A cabeceira desocupada mostra que a presidente nem ousa fingir que governa quando quem manda está por perto.

(Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)

A foto da exposição de sorrisos improvisada numa sala de reuniões do Palácio da Alvorada, examinada com a merecida atenção, embute duas informações relevantes sobre como estão as coisas entre quem manda no Brasil.
Primeira: Lula continua o mesmo. Quando está cismado com alguém, aproveita esse tipo de imagem para enviar recados visuais em código. A vítima da vez foi Aloizio Mercadante. Embora capriche na pose de primeiro-ministro desde que assumiu o comando da Casa Civil de Dilma Rousseff, o Herói da Rendição, não se sabe exatamente por quê, está mal no retrato com o chefe. Tão mal que nem entrou na foto divulgada pelo Instituto Lula. Como se vê acima, só sobraram as mãos e nacos dos antebraços. O resto foi escondido pela camisa tamanho GG usada como tarja preta.
Segunda: Lula está tentando ser mais gentil com a sucessora. Como sempre acontece quando o padrinho está por perto, a afilhada tratou de deixar a cabeceira da mesa para quem manda de fato. Lula entrou e saiu com o jeitão de quem sempre morou ali, mas a foto sugere que, no Carnaval deste ano, resolveu fantasiar-se de cavalheiro. Tanto assim que evitou ocupar o lugar reservado ao mais importante entre os presentes. Desta vez, o presidente de fato continuou governando o país sentado em frente de Dilma Rousseff.

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