terça-feira, 24 de julho de 2012

Pablo Picasso...,

"Eu não pinto as coisas como as vejo, mas sim como as penso."

"Se apenas houvesse uma única verdade, não poderiam pintar-se cem telas sobre o mesmo tema."

"Concordo com D.Quixote: o meu repouso é a batalha."

"Se sabemos exactamente o que vamos fazer, para quê fazê-lo?"

"Uma ideia é um ponto de partida e nada mais. Logo que se começa a elaborá-la, é transformada pelo pensamento."

"Eu estou sempre fazendo aquilo que não sou capaz, numa tentativa de aprender como fazê-lo."

"Só um sentido de invenção e uma necessidade intensa de criar levam o homem a revoltar-se, a descobrir e a descobrir-se com lucidez."

"Um quadro bom no meio de quadros maus acaba por se transformar num mau quadro. E um quadro mau no meio de quadros bons acaba por se tornar um bom quadro."

"Tudo o que você pode imaginar é real"

"A morte não é a maior perda da vida. A maior perda da vida é o que morre dentro de nos enquanto vivemos."

"Um homem só encontrou a mulher ideal quando olhar no seu rosto e ver um anjo, e tendo-a nos braços ter as tentações que só os demonios provocam."

* Pablo Picasso

segunda-feira, 23 de julho de 2012

EINSTEIN...,



Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.

O mundo não está ameaçado pelas pessoas más, e sim por aquelas que permitem a maldade.

Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta.

A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original.

A imaginação é mais importante que o conhecimento.

Não tentes ser bem sucedido, tenta antes ser um homem de valor.

Se os fatos não se encaixam na teoria, modifique os fatos.

Se, a princípio, a ideia não é absurda, então não há esperança para ela.

Temos o destino que merecemos. O nosso destino está de acordo com os nossos méritos.

Se minha Teoria da Relatividade estiver correta, a Alemanha dirá que sou alemão e a França me declarará um cidadão do mundo. Mas, se não estiver, a França dirá que sou alemão e os alemães dirão que sou judeu.

Detesto, de saída, quem é capaz de marchar em formação com prazer ao som de uma banda. Nasceu com cérebro por engano; bastava-lhe a medula espinhal.

A religião do futuro será cósmica e transcenderá um Deus pessoal, evitando os dogmas e a teologia.

Só há duas maneiras de viver a vida: a primeira é vivê-la como se os milagres não existissem. A segunda é vivê-la como se tudo fosse milagre.

A ciência sem a religião é manca, a religião sem a ciência é cega.

Se A é o sucesso, então A é igual a X mais Y mais Z. O trabalho é X; Y é o lazer; e Z é manter a boca fechada.

O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário.

*Albert Einstein nasceu na região alemã de Württemberg, na cidade de Ulm, numa família judaica.
100 físicos renomados o elegeram, em 2009, o mais memorável físico de todos os tempos.
Ulm, 14 de março de 1879 — Princeton, 18 de abril de 1955

Pensar, livre pensar...,



Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar, para atravessar o rio da vida. 
- ninguém, exceto tu, só tu. 
Existem, por certo, atalhos sem números, e pontes, e semideuses que se oferecerão para levar-te além do rio; mas isso te custaria a tua própria pessoa; tu te hipotecarias e te perderias.
Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar.
Onde leva?
Não perguntes, segue-o!

Minha solidão não tem nada a ver com a presença ou ausência de pessoas… Detesto quem me rouba a solidão, sem em troca me oferecer verdadeiramente companhia….”

As convicções são cárceres. Mais inimigas da verdade do que as próprias mentiras.

A verdade e a mentira são construções que decorrem da vida no rebanho e da linguagem que lhe corresponde. O homem do rebanho chama de verdade aquilo que o conserva no rebanho e chama de mentira aquilo que o ameaça ou exclui do rebanho. (...)Portanto, em primeiro lugar, a verdade é a verdade do rebanho.

O fanatismo é a única forma de vontade que pode ser incutida nos fracos e nos tímidos.

Ter fé é dançar na beira do abismo.

Eu não sei o que quero ser, mas sei muito bem o que não quero me tornar.

O homem chega à sua maturidade quando encara a vida com a mesma seriedade que uma criança encara uma brincadeira.

*Friedrich Wilhelm Nietzsche (Röcken, 15 de Outubro de 1844 — Weimar, 25 de Agosto de 1900) foi um filólogo e influente filósofo alemão.

domingo, 22 de julho de 2012

Nota de falecimento...,


Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida...

Um dia, quando os funcionários chegaram para trabalhar, encontraram na portaria um cartaz enorme, no qual estava escrito:

"Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida na Empresa. Você está convidado para o velório na quadra de esportes".

No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava atrapalhando sua vida e bloqueando seu crescimento na empresa. A agitação na quadra de esportes era tão grande, que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório. Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação aumentava:

- Quem será que estava atrapalhando o meu progresso ?
- Ainda bem que esse infeliz morreu !

Um a um, os funcionários, agitados, se aproximavam do caixão, olhavam pelo visor do caixão a fim de reconhecer o defunto, engoliam em seco e saiam de cabeça abaixada, sem nada falar uns com os outros. Ficavam no mais absoluto silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma e dirigiam-se para suas salas. Todos, muito curiosos mantinham-se na fila até chegar a sua vez de verificar quem estava no caixão e que tinha atrapalhado tanto a cada um deles.

A pergunta ecoava na mente de todos: "Quem está nesse caixão"?

No visor do caixão havia um espelho e cada um via a si mesmo... Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: VOCÊ MESMO! Você é a única pessoa que pode fazer a revolução de sua vida. Você é a única pessoa que pode prejudicar a sua vida. Você é a única pessoa que pode ajudar a si mesmo. "SUA VIDA NÃO MUDA QUANDO SEU CHEFE MUDA, QUANDO SUA EMPRESA MUDA, QUANDO SEUS PAIS MUDAM, QUANDO SEU(SUA) NAMORADO(A) MUDA. SUA VIDA MUDA... QUANDO VOCÊ MUDA! VOCÊ É O ÚNICO RESPONSÁVEL POR ELA."

O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos e seus atos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença. A vida muda, quando "você muda".
*Luis Fernando Veríssimo

sábado, 21 de julho de 2012

Casamento...,


Aos que não casaram,
Aos que vão casar,
Aos que acabaram de casar,
Aos que pensam em se separar,
Aos que acabaram de se separar.
Aos que pensam em voltar...

Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja.
O AMOR É ÚNICO,
como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.

A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue,
A SEDUÇÃO
tem que ser ininterrupta...

Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança, acabamos por sepultar uma relação que poderia
SER ETERNA

Casaram. Te amo pra lá, te amo pra cá. Lindo, mas insustentável. O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas.
Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes, nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de mais nada,
RESPEITO.
Agressões zero.

Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência... Amor só, não basta. Não pode haver competição. Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura, para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver
BOM HUMOR
para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades.
Tem que saber levar.

Amar só é pouco.
Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas para pagar.
Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar.
Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta, apenas, amar.

Entre casais que se unem , visando à longevidade do matrimônio, tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um.
Tem que haver confiança. Certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão.
E que amar "solamente", não basta.

Entre homens e mulheres que acham que
O AMOR É SÓ POESIA,
tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado.

O amor é grande, mas não são dois.
Tem que saber se aquele amor faz bem ou não, se não fizer bem, não é amor. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência.
O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.

Um bom Amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram!
E felicidades a todos nós!
*Artur da Távola

Namorar...,



Quem namora agrada a Deus.
Namorar é a forma bonita de viver um amor.
Não namora quem cobra nem quem desconfia.
Namora, quem lê nos olhos e sente no coração
as vontades saborosas do outro. 
Namora, quem se embeleza em estado de amor.
Namora, quem suspira, quem não sabe esperar mas espera,
quem se sacode de taquicardia e timidez diante da paixão.
Namora, quem ri por bobagem,
quem sente frios e calores nas horas menos recomendáveis .
Não namora quem ofende,
quem transforma a relação num inferno, ainda que por amor.
Amor às vezes entorta, sabia?
E quando acontece, o feito pra bom faz-se ruim.
Não namora quem só fala em si e deseja o parceiro
apenas para a glória do próprio eu. 
Não namora quem busca a compreensão
para a sua parte ruim.
O invejoso não namora. Tampouco o violento!
Namorados que se prezam têm a sua música.
E não temem se derreter quando ela toca.
Ou, se o namoro acabou, nunca mais dela se esquecem. 
Namorados que se prezam gostam de beijo, suspiro,
morderem o mesmo pastel, dividir a empada,
beber no mesmo copo.
Apreciam ternurinhas que matam de vergonha fora do namoro
ou lhes parecem ridículas nos outros. 
Por falar em beijo, só namora quem beija de mil maneiras
e sabe cada pedaço e gostinho da boca amada.
Beijo de roçar, beijo fundo, inteirão, os molhados,
os de língua, beijo na testa, no seio, na penugem,
beijo livre como o pensamento,
beijo na hora certa e no lugar desejado.
Sem medo nem preconceito.
Beijo na face, na nuca e aquele especial atrás da orelha,
no lugar que só ele ou ela conhece. 
Namora, quem começa a ver
muito mais no mesmo que sempre viu e jamais reparou.
Flores, árvores, a santidade, o perdão,
Deus tudo fica mais fácil
para quem de verdade sabe o que é namorar.
Por isso só namora
quem se descobre dono de um lindo amor. 
Só namora quem não precisa explicar,
quem já começa a falar pelo fim,
quem consegue manifestar com clareza e facilidade
tudo o que fora do namoro é complicado. 
Namora, quem diz: "Precisamos muito conversar";
e quem é capaz de perder tempo, muito tempo,
com a mais útil das inutilidades e pensar no ser amado,
degustar cada momento vivido
e recordar palavras, fotos e carícias
com uma vontade doida de estourar o tempo
e embebedar-se de flores astrais. 
Namora, quem fala da infância e da fazenda das férias,
quem aguarda com aflição o telefone tocar
e dá um salto para atendê-lo antes mesmo do primeiro "trim".
Namora, quem namora, quem à toa chora, quem rememora,
quem comemora datas que o outro esqueceu.
Namora, quem é bom, quem gosta da vida, de nuvem,
de rio gelado e parque de diversões.
Namora, quem sonha, quem teima,
quem vive morrendo de amor
e quem morre vivendo de amar.

*Artur da Távola

A Casa do Espanto expulsou a parte boa

A demissão de Denise Rocha, assessora do senador Ciro Nogueira (PP-PI), deixa claro que até no clube dirigido por Madre Superiora tolerância tem limite. A Casa do Espanto, como o país está cansado de saber, não vê nada de mais em cenas de roubalheira explícita, assaltos a cofres públicos, desvios de verbas do Orçamento, ladroagem hedionda, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, formação de quadrilha, corrupção ativa ou passaiva, atentados ao decoro parlamentar e aos bons costumes, compra e venda de votos, cabides de empregos onde se penduram parentes, amigos, vizinhos, agregados ou desconhecidos de confiança, pagamento das despesas da amante com donativos de empreiteiras, aluguel de partidos, arrendamento de bancadas, funcionários fantasmas, atos secretos, corporativismo endêmico, alianças obscenas, acertos cafajestes e outros atropelamentos do Código Penal.
Tão compassiva quanto a Casa do Espanto, a Câmara aceita tudo isso e mais um pouco ─ mensalões, mensalinhos, sequestro, homicídio e tráfico de drogas, por exemplo. Os deputados federais não conseguiram enxergar nada de errado sequer no pornopolicial de verdade em que a colega Jaqueline Roriz desempenha com brilho e aplicação o papel de corrupta. Veja o vídeo abaixo. Isso pode. O que não pode no Congresso é uma funcionária protagonizar um vídeo de sexo ao lado de um colega de trabalho. Veja as fotos abaixo. Isso não pode de jeito nenhum. Prejudica a imagem do Legislativo. Compromete a credibilidade de Suas Excelências. É coisa gravíssima. Dispensa o devido processo legal, É caso para demissão por justa causa, sem direito a recurso nem direito a defesa, como acaba de saber a jovem que se atreveu a violar o primeiro e único artigo do código moral do Congresso.
Denise Rocha saiu, Jaqueline Roriz ficou. Coerentemente, a Casa do Espanto eliminou a parte boa da chanchada.
*Augusto Nunes




sexta-feira, 20 de julho de 2012

30 partidos, parece piada...,


No Brasil, são 30 partidos políticos. A maioria deles servem aos 3 grandes.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou nova regra permitindo a candidatura dos chamados ‘contas-sujas’, que são os políticos que tiveram a contabilidade da campanha anterior reprovada pela Justiça Eleitoral. O voto de Antonio Dias Toffoli livrou a cara de mais de 20 mil políticos que tiveram contas de campanhas anteriores reprovadas. O voto do ministro já era antevisto por muitos porque se deu no julgamento de um recurso apresentado pelo PT, com o apoio de 17 partidos.


quinta-feira, 19 de julho de 2012

02/08 Início do julgamento do MENSALÃO...,


O movimento pela impunidade dos ladrões companheiros festeja a chegada do primeiro batalhão de combatentes imaginários

Fundado por José Dirceu durante o congresso de uma certa União da Juventude Socialista, o Movimento Popular pela Impunidade dos Companheiros Pecadores demorou exatamente um mês para festejar a aparição do primeiro batalhão de voluntários. Formada por combatentes recrutados na  Central Única dos Trabalhadores, dispostos a tudo para livrar da cadeia o bando do mensalão, a tropa é comandada pelo bancário Vagner Freitas, novo presidente da CUT, que melhorou o humor do guerrilheiro de festim com a entrevista concedida à Folha de S. Paulo.
“Todos sabem que esse julgamento é uma batalha política”, viajou José Dirceu em 9 de junho. “O julgamento não pode ser político”, concordou Vagner Freitas em 9 de julho. “Essa batalha deve ser travada nas ruas também, com a mobilização das forças progressistas e dos movimentos populares, porque senão a gente só vai ouvir uma voz, a voz pedindo a condenação, mesmo sem provas”, viajou  Dirceu em 9 de junho. “Se o julgamento não for técnico, nós questionaremos, iremos para a rua, porque a CUT não vai ficar olhando”, concordou Freitas em 9 de julho.
Como as “forças progressistas e movimentos populares” que só Dirceu enxerga, o batalhão de sindicalistas, por enquanto, só existe na cabeça de Freitas. E é provável que nunca saia de lá. Sem as duplas sertanejas, o oceano de tubaína e sanduíches de mortadela em quantidade suficiente para alimentar um Sudão, manifestações convocadas pela CUT juntam menos gente que quermesse de vilarejo. No dia 29 de junho, por exemplo, a entidade tentou vitaminar a candidatura de Fernando Haddad com um ato de protesto contra as carências do transporte público em São Paulo. Atenderam à convocação pouco mais de 2 mil militantes.
“Se eu ficar dez minutos batendo lata no Viaduto do Chá, reúno cinco mil pessoas”, dizia Jânio Quadros. A maior metrópole da América Latina tem público para tudo ─ até para malucos espancando bumbos de alumínio. Mas vai ficando cada vez mais complicado encontrar espectadores para as óperas bufas encenadas por velhacos que, tão dependentes da mesada do governo quanto a pelegagem que desancavam no século passado, não renunciam à pose de fundadores do sindicalismo moderno.
O raquitismo das plateias contrasta com a arrogância da turma no palanque e, sobretudo, escancara o abismo escavado entre o discurso oportunista dos líderes e os reais interesses dos supostos liderados. Pelo que dizem os dirigentes, os trabalhadores filiados à CUT têm no momento uma só preocupação e um único pleito: insones desde que souberam que o julgamento vai começar em 2 de agosto, sonham acordados com a absolvição dos réus. O resto é o resto.
A paralisação das universidades federais, as greves que se alastram por mais de 20 categorias do funcionalismo público, os solavancos da inflação,  o emagrecimento da indústria, o PIB anêmico ─ tudo isso pode esperar. O que importa é obrigar o STF a inocentar os mensaleiros. Para tanto, é fundamental que o julgamento seja “técnico”. “Minha expectativa é que os ministros do Supremo Tribunal Federal julguem segundo os autos”, declamou nesta terça-feira o inevitável Rui Falcão. “E julgando segundo os autos não há base para condenação”, delirou de novo o presidente do PT.
A versão governista da história, diria Stanislaw Ponte Preta, já descambou para o perigoso terreno da galhofa. Investigações realizadas pela Polícia Federal e por uma CPI ergueram um himalaia de provas. A devastadora denúncia encaminhada ao STF pelo procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza foi encampada pelo Supremo. O processo tem quase 70 mil páginas. Mas a tribo dos cínicos não tem compromisso com o real: sem ficar ruborizada, réus e comparsas juram que o mensalão não existiu.
“O que houve foi uma tentativa de golpe contra o meu governo, tramada pela oposição com o apoio de setores da mídia”, mentiu Lula quatro anos depois do desbaramento da quadrilha. O principal beneficiário das bandalheiras deve a permanência no Palácio do Planalto à tibieza e à miopia política da oposição, que não se animou a apresentar o pedido de impeachment. Embora não leia, sabe que a  imprensa independente contou a verdade. E está pronta para noticiar a história do golpe se Lula  identificar ao menos os líderes da conspiração que inventou.
A mentira é declamada de meia em meia hora pelo chefe da seita ou algum devoto. “O que houve foi uma tentativa de golpe contra o presidente Lula”, repetiu nesta segunda-feira o eletricitário Artur Henrique, de saída da presidência da CUT. Ainda indignado com a destituição do companheiro Fernando Lugo, ele lembrou que “esse ataque à democracia pode acontecer no Brasil”. E formulou as perguntas tremendas: “Ou não foi isso que tentaram neste país em 2005?. Ou não tentaram depor e derrubar o presidente Lula com o apoio da imprensa?”
CONVERSA DE VIGARISTA
Se acredita nisso, Artur Henrique precisa comunicar urgentemente a Dilma Rousseff que está ameaçada de despejo do gabinete presidencial por um grupo de conspiradores que junta ministros do Supremo, dois procuradores-gerais da República, FHC e, claro, a mídia reacionária. O ex-ministro Márcio Thomaz também acha que é preciso prender a liberdade de imprensa. “A mídia tomou partido nesse caso e faz publicidade opressiva”, descobriu o ex-ministro da Justiça que prospera colecionando sentenças injustas.
Essa conversa de vigarista foi longe demais, advertem os brasileiros decentes. Como em qualquer julgamento, os ministros do STF devem decidir amparados nos autos. Lá estão as incontáveis provas dos crimes. Lá está a radiografia da quadrilha composta por figurões federais, parlamentares alugados, ministros bandalhos e empresários canalhas.
Quem sempre sonhou com um julgamento político foi Lula. Nestes seis meses, o estadista de eleição municipal andou visitando ministros que nomeou para comunicar que perdoar os pecadores companheiros seria uma bem-vinda demonstração de gratidão. Só soube agora que acrobacias malandras inverteram o sentido das palavras. Se inocentar os réus, o STF terá feito um julgamento técnico. Se optar pela condenação, terá promovido um julgamento político.
O acervo de espantos da Era Lula inclui um presidente que não sabe escrever e nunca leu um livro, uma presidente incapaz de dizer coisa com coisa, um senador que revogou o irrevogável, um ministro da Fazenda especializado em estupro de contas bancárias e consultorias cafajestes, um trem-bala que só apita no PAC, um ministro da Indústria com dois ou três conselhos levou à falência uma fábrica de tubaína, um ministro da Pesca que não sabe colocar minhoca em anzol, um ministro da Educação que acha certo falar errado, um advogado que virou ministro do STF depois de reprovado em dois concursos para o ingresso na magistratura e, entre tantas outras esquisitices, a única central sindical do mundo que se proclama única embora existam mais cinco.
Se tiver algum juízo, a CUT esquecerá a ideia de ampliar a coleção de assombros com o o primeiro  movimento da história assumidamente a favor dos corruptos. Qualquer entidade pode discordar de uma decisão do STF. Nenhuma pode negar-se a respeitá-la, sob pena de virar um caso de polícia intolerável. Se for consumada a afronta inverossímil, a confederação sindical subordinada ao PT se transformará numa organização fora da lei em guerra contra o Estado de Direito.
Nada que uma boa cadeia não resolva.
*Augusto Nunes

quarta-feira, 18 de julho de 2012

A sopa de letrinhas do CIRCO BRASIL...,


Brasil chega a 30 partidos. Foi oficializado o Partido Ecológico Nacional 51

Não são só os partidos de esquerda que se dividem, também os ambientalistas não conseguem se encaixar em uma só legenda partidária. Descontentes com os rumos do Partido Verde – que em alguns estados como o Tocantins se coligou nas eleições de 2010 com as lideranças ruralistas -, ambientalistas criam um novo partido, tendo como bandeira o crescimento sustentável. Trata-se do Partido Ecológico Nacional (PEN).
Com o surgimento do Partido Ecológico Nacional (PEN), o Brasil passa a contar oficialmente com uma sopa de letrinha que abriga 30 partidos políticos. Não é possível, ainda, dizer se o partido terá inclinações à direita, esquerda ou centro. Dentre as principais lideranças da agremiação estão políticos oriúndos do Partido Social Cristão – PSC e do extinto PRONA, que teve como expoente o ex-deputado e candidato a presidiência da República Enéas Carneiro.
Em seu programa, o PEN se compromete em defender o meio ambiente e buscar políticas de desenvolvimento sustentável. A legenda será identificada nas eleições pelo número 51. Curiosamente, no imaginário social, 51 lembra uma aguardente produzida numa região de plantio intensivo da cana-de-açúcar no estado de São Paulo. Usineiros e ambientalistas, nunca beberam na mesma mesa.
O PEN vem tentando se legalizar desde junho de 2006. O Tribunal Superior Eleitoral examina a papelada há quase um ano e tomou a decisão final em junho passado. Para dar sustentação ao partido, assinaram a documentação 494 mil eleitores, em todo o Brasil.
Apesar de já existir oficialmente, o novo partido não participará das eleições municipais deste ano, pois a legislação eleitoral exige dos candidatos um período mínimo de filiação de doze meses e o próprio partido, não existe há tanto tempo. Assim, deverão reunir forças para 2014.

terça-feira, 17 de julho de 2012

02/08 Início do julgamento do MENSALÃO...,

Em 12 de agosto de 2005, Lula pediu perdão aos brasileiros pelo escândalo do mensalão
Em 12 de agosto de 2005, um dia depois do depoimento do publicitário Duda Mendonça à CPI dos Correios, a lama do mensalão aproximou-se do pescoço do presidente Lula. O marqueteiro do rei confessara que precisou abrir uma conta num paraíso fiscal para receber alguns milhões de dólares pelos serviços prestados ao candidato do PT na campanha eleitoral de 2002. A incorporação de mais dois tópicos ao prontuário da quadrilha ─ lavagem de dinheiro e evasão de divisas ─ fez a temperatura política aproximar-se do ponto de combustão.
Ameaçado pela perda do emprego, o presidente enfim se animou a tratar em cadeia nacional do caso que estarrecia o país desde 6 de junho, quando o deputado Roberto Jefferson denunciou o colosso de bandalheiras numa entrevista à Folha.  Nos 67 dias seguintes, Lula não enxergou nenhum golpe forjado pela oposição, com o apoio das elites e da imprensa. Só viu motivos para pedir perdão aos brasileiros.
“Eu me sinto traído, traído por práticas inaceitáveis, das quais não tive conhecimento”, diz já no começo do vídeo de 1min32 . Faz de conta que não soube de nada. Já era alguma coisa admitir a ocorrência de “práticas inaceitáveis”, outro codinome da velha ladroagem. “Não tenho nenhuma vergonha de dizer ao povo brasileiro que nós temos de pedir desculpas”, reconhece segundos adiante. “O PT tem pedir desculpas. O governo, onde errou, tem de pedir desculpas”.
Em outubro de 2008, resolveu que não havia desculpas a pedir: o mensalão nunca existiu, começou a recitar. A história do golpe imaginário apareceu no ano seguinte. De lá para cá, o pecador espertalhão capricha na pose de vítima. Só não exigiu que os brasileiros lhe peçam desculpas porque seria convidado a rever o vídeo em que pediu perdão. Só faz isso quem sabe que pecou.
*Augusto Nunes