quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Líder de Greenpeace abandonou a ONG por causa da infiltração marxista e explica como...,


O Dr. Patrick Moore foi um dos co-fundadores do Greenpeace. Ele partiu para as Ilhas Aleutas na missão inaugural do grupo em 1971 visando protestar contra os testes nucleares norte-americanos. 

Ele liderou Greenpeace durante 15 anos até que saiu abruptamente. Tornou-se, então, defensor de algumas das causas mais detestadas pelo ambeintalismo. Por isso é menosprezado e tido como um “renegado”.

O que houve com Moore?

Entrevistado no filme “A grande farsa do aquecimento global”(http://marcoswanz.blogspot.com.br/2013/10/a-grande-farsa-do-aquecimento-global.html , ele explicou que sua bandeira foi sequestrada por militantes da esquerda. E explicou: 

“Por exemplo, eu deixei o Greenpeace no meio de uma campanha que visava proibir o cloro. E eu lhes dizia: ‘mas, rapazes, trata-se de um elemento que está na tabla periódica dos elementos, vocês sabem que eu acho que não está no nosso poder proibir draconianamente um elemento químico."

“A outra razão do aparecimento do ecologismo extremo foi que o comunismo mundial havia fracassado. O Muro caia e um mundo de pacifistas e de ativistas políticos se reciclava no movimento ambientalista."

“Eles traziam consigo o neo-marxismo e aprendiam a linguagem verde de uma maneira muito astuta para promover um programa que tinha mais a ver com a anti-globalizaçao e o anti-capitalismo que com a ecologia ou a ciência”.

“Nós estávamos tão focados no aspecto destrutivo da guerra nuclear que cometemos o erro de assimilar energia nuclear com armas nucleares, como se todas as coisas nucleares fossem más." 

“De fato hoje, o Greenpeace ainda usa a palavra ‘mal’ para descrever a energia nuclear. Eu acho que é um erro tão grande como você amalgamar medicina nuclear com armas nucleares."

“A medicina nuclear usa isótopos radioativos para tratar com sucesso milhões de pessoas todos os anos, e esses isótopos são produzidos em reatores nucleares."

“Eu deixei Greenpeace porque meus colegas diretores, nenhum dos quais tinha qualquer formação científica, lidavam com questões sobre produtos químicos, biologia e genética, sem terem formação alguma."

“Eles usavam da organização para um‘ambientalismo pop’ com base no sensacionalismo, a desinformação, a tática do medo, etc, para tratar com as pessoas numa base emocional, em lugar de apelar para o arrrazoado intelectual."

“Você não precisa de um reator nuclear para fazer uma arma nuclear. Com tecnologia de centrifugação é muito mais fácil, mais rápido e mais barato fazer uma arma nuclear."

“Você nunca vai mudar o fato de que existem pessoas más no mundo."
http://ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com.br/2012/06/lider-de-greenpeace-abandonou-ong-por.html

‘Os ex-censurados que agora querem censurar’

Publicado no Estadão desta quarta-feira
JOSÉ NÊUMANNE
“As aparências enganam aos que odeiam e aos que amam.” O verso de Sérgio Natureza, musicado por Tunai, fez sucesso na voz de Elis Regina, reconhecida como a maior cantora brasileira de todos os tempos, mas, ainda assim, controvertida. Agora a frase virou uma profecia confirmada. A personalidade da estrela era tão forte e polêmica que quando se casou com Ronaldo Bôscoli o irreverente Carlos Imperial ironizou: “Bem feito pros dois”. Desse casamento nasceu João Marcello, que adotou uma posição definida e lúcida contra a censura prévia que ídolos da Música Popular Brasileira (MPB) querem impor ao submeterem as próprias biografias ao crivo deles. Como os irmãos Maria Rita e Pedro, João Marcello jamais criou obstáculos à publicação de biografias da mãe por saber que fazê-lo seria trair sua melhor herança: o amor à liberdade.
Já Chico Buarque de Holanda é uma unanimidade nacional, como definiu Millôr Fernandes. Mas o símbolo da luta contra a censura na ditadura militar aderiu ao movimento Procure Saber, que luta para manter o dispositivo adicionado ao Código Civil em 2002 que submete biografias à prévia autorização de biografados ou herdeiros. Em artigo no Globo, ele acusou o autor da biografia de Roberto Carlos, proibida a pedido deste, Paulo César de Araújo, de ter usado depoimento que ele não teria dado sobre o biografado. Depois da divulgação da conversa dos dois na internet, desculpou-se, mas voltou a mentir, ao inventar que o Última Hora paulista prestara serviços a “esquadrões da morte”. Tal mancha na história do jornal é tão fictícia quanto o Pedro Pedreiro da canção do acusador. Nos anos 70, o diário teve entre seus colunistas o mais censurado dramaturgo do Brasil à época, Plínio Marcos, e chegou a ser dirigido por seu fundador, Samuel Wainer. E o filho do historiador Sérgio Buarque de Holanda, autor de Raízes do Brasil, como lembrou a irmã Ana, ainda cuspiu na memória do pai.
Provado que as aparências enganam, convém acrescentar que ninguém deve julgar por elas. Por exemplo, o movimento liderado por Paula Lavigne, ex-mulher de Caetano Veloso, não deveria chamar-se Procure Saber, mas, sim, Não queira nem saber. E ao contrário do que asseguram seus protagonistas – Caetano Veloso, Gilberto Gil, Djavan, Marília Pêra e outros – não luta por uma garantia legal, já assegurada em nosso Estado Democrático de Direito a qualquer cidadão: o direito à privacidade. Mas por um privilégio a ser gozado apenas pelas celebridades: o direito de furar a longa fila de quem recorre à nossa Justiça, que não é cega, mas de uma morosidade que beira a paralisia.
A manutenção do artigo que submete a publicação de biografias à autorização de biografados ou seus herdeiros viola o princípio democrático basilar do direito à liberdade de informação, expressão e opinião. E sua extinção não interferirá na legislação que já protege a reputação dos cidadãos e estabelece penas e multas a quem divulgue mentiras, calúnias, injúrias ou difamações contra alguém. A supressão do artigo que destoa das instituições democráticas vigentes, pois, não porá em risco a reputação de ninguém. Apenas negará aos famosos o privilégio de proibirem a publicação de livros sobre sua vida que registrem alguma informação que não queiram que seja divulgada.
O patrono dos “neocensores”, Roberto Carlos, quer manter em segredo o acidente ferroviário que lhe decepou a perna, bastante conhecido, como antes proibiu regravações de Quero que Vá Tudo pro Inferno. Mas nem o espírito de censor, adicionado às manias de seu transtorno obsessivo compulsivo (TOC), como o de não cumprimentar quem vista roupa marrom, explica o fato de ele ter vetado a publicação de tese sobre a moda na Jovem Guarda, que considera parte de seu patrimônio pessoal.
A fortuna de Roberto e Erasmo Carlos foi construída mercê da fama obtida pela imensa receptividade do público pagante a sua obra musical. Nada mais justo! Só que celebridade exige a contrapartida da curiosidade da plateia, assim como a vida pública dos dirigentes da República cerceia algumas comodidades de que os cidadãos anônimos gozam. A vida dessa elite faz parte da história da sociedade. O melhor que alguém que não queira submeter-se a esse incômodo pode fazer é recolher-se ao anonimato, trancando-se a sete chaves. Isso não quer dizer que algum biógrafo irresponsável possa mentir sobre qualquer episódio da vida de uma pessoa só porque ela é muito conhecida.
É natural, mas não é correto, que quem desperta interesse tente resguardar-se, como alguns venerados artistas reivindicam, ou exigir licença para delinquir, com a qual sonham alguns maus políticos. A condenação dos mensaleiros pelo Supremo Tribunal Federal (STF) puniu a corrupção e deixou claro para esses mandatários que eles têm, como um cidadão comum, a obrigação de cumprir as leis que debatem e aprovam. O mesmo princípio da igualdade de todos perante a lei é ferido pelo pleito do grupo de famosos que querem censurar previamente suas biografias.
Os votos de seis ministros do STF aceitando embargos infringentes de alguns réus do mensalão põem em debate outro obstáculo à isonomia: o limitado acesso à Justiça, em geral, e ao Supremo, em particular. Os ex-censurados que viraram censores prévios pretendem o mesmo que José Genoino e José Dirceu reivindicam: a garantia de um privilégio hediondo como prêmio a suas biografias de respeito. Não foi à toa que Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, advogado de alguns mensaleiros, publicou artigo em defesa dos ídolos da MPB. Mas estes deveriam era seguir o sensato exemplo de João Marcello Bôscoli: ao se pretenderem censores prévios da publicação de suas biografias, terminam manchando-as de forma indelével.


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Recuperação dos EUA e da Europa deve causar turbulências na economia brasileira

Primeiros sinais de reação das potências mundiais deve aumentar disputa por investimento com os países emergentes

Cinco anos depois da quebra do banco de investimentos Lehman Brothers, que empurrou os Estados Unidos, a Europa e o restante do mundo para a maior crise financeira dos últimos 70 anos, começam a se consolidar sinais consistentes de reação.
Assim como tremeram à beira do abismo na época, agora países emergentesexperimentam a vertigem da recuperação alheia. Americanos e europeus começam a sair da recessão e, com isso, disputam investimentos com as economias mais promissoras do que desenvolvidas.
A tormenta começou em 2007, com problemas no mercado de hipotecas de alto risco, o chamado subprime. Mas ganhou dimensões globais com a quebra do banco de investimentos, dirigido pelo “Gorila” de Wall Street, Dick Fuld (veja quadro).
Luciano Coutinho, presidente do BNDES, avalia que a crise começa a dar sinais que está no fim da sua pior fase, de recessão e alto desemprego, mas sequelas como endividamento dos países e fragilização dos bancos apontam para um crescimento global mais lento no futuro. Brasil, Índia e Rússia já experimentam os efeitos do ganho de musculatura do dólar e seu efeito na inflação.
Leiam:

Em uma década, peso dos impostos ficou 16% maior do que o da inflação

Zero Hora reencontrou Fabíola, Cláudio e Vitor, três personagens entrevistados há 10 anos, para mostrar como a carga tributária impacta à vida das pessoas

Você já calculou na ponta do lápis o quanto paga de impostos todos os dias, desde o instante em que toma uma água mineral ou compra um desodorante? Por acaso sabe que cada brasileiro já desembolsou R$ 5.117,86 em tributos neste ano, até 27 de agosto? Pois se prepare: a mordida poderá chegar a R$ 8.202 per capita até o final de 2013, avisa o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).
Em outubro de 2003, ZH revelou como a "Mão invisível dos tributos" – título da reportagem – se apropriava de um naco da renda de três pessoas, às vezes sem que elas notassem. Localizados 10 anos depois, Vitor Hugo Galmarine, Fabíola Jeronymo e Cláudio Fróes Peña pagam ainda mais impostos. Para o microempresário Vitor, o salto foi de 324,56%, apenas em parte dos tributos pagos.
– Quanto mais eu trabalho e ganho, mais impostos pago – observa Vitor, que encolheu a empresa para livrar-se de taxas.
Dez anos (ou 86,4 mil horas) depois, o microempresário Vitor, a vendedora Fabíola e o comerciante Peña contribuem mais porque os tributos cresceram, em peso e variedade. São tantos que o professor do Instituto Brasileiro de Estudos Tributários (Ibet) Lucas Galvão de Britto, não arrisca quantificá-los com exatidão. Calcula que o crescimento nominal (sem descontar a inflação) da arrecadação, na última década, chegue a 128%. Já a inflação do período, pelo IGP-M, foi de 95,33%. Ou seja, a mordida dos impostos ficou 16% acima da inflação.
O que os contribuintes percebem no bolso, os números escancaram. No dia 11, um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), entidade vinculada à Presidência da República, revelou que a carga tributária bateu novo recorde: atingiu 35,5% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2012.
No entanto, se for considerado o levantamento do IBPT – instituto que abastece de dados especialistas e empresas –, a carga tributária é maior. Alcançou 36,27% em 2012. O avanço ocorre sobre a renda do trabalho – e não sobre o patrimônio.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Campanha quer baixar impostos e medicamentos

Uma campanha lançada neste mês quer pressionar o Governo federal a reduzir os impostos e, consequentemente, baixar os preços de medicamentos no Brasil. Quem está por trás da iniciativa é a Abrafarma, a associação de redes de farmácias e drogarias, e a Interfarma, entidade que representa a indústria laboratorial. 
 De acordo com as duas instituições, o Brasil é uma das nações campeãs de impostos sobre medicamentos, alcançando uma carga tributária de 34%. A conta foi preparada pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação. O ICMS abocanha a maior parte desse percentual. O tributo fica entre 17% e 19% do preço do remédio, dependendo do Estado. Em São Paulo, é de 18%. Só no Paraná o tributo é mais baixo, de 12%. Em países como Portugal, Suíça e Holanda, os remédios são tributados em, no máximo, 10%, segundo afirmam as associações. A média em outras nações é de 6,3%. Mas, na Grã-Bretanha e Canadá, inexistem os impostos sobre os medicamentos.
“Não faz sentido que remédio pague mais impostos que biquíni ou urso de pelúcia”, diz Antônio Britto, presidente da Interfarma.
http://www.opovo.com.br/app/opovo/brasil/2013/10/19/noticiasjornalbrasil,3149224/campanha-quer-baixar-impostos-e-medicamentos.shtml


Lembram do submarino nuclear do Jobim, que seria destinado para defender as plataformas e o pré-sal? Pois é...,

O submarino nuclear de Nelson Jobim foi dispensado de proteger o leilão do pré-sal

Em 28 de agosto de 2008, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, resolveu animar os festejos do Dia da Independência com uma frota formada por um submarino nuclear e quatro convencionais (mas também moderníssimos), todos fabricados em parceria pela França e pelo Brasil Maravilha. Só faltava assinar o acordo com o presidente Nicolas Sarkozy, que visitaria o país para deslumbrar-se com o Sete de Setembro em Brasília.
“Entre as principais missões da Marinha, contidas na Estratégia Nacional de Defesa, encontra-se a defesa das plataformas petrolíferas e das áreas do pré-sal”, explicou Jobim, caprichando na pose de chefe civil das Forças Armadas. Se os submarinos de Jobim ainda não deram as caras em águas brasileiras, não foi por falta de aviso. “O Brasil precisa se preparar do ponto de vista militar”, reincidiu em abril de 2011.”Com o petróleo do pré-sal, o país vai ser um alvo do terrorismo”.
Passados dois anos e meio, o almirante honorário se foi, a frota franco-brasileira não está pronta e o  inimigo imperialista nunca foi visto por aqui. Se é que andaram espionando as jazidas que Lula promoveu a Dádiva de Deus, os ianques não viram nada que valesse uma guerra no Atlântico. Não viram sequer alguma coisa que justificasse a  presença de executivos de empresas petrolíferas dos EUA no leilão desta segunda-feira.
Sem marines por perto, a Marinha brasileira, ainda sonhando com maravilhas nucleares, foi dispensada de combates navais. Sobrou para o Exército, convocado por Dilma para proteger as jazidas do pré-sal não da cobiça dos gringos, mas do terrorismo dos black blocs. O petróleo vai ser meio chinês. Os terroristas e os idiotas são nossos.
http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/direto-ao-ponto/o-submarino-nuclear-de-nelson-jobim-foi-dispensado-de-proteger-o-leilao-do-pre-sal/

Vendedores de sonhos...,

22/10/2013
 às 6:46

Dilma fez nesta segunda o primeiro discurso da campanha eleitoral de 2014

A presidente Dilma Rousseff usou a rede nacional de rádio e TV para fazer um pronunciamento sobre o leilão do campo de Libra. É evidente que é um despropósito. Qual era a matéria urgente que ela tinha a comunicar? Que tipo de serviço prestou que a imprensa já não tivesse prestado? Esclareceu o quê? Tratou-se de uma fala escancaradamente eleitoreira, em desacordo, de resto, com os fatos e com doses estupendas de sonho.
Os especialistas no Brasil e a própria imprensa internacional tiveram de reconhecer o que salta aos olhos: o leilão, com um único consórcio, não foi bem-sucedido. Algumas das gigantes simplesmente não se interessaram, e a partilha saiu pelo mínimo estabelecido: 41,65% do excedente ficam com a União. Já se falou muitas coisas das petroleiras gigantes, menos que não sabem ganhar dinheiro. Se Libra fosse mesmo essa oportunidade de ouro, é evidente que a concorrência teria sido acirrada. Não foi. Já se falou aqui e em toda parte dos motivos. Assim, prestemos um pouco de atenção ao discurso da presidente (íntegra aqui).
Dilma começou chamando o leilão por aquilo que ele não foi: “um sucesso”. Ah, bom: então agora a gente começa a entender a razão do pronunciamento. A presidente queria falar aquilo que a imprensa séria não diria mesmo. Leilão a que comparece um único consórcio, no qual a Petrobras é obrigada a aumentar a sua participação de 30% para 40% — ou nada feito! — não é, obviamente, bem-sucedido. A coisa foi toda atrapalhada. Os tucanos poderiam, por exemplo, apontar os erros. Em vez disso, já ouço vozes aqui e ali: “Estão vendo? Eles fizeram como nós… Eles também privatizam…” Acabam, sem querer, vendo um sucesso onde houve um mico.
Dilma contou com muitos bilhões de ovos na barriga da galinha. Não! Dilma contou mais de um trilhão!. No momento mais entusiasmado da sua fala, mandou brasa:
“Nos próximos 35 anos, Libra pagará os seguintes valores ao Estado brasileiro: primeiro, R$ 270 bilhões em royalties; segundo, R$ 736 bilhões a título de excedente em óleo sob o regime de partilha; terceiro, R$ 15 bilhões, pagos como bônus de assinatura do contrato. Isso alcança um fabuloso montante de mais de R$ 1 trilhão. Repito: mais de R$ 1 trilhão.”
A presidente sabe exatamente quanto petróleo tem em Libra, conhece o ritmo da exploração — o resto do mundo não conta —, sabe qual será o valor do barril, sabe quanto será investido.. O importante era ultrapassar o número mágico de R$ 1 trilhão. Multiplicados os pães, que é a parte mais difícil, distribuir é fácil:: R$ 736 bilhões para saúde e educação e R$ 368 bilhões para o combate à pobreza etc e tal. A conta aqui já chegou a R$ 1,104 trilhão.
Estamos em plena campanha eleitoral. No passado, os candidatos faziam propostas para os quatro ou cinco anos seguintes. Dilma chegou à metade do século praticamente — 2048. Lula se encarregará, na campanha, de fazer anúncios para a outra metade.
A presidente afirmou ainda: “Pelos resultados do leilão, 85% de toda a renda a ser produzida no Campo de Libra vão pertencer ao Estado brasileiro e à Petrobras. Isso é bem diferente de privatização”. Não entendi a conta. O consórcio repassará 41,65% do excedente para a União; os outro 58,35% ficam com ele. Dessa sobra, a Petrobras tem direito a 40% (23,34%). União mais Petrobras terão 64,99%. Talvez dados novos que venham à luz expliquem como chegar aos 85%.
E a presidente encerrou, depois de anunciar o futuro glorioso: “Que Deus continue abençoando o Brasil!”
O discurso de Dilma abriu a campanha eleitoral de 2014. Contra lei, é claro!
Por Reinaldo Azevedo

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Cadê o imperialismo americano?


21/10/2013
 às 16:58 \ Política & Cia

LEILÃO DO PRÉ-SAL: os extremistas de esquerda devem estar decepcionados. O imperialismo americano NÃO ficou de olho em nosso tesouro. O imperialismo americano sumiu do leilão

O leilão no Rio: o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo; a presidente da Petrobras, Graça Foster; a diretora-geral da ANP, Magda Chambriand, e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, sobem ao palco ao lado de representantes das empresas que integram o consórcio vencedor (Foto: Fernanda Frazão / Agência Brasil)
O leilão no Rio: o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo; a presidente da Petrobras, Graça Foster; a diretora-geral da ANP, Magda Chambriand, e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, sobem ao palco ao lado de representantes das empresas que integram o consórcio vencedor (Foto: Fernanda Frazão / Agência Brasil)
Os energúmenos de sempre, o que em geral inclui também baderneiros e, naturalmente, os partidários de se reconstruir o Muro de Berlim, deveriam estar até satisfeitos com o primeiro leilão de exploração das reservas de petróleo de pré-sal do país, a do campo de Libra, na Bacia de Campos, no qual se estima haver entre 8 e 12 bilhões de barris do (ainda) “ouro negro”.
Afinal, apesar de todos os protestos e de mais uma greve de petroleiros — será que haverá desconto dos dias parados, ou eles ganharão de novo férias grátis? –, com o Exército nas ruas do Rio e tudo, a iniciativa privada, que é o motor do crescimento do planeta, ficou em minoria no consórcio vencedor, o único, aliás, que apresentou propostas.
Como já se sabe, quem venceu o leilão promovido pela Agência Nacional do Petróleo foi um consórcio formado pela própria Petrobras, detentora de 40%, as também estatais chinesas China Nacional Petroleum Company (CNPC) e China National Offshore Oil Corporation (CNOOC), com 10% cada uma — cabendo a duas empresas privadas, as gigantes anglo-holandesa Shell e a francesa Total dividir igualmente os 40% restantes.
O imperialismo americano ficou longe. Colossos como a ExxonMobil e a Chevron nem se interessaram pela disputa.
Como se sabe, os Estados Unidos estão nadando em colossais reservas de gás de xisto, desenvolveram uma tecnologia de exploração de petróleo dessas reservas e estão produzindo cada vez mais.
Como já escrevi recentemente — vale lembrar aqui –, graças ao petróleo bruto extraído de formações de xisto (um tipo de rocha encharcada de óleo), somente um dos 50 Estados americanos, Dakota do Norte, aumentou mais de dez vezes a produção desde que foi perfurado o primeiro poço, há nove anos — e hoje, com 900 mil barris POR DIA, Dakota do Norte supera dois dos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), o Equador e o Catar. Sozinho, as empresas privadas que atuam em Dakota do Norte tiram do solo diariamente quase a metade do que a Petrobras inteira.
O dramatismo dos demagogos: "a pátria é nossa", reza uma das bandeiras em manifestação no Rio antes do leilão (Foto: Agência Brasil)
O dramatismo dos demagogos: “Pátria Livre”, reza uma das bandeiras em manifestação no Rio antes do leilão, como se uma operação comercial que só traria vantagens para o país fosse contrária à liberdade (Foto: Agência Brasil)
A produção de petróleo dos EUA passa um pouco de sonoros 10 milhões de barris de petróleo por dia, mais do que sua produção anual do último quarto de século — são os dados oficiais de 2012, situando-se agora como o TERCEIRO PRODUTOR MUNDIAL. (A Rússia extrai 10,4 milhões de barris diários, e a Arábia Saudida, 11,7.) Os otimistas acham que o país caminha para a total autossuficiência em petróleo, e de deixar de depender de países instáveis do Oriente Médio ou da inimiga ideológica Venezuela para suprir sua demanda. Esse patamar ainda está distante, porque a economia americana devora diariamente 18 milhões de barris.
Algo me diz que os manifestantes contra o pré-sal, o pessoal do PSOL, os black blocs, os grevistas da Petrobras e muito mais gente ficou decepcionada: o imperialismo americano, ao que tudo indica, NÃO cobiça nossa preciosa riqueza — até porque o petróleo de xisto que está obtendo em seu próprio solo é muito mais barato do que o do pré-sal.
Sem contar que as reservas do pré-sal, sem dúvida alguma um tesouro para o Brasil, são muito pequenas em comparação ao potencial americano com o gás de xisto. O United States Geological Survey — agência de pesquisas e estudos sobre os recursos naturais do país, organismo do Departamento do Interior — divulgou há dias uma estimativa de que apenas na região mais rica em xisto do Estado do Colorado, Piceanse Basin, pode abrigar espantosos 1,52 trilhão de barris, uma reserva superior à de qualquer outro país
petroleiro do mundo e maior do que a soma de tudo o que têm os países membros da OPEP.
O imperialismo americano e sua suposta gula sobre nossas reservas sumiu. Cadê o imperialismo americano?

Circo Brasil..., onde tudo é possível...,

A musa do bicho entra na política

Bonita e vaidosa, a empresária do ramo de biquínis Andressa Mendonça é a nova arma do bicheiro Carlinhos Cachoeira para voltar ao centro do poder

Josie Jeronimo, de Goiânia
Rodrigo-Nunes--.jpg
A BELA
Na campanha, ela será apresentada como empresária e assistente social 
Dona de uma loja de lingeries e biquínis, a desinibida empresária Andressa Mendonça, 31 anos, não hesita em exibir seus atributos físicos para fazer propaganda dos produtos que vende (a foto acima está aí para provar isso). Andressa adora mesmo os holofotes. Casada com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, ela sempre fez questão de dar demonstrações explícitas de afeto. Ao visitar o marido na cadeia, costumava mimá-lo com afagos – diante dos próprios agentes penitenciários. Numa ocasião, enquanto o contraventor prestava depoimento, chamou a atenção dos policiais por passar longos minutos conferindo fotos em um tablet. Detalhe: eram sempre retratos dela própria, em situações das mais diversas. Vaidosa, bonita e dona de um corpão, Andressa agora quer entrar na política. Há alguns dias, filiou-se ao PSL de sua terra natal, Goiatuba, cidade a 150 km de Goiânia. Seu objetivo é candidatar-se a deputada federal em 2014. Mas a nova e surpreendente empreitada da “musa do bicho”, apelido que ganhou depois de casar com Cachoeira, não tem nada a ver com o apreço dela pelas câmeras de tevê. O que está por trás de sua candidatura é um plano elaborado pelo bicheiro para se reaproximar do centro do poder.

Devastados pela divulgação das escutas da Operação Monte Carlo, parlamentares ligados a Cachoeira passaram os últimos dois anos no limbo político ou, como ele, na cadeira reservada aos réus. Sem poder contar com aliados de imagem já desgastada, o bicheiro quer voltar à cena política de Goiás para remontar sua bancada no Congresso. O trampolim para isso será a musa Andressa Mendonça. “Ela vai representar o eleitorado feminino, porque mostrou ser uma pessoa de fibra”, afirma o presidente do PSL de Goiás, Dário Paiva. Andressa será apresentada como empresária dedicada, uma assistente social meiga e uma mulher forte que enfrentou os dissabores de se casar com uma figura de vida polêmica.
Chamada-Ailton-de-Freitas.jpg
O BICHEIRO
Além de usar a mulher para chegar a Brasília, Cachoeira pretende aliar-se a siglas nanicas e, assim, ganhar musculatura para seu projeto. Ele já se aproximou do PMN e do novato Solidariedade. Sua meta é formar uma frente partidária de pelo menos seis legendas. A cada 170 mil votos conquistados, a frente fará um deputado federal. Fora da frente partidária das siglas nanicas, o PT de Goiás também mantém relações com o contraventor. O favorito para a vaga do Senado que será renovada no ano que vem é o prefeito de Anápolis, Antonio Gomide (PT), citado nas investigações da Operação Monte Carlo. O irmão de Gomide, o deputado Rubens Otoni (PT-GO), chegou a ser flagrado em vídeo negociando com Cachoeira apoio para sua campanha política. Gomide foi procurado pela reportagem de ISTOÉ, mas não quis dar entrevista.

Pouca gente se atreve a falar mal do contraventor ou rejeitar a sua presença nos palanques. Nas eleições municipais do ano passado, Cachoeira estava preso e fez minguar a corrida eleitoral de muitas cidades de Goiás. O bicheiro sempre foi um generoso doador de campanha e o mote das investigações da Polícia Federal contra ele foi a retribuição dos recursos na forma de contratos generosos com governos. Além da ascendência que mantém sobre obras da construção civil e o dinheiro de suas empresas da indústria farmacêutica, Cachoeira dispõe de um considerável grupo de comunicação para colocar à disposição de seus apoiados políticos. No nome de seu ex-cunhado, o bicheiro tem uma empresa de publicidade e propaganda, uma rádio e uma emissora de televisão. Agora, ele tem também uma bela mulher para atrair votos – e levá-lo de volta ao poder. 

Menos lixo eletrônico...,

O celular eterno

Novo aparelho é dividido em blocos que se juntam de acordo com as necessidades do usuário. Em caso de atualização, basta trocar a parte que envelheceu

por Juliana Tiraboschi
Chamada.jpg
LEGO 
No conceito de celular Phonebloks, cada bloco 
cumpre uma função e é totalmente independente 
 
Quando os primeiros computadores pessoais começaram a surgir no mercado, na década de 1970, os aficionados por tecnologia compravam os diferentes componentes e montavam as suas próprias máquinas, com o intuito de ter o melhor equipamento possível e mantê-lo sempre atualizado. Mais de 40 anos depois, o designer holandês Dave Hakkens retoma esse espírito com um conceito de celular modular, o Phonebloks. O aparelho é composto por blocos e cada um cumpre uma função: bluetooth, Wi-Fi, bateria, tela, câmera, etc. Se um componente apresenta defeito ou está defasado, basta repor a peça em questão. 

Assim, o consumidor compra o aparelho e pode manter sua estrutura básica por vários anos, gastando menos e reduzindo a quantidade de lixo eletrônico. O celular dá ainda a possibilidade de personalização de acordo com a necessidade. Um usuário que ama fotografia pode preferir ter uma câmera mais potente em detrimento de memória, por exemplo. Agora, Hakkens busca parceiros para começar a fabricar os Phonebloks.
IEpag94e95_Tecnologia.jpg
A possibilidade de customização de um celular modular é muito vantajosa, na avaliação de Ugo Dias, professor de comunicações móveis da Universidade de Brasília. “Uma pessoa que só quer fazer ligações e enviar mensagens pode trocar as outras ferramentas por mais espaço para a bateria”, diz. Há também um consenso sobre o quanto projetos como este são bons para o ambiente. 

Apesar dos benefícios, especialistas acreditam que o Phonebloks vai demorar para chegar ao mercado. “Ainda há muitas inovações que precisam ser alcançadas”, diz Michael Morgan, analista de dispositivos móveis da consultoria ABI Research. Uma dessas inovações é construir um celular 100% dividido em blocos. É preciso que alguns componentes sejam integrados para serem miniaturizados e por economia de energia. Com a tecnologia atual, um smartphone modular pode ser menos eficiente e mais pesado do que os modelos mais modernos. Mas isso muda conforme novos materiais são desenvolvidos. E seria ótimo para o ambiente que eles surgissem o quanto antes.  

‘U zianque, a zelite, o vendaval’, ...,

Faz 50 anos. Diante da movimentação das Ligas Camponesas, do desafio à hierarquia militar, de anúncios de gente ligada ao Governo sobre reformas “na lei ou na marra”, o governador paulista Adhemar de Barros advertiu: “Vai chover”. Choveu. A chuva inundou o Brasil por 21 anos, e tem consequências até hoje.
Dilma Rousseff teve de chamar o Exército para garantir o leilão do campo petrolífero de Libra, no pré-sal, marcado para esta segunda. Os petroleiros decidiram entrar em greve contra o leilão, acusando as elites brasileiras de vender o país aos estrangeiros ─ de novo, a ligação entre o que chamam de A Zelite e U Zianque. Este leilão é defendido por um especialista no ramo, Haroldo Lima, líder histórico do Partido Comunista do Brasil, que pode ser tudo menos amigo du Zianque. Aliás, muitas das grandes empresas petrolíferas ocidentais preferiram ficar fora; mas as grandes estatais petrolíferas chinesas estão na disputa. Sejam suas alegações falsas ou não, a greve dos petroleiros é explosiva: pode parar o país ─ como, em 1973, a greve dos caminhoneiros parou o Chile. E deu no que deu.
Um Governo que, para cumprir sua decisão, precisa chamar o Exército, mostra que não se sente forte. Instituições que não conseguem impedir o MST e o MTST, as Ligas Camponesas de hoje, de invadir prédios do Governo e ocupar áreas privadas, nem se sentem em condições de enfrentar mascarados que usam porretes, marretas, estilingues e pedras, mostram fragilidade. Exército e Polícias estão descontentes com verbas e salários.
O clima é instável, sujeito a chuvas.
Pequim é aqui
O Windsor Barra Hotel, um dos mais luxuosos do Rio, com 338 apartamentos de frente para o mar, está inteiramente tomado por chineses. Por coincidência, este é o hotel em que será realizado o leilão do campo petrolífero de Libra.
A escolha do nome
Citando Shakespeare, se uma rosa tivesse outro nome teria o mesmo perfume. Mas nome é tão importante que um papa, ao ser eleito, escolhe como será chamado. O novo nome costuma indicar a linha pastoral que pretende seguir.
Um grupo de empresários privados quer construir um novo aeroporto em São Paulo, destinado a aviões executivos ─ aeroporto, aliás, contestado por ambientalistas. Nome do empreendimento, a ser erguido na região de Parelheiros: Aeródromo Harpia. Que significa Harpia? De acordo com o dicionário Aulete, Harpia pode ser: a) monstro da mitologia grega com cabeça de mulher e corpo de abutre; b) pessoa ávida, avarenta e de má índole, capaz de extorquir as outras pessoas; c) gavião real. Ao escolher o nome, certamente os empreendedores pensaram no gavião real ─ uma bela e imensa ave de rapina, com envergadura que atinge dois metros. De acordo com o mesmo dicionário, o gavião-real (Harpia Harpyja) possui fortes garras afiadas, capazes de capturar grandes mamíferos.
Pois é.
Brasil…
O caro leitor se manifestou nas ruas contra o desperdício de dinheiro público? Pois a Escola de Samba Grande Rio vai desfilar, no próximo Carnaval, em homenagem à cidade de Maricá. Para garantir o bom andamento do desfile, o prefeito petista de Maricá, RJ, Washington Quaquá, já havia destinado R$ 3 milhões do Tesouro municipal para a escola.
Parece que não foi o bastante: Quaquá estuda aumentar o patrocínio da escola de samba em mais um milhão de reais.
…meu Brasil brasileiro…
Andressa Mendonça, esposa do bicheiro Carlinhos Cachoeira, filiou-se ao PSL de Goiás e deve se candidatar a deputada federal. Segundo o presidente regional do PSL goiano, Dário Paiva, a Sra. Cachoeira é “o símbolo da força da mulher”. Andressa Mendonça está solta sob fiança. Há pouco mais de um ano, foi presa ao dizer que tinha um dossiê sobre o juiz Alderico Souza Santos.
…meu mulato inzoneiro…
José Roberto Arruda, ex-governador de Brasília, preso no exercício do mandato, entrou no PR. Entraram também no partido, pensando nas eleições do ano que vem, Brizola Neto, ex-PDT, e o usineiro Maurílio Biaggi Jr. O PR é comandado por Waldemar Costa Neto, condenado no processo do Mensalão.
…vou cantar-te nos meus versos
Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. E ambas não se misturam. Chico Buarque de Holanda falou mais de uma besteira na polêmica sobre biografias ─ inclusive negando ter dado uma entrevista que foi gravada e filmada. Mas não é por isso que deve ser desqualificado. É um dos maiores letristas brasileiros.
A música de suas canções não é tão boa quanto a letra, mas assim mesmo é de ótima qualidade. Como cantor, é aceitável. Como escritor, é chato. E, quando fala de política, é velho. Mas querer que o compositor de A Banda e de Atrás da Porta atinja nível igual quando fala de política, é pedir demais.
É o mesmo que achar que Pelé, só por ser Pelé, tem de ser um grande compositor. Pelé até acha “o Édson” um bom compositor, como Chico Buarque se acha um bom jogador de futebol (tanto que é titular no time de que é dono, o Polytheama). Pelé, calado, disse Romário, é um poeta; Chico, dando entrevista, poeta é que não é.