sexta-feira, 15 de maio de 2009

Crase quer hipérboles para sair da crise

Saudades do Fausto Wolff(sem igual)

O que falta ao governo operário neoliberal de centro-esquerda-direita é uma assessoria para reunir os gênios da diversificação; aqueles que sabem fazer dinheiro.

Nossa Justiça está anos luz à frente de qualquer outra.

Cito apenas um caso: dez anos atrás, quando o real estava paripasso com o dólar, o ingênuo Fausto Wolff ganhou uma ação contra o governo, representado pela Fundação Roquete Pinto.

Se não fosse um crítico feroz e injusto do governo mulatinho, teria recebido 100 mil reais ou dólares.

O rei dos glúteos lábios aroeiros não pagou enquanto o real se desvalorizava. Havendo feito a campanha de Lula, o mesmo idiota, em vez de esperar receber para só então criticar, partiu para o pau.

É claro que Çilva I não vai pagar. Onde está a genialidade da Justiça? – perguntarão vocês.

E eu respondo: quanto mais tempo ela demora a pagar menos paga. Se o Wolff – vã esperança – recebesse hoje o que o governo lhe deve receberia 100 mil reais ou 30 mil dólares.

Outro exemplo de genialidade: a dos donos dos planos de saúde.

Quanto mais velho for o segurado – mesmo que tenha começado o seguro aos 20 anos – mais ele paga.

Quando precisar, realmente, dos serviços médicos, geralmente depois dos 60 anos, não terá mais dinheiro para pagar a mensalidade e terá de ir para a fila do INSS, conhecido pelos bons serviços que presta.

Como pode alegar crise um governo que tem gente tão talentosa na Justiça e na medicina?

Nataniel Jebão

quinta-feira, 14 de maio de 2009

O dia em que bebi com Jânio(II)

Jânio Quadros, Gastone Righi, o colunista e Jomar Morais

Parte 2
Por Augusto Nunes
O estilo do campeão
─ Uísque com gelo, só gelo ─ esclareço enquanto ecoam três batidas enérgicas na porta da casa no Guarujá.
─ Sou eu ─ identifica-se o deputado federal Gastone Righi sem dizer o nome, o vozeirão de ex-locutor de parque de diversões vale como documento.
O ex-presidente Jânio Quadros se alegra ao saber quem chegou. Deposita cuidadosamente na mesa a garrafa de vinho do Porto que acabou de abrir, vai atender e volta de braços dados com a figura imponente: solidamente gordo, cabelos fartos e longos, o rosto emoldurado pela barba espessa, Gastone Righi lembra um caminhoneiro de longo curso que faz bicos em programas de luta-livre.
─ Chegou na hora, meu bem, vai beber o quê?
─ Jânio fica meio meloso quando já decolou, meu pai tinha me contado há muito tempo.
Uísque, responde, depois de um possante “boa tarde!”, o deputado nascido em Santos e janista desde vidas passadas. O anfitrião pede que providencie água mineral e o material de combate: uma garrafa de Chivas, dois copos para uísque (baixos), balde de gelo e um copo de vinho.
─ Dos grandes ─ especifica.
─ Eloá está na cozinha, ela sabe onde encontrar essas coisas.
Sabe mas não quer contar, informam frases truncadas que chegam da cozinha: “…bebeu demais…”, “…tem limite…, ”…’é o fim do mundo…” Gastone insiste e dois minutos depois reaparece com a encomenda nos braços. Todos se servem. O deputado senta-se num sofá branco, Jomar e eu ocupamos as duas poltronas pretas. O ex-presidente acomoda-se na cadeira por trás da mesa sobre a qual se equilibram um busto de Abraham Lincoln, uma estatueta de Abraham Lincoln, um dicionário de Português, um cinzeiro com meio charuto apagado, pilhas de jornais ainda em sacos plásticos, um capacete de revolucionário de 1932 e, agora, um cálice de vinho. Dos grandes.
Jânio já tinha liquidado o primeiro em dois goles. Noto que está de tênis. Tiro o paletó, afrouxo a gravata e ataco o Chivas. A primeira dose desce redonda. Três da tarde, confiro no relógio. A conversa deve ir até as cinco. O regulamento é sucinto e claro: perde quem fica grogue mais cedo, e o intervalo entre cada gole não pode passar de cinco minutos. Com seis copos ganho essa parada, calculo. Com oito, mando o homem à lona. Ninguém aguenta tanto. Nem ele.
Ele toma a iniciativa com um gancho no fígado do governador Paulo Maluf, que não aprecia a idéia de transmitir o cargo ao ex-presidente.
─ Deus me deu um Adhemar de Barros com correção monetária ─ Jânio surpreende Jomar com a brusca mudança de opinião sobre a figura que havia elogiado de manhã e agora, no quarto cálice, está comparando ao velho inimigo que transformou em sinônimo de corrupto.
Ainda não decidiu se será candidato a governador, fico sabendo no fim do segundo copo.
─ Se o for, considero-me imbatível ─ solta a famosa combinação próclise-ênclise.
Gira pelo palco da luta sem sinais de cansaço. Trata de temas variados ─ governo militar, inflação, Leonel Brizola, problemas domésticos ou planetários, biquíni, Alberto Pasqualini, briga de galo, Winston Churchill ─ sem embaralhar o raciocínio nem claudicar no falatório. Termina o quinto cálice. Já vai derrubando o sexto entre comentários sobre governos fortes e governos fracos quando vislumbra um vulto na janela. Interrompe a discurseira, gira a cabeça para a direita, abre um sorriso e ergue a voz:
─ Olha! Parece um capuchinho!
O capuchinho é Pedro Martinelli, que segue disparando flashes como se não tivesse ouvido nada. Corpulento, barba e cabeleira compridas e ruivas, rosto rubro de nascença avermelhado pelo sol do Guarujá, Pedrão parece mesmo um capuchinho, concordo em silêncio. Somos amigos há séculos. Como é que nunca percebi o que Jânio enxergou com tanta nitidez mesmo estando pra lá de Bagdá? E a poucos metros de Marrakesh, deduzo ao ouvir o que está dizendo sem que ninguém tenha feito alguma pergunta sobre o tema.
─ Os Estados Unidos estão em franca decadência. Para substituí-los, está emergindo a China, que aposentará o marxismo e será a grande potência do próximo século.
Coisa de profeta, saberei menos de 30 anos depois. Coisa de maluco, achei naquele instante.
─ Acham que sou louco ─ desconfio de que ele adivinhou o que estou pensando.
─ Responsabilizam-me até pelas calmarias que trouxeram Pedro Álvares Cabral a esta terra.
Termina o oitavo cálice. Começa o quarto copo. Dona Eloá aparece na porta do escritório com um talão de cheques na mão, destaca uma folha e pede ao marido que coloque data e assinatura. A quantia ela vai preencher no supermercado, explica.
─ Você precisa disto para quê? ─ Jânio confirma a fama de sovina.
─ O que é que você acha? Esta casa ficou vazia dois meses e meio─ a paciência de dona Eloá não tem fim.
Ele atende à solicitação e devolve o cheque.
─ Você assinou na data e datou a assinatura ─ a paciência de dona Eloá está perto do fim. ─ Assine outro cheque.
─ Eles aceitam assim mesmo ─ encerra o assunto Jânio.
É agora, decido. Quem confunde data e assinatura não está bem. Empunho o quinto copo grávido de otimismo. Ele empunha o nono cálice com a expressão de quem flutua sobre nuvens profundamente azuis. É a bebedeira, imagino. É a autoconfiança que identifica um grande campeão, descobriria em meia hora.
Era tarde demais.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

O dia em que bebi com Jânio(I)

A fera do Guarujá

Parte 1
Por Augusto Nunes

─ Eu não disse? ─ ouvi meu pai dizendo em outubro de 1960.
Depois daquele comício em que Jânio Quadros comeu um sanduíche de mortadela no palanque, o prefeito Adail Nunes da Silva tinha dito que o homem seria presidente da República. E repetiu nos dois anos seguintes a profecia que acabara de ser confirmada pelas urnas.
─ Eu não disse?
─ ouvi minha mãe dizendo em agosto de 1961.
Depois daquele jantar em que Jânio lhe pediu um sanduíche de mortadela depois da sobremesa, dona Biloca tinha dito que o homem era maluco. E repetiu durante os sete meses de governo o diagnóstico que, disso ela não tinha dúvida, a renúncia à Presidência acabara de ratificar.
─ Eu não disse?
─ ouvi o repórter Jomar Morais dizendo em maio de 1980, sentado no banco traseiro do fusca que subia a Via Anchieta.
Depois de cinco horas em companhia de Jânio, ele estava no jardim da casa de praia no Guarujá quando cheguei com o fotógrafo Pedro Martinelli, no começo da tarde, para a segunda etapa da reportagem de capa da edição 613 de VEJA.
http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=613&pg=16
─ Esse é do ramo─ disse Jomar com cara de espanto e voz em surdina.
─ Está tomando todas desde cedo e continua inteiraço. É fera.
Devia ter entendido o aviso, penitenciei-me em silêncio ao lado de Jomar no carro, com Pedrão no banco do co-piloto, que escalava a Serra do Mar à noitinha de volta a São Paulo. Que o homem era bom de copo eu sabia desde 1958, quando o vi derrubar mais de meia garrafa de conhaque enquanto jantava. Mas achei que o tempo conspirara a meu favor. Quase 22 anos depois da aparição em Taquaritinga, ele já tinha 63, eu pouco mais de 30. Dá pra encarar, acreditei naquele 28 de maio de 1980. Foi o dia em que bebi com Jânio Quadros.

Jomar soube com quem estava lidando logo depois de apresentar-se a Jânio em São Sebastião, última escala da rota percorrida pelo cargueiro norueguês que o trazia da temporada de dois meses na Europa. O viajante resolveu descer para passear na cidade deserta às sete da manhã. Ele já fez o aquecimento no navio, deduziu o repórter ao ver o candidato a homem da capa beijar com a mesma animação uma septuagenária vestida decorosamente e uma jovem de biquíni, traje que baniu por decreto tão logo assumiu a Presidência.
Entre São Sebastião e Santos, enquanto Jomar bebia água mineral, Jânio traçou 20 latinhas de cerveja dinamarquesa. Era só o começo, mostraria durante o almoço. Entre garfadas no prato com arroz, feijão, bife e batatas fritas, o anfitrião derrubou seis copos americanos de caipirinha sem interromper a entrevista, sem perder em nenhum momento o ritmo e o rumo. “Quem bebe caipirinha enquanto come é craque”, observou Pedro Martinelli ao ouvir a informação sussurrada no jardim. E então Jânio Quadros apareceu na porta da casa, vestindo um slack preto.
Continuava alegre, avisou o sorriso. Continuava loquaz, avisou a discurseira durante os cumprimentos. E continuava sedento, avisou a pergunta formulada tão logo se acomodou por trás da mesa do escritório:

─ O que os senhores jornalistas vão beber?, quis saber, estendendo a mão para a garrafa de vinho do Porto na estante.
Pedrão já estava do lado de fora da casa, testando lentes e ângulos perto da janela da sala. Jomar pediu mais um copo de água mineral.
─ Uísque─ caprichei na voz de frequentador de saloon.
O duelo do Guarujá iria começar.
...,
Parte 2 - http://marcoswanz.blogspot.com.br/2009/05/o-dia-em-que-bebi-com-janioii.html
Final - http://marcoswanz.blogspot.com.br/2009/05/o-dia-em-que-bebi-com-janiofim.html

terça-feira, 12 de maio de 2009

A noite em que Jânio Quadros apareceu na casa do meu pai

Muito boa, interessante, inteligente a coluna do
Augusto Nunes
Certeza de boa leitura

SEÇÃO » Baú de Presidentes

Jânio com o prefeito (à dir.)

Ele chegou à noitinha. O comício na praça estava começando, mas a estrela do espetáculo só entraria em cena para o final apoteótico. O governador Jânio Quadros, em campanha para fazer do candidato Carvalho Pinto seu sucessor, tinha tempo para a pausa na casa do doutor Adail Nunes da Silva, prefeito de Taquaritinga, chefe municipal da tribo da vassoura e meu pai. Nessa ordem.

Os carros da comitiva vinham arquejando havia horas nos caminhos de terra, eram poucas as estradas asfaltadas naquele agosto de 1958. Mas Jânio chegou esbanjando energia, parecia pronto para varar a madrugada pendurado em palanques. Tinha pouco mais de 40 anos. E, pela proa, a Presidência da República.

Invadiu a sala ao lado do meu pai, escoltado por morubixabas conhecidos e seguido pela procissão de devotos. Formou-se um círculo em torno da mesa de jantar, para a contemplação do mito sentado à cabeceira. Jânio parecia sedento: enquanto jantava, traçou meia garrafa do velho e brasileiríssimo Palhinha. O visitante derrubou-a com a animação de quem enfrenta o melhor dos conhaques franceses.

Comeu bastante, falou sem parar e, sobretudo, bebeu com formidável competência. Os parentes mais velhos testemunharam nas fila do gargarejo a apresentação do artista. Ali não havia vaga para um menino de oito anos. Misturado à platéia, equilibrei-me na ponta dos pés para acompanhar a performance tão estreitamente quanto possível. Era a primeira vez que via Jânio ao vivo. Achei-o meio doidão. Guardei em segredo minha opinião. Naqueles tempos, como os bichos, moleques não falavam. Principalmente quando gente grande conversava por perto.

Comício em Taquaritinga: a espantosa passagem da lenda
Terminado o jantar, a lenda aproximou-se da minha mãe e fez o pedido que, descontados o sotaque incomparável e a linguagem empolada, era igual ao murmurado pelos pedintes que aportavam todo dia na varanda do prefeito:

─ A caríssima senhora primeira-dama poderia fazer-me o favor de preparar um sanduíche de mortadela?

Dona Biloca reagiu com a naturalidade possível. Habituada a conviver com políticos, achava que a todos (começando por meu pai) faltavam parafusos. E já ouvira falar do truque do sanduíche, uma das invenções do grande populista. Mesmo assim, não conseguiu disfarçar a surpresa. O homem acabara de jantar (e muito bem). Como podia pedir, logo depois da sobremesa e sem vestígios de constrangimento, um sanduíche de mortadela?

Jânio enfiou no bolso direito do paletó a encomenda, embrulhada num guardanapo de papel, despediu-se entre mesuras e mesóclises, caminhou para o palanque montado a meia quadra de distância e subiu ao palco por trás. Um burburinho avisou que o astro acabara de chegar. Ele assumiu o lugar de honra na linha de frente quando discursava o deputado Emilio Carlos. O excelente orador, que sempre precedia a oração do chefe, interrompeu a fala para que a aclamação explodisse.










O comício

A torcida foi à loucura, diria um locutor esportivo. Jânio começou a acenar canhestramente, cabelos em desalinho emoldurando o sorriso que lembrava um esgar. Fez sinal para que Emílio Carlos prosseguisse. Capturou o sanduíche de mortadela e, com cara de retirante nordestino, devorou-o com meia dúzia de dentadas. Estava pronto para apossar-se do microfone e encerrar o comício com um pronunciamento inesquecível.

Meu pai voltou para casa eufórico.
─ Esse homem vai ser presidente
─ avisou o doutor Adail
.─ Esse homem é maluco
─ avisou dona Biloca.
Os dois estavam certos.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Muita droga, muito sexo e roquenrol

Talvez a imprensa brasileira tenha um único aspecto positivo:

Se a vida pessoal do poderoso de plantão (não importa a máfia de origem) não perturbar demais a vida do país e de seus habitantes, ela é deixada em paz.


Somos latinos, católicos, filosoficamente mais cínicos (e menos hipócritas que os puritanos), e todos sabem que tivemos até papas fratricidas, incestuosos, assassinos, drogados e genocidas.

Que eu lembre, Getúlio recebia visitas das principais vedetes do teatro de revista da época. Dutra conformara-se com o fato de sua cara não atrair ninguém. Juscelino era pé-de-valsa e namorador. Jango era mulherengo desde garotinho, enfim... o resto é sabido. Lula nos deu de presente oito anos de FHC, pois não soube responder à altura as provocações de Collor, que o acusava de ter uma amante em Brasília. Foi muito amadorismo do torneiro mecânico, dono de um avião de R$ 70 milhões e que nos brindou com o direitismo de esquerda.

Esse não meter-se na vida pessoal das pessoas - por preguiça ou caráter - é sem dúvida uma virtude. Em mais de 50 anos de jornalismo, jamais mencionei nada sobre a vida pessoal de quem quer que fosse, pois me interessa o que patifes fazem no poder e não na cama ou no bar. Não era certamente sobre isso que eu pretendia falar.

Mas como tenho que dar uma rechecada no cuore ingrato e fibrilato, decidi dar uma certa ordem literário-jornalística a algumas anotações sobre sexo, segundo Freud a mola que move a humanidade. Confesso que já tive mais interesse no assunto (um interesse até exagerado, diria), quando as mulheres também se interessavam por mim.

Sério, hoje em dia, se uma jovem se assanhar, como disse outro dia, terá de declarar isso com a cara muito séria. Não sou velho assanhado da porta da Colombo e nem de outra porta qualquer. Ando tão gordo e tão feio que sou capaz de mandá-la escrever isso de próprio punho, assinar e depois registrar em cartório.

Já a imprensa americana gosta de guerra, sexo e poder, nessa ordem. Se as coisas estiverem embaralhadas, melhor ainda. Isso, porém, quando o homem do poder dá bandeira, quando faz pipi fora do penico. Coitado do Clinton. Quase mata algumas centenas de milhares de árabes e kusovários da Bósnia para provar que seu eufemismo não era íntimo da metáfora de Mônica Lewinsky.

Entretanto, Nova York teve recentemente um prefeito declaradamente homossexual que - como era discreto e mantinha sua vida particular longe dos olhos do público - nunca foi incomodado pela imprensa. O problema é que, em matéria de sexo, drogas e roquenrol, americano dá muita bandeira. Povinho estranho.

Primeiro mataram os índios, depois os franceses, em seguida os ingleses e, um século depois, mataram-se entre si. Para o trabalho pesado e tiro ao alvo, tinham negros. Como os negros, porém, procriavam (e procriam) com muita rapidez, não deu para matá-los todos. Os que sobraram - os que não se submetem como Condoleeza Rice e Colin Powell - continuam dando problemas.

Problemas periféricos, pois sempre que surge um líder negro forte e capaz de insuflar a revolta, o FBI aparece com algumas centenas de quilos de cocaína, que distribui gratuitamente pelos guetos afro-americanos. E tudo volta ao normal, ou seja, ao anormal.

Como eu ia dizendo, corria solta a Primeira Guerra Mundial e a imprensa não ligou para os encontros amorosos de Woodrow Wilson com a amante Mary Hulbert Peck. Roosevelt, porém, não conseguiu esconder que sua amante e secretária Missy Lehand também vivia na Casa Branca. Mais sofreu sua mulher, Eleanor. Não porque o marido e primo tivesse uma namorada, mas porque a imprensa revelou que ela era amante da secretária, Lorena Hickock, um dragão.

Kennedy, que, em usando saia, só perdoava escocês e padre, também se salvou da imprensa por causa da longa guerra fria. Por incrível que pareça, Reagan era monógamo. Não à toa a ex-mulher, a atriz Jane Wyman, comentou: "Foram os anos mais chatos de minha vida". Nixon teve um único caso, que a mulher, Pat, logo descobriu e jogou água no chope. Johnson passou louco a maior parte do seu mandato, e Ford, se teve uma amante, nem ela se lembra dele hoje em dia.

Na América colonial, Lord Cambury, governador de Nova York, presidia a assembléia vestido de mulher. Quando reclamaram, ele disse:

- Pois se estou aqui representando a rainha da Inglaterra, tenho de representá-la do modo mais fiel possível, seus caipiras.

George Washington casou-se por dinheiro com Martha Dandridge, uma viúva de 28 anos, e manteve um caso com Sally Fairfax por mais de 25. Thomas Jefferson sempre condenou a escravidão, mas teve vários filhos com suas escravas.

O segundo filho de Quincy Adams morreu bêbado num apartamentinho sujo de Nova York, em 1800, e fez questão de jamais ver o pai enquanto ele foi presidente. O mesmo aconteceu com o caçula, Thomas, que também morreu de porre. John Quincy, o mais velho, foi eleito presidente e queria que o filho, George Washington Adams, seguisse as suas pegadas. Mas ele preferiu cheirar ópio e se matou aos 28 anos.

Andrew Jackson, que venceu a campanha para presidente em 1828, já vivia há 37 anos com a mulher, Rachel, quando descobriram que ela ainda era casada com outro. Matou-se sem ver a posse do marido, que não era seu marido.

James Buchanan, eleito em 1850, até os Bushs foi o mais corrupto dos governantes. E o único presidente homossexual assumido que os EUA já tiveram. Teve um caso durante 23 anos com o congressista William Rufus de Vane King, mais conhecido como "Miss Nancy". A noiva verdadeira de Buchanan, Ann C. Coleman, se suicidou.

A mulher de Lincoln gastava mais dinheiro que Jacqueline Kennedy, mas tinha a desculpa de ser louca, e louca morreu num sanatório. O presidente Garfield, eleito em 1890, embora casado com Lucrécia Rudolph, tinha uma amante, a sra. Calhoun. Foi assassinado alguns meses depois da eleição.

O presidente Grover Cleveland, eleito em 1884, casou-se aos 50 com uma jovem de 21 anos. Tinha um filho bastardo mais velho que a esposa. Sobre Wilson já falei e passo direto para Warren Harding. Logo após jurar que seu passado era limpo, telefonou para a amante, Nan Britton, com quem tinha um filho, e mandou-a fazer um cruzeiro. Telefonou para seu velho amigo Jim Phillips, cuja mulher desfrutava há anos, e mandou-o fazer outro cruzeiro, outra rota. Depois começou a campanha vitoriosa ao lado de Florence, sua mulher legítima. Roubou vergonhosamente.

Durante a Segunda Guerra, Eisenhover teve um caso com o chofer. Calma! Era uma motorista, a inglesa Kay Sommersby. Disse que deixaria o posto e voltaria aos EUA para divorciar-se da mulher e casar com a moça, que muitos anos mais tarde escreveria um livro chamado Meu caso de amor com Eisenhover. Mas os superiores de Dwight já tinham outros planos para ele.

O resto é coisa sabida: Edgar Hoover gostava de se vestir de mulher e amou seu assistente, Clay, durante mais de 30 anos. Carter quase perdeu a eleição por causa dos porres do irmão mais moço, Billy. Reagan escondia o único filho homem, Júnior, e sua vida de bailarina.

Como vocês vêem, a imprensa americana, se o poder escorregar em público, não perdoa. A nossa só expõe roupa suja que já tenha sido lavada em público, como a história da moça que, depois de confiscar o dinheiro do povo, foi dançar Besame mucho com o ministro da Justiça.

Fausto Wolff

sábado, 9 de maio de 2009

A bandidagem enquadrou os xerifes


Por Augusto Nunes


Antério virou prefeito e Norberto continua no trono do feijão
Melhor tentar a fortuna em Minas Gerais, decidiram em 1978 os quatro irmãos descontentes com a rotina sem horizontes no Paraná. Lá sobrevivia desde o final do século 19 a família Manica, formada por imigrantes italianos e seus descendentes. Dali partiram Antério, Luiz Antônio, Celso e Norberto na carroçaria de um caminhão. A viagem terminou em Unaí, fundada em 1943, a 165 quilômetros de Brasília e a 350 de Belo Horizonte. Acampados em barracas meses a fio, trabalharam na lavoura até comprarem um punhado de alqueires. Para que os nativos soubessem como era a pronúncia do sobrenome proparoxítono, só precisaram de um circunflexo sobre a primeira vogal. Para que soubessem o que sabem hoje, precisaram de tempo, terras e tragédias.
No início deste século, todos sabiam que a família Mânica era mais rica e mais poderosa que qualquer outra de Unaí. E conseguira incorporar-se à tribo dos condenados à eterna impunidade, sabiam em 2003 quase todos os habitantes. Só pareciam ignorar quem mandava no lugar três fiscais do Ministério do Trabalho ─ Nelson José da Silva, João Baptista Lages e Erastótenes de Almeida Gonçalves ─ e o servidor federal Ailton Pereira de Oliveira, motorista do carro usado para as inspeções. Por acreditarem que todos são iguais perante a lei, passaram a multar regularmente grandes fazendeiros. Por entenderem que alguns são mais iguais que os outros, os punidos condenaram à morte os homens da lei.
Em 28 de janeiro de 2004, os três fiscais e o motorista foram assassinados a tiros numa estrada de terra. Capturados pela Polícia Federal em 27 de julho, integrantes do grupo de extermínio revelaram que haviam agido a mando de proprietários rurais liderados por Norberto Mânica, o “Rei do Feijão”, e Antério Mânica, já em campanha para incorporar a prefeitura ao patrimônio da família.
Estuprador confesso da legislação trabalhista, chefe regional da campanha pela extinção da carteira de trabalho, devoto de usos e costumes que deixariam ruborizado um escravocrata do Primeiro Império, Norberto vinha sendo punido com multas quie somavam R$ 2 milhões em janeiro de 2004. Aquilo não ficaria assim, avisou o rei do feijão. Não ficou, confirmou o massacre. Preso em agosto, teve a solidão abrandada em setembro com a chegada do irmão. Apoiado por uma coligaçãp que juntou o PSDB ao PT, pelo governador Aécio Neves e pelo vice-presidente José Alencar, Antério já era o prefeito eleito (com 72% dos votos) ao sair da cadeia em novembro. Ficara mais popular durante a temporada na gaiola.
O assombro provocado pela chacina induziu o Ministério da Justiça a criar em fevereiro de 2004 uma força tarefa composta por integrantes do Ministério Público Federal, da Polícia Federal, da polícia civil e da Polícia Militar de Minas. As investigações foram bem até a identificação dos mandantes. Ficou comprovado que o carro usado pelos assassinos pertencia a Antério. Os depoimentos permitiram reconstituir a reunião que aprovou a condenação à morte e detalhou a metodologia da execução. Mas o processo continua longe do fim.
Norberto está em liberdade desde dezembro de 2004. Como o irmão Antério e o fazendeiro José Alberto Costa, que contratou os executores, desfrutam em casa do direito a foro privilegiado. Continuam presos um dos mandantes, Hugo Pimenta, e os assassinos Francisco Pinheiro, Erinaldo de Vasconcelos Silva, Rogério Alan da Rocha Rios e William Gomes de Miranda. Não demorarão a voltar às ruas. Em janeiro deste ano, o Ministério Público Federal de Minas teve de pedir a libertação de Humberto Ribeiro dos Santos, encarregado de apagar as provas do crime.
“Com o transcorrer dos anos, sem a realização do julgamento dos acusados, inevitavelmente ocorre a chamada prescrição.”, lastimou a procuradora Mirian Moreira Lima. “Na Justiça Federal, em Belo Horizonte , a tramitação do processo foi reconhecidamente célere. Somente as sucessivas interposições de recursos pelos réus, todos julgados improcedentes, é que vem dando motivo para o atraso do julgamento pelo Tribunal do Júri. Entendo lamentável a ocorrência da prescrição em crimes dessa natureza, com significativo prejuízo à própria sociedade”.
As famílias de cada assassinado receberam do governo federal de R$ 200 mil. Nenhum parente dos mortos continua em Unaí. Antério Mânica foi reeleito em outubro passado. Já avisou que quer ser deputado.

Pelé acertou no ângulo

A bancada dos sérgios moraes avisa que Pelé acertou no ângulo
Por Augusto Nunes

Mas só se aprende a votar votando, deveria ter acrescentado Pelé depois de trocar por uma vírgula o ponto final da frase lastimavelmente verdadeira: brasileiro não sabe votar. Por não adotar tal cautela, e por ter sido sincero antes que se encerrasse a era dos generais, o Rei foi transformado em alvo preferencial dos patrulheiros ideológicos. Os que sabem votar não se sentiram ofendidos: o maior craque da história acertara no ângulo. A turma que celebra a democracia cubana, sonha com o partido único e despreza a liberdade tratou de reduzi-lo a sócio-atleta do Clube Militar, o camisa 10 do time dos serviçais da ditadura, outro agente da elite paulista. Só um loiro de olhos azuis como Pelé ousaria dizer que brasileiro não sabe votar.
Não sabe mesmo, berra o coro imenso dos delinquentes perigosos e estelionatários gentis, ineptos de carteirinha e cretinos fundamentais, todos fantasiados de senador, deputado, governador, prefeito, vereador ou síndico de prédio. Seja qual for o partido a que pertencem, obedecem ao comando da bancada da bandidagem. Seja qual for o nível de escolaridade, são todos doutores em pilantragem. Seja qual for o sotaque que identifica a origem, todos falam com fluência a língua geral dos fora-da-lei.
Pelé decerto pensava no Brasil dos grotões embrutecidos pela miséria e pela ignorância, dos currais eleitorais subjugados desde o começo dos tempos por coronéis brutais, dos vilarejos esquecidos em algum lugar do passado. Menos de 40 anos depois de divulgada, a frase inspirada nesse mundo primitivo vale para o país inteiro. Aos rebanhos conduzidos desde sempre pelos pastores do atraso, juntaram-se os que pastam nos campos da civilização. Não chega a ser surpreendente que o eleitorado de João Alfredo envie ao Congresso um Severino Cavalcanti, nem que o transforme em prefeito depois de expelido da presidência da Câmara por gatunagem. O que surpreende é a contemplação do que anda acontecendo em cidades plantadas no Brasil moderno. Santa Cruz do Sul, por exemplo. Fundada por imigrantes alemães no coração do Rio Grande do Sul, a 150 quilômetros de Porto Alegre, tem boas escolas, aeroporto, até um autódromo. A cada ano, a maioria dos habitantes, mais de 120 mil, diverte-se na maior Oktoberfest do interior gaúcho. A cada dois anos, faz o que manda o deputado Sérgio Moraes.
Caso se candidatasse a orador da turma do manicômio, até os doidos de pedra achariam insensato eleger alguém que se lixa para a opinião pública. É muita insensatez. Até os napoleões de hospício negariam o voto a quem trata seus partidários como perfeitos idiotas. É muita maluquice. Até os que babam na gravata compreenderiam que o prontuário de Sérgio Moraes só o credencia a candidatar-se a xerife de cadeia. O histórico resumido em junho de 2008 pelo jornalista Alexandre Oltramari, em junho de 2008, na
edição 2066 de Veja, é mais que suficiente para convencer qualquer cérebro com mais de três neurônios de que nem o Congresso brasileiro merece alguém assim.
A maioria do eleitorado de Santa Cruz do Sul discorda. Antes de despachá-lo para a Câmara, elegeu-o vereador, prefeito (duas vezes) e deputado estadual. A prefeita é sua mulher, Kelly, companheira de lutas desde os tempos em que lucravam com um o aluguel de garotas de programa numa casa de prostituição disfarçada de ”clube noturno”. Esses e outros empreendimentos fizeram do deputado um freguês da Justiça. A freguesia eleitoral acha isso tudo irrelevante.
“Entro num ginásio e sou aplaudido”, gabou-se Moraes numa entrevista do Estadão. “São 27 anos com mandato. E com um detalhe: escolhendo dentro de casa”. O monarca municipal simulou uma sessão deliberativa doméstica em que define o próprio destino, o da mulher prefeita, o do filho vereador e o da cidade: ”Escuta, o que tu vai ser agora? Ah, quero ser prefeito. Ah, então tá. Então eu vou ser deputado federal. Quem sabe tu não sai a deputado estadual? Tu sai a vereador”. A fórmula lhe parece irretocável: ”A gente decide dentro de casa e só informa a população. E em todas a gente ganha. Lá, eu ganho o que eu quero”.
“Lá” quer dizer Santa Cruz do Sul. Para redimir-se dos pecados recorrentes, basta que a cidade transforme a próxima eleição no instrumento da vingança merecidíssima. Se mantiver no cargo o presidente do clube dos cafajestes, se ratificar o voto de obediência ao clã, ficará claro que a manada majoritária merece o sinuelo debochado. Quem não merece uma cidade assim são os habitantes ajuizados e o Rio Grande do Sul moderno. Quem não merece um Congresso infestado de sérgios moraes é o Brasil que presta.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Carência de alimentos

Sintomas provocados por carência de alimentos

Veja que interessante... A partir de uma certa idade, temos quase todos esses sintomas, provocados pela falta dos alimentos aqui mencionados.

1. DIFICULDADE DE PERDER PESO
O QUE ESTÁ FALTANDO: ácidos graxos essenciais e vitamina.ONDE OBTER: semente de linhaça, cenoura e salmão - além de suplementos específicos.

2. RETENÇÃO DE LÍQUIDOS
O QUE ESTÁ FALTANDO: na verdade um desequilíbrio entre o potássio, fósforo e sódio.ONDE OBTER: água de côco, azeitona, pêssego, ameixa, figo, amêndoa, nozes, acelga, coentro e os suplementos.

3. COMPULSÃO A DOCES
O QUE ESTÁ FALTANDO: cromo.ONDE OBTER: cereais integrais, nozes, centeio, banana, espinafre,cenoura + suplementos..

4. CÂIMBRA, DOR DE CABEÇA
O QUE ESTÁ FALTANDO: potássio e magnésioONDE OBTER: banana, cevada, milho, manga, pêssego, acerola, laranja e água.

5. DESCONFORTO INTESTINAL, GASES, INCHAÇO ABDOMINAL
O QUE ESTÁ FALTANDO: lactobacilos vivosONDE OBTER: coalhada, iogurte, missô, yakult e similares.

6. MEMÓRIA RUIM
O QUE ESTÁ FALTANDO: acetil colina, inositol.ONDE OBTER: lecitina de soja, gema de ovo + suplementos.

7. HIPOTIREOIDISMO (PROVOCA GANHO DE PESO SEM CAUSA APARENTE)
O QUE ESTÁ FALTANDO: iodo.ONDE OBTER: algas marinhas, cenoura, óleo, pêra, abacaxi, peixes de água salgada e sal marinho.

8.. CABELOS QUEBRADIÇOS E UNHAS FRACAS
O QUE ESTÁ FALTANDO: colágeno.ONDE OBTER: peixes, ovos, carnes magras, gelatina + suplementos.

9. FRAQUEZA, INDISPOSIÇÃO, MAL ESTAR
O QUE ESTÁ FALTANDO: vitaminas A, C, e E e ferro.ONDE OBTER: verduras, frutas, carnes magras e suplementos.

10. COLESTEROL E TRIGLICERÍDEOS ALTOS
O QUE ESTÁ FALTANDO: Ômega 3 e 6.ONDE OBTER: sardinha, salmão, abacate, azeite

11. DESÂNIMO, APATIA, TRISTEZA, RAIVA, INSATISFAÇÃO
O QUE ESTÁ FALTANDO: Dinheiro, meu filho, dinheiro.ONDE OBTER: Quando eu descobrir, informarei.

domingo, 3 de maio de 2009

A FORÇA DA PALAVRA

Por Carlos Bernardo González Pecotche

Um dos elementos que mais freqüentemente utiliza o homem, tanto para fazer-se entender como para estabelecer uma relação harmônica com seus semelhantes, é a palavra, que é condutora do pensamento individual e contribui em muito para a formação do próprio conceito.
A importância de que ela se reveste, ou melhor, que ela assume na vida, evidencia-se em múltiplas formas, e quanto mais respeitável é a posição do que fala, tanto mais confiança inspira sua palavra. Se não sofrer modificação alguma, se manterá como elemento de juízo para prestigiar o conceito de quem a pronuncia.
Quando a palavra é pronunciada para manifestar uma convicção, definir uma atividade ou uma situação, ou expressar um sentimento, e leva em si o sadio propósito de oferecer aos demais a oportunidade de conhecer o pensamento que a anima, tende sempre a superar o conceito de quem a emite.
Quem pensa bem se esforça em falar melhor
Outra coisa acontece com aquela que é pronunciada com a intenção de enganar ou que surge sem reflexão, num impulso fugaz, porquanto costuma afetar ou ferir os que a ouvem, ainda que nada tenham a ver com ela. O só fato de escutá-la lhes causa mal-estar, contribuindo,conseqüentemente, para que se elabore um juízo adverso a respeito de quem a expressou.
Quem pensa bem se esforça em falar melhor. Será benéfico, então, aprender a sincronizar os movimentos da mente com a expressão oral, de modo que a palavra seja a condutora fiel do pensamento. Isso fará com que a palavra se revista de interesse, contrariamente ao que ocorre quando se fala sem pensar no que é dito, pois, nesse caso, a palavra costuma parecer vazia ou sem sentido.
Se quiséssemos apresentar uma imagem que refletisse com mais vívido colorido o mecanismo da palavra, teríamos de imaginá-la como um vagão que, à medida que passa pelo conduto vocal, é preenchido com o pensamento que formará seu conteúdo.
Em síntese, a palavra é um dos elementos com que o homem pode conquistar sua felicidade ou causar seu infortúnio, segundo sejam as manifestações de seu próprio espírito.

Amizade

"Não é amigo aquele que alardeia a amizade: é traficante; a amizade sente-se, não se diz."
Machado de Assis

FARRA DAS PASSAGENS

http://www.youtube.com/watch?v=8-gfYN61WRM