sexta-feira, 22 de julho de 2016

Belém virou uma verdadeira zona de guerra, e enquanto o Pará chega a 44,8 homicídios por 100 mil habitantes, há cidades da Região Metropolitana de Belém próximas dos 100 homicídios por 100 mil habitantes. No Uruguai, a taxa é de 5,9/100 mil, na Argentina 6,6 e no Chile 2,14. Isso nos coloca entre as 30 cidades mais violentas do mundo! Casos como o do pai de família alvejado e morto em frente ao Colégio Moderno, enquanto deixava seu filho; da invasão audaciosa da Secretaria Municipal de Administração; assaltos com reféns em faculdades  e execuções sumárias, em plena luz do dia, em áreas "nobres". Noticiam-se atrocidades diariamente, e crimes bárbaros já nem chamam tanto a atenção... Vamos chamar a atenção de nosso governador para o assustador clima de terror em que vive a capital!!
Este abaixo-assinado será entregue para:

Dilma diz que não autorizou. Mas não nega caixa 2 em campanha

Presidente afastada afirmou que nunca autorizou repasse de dinheiro sujo. Marqueteiro admitiu ter recebido 4,5 mi de dólares do petrolão.

No dia seguinte ao depoimento em que o casal João Santana e Mônica Moura admitiu que dinheiro desviado dos cofres da Petrobras pagou dívidas de campanha de Dilma Rousseff, a presidente afastada afirmou que “nunca autorizou o pagamento de caixa dois a ninguém”. Mas não negou o repasse de propina: “Se houve pagamento, não foi com o meu conhecimento”, prosseguiu a petista nas redes sociais.
Em depoimento ao juiz federal Sergio Moro na quinta-feira, o marqueteiro e sua mulher e sócia confessaram que, ao serem presos em fevereiro pela Polícia Federal, mentiram no inquérito. Ao juiz federal Sergio Moro, o casal esclareceu que 4,5 milhões de dólares recebidos por meio do doleiro e operador de propinas Zwi Skornicki era dinheiro da campanha eleitoral de Dilma Rousseff, em 2010.
Segundo Mônica, os valores recebidos por meio do operador eram relativos a “dívidas da campanha presidencial de 2010 (Dilma) e Zwi lhe foi indicado pelo então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto”. Ela negou, contudo, que soubesse que o dinheiro tinha origem em propinas do esquema Petrobras. Afirmou que está disposta a colaborar com a Justiça, mas só o fará com “acordo assinado”.
Tweet da presidente afastada Dilma Rousseff
Tweet da presidente afastada Dilma Rousseff (@dilmabr/Twitter)

Obra de Karl Ove Knausgård é a resposta ao nosso tempo

Enquanto as redes sociais podem nos distanciar do mundo e dos amigos, nos desumanizando; o livro 'Uma Temporada no Escuro' nos aproxima de nós mesmos e dos outros, nos comove e nos humaniza

O escritor norueguês Karl Ove Knausgård
O escritor norueguês Karl Ove Knausgård teve sua obra traduzida em mais de 20 línguas
Diego Braga Norte
A esta altura, com o lançamento do quarto volume da série Minha Luta no Brasil, Uma Temporada no Escuro (Companhia das Letras, 504 páginas, 59,90 reais), e com a vinda do seu autor para a Flip 2016, a história da jornada literária de Karl Ove Knausgård já é familiar para muitas pessoas. O escritor decidiu dividir as mais de 3.600 páginas de sua autobiografia romanceada em seis volumes que não obedecem a uma sequência cronológica e que podem ser lidos de forma avulsa ou fora da ordem de lançamento. Mas que também podem viciar os experimentados na saga existencial do norueguês.
A escritora britânica Zadie Smith declarou que espera pelos livros como um drogado anseia pelo crack. Exagero? Talvez, mas o magnetismo provocado pela obra do norueguês costuma captar os leitores de forma imediata, logo nas primeiras páginas. Para os iniciados na prosa limpa e direta de Knausgård, o quarto volume chega para suprir uma necessidade. Para os iniciantes, o volume é talvez a porta de entrada mais fácil para a série. Um livro prazeroso de se ler e com inúmeras cenas engraçadas ou constrangedoras — para os leitores e, principalmente, para o autor-personagem.
Karl Ove Knausgård (pronuncia-se Karl Uve Quinausgórd) tem agora 18 anos, acabou de terminar o ensino médio em Kristiansand, no sul da Noruega, e decide perseguir a carreira de escritor. Para isso, ele aceita um emprego de professor primário e muda-se para Håfjord, no belo e gélido norte do país. Seu plano era simples: ganhar dinheiro suficiente para se sustentar e ter tempo livre para se dedicar à escrita em um local calmo. Em parte, o plano deu certo. Mas os muitos empecilhos e desventuras enfrentados por ele dão corpo às histórias do livro. Bonito e inteligente, Knausgård não esconde a sua prepotência juvenil, da mesma maneira que também não oculta as suas falhas e inseguranças.
Capa do livro "Uma Temporada no Escuro"
Capa do livro “Uma Temporada no Escuro – Minha Luta 4″
A narrativa prossegue entremeando o seu cotidiano com memórias e reflexões pontuais — sobre música, literatura, família, sexo, amizades etc. E é aí, nessa mescla de estilos, que entra a magia do talentoso escritor nórdico. Com um fluxo narrativo poderosíssimo, o autor mistura, sem o menor pudor, memórias, ficção e ensaio. O produto final é robusto e belo, criando uma teia narrativa que se desloca ora entre as ações do dia a dia e ora pelo fluxo de pensamentos na cabeça do autor. Sim, a semelhança entre o Minha Luta e o totem literário Em Busca do Tempo Perdido já tinha sido aventada aqui e acolá, mas a confirmação da influência veio em recente palestra do Knausgård em São Paulo, aonde o autor esteve para promover seu livro.
O escritor norueguês confessou que o francês Marcel Proust é sua maior influência; admitiu inclusive que inveja a forma de como o francês insere as divagações interrompendo uma cena de ação e retomando-a no mesmo ponto alguns parágrafos ou mesmo muitas páginas depois. Fazer isso e ainda manter o ritmo narrativo sem deixar o livro enfadonho não é fácil, mas Knausgård supera a dificuldade com méritos. E, em meio às cenas de bebedeiras e frustrações sexuais, e descrevendo as suas atividades como professor, o autor nos apresenta parágrafos como estes:
“Eu tinha escrito um conto bom pra c***.
Alegria, alegria, alegria.
E também havia a luz, um pouco escurecida em meio aos homens e às coisas dos homens, repleta de uma escuridão desgastada que, espalhada na luz, não a dominava nem a subjugava, mas apenas a tornava mais discreta ou mais opaca, enquanto no céu a luz brilhava pura e clara.
Alegria.”
São bastante curiosas as passagens em que o autor explica aos seus leitores como ele se tornou um escritor. Os trechos metalinguísticos, verdadeiras salas de espelhos “borgeanas”, longe de constituírem um truque fácil de um tipo de literatura voltada para si mesma, são um recurso de coesão para dar força ao realismo que a obra se dispõe a narrar.
A vida de um jovem em uma vila de pescadores esquecida na extrema borda continental da Noruega, literalmente no fim do mundo, tal como aconteceu (ou tal como o autor nos conta) é também banal, enfadonha, repetitiva e muitas vezes triste. A tristeza e a solidão física e existencial são realçadas sobretudo pela presença opressora do inverno com temperaturas negativas e escuridão durante 20 horas por dia – a tal “temporada no escuro” do título.
A sinceridade dilacerante da obra e sua extensão talvez sejam a contrapartida adequada e antagônica aos nossos dias atuais. É o tempo das micronarrativas de 140 caracteres e felicidades (muitas vezes fingidas ou exageradas) compartilhadas em fotos nas redes sociais; é o tempo das banalidades efêmeras tratadas como assuntos sérios. A caudalosa obra de Karl Ove Knausgård é a resposta adulta e literária ao mundo supérfluo, extremamente infantil e fugaz das redes sociais. Enquanto o Facebook pode usar seus poderosos algorítimos e conexões para nos distanciar do mundo e dos amigos, nos desumanizando, a obra de Knausgård nos aproxima de nós mesmos e dos outros, nos comove e nos humaniza.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Vídeo especial – Senadores detonam covardia de Dilma e fim melancólico da Era PT

Estrelando: Magno Malta, Simone Tebet, Ana Amélia, José Medeiros e Ronaldo Caiado

Por: Felipe Moura Brasil  
Senadores montagem
Fiz uma edição especial dos melhores momentos da primeira semana de julho no Senado Federal, mesclando os pronunciamentos dos senadores Magno Malta (PR-ES), Simone Tebet (PMDB-MS), Ana Amélia (PP-RS), José Medeiros (PSD-MT) e Ronaldo Caiado (DEM-GO); e também o recado à nação feito pelo coautor do pedido de impeachment contra Dilma Rousseff e fundador do PT, Hélio Bicudo.
A propósito: Malta nomeia quem vai votar contra e a favor do afastamento definitivo da petista.
Assista!
PS: Na sexta-feira (8) em que o presidente interino da Câmara, Waldir “Dilmo” Maranhão, foi o protagonista do noticiário, confesso que aproveitei para trabalhar num projeto secreto para o segundo semestre, muito mais interessante que discutir data da eleição para o comando da Casa. Aguardem.
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O padre que chutava de bico latas milagreiras liquidaria em dois minutos os surtos paranormais de Marilena Chauí

Se a professora de Filosofia que anda tendo visões vivesse numa pequena paróquia do século passado, não escaparia da excomunhão nem do manicômio

Muitos anos antes da estreia do destrambelhado sexto sentido de Marilena Chauí, Taquaritinga se alvoroçava de tempos em tempos com a notícia que se espalhava feito rastilho pela cidade de 10 mil habitantes: alguém tivera uma visão. Em agosto de 1958, por exemplo, fiquei sabendo num começo da tarde que uma mulher que morava na Vila Sargi acabara de ver Nossa Senhora refletida numa lata de alumínio esquecida no quintal da casa de chão batido. Cavalgando a Monark com freio no pé que herdara de um dos meus irmãos, cheguei em cinco minutos ao cenário da aparição e consegui infiltrar-me na terceira fileira, espremido entre uma moça de sombrinha e um homem de bigode e chapéu. Era tudo verdade, confirmou a troca de impressões entre os dois.
O homem se disse impressionado com o intenso azul do olhar da santa. A moça observou que o azul do manto era um pouco mais escuro. Achei que seria falta de educação declarar que não estava vendo coisa alguma além do alumínio castigado pelo sol, e já estava pronto para enxergar um terceiro tom de azul quando o padre Lourenço Cavallini estacionou ruidosamente seu Fusca verde-limão a um metro da calçada, desceu do carro sem tirar a chave da ignição e abriu uma picada no meio da multidão com safanões e cotoveladas.
Ao divisar o alvo que perseguia, o impetuoso pastor do rebanho municipal acelerou o ritmo das passadas e, mesmo com os movimentos dificultados pela batina preta, mandou para o espaço com um tremendo bico de esquerda a lata de alumínio com Nossa Senhora e tudo. O que parecia um último chute era um pontapé inicial — a senha para o ato seguinte do espetáculo da santa cólera. A lata ainda voava quando ecoou a ordem baixada pela temida voz de tenor: “Vão trabalhar, seus vagabundos!”, berrou o padre Cavallini.
Não me senti afrontado: eu tinha 8 anos e nessa idade ninguém trabalhava. Mas a plateia que se ia dispersando vagarosamente aumentou a velocidade da retirada, que virou correria com o prosseguimento das chicotadas verbais. O próximo cretino que tentasse aproveitar-se de figuras sagradas seria sumariamente excomungado, avisou a maior autoridade religiosa da paróquia. E sem direito a queixar-se ao bispo, muito menos apresentar recursos à Santa Sé, porque um padre não tem tempo a perder nem paciência a desperdiçar com vigarices de ateus, maçons, espíritas ou carolas imbecis.
É verdade que, passado o susto, os paroquianos que tinham visões continuaram a tê-las, mas ficaram mais cautelosos. Só relatavam o acontecido a parentes próximos e amigos de infância, que juravam manter a história longe dos ouvidos do padre Cavallini. Depois que deixei a cidade onde nasci, não soube de nenhum episódio semelhante ao que testemunhei naquela tarde — até ser confrontado, há 12 anos, com o primeiro dos surtos paranormais protagonizados por Marilena Chauí.
A estreia desse sexto sentido de quinta categoria ocorreu em 2004, no dia em que a professora de Filosofia da USP saiu de uma audiência com o presidente da República como se estivesse saindo de uma crônica de Nelson Rodrigues: varada de luz feito santo de vitral, comunicou aos jornalistas que zanzavam pelas imediações do Palácio do Planalto que, “quando Lula fala, o mundo se ilumina”.
Como apenas Marilena Chauí viu a garganta do deus do PT gerando mais energia que mil Itaipus, e como a solitária espectadora do fenômeno se dispensou de descrições mais precisas, tornou-se impossível confrontar o que viu a professora com os assombros que se materializam no mundo real sempre que Lula desanda numa discurseira. Os plurais saem em desabalada carreira, a gramática se refugia na embaixada portuguesa, a ortografia se asila em velhos dicionários, a regência verbal se esconde no sótão da escola abandonada, o raciocínio lógico providencia um copo de estricnina sem gelo, a razão pede a proteção da ONU para livrar-se de outra sessão de tortura.
No segundo surto, Marilena Chauí foi menos sovina com os interessados nos detalhes do que tinha visto. Como atesta o vídeo, ela revelou publicamente que, da mesma forma que Dilma Rousseff vê um cachorro oculto atrás de toda criança, vira escondido em cada brasileiro da classe média um traidor da nação, um inimigo da pátria ou coisa pior. “Eu odeio a classe média”, decolou a pensadora do PT. “A classe média é o atraso de vida. A classe média é estupidez. É o que tem de reacionário, conservador, ignorante, petulante, arrogante, terrorista. A classe média é uma abominação política, porque ela é fascista, uma abominação ética, porque ela é violenta, e ela é uma abominação cognitiva, porque ela é ignorante”.

A terceira manifestação, reproduzida no vídeo abaixo, informa que o caso de Marilena saiu do terreno da galhofa para adentrar o pátio do manicômio. A mulher que tem visões agora enxerga na operação que desmontou o maior esquema corrupto de todos os tempos uma trama internacional destinada a roubar riquezas armazenadas nas profundezas do mar do Brasil. “A Lava Jato não tem nada a ver com a moralização da Petrobras”, delirou Marilena há poucos dias. “É pra tirar de nós o pré-sal”.
Na visão da filósofa de terreiro, o juiz Sérgio Moro é um agente do imperialismo ianque e das seis maiores multinacionais petrolíferas, as “Seis Irmãs”. Depois de alguns anos de cursos e treinamentos no FBI (Marilena aparentemente ignora por que a velha CIA ficou fora dessa), Moro voltou ao Brasil preparado para engaiolar bravos guerreiros do povo brasileiro, atribuir crimes inexistentes a um Lula incorruptível, obrigar empreiteiros, diretores da Petrobras e figurões da política a confessarem delinquências que jamais cometeram, delatar amigos inocentes ou devolver propinas que nunca embolsaram e, com tudo isso e muito mais, precipitar a queda de Dilma Rousseff.
Se tivesse tais visões numa pequena paróquia do século passado, Marilena não escaparia da excomunhão por charlatanice decretada por um padre Cavallini, seguida de pedagógicas temporadas no hospício mais próximo. Como vive num mundinho infestado de fanáticos, daqui a alguns anos a companheira paranormal talvez esteja empoleirada em púlpitos pintados de vermelho, contando as coisas que anda vendo a bandos de devotos da seita lulopetista.
Admita-se: vista de perto, Marilena Chauí tem tudo para fazer bonito no papel de animadora de missa negra.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Lula acabou de descobrir que é muito mais seguro ser perseguido pela Lava Jato do que socorrido por Ciro Gomes

Sempre que o ex-governador do Ceará tem uma ideia, alguém precisa trancá-lo imediatamente num banheiro e aguardar o fim do surto


lulaciro2.srzd.dez
Sempre que Ciro Gomes diz que teve uma ideia, alguém precisa trancá-lo imediatamente num banheiro e esperar que o surto passe. Como até agora nenhum parente ou amigo se animou a executar essa medida preventiva (que venho recomendando desde o século passado pelo menos três vezes por ano), a usina de propostas irretocavelmente imbecis só é desativada quando Ciro está dormindo. O problema é que dorme pouco.
Nesta terça-feira, depois de atravessar mais uma noite à caça de alguma ideia que livrasse Lula das investigações da Lava Jato e de uma temporada na cadeia, o ex-governador do Ceará ergueu-se da cama excitado com o que lhe pareceu um plano perfeito: “Pensei: se a gente formar um grupo de juristas, a gente pode pegar o Lula e entregar numa embaixada. À luz de uma prisão arbitrária, um ato de solidariedade particular pode ir até esse limite”. Limite é o mais recente codinome de sequestro.
“Proteger uma pessoa de uma ilegalidade é um direito”, descobriu Ciro. Para garantir ao prisioneiro libertado “uma defesa plena e isenta”, Lula teria no bolso um pedido de asilo ao cruzar o portão da embaixada de um país governado por gente confiável. A Venezuela, por exemplo. Além do ambiente aconchegante, a sede da representação venezuelana tem espaço de sobra para abrigar o velho cúmplice de Hugo Chávez e Nicolás Maduro.
Para abrandar a solidão de um ex-presidente martirizado pelo desterro em seu próprio país, o idealizador do sequestro poderia também hospedar-se na Pensão do Lula ─ para sempre, de preferência. Mas é improvável que o chefão embarque no que é, mais que uma formidável ideia de jerico, uma operação criminosa que costuma dar cadeia até no Brasil. Se lhe restou algum juízo, Lula sabe que é muito mais seguro ser perseguido pela Lava Jato do que socorrido por Ciro Gomes.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Alô, senadores! Dilma, a comediante, deixa claro: se voltar, quer governar sem o Congresso

A Afastada decidiu também demonstrar que Temer está cortando direitos dos trabalhadores. Usou como exemplo o reajuste do Bolsa Família e dos servidores, que chamou de “irresponsabilidade fiscal”. Santo Deus!

Dilma Rousseff tem o emprego assegurado depois que for impichada de vez: vai ser humorista. Já sugeri à direção da Jovem Pan que a contrate. Por que não? Fora do governo, ela é engraçadíssima. Também falei a Tutinha e Emílio Surita que o “Pânico” não pode abrir mão da sua contribuição. São empregos dignos, que rendem um salário honesto e podem divertir os brasileiros. Na noite desta quarta, a Afastada concedeu uma entrevista ao “Jornal do SBT”. Se a gente levar a serio o que diz, é o caso de recomendar internação.
Começo pelo fim. O entrevistador, Kennedy Alencar, perguntou o que ela fará de diferente caso volte ao poder. Tergiversou um pouco e deu um exemplo: disse que não repetiria o governo de coalizão. Hein? Como assim? “Mas é possível governar sem ele?” E a mulher pensou alto: claro que sim! Segundo ela, dá para governar, então, sem o apoio dos partidos desde que “se discuta claramente com a população”.
Fica o recado aos senadores: caso Dilma volte, pretende adotar o método bolivariano de tomada de decisões, consagrado, no momento, por Nicolás Maduro, aquele notável democrata: nada de intermediação de políticos. Vai ser papo direto e reto com o povo.
Dilma está cada vez mais engraçada porque domina cada vez menos a matemática. E isso ficou claro quando, ainda nos divertindo com a sua galhofa, afirmou que pretende escrever uma carta de compromissos com o povo antes do julgamento no Senado. E o que conterá essa carta?
Ela não sabe ainda muito bem, mas adiantou duas coisas. Em primeiro lugar, disse, “resgatar a democracia”. Vai ver, então, estamos sob o império de uma ditadura. Em segundo lugar, afirmou que pretende devolver os direitos que estão sendo retirados do povo. Mas quais direitos? Que legislação mudou até agora?
E foi aí que se viu Dilma, a comediante, no melhor da sua forma. Na proposta que ela havia enviado ao Congresso, o Bolsa Família teria um reajuste médio de 9%; na aprovada pelo governo Temer, esse índice saltará para 12,5%. Ora, se ele dá um aumento maior do que o dela, onde está a subtração de direitos, considerando que ela própria não deu reajuste nenhum em 2015?
Dilma tentou explicar: é que o majoração deveria ter acontecido em abril, e os 3,5 pontos percentuais a mais, garantidos pelo atual governo, buscariam compensar o atraso. Dilma continua sem saber matemática. É por isso que pedalou tanto.
Mas a petista foi além: embora tenha proposto 9%, e seu antípoda, 12,5%, afirmou que o reajuste do Bolsa Família é pequeno quando confrontado com o dos servidores do Judiciário, como se alhos pudessem ser comparados com bugalhos.
Então ficamos assim. Quando Dilma foi dar exemplos de como Temer está subtraindo direitos dos trabalhadores, escolheu dois:
1: reajuste de 12,5% no Bolsa Família (ela queria dar apenas 9%):
2: reajuste dos servidores do Judiciário.
Vale dizer: a tal perda de direitos estaria traduzida em dois reajustes reivindicados justamente por aqueles que ela diz que estão sendo prejudicados.
E ainda coroou a sua avaliação chamando o conjunto da obra de irresponsabilidade fiscal.
Dá para entender algumas coisas:
– por que o governo dela foi para o buraco;
– por que o governo dela não fazia sentido;
– por que o governo dela era um caos;
– por que não conseguia dialogar com o Congresso;
– por que não conseguia dialogar nem com seus ministros;
– por que era e é detestada no próprio PT.
Há uma expressão de que gosto muito com que Marx brindou Lassale, um de seus adversários intelectuais: “caos de ideias claras”. Dilma é mais óbvia: é um caos de ideias confusas mesmo!
E esta senhora quer voltar!

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Perto dos casais descobertos no pântano drenado pela Lava Jato, Bonnie e Clyde parecem bandidos principiantes

O caso de Paulo e Gleisi informa: a mulher de político que intimidava maridos pecadores é uma espécie extinta pela proliferação das duplas de comparsas.


Nesta quinta-feira, a ida para a gaiola do ex-ministro Paulo Bernardo e a permanência no Senado de sua mulher Gleisi Hoffmann, protegida pelo foro privilegiado, conseguiram o que parecia impossível: separar um dos casais mais unidos do planeta. Eles moram juntos, militam juntos no PT, trabalharam juntos no ministério de Dilma Rousseff, entraram juntos no pântano do Petrolão e estão juntos na fase mais recente da Operação Lava Jato. Ainda que acabe condenada pelo Supremo, Gleisi não ficará junto com o marido. Infelizmente para o casal, no sistema carcerário brasileiro não existem cadeias mistas nem celas para casal.
Pensar no jeitão de pároco agnóstico de Paulo e na pose de última vestal exibida por Gleisi me remete à madrugada em que o deputado federal Ulysses Guimarães descreveu o comportamento das mulheres dos políticos de antigamente. Vale a pena reprisar a conversa ocorrida em setembro, durante a campanha para as eleições municipais de 1974. Eu era um repórter novato. Ele comandava o MDB, que o fim do bipartidarismo transformaria em PMDB, e era uma lenda em seu começo.
Nada a ver com essa cara de faraó, pensei enquanto olhava de soslaio o chapéu de palha que Ulysses, à minha esquerda no banco traseiro do Opala, usava desde o fim da tarde daquele sábado. Ganhara o chapéu em Itaquaquecetuba, um cortejo de vogais e consoantes fincado na Grande São Paulo que hospedara o quinto comício do dia. Cinco horas e dois palanques depois, o presente do eleitor anônimo continuava no mesmo lugar. Por que será?, perguntei-me.
– Presente de eleitor é coisa séria – surpreendeu-me Ulysses com o aparte mediúnico. Fiquei espantado ao ouvir a voz grave e o timbre de cantor de cabaré. Aos 60 anos, ele cumpria o sétimo mandato na Câmara dos Deputados (e seria reeleito outras quatro vezes) e fazia coisas de que até Deus duvida. Mas nunca imaginei que adivinhava pensamento.
– O problema do político é a mulher do político – mudou de assunto enquanto abria os olhos profundamente azuis e ajeitava no banco o corpo magro e rijo. – O sujeito entra em casa no escuro, tira o sapato para não fazer barulho, mas não adianta: acaba ouvindo uma mulher sonolenta querendo saber como foi o dia. O sujeito conta que almoçou com fulano ou encontrou beltrano e lá vem algum comentário do tipo “sei, aquele que você disse que é cafajeste”, “sim, esse que vive dizendo que você não presta”. Elas têm uma memória tremenda. Vereador de distrito, presidente da República, nenhum político escapa da mulher.
Era difícil imaginar Mora Guimarães, muito risonha e pouco falante, protagonizando cobranças noturnas. Embora assumidamente apaixonado pelo poder (“Não existe nada mais afrodisíaco”, repetia), Ulysses jamais vendera a alma para consegui-lo. Fora sempre um homem honrado. E continuaria a sê-lo até 12 de outubro de 1992, quando desapareceu no mar depois da queda do helicóptero em que viajava com Mora e os amigos Severo e Henriqueta Gomes.
Como os políticos da linhagem a que Ulysses pertenceu, também sumiram as mulheres dos políticos orientadas por valores éticos ou morais. No Brasil envilecido pela Era da Canalhice, que institucionalizou a corrupção impune, quem se casa com um pai da pátria desce do altar convencida de que só é pecado perder a eleição e o poder. O resto pode, até vender a mãe a preço de custo. Já na lua-de-mel vira comparsa do marido, e comparsas não fazem perguntas. Já sabem as respostas e aprendem a ocultar as safadezas praticadas em parceria.
Que Bonnie e Clyde, que nada. Esses parecem amadores quando confrontados com João Santana e Mônica Moura, por exemplo. Ou com Eduardo Cunha e Cláudia Cruz. Ou com Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann. Sobretudo com Lula e Marisa Letícia. Antes do surgimento da República de Curitiba, todos desfrutavam do sono dos sem-culpa, privilégio reservado a gente desprovida do sentimento da vergonha. Algum dia estarão tentando dormir em celas separadas.


Recuperação judicial da Oi é a pá de cal na política dos 'campeões nacionais'


Crédito farto do BNDES para criar gigantes empresariais brasileiras deixou histórico de quebras de companhias e, agora, registra o maior pedido de recuperação judicial da história

Loja da Oi
Débitos da Oi somam 65,4 bilhões de reais(Paulo Fridman/Bloomberg/Getty Images)
Nesta segunda-feira, a Oi entrou com pedido de recuperação judicial. A dívida da companhia, de 65,4 bilhões de reais, faz desse o maior pedido do gênero já registrado no país - e joga de vez uma pá de cal sobre a malograda política de campeões nacionais, empreendida pelo governo petista a partir de 2008.
Apesar de toda a ajuda federal, essas companhias nem sempre se mostraram capazes de assumir a posição de liderança que almejavam. No caso específico da Oi, a "supertele nacional" jamais chegou a ameaçar a posição das rivais Vivo, Claro e TIM em telefonia celular.
Entre outros negócios que foram eleitos como prioritários pelo governo, o resultado foi variado: enquanto a JBS se tornou líder global em carnes e a Fibria é a maior empresa de celulose do país, a LBR, de lácteos, pediu recuperação judicial e saiu do mercado. O frigorífico Marfrig também tem atuado no vermelho e precisou vender ativos.
E mais: a política de eleger campeões nacionais para competir globalmente criou um grupo de "perdedores nacionais", segundo quem não estava no grupo dos ungidos. Em setembro do ano passado,o empresário Graciano Roberto Russo, ex-controlador do frigorifífico Independência, compareceu ao Congresso para prestar depoimento à CPI do BNDES, que analisava, entre outras coisas, os critérios de escolha dos tais campeões nacionais.
As declarações de Russo foram didáticas e pungentes sobre os efeitos colaterais da estratégia criada pelo governo. "Quando se faz uma política de campeões nacionais e o governo arbitra, automaticamente cria-se uma cadeia de perdedores", disse ele. O Independência, um dos "perdedores", quebrou em 2009, enquanto a JBS virou uma gigante global - com as bênçãos do BNDES.
A "supertele nacional" surgiu em 2008, quando a Oi se fundiu com a Brasil Telecom, criando à época uma empresa com atuação em todos os Estados, à exceção de São Paulo. Para que essa fusão fosse feita, o governo teve de mexer na legislação - havia uma série de entraves legais ao negócios.
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Em 2013, também com uma ajuda do governo, a Oi, já em dificuldades, se uniu à Portugal Telecom. A ideia foi vendida, à época, como uma forma de criar uma multinacional de língua portuguesa capaz de concorrer até em outros continentes. Mas nada disso deu certo, a dívida da empresa não parou de subir e acabou culminando na recuperação judicial.
Insucessos - "O BNDES até ajudou companhias no passado. As que prosperavam eram aquelas que precisavam de capital e tinham bons projetos", Sergio Lazzarini, professor do Insper. A Embraer, por exemplo, foi um caso que contou com ajuda estatal e conseguiu prosperar.
O exemplo de sucesso da Embraer não tem paralelo com a política mais recente, em particular com a Oi. "No caso da Oi, houve uma conjugação política importante. Foi uma movimentação que buscava duas coisas: resolver os conflitos que estavam ocorrendo entre os acionistas e a decisão do governo Lula de criar grandes grupos", afirma o professor.
De acordo Lazzarini, a política de campeãs nacionais acabou no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff. "Um divisor de águas foi a tentativa do Abílio Diniz de fundir o Carrefour e o Pão de Açúcar, com o dinheiro do BNDES. Na época, foi extremamente criticado."
Em entrevista recente, Rodrigo Zeidan, professor de economia da Fundação Dom Cabral, disse que um dos problemas da política de campeãs nacionais foi não ter focado em setores estratégicos, mas sim em empresas que mantinham boa relação com o governo.
Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, em 2013, o então presidente do BNDES, Luciano Coutinho, afirmou que a promoção da competitividade de grandes empresas era uma política que havia se exaurido. Coutinho contestou, à época, o termo "campeãs nacionais". O BNDES diz que associar o banco a campeãs nacionais pressupõe que há privilégios a poucas empresas, o que seria incorreto. No entanto, as empresas que não entraram na lista de eleitas dizem que o que ocorreu foi exatamente isso - o benefício aos amigos do governo -, como atesta o depoimento de Graciano Roberto Russo à CPI do BNDES em 2015.
Prioridade - Pelo menos, agora, com o pedido de recuperação judicial, o BNDES terá uma vantagem. Os credores com garantia real - casos do BNDES e o BRB (Banco de Brasília) - são os que deverão receber primeiro, além dos credores trabalhistas. Os demais credores entram em fila separada. "No fundo, o pedido de recuperação judicial não é ruim para a Oi. Eles caíram na real de que a situação é crítica e que a reestruturação terá de ser feita", disse uma fonte a par do assunto.
(Com Estadão Conteúdo)

Gestão Estratégica

Recebi Cinco aulas de Gestão Estratégica...
Não sei se já conhecem, mas achei interessante. 

1ª AULA
Um corvo está sentado numa árvore o dia inteiro sem fazer nada. Um pequeno coelho vê o corvo e pergunta:
- Eu posso sentar como você e não fazer nada o dia inteiro?
O corvo responde:
- Claro, porque não?
O coelho senta no chão embaixo da árvore e relaxa. De repente uma raposa aparece e come o coelho.

Conclusão: Para ficar sentado sem fazer nada, você deve estar no topo.

2ª AULA

Na África todas as manhãs o veadinho acorda sabendo que deverá conseguir correr mais do que o leão se quiser se manter vivo.
Todas as manhãs o leão acorda sabendo que deverá correr mais que o veadinho se não quiser morrer de fome.

Conclusão: Não faz diferença se você é veadinho ou leão, quando o sol nascer você tem que começar a correr.

3ª AULA

Dois funcionários e o gerente de uma empresa saem para almoçar e, na rua, encontram uma antiga lâmpada mágica.
Eles esfregam a lâmpada e de dentro dela sai um gênio.
O gênio diz:
- Eu só posso conceder três desejos, então, concederei um a cada um de vocês!
- Eu primeiro, eu primeiro, grita um dos funcionários! Eu quero estar nas Bahamas dirigindo um barco, sem ter nenhuma preocupação na vida... Puff e ele foi.
O outro funcionário se apressa a fazer o seu pedido:
- Eu quero estar no Havaí, com o amor da minha vida e um provimento interminável de pina coladas! Puff, e ele se foi.
Agora você, diz o gênio para o gerente.
- Eu quero aqueles dois folgados de volta ao escritório logo depois do almoço para uma reunião!

Conclusão: Deixe sempre o seu chefe falar primeiro.

4ª AULA

Um padre está dirigindo por uma estrada quando vê uma freira em pé no acostamento. Ele para e oferece uma carona que a freira aceita. Ela entra no carro, cruza as pernas revelando suas lindas pernas. O padre se
descontrola e quase bate com o carro. Depois de conseguir controlar o carro e evitar acidente ele não resiste e coloca a mão na perna da freira. A freira olha para ele e diz:
- Padre, lembre-se do Salmo 129!
O padre sem graça se desculpa:
- Desculpe Irmã, a carne é fraca... E tira a mão da perna da freira.
Mais uma vez a freira diz:
- Padre, lembre-se do Salmo 129!
Chegando ao seu destino a freira agradece e, com um sorriso enigmático, desce do carro e entra no convento. Assim que chega à igreja o padre corre para as Escrituras para ler o Salmo 129, que diz:
“Vá em frente, persista, mais acima encontrarás a glória do paraíso”.

Conclusão: Se você não está bem informado sobre o seu trabalho,você pode perder excelentes oportunidades.

5ª aula

Um fazendeiro resolve colher algumas frutas em sua propriedade, pega um balde vazio e segue rumo às árvores frutíferas. No caminho, ao passar por
uma lagoa, ouve vozes femininas e acha que provavelmente algumas mulheres invadiram suas terras. Ao se aproximar lentamente,observa várias belas
garotas nuas se banhando na lagoa. Quando elas percebem a sua presença, nadam até a parte mais profunda da lagoa e gritam:
- Nós não vamos sair daqui enquanto você não deixar de nos espiar e for embora.
O fazendeiro responde:
- Eu não vim aqui para espiar vocês, eu só vim alimentar os jacarés!

Conclusão: A criatividade é o que faz a diferença na hora de atingirmos nossos objetivos mais rapidamente.

Portanto,
Antes de falar, escute...
Antes de escrever, pense...
Antes de gastar, ganhe...
Antes de julgar, espere...
Antes de desistir, tente...

“No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é, e outras, que vão te odiar pelo mesmo motivo.”
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quinta-feira, 9 de junho de 2016

Correios operam no vermelho e, em seis meses, não terão caixa para salários

Rombo estimado é de R$ 2,1 bilhões em 2015, ano em que a estatal não emitiu balanço.

Mais uma caixa-preta vai se abrindo com a saída da máquina petista do governo. Reportagem do Estadãomostra o rombo no caixa dos Correios. A estatal, que já protagonizou as primeiras denúncias de corrupção que deram origem às investigações que levaram ao escândalo do Mensalão, agora consolida uma trajetória de má gestão que fará com que, em seis meses, não haverá recursos próprios para pagar salários.
Semelhante à estratégia usada pelo governo Dilma com o preço dos combustíveis que onerou os cofres da Petrobras, Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) também opera com tarifas abaixo dos custos reais, um mecanismo de contenção da inflação.
Outro fator que diminuiu ainda mais o caixa foram repasses ao Tesouro Nacional para ajudar a conter o rombo das contas públicas. Resultado: como a petroleira fez em 2014, os Correios também adiaram a publicação de seu balanço de 2015. R$ 2,1 bilhões seriam as perdas em 2015 e neste ano, até agora, acumula-se prejuízo de R$ 700 milhões.
A reportagem menciona ainda que todos os cargos de comando da estatal estão sob o controle de indicações políticas dos governos Lula e Dilma, nem sempre com perfis adequados à gestão.