sábado, 10 de junho de 2017

Saiba como observar a chuva de meteoros deste fim de semana

O fenômeno Epsilon Gruids, uma das primeiras chuvas de meteoros identificadas no Brasil, tem seu auge na madrugada deste domingo.

Na noite deste sábado para domingo será possível observar uma das primeiras chuvas de meteoros “brasileiras”. O fenômeno Epsilon Gruids poderá ser visto em todo o hemisfério Sul a partir da meia noite deste sábado, com o auge por volta das 3h do domingo. A previsão é que duas a três “estrelas cadentes” risquem o céu a cada hora — elas serão bastante brilhantes, de acordo com os especialistas. A chuva de meteoros foi identificada em abril deste ano pela da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon, na sigla em inglês). 
Para avistar a Epsilon Gruids, os astrônomos aconselham que os observadores evitem os grandes centros urbanos, de forma a evitar a poluição luminosa e atmosférica que atrapalham a visão do fenômeno. O uso de binóculos e lunetas, por sua vez, não é recomendado, já que esses instrumentos limitam muito o campo de observação, sendo melhor a visualização a olho nu.
Um dos meteoros da chuva de meteoros brasileira epsilon Gruids. Os meteoros desse radiante podem atingir alta luminosidade sendo facilmente visíveis a olho nu
Um dos meteoros da chuva de meteoros brasileira Epsilon Gruids. Os meteoros desse radiante podem atingir alta luminosidade sendo facilmente visíveis a olho nu (Bramon/Divulgação)
O fenômeno foi batizado desta forma por ter seu radiante (região do céu de onde parecem “despencar” as estrelas cadentes) próximo à constelação do Grou (Gruids, em latim), que fica ao lado da estrela Epsilon Crucis. Segundo Carlos Di Pietro, membro da Bramon, para visualizar a chuva, basta localizar a constelação conhecida como Cruzeiro do Sul e seguir o olhar para a esquerda, até encontrar uma estrela muito brilhante (chamada Achernar).
“O radiante estará logo acima dessa estrela. Mas vale ressaltar que a melhor visualização dos meteoros não é observando diretamente o radiante, e sim, regiões a um palmo acima dele. A partir deste ponto os meteoros fazem riscos longos e, portanto, podem ser melhor observados”, disse.
Para encontrar as constelações, aplicativos de observação celeste, como o Sky Map, podem ajudar.

Estrelas cadentes

Chuvas de meteoros são fenômenos anuais que resultam da combustão das partículas deixadas por resquícios de cometas que atingem a atmosfera terrestre (por isso, durante o evento pequenos pontos brilhantes parecem “despencar” do céu e recebem o nome de estrelas cadentes).

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Sem Justiça Eleitoral, o Brasil lucraria R$ 2,5 bilhões por ano

Vista do plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE
Vista do plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, durante o julgamento da chapa Dilma Rousseff/Michel Temer, vencedora da eleição de 2014 - 06/06/2017 (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

A taxa de cinismo em Brasília chega à estratosfera quando juízes sem juízo são incumbidos de decidir o que é melhor para o país.

Como só no Brasil existe Justiça Eleitoral, só aqui existem um Tribunal Superior Eleitoral e uma penca de tribunais regionais eleitorais. Inventada em 1932 por Getúlio Vargas, liquidada pelo próprio criador em 1935 e ressuscitada dez anos mais tarde, essa brasileirice sem similares consome milhões de reais para cuidar de eleições que, no resto do mundo, são organizadas por ramificações do Poder Executivo, ou por comissões dissolvidas depois da contagem dos votos.
O julgamento da chapa Dilma-Temer revelou a extinção da Justiça Eleitoral produziria pelo menos duas consequências animadoras. Primeira: a gastança anual seria reduzida em 2 bilhões e 500 milhões de reais ─ foi essa a fortuna engolida em 2016 pela usina de falatórios sem pé nem cabeça, argumentos de quinta categoria e gordos salários adicionais.
O segundo efeito colateral seria a queda na taxa de cinismo em Brasília, que sobe à estratosfera quando juízes sem juízo são vistos por milhões de espectadores decidindo se uma dupla de culpados merece apenas um retrato na galeria dos presidentes da República ou também fotos de frente e de perfil que registram o entrada na cadeia.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Aos que virão depois de nós

I

Eu vivo em tempos sombrios.
Uma linguagem sem malícia é sinal de estupidez, 
Uma testa sem rugas é sinal de indiferença. 
Aquele que ainda ri é porque ainda não recebeu a terrível notícia.

Que tempos são esses, 
Quando falar sobre flores é quase um crime. 
Pois significa silenciar sobre tanta injustiça? 
Aquele que cruza tranqüilamente a rua
Já está então inacessível aos amigos
Que se encontram necessitados?

É verdade: eu ainda ganho o bastante para viver.
Mas acreditem: é por acaso. Nada do que eu faço
Dá-me o direito de comer quando eu tenho fome.
Por acaso estou sendo poupado. 
(Se a minha sorte me deixa estou perdido!)

Dizem-me: come e bebe! 
Fica feliz por teres o que tens! 
Mas como é que posso comer e beber, 
Se a comida que eu como, eu tiro de quem tem fome? 
Se o copo de água que eu bebo, faz falta a quem tem sede? 
Mas apesar disso, eu continuo comendo e bebendo.

Eu queria ser um sábio.
Nos livros antigos está escrito o que é a sabedoria: 
Manter-se afastado dos problemas do mundo
E sem medo passar o tempo que se tem para viver na terra; 
Seguir seu caminho sem violência,
Pagar o mal com o bem,
Não satisfazer os desejos, mas esquecê-los. 
Sabedoria é isso! 
Mas eu não consigo agir assim. 
É verdade, eu vivo em tempos sombrios!

II

Eu vim para a cidade no tempo da desordem, 
Quando a fome reinava. 
Eu vim para o convívio dos homens no tempo da revolta
E me revoltei ao lado deles. 
Assim se passou o tempo
Que me foi dado viver sobre a terra. 
Eu comi o meu pão no meio das batalhas, 
Deitei-me entre os assassinos para dormir, 
Fiz amor sem muita atenção
E não tive paciência com a natureza. 
Assim se passou o tempo
Que me foi dado viver sobre a terra.

III

Vocês, que vão emergir das ondas
Em que nós perecemos, pensem, 
Quando falarem das nossas fraquezas, 
Nos tempos sombrios
De que vocês tiveram a sorte de escapar.

Nós existíamos através da luta de classes, 
Mudando mais seguidamente de países que de sapatos, desesperados! 
Quando só havia injustiça e não havia revolta.

Nós sabemos: 
O ódio contra a baixeza
Também endurece os rostos! 
A cólera contra a injustiça
Faz a voz ficar rouca! 
Infelizmente, nós, 
Que queríamos preparar o caminho para a amizade, 
Não pudemos ser, nós mesmos, bons amigos. 
Mas vocês, quando chegar o tempo
Em que o homem seja amigo do homem, 
Pensem em nós
Com um pouco de compreensão.


domingo, 4 de junho de 2017

Deonísio da Silva: Onde Judas perdeu as botas

(Reprodução/Reprodução)
Não se sabia, mas agora se sabe: Judas perdeu as botas em Curitiba, no bairro de Santa Cândida, na sede da Polícia Federal.
Alguns dos novos judas calçam as sandálias da humildade para ir lá, mas outros vão de botas, como fez o padroeiro de todos eles ao perdê-las. Talvez pensem que o Inferno fica bem pra lá do fim do mundo e, como a viagem pode demorar, é melhor ir de botas.
O bairro homenageia uma santa italiana, etnia de muitos habitantes, não apenas de Curitiba, mas de todo o Paraná, como é comum no Sul do Brasil. O juiz Sérgio Moro, referência solar da Operação Lava a Jato (batizada pela mídia Lava-Jato e Lava Jato) também descende de italianos do Vêneto. Dada sua biografia impoluta, será sempre marcante que ele tenha condenado tantos criminosos encarcerados por algum tempo num bairro chamado Santa Cândida e tenha punido candidatos, eleitos ou não.
O étimo de cândida é o mesmo de candidato, o Latim candidus, branco, puro. Na Roma antiga, os candidatos a funções públicas vestiam-se de branco para vincular suas figuras à ideia de pureza e honradez que a cor branca sempre teve.
Já o nome da rua onde fica a Polícia Federal expressa a gratidão dos curitibanos a uma professora chamada Sandália Monzon. As sandálias da humildade serão sempre mais confortáveis do que as botas da vaidade e da prepotência.
De todo modo, a expressão “onde Judas perdeu as botas” surgiu da tradição oral, que, em vez de tirar, sempre acrescentou alguma coisa às histórias narradas pela Bíblia, de tal modo que curiosas informações adicionais dão conta de que Matusalém morreu afogado aos 969 anos. Deduziram que, com a idade que tinha, estava vivo quando sobreveio o Dilúvio. A parteira do nascimento de Jesus, que ninguém sabe quem foi, recebeu o nome de Salomé. Os ladrões crucificados com Jesus também receberam nomes: Dimas era o bom; Gestas era o mau. As botas de Judas representam outro destes acréscimos.
Judas era tesoureiro da campanha de Jesus e provavelmente calçava sandálias quando ceou pela última vez com o Senhor, completando o número 13 à mesa, que já era o número do azar, mas cuja má fama foi acentuada desde a Última Ceia.
O suicídio de Judas está na raiz do lendário e inimaginável lugar onde ele perdeu as botas. Foram misturadas duas narrativas. O Evangelho de Mateus diz que, arrependido de ter traído Jesus, ele atirou as trinta moedas dentro do templo e saiu para enforcar-se. Os sacerdotes, porém, deliberaram tirar o dinheiro dali para não deixar no tesouro sagrado um preço de sangue. E com a quantia compraram um cemitério para os estrangeiros, desde então chamado “campo de sangue”.
Os Atos dos Apóstolos descrevem o fim do traidor de outro modo: “Ele comprou um campo com o salário da iniquidade, dependurou-se e seu corpo caiu arrebentado pelo meio, tendo suas vísceras se espalhado sobre o chão”.
Narrativas posteriores disseram que Judas enforcou-se em galho de árvore à beira de um precipício e dali despencou. Quer dizer, não foram apenas as botas de Judas que jamais foram encontradas. Também seu corpo perdeu-se ali.
As botas de Judas nunca foram encontradas e o lugar onde ele as perdeu tornou-se sinônimo de região inacessível. Só se sabe que a localidade, conhecida também por cafundó de judas, fica perto de onde o vento faz a curva, no meio do nada.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Só há vilões no faroeste a caminho do final felizmente infeliz

Temer insiste em prorrogar o prazo de validade de um governo que acabou.

(Montagem/Reprodução)
Na próxima semana, o Tribunal Superior Eleitoral começará a encenar o desfecho da ação movida pelo PSDB contra a chapa formada em 2014 por Dilma Rousseff e Michel Temer ─ um faroeste à brasileira escrito, produzido, dirigido e protagonizado exclusivamente por vilões. Não há mocinhos nesse filme que começou logo depois da última eleição presidencial, quando o senador Aécio Neves teve a ideia de pedir a cassação da dobradinha vitoriosa, e se aproxima do final felizmente infeliz. Todos os protagonistas sairão perdendo. O país que presta será o vencedor.
Aécio recorreu à Justiça não por sentir-se vítima de práticas ilegais, nem por acreditar que o resultado fora fraudado: como revelou na conversa gravada por Joesley Batista, queria apenas encher o saco daquela gente que não parava de sacaneá-lo. A molecagem que deu no que deu. Neste começo de junho, Aécio está com o mandato de senador suspenso, corre o risco de ser alojado na gaiola e condenou-se à morte política. Descansará num jazigo semelhante ao que abriga Dilma Rousseff, despejada do Planalto pelo impeachment.
Os adversários que duelaram há dois anos e meio logo terão a companhia de Michel Temer. Antes das delações da Odebrecht e da JBS, o presidente hoje agonizante argumentava que não fazia sentido ser castigado pelo que fizera a parceira de chapa. Depois dos espantos deste outono inverossímil, está claro que o prontuário do vice só não superou em quantidade e qualidade a notável folha corrida de Dilma e a imbatível capivara de Lula. Este sim fez o diabo para desfrutar do poder durante 13 anos, cinco dos quais fazendo de conta que o país era governado pelo poste que fabricou.
Temer teima em prorrogar o prazo de validade de um governo que acabou. Todos os brasileiros sabem que trava uma batalha perdida ─ com exceção dos bebês de colo, das tribos isoladas na selva amazônica, dos doidos de hospício, da família Temer e, claro, do ministro Gilmar Mendes. O Brasil nunca foi para amadores. Começa a tornar-se indecifrável para profissionais.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

José Nêumanne: A República dos compadres

Publicado no Estadão

Chicanas e negaças não impedem o mau cheiro das manobras da máfia que ainda nos governa.

Em nossa capital dos convescotes, onde os três Poderes da República confraternizam nos fins de semana e passam os dias úteis conspirando para salvar a própria pele e esfolar a Nação, a máfia dos compadritos – malfeitores portenhos na ficção genial de Jorge Luis Borges – se esfalfa para não ser extinta.
No Poder Legislativo, bocas malditas dão conta à boca pequena de que se conspira para dar de mão beijada aos ex-presidentes José Sarney, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff (por que não Fernando Collor?) indulgência perpétua para manter Michel Temer solto, caso seja defenestrado, como o major boliviano Gualberto Villarroel – este foi atirado pela janela do Palacio Quemado e linchado pela malta enfurecida, em 21 de julho de 1946. Ninguém espera que Temer seja atirado vidraça afora do Palácio do Planalto, tendo a palavra defenestrado sido usada apenas como um reforço de linguagem, uma metáfora do desejo da quase totalidade da população brasileira, que o prefere sem poder. Mas que saia inteiro, como a rainha da sofrência Roberta Miranda se dirige ao ex-amor no sucesso Vá com Deus. Embora seja mais difícil querer que ele saia íntegro desde a explosão sobre a faixa presidencial da bomba H da delação de Joesley Batista, o marchante de Anápolis que virou tranchã do próspero negócio da proteína animal no mundo.
Passadas duas semanas das revelações do delator premiado, Temer não contestou nenhuma das acusações que lhe faz, com base na delação, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no pedido de abertura de inquérito encaminhado ao relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Edson Fachin: corrupção passiva, organização criminosa e obstrução da investigação. Em vez disso, contratou o perito Ricardo Molina para acusar a gravação da conversa nada republicana de delator com delatado de má qualidade e de prova de incompetência e ingenuidade dos procuradores que a negociaram. OK. E daí?
O Palácio do Planalto já desmentiu o procurador-geral. Mas juntamente com o desmentido foi dada a prova mais evidente – para qualquer cidadão com quociente de inteligência superior a 50 – de culpa do chefe do governo ao introduzir o roque do xadrez na gestão pública. Insatisfeito com a “timidez” de seu ministro da Justiça na direção da Polícia Federal (PF), ele demitiu o deputado Osmar Serraglio (PMDB) e o substituiu pelo jurista Torquato Jardim, cuja opinião depende tanto do interesse do patrão quanto a do atrapalhado legista. Renan Truffi revelou neste jornal que, em texto escrito em julho de 2015, ele escreveu que, “desconstituído o diploma da presidente Dilma, cassado estará o do vice Michel”.
Como se sabe, em maio de 2016, dez meses depois, o vice Michel era presidente e, no mês seguinte, o renomado causídico assumiu a pasta da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União. Desde então, tornou-se um devoto discípulo do “Velho Capitão” Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello, cujo engenho, mesclado à flexibilidade ética que praticava, produziu a pérola que pode servir de lema para o brasão do mais ilustre membro do clã Jardim: “A coerência é a virtude dos imbecis”. É ou não é?
Segundo relato de Felipe Luchete, do site de notícias jurídicas Conjur, o ministro criticou, em 21 de fevereiro passado, procedimentos da Operação Lava Jato: Jardim “listou problemas como as longas prisões provisórias, com duração de até 30 meses, e condenações sem provas, já reconhecidas pela Justiça. Ao comentar a operação, ele afirmou ainda que vazamentos seletivos geram ‘nulidade absoluta’ de processos”. O jornal Diário do Povo do Piauí publicou no dia de sua posse no Ministério de Temer sua profecia de que a Lava Jato teria destino igual ao das operações anteriores da Polícia Federal, caso da Castelo de Areia, sepultada no STF. Bidu!
Fiel ao brocardo de Chatô professado pelo chefe, sua assessoria tentou negar os fatos acima revelados, contrários à opinião da maioria da população, em nota ao Fantástico, que os noticiara. Mas isso não quer dizer que a troca de Osmar Serraglio por ele difira da substituição, feita por Dilma, do advogado José Eduardo Martins Cardozo pelo procurador Eugênio Aragão, alcunhado de “Arengão” por seu chefe, ex-amigo e agora desafeto, Janot.
Mais pernóstica do que a missão que ele nega, contudo, é a tentativa de transferir o antecessor para a pasta que antes o incoerente ocupava. O boquirroto Serraglio se jactava para quem se dispusesse a dar-lhe um minuto de atenção de que não era “pato manco” no governo Temer. E todos sabemos que isso se devia a que sua permanência na pasta garantia o salvo-conduto para o suplente Rodrigo da Rocha Loures continuar no lado bom do dilema “ou foro ou Moro”, mantendo o foro privilegiado na cadeira para a qual o ex-futuro ministro da Transparência foi eleito.
O episódio encerrado com a recusa de Serraglio de ocupar o novo cargo cancela os significados de transparência, fiscalização, controle, justiça e outras já expelidas da gestão pública e da política do País: ética, decoro, vergonha… Mas essa consequência é menor do que o motivo real do frustrado “movimento combinado do rei e de uma das torres, que se desloca para uma posição mais atuante para dar mais segurança ao rei”, como o Dicionário Houaiss define o roque, aquela jogada de xadrez acima citada.
Assim como a tentativa de desqualificar o depoimento do marchante delinquente por causa de seus crimes pregressos ou da má qualidade da gravação que ele fez nos porões do palácio, o odor infecto da matéria orgânica à tona de 17 de maio para cá já ficou insuportável. E exige mais atenção às manobras com que os compadritos da política tentam manter seus privilégios no statu quo. Desfaçatez, chicanas e negaças não perfumam o ar apodrecido das catacumbas da máfia multipartidária que nos governa.

‘Dia sem impostos’ tem gasolina a R$ 2,14 e carro por R$ 37 mil

Postos de combustíveis irão comercializar o litro de gasolina comum a 2,14 reais

Os consumidores de 12 estados e do Distrito Federal poderão comprar hoje alguns produtos com até 40% de desconto. Não se trata de promoção. É que hoje é realizado o Dia da Liberdade de Impostos, organizado pela Câmara dos Dirigentes Lojistas Jovem (CDL Jovem), para chamar a atenção para a alta carga tributária do país.
Entre os itens que podem ser encontrados com preço reduzido estão de combustíveis, alimentos e até mesmo um carro. Alguns postos de combustíveis irão comercializar o litro de gasolina comum a 2,14 reais (ante 3,35 reais do ‘preço normal’), uma redução de cerca de 40%. Já em Brasília, uma concessionária irá vender uma unidade do Peugeot 208 Active por 37.319 reais, desconto de 14.970 reais ou aproximadamente 28% do valor original do veículo, calculado em 52.290 reais.
De acordo com a CDL Jovem, cerca de mil lojas e 10 shoppings irão participar do Dia da Liberdade de Impostos, além de postos com mais de 100 mil litros de combustível disponíveis. Confira:
Manaus / AM
– Amazonas Shopping
Fortaleza / CE
– Ceará Moda Shopping
Vitória / ES
– Shopping Vila Velha
– Supermercado Extrabom
Macapá / AM
– Garden Shopping
Joinville / SC
– 8 mil litros de gasolina (Postos da rede Zandoná. Rua Inambu, 791, e na Rua Benjamin Constant, 2.946, bairro Costa e Silva)
– Joinville Garden Shopping
– 1 carro (Peugeot 208 Active, exposto no shopping Garten, Av. Rolf Wiest, 333 – Bom Retiro)
– 150 pizzas (Pizzaria Pizza na Pedra, Rua Visconde de Taunay, 1.223)
–  Vendas da empresa MeusPedidos.com no dia 01/06 serão sem imposto, além de 50 ingressos pra um evento de empreendedorismo em outubro também sem impostos
Rondonópolis / MT
– 10 mil litros de etanol (Posto Campeão, rua Dom Pedro II, 150,  21070-031)
Brasília / DF
– 45 mil litros de gasolina (Postos Jarjour Asa Norte, Jarjour Asa Sul e Jarjour Taguatinga)
– 1 carro (Concessionária Champion Peugeot)
Juazeiro do Norte / CE
– Cariri Garden Shopping
Resende / RJ
– 2.250 litros (Posto Petrograal, R. São Domingos da Calçada, 38 – Paraíso, Resende – RJ, 27535-020)
Farroupilha / RS
– Ações de conscientização em redes sociais e com a imprensa
Volta Redonda / RJ
– 2.000 litros de gasolina (Posto Rede Brasil, Av. Almte. Adalberto de Barros Nunes, 3740 , Retiro – Volta Redonda)
Salvador / BA
– Shopping Barra
Chapecó / SC
– 3.000 litros de gasolina (Posto Gambatto, Avenida Fernando Machado, esquina com a Rua João Martins, no bairro São Cristóvão)
Belo Horizonte / MG
– 5.000 litros (Posto Pica Pau, avenida do Contorno, 10.325, no bairro Barro Preto)
– 600 lojas pela cidade
– Itaú Power Shopping
Barra Mansa / RJ
– 2.000 litros de gasolina (Posto Aliança Center, R. Dr. Francisco Viléla de Andrade Neto, 13 – Centro, Barra Mansa – RJ, 27330-590, (24) 3323-1128)
Florianópolis / SC
– 2 mil litros de gasolina (Posto Camarão, localizado na rua Jorge Lacerda, 1.625, no bairro Costeira do Pirajubaé, em Florianópolis)
– Refeição (Restaurante Montana Grill do Beiramar Shopping. Rua Bocaiúva, 2468)
Barra Velha / SC
– 5 mil litros de gasolina (Posto da Parada Havan, Rodovia BR 101, 1019 – Centro)
Brusque / SC
– 5 mil litros de gasolina (Posto Havan, no bairro centro na Rodovia Antonio Heil, nº 320)
– Cosméticos e serviços de beleza (Lótus Beleza, Avenida Hugo Schlosse, nº 485 – Bairro Jardim Maluche)

Alta no PIB agropecuário no 1º trimestre é a maior em 21 anos

Ao contrário da indústria e do setor de serviços, agropecuária encerrou 2013 com retração de 1,4%
Ao contrário da indústria e do setor de serviços, agropecuária encerrou 2013 com retração de 1,4% (Reinaldo Canato/VEJA)

A alta de 13,4% no período em relação aos três meses anteriores foi o principal fator que puxou a produção nacional no período, segundo dados do IBGE


O crescimento da produto interno bruto (PIB) agropecuário no primeiro trimestre de 2017 é o maior em 21 anos. O setor  teve alta de 13,4% no período em relação aos três meses anteriores, segundo divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira. O resultado  é a segunda maior alta da série histórica iniciada em 1996, superado apenas pela alta de 23,8% no 4º trimestre de 1996.
http://veja.abril.com.br/economia/alta-no-pib-agropecuario-no-1o-trimestre-e-a-maior-em-20-anos/