Ministro "chef"..., preparando a PIZZA...,


Acertei na mosca! Lewandowski foi rigoroso com Pizzolato ontem, um peixe pequeno, para livrar a cara de João Paulo hoje, um bagrão do PT! O ministro nomeado por Marisa Letícia é bem mais transparente do que parece

No debate havido ontem na VEJA.com, Augusto Nunes nos perguntou se o voto severo de Ricardo Lewandowski no caso Henrique Pizzolato havia surpreendido. Afirmei, vejam o filme, que não havia ficado surpreso porque Lewandowski não é burro. E expus lá os motivos.
Levantei aqui no blog e no programa a possibilidade de que o rigor de Lewandowski com Henrique Pizzolato — um bagrinho do PT — poderia ser prenúncio de, como direi?, generosidade com os peixes graúdos do PT. E João Paulo Cunha é um deles.
Destaque-se que o ministro, em seu voto, está indo bem além de apontar a suposta falta de provas contra João Paulo no caso de corrupção passiva. Ele falou claramente a linguagem da defesa, com mais precisão até do que o advogado Alberto Zacharias Toron, um nomão da advocacia que defende o “humilde” João Paulo. Toron, diga-se, é o candidato de Márcio Thomaz Bastos e de setores do PT à presidência da OAB-SP. Tanto é assim que Bastos está cabalando votos pra ele em nome dos companheiros.
Descaracterizado o crime de corrupção passiva no caso do recebimento dos R$ 50 mil, dificilmente — vamos ver —, Lewandowski condenará João Paulo por peculato e lavagem de dinheiro. Acho que não! Por que o faria?
Porque, ao DEFENDER JOÃO PAULO, Lewandowski enfatizou que aquele dinheiro era do PT e estava disponível no banco. Se era do PT, então não era público. Logo, está descaracterizado o peculato. Se não houve o peculato, o crime antecedente, então não há lavagem de dinheiro.
Dirceu é o ponto de chegadaAo inocentar João Paulo, é claro que o ponto de chegada é José Dirceu. Neste momento, Lewandowski avança em detalhes e minudências demonstrando que os R$ 50 mil recebidos por João Paulo buscavam apenas financiar pesquisas. E ponto final.
Quando Lewandowski pediu para inverter os itens do voto de Joaquim Barbosa, achei a coisa estranha. Intui que estava tentando passar um pouco de mel nos beiços da imprensa — “Vejam que ministro independente; está surpreendendo” — para dar a grande guinada depois e voltar ao lugar de onde nunca saiu.
Bingo! O ministro nomeado por Marisa Letícia está cada vez mais transparente.
Por Reinaldo Azevedo

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