sexta-feira, 26 de julho de 2013

Dia dos Avós - Dia dos Nônnos

No Brasil comemora-se em 26 de julho, tendo sido esta data escolhida em razão da comemoração do dia de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus Cristo.
A data da festa de São Joaquim sofreu várias alterações ao longo dos tempos. Inicialmente era celebrada no dia 20 de março, associada à de São José, tendo sido depois transferida para o dia 16 de agosto, para associar-lhe ao triunfo da filha na celebração da Assunção, no dia precedente.

Em 1879, o papa Leão XIII, cujo nome de batismo era Gioacchino (versão italiana de Joaquim), estendeu sua festa a toda Igreja. Finalmente, o Papa Paulo VI associou num único dia, 26 de julho, a celebração dos pais de Maria Santíssima.
Conta a história que, no século I a.C., Ana e seu marido, Joaquim, viviam em Nazaré e não tinham filhos, mas sempre rezavam pedindo que o Senhor lhes enviasse uma criança. Apesar da idade avançada do casal, um anjo do Senhor apareceu e comunicou que Ana estava grávida, e eles tiveram a graça de ter uma menina abençoada a quem batizaram de Maria.
Devido à sua história, Santa Ana é considerada a padroeira das mulheres grávidas e dos que desejam ter filhos. Ana morreu quando Maria tinha apenas três anos. Maria cresceu conhecendo e amando a Deus e foi por Ele a escolhida para ser mãe de seu filho Jesus Cristo.
São Joaquim e Santa Ana são os padroeiros dos avôs e avós.



Como vivem os vovôs no Brasil?

Pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde mostra que dos 93 mil idosos que são internados a cada ano no Sistema Único de Saúde (SUS), 27% são vítimas de violência.

Só em 2007, 116 mil pessoas, acima dos 60 anos, foram agredidas Brasil afora, segundo dados do Governo Federal. Dos 19 milhões de idosos brasileiros, 12% já sofreram maus-tratos e 54% das agressões são causadas pelos próprios filhos.
O que a chamada família pós-moderna está fazendo com seus idosos?
Eles estão vivendo muito mais. Já estão ultrapassando o patamar dos 100 anos. A grande maioria tem renda de pelo menos um salário mínimo; boa parte deles está lúcida, morando na casa de parentes, porque o Brasil se esqueceu dos idosos, tirou deles o que pode e o que nunca poderia tirar, com a desculpa da falta de verba. A verba, foi aquilo tudo com que o idoso contribuiu a vida toda para ter um mínimo de conforto, na velhice.
Mas cadê?
Como os filhos cuidam de seus pais, avós, bisavós, tetravôs? A manchete policial denuncia que a violência contra os idosos acontece dentro de casa! Não é violência física só, não, é muita violência moral. Marmanjos exploram a mísera aposentadoria dos idosos, se apossam de cartões e senhas. Até para comprar remédios é um sacrifício, não sobra. O idoso “vive” das sobras de tudo…
Há aqueles parentes atacados pelo espírito devorador de herança ou o irmão gêmeo que é o espírito devastador de exploração que se encostam na minúscula casa dos pais idosos; marcam o território; ditam regras; estabelecem onde vão se alojar definitivamente; espremem os velhinhos e os empurram, dentro da própria casa, para o lugar menos confortável. Outros sobrecarregam os pobres coitados, botam uma carga desumana de tarefas sobre eles: tomar conta de crianças nas férias e nos fins de semana para os folgados passearem; pagar conta nos bancos; levar os moleques para a academia, para a aula de inglês, para a igreja. E ainda põem, sobre os idosos, a culpa por todos os comportamentos errados e considerados descuidos da educação: são seus avós.
Há filhos que frequentam a casa dos pais como se ali fosse um consultório de psicanalista, psicólogo, psiquiatra. Despejam todos os problemas sobre as costas dos idosos, se aliviam das próprias mazelas, contraídas por decisões e negócios errados; discutem, brigam, se desentendem, tudo na frente dos coitadinhos; depois saem com a maior cara de pau, dizendo que não sabem por que os pais vivem com a pressão tão alta. Outros obrigam os pobres idosos a contrair dívidas junto aos bancos, nos empréstimos aviltantes, para trocar de carro, mandar os pimpolhos para a Disney etc.
Por que certos parentes tratam tão mal seus idosos? Será que eles pensam que só o próximo ficará idoso? Será que eles pensam que têm direito à juventude eterna? Será que eles pensam que Deus é injusto? O que passa de violência contra os idosos na TV é simplesmente inacreditável. Será que se pode instalar uma câmera e gravar o filme dos idosos vivendo na família? Pois é, mas as cenas estão sendo gravadas pelo céu, Deus vê.
Coitados daqueles vovôs que ficam presos a uma desconfortável cama, no quarto mais solitário e quente da casa, com um copo de água morna sobre uma cadeira para não ficar incomodando a toda hora, pedindo água. Outros decidem colocar precocemente um fraldão no idoso, quando ele apresenta uma pequena dificuldade para andar, por preguiça de levá-los ao banheiro. Alguns ainda colocam todas as cartelas de comprimidos juntos na cadeira e um relógio para o próprio idoso tomar as pílulas na hora certa. Certa? A certa altura da vida, os vovôs correm o risco de trocar tudo. Estão morrendo idosos aos milhares porque trocaram os medicamentos ou tomaram em excesso…
É bom colocar um celular bem simples colado no vovô para ele discar o número 100 e denunciar os maus-tratos. Porque, se vão para os hospitais, mesmo com plano de saúde, se arriscam a tomar sopa na veia, éter no músculo e ter os aparelhos desligados, porque o agente funerário tem pressa.
O único mandamento da Bíblia com promessa é: “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem seus dias sobre a Terra” (Efésios 6, 2).
Ah, Brasil! Sua população está ficando idosa, suas políticas sociais também; muitos políticos caducaram e os vovôs sobrevivem, assistindo, pela TV, ao que eles andam fazendo com o suado salário que lhes foi subtraído das aposentadorias.
* Ivone Boechat é mestre em educação, pedagoga, conferencista e escritora. Autora do livro “Estratégias para encantar educadores na Arte de Aprender” (2011).www.ivoneboechat.blogspot.com
 http://www.caxiasdigital.com.br/blog/como-vivem-os-vovos-no-brasil-por-ivone-boechat/

quinta-feira, 25 de julho de 2013

"O problema com o comunismo é que um dia o dinheiro dos outros acaba." *Margaret Thatcher

Ministro levou família a Cuba em jato oficial
Com avião cedido pela FAB, Aldo Rebelo deu carona para mulher e filho em missão a Havana durante o Carnaval
Legislação permite acompanhantes, mas parentes do ministro do Esporte não faziam parte de comitiva
FILIPE COUTINHODE BRASÍLIA
O ministro Aldo Rebelo (Esporte) usou um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) para ir a Cuba no Carnaval com a mulher, o filho e assessores.
Ele esteve em Havana em missão oficial e justificou a carona à mulher e ao filho dizendo que ambos também foram convidados pelo governo cubano.
Nenhum dos dois representou o governo brasileiro na missão. Quando o ministério publicou nota sobre a viagem de Aldo, em fevereiro, o nome deles não constava na lista oficial da comitiva.
A mulher do ministro, Rita, é coordenadora na Secretaria da Mulher do governo do Distrito Federal, controlada pelo PC do B, mesmo partido de Aldo. Já o filho, de 21 anos, é estudante universitário e estagiário.
A Folha revelou que três políticos usaram aviões da FAB para dar caronas a amigos e parentes a eventos fora da agenda oficial. Depois dos casos revelados, todos anunciaram a devolução dos valores das passagens.
O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), foi o primeiro flagrado dando carona a parentes para ir ver o jogo do Brasil. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), levou a mulher a uma festa de casamento da filha de outro senador em Porto Seguro.
O ministro Garibaldi Alves (Previdência) foi outro que deu carona a um empresário também para ver o jogo do Brasil. No total, os três devolveram R$ 44.245,29.
O decreto 4.244/2002, que disciplina o uso de aviões da FAB por autoridades, diz que os jatos podem ser requisitados quando houver "motivo de segurança e emergência médica, em viagens a serviço e deslocamentos para o local de residência permanente". O texto do decreto não diz quem pode ou não viajar acompanhando as autoridades.
PARCERIA
No caso de Aldo, a missão oficial a Cuba serviu para o ministro assinar fechar intercâmbio de atletas entre os dois países para os jogos de 2016. O ministro recebeu diárias de R$ 1.776,25.
O grupo saiu de Brasília no sábado de Carnaval, dia 9, fez escala em Boa Vista (RR) e só voltou na Quarta-Feira de Cinzas, dia 13 de fevereiro.
A FAB destacou um jatinho Legacy, da Embraer, com capacidade de 14 passageiros, para levar a comitiva.
Em missão oficial, os ministros têm direito a usar os jatos da FAB ou podem viajar com aviões de carreira.
Foi o que ocorreu com Aldo depois de ir a Cuba em aviões da FAB. No mês seguinte ele foi à Suíça e o governo bancou passagens executivas ao custo de R$ 25 mil.
A Folha cotou preços para duas pessoas, em viagem de ida e volta entre Brasília e Havana na aviação civil. Na primeira semana de agosto, duas viagens de ida e volta custariam mais de R$ 5.500. Para novembro, o valor cai para R$ 3.600.

    De vez em quando a "maria-louca" fala algumas verdades...,

    24/07/2013
     às 15:59 \ Direto ao Ponto

    Ouça a última do Ciro: ‘Dilma é meio arrogante e muito, muito, muito inexperiente. E cercada de gente de quinta categoria’

    Quando chuta de bico, Ciro Gomes quase sempre manda a bola no pau de escanteio. Mas às vezes acerta o ângulo com um petardo indefensável. Fez um golaço, por exemplo, ao qualificar o PMDB de “ajuntamento de assaltantes”. A pancada foi tão precisa quanto as desferidas nesta terça-feira numa entrevista transmitida pela rádio Verdinha AM, de Fortaleza.
    Em abril, Dilma informou que o Brasil foi inaugurado por cearenses.  Pelo que anda dizendo, o ex-governador do Ceará desconfia que o país parido por seus antepassados pode não sobreviver ao pior ministério de todos os tempos.
    *Augusto Nunes

    A Influência do Clima no Apogeu e Declínio das Civilizações

    O clima frio ajuda o desenvolvimento

    Talvez a palavra melhor para definir o papel do clima no desenvolvimento de um país não seja “dificultar” – mas sim, “não colaborar para”. Examinemos o que ocorre, em primeiro lugar, nos países frios. O sujeito que mora na Suécia, no Canadá, na Finlândia, Islândia e similares (que são considerados os países mais adiantados do mundo), para começo de conversa, se não trabalhar, morre de frio. Se não trabalhar não pode ter uma casa, não pode comprar um casaco etc, de modo que, só para permanecer vivo, ele tem, para início de papo, trabalhar. E não pode trabalhar pouco. Tem de trabalhar muito, porque ter uma casa com aquecimento adequado para suportar as baixíssimas temperaturas desses países, não é coisa financeiramente fácil. Compar agasalhos para si e para sua família também não é algo barato.
    Por outro lado, nesses países, onde a temperatura amena – aquela que permite que a pessoa saia às ruas de manga de camisa – é rara, no máximo acontecendo em um ou dois meses por ano (às vezes nem isso), faz com que as pessoas, na maior parte do tempo, fiquem dentro de suas casas, ao invés de ir para as ruas para finalidades de diversão e de passatempo. Com isso, elas precisam ter casas melhores, mais espaçosas, mais confortáveis e com mais recursos, visando uma vida mais agradável e o menos entediante possível. As pessoas que moram em tais países, então, se dedicam mais a hobbies, à leitura, a jogos e passatempos de salão e a atividades preferencialmente mais intelectuais do que atividades físicas, pois estas são melhores de ser executadas ao ar livre. Só que todas essas coisas são caras. Hobbies costumam ser dispendiosos; livros são caros em todas as partes do mundo. E assim por diante.

    Indolência, preguiça e malandragem

    No Brasil e em países em que as temperaturas invernais quase nunca chegam aos 10o positivos, ou pouco menos, a coisa muda completamente de figura. Ter uma casa com aquecimento não é necessário. Muitas vezes nem é preciso uma casa, pois um simples barraco ou tapera construída de restos de materiais de construção e/ou de galhos e folhas vegetais resolve o problema – como fazem nossos índios – e o fogo resolve qualquer problema de aquecimento.
    No entanto, essas “casas” costumam ser muito pouco confortáveis, pequenas, de modo que as pessoas são praticamente obrigadas a exercer muitas de suas atividades fóra delas, ao ar livre, ou, forçam as pessoas a sair de casa para procurar espaço, conforto, diversões e passatempos na rua – e, muitas vezes, até mesmo para exercer suas atividades profissionais.
    Trabalhar muito («com esse calor!…»), não é coisa levada muito a sério. O sujeito mora com a mãe, ou com a sogra, faz meia dúzia de biscates por mês (se isso), ganha um dinheirinho suficiente para comprar uma bermuda, uma sunga de praia e uma sandália “havaiana” e pronto. Quando quer comer algo melhorzinho é só chegar na beira de um canal (como os que existem em Cabo Frio), jogar uma rede e apanhar, facilmente, em poucos minutos, uns bons dois ou três quilos de camarão e pronto. Uma cervejinha completa o esquema. Come a metade da pesca e vende a outra metade para algum turista e assim compra um óculos de sol num camelô. Trabalhar mesmo, com carteira assinada, para quê? Só que, com essa maneira de pensar, com esse comportamento – que é mais comum do que parece – o país não anda, não se desenvolve. E estudar para quê?

    Como já dizia Montesquieu…

    Por outro lado, Montesquieu já dizia, a propósito do colonialismo e da escravidão:
    «Já dissemos que o calor excessivo diminui a força e a coragem dos homens, e que havia nos climas frios uma certa força de corpo e de espírito, que tornava os homens capazes de ações duradouras, penosas, grandes e ousadas… Não devemos, pois, nos espantar que a covardia dos povos de clima quente os haja quase sempre tornados escravos, e que a coragem dos povos de clima frio os haja mantido livres. É consequência que deriva de sua causa nartural.»
    Será que Montesquieu tinha razão?
    O aquecimento global, agora já um fato quase que completamente desacreditado, poderia agravar a situação dos países já tão quentes? Ou tornaria os países, atualmente frios, mais quentes a ponto de incentivar a indolência em seus povos? Como uma nova pequena era glacial se aproxima, iniciando-se, provavelmente, até antes de meados do presente século, a situação do Brasil e de países de mesma latitude poderá mudar. Quem sabe se, com mais frio, mais educação e menos corrupção, nós, finalmente, deixaremos esta situação em que 130 milhões de brasileiros possam sair de seus atuais estados de pobreza?

    O livro a ler é: Fagan, Brian — «O Aquecimento Global – A Influência do Clima no Apogeu e Declínio das Civilizações» — São Paulo, Brasil: Larousse do Brasil Participações Ltda.



    quarta-feira, 24 de julho de 2013

    Bem-vindo, Francisco. E fique tranquilo! Eles não nos representam

    23/07/2013

    Reynaldo-BH: Bem-vindo, Francisco. E fique tranquilo. Eles não nos representam

    REYNALDO ROCHA
    Francisco, o Papa, pode ser uma surpresa para muitos. E ─ confesso ─ até para mim. Não pretendo fazer uma análise teológica do Cardeal Bergoglio, nem mesmo histórica (da história desta instituição com mais de 2.000 anos).
    É possível que Bergoglio seja um novo Angelo Giuseppe Roncalli. Seria uma bênção. Uma nova Igreja, que renasceu com João XXIII e agora acorda com Francisco.
    São diversas as leituras. Após um teólogo de intensa produção filosófica, como Ratzinger, temos um Papa que prefere os sapatos pretos às sapatilhas vermelhas. Ou carros populares a limusines. Que ri. E é alegre na fé que professa. Que cada um em seu quadrado leia o que Francisco diz (e principalmente, veja como se porta).
    Ontem, vimos um triste espetáculo: a diminuição absurda do momento histórico a alguns minutos de palanque. Enquanto Francisco pedia licença para “tocar suavemente nos corações brasileiros”,  quem nos deveria representar reduziu o Brasil a dez anos!
    Misturando conceitos universais (caros aos budistas, umbandistas, evangélico e até aos ateus honestos), parecia ter-se apossado dos mesmos.  Francisco falou de inclusão. Dilma ressaltou a divisão que é a obra maior do lulopetismo.
    Senti vergonha. Sempre sinto. Dilma confundiu fé com seita, e recepção a um líder religioso com palanque. Ela continua a ver-nos  como uma imensa massa que deve, antes de qualquer outro valor, venerar os bezerros (e novilhas) de ouro. Fez da doce figura de Francisco uma plataforma de ódio. De pedidos de votos. De vergonha.
    Nada menos cristão do que a adoração a ídolos de barro. E ninguém mais preparado que Francisco para reconhecer de longe essa gente. Alguém duvida? Veremos.
    Não há como falar algo aos jovens sem que Dilma seja atingida. E não será por opção política ou posicionamento ideológico do pastor Bergoglio. Somente por causas naturais… Justiça, decência, fé e moral, por exemplo. Dilma nunca saberá o que são tais conceitos. Ela prefere acreditar em Gilbertinho I, papa do mensalão.
    Bem-vindo, Francisco. E fique tranquilo!
    Eles não nos representam!

    Pelamordedeus...,

    24/07/2013
     às 10:02 \ Política & Cia

    Carlos Brickmann: E tudo na frente do papa

    Recepção do Papa no Palácio do Guanabara teve direito a discurso político e grosseria (Foto: Luca Zennaro-ANSA / Reuters)
    Recepção do Papa no Palácio do Guanabara teve direito a discurso político e grosseria (Foto: Luca Zennaro-ANSA / Reuters)
    Notas da coluna de Carlos Brickmann publicadas hoje por diversos jornais
     E TUDO NA FRENTE DO PAPA
    O papa Francisco viu tudo – mas, homem educado e gentil, fará aos brasileiros a gentileza de esquecer aquilo que viu.
    O papa percebeu, antes ainda de descer no Brasil, o quanto um Governo pode ser grosseiro. A presidente Dilma não se deu ao trabalho de chegar ao Rio mais cedo, para receber o visitante. Saiu de Brasília na última hora. Para que o protocolo se cumprisse, o avião do papa precisou dar voltas sobre Valença, no Estado do Rio, esperando que o avião de Dilma pousasse antes e ela pudesse recebê-lo.
    O papa sentiu, já no Brasil, o quanto a falta de noção resvala para a inconveniência. Aos 76 anos, depois de viajar de Roma ao Rio, depois de enfrentar o trânsito carioca, teve de ouvir meia hora de discurso eleitoral da anfitriã a respeito das maravilhas de seu Governo – justo Francisco, que nem vota no Brasil! Como comparação: seu próprio discurso, bonito e preciso, durou 15 minutos.
    O papa viu que a loucura por uma foto a seu lado (que terá, sem dúvida, alto valor eleitoral) superou qualquer outra consideração. Cardeais, arcebispos e bispos não tiveram oportunidade, no Palácio Guanabara, de aproximar-se de seu dirigente espiritual: todos os espaços estavam ocupados por José Eduardo Cardozo, Renan Calheiros, Henrique Alves, os próceres de sempre da República.
    O papa foi testemunha próxima de uma imensa grosseria: o presidente do Supremo, ministro Joaquim Barbosa, o cumprimentou e, em seguida, passou direto pela presidente Dilma, sem olhá-la. Foi um desrespeito à mulher e à presidente.

    Os novos milagres
    Já há piadas sobre a visita do papa e os milagres a ele atribuídos. Ficou preso num congestionamento no Rio, de janela aberta, e não foi assaltado; cumprimentou toda aquela gente importante que vimos na TV e continua com seu anel de prata; fez com que o governador Sérgio Cabral andasse de carro; foi fotografado sem que a cabeça do ministro Mercadante aparecesse em seu ombro direito.

    terça-feira, 23 de julho de 2013

    Confessionário...,

    23/07/2013
     às 9:56 \ Direto ao Ponto

    Celso Arnaldo: E se Lula, Henrique Alves e Renan Calheiros topassem confessar ao papa seus pecados mais sórdidos?

    CELSO ARNALDO ARAÚJO
    O Papa Francisco ouvirá a confissão de três brasileiros no dia 26, sexta-feira, numa feira vocacional a ser realizada na Quinta da Boa Vista.
    Ainda não se conhecem os nomes dos penitentes que terão o privilégio desse sacramento diante de Sua Santidade. Mas imagine o amigo se, por hipótese remotíssima, os escolhidos fossem, por exemplo, Lula, Henrique Alves e Renan Calheiros. Pode escolher outra trinca do mesmo quilate. Milagres têm como finalidade conduzir os seres humanos a Deus de modo extraordinário. Nesse caso, imagine também um modo extraordinário de milagre – esses três seres humanos ordinários decidem falar apenas a verdade, nada mais do que a verdade, no confessionário papal, durante três minutos cada um. E confessando unicamente seus pecados mais sórdidos durante os anos na política, deixando de lado os veniais, já que os três são predominantemente venais.
    Depois de ouvir os três pecadores seriais, o Papa Francisco, ainda em estado de choque, talvez perdesse sua fé inabalável nos homens – e se juntasse, na renúncia, a Bento 16. Mais pragmático, talvez se convencesse de que, no Brasil, os sete pecados capitais são, na verdade, os sete pecados da capital. E de que só Deus não sendo brasileiro seria possível que esse trio ascendesse aos píncaros do poder dos homens num país essencialmente católico. Deus então estaria livre para ser argentino — não fossem os Kirchners.
    Mas basta de especulações. Inteiramente absurdas ambas as hipóteses: que Lula, Alves e Renan sejam penitentes; e que um dia falem a verdade, mesmo diante de um Papa. Como poderia nos ensinar o próprio Francisco — numa lição mais antológica do que aquela que deu a Dilma nesta segunda-feira, contrapondo seu discurso lindamente franciscano à autolouvação tacanha do cristianismo do governo lulopetista –, para se fazer uma boa confissão são necessárias cinco condições:
    1) Um bom e honesto exame de consciência diante de Deus
    2) Arrependimento sincero por ter ofendido a Deus e ao próximo
    3) Firme propósito diante de Deus de não pecar mais, mudar de vida, se converter
    4) Confissão objetiva e clara a um sacerdote
    5) Cumprir a penitência que o padre nos indicar.
    Cada uma das cinco condições suficiente para fazer esses três, e a imensa maioria de um governo que finge penitência ao Papa tentando pegar carona em sua fenomenal e justa popularidade, passar longe de um confessionário.
    A eles restará a Justiça dos homens.
    *Augusto Nunes


    domingo, 21 de julho de 2013

    Algumas notas...,


    21/07/2013
     às 8:17 \ Feira Livre

    ‘Mexendo no problema errado’, por Carlos Brickmann

    CARLOS BRICKMANN
    Não é questão de nacionalidade: um dos maiores médicos do Brasil foi um ucraniano, Noel Nutels, que levou a saúde pública às áreas indígenas da Amazônia. A questão é outra: é que o Governo criou uma enorme polêmica por achar que Saúde é Medicina. E não é: Medicina é a última etapa na luta pela Saúde.
    A Saúde começa pela engenharia ─ saneamento básico. A água potável e os esgotos reduzem o número de doentes (e derrubam a mortalidade infantil). Educação é o segundo passo: quem lava as mãos e cuida da higiene básica, mantém o mosquito da dengue à distância, assegura a limpeza dos animais domésticos e cuida de seu lixo tem mais condições de evitar doenças. Condições de vida são importantes: roupas e calçados minimamente adequados, alimentação suficiente, moradia saudável fazem milagres. Se uma pessoa educada, com acesso a saneamento básico, alimentação e moradia, devidamente vacinada, mesmo assim fica doente, então cabe à Medicina cumprir seu nobre e insubstituível papel de cura.
    Em resumo, não adianta trazer grandes especialistas mundiais sem que a população tenha condições adequadas de vida. Tem? Não, não tem. E não falemos de periferias: Guarulhos, na Grande São Paulo, segunda maior cidade do Estado, 13ª do país, com 1,2 milhão de habitantes, onde está o maior aeroporto internacional do país, não trata nem metade dos esgotos que lança no rio Tietê.
    A propósito: sem seringas, termômetro, um medidor de pressão, um medidor de glicemia, alguns remédios, que é que se espera de um médico? Milagres?
    A razão da crise
    O presidente da Volkswagen do Brasil, Thomas Schmall, falando em Porto Alegre, mostrou um número significativo, transcrito pelo bom blog de Fernando Albrecht: um americano com salário médio trabalha dez minutos para comprar um Big Mac; um alemão, 16 minutos; um brasileiro, 42 minutos.
    E é provável que EUA e Alemanha usem carne brasileira.
    Os saltimbancos
    1─ O presidente da Câmara Federal, deputado Henrique Alves, quer que Dilma Rousseff reduza o número de ministérios de 39 para 25. OK, a ideia não é ruim. Mas por que 25, e não 23, 27 ou 29? Por nada: ele gosta de 25, pronto. E deve achar que o número de ministérios nada tem a ver com as necessidades do Governo ─ tanto que cita o número sem qualquer estudo administrativo.
    Será que Henrique Alves quer economizar dinheiro público? Não deve ser isso, não: o jantar em que reuniu a bancada do PMDB, dia 16, custou R$ 28.400 à Presidência da Câmara. Foram R$ 355,00 por pessoa, sem bebidas. Um esplêndido restaurante, como o Tatini, de São Paulo, não cobra nem a metade disso.
    2 ─ O prefeito de Paulínia, SP, Édson Moura Jr., do PMDB, tomou posse e anunciou imediatamente o Passe Livre na cidade. A passagem custava R$ 1,00.
    Será que o prefeito fez questão de ouvir a voz das ruas? Não deve ser isso, não. Já nomeou a madrasta, Regina de Mattos e Moura, secretária da Promoção Social. Talvez retribuindo a bondade do pai, Édson Moura, candidato à prefeitura barrado por não ter a ficha limpa. Moura, na véspera da eleição, renunciou à candidatura em favor do filho. Como não havia tempo para registrar o nome do novo candidato, Moura Jr. se elegeu usando o nome do pai. Em seguida nomeia a esposa do pai. Gratidão é uma virtude. Pena que com dinheiro público.
    Trabalhadores do Brasil
    O Congresso já está de férias. Pela Constituição, não poderia: descanso, só depois de aprovada a Lei de Diretrizes Orçamentárias. Mas, com aquele ritmo de trabalho escravo imposto a Suas Excelências, não houve tempo sequer para exame do tema na Comissão de Orçamento. Mas como agir para buscar as bases, ouvir seus eleitores? 
    Simples: em vez de entrar em férias, Senado e Câmara decidiram que não haverá sessões até 31 de julho. Se não há sessões, como comparecer às sessões? Há gente para quem tudo o que é complexo fica simples.
    Bosque finito est
    Que o papa Francisco, como dirigente espiritual da maioria da população brasileira, seja recebido com todas as honras e deferências, respeitando-se não apenas sua liderança religiosa e o posto supremo que ocupa, mas também suas inequívocas qualidades pessoais. Que o Governo se empenhe em oferecer-lhe as melhores condições para sua pregação; que os não católicos, mesmo os mais radicais, o tratem no mínimo com a hospitalidade devida aos visitantes. 
    Mas a Igreja Católica poderia ter-nos poupado a bobagem de derrubar 334 árvores em Niterói, RJ, para facilitar a realização da missa campal durante a Jornada Mundial da Juventude. Árvores com cem anos de vida não se repõem de uma hora para outra; e mexer com árvores exige autorização da Secretaria Municipal de Ambiente, que não foi sequer solicitada. Se o papa souber, não vai gostar.
    Deixa pra lá
    O deputado Marcos Feliciano, do PSC paulista, quer que Dilma vete parte da lei que obriga o SUS a atender mulheres que sofreram estupro. Besteira dele: é preciso cuidar das vítimas de acordo com a orientação médica, e Feliciano não é médico. É melhor ignorá-lo: não o ajude a garimpar votos fundamentalistas.

    FOICEBOOK...,

    'PARTICIPATÓRIO', A REDE SOCIAL CHAPA BRANCA DO PT JÁ É MOTIVO DE GOZAÇÃO NAS REDES SOCIAIS VERDADEIRAS COMO NOME DE 'FOICEBOOK'


    A grande gozação nas redes sociais é o tal Participatório, que acaba de ser criado pelo governo do PT. Não há nada parecido no mundo. O governo petista tenta estatizar os jovens brasileiros através de um site de compartilhamentos imitando o Facebook com essa estranha denominação: Participatório. De cara, nas redes sociais verdadeiras, a galera não perdoou e já apelidou mais esse delírio ideológico de "Foicebook", em alusão à foice e o martelo, que é o emblema de todas as bandeiras dos comunistas. 

    É o país da piada pronta. Tanto é que já corre pelas redes sociais um layout do Foicebook.


    Enquando a economia desce a ladeira e a inflação aumenta, o sistema de saúde é uma vergonha, a educação e a segurança pública idem, o governo do Lula e da Dilma, mobiliza mais recursos do erário para financiar um projeto idiota cujo objetivo, como se vê, é a doutrinação comunista da juventude brasileira.


    O assunto foi motivo de comentário no programa Jornal da Massa, do SBT, conforme vocês podem conferir no vídeo acima. Aqui embaixo, o layout do Foicebook. Notem que o mapa virado ao contrário é o emblema do Foro de São Paulo, a organização esquerdista fundada por Lula e Fidel Castro, que tem reunião em São Paulo a partir do próximo dia 31... hehe...


    Como dizia mio nônno, salame não dá em árvore...,

    Justiça

    TelexFree: como o caso traumatizou uma cidade

    Lucas do Rio Verde, cidade próspera de 45 000 habitantes no norte do Mato Grosso, ficou paralisada após bloqueio de bens das empresas TelexFree e BBom, acusadas de criar pirâmides financeiras

    Lucas do Rio Verde, no norte do Mato Grosso, é uma cidade tomada pela ansiedade. Seus 45 000 habitantes poderiam estar usufruindo da riqueza produzida por uma década próspera de agronegócio. Em vez disso, aguardam o desenrolar da investigação que, no último mês, resultou no bloqueio dos bens das empresas BBom e TelexFree, suspeitas de ter implantado portentosos esquemas de pirâmide financeira. No país inteiro, estima-se que mais de 1,3 milhão de pessoas tenham investido suas economias nesses dois negócios que, tudo indica, usavam a venda de produtos como rastreadores de veículos e pacotes de telefonia para encobrir uma falcatrua. Só os sócios da TelexFree tiveram mais de 6 bilhões de reais congelados. Ou seja, os moradores de Lucas do Rio Verde não foram os únicos a embarcar na provável armação. Mas, na cidade, é possível observar de maneira dramática os efeitos do caso. Não apenas aqueles que "investiram" sentiram o baque. “A economia local quase parou depois do bloqueio. Tudo enfraqueceu como não se via há muito tempo”, conta a promotora do Ministério Público Estadual do Mato Grosso Fernanda Pawelec, uma das primeiras a investigar a atuação dessas companhias no país, em janeiro de 2013. Vendedores do comércio varejista ouvidos pela reportagem se mostraram desolados. “O último mês foi muito difícil. Quase ninguém compra. Não há dinheiro circulando”, disse a gerente de uma rede varejista local. Como quase todas as pessoas abordadas na cidade, ela preferiu não ter seu nome associado à história.
    As promessas de ganhos da TelexFree e da BBom faziam brilhar os olhos de todas as classes de investidores. Um gerente de uma loja varejista contou ao site de VEJA que aplicou 30.000 reais de uma só vez na TelexFree – 27.000 saíram da poupança e 3.000 de um empréstimo. Ao final de dois meses, ele conseguiu resgatar 48.000 reais – uma rentabilidade acumulada 60% (a poupança rende menos de 6% ao ano), que seria improvável até mesmo para o esquema desenhado pelo megainvestidor Bernard Madoff, nos Estados Unidos, e que desmoronou em 2008. Aí reside o problema das pirâmides. Funcionam bem enquanto poucos sacam seus rendimentos. Mas, se houver uma corrida de resgates, tudo vem abaixo. “Quem não quer ganhar dinheiro fácil? No começo, parece vantajoso. As promessas são de retornos extraordinários, basta que você traga mais gente para a armadilha", diz Isabel de Fátima Ganzer, superintendente do Procon de Lucas do Rio Verde.
    A íntegra no site da revista: