quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Um olho no gato e outro no queijo..,

O vídeo mostra como deve agir o líder de uma bancada oposicionista na Câmara

O deputado Antonio Imbassahy, líder do PSDB na Câmara, mostrou na sessão da CMPI da Petrobras como deve agir um genuíno oposicionista. Durante o depoimento de Nestor Cerveró ─ o ex-diretor da Petrobras que planejou a compra da sucata em Pasadena e outras tantas maracutaias bilionárias ─, nem foi preciso que o depoente respondesse com sinceridade e clareza. Como atesta o vídeo de 2min07, bastaram as perguntas de Imbassahy para deixar claro que Dilma Rousseff sempre soube de tudo.

Jogo sujo..,

Tapeação no horário eleitoral: Dilma finge que é a mãe do sistema cujo pai é FHC

No horário eleitoral do PT, Dilma Rousseff inclui entre as proezas do seu governo a criação do Sistema Interligado Nacional, que unificou a rede de distribuição de energia em todo o país. Quer dizer que é ela a mãe do SIN? NÃO, corrige o  Exilado TV, especializado na captura das mentiras recitadas pela candidata à reeleição. Amparado num texto publicado peloGlobo, o vídeo de 34 segundos atesta que a inovação ocorreu em 1998. O pai do SIN, portanto, é FHC.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Trem desgovernado, sem freios..,

Dilma derrapa no palanque: `Nosso país também precisa ter um compromisso com aqueles que desviam dinheiro público’

“Acho que nosso país precisa de fortes fundamentos éticos… o nosso país precisa de compromissos com essa questão chamada igualdade de oportunidades”, desandou  Dilma Rousseff no palanque em Duque de Caxias antes da derrapagem espetacular: “Nosso país também precisa ter um compromisso com aqueles que desviam dinheiro público…”
Ela disse isso mesmo?, duvidarão os muito céticos. Disse, atesta o vídeo que registra a reafirmação pública do compromisso com a bandidagem de estimação . Mas o que poderia ter sido o início de um potente surto de sinceridade era apenas outra pane na cabeça baldia, informaram a pausa súbita, a expressão apalermada e a continuação do palavrório em dilmês castiço: “…No combate a eles contra a corrupção, acabando com a impunidade”, tentou corrigir o neurônio solitário.
Caprichando na pose de Faxineira do Planalto, que só usa a vassoura para esconder o lixo, a oradora foi em frente com a promessa de revogar o que o governo institucionalizou: “Não é possível que no Brasil tenhamos pessoas que queiram viver com recursos que não são delas, que são do povo”. Verdade. Nenhuma nação resiste a tanta roubalheira.
É também por isso que Dilma está prestes a perder o emprego que a obriga, como vive recitando, a “cuidar de todos os brasileiros e de todas as brasileiras”. A partir de janeiro, por decisão do eleitorado, a babá de país terá tempo de sobra para cuidar só do neto.

"A evidência de um fracasso", editorial do Estadão

Quando apresentou Dilma Rousseff como candidata a sua sucessão nas eleições de 2010, Luiz Inácio Lula da Silva vendeu aos eleitores a imagem de uma gerente eficientíssima, a quinta-essência da competência administrativa, a verdadeira "mãe do PAC", o Programa de Aceleração do Crescimento, pacote de realizações nunca antes imaginadas na história deste País. Como base daquela campanha eleitoral, Dilma apresentou um programa criado para chamar de seu, o PAC 2. Quatro anos depois, apenas 15,8% das realizações prometidas em 2010 foram concluídas, 38,6% continuam em execução e 45,6% - quase a metade - permanecem no papel. Conclusão inescapável: o governo não funciona, é ineficiente, incapaz de cumprir satisfatoriamente até seus programas prioritários.

Esse fenômeno, definido como crise de Estado pelo professor José Arthur Giannotti em entrevista publicada pelo Estado no domingo (14/9), "acontece quando você decide em cima e a decisão não chega embaixo. E o Estado, dessa forma, não funciona. Já temos uma crise de decisão. Ela continua se Dilma ou Marina vencerem".
Na opinião do professor emérito de Filosofia da USP, essa crise tenderá a se agravar no caso da reeleição de Dilma porque "o PT e particularmente o Lula vão interferir muito mais no governo", assim como, na hipótese da eleição de Marina, esta terá de superar o desafio de "encontrar uma nova funcionalidade" para substituir esta "base aliada enorme que destruiu o Estado para ser construída e criou 39 ministérios", dos quais "nem a Dilma lembra mais quais são os ministros".
Esse é o resultado do completo aparelhamento da máquina governamental promovido pelo lulopetismo - por ironia, a pretexto de garantir a "governabilidade" - com o único propósito de criar condições para sua perpetuação no poder.
De fato, o que se pode esperar, em termos de eficiência, de um governo cujos cargos técnicos, em todos os níveis, são preenchidos para atender aos interesses políticos dos partidos que integram a "base aliada" em vez de levar prioritariamente em consideração a qualificação profissional e a idoneidade moral dos nomeados?
Obras do governo não são tocadas por funcionários públicos, mas por empreiteiras que, obviamente, procuram maximizar lucros. A responsabilidade dos funcionários do governo é agir com base nos mais rigorosos critérios de preservação do interesse público em todas as fases do processo de preparação e execução de um projeto, desde o edital e a preparação dos necessários contratos até a fiscalização das obras.
Ora, não se pode esperar que apaniguados políticos, cujo maior, se não único, mérito é usar uma estrela vermelha na lapela, sejam capazes de questionar competentemente aspectos técnicos ou orçamentários de projetos apresentados por empreiteiras mais do que experientes em negociar com o poder público. E seria ingenuidade imaginar, diante das evidências diariamente expostas na mídia, que os mais elevados padrões éticos sempre predominem nessas negociações.
Não foi por outro motivo que, durante seu governo, Lula se queixava sempre da atuação do Tribunal de Contas da União, que considerava extremamente rigorosa na fiscalização dos contratos para a realização de obras públicas.
Não foram Lula e o PT que inventaram a corrupção. Na verdade, o combate a ela sempre foi uma de suas principais bandeiras antes de chegarem ao Palácio do Planalto. A corrupção é produto do patrimonialismo historicamente predominante nas instituições governamentais desde os tempos coloniais. O lulopetismo tem apenas dedicado seus 12 anos no poder a aprimorar em benefício próprio os métodos da corrupção, como o demonstram, com uma estarrecedora clareza, o processo do mensalão e, agora, o escândalo da transformação da Petrobrás em fonte de recursos a serviço dos interesses políticos de PT e aliados.
E o mais trágico - o fenômeno diagnosticado pelo professor Giannotti do qual Dilma já deve estar se dando conta - é que esse verdadeiro poder invisível entranhado na máquina governamental tende a adquirir vontade própria. Ou seja: a decisão que se toma embaixo não é sempre, necessariamente, a que vem de cima.
http://rota2014.blogspot.com.br/2014/09/a-evidencia-de-um-fracasso-editorial-do.html

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

A “presidenta” de volta à cozinha

Chegou a hora de o brasileiro matar a saudade do cachorro de Dilma no horário eleitoral

GUILHERME FIUZA
19/09/2014 17h09
A vida tem sido difícil em 2014 para o governo brasileiro, mesmo estando nas mãos de um partido de vida fácil. Os números do PIB apontam para a recessão, a inflação não cede, e até o prognóstico oficial de que a Copa do Mundo aqueceria a economia teve de ser engolido – já que aconteceu exatamente o contrário. Mas agora tudo ficará mais fácil para o governo popular: começou a campanha eleitoral. Como se sabe, esta é a hora de os brasileiros matarem a saudade do cachorro da Dilma. Com o horário eleitoral gratuito, o PT poderá montar suas histórias sem precisar traficar informação.

Já estava mais do que na hora. Ninguém aguentava mais aquele baixo-astral das notícias sobre espionagem no Palácio do Planalto. Felizmente, a invasão e adulteração criminosa dos perfis de jornalistas na Wikipédia ficou por isso mesmo. O Brasil não tem mais estômago para ficar acompanhando investigação de atos sórdidos. Já basta a novela do mensalão. Deixem os aloprados abrigados no palácio do governo em paz com suas escaramuças malcheirosas. É a única alegria que eles têm. Agora, em vez de ficar difamando Carlos Alberto Sardenberg, o departamento de ficção científica dos companheiros se dedicará de corpo e alma a embelezar Dilma. Chega de sombras, agora é tudo azul. Ou vermelho.

Dilma Rousseff inaugurou suas aparições no horário eleitoral, apresentada no lugar onde o PT acha que a mulher deve estar: na cozinha. Foi a estratégia clara de sua campanha: vai que o eleitorado esqueceu que a “presidenta” é mulher? Sem pensar duas vezes, o comando progressista foi logo mostrando Dilma no meio das panelas. Para o eleitor desatento, que nos últimos anos a tenha achado atrapalhada, lá estava ela preparando um macarrão – e calando definitivamente a boca dos que duvidam de suas capacidades.

Na campanha eleitoral de 2010, quando ninguém tinha visto ainda Dilma Rousseff governando, os filmes procuravam mostrar que ela era uma líder. Numa das cenas, enquanto um locutor avisava que a candidata tinha comando, a imagem a mostrava atirando um osso para o seu cachorro buscar. Ele buscava – e devolvia na mão da dona. Uma prova inequívoca de autoridade presidencial. Em 2014, não será necessário repetir essa cena. Os brasileiros já viram que Dilma e seus comandados pegam o osso e não largam mais.

Eis a questão que dominará a corrida presidencial: como fazer o PT largar o osso, após 12 anos de dentes bem cravados? Não será fácil. Além do referido azedume dos indicadores que prenunciam uma recessão, o esfolamento da Petrobras teve novos capítulos candentes – como as revelações da distribuição de verbas pelo doleiro anexo e a combinação clandestina de perguntas e respostas na CPI. A resposta da opinião pública foi imediata: a avaliação positiva do governo Dilma subiu!

Que fazer diante de tal cadeia de eventos? Como concorrer com uma presidente que faz outras coisas além de macarrão e é aplaudida pelos súditos?

A oposição já tentou de tudo. O PSDB, coitado, a cada eleição tenta parecer mais pobre. Já apresentou o economista José Serra como “o Zé”, filho de feirante. Quando concorreu à Presidência, Alckmin virou “o Geraldo”. Tentam parecer amigos do Lula (o filho único do Brasil) e escondem o Plano Real, essa jogada neo­liberal que o PT consertou – segundo a nova verdade nacional, construída com afinco pela central de inteligência companheira. Experimente desmentir o Império do Oprimido, e você descobrirá seu passado terrível na internet.

Entrevistada no Jornal Nacional, Dilma não respondeu por que ela e seu partido tratam os condenados do mensalão como heróis nacionais e perseguidos políticos. Disse que não comenta decisões judiciais. Alertada de que não se tratava de comentar uma decisão judicial, mas uma posição política, ela se reservou o direito de fingir que não entendeu. E repetiu que não comenta decisões judiciais.

São as maravilhas da campanha eleitoral. A partir de agora, a presidente só comentará que trabalha muito e tem saudades da filha, da neta e do cachorro. Lá vai o Brasil descobrir de novo o doce de coco que é Dilma. Que ninguém estranhe se essa dona de casa sobrecarregada aparecer no horário eleitoral reclamando do preço do macarrão.
http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/guilherme-fiuza/noticia/2014/09/presidenta-de-bvolta-cozinhab.html

sábado, 20 de setembro de 2014

Urnas não são seguras e TSE "não se interessa em mudar isso", diz professor



Veja mais em: http://www.infomoney.com.br/mercados/eleicoes/noticia/3529278/urnas-nao-sao-seguras-tse-nao-interessa-mudar-isso-diz

Rede social para ricos cobra R$ 21 mil por inscrição


Quantas pessoas no seu Facebook compartilham fotos de suas férias em Ibiza, passeios em Ferraris e da coleção de relógios Rolex?
Uma nova rede social promete mais "exclusividade" para aqueles que têm uma conta bancária gorda.
No entanto, fazer parte do Netropolitan não sai barato, o usuário precisa pagar uma taxa de inscrição de US$ 9 mil (R$ 21.245, de acordo com a cotação do Banco Central do Brasil do dia 18 de setembro de 2014).
Segundo o site PC Magazine, o serviço foi lançado na última terça-feira (16) e só está acessível para pessoas que foram previamente inscritas, tanto que está fora das ferramentas de busca.
Além disso, o usuário deve pagar uma taxa de anuidade de US$ 3 mil (R$ 7.000).
A rede social visa, acima de tudo, a privacidade de seus usuários.
“Nunca iremos declarar publicamente o número exato de membros no clube e, especialmente, nós nunca iremos liberar ou confirmar a identidade de qualquer um dos nossos membros”, afirma a empresa.
Para participar, além de ser rico, é preciso ter 21 anos.
Outra regra é que anúncios só são permitidos em grupos específicos, como de negócios, com regras rígidas.
O Netropolitan funciona assim como o Facebook ou qualquer outra rede social, os perfis de usuário incluem o acesso à atividade, perfil, notificações, mensagens, localização, amigos e seguidores.
Uma caixa de atualização permite que você diga aos colegas onde você está e o que você está fazendo.
Veja mais em: http://www.infomoney.com.br/minhas-financas/gadgets/noticia/3585861/facebook-milionarios-rede-social-para-ricos-cobra-mil-por-inscricao

O papel da Imprensa

Dilma ainda não sabe para que serve a imprensa

A Procuradoria-Geral da República se negou a fornecer ao governo as informações da delação premiada de Paulo Roberto Costa. E fez bem. Dilma deve ter se esquecido de que o Ministério Público é um órgão independente. Não está subordinado a nenhum dos Poderes da República. A presidente agora diz que vai apelar ao STF. E fez uma afirmação, digamos, muito típica, com toda a falta de jeito que a caracteriza.
“Pedirei ao ministro Teori a mesma coisa: quero ser informada se no governo tem alguém envolvido. Não tenho por que dizer que tem alguém envolvido, porque não reconheço na revista “VEJA” e nem em nenhum órgão de imprensa o status que tem a PF, o MP e o Supremo. Não é função da imprensa fazer investigação, e sim divulgar informações. Agora, ninguém diz que a informação é correta. Não prejulgo, mas também não faço outra coisa: não comprometo prova. Porque o câncer que tem nos processos de corrupção é que a gente investiga, investiga, investiga e ainda continua impune.”
A exemplo de Didi Mocó Sonrisal Colesterol Novalgina Mufumbbo, pergunto: “Cuma, presidente?”. De fato, VEJA, felizmente, não é um órgão oficial, a exemplo da PF, do MP e do Supremo. Felizmente, não! E a revista não espera — e o mesmo vale para o resto da imprensa — que as suas apurações substituam inquéritos.
Agora, quanto ao papel da imprensa, é evidente que Dilma está errada. A ela cabe mais do que informar. Ela também investiga, sim! Não com o objetivo de passar informações ao estado, mas com o propósito de informar a sociedade.
Dilma deve sonhar com a imprensa cubana. Só informa. E só informa o que pode.
 Por Reinaldo Azevedo

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Ruy Barbosa de Oliveira, baiano, (1849 - 1923)

"A esperança nos juízes é a última esperança. Ela estará perdida, quando os juízes já nos não escudarem dos golpes do Governo. E, logo que o povo a perder, cada um de nós será legitimamente executor das próprias sentenças, e a anarquia zombará da vontade dos presidentes como o vento do argueiro que arrebata."
Ruy Barbosa

Ruy Barbosa"A injustiça, senhores, desanima o trabalho, a honestidade, o bem; cresta em flor os espíritos dos moços, semeia no coração das gerações que vêm nascendo a semente da podridão, habitua os homens a não acreditar senão na estrela, na fortuna, no acaso, na loteria da sorte, promove a desonestidade, promove a venalidade [...] promove a relaxação, insufla a cortesania, a baixeza, sob todas as suas formas."
Ruy Barbosa

Ruy Barbosa"A justiça, cega para um dos dois lados, já não é justiça. Cumpre que enxergue por igual à direita e à esquerda."
Ruy Barbosa

Ruy Barbosa"A nossa Constituição, estabelecendo a liberdade ampla de crenças religiosas, confiou o desenvolvimento dos sentimentos cristãos neste país à ação livre da consciência brasileira. Empenhada está ela, portanto, em que o direito da minoria religiosa em nosso país esteja tão absolutamente garantido como o da maioria."
Ruy Barbosa

Ruy Barbosa"A pátria é a família ampliada."
Ruy Barbosa

Ruy Barbosa"A profissão de advogado tem, aos nossos olhos, uma dignidade quase sacerdotal. Toda a vez que a exercemos com a nossa consciência, consideramos desempenhada a nossa responsabilidade. Empreitada é a dos que contratam vitórias forenses. Nós nunca nos comprometemos ao vencimento de causas, nunca endossamos saques sobre a consciência dos tribunais, nunca abrimos banca de vender peles de ursos antes de mortos."
Ruy Barbosa

Ruy Barbosa"A publicidade é o princípio, que preserva a justiça de corromper-se."
Ruy Barbosa

Ruy Barbosa"A República não precisa de fazer-se terrível, mas de ser amável; não deve perseguir, mas conciliar; não carece de vingar-se, mas de esquecer; não tem que se coser na pele das antigas reações, mas que alargar e consolidar a liberdade."
Ruy Barbosa

Ruy Barbosa"Advogado, afeito a não ver na minha banca o balcão do mercenário, considero-me obrigado a honrar a minha profissão como um órgão subsidiário da justiça, como um instrumento espontâneo das grandes reivindicações do direito, quando os atentados contra ele ferirem diretamente, através do indivíduo, os interesses gerais da coletividade."
Ruy Barbosa

Ruy Barbosa"Ah, esse tempo existiu, eu sei. Tempo de caráter, lealdade, escrúpulos. Tempo de verdade, amizade, respeito ao próximo. Amor ao próximo. Tenho saudade do tempo em que a justiça era respeitada porque era acreditada. Acima de tudo. Autoridade máxima do dever. Zeladora dos direitos. Sem vergonha de ser o que é, de apontar o que fosse, desde que fosse o justo, o correto, o verdadeiro."
Ruy Barbosa

Ruy Barbosa"Boa é a lei, quando executada com retidão. Isto é: boa será, em havendo no executor a virtude, que no legislador não havia. Porque só a moderação, a inteireza e a eqüidade, no aplicar das más leis, as poderiam, em certa medida, escoimar da impureza, dureza e maldade, que encerrarem. Ou, mais lisa e claramente, se bem o entendo, pretenderia significar o apóstolo das gentes [São Paulo] que mais vale a lei má, quando inexecutada, ou mal executada (para o bem), que a boa lei, sofismada e não observada (contra ele)."
Ruy Barbosa

Ruy Barbosa"creio no governo do povo pelo povo; creio, porém, que o governo do povo pelo povo tem a base da sua legitimidade na cultura da inteligência nacional pelo desenvolvimento nacional do ensino, para o qual as maiores liberalidades do Tesouro constituirão sempre o mais reprodutivo emprego da riqueza pública; creio na tribuna sem fúrias e na imprensa sem restrições, porque creio no poder da razão e da verdade; creio na moderação e na tolerância, no progresso e na tradição, no respeito e na disciplina, na impotência fatal dos incompetentes e no valor insuprível das capacidades."
Ruy Barbosa

Ruy Barbosa"Creio que a ordem não pode eflorescer, senão no seio da estabilidade e da justiça. Mas vejo os depositários da ordem respirarem deliciosamente na agitação, animando-a, promovendo-a, propagando-a, e sinto empolarem-se, cada vez mais acirradas, as paixões políticas, em que a vida oficial parece comprazer-se. Creio de dia em dia mais urgente um apelo a todas as forças vivas da nação, a todos os elementos válidos e sinceros do patriotismo brasileiro. Mas vejo a política tender de dia em dia mais à subdivisão, ao personalismo, ao espírito de grupo."
Ruy Barbosa

Ruy Barbosa"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto."
Ruy Barbosa

Ruy Barbosa"Eu tenho saudade do que não vivi. Tenho saudade de lugares onde não fui e de pessoas que não conheci. Tenho saudade de uma época que não vivenciei, lembranças de um tempo que mesmo sem fazer parte do meu passado, marcou presença e deixou legado. Esse tempo, onde a palavra valia mais do que um contrato, onde a decência era reconhecida pelo olhar, onde as pessoas não tinham vergonha da honestidade, onde a justiça cega não se vendia nem esmolava, onde rir não era apenas um direito do rei..."
Ruy Barbosa

Ruy Barbosa"Habituai-vos a obedecer para aprenderdes a mandar."
Ruy Barbosa

Ruy Barbosa"Lucram com a desordem os governos desacreditados, que, vivendo apenas de viver, tendo violado todas as leis, faltado a todos os deveres, perdido toda a estima pública, necessitam de romancear revoluções, que recomendem o zelo da administração pela estabilidade da paz, autorizem a perpetração de insídias contra o direito desarmado, e encubram, na confusão das ruas, a mão da polícia, que passa, executando os seus cálculos de eliminação homicida."
Ruy Barbosa

Ruy Barbosa"Má conselheira é a fome, especialmente para a multidão, em cujo seio há muitos instintos bons, muitas tendências nobres, muitos impulsos desinteressados, mas há também as paixões da ignorância, da indigência, da força. Quando, portanto, a necessidade, que, creio eu, desde que o mundo é mundo, não tem lei, lhe estiver surdamente despertando nalma esses sentimentos cegos, importa reagir, com certa prudência, no sentido oposto, avivando-lhe esses sentimentos contrários, de abnegação, de paciência, de esperança, de altivez, de fé no trabalho, de ódio à injustiça, tão profundos no povo, mas tantas vezes entibiados, e, entretanto, tão necessários, tão salvadores nesses tempos de provação. [...]"
Ruy Barbosa

Ruy Barbosa "Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado"
Ruy Barbosa

Ruy Barbosa"Não é possível estar dentro da civilização e fora da arte."
Ruy Barbosa

Ruy Barbosa"nós juristas, nós os advogados, não somos os instrumentos mercenários dos interesses das partes. Temos uma alta magistratura, tão elevada quanto aos que vestem as togas, presidindo os tribunais; somos os auxiliares naturais e legais da justiça; e, pela minha parte, sempre que diante de mim se levanta uma consulta, se formula um caso jurídico, eu o encaro sempre como se fosse um magistrado a quem se propusesse resolver o direito litigiado entre partes. Por isso, não corro da responsabilidade senão quando a minha consciência a repele."
Ruy Barbosa

Ruy Barbosa"O advogado pouco vale nos tempos calmos; o seu grande papel é quando precisa arrostar o poder dos déspotas, apresentando perante os tribunais o caráter supremo dos povos livres."
Ruy Barbosa

Ruy Barbosa"O direito constitucional brasileiro aboliu a pena de morte e a democracia do revólver avocou-a para o seu uso."
Ruy Barbosa

Ruy Barbosa"O povo não tem representante porque as maiorias partidárias, reunidas nas duas casas do Congresso, distribuem a seu bel-prazer as cadeiras de uma e de outra casa, conforme os interesses das facções a que pertencem. O povo sabe que não tem justiça; o povo tem certeza de que não pode contar com os tribunais; o povo vê que todas as leis lhe falham como abrigo no momento em que delas precise, porque os governos seduzem os magistrados, os governos os corrompem, e, quando não podem dominar e seduzir, os desrespeitam, zombam das suas sentenças, e as mandam declarar inaplicáveis, constituindo-se desta arte no juiz supremo, no tribunal da última instância, na última corte de revisão das decisões da justiça brasileira."
Ruy Barbosa

Ruy Barbosa"Os governos, que têm explorado as acumulações, para aninhar os incompetentes, amigos seus, explorarão doravante, as desacumulações, para beneficiar os incapazes, seus afilhados. Mera questão de mudança no sistema do arbítrio, de variação no regímen da incompetência, da moda na distribuição do nepotismo. As épocas de servilhismo e prostituição vivem destas superstições. [...]"
Ruy Barbosa

Ruy Barbosa"Oxalá fôssemos uma nação de juristas. Mas o que somos, é uma nação de retóricos. Os nossos governos vivem a envolver num tecido de palavras os seus abusos, porque as maiores enormidades oficiais têm certeza de iludir, se forem lustrosamente fraseadas. O arbítrio palavreado, eis o regime brasileiro. Agora mesmo, a usurpação de que me queixo perante vós, nunca se teria sonhado, se a espada, que nos governa, estivesse embainhada no elemento jurídico. Mas a espada, parenta próxima da tirania, detesta instintivamente esse elemento."
Ruy Barbosa

Ruy Barbosa"Para os eleitos do mundo das idéias, a miséria está na decadência, e não na morte."
Ruy Barbosa

Ruy Barbosa"Saudade da justiça imparcial, exata, precisa. Que estava ao lado da direita, da esquerda, centro ou fundos. Porque o que faz a justiça é o ser justo. Tão simples e tão banal. Tão puro. Saudade da justiça pura, imaculada. Aquela que não olha a quem nem o rabo de ninguém. A que não olha o bolso também. Que tanto faz quem dá mais, pode mais, fala mais. Saudade da justiça capaz. (...) a injustiça, por ínfima que seja a criatura vitimada, revolta-me, transmuda-me, incendeia-me, roubando-me a tranqüilidade do coração e a estima pela vida."
Ruy Barbosa

Ruy Barbosa"se o juiz é intérprete da lei, porque não há julgar, sem interpretar, intérprete da lei é também o legislador, porque sem interpretar não há legislar. Toda lei se destina a vigorar o direito existente, a modificá-lo, a revogá-lo, ou a substituí-lo. Toda lei, pois, vem apoiar, alterar, abrogar, ou transformar outras leis."


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*Foi um Polímata(Pessoa que detém conhecimentos sobre muitos campos ou domínios do saber),  jurista, político, diplomata, escritor, filólogo, tradutor e orador. Um dos intelectuais mais brilhantes do seu tempo, foi um dos organizadores da República e coautor da constituição da Primeira República juntamente com Prudente de Morais. Ruy Barbosa atuou na defesa do federalismo, do abolicionismo e na promoção dos direitos e garantias individuais. Primeiro Ministro da Fazenda do regime instaurado em novembro de 1889. Destacou-se, também, como jornalista e advogado.
Foi deputado, senador, ministro. Notável orador e estudioso da língua portuguesa, foi membro fundador da Academia Brasileira de Letras, sendo presidente entre 1908 e 1919.

Como delegado do Brasil na II Conferência da Paz, em Haia (1907), notabilizou-se pela defesa do princípio da igualdade dos estados. Sua atuação nessa conferência lhe rendeu o apelido de "O Águia de Haia". 

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Dinheiro Falso

J.R. GUZZO
Governos que mentem para o público o tempo todo acabam mais cedo ou mais tarde mentindo para si mesmos e, pior ainda, acreditando nas mentiras que dizem; o resultado é que sempre chegam a uma situação em que não sabem mais fazer a diferença entre o que é verdadeiro e o que é falso. Eis aí onde veio parar o governo da presidente Dilma Rousseff nestes momentos decisivos da campanha eleitoral. Muito pouco do que está dizendo faz nexo – resultado inevitável do hábito, desenvolvido já há doze anos, de navegar com o piloto automático cravado na contrafação dos fatos e na falsificação das realidades.
Entre atender à sua consciência e atender a seus interesses, o governo jogou todas as fichas na segunda alternativa, ao se convencer de que seria muito mais proveitoso tapear o maior número possível de brasileiros com a invenção de virtudes do que ganhar seu apoio com a demonstração de resultados. Não compensa: para que fazer toda essa força se dá para comprar admiração, cartaz e votos com dinheiro falso? Foi o que concluíram, lá atrás, os atuais donos do país. Agora, como viciados em substâncias tóxicas, vivem na dependência da embromação; está muito tarde para mudar, e a única opção é continuar mentindo até o dia das eleições. Sua esperança é que a maioria dos eleitores, como acontece com frequência, ache mais fácil acreditar do que compreender.
Para se ter uma ideia de onde foram amarrar nosso burro: o estado-maior da campanha de Dilma considerou que sua vitória mais importante no primeiro debate entre os candidatos foi ter escapado “de todas as perguntas difíceis”. É triste. Quando a verdade é substituída pelo silêncio, ensina o poeta Ievgeni Ievtushenko, o silêncio torna-se uma mentira – talvez seja, aliás, sua modalidade mais eficiente. A partir daí, vale tudo, e por conta disso os brasileiros têm ouvido as coisas mais extraordinárias por parte do governo.
Os candidatos da oposição, sobretudo Aécio Neves, foram publicamente acusados, por exemplo, de já terem decidido fazer uma recessão econômica se forem eleitos; no mesmo momento, comicamente, saíram os resultados da economia nos primeiros seis meses de 2014, mostrando que o Brasil andou para trás nos dois primeiros trimestres do ano. Ou seja: a recessão que os adversários iriam provocar no futuro já está sendo praticada pelo governo Dilma no presente. Na média dos seus quatro anos, por sinal, será o pior desempenho econômico do Brasil desde o presidente Floriano Peixoto.
Diante dos canais de concreto em ruínas na obra de transposição do Rio São Francisco, que, segundo as mais solenes promessas do ex-presidente Lula, estaria pronta em 2010, depois em 2012 e hoje é um mistério em termos de prazo, Dilma disse em sua propaganda eleitoral que a culpa do atraso é da “curva do aprendizado” – ou seja, pelo que dá para entender, ainda não aprendemos a fazer direito esse tipo de coisa. Ainda? O Canal de Suez está pronto desde 1869, o do Panamá desde 1914; será que já não deu tempo de aprender?
A Ferrovia Norte-Sul, que vem sendo construída pelos governos Lu­la-Dilma desde 2005, e que foi inaugurada mais uma vez em maio, continua fechada ao tráfego de trens, por falta de equipamentos – para piorar, ladrões vêm roubando os trilhos. São os únicos, além das empreiteiras, para quem a ferrovia tem tido alguma utilidade. O programa de formação de mão de obra técnica, descrito como “o maior do mundo”, formou até agora mais de 100 000 recepcionistas e manicures – o triplo do número de mecânicos. Em suma: já nem é mais um caso de mau governo. É anarquia.
Um dos diretores mais influentes da Petrobras durante o governo do PT, tão graduado que assumiu 24 vezes a presidência da empresa em substituição aos titulares, está na cadeia desde março, entalado em espetaculares denúncias de corrupção; foi figura-chave na tenebrosa compra da refinaria americana de Pasadena e está no centro da investigação sobre as negociatas na construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, um pesadelo cujo custo final pode passar dos 20 bilhões de dólares. Indagada a respeito, Dilma nada respondeu. Preferiu dizer que o grande problema da empresa foi a sugestão, feita no governo Fernando Henrique, de trocar o nome da Petrobras para “Petrobrax” – apenas uma ideia tola, de vida curtíssima e sem importância nenhuma. E a economia parada? “Eu criei 5,5 milhões de empregos”, diz a candidata. Como assim – “eu criei”?
Uma mentira começa com o ato de fazer o que é falso parecer verdadeiro. Acaba deste jeito: em alucinação.

A emoção vencendo a eleição

Marina Silva já chorou mais de uma vez em meio aos ataques da presidente-candidata Dilma Roussef. Ja pediu trégua, já disse que não vai jogar baixo, já mostrou sensibilidade, mas também força. É com essa fórmula que mostra uma candidata humana que ela tem conseguido segurar o tratoraço do PT.