que produziriam cerca de 18 veículos por hora. "Estão mantidas apenas as produções de kits para exportação conhecidos como CKD, motores e transmissores", afirmou uma fonte do sindicato que não quis ser identificada.
Em São Caetano do Sul, os 5.500 metalúrgicos da unidade entraram em férias coletivas a partir do dia 11 de junho, segundo o sindicato. "Está tudo parado desde o começo do mês. Estamos preocupados com possíveis demissões", afirmou o líder do sindicato dos metalúrgicos de São Caetano do Sul, Aparecido da Silva. Segundo ele, cerca de 1.400 empregados da planta foram desligados, incluindo os de programa de demissão voluntária.
Segundo os sindicatos, o cenário é reflexo da crise econômica que assola as montadoras no país, que têm visto a demanda por veículos diminuir e os estoque nas fábricas aumentar. Procurada, a GM do Brasil confirmou a paralisação e as férias coletivas, mas não informou o número total de empregados afastados.
"A General Motors do Brasil informa que, em acordo com os respectivos sindicatos, irá conceder a empregados da linha de produção nos complexos industriais de São Caetano do Sul (SP), São José dos Campos (SP) e Gravataí (RS) e das fábricas de Mogi das Cruzes (SP) e de Joinville (SC) férias coletivas edays off. A medida tem como intuito ajustar o volume de produção à atual demanda do mercado", escreveu, em nota, a empresa.

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