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PERGUNTAR NÃO OFENDE: O que significará o punho levantado da “revolucionária” Dilma junto a seus “compañeros” bolivarianos? AGUARDO SUA OPINIÃO

(Foto: Roberto Stuckert Filho/Presidência da República)
Vejam a nossa presidente, toda feliz, de punho erguido ao alto, na velha (e superadíssima) saudação comunista, ao lado dos “compañeros” bolivarianos Evo Morales (de faixa), de seu vice, Garcia Linera (medalhão no peito), do inevitável Maduro da Venezuela (sobretudo escuro) e, à esquerda de quem olha para a foto, do presidente em terceiro mandato do Equador, Rafael Correa (Foto: Roberto Stuckert Filho/Presidência da República)
Publicado originalmente às 15 horas do dia 24 de janeiro de 2014
Toda sorridente, ao lado de compañeros bolivarianos, como o indefectível Maduro, da Venezuela — que trocou seu grotesco “uniforme de presidente” usado pelo falecido tirano Chávez por um sobretudo à la Polibturo da União Soviética –, a presidente Dilma posou com o punho levantado, à velha maneira comunista, na posse do aparentemente eterno presidente da Bolívia, Evo Morales, em seu terceiro mandato consecutivo.
Não, esta não é uma notícia nova. Ocorreu na terça, dia 21 — dia em que a presidente, se cumprisse melhor seus deveres de casa, deveria estar ajoelhada no milho, mostrando que depois de muita bobagem no governo anterior começa a fazer penitência e adotar medidas duras, necessárias por causa de sua própria herança maldita.
Como não comentei no dia, comento agora.
Dia em que Dilma deveria estar caitituando os países ricos, os grandes investidores internacionais, os grandes bancos multilaterais, as agências de risco e mais centenas de personalidades reunidas no Fórum Econômico Mundial, em Davos, tentando ver se a péssima imagem da gestão de seu governo pode melhorar um pouquinho e se parte desse pessoal volta a acreditar nas possibilidades do nosso país.
Mas ela preferiu ir até aqui pertinho, em La Paz, na Bolívia, prestigiar o presidente que mandou tropas ocupar instalações da Petrobras em 2006 e é inimigo declarado dos países centrais, de quem o Brasil quase sempre foi aliado.
Dirceu ergue desafiadoramente o punho, na tradicional saudação comunista, ao se entregar à Polícia Federal em novembro de 2013: exercendo o "direito de espernear" (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress)
Dirceu ergue desafiadoramente o punho, na tradicional saudação comunista, ao se entregar à Polícia Federal em novembro de 2013: exercendo o “direito de espernear” (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress)
Ela imitou o assombroso gesto de José Dirceu, o ex-todo-poderoso delfim de Lula, seu chefe da Casa Civil e chefe da quadrilha do mensalão, condenado à cadeia pelo Supremo Tribunal Federal; a 15 de novembro de 2013, depois de muita manobra de advogados, o ex-provável candidato à sucessão de Lula finalmente se apresentou à carceragem da Polícia Federal, em São Paulo, para, dali, ser resolvido seu destino como presidiário no regime semi-aberto.
Mais de oito anos depois da denúncia do escândalo do mensalão pelo então deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), mais de sete anos depois do oferecimento da denúncia ao Supremo pelo procurador-geral da República, mais de seis anos após a aceitação da denúncia pelo Supremo, chegava, enfim, o momento da eminência parda do lulalato enfrentar a cadeia.
Ainda restava a ser julgado o embargo infringente que pretendia contestar um dos crimes pelos quais Dirceu foi condenado pelo Supremo, o de formação de quadrilha — embargo que, como sabemos, ele acabou vencendo, devido a uma mudança esperta na composição do tribunal. Mas naquele dia o ministro Joaquim Barbosa, que presidia o Supremo, mandou recolhê-lo à cadeia.
Dirceu chegou à PF de camisa esporte, sorridente, e, à entrada do edifício, dirigiu a um pequeno grupo de barulhentos partidários com a velha saudação comunista do punho erguido. Punho esquerdo, aliás.
Ai eu vim com um “perguntar não ofende”: o que significou esse punho erguido?
Os leitores ofereceram nada menos do que 673 respostas à minha perguntas.
Quero que vocês agora façam o mesmo com o punho erguido da presidente Dilma: o que, afinal, ela quis dizer com o gesto?
Saudades de seus tempos e ações de juventude, que tiveram as consequências que sabemos e pelos quais pagou com a cadeia?
Júbilo? Por estar em meio a chefes de governo na contramão da história? Ou será pelos extraordinários êxitos de um governo que prevê crescimento zero este ano e inflação alta ainda em 2016, enquanto corta benefícios, aumenta juros, aumenta impostos e sobe preços de serviços públicos?
Sinal de “união” das “forças progressistas”? Bem, no Brasil é que não será — com a senadora Marta Suplicy assestando baterias contra seu governo, com a ex-ministra Maria do Rosário criticando sua “guinada para a direita”, com José Dirceu — ele mesmo — batendo pesado em suas medidas econômicas, com seu patrono e benfeitor, Lula, quietinho, sem levantar um dedinho em sua defesa?
Sinal de vitória — para um governo que começa melancólico, por baixo, com um péssimo ministério, em que o grande ponto de credibilidade é um economista vindo da iniciativa privada e próximo aos tucanos, num clima de final de mandato, e não de começo?
Ou o braço levantado será um sinal de que “a revolução” lulopetista está em marcha, ou ainda virá?
Qual “revolução” — uma “revolução progressista e transformadora” de que fazem parte Renan Calheiros, Romero Jucá, Collor, Maluf, Jader Barbalho, o filho de Jader Barbalho, Sarney, a Igreja Universal, os fisiológicos do PMDB?
Fica a pergunta no ar.
Como se sabe, perguntar não ofende.
Agora, digam vocês: em sua opinião, o que significou o gesto da grande líder revolucionária brasileira?

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