Vinho: o melhor investimento do século 20

Lucro com garrafas raras compradas de comerciantes especializados e em leilões entre 1900 e 2012 ficou acima dos títulos do governo britânico e de obras de arte, segundo grupo de pesquisadores de três universidades
Caixa do famoso 1982 Lafite-Rothschild pode alcançar US$ 30 mil Foto: Zachys
Caixa do famoso 1982 Lafite-Rothschild pode alcançar US$ 30 mil Zachys
RIO - Os romanos diziam que no vinho está a verdade. Para um grupo de acadêmicos britânicos, franceses e americanos, segundo o jornal "Telegraph", a bebida fermentada de uva também pode ser considerada sinônimo de lucro no século 20 – maior até do que o oferecido por títulos do governo, obras de arte e selos.
Um time formado por acadêmicos das universidades de Cambrige, HEC Paris e Vanderbilt (Tennessee, EUA) descobriu que o retorno anualizado dos vinhos entre 1900 e 2012 foi de 4,1%, enquanto os títulos do governo britânico renderam 1,5%, obras de arte, 2,4% e selos, 2,8%.
Os pesquisadores analisaram dados de 36.271 transações de cinco vinhos de Bordeaux, na França – Haut-Brion, Lafite-Rothschild, Latour, Margaux and Mouton-Rothschild – em vendas dos leiloeiros da Christie's e dos comerciantes especializados Berry Bros & Rudd.
— A vida é um pouco injusta, e os ricos que compram estes ativos, se bebessem metade e vendessem metade, talvez a metade que vendem pagasse pela metade que bebem — especula Elroy Dimson, professor visitante de Cambridge.
Engana-se quem pensa que equipe pode provar raridades como o Premiers Crus Bordeaux, que custa 8 mil libras (US$ 13,5 mil) a garrafa.
— Eles são para os milionários chineses, não para humildes acadêmicos — disse ele, ao "Telegraph".
Dimson lembrou que as tendências mudam – e o vinho do porto, querido no século 19, teve desempenho decepcionante nos 100 anos seguintes. Para os investidores bons de copo, ele deu uma dica para o século 21:
— Uísque fino pode ser a próxima onda.

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