"Otário", eleitoral gratuito...,


Oliver: ‘INTERROMPEMOS…’

VLADY OLIVER
Ainda em nome do “jornalismo sushi”, aquele que vai sendo preparado diante do distinto público consumidor, cabe dizer que agora já temos o primeiro programa eleitoral gratuito (?) para saber com que caras os candidatos estão se vendendo. Me parece que o candidato oposicionista, mais uma vez, fez sua lição de casa com galhardia e civismo. Seu programa construiu uma interessante metáfora entre o seu discurso e a imagem daqueles que supostamente estariam ouvindo o que ele tem a dizer. Recurso este, por sinal, também utilizado no programa da situação, na hora do jingle.
Talvez seja o ponto principal a diferenciar duas campanhas que começaram mornas, sem ataques diretos de parte a parte e analisando o inimigo antes de partir para as canelas; o candidato soa verdadeiro. Morno, mas verdadeiro. Cívico, é verdade. Uma coisa que talvez poucos valorizem devidamente, pois não se aprende o hino nacional nem na escola básica, hoje em dia. Dilma Rousseff não fala por si. Suas frases e ideias entrecortadas devem aterrorizar os editores de imagens incumbidos de compor um roteiro com pé e cabeça minimamente inteligível. É evidente que a campanha deve forçar neste calcanhar de “aquilos” que a dona apresenta.
Ela não é política, não é do ramo e não aprendeu a sê-lo nos quatro anos de mandato. Isto conta pontos se o candidato continuar “falando francamente”, como vem fazendo. Sem artifícios nem pirotecnia; bastam a cara lavada e limpa e o próprio tirocínio. Só acho que o “status” vigente já desceu vários degraus na decência e já começou a dar nome aos bois e às vacas por aqui com todas as letras, como podemos ler no artigo do Arnaldo Jabor.
O buraco já está mais embaixo. Se até ele ou o William Bonner já não economizam verbos para designar o governo de corruptos que nos cerca, não vejo por que Aécio Neves não possa enfiar o dedo inteiro nessa ferida nacional aberta pelo vigarismo petralha. No mais, ouvir lulão afirmando que a dona virá “com gás e energia” para o segundo mandato soa tão hipócrita que deveria ser denunciado ao Procom. Com gás e energia? E a água; esqueceu ? Vai indo que eu não vou…

CONTINUANDO…
Aécio Neves gastou tempo demais com os “preâmbulos”. Deve ficar claro que a disputa é entre ele e a dona dos neurônios revoltosos e mais ninguém no pedaço. Como sempre, sem saber montar uma frase inteira, a dona pede arrego para o pastor lulão, cheio de “gás e energia” para falar bobagens. É como se o candidato tivesse que se defender de dois meliantes tentando tungar sua carteira ao mesmo tempo. Acho a campanha muito curta para essa análise de parte a parte dos contendores sem se estapearem logo no primeiro round. Mire-se no exemplo de Myke Tyson e não deixe nem a orelha da dona escutar alguma coisa.
Se há uma coisa que deve ficar claro para os barbudinhos marqueteiros é que a mudança de rumo durante a campanha soa como personagem ruim em telenovela. Soa inconsistente. É evidente que parte do eleitorado espera ver o candidato falar de corrupção com a mesma indignação que levou milhares de incautos às ruas, no ano passado. Que esperam ouvir coisas que façam sentido.
Confesso que lavrei minha alforria ao Bonner quando ele usou a palavrinha mágica “corrupto” para designar o governo da dona. Não entendi por que não usou “heróis” para definir o palavreado que usaram para defender seus bandidos de estimação, pingentes de governo. O fato é que já se fala palavrão em horário nobre. Já tem beijo gay. Não vejo por que não deveria haver um candidato oposicionista falando claramente em corrupção, mensalão, bolivarianismo e estelionato eleitoral. Ainda está em tempo de sair do banho-maria e começar nas canelas. O CARA É TERCEIRO !!!! Tá esperando o quê?

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