Paróquia São Sebastião


HISTÓRIA DA PARÓQUIA SÃO SEBASTIÃO - ABELARDO LUZ
Até 1971, na região de Abelardo Luz, só havia extração da madeira e erva mate. O povo estava concentrado nas serrarias e espalhado pelas terras devastadas. Em 1973, chegou à região uma grande leva migratória do Rio Grande do Sul, em busca de terras planas e baratas.
  A Paróquia São Sebastião foi criada em 15 de agosto de 1963, pelo bispo de Chapecó Dom Wilson Laus Schmit. Foi desmembrada das paróquias de Xanxerê, São Lourenço do Oeste, Faxinal dos Guedes e Vargeão. Em junho de 1977 foi iniciada a construção da Igreja Matriz, que ficou pronta em 20 de janeiro de 1980. No mesmo terreno foi construído o centro comunitário e uma praça própria, a única da cidade. Em comodato surgiu a Casa do Idoso, a capela de velórios e a Casa  Verde (local para  as feiras dos agricultores). A paróquia ficou com o nome de São Sebastião porque a primeira capela do lugar era em honra a São Sebastião, devoção predileta dos nativos.   No início da colonização em Abelardo Luz, o trabalho da Igreja se limitava a visitas, missas, batizados e primeiras eucaristias, tudo no improviso.   Seu primeiro pároco foi Pe. João de Smeed (M.S.C), empossado em 25 de agosto de 1963 e falecido em 20 de junho de 1967. Também foram párocos: Pe. Carlos Maes, Pe. Emílio Lippens (M.S.C), Pe. José Canísio Henz (do Clero secular) e Pe. Genuíno João Begnini.   Além destes, trabalharam na paróquia os padres: Domingos Elias Benetti, Valdemar Scatolin, Arthur Sehn, Edson Vizolli, Roque José Hanauer e Irineu Sehnen; e mais de duzentos religiosos e religiosas, nos acampamentos e assentamentos da região.   No limiar do ano de 1974, chegaram à paróquia as primeiras religiosas. Era a Congregação das Irmãs Franciscanas Missionárias de Maria Auxiliadora. As primeiras Irmãs que aqui chegaram foram Ir. Maria Bianchi e Ir. Inedina Santin. As Irmãs tiveram participação significativa no desenvolvimento pastoral da paróquia. Desde o início até o presente momento têm dado uma presença especial junto aos pobres, na catequese, na liturgia, nos projetos sociais e na formação. Um grupo delas residiu durante nove anos, primeiro nos acampamentos e depois na região dos assentamentos, apoiando e cuidando do povo em suas lutas.   A partir de 1975, iniciou a catequese renovada, o culto nas comunidades com a preparação dos ministros da eucaristia. Mais tarde as antigas diretorias foram substituídas pelos Conselhos de Pastoral.   Em l985, no antigo terreno da matriz foram construídas a casa paroquial, a casa das irmãs franciscanas e a casa da Pastoral da Saúde e da Criança. A partir de l995, por iniciativa da Ir. Neusa L. Luiz, que chegou à paróquia em fevereiro daquele ano, foi iniciado o projeto Madre Bernarda, que atende crianças pobres e com problemas nas famílias. Funciona como iniciação profissional e reforço escolar. Os projetos sociais sempre tiveram um lugar especial por parte da paróquia.   Como os problemas sociais são agudos, a paróquia se engajou nas diferentes lutas do povo da diocese: reforma agrária, luta das mulheres, Pastoral da Terra, Pastoral da Criança, da Saúde e outras. Há ministros do batismo, do matrimônio, da eucaristia e dos enfermos, conforme a realidade e as necessidades de cada comunidade. Estão bem estruturados os conselhos das comunidades, as equipes de liturgia e de canto pastoral. O catecumenato crismal está dando uma nova dimensão às comunidades, com maior participação da família e dos catequizandos. A paróquia sempre orientou as ações pastorais pelas decisões das assembléias diocesanas.   A Paróquia tem hoje comunidades nos municípios de Abelardo Luz, Ouro Verde, Bom Jesus, Passos Maia e Ipuaçu. São, ao todo, 82 comunidades no interior e na cidade. Convivemos por mais de vinte anos com acampamentos permanentes. Desta luta surgiu um assentamento de mais de 1.500 famílias de pequenos agricultores,que foi a plataforma de envio de muitas centenas de famílias para outros municípios de Santa Catarina. Quase todos os assentados do Estado passaram por Abelardo Luz. Nesta missão contamos com o apoio das Irmãs Franciscanas, além da presença da Conferência dos Religiosos do Brasil, regional de Santa Catarina, e de muitos grupos, que durante anos, apoiaram os acampamentos e assentamentos novos.   Por toda esta história, louvamos e agradecemos a Deus!

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