quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

MEU CANDIDATO A PRESIDENTE

Ele, ou ela, tem entre 40 e 60 anos, talvez uma pouco menos ou um pouco mais, a chamada meia-idade, em que já se fizeram algumas besteiras e por conta delas sabe-se o que vale a pena e o que não vale nessa vida.

Nasceu no Norte ou no Sul, não importa., desde que tenha estudado, e se foi em escola pública ou privada, também não importa, desde que tenha lido muito na juventude e mantido o hábito até hoje, e que através da leitura tenha descoberto que o mundo é injusto, mas não está estragado para sempre, que um pouco de idealismo é necessário, mas só um pouco, e que coisas como bom senso e sensibilidade não precisam sobreviver apenas na ficção.

Ele, ou ela, é prático, objetivo e bem-humorado, mas não é idiota. Está interessado em ter parceiros que governem como quem opera, como quem advoga, como quem canta, como quem leciona: com profissionalismo e voltado para o bem do outro, e que o dinheiro seja um pagamento pelos serviços prestados, não um meio ilícito de enriquecer. Alianças, ele quer fazer com todos os setores da sociedade, e basta, e já é muito.

Ele, ou ela, sabe comunicar-se porque seu ofício exige isso, mas comunicar-se é dizer o que pensa e o que faz, e como faz, e por que faz, e se ele possui ou não carisma, é uma questão de sorte, se calhar até tem. Mas não é bonito nem feio: é inteligente. Não é comunista nem neoliberal: é sensato. Não é coronelista nem ex-estudante de Harvard: é honesto.

Meu candidato, ou candidata, é casado, ou solteiro, ou ajuntado, ou gay, pode ter filhos ou não; problema dele. Paga os impostos em dia, tem orgulho suficiente para zelar por seu currículo, possui um projeto realista e bem traçado, e não está muito interessado em ser moderno, mas em ser útil.

Meu candidato, ou candidata, é católico, evangélico, ateu, budista, não sei, não é da minha conta. É avançado quando se trata de melhorar as condições de vida das minorias estigmatizadas e das maiorias excluídas, e é retrógrado em questão de finanças; só gasta o que tem em caixa, e não tem duas.

Ele, ou ela, é uma pessoa que tem idéias praticáveis, que aceita as boas sugestões vindas de outros partidos, que não tem vergonha de não ser malandro e sim vergonha de pertencer a uma classe tão desprovida de credibilidade, e tenta reverter isso cumprindo sua missão, que é curta, e sendo curta ele concentra nela todos os seus esforços.

Pronto. Abri meu voto.
*Martha Medeiros

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A farsa ambulante...,

A verdade é que a imprensa brasileira sempre foi tolerante com as besteiras de Lula e ajudou a criar o mito fanfarrão. Ou: Bobeou, Lula “passa o pente”…

Luiz Inácio Apedeuta da Silva foi a Havana participar de um troço chamado “Conferência pelo Equilíbrio Mundial”. Atacou aquela velha senhora, a Dona Zelite, especialmente a imprensa, que perseguiria democratas e humanistas como Cristina Kirchner, Evo Morales, Hugo Chávez… No Brasil, disse ele, a “mídia” não gosta de ver pobre andando de avião. Vai ver é por isso que o fanfarrão tentou reinstaurar a censura no Brasil: para que passássemos a elogiar aeroportos fedorentos, caindo aos pedaços, entregues a uma gestão ineficiente, lotada de larápios. Vai ver ele e Dilma retardaram em quase dez anos a privatização do setor para dar uma lição aos jornalistas: “Vocês vão ter de aguentar o povo!”. Como é mesmo? “País rico é país sem conforto”.
Em peregrinação pelo Brasil, José Dirceu ataca o Ministério Público, o Judiciário e, claro!, a imprensa — que estaria disposta a instaurar uma ditadura no Brasil. Não uma ditadura qualquer, mas do tipo nazifascista, segundo Rui Falcão, este democrata exemplar. Pois é… A verdade, no entanto, é bem outra. Ao longo dos anos, ao longo das décadas, o jornalismo brasileiro foi é complacente com Lula e sempre relevou — quando não promoveu — sua pletora de bobagens na suposição de que ele, afinal, era um autêntico representante do povo e tinha, por isso, licença especial para dizer tolices.
Raramente Lula foi visto como aquilo que de fato era: um político empenhado na construção de um partido para disputar o poder. Era tratado como uma força da natureza; como o bom selvagem que vocalizava não um conteúdo político, mas uma mensagem vinda das entranhas da Terra. Seus juízos eram, sim, meio toscos — “mas ele não teve estudo, coitado!”. Suas soluções eram simplistas, primárias, notavelmente ignorantes — “mas ele é um representante das massas, e apontar suas burrices é manifestação de preconceito”. E se foi criando, então, o mito do homem que sabia tudo sem estudar nada. Numa entrevista à revista “Primeira Leitura”, que eu dirigia, Marilena Chaui comparou o chefão petista à deusa grega Métis (ainda vou recuperar a passagem; é notável).
Voltemo-nos àquela entrevista que o então já bastante poderoso e influente Lula concedeu à revista Playboy em 1979. Que outra figura pública teria resistido à confissão de que iniciou sua vida sexual com animais? Que outra personalidade teria sobrevivido à admissão de que ficava de olho nas viuvinhas que entravam no sindicato para, recorrendo a seu vocabulário iluminado, “papá-las”? Atenção! Aquele notável líder da classe trabalhadora aproveitava-se da morte de um companheiro e da fragilidade da mulher — que tinha ido ao órgão de classe para cuidar da pensão — para, como se diz por aí, “passar o pente”. Que outra expressão do sindicalismo ou da política teria superado a revelação de que tinha na galeria dos homens admiráveis e admirados Hitler e Khomeini. Por quê? “Porque estavam do lado dos menos favorecidos…”, ele explicou.
“Lá está o Reinaldo querendo ressuscitar velharias…” Não! Já demonstrei que não são velharias. As escolhas que Lula fez na política externa, por exemplo, indicam que coerência com seu passado. As escolhas que faz na política interna são compatíveis com aquela visão de mundo. E ousaria mesmo dizer que certos sucessos de sua vida privada — com repercussões na esfera pública — remetem àquela espreitador de viuvinhas. No sindicato, na Presidência e no partido, ele nunca soube distinguir suas necessidades privadas das questões coletivas. Isso está dado pelos fatos.
A mentira
É mentira, das mais escancaradas, essa história de que a imprensa persegue Lula, o PT e os petistas. Ao contrário: há mais de 30 anos, essa gente está entre os pauteiros mais influentes do jornalismo. Com muita frequência, em razão de alinhamentos ideológicos e afinidades eletivas, é poupado das críticas.
Não se trata aqui de apelar ao escatológico ou ao que parece anedótico para definir um homem inteiro. Usar um cargo num órgão de representação de classe para “papar” viúvas fragilizadas não define apenas um gosto sexual; define também um caráter. Afirmar que Hitler é um homem admirável, ainda que discorde de sua ideologia, por causa do “fogo de se propor a fazer alguma coisa” é mais do que a mera expressão de um juízo torto; Lula conseguiu atravessar a camada do horror para descobrir no facínora o ardor da transformação.
O Lula de 1979 está presente no Lula de 2013 e, de fato, jamais o abandonou. A cada vez que confunde o público com o privado, em que toma a sua própria vida como metro de todas as coisas, quem se manifesta é o molestador de viúvas. A cada vez que justifica os crimes dos companheiros (os petistas ou os governantes delinquentes da América Latina), ouve-se a voz do admirador de Hitler e Mussolini. Não especulo se aquele Lula escatológico tem expressão ainda hoje em dia porque minha imaginação se nega a visitar certas paragens…
Ataque à imprensa por quê? Com raras exceções, noticiou-se a sua óbvia e indevida intromissão na Prefeitura de São Paulo e mesmo no governo Dilma como se fosse algo natural, corriqueiro, aceitável. Lula decide na base do dedaço quem é e quem não é candidato no partido, e se considera isso muito normal porque, afinal de contas, ele é mesmo o líder inconteste no partido. Os mais sabujos veem nisso um “saudável processo de renovação” do partido. Num seminário, os porta-vozes do Apedeuta anunciam quem será o verdadeiro articulador do governo Dilma, e ninguém se ocupa de indagar: “Mas com quais credenciais que a tanto o habilitem, se não é deputado, não é senador, não é ministro, não é assessor da Presidência?”.
Mas ao petismo não basta. Se o partido conseguisse cooptar todos os meios de comunicação menos um, seguiria reclamando e denunciando o “complô” da mídia contra as forças do povo, como naquela carta-programa dos nazistas… A imprensa que Lula agora ataca, tudo bem pensado, praticamente o inventou como líder e segue tendo com ele uma generosidade que a nenhum outro político é dispensada.
Aquele que é hoje um dos homens mais poderosos do país ainda é visto por muitos como o ignorante amoroso, de bom coração, cheio de boas intenções, dono de uma intuição genial, interessado apenas na redenção do seu povo. Não há o que perguntar às cabras. A indagação teria de começar pelas viúvas…
Texto publicado originalmente às 6h37
Por Reinaldo Azevedo

Infraero preocupada com os aeroportos...,

Diretoria da Infraero me envia um e-mail em tom meio ameaçador, parece, e me pôs uma pulga atrás da orelha. Estou com ainda mais medo de andar de avião!

Em seu discurso num evento em Cuba, aquela ilha governada por dois assassinos psico-sociopatas, Luiz Inácio Apedeuta da Silva afirmou que a imprensa brasileira não gostava de ver pobre andar de avião. Comentando o caso, escrevi o seguinte no dia 1º deste mês:
Luiz Inácio Apedeuta da Silva foi a Havana participar de um troço chamado “Conferência pelo Equilíbrio Mundial”. Atacou aquela velha senhora, a Dona Zelite, especialmente a imprensa, que perseguiria democratas e humanistas como Cristina Kirchner, Evo Morales, Hugo Chávez… No Brasil, disse ele, a “mídia” não gosta de ver pobre andando de avião. Vai ver é por isso que o fanfarrão tentou reinstaurar a censura no Brasil: para que passássemos a elogiar aeroportos fedorentos, caindo aos pedaços, entregues a uma gestão ineficiente, lotada de larápios. Vai ver ele e Dilma retardaram em quase dez anos a privatização do setor para dar uma lição aos jornalistas: “Vocês vão ter de aguentar o povo!”. Como é mesmo? “País rico é país sem conforto”.
Recebi há pouco da Infraero, em meu e-mail pessoal (bem informada a turma por lá), a seguinte mensagem (em vermelho). Não sei se entendi direito, mas parece haver um certo tom de ameaça, quem sabe de inconformismo com a liberdade de imprensa, que, de resto, não é de “hoje”. Reproduzo na íntegra a mensagem, que adverte que serei notificado judicialmente. Leiam. Volto em seguida.
Sr. Reinaldo Azevedo,
No dia 1º de fevereiro, às 7h35, o senhor postou em seu blog, no pleno exercício do direito suportado pela liberdade de imprensa hoje existente no país, que o senhor e todos nós prezamos, uma matéria na qual constam opiniões suas sobre diversos assuntos que, a despeito de não concordarmos com todos, reconhecemos que são apenas opiniões.
Entretanto, na mesma matéria o senhor se reporta a  “uma gestão ineficiente lotada de larápios”, ao se referir a nossa administração na Infraero, empresa estatal que administra os maiores aeroportos do país.
O ineficiente, apesar de termos condições de mostrar que o senhor esta enganado, é uma mera opinião, não merecendo maiores considerações de nossa parte.
No entanto, “uma gestão lotada de larápios” não constitui mera opinião, mas uma afirmação. Isso mesmo: uma afirmação que atinge a honra e a dignidade de pessoas. Com efeito, a liberdade de imprensa ou qualquer outra espécie de liberdade não dá ao senhor, nem a qualquer outro profissional, o direito de vilipendiar a honra alheia.
O senhor será notificado judicialmente para que informe em que fatos concretos se baseou para fazer essa afirmação.
Somos uma diretoria composta de oito funcionários públicos de carreira, concursados, com media de 25 anos de trabalho dedicados ao serviço publico federal, sem nenhum questionamento de suas atuações.
Logo, o senhor deve ter conhecimento de algum fato concreto que nós não conhecemos.
E gostaríamos muito de saber. Até para tomar as medidas judiciais cabíveis, já que não temos absolutamente nada a esconder em nossa gestão, muito menos atitudes criminosas que pudessem nos conferir a alcunha de “larápios”, como o senhor nos denominou.
Esperamos que o senhor não se esquive de responder ou não se baseie em informações antigas para fazê-lo. Essa ou aquela forma revelará ser o senhor uma pessoa leviana, inconsequente e irresponsável, qualidades que, temos certeza, seus leitores não gostariam de saber que o senhor as tem. E que, acreditamos, o senhor não as tem.
A sua afirmação, se refere ao presente e é sobre ela que o interpelaremos judicialmente. Apenas para nos situarmos no tempo, a gestão desta Diretoria Executiva se iniciou em marco de 2011.
Atenciosamente.
Diretoria Executiva da Infraero
Antonio Gustavo Matos do Vale
Francisco José de Siqueira
Geraldo Moreira Neves
Jaime Henrique Caldas Parreira
João Márcio Jordão
Jose Antonio Eirado Neto
Jose Irenaldo Leite de Ataide
Mauro Roberto Pacheco de Lima”
Voltei
Refere-se ao presente uma ova! Se vocês cuidarem dos aeroportos da mesma maneira como leem um texto, estamos feitos. Sim, é verdade. Alguns aeroportos continuam fedorentos. O estacionamento do Aeroporto de Cumbica, por exemplo, que leva o nome do grande governador Franco Montoro, é um lixo. Mas basta ler meu texto para constatar que me refiro ao período em que Lula tentou instaurar a censura no Brasil. Se os senhores não sabem a que período me refiro, a ação judicial prometida terá a chance de esclarecer. Se querem gastar o dinheiro do contribuinte com isso, não tenho como impedi-los.
Vocês me pedem uma lista de problemas? Huuummm, deixem-me ver:
No colunista Cláudio Humberto, em 15 de dezembro de 2008:
“A Controladoria-Geral da União apura irregularidades no contrato da Infraero com a empresa Neo Net, que prevê a construção de um shopping na área do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP). A Infraero pretendia triplicar a área licitada apenas por meio de um aditivo. Mas a Lei das Licitações só permite acréscimo de 25% aos contratos. A CGU confirma a investigação e a Infraero se recusou a comentar.”
Não consta que a Infraero tenha tentando processar a Controladoria Geral da União.
Na Agência Estado no dia 15 de março de 2008:
A fiscalização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) nos aeroportos no mês de janeiro, batizada de Operação Hora Certa, encontrou centenas de irregularidades praticadas não apenas pelas companhias como também pela Infraero. E como as empresas, a estatal responsável pela administração dos aeroportos também poderá ser multada.
Segundo fontes do setor, algumas irregularidades cometidas pela Infraero geraram autos de infração. Caso as defesas a serem apresentadas pela Infraero no processo administrativo não sejam aceitas, a estatal será multada – pela primeira vez desde a criação do órgão regulador.
Não consta que a Infraero tenha tentando processar a Anac.
Na Agência Estado no dia 28 de dezembro de 2011:
O Tribunal de Contas da União (TCU) condenou o espólio do ex-senador e ex-presidente da Empresa de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) Carlos Wilson, morto em abril de 2009, a devolver aos cofres públicos, juntamente com o ex-diretor comercial da estatal, Fernando Brendaglia de Almeida, R$ 19,5 milhões por gestão “temerária e ruinosa”. O dano total, pelos cálculos do tribunal, foi de R$ 26,8 milhões, mas quando se trata de pessoa morta a lei prevê que o ressarcimento não ultrapasse o valor da herança.
Não consta que a Infraero tenha tentando processar o TCU.
No site do Ministério Público Federal de São Paulo no dia 16 de dezembro de 2009:
O Ministério Público Federal em São Paulo ingressou com ação civil pública de improbidade administrativa contra cinco funcionários da Infraero e os responsáveis legais pelo consórcio formado pelas construtoras OAS, Camargo Corrêa e Galvão, e pela Planorcon Projetos, por inúmeras irregularidades nas licitações, nas obras de reforma e ampliação do aeroporto de Congonhas, realizadas entre 2004 e 2007, e, inclusive, pela demora da Infraero em licitar a reforma da pista principal do aeroporto, o que gerou a necessidade de contratação emergencial do consórcio, com dispensa de licitação.
O MPF investiga as irregularidades nas obras desde 2004, quando, inclusive, ajuizou ação com o objetivo de paralisar a reforma, devido a vícios descobertos na licitação, que teria sido conduzida para favorecer o consórcio vencedor. Além do direcionamento, a ação de improbidade aponta sobrepreço e superfaturamento, detectados pelo Tribunal de Contas da União, na ordem de R$ 45 milhões, correspondentes a cerca de 30% do valor total do contrato original.
Não consta que a Infraero tenha tentando processar o Ministério Público.
Volto
Senhores Antonio Gustavo Matos do Vale, Francisco José de Siqueira, Geraldo Moreira Neves, Jaime Henrique Caldas Parreira, João Márcio Jordão, Jose Antonio Eirado Neto, Jose Irenaldo Leite de Ataide e Mauro Roberto Pacheco de Lima, não me deixem assustado! Vou ter de andar de avião nos próximos dias! Não me façam subir naquela estrovenga supondo que vocês leem manuais de instrução de equipamentos, relatórios de falhas e recomendações de segurança com a mesma percuciência com que leram o meu texto.
Resta evidente que não fiz acusação “a esta diretoria”. Se há larápios por aí, não cabe a mim procurar, não é mesmo? Vocês é que têm o dever funcional de fazê-lo. Tomara que não haja!  Eu me referi a fatos e notícias apontando graves irregularidades na Infraero ao longo do tempo. Isso fica evidente no meu texto. Alguns seguem acima. Mas vocês mesmos poderão fazer uma pesquisa mais detalhada.
De resto, falando em termos estritamente teóricos, ainda que houvesse larápios entre vocês, não haveria como vocês mesmos identificá-los porque me enviam uma carta em grupo, como ordem unida. Se eu soubesse de alguma coisa,  seria inútil revelar, creio…  Suponho que cada um aí só tope assinar uma carta na companhia de homens honestos, certo?
Eu me referi, senhores — ajudando-os, então, a ler o manual de instrução de um texto —, a irregularidades havidas na Infraero ao longo da história nem tão distante. E suponho que a empresa seja a primeira interessada em se declarar livre daquela herança.
Encerrado
Senhores Antonio Gustavo Matos do Vale, Francisco José de Siqueira, Geraldo Moreira Neves, Jaime Henrique Caldas Parreira, João Márcio Jordão, Jose Antonio Eirado Neto, Jose Irenaldo Leite de Ataide e Mauro Roberto Pacheco de Lima, resta evidente, a qualquer leitor interessado apenas em ler o texto, que não os chamei de larápios. Se souber de alguma coisa que mereça essa designação, chamo, sim, e aí a gente rola lá na frente do juiz. Mas não foi o caso. Acho bom consultar antes o advogado da empresa. Embora a Infraero seja pública, essas coisas custam dinheiro. Desculpo-me por parecer abusado, referindo-me, assim, a cada um pessoalmente. É que vocês enviaram a mensagem no meu e-mail pessoal, e aí acabei tomando certas liberdades…
Eu lhes pergunto, sinceramente, se os senhores não ficaram bravos porque me referi à precariedade dos aeroportos. Uma dica: por que perder tempo comigo? Eu os convido a dar um passeio pelo estacionamento de Cumbica, por exemplo. Garanto que vocês terão algumas ideias luminosas para, quando menos, sinalizar aquele pardieiro de maneira decente. E as placas, então, zelosos servidores? O vivente tem de adivinhar que “ESTAC.TP” quer dizer “Estacionamento de Terminal de Passageiros”, que é diferente do “ESTAC.TECA”, que é o “Estacionamento do Terminal de Cargas”. Pobre de quem se confundir e entrar no “ESTAC.TECA”…  Terá de dar a volta ao mundo até encontrar o “ESTAC.TP”.
Quanto às coisas que são “apenas opiniões”, digo: conformem-se. O que distingue a democracia das ditaduras é o fato de que um regime comporta “apenas opiniões”, e o outro, “apenas uma opinião”. Eu não tentei ser sutil agora.
Releiam o meu texto com o cérebro, não com o fígado, e ocupem o tempo do Departamento Jurídico da Infraero com questões mais relevantes do que, como é mesmo? “apenas opiniões”. De resto, doutores, abandonem esse tom sutil da ameaça. Venho do tempo em que era preciso enfrentar brucutus nada sutis. Eu os convido, ademais, a se envergonhar dos nossos aeroportos, como se envergonham muitos brasileiros. Garanto que, zelosos como vocês são, será melhor para o Brasil.
*
PS – Agora aos leitores: peço que vocês se dediquem a fazer comentários de incentivo aos senhores Antonio Gustavo Matos do Vale, Francisco José de Siqueira, Geraldo Moreira Neves, Jaime Henrique Caldas Parreira, João Márcio Jordão, Jose Antonio Eirado Neto, Jose Irenaldo Leite de Ataide e Mauro Roberto Pacheco de Lima. Eu aposto que eles são capazes de melhorar os nossos aeroportos! 
Por Reinaldo Azevedo

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Dilma e as críticas

O ano de 2012 foi rico em matéria de lições econômicas. Foi um ano que contrariou todas as previsões e induziu o governo federal a inventar várias estripulias contábeis para fechar as contas. A lei orçamentária fixara uma meta para o superávit primário de 3,1% do PIB (que é a sobra de caixa dos municípios, estados e União antes do pagamento dos juros da dívida), e o resultado ficou em apenas 2,4%.

Outros números “traiçoeiros” foram a inflação oficial, que ficou em 5,84% (a meta fixada pelo Banco Central era de 4,5%); o crescimento do PIB, de apenas 1% (a meta era de 4%); e o saldo da balança comercial (diferença entre as exportações e importações de mercadorias tangíveis), que foi muito magro, bem abaixo do que se projetava.

A repercussão negativa das manipulações na contabilidade pública, capitaneada pelo ministro Guido Mantega, foi enorme; muito maior do que o governo poderia ter imaginado. A revista The Economist fez duras críticas e chamou Mantega de “o ministro do jeitinho”, e o jornal Financial Times condenou de forma veemente o comportamento das autoridades.

No mercado interno, as manobras do governo já tinham recebido críticas e a repulsa do mercado, a ponto de um amigo dileto do governo, o ex-ministro Delfim Netto, ter publicado um artigo no jornal Valor Econômico com críticas duríssimas às artimanhas do governo. Delfim chegou a dizer que o governo do PT está promovendo relações incestuosas entre o Tesouro Nacional, o BNDES, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica.

A presidente Dilma, que merece elogios por sua capacidade de examinar as críticas e reconhecer os erros, ficou assustada com o teor das críticas internas e, sobretudo, com a dureza das críticas internacionais. Certamente, ela não esperava que as manobras na contabilidade para maquiar o saldo do superávit pudessem ter tanta repercussão. Algumas lições do episódio são importantes.

A primeira é que a globalização e a inserção do país no mercado internacional diminuem a margem de manobra dos governos e obrigam as autoridades a levar em consideração a repercussão dos agentes nacionais e estrangeiros. A revista The Economist anunciou que não mais publicará estatísticas econômicas da Argentina e da Venezuela, porque os governos desses dois países estão manipulando os indicadores e mentindo descaradamente. Trata-se de um exemplo interessante e alguém pode achar que isso não importa muito, mas importa, sim! Para começar, os bancos estrangeiros passam a negar empréstimos a esses países, pois, com informações falsas, os negócios são feitos no escuro, coisa que os banqueiros odeiam.

Outra lição é que tentar encobrir maus resultados manipulando a contabilidade é como tentar curar a febre mudando a regulagem do termômetro. Esse tipo de conduta incute desconfiança nos mercados e contribui para desestimular os investidores. E, num país democrático, com imprensa livre, é impossível esconder as traquinagens do governo e o mau comportamento dos governantes.

A terceira lição a aprender é que não basta redução dos juros, liberação de financiamentos e desoneração tributária para estimular os investimentos privados nacionais e estrangeiros. O governo fez tudo isso, mas, ao ser intervencionista demais e gerar desconfiança, ajudou o investimento privado a ser baixo.

Política econômica é como receita de bolo: basta um ingrediente sair errado para que o todo seja perdido.

*José Pio Martins, economista, é reitor da Universidade Positivo.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

‘Um caso perdido’


J.R. GUZZO

Não há rigorosamente mais nada de útil que possa ser dito a respeito do deputado federal Henrique Alves, candidato oficial do governo e do PT à presidência da Câmara dos Deputados. Em pleno ano de 2013 da era cristã, Alves foi considerado pelas forças que mandam hoje no país como o homem ideal para dirigir um dos três poderes da República ─ justo ele, “Henriquinho”, que em onze mandatos e 42 anos de casa construiu uma biografia impecável como agente de tudo o que existe de mais atrasado na política brasileira. O deputado, em si mesmo, vale por um gênero inteiro: o dos profissionais que se mantêm nos galhos mais altos da vida pública, geração após geração, servindo-se da pobreza, da ignorância e dos vícios sociais que envenenam o Brasil desde os tempos do imperador. Nas vésperas da eleição, coerente com seus hábitos de vida, estava outra vez metido em confusão ─ agora, numa miserável embrulhada com dinheiro público, seu principal assessor e uma empreiteira de obras, que ficará na crônica como o caso do bode “Galeguinho”. Chega? Chega. Não há mais nada a dizer, realmente, sobre esse novo gigante da classe trabalhadora. Em compensação, há muito a dizer sobre o PT.
O partido fundado pelo ex-presidente Lula foi uma nova força na política brasileira de trinta anos atrás. Talvez houvesse aí, pela primeira vez, um alerta para os aproveitadores, demagogos e senhores de engenho, rurais ou urbanos, que sempre exploraram o Brasil como um negócio pessoal e jamais admitem mudança alguma para melhor. A esperança durou pouco. Começou a se desmanchar quando o PT ganhou suas primeiras prefeituras e descobriu algo chamado Erário. Vinte anos depois, quando o partido chegou enfim à Presidência da República, já tinha ido tudo para o diabo. Antes mesmo de tomar posse em 2003 o presidente operário e sua tropa casaram no civil e no religioso com o tipo de gente que mais combatiam. O objetivo seria amansar os inimigos. O resultado prático é que acabaram ficando iguais a eles.
Os petistas mais espertos, e são muitos, descobriram com grande rapidez as oportunidades pes­soais oferecidas pelo Brasil velho que prometiam mudar. Desde então, não pararam mais de caçar empregos e vantagens para si próprios e seus familiares. Gente com mais ambição farejou logo a grande mina dos conselhos de estatais e fundos de pensão controlados pelo governo ─ rolam bilhões aí. Aprenderam a traficar com licenças para emissoras de rádio e TV, montar ONGs que recebem dinheiro do Tesouro e fechar excelentes negócios no mercado de “prestação de serviços”; é todo um mundo de empresas que pertencem a esposas ou maridos, ex-esposas ou ex-maridos, amigos dos amigos e por aí afora, empenhadas dia e noite em vender alguma coisa para o governo. A mistura entre negócios privados e canetas públicas tornou-se procedimento-padrão. Um filho do próprio Lula recebeu 5 milhões de reais de uma empresa interessada em realizar negócios que dependiam da assinatura de seu pai, em troca de ações na sua companhia de videogames ─ que jamais mostrou resultado algum capaz de justificar um investimento desse tamanho. (As últimas notícias dizem que está à beira da falência, devendo mais de 6 milhões de reais na praça.)
Hoje o PT é apenas o partido do homem-cueca, dos bebês de Rosemary e do bode “Galeguinho”. Virou o beneficiário número 1 das doações feitas pelas empreiteiras de obras. Em todos os escândalos de corrupção dos últimos dez anos, assumiu automaticamente a defesa dos acusados. Está 100% ao lado de “Henriquinho”, Fernando Collor e Paulo Maluf. Ficará marcado para sempre pela concordata moral do mensalão, que se tornou um ponto central na biografia de Lula e despedaçou a reputação de José Genoino, um dos últimos símbolos do PT que existiu um dia ─ e que hoje é deputado com uma sentença de prisão nas costas. Ninguém falou mais claro sobre esse mergulho na decadência do que o ex-governador gaúcho e petista de raiz Olívio Dutra. “Eu acho que tu deverias pensar na tua biografia, na trajetória que tens dentro do partido”, recomendou ele a Genoino. “Eu acho que tu deverias renunciar.” Nada que a “direita” disse, em anos de ataque ao PT, foi tão arrasador.
O que se ouviu, aí, foi a voz da consciência. O PT valeu enquanto foi jovem; hoje é um caso perdido. Como nos mostra o personagem Chance Wayne, de Tennessee Williams, em geral não vale a pena fazer viagens para reencontrar o doce pássaro da juventude. É pouco provável que esteja onde o procuramos — e talvez seja melhor não encontrar o que sobrou dele.
"Para a ganância toda a natureza é insuficiente"(Sêneca)

Os responsáveis pela tragédia ainda vão culpar as vítimas


Reynaldo-BH: Os responsáveis pela tragédia ainda vão culpar as vítimas

REYNALDO ROCHA
Não creio que seja o caso de culpar o prefeito, os fiscais ou os bombeiros. Acidentes acontecem. Este foi só mais um acidente. Coisas do destino.
Mas, se querem encontrar culpados, que analisemos com critério e calma os fatos. Como acontece nas famosas investigações rigorosas. E os fatos apontam de modo claro e insofismável os reais culpados do acidente, é só analisarmos com cuidado. E a conclusão é óbvia e incontroversa: os culpados são as vítimas.
Como primeira evidência, eram JOVENS. E jovens são irresponsáveis. E eram muitos. Jovens em excesso são um perigo. Até as ditaduras sabem disto.
Por que estes jovens não agiram como adultos? Por que não foram antes à Prefeitura, aos Bombeiros e ao Ministério Público para solicitar certidões e relatórios sobre o local que pretendiam frequentar?
Coisa de irresponsáveis… Todos fazem isto! Só posso debitar este comportamento à juventude.
Não observando este cuidado anterior (que poderia demorar um ou dois meses, mas haveria uma resposta) ainda não percorreram o ambiente à procura de saídas de emergência. Um descuido que só jovens cometem.
Idem quanto aos extintores de incêndio! Nenhum destes jovens testou ─ bastava um simples isqueiro ─ a cobertura do local. Qualquer adulto faria isto!
Quantas vezes a banda não acendeu sinalizadores em boates e locais fechados? Por que nunca houve um acidente?
Obviamente porque, desta feita, algum jovem – talvez por brincadeira – substituiu o sinalizador indoor  por outro outdoor! Outra brincadeira de jovem sem juízo.
É fácil culpar o prefeito que jamais leu qualquer decreto impedindo a boate. Ou o fiscal que liberou o local. Ou os  bombeiros que, além de não interditarem a Kiss, no momento do incêndio, resolveram jogar água NOS JOVENS na tentativa de acalmá-los quando buscavam fugir do local. Ou o Ministério Público, que assinou um Termo de Ajuste de Conduta na certeza de que seria cumprido ( e não foi). Ou a própria banda, que solta só um foguinho no teto de isopor. Ou os donos da Kiss, que só colocaram o dobro de pessoas ─ JOVENS, estes irresponsáveis ─ em um ambiente seguro. Ao menos para quem estava de fora, pois se viu que foi difícil derrubar as paredes externas.
Parem de culpar inocentes. Foram 234 mortos que tiveram o velório e o enterro bancados pela prefeitura. Já não basta como prova de atuação democrática, ética e moral?
Não, não basta.

Nem tudo está perdido...,


PPS pede que presidente da Câmara coloque em votação vetos de Dilma e fim dos 14° e 15° salários

Pé no acelerador – Líder do PPS na Câmara, o deputado federal Rubens Bueno (PR) cobrou nesta segunda-feira (4), após a eleição de Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) para a Presidência da Câmara, que o Congresso Nacional vote neste início do ano um pacote matérias importantes que, sem apreciação, têm provocado questionamentos judiciais, prejudicado estados e municípios. A situação, alerta Bueno, exige ainda a aprovação de medidas éticas pelo Legislativo, que hoje vive um momento de grande desgaste junto à população. Bueno entregou ao novo comandante da Casa uma lista de sugestões para a pauta da Casa (confira texto abaixo e tabela no link).
“O Congresso precisa trabalhar para não ficar levando sucessivos puxões de orelha do Supremo e de outras instituições”, afirmou o líder do PPS, se referindo ao último episódio envolvendo o ministro Ricardo Lewandowski, do STF, e o presidente do Senado, José Sarney (PMDB), com relação a não votação de projeto para definir as novas regras para o repasse do Fundo de Participação dos Estados (FPE).
Rubens Bueno cobra ainda a apreciação dos vetos dos presidentes Lula e Dilma Rousseff, em especial a questão da partilha dos royalties do petróleo, e a votação do Orçamento da União. “A falta de análise
desses temas emperra a administração pública e afeta diretamente o planejamento de estados e municípios”, alerta.
O parlamentar considera também como prioridades a votação da reforma política. “Além das propostas específicas, reforçamos nosso pedido para que seja debatida e colocada em votação uma ampla reforma política para o país. Não há mais motivos para protelarmos esse debate, sob pena de rumarmos para outra eleição com regras de última hora baixadas Tribunal Superior Eleitoral”, alertou.
Rubens Bueno cobrou também a adoção do orçamento impositivo para impedir que o governo utilize a autorização do pagamento de emendas parlamentares como moeda espúria de trocas políticas. “Temos que acabar com essa vergonha que o PT fez com o Orçamento. O toma-lá-dá-cá que o PT condenava na oposição, hoje, no governo, adota como prática. As emendas parlamentares não podem ser usadas pelo Planalto para pressionar e humilhar deputados e senadores. Precisamos acabar com esse troca-troca e, por isso, é de fundamental importância a aprovação do orçamento impositivo. Há de se ter respeito com o parlamento brasileiro”, ressaltou.
Fim do 14° e 15º salários
Para o líder do PPS, a votação do projeto que extingue o 14° e 15º salários dos parlamentares também é urgente. “No caso do 14° e 15°, o ex-presidente da Câmara, Marco Maia (PT), se negou a colocar a proposta em votação, apesar do pedido de urgência que apresentei em maio do ano passado com o apoio da maioria dos líderes partidários. Espero que o novo presidente coloque a matéria na pauta, pois a sociedade não admite mais esse privilégio, que não tem nenhuma justificativa”, afirmou Bueno, que abriu mão do benefício em abril do ano passado, e apresentou projeto que extingue o pagamento.
O pedido de urgência do PPS reúne apoio de 14 partidos — PMDB, PSDB, PSol, PSD, PDT, DEM, PPS, PR, PTdoB, PRP, PHS, PTC, PSL e PRTB. Juntos, eles representam 297 deputados.
Perda de mandato e Mensalão do PT
Para Bueno, também é urgente a votação do segundo turno da PEC que acaba com o voto secreto no Legislativo. “Teremos pela frente a votação da perda de mandato dos parlamentares condenados no mensalão. Se o voto continuar sigiloso, muitos podem ser salvos e chegaremos à situação esdrúxula de termos deputados na cadeia, mas com mandato parlamentar”, alertou.
O líder do PPS defende ainda, como prioridade, a votação do projeto que põe fim ao fator previdenciário. “Trata-se de um mecanismo perverso que dificulta a aposentadoria de milhares de brasileiros”,
justificou.
http://ucho.info/pps-pede-que-presidente-da-camara-coloque-em-votacao-vetos-de-dilma-e-fim-do-14%C2%B0-e-15%C2%B0-salarios

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Senado vergonhoso...,

Os 18 do Senado se livraram da lata de lixo da História reservada ao bando vitorioso

Tanto a Câmara quanto o Senado ofereceram ao país que presta, nesta sexta-feira, uma notícia boa e outra má. Depois de dois anos na presidência, o companheiro gaúcho Marco Maia voltou ao baixo clero e ao convívio com a multidão de nulidades condenadas à obscuridade. É a boa notícia. A má: o novo gerente do Feirão da Bandidagem é Henrique Alves, que tentou livrar-se do último escândalo em que se meteu com a demissão do bode Galeguinho. É bom saber que o senador José Sarney acabou de deixar o comando da Casa do Espanto. Ruim é saber que o sucessor é Renan Calheiros.
Como registra o comentário de 1 minuto para o site de VEJA, o Congresso mudou para que tudo fique igual: sairam dois casos de polícia, entraram dois prontuários de dimensões amazônicas. Todos estão lá por decisão de milhões de eleitores que votam como se estivessem escolhendo sócios do clube dos cafajestes. O bando que controla o Poder Legislativo faz o que quer por confiar na mansidão bovina do grande rebanho. Enquanto os brasileiros elegerem os sarneys, renans, maias ou alves, não haverá perigo de melhorar.
Políticos são todos iguais, recitam os omissos profissionais, os cansados de nascença ou os que simulam ceticismo para manter em segredo o voto em figuras abjetas. Não são iguais. Os 11 senadores que há dois anos se recusaram a engolir José Sarney são muito diferentes dos que se ajoelharam diante de Madre Superiora. Além de reiterar tal diferença, a eleição desta sexta-feira comprovou o crescimento da bancada dos acreditam que a atividade política não é incompatível com a honradez. Pedro Taques não é igual a Renan Calheiros. Os 18 senadores que apoiaram o senador do PDT de Mato Grosso  são diferentes dos que devolveram à presidência o alagoano apeado do cargo há cinco anos por ter feito sem a devida cautela o que continua fazendo com mais cuidado.
No discurso em que justificou a candidatura sem chances de vitória, Pedro Taques evocou a lição extraída por Darcy Ribeiro dos fracassos que acumulou. Ele tentou e não conseguiu, por exemplo, fazer uma universidade séria.  Nem por isso sucumbiu à amargura. E jamais capitulou. “Os fracassos são minhas vitórias”, ensinou Darcy Ribeiro e repetiu o candidato do Brasil decente. “Eu detestaria estar no lugar de quem venceu.” A resistência democrática tem de decorar a mensagem e entender que não tem o direito de render-se.
Dos 78 presentes, 56 senadores ignoraram o  recado do candidato do Brasil decente. Coisa de otário, conversa de noviço, devem ter achado. As imagens de Renan Calheiros confraternizando com seus eleitores gritam que o cangaceiro governista seus eleitores se merecem. Não importa quanto tempo demore, acabarão juntos para sempre na mesma lata de lixo da História. Desse destino escaparam os 18 do Senado.
*Augusto Nunes

Top Top Garcia e a falência na política externa...,

‘Lula e a falência da ‘Doutrina Garcia’, por Demétrio Magnoli

PUBLICADO NO GLOBO DESTA QUINTA-FEIRA
Marco Aurélio Garcia
DEMÉTRIO MAGNOLI
Lula sabe mais que os “intelectuais progressistas” reunidos em seu instituto para, nas palavras do assessor Luiz Dulci, “definir um plano de trabalho para o desenvolvimento e integração” da América Latina. Há muito reduzidos à condição de intelectuais palacianos, os convidados celebraram os “avanços” na integração regional e a miraculosa clarividência do ex-presidente. O anfitrião, contudo, pediu-lhes algo diferente da bajulação habitual: a formulação de uma “doutrina” da integração latino-americana. No décimo-primeiro ano de poder lulista, o pedido traz implícito o reconhecimento de um fracasso estrondoso de política externa ─ e da crise regional que se avizinha.
“Não tem explicação, depois de mais de 500 anos, eu inaugurar a primeira ponte entre Brasil e Bolívia; não tem explicação, depois de mais de 500 anos, eu inaugurar a primeira ponte entre Brasil e Peru”, proclamou o ex-presidente, sem ser corrigido por nenhum dos intelectuais que decoravam o ambiente. O trem inaugural da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré chegou a Guajará-Mirim em abril de 1912. Os presidentes Café Filho e Paz Estenssoro inauguraram a Estrada de Ferro Brasil-Bolívia em Santa Cruz de La Sierra, em janeiro de 1955. A Ponte da Amizade, sobre o Rio Paraná, uma ousada obra de engenharia, foi inaugurada em 1965, conectando o Paraguai às rodovias brasileiras e ao porto de Paranaguá. As pontes que Lula inaugurou estavam previstas na Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-Americana (IIRSA), aprovada na conferência de chefes de Estado de Brasília, em 2000, no governo FHC. De lá para cá, sob o lulismo, integração regional converteu-se em eufemismo para alianças políticas entre governantes “progressistas”.
Desde 2003, com a nomeação de Marco Aurélio Garcia como assessor especial da Presidência, a política brasileira para a América Latina foi transferida da alçada do Itamaraty para a do lulopetismo, impregnando-se de reminiscências políticas antiamericanas, terceiro-mundistas e castristas. O coquetel conduziu-nos ao impasse atual, que Lula é capaz de identificar mesmo se tenta disfarçá-lo pelo recurso à bazófia autocongratulatória.
A “Doutrina Garcia” rejeita a ideia de livre comércio, que funcionou como pilar original do Mercosul. A Argentina dos Kirchner aproveitou-se disso para violar sistematicamente as regras do Mercosul, desmontando o edifício da zona de livre comércio. No seu instituto, Lula denunciou a “preocupação maior de relação preferencial com os EUA ou com a Europa ou com qualquer um, menos entre nós mesmos”. Entretanto, na celebrada última década, a América Latina não aprofundou o comércio intrarregional, limitando-se a estabelecer uma “relação preferencial” com a China, que absorve nossas exportações de commodities. O primitivismo ideológico impede até mesmo a conclusão de um tratado comercial Brasil-México, elemento indispensável em qualquer projeto de integração latino-americana.
A “Doutrina Garcia” acalenta a utopia de uma integração impulsionada por investimentos estatais e de grandes empresas financiadas por recursos públicos. Contudo, a estratégia de expansão regional do “capitalismo de estado” brasileiro esbarrou nas resistências nacionalistas de argentinos, bolivianos e equatorianos, que assestaram sucessivos golpes em negócios conduzidos pela Petrobras e por construtoras beneficiadas por empréstimos privilegiados do BNDES. Numa dessas amargas ironias da história, o espectro do “imperialismo brasileiro” reemergiu como acusação dirigida por líderes latino-americanos “progressistas” contra o governo “progressista” de Lula.
A “Doutrina Garcia” almeja promover a liderança regional do Brasil, preservar o regime autoritário cubano e erguer uma barreira geopolítica entre América Latina e EUA. Em busca da primeira meta, o Brasil colidiu com as pretensões concorrentes da Venezuela de Hugo Chávez, que criou a Aliança Bolivariana das Américas (Alba). A concorrência entre o lulopetismo e o chavismo paralisa a União de Nações Sul-Americanas (Unasul), esvaziando de conteúdo suas reuniões de cúpula. Em busca das outras duas metas, que compartilha com o chavismo, o Brasil ajudou a converter a Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) numa ferramenta de proteção da ditadura castrista e de desmoralização da Carta Democrática da Organização dos Estados Americanos (OEA). Dias atrás, Cristina Kirchner definiu a ascensão de Cuba à presidência rotativa da Celac como o marco de “uma nova época na América Latina”. Ela tem razão: é o fim da curta época na qual os Estados da região levaram a sério seus proclamados compromissos com os direitos humanos e as liberdades públicas.
Distraídos, os intelectuais palacianos nada perceberam, mas a falência da “Doutrina Garcia” foi registrada no radar de Lula. De um lado, abaixo do celofane brilhante da Unasul e da Celac, desenvolve-se um processo que deveria ser batizado como a desintegração da América Latina. A principal evidência disso encontra-se na emergência da Aliança do Pacífico, uma área de livre comércio formada sem alarido por México, Colômbia, Chile e Peru, aos quais podem se juntar o Panamá e outros países centro-americanos. De outro, lenta mas inexoravelmente, desmorona a ordem castrista em Cuba, aproxima-se uma incerta transição na Venezuela chavista e dissolve-se o consenso político kirchnerista na Argentina. Quando clama por uma nova “doutrina” da integração latino-americana, o ex-presidente revela aguda consciência da encruzilhada em que se colocou a política externa brasileira.
A consciência de um problema é condição necessária, mas não suficiente, para formular suas possíveis soluções. Lula e seu cortejo de intelectuais não encontrarão uma “doutrina” substituta sem lançar ao mar o lastro de anacronismos ideológicos do lulopetismo. Isso, porém, eles não farão.

Ranking de Gestão dos Estados

Gestão

Ranking dos estados aponta o destino dos investimentos

A segunda edição do Ranking de Gestão dos Estados mostra quais deles são mais atrativos para empresas e investidores estrangeiros

Otávio Cabral

 A crise econômica internacional ampliou a possibilidade de atração de investimentos estrangeiros para o Brasil, que já estava no centro das atenções em razão da proximidade da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada do Rio, em 2016. Sem perspectivas de negócios nos países desenvolvidos, as grandes corporações voltaram seus olhos para as nações emergentes. Não é dinheiro fácil, ressalve-se. Apenas os estados que conseguem reduzir os obstáculos que afugentam os investidores, como a burocracia, a deficiência da mão de obra, as falhas na infraestrutura e a instabilidade das regras econômicas, é que estão se capacitando para receber tais recursos. Essas são as principais conclusões do segundo Ranking de Gestão dos Estados Brasileiros, divulgado na semana passada em São Paulo pelo Centro de Liderança Pública. O levantamento, elaborado pela Unidade de Inteligência do grupo inglês Economist, mostra pelo segundo ano seguido que somente seis estados apresentam ambiente de negócios adequado para quem pretende atuar no setor produtivo brasileiro: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Os catarinenses foram o destaque do ranking, ao ultrapassar o Distrito Federal e chegar à sexta colocação, graças aos investimentos em inovação e infraestrutura. São Paulo segue na liderança do levantamento, apesar de sua complexa estrutura tributária, que fez o estado perder pontos em relação a 2011.

Entenda a metodologia

Pelo segundo ano consecutivo, o Ranking de Gestão dos Estados Brasileiros avaliou as condições das 27 unidades da federação para atrair investimentos estrangeiros. Neste ano, foram analisados 26 indicadores em oito categorias — um novo indicador foi criado, o de segurança pública, ancorado no número de homicídios por 100 000 habitantes. Para definir as notas, a Unidade de Inteligência da Economist compilou dados de relatórios jurídicos, publicações acadêmicas e de governos e sites de autoridades, bem como de organizações que acompanham os governos. O resultado em cada quesito foi ponderado em uma fórmula matemática e convertido para uma escala de zero a 100 para cada unidade

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AMBIENTE POLÍTICO

No rumo certo - Obra do Rodoanel de São Paulo, feita com verbas da União, estado e município: exemplo de parceria (João Wainer) Três quesitos foram avaliados: estabilidade política, corrupção e burocracia. A maioria dos estados tem um bom ambiente político. Mas todos precisam reduzir a corrupção e melhorar a qualidade da burocracia para destravar a realização de negócios
“O ponto alto do ranking é que, entre os estados mais bem colocados, o ambiente político melhorou”, diz Luiz Felipe d’Avila, diretor-presidente do Centro de Liderança Pública. “Escândalos políticos à parte, a economia segue um ritmo previsível, sem mudanças bruscas de regras, o que dá segurança ao investidor.” A estabilidade permite parcerias entre a União e os estados, independentemente do partido dos governantes, em um avanço extraordinário. Essa saudável convivência pode ser vista em obras essenciais, como o Rodoanel, que interliga as principais estradas que cortam São Paulo, diminuindo os gastos com transportes e logística. A seminal obra é erguida com verbas dos governos federal (do PT), estadual (do PSDB) e municipal (do PSD). A meta de estudos desse tipo é fortalecer instituições e evitar o personalismo. Por isso, não é avaliado o desempenho dos governantes, mas sim o das políticas públicas implementadas por eles. “O sucesso de um país depende da força de suas instituições, e não do poder de seus governantes”, afirma d’Avila. “Nesse ponto o Brasil melhorou, enquanto o mundo piorou. A comparação com os vizinhos nos é muito favorável.” Claro sinal do sucesso são os 66 bilhões de dólares em investimento direto atraídos pelo Brasil em 2011, recorde histórico.
Dos oito quesitos analisados, houve evolução nos cenários de ambiente político, inovação e sustentabilidade. Na questão política, São Paulo e Rio Grande do Sul seguem à frente, apesar de terem situações distintas. No caso paulista, o mesmo grupo comanda o estado há dezesseis anos, o que permite uma invejável estabilidade. Já no Sul, a alternância de poder é constante - nos últimos doze anos, o estado foi governado por PT, PSDB e PMDB. Os principais projetos, contudo, são preservados, e o funcionalismo público qualificado é mantido, com poucas nomeações políticas. Um destaque foi o Piauí, que simplificou sua legislação e deu um salto do 19º para o 11º posto nessa categoria.
Em inovação, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo estão entre os primeiros cinco colocados. Em comum, os três estados apresentam forte investimento em ensino técnico e universitário, o que reduz a dependência federal, frequente na maioria das unidades. Além disso, centros de pesquisa dos três locais disputam o título de “Vale do Silício” brasileiro: o Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP), o Sapiens Parque catarinense e o Parque Tecnológico do Rio. Todos têm instituições públicas de ensino que apoiam incubadoras de negócios, centros de pesquisa, laboratórios e empresas de referência em suas áreas de atuação. Já em sustentabilidade, destacaram-se no último ano dois estados historicamente apontados como campeões do desmatamento. O Pará deixou a rabeira do ranking para um honroso 12º lugar. Mato Grosso está na vice-liderança. Projetos de preservação em áreas historicamente devastadas, como Lucas do Rio Verde (MT) e Paragominas (PA), foram decisivos para o bom desempenho. Outro ponto fundamental, segundo d’Avila, foi a aprovação do Código Florestal pelo Congresso Nacional: ele deu ao setor regras mais claras, facilitando assim a fiscalização e a atração de capital produtivo.
Enquanto em alguns pontos o Brasil se aproxima dos países desenvolvidos, em outros segue no pré-capitalismo, afugentando capital. O marco regulatório ainda é caótico. Um estudo do Fórum Econômico Mundial mostrou que o ambiente de negócios brasileiro é o 48º entre 144 países analisados. Em dezenove estados, incluído São Paulo, houve mais de vinte decretos modificando a legislação tributária a cada mês. A burocracia é outro entrave. Abrir uma empresa no Brasil em 2011 levou em média 119 dias. Nos Estados Unidos, o prazo variou de uma semana a nove dias. A nossa carga tributária é a mais alta entre os países em desenvolvimento. Em dezenove unidades da federação, as estradas são consideradas ruins ou péssimas. Há alguns alentos na área de infraestrutura, como o pacote de privatizações anunciado pela presidente Dilma Rousseff. Mas os gargalos ainda dificultam o escoamento da produção e aumentam o custo dos produtos feitos no Brasil. Nesse cenário turvo, alguns estados conseguem ser ainda piores. É o caso do Maranhão, que deixou de receber um investimento de uma das maiores fabricantes de papel do mundo em decorrência da vergonhosa deficiência na infraestrutura e da dificuldade no registro de terra - era só a empresa interessar-se por uma área que quatro ou cinco proprietários apareciam com escrituras diferentes. Neste ano, um novo indicador foi acrescentado ao ranking: o de segurança pública, que também joga o Brasil para baixo - o país tem 27 homicídios por 100 000 habitantes, ante os 6,9 da média internacional.
Para os otimistas, o copo brasileiro está meio cheio. Para os pessimistas, meio vazio. O relatório, que é atualizado anualmente, apresenta números para as duas leituras. Levantamentos como esse são cruciais para ajudar os administradores públicos a aferir os problemas de sua gestão e buscar soluções que aumentem sua capacidade de atrair investimentos, sejam eles nacionais, sejam eles estrangeiros.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Regulação da mídia: Tradução..., Censura, proibição, mordaça, cala a boca..., nós sabemos o que é bom para vocês simples e imbecis mortais...,


Dilma resiste a pressão do PT e evita regular mídia

Ex-ministro Franklin Martins, que tratou de tema sob Lula, reuniu-se com presidente; Planalto deixa proposta na gaveta

João Domingos, de O Estado de S. Paulo
BRASÍLIA - Mesmo pressionada por setores do PT e pelo ex-ministro da Comunicação Social do governo Lula Franklin Martins, a presidente Dilma Rousseff pretende manter na gaveta a proposta que cria mecanismos para o controle dos meios de comunicação, informaram auxiliares do governo.
Segundo eles, Dilma não está sensibilizada com o esforço feito pelo presidente do PT, Rui Falcão, e por uma ala do partido comandada pelo ex-ministro José Dirceu, que insiste na regulação da mídia. Na quarta-feira, durante reunião com deputados do PT, em Brasília, Falcão atacou a mídia e acusou setores do Ministério Público Federal de atuação política, dizendo que eles fazem a “real oposição” ao governo. O PT promete insistir no tema da regulação ao longo do ano.
As palavras do presidente do PT foram ditas um dia depois de a Procuradoria-Geral da República confirmar que encaminhará à primeira instância as acusações do publicitário Marcos Valério contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No depoimento ao procurador-geral Roberto Gurgel, em setembro, Valério chegou a dizer que o esquema do mensalão pagou despesas pessoais de Lula.
Visita. A decisão da presidente de não mexer no projeto de controle da mídia ocorre também um dia depois de receber a visita do ex-ministro Franklin Martins, autor da proposta, entregue durante o final do governo de Lula. Franklin não quis dar detalhes da conversa com a presidente.
“O assunto de uma audiência é exclusivo da presidente Dilma, de quem sou amigo e com quem converso sempre, quase todos os meses”, disse ele ao Estado.
Prioridades do PT. No final do ano, logo depois de ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção e formação de quadrilha no processo do mensalão, José Dirceu disse que neste ano o PT tem três prioridades: regular os meios de comunicação, fazer a reforma política e provar que o mensalão foi uma farsa. Dirceu e Rui Falcão acusaram os meios de comunicação de terem “pressionado” o Supremo a condenar os réus do mensalão.
O presidente do PPS, deputado Roberto Freire (SP), afirmou que Falcão age como “pau mandado” de DircEu quando ataca a imprensa. “Se não existisse a imprensa para dar a conhecer à sociedade as malfeitorias do governo lulopetista, eles (os petistas) já teriam implantado um regime antidemocrático no qual só valeriam suas opiniões e ideias.”
O documento do 4.º Congresso do PT, realizado em 2011, “convoca o partido e a sociedade a lutar pela democratização da comunicação no Brasil, enfatizando a importância de um novo marco regulatório para as comunicações, que, assegurando de modo intransigente a liberdade de expressão e de imprensa, enfrente questões como o controle de meios por monopólios, a propriedade cruzada, a inexistência de uma Lei de Imprensa, a dificuldade para o direito de resposta, a regulamentação dos artigos da Constituição que tratam do assunto, a importância de um setor público de comunicação e das rádios e TVs comunitárias”.
Em 2004 Lula enviou ao Congresso projeto que criava o Conselho Federal de Jornalismo (CFJ). O conselho teria poderes, segundo a proposta, para “orientar, disciplinar e fiscalizar” o exercício da profissão e a atividade de jornalismo. 
Diante da repercussão negativa, o governo retirou o projeto de pauta.